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Apropriação Indébita no CP

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Questões resolvidas

Artigo 168, CP
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.

Nomen juris: apropriação indébita

Requisitos
1) que a vítima entregue o bem de sua propriedade ao agente de forma livre, espontânea e consciente - Caso a vítima venha a agir em função de erro espontâneo ou provocado haverá apropriação de coisa havida por erro ou estelionato);
2) que a posse seja desvigiada - Caso a posse seja vigiada, havendo crime, será furto;
3) que o agente receba o bem de boa-fé - Caso o agente receba o bem com a intenção de não restituí-lo, haverá estelionato;
4) que haja inversão de ânimo: o agente que recebeu a coisa como mero possuidor, passa a se comportar como dono (isto se dá quando o agente fica com a coisa para si com ânimo de assenhoramento definitivo - animus rem sibi habendi, seja por reter, ocultar a coisa etc) - Esta é a apropriação por negativa de restituição. Ainda, possível a configuração do crime quando o agente vem a praticar um ato de disposição que seria privativo do dono, sem a autorização do mesmo. Ex: doação, venda etc. - Esta é a chamada apropriação propriamente dita.

Objetividade jurídica
Inviolabilidade patrimonial

Sujeito ativo
Qualquer pessoa. Deve-se observar que qualquer pessoa poderá cometer este crime, mas desde que tenha posse lícita da coisa, caso contrário estaremos diante de furto ou peculato, quando o agente for funcionário público.

Sujeito passivo
Titular do direito patrimonial atingido pela ação criminosa, que pode ser pessoa diversa da que entregou ou confiou a coisa ao agente.

Elementos do tipo
- apropriar-se: é o fazer sua coisa de outrem
- coisa móvel: é o objeto material, o qual deve ser móvel.
- coisa alheia: o objeto material deve ser de outrem, caso contrário o fato será atípico - é o elemento normativo do tipo
- posse ou detenção: segundo Nelson Hungria, não são expressões sinônimas, sendo que a primeira designa posse direta (ex/ a posse exercida pelo locatário) e a detenção designa poder de fato, que não constitui posse (ex: o caseiro do sítio)

Tipo subjetivo
Dolo, consistente na ação do agente de inverter o título da posse ou detenção para domínio, ou seja, animus rem sibi habendi, que é o elemento subjetivo do injusto.

Consumação
- apropriação por negativa de restituição: consuma-se com a negativa de restituição. Admite forma comissiva (a não devolução caracteriza o delito, em tese, quando o prazo para fazê-lo já tiver vencido - é aconselhável a notificação para a restituição, muito embora não seja indispensável).
- apropriação propriamente dita: consuma-se com o ato de disposição. Só admite a forma comissiva.

Tentativa
Só é admissível na apropriação propriamente dita, pois no caso de negativa de restituição ou o crime se consuma com a negativa ou não há crime.
Com base no texto apresentado, assinale a alternativa correta sobre os requisitos e características do crime de apropriação indébita.
a) A posse deve ser desvigiada para que haja apropriação indébita, caso contrário será furto.
b) O agente pode cometer o crime mesmo sem ter posse lícita da coisa.
c) A apropriação indébita admite tentativa na forma de negativa de restituição.
d) O sujeito passivo é sempre a pessoa que entregou a coisa ao agente.

Art. 168, § 1º (causas de aumento de pena)
I - depósito necessário: há 3 espécies:
- depósito legal: a lei determina quem terá posse
- depósito miserável: é aquele decorrente de calamidade pública
- depósito por equiparação: é o depósito de bagagens de hóspedes
Só haverá apropriação nos casos de depósito miserável e por equiparação, pois no depósito legal, tendo em vista que o agente desempenha a função no exercício de função legal, haverá peculato
II - a enumeração do inciso é taxativa
Tutor: é aquele que rege a pessoa do menor e seus bens
Curador: é aquele que rege a pessoa e os bens do maior incapaz
Inventariante: é aquele que administra o espólio até a partilha
Testamenteiro: é aquele que cumpre as disposições de última vontade
Depositário público: aquele que não sendo funcionário público, tem a obrigação de guardar objetos em razão de determinação judicial
III- profissão: indica atividade intelectual
Ofício: indica atividade manual
Emprego: é a relação de dependência e subordinação que podem existir no ofício ou na profissão.
Sobre as causas de aumento de pena previstas no Art. 168, § 1º, assinale a alternativa correta.
a) O depósito legal é causa de aumento de pena para apropriação indébita.
b) A enumeração dos sujeitos que aumentam a pena é exemplificativa.
c) O depósito miserável e o depósito por equiparação são causas de aumento de pena.
d) Profissão, ofício e emprego são sinônimos e indicam a mesma atividade.

Princípio da especialidade
1. Estatuto do Idoso (L. 10.741/03) - Art. 102. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.Portanto, havendo apropriação indébita contra pessoa maior de 60 anos (art. 1º, L. 10.741/03), segue-se o disposto nesta lei especial, e não na geral (CP). É a aplicação do Princípio da Especialidade (art. 12 CP).
Observando que quanto a esta lei especial ainda pune-se o ‘desvio’ (o que o CP não o faz), ou seja, o sujeito se apropria e altera o destino da coisa, desencaminhando-a.
2. Estatuto da pessoa com deficiência (Lei 13.146, de 6.07.2015) - Art. 89. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão, benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de pessoa com deficiência: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se o crime é cometido: I - por tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; ou II - por aquele que se apropriou em razão de ofício ou de profissão.
Considerando o Princípio da Especialidade, qual lei deve ser aplicada em caso de apropriação indébita contra pessoa maior de 60 anos?
a) Código Penal (CP) geral.
b) Estatuto do Idoso (L. 10.741/03).
c) Estatuto da pessoa com deficiência (Lei 13.146/2015).
d) Nenhuma das anteriores.

Nomen juris: Apropriação Indébita Previdenciária

Considerações iniciais
Esse dispositivo foi acrescido pela L. 9.983/2000 visando a proteção constitucional da seguridade social, conforme artigos 6º, 194 e 195 da carta magna. A previdência social integra a Seguridade Social. Esta compreende “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social” (art. 194 CF). A Seguridade Social “será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios...” (art. 195 CF). Assim, temos o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) um dos entes destinados à assegurar a Seguridade Social, cuja lei penal pretendeu resguardar o repasse das contribuições.

Conceito
Trata-se da conduta onde o sujeito não transfere ou deixa de recolher à previdência social as contribuições descontadas dos segurados.

Objetividade jurídica
Tutela-se a seguridade social, especialmente o patrimônio financeiro da previdência social para resguardar as situações dos contribuintes que eventualmente precisem socorrer à esta. A tutela, na verdade, não se justifica pela simples necessidade de tutela do patrimônio, mas principalmente para garantir o cumprimento das prestações públicas por parte do Estado, especificamente na área da previdência. Ou seja, trata-se de um delito patrimonial de caráter público.
Qual é o objeto jurídico tutelado pelo crime de apropriação indébita previdenciária?
a) O patrimônio privado do contribuinte.
b) A seguridade social, especialmente o patrimônio financeiro da previdência social.
c) A administração pública em geral.
d) O patrimônio do empregador.

Analise as alternativas, e aponte a correta:
A) Curador é aquele que rege a pessoa do menor e seus bens;
B) Tutor é aquele que rege a pessoa e os bens do maior incapaz;
C) Testamenteiro é aquele que não sendo funcionário público, tem a exclusiva obrigação de guardar objetos em razão de determinação judicial;
D) Inventariante: é aquele que administra o espólio até a partilha;
E) Nenhuma das anteriores.

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Questões resolvidas

Artigo 168, CP
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.

Nomen juris: apropriação indébita

Requisitos
1) que a vítima entregue o bem de sua propriedade ao agente de forma livre, espontânea e consciente - Caso a vítima venha a agir em função de erro espontâneo ou provocado haverá apropriação de coisa havida por erro ou estelionato);
2) que a posse seja desvigiada - Caso a posse seja vigiada, havendo crime, será furto;
3) que o agente receba o bem de boa-fé - Caso o agente receba o bem com a intenção de não restituí-lo, haverá estelionato;
4) que haja inversão de ânimo: o agente que recebeu a coisa como mero possuidor, passa a se comportar como dono (isto se dá quando o agente fica com a coisa para si com ânimo de assenhoramento definitivo - animus rem sibi habendi, seja por reter, ocultar a coisa etc) - Esta é a apropriação por negativa de restituição. Ainda, possível a configuração do crime quando o agente vem a praticar um ato de disposição que seria privativo do dono, sem a autorização do mesmo. Ex: doação, venda etc. - Esta é a chamada apropriação propriamente dita.

Objetividade jurídica
Inviolabilidade patrimonial

Sujeito ativo
Qualquer pessoa. Deve-se observar que qualquer pessoa poderá cometer este crime, mas desde que tenha posse lícita da coisa, caso contrário estaremos diante de furto ou peculato, quando o agente for funcionário público.

Sujeito passivo
Titular do direito patrimonial atingido pela ação criminosa, que pode ser pessoa diversa da que entregou ou confiou a coisa ao agente.

Elementos do tipo
- apropriar-se: é o fazer sua coisa de outrem
- coisa móvel: é o objeto material, o qual deve ser móvel.
- coisa alheia: o objeto material deve ser de outrem, caso contrário o fato será atípico - é o elemento normativo do tipo
- posse ou detenção: segundo Nelson Hungria, não são expressões sinônimas, sendo que a primeira designa posse direta (ex/ a posse exercida pelo locatário) e a detenção designa poder de fato, que não constitui posse (ex: o caseiro do sítio)

Tipo subjetivo
Dolo, consistente na ação do agente de inverter o título da posse ou detenção para domínio, ou seja, animus rem sibi habendi, que é o elemento subjetivo do injusto.

Consumação
- apropriação por negativa de restituição: consuma-se com a negativa de restituição. Admite forma comissiva (a não devolução caracteriza o delito, em tese, quando o prazo para fazê-lo já tiver vencido - é aconselhável a notificação para a restituição, muito embora não seja indispensável).
- apropriação propriamente dita: consuma-se com o ato de disposição. Só admite a forma comissiva.

Tentativa
Só é admissível na apropriação propriamente dita, pois no caso de negativa de restituição ou o crime se consuma com a negativa ou não há crime.
Com base no texto apresentado, assinale a alternativa correta sobre os requisitos e características do crime de apropriação indébita.
a) A posse deve ser desvigiada para que haja apropriação indébita, caso contrário será furto.
b) O agente pode cometer o crime mesmo sem ter posse lícita da coisa.
c) A apropriação indébita admite tentativa na forma de negativa de restituição.
d) O sujeito passivo é sempre a pessoa que entregou a coisa ao agente.

Art. 168, § 1º (causas de aumento de pena)
I - depósito necessário: há 3 espécies:
- depósito legal: a lei determina quem terá posse
- depósito miserável: é aquele decorrente de calamidade pública
- depósito por equiparação: é o depósito de bagagens de hóspedes
Só haverá apropriação nos casos de depósito miserável e por equiparação, pois no depósito legal, tendo em vista que o agente desempenha a função no exercício de função legal, haverá peculato
II - a enumeração do inciso é taxativa
Tutor: é aquele que rege a pessoa do menor e seus bens
Curador: é aquele que rege a pessoa e os bens do maior incapaz
Inventariante: é aquele que administra o espólio até a partilha
Testamenteiro: é aquele que cumpre as disposições de última vontade
Depositário público: aquele que não sendo funcionário público, tem a obrigação de guardar objetos em razão de determinação judicial
III- profissão: indica atividade intelectual
Ofício: indica atividade manual
Emprego: é a relação de dependência e subordinação que podem existir no ofício ou na profissão.
Sobre as causas de aumento de pena previstas no Art. 168, § 1º, assinale a alternativa correta.
a) O depósito legal é causa de aumento de pena para apropriação indébita.
b) A enumeração dos sujeitos que aumentam a pena é exemplificativa.
c) O depósito miserável e o depósito por equiparação são causas de aumento de pena.
d) Profissão, ofício e emprego são sinônimos e indicam a mesma atividade.

Princípio da especialidade
1. Estatuto do Idoso (L. 10.741/03) - Art. 102. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.Portanto, havendo apropriação indébita contra pessoa maior de 60 anos (art. 1º, L. 10.741/03), segue-se o disposto nesta lei especial, e não na geral (CP). É a aplicação do Princípio da Especialidade (art. 12 CP).
Observando que quanto a esta lei especial ainda pune-se o ‘desvio’ (o que o CP não o faz), ou seja, o sujeito se apropria e altera o destino da coisa, desencaminhando-a.
2. Estatuto da pessoa com deficiência (Lei 13.146, de 6.07.2015) - Art. 89. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão, benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de pessoa com deficiência: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único. Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se o crime é cometido: I - por tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; ou II - por aquele que se apropriou em razão de ofício ou de profissão.
Considerando o Princípio da Especialidade, qual lei deve ser aplicada em caso de apropriação indébita contra pessoa maior de 60 anos?
a) Código Penal (CP) geral.
b) Estatuto do Idoso (L. 10.741/03).
c) Estatuto da pessoa com deficiência (Lei 13.146/2015).
d) Nenhuma das anteriores.

Nomen juris: Apropriação Indébita Previdenciária

Considerações iniciais
Esse dispositivo foi acrescido pela L. 9.983/2000 visando a proteção constitucional da seguridade social, conforme artigos 6º, 194 e 195 da carta magna. A previdência social integra a Seguridade Social. Esta compreende “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social” (art. 194 CF). A Seguridade Social “será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios...” (art. 195 CF). Assim, temos o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) um dos entes destinados à assegurar a Seguridade Social, cuja lei penal pretendeu resguardar o repasse das contribuições.

Conceito
Trata-se da conduta onde o sujeito não transfere ou deixa de recolher à previdência social as contribuições descontadas dos segurados.

Objetividade jurídica
Tutela-se a seguridade social, especialmente o patrimônio financeiro da previdência social para resguardar as situações dos contribuintes que eventualmente precisem socorrer à esta. A tutela, na verdade, não se justifica pela simples necessidade de tutela do patrimônio, mas principalmente para garantir o cumprimento das prestações públicas por parte do Estado, especificamente na área da previdência. Ou seja, trata-se de um delito patrimonial de caráter público.
Qual é o objeto jurídico tutelado pelo crime de apropriação indébita previdenciária?
a) O patrimônio privado do contribuinte.
b) A seguridade social, especialmente o patrimônio financeiro da previdência social.
c) A administração pública em geral.
d) O patrimônio do empregador.

Analise as alternativas, e aponte a correta:
A) Curador é aquele que rege a pessoa do menor e seus bens;
B) Tutor é aquele que rege a pessoa e os bens do maior incapaz;
C) Testamenteiro é aquele que não sendo funcionário público, tem a exclusiva obrigação de guardar objetos em razão de determinação judicial;
D) Inventariante: é aquele que administra o espólio até a partilha;
E) Nenhuma das anteriores.

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Artigo 168, CP
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou
depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.
Nomen juris: apropriação indébita
Requisitos
1) que a vítima entregue o bem de sua propriedade ao agente de forma livre, espontânea e
consciente - Caso a vítima venha a agir em função de erro espontâneo ou provocado haverá
apropriação de coisa havida por erro ou estelionato);
2) que a posse seja desvigiada - Caso a posse seja vigiada, havendo crime, será furto;
3) que o agente receba o bem de boa-fé - Caso o agente receba o bem com a intenção de não
restituí-lo, haverá estelionato;
4) que haja inversão de ânimo: o agente que recebeu a coisa como mero possuidor, passa a se
comportar como dono (isto se dá quando o agente fica com a coisa para si com ânimo de
assenhoramento definitivo - animus rem sibi habendi, seja por reter, ocultar a coisa etc) - Esta é
a apropriação por negativa de restituição. Ainda, possível a configuração do crime quando o
agente vem a praticar um ato de disposição que seria privativo do dono, sem a autorização do
mesmo. Ex: doação, venda etc. - Esta é a chamada apropriação propriamente dita.
Objetividade jurídica 
Inviolabilidade patrimonial
Sujeito ativo 
Qualquer pessoa. Deve-se observar que qualquer pessoa poderá cometer este crime, mas desde
que tenha posse lícita da coisa, caso contrário estaremos diante de furto ou peculato, quando o
agente for funcionário público.
Sujeito passivo 
Titular do direito patrimonial atingido pela ação criminosa, que pode ser pessoa diversa da que
entregou ou confiou a coisa ao agente.
Elementos do tipo
- apropriar-se: é o fazer sua coisa de outrem
- coisa móvel: é o objeto material, o qual deve ser móvel.
- coisa alheia: o objeto material deve ser de outrem, caso contrário o fato será atípico - é o
elemento normativo do tipo
- posse ou detenção: segundo Nelson Hungria, não são expressões sinônimas, sendo que a
primeira designa posse direta (ex/ a posse exercida pelo locatário) e a detenção designa poder de
fato, que não constitui posse (ex: o caseiro do sítio)
Tipo subjetivo 
Dolo, consistente na ação do agente de inverter o título da posse ou detenção para domínio, ou
seja, animus rem sibi habendi, que é o elemento subjetivo do injusto.
Consumação
- apropriação por negativa de restituição: consuma-se com a negativa de restituição. Admite
forma comissiva (a não devolução caracteriza o delito, em tese, quando o prazo para fazê-lo já
tiver vencido - é aconselhável a notificação para a restituição, muito embora não seja
indispensável).
- apropriação propriamente dita: consuma-se com o ato de disposição. Só admite a forma
comissiva.
Tentativa
Só é admissível na apropriação propriamente dita, pois no caso de negativa de restituição ou o
crime se consuma com a a negativa ou não há crime.
06/03/2026, 16:08 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/16
Art. 168, § 1º (causas de aumento de pena)
I - depósito necessário: há 3 espécies:
- depósito legal: a lei determina quem terá posse
- depósito miserável: é aquele decorrente de calamidade pública
 - depósito por equiparação: é o depósito de bagagens de hóspedes
Só haverá apropriação nos casos de depósito miserável e por equiparação, pois no depósito legal,
tendo em vista que o agente desempenha a função no exercício de função legal, haverá peculato
II - a enumeração do inciso é taxativa
Tutor: é aquele que rege a pessoa do menor e seus bens
Curador: é aquele que rege a pessoa e os bens do maior incapaz
Inventariante: é aquele que administra o espólio até a partilha
Testamenteiro: é aquele que cumpre as disposições de última vontade
Depositário público: aquele que não sendo funcionário público, tem a obrigação de guardar
objetos em razão de determinação judicial
III- profissão: indica atividade intelectual
Ofício: indica atividade manual
Emprego: é a relação de dependência e subordinação que podem existir no ofício ou na profissão.
Princípio da especialidade
1. Estatuto do Idoso (L. 10.741/03) - Art. 102. Apropriar-se de ou desviar bens, proventos,
pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, dando-lhes aplicação diversa da de sua
finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.Portanto, havendo apropriação
indébita contra pessoa maior de 60 anos (art. 1º, L. 10.741/03), segue-se o disposto nesta lei
especial, e não na geral (CP). É a aplicação do Princípio da Especialidade (art. 12 CP).
Observando que quanto a esta lei especial ainda pune-se o ‘desvio’ (o que o CP não o faz), ou
seja, o sujeito se apropria e altera o destino da coisa, desencaminhando-a.
2. Estatuto da pessoa com deficiência (Lei 13.146, de 6.07.2015) - Art. 89. Apropriar-se de ou
desviar bens, proventos, pensão, benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de
pessoa com deficiência: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Parágrafo único.
 Aumenta-se a pena em 1/3 (um terço) se o crime é cometido: I - por tutor, curador, síndico,
liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial; ou II - por aquele que se
apropriou em razão de ofício ou de profissão.
Pena 
Reclusão, de 01 a 04 anos, e multa
Ação penal 
Pública incondicionada.
Art. 168-A, CP
Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e
forma legal ou convencional: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 
Figuras equiparadas
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: 
I - recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que
tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do
público; 
II - recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis
ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços; 
III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido
reembolsados à empresa pela previdência social. 
Causa de extinção da punibilidade
§ 2o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o
pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à
previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. 
Perdão judicial
§ 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for
primário e de bons antecedentes, desde que: 
I - tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da
contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou 
II - o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele
estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o
ajuizamento de suas execuções fiscais. 
06/03/2026, 16:08 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/16
Nomen juris: Apropriação Indébita Previdenciária
Considerações iniciais
Esse dispositivo foi acrescido pela L. 9.983/2000 visando a proteção constitucional da seguridade
social, conforme artigos 6º, 194 e 195 da carta magna. A previdência social integra s Seguridade
Social. Esta compreende “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da
sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência
social” (art. 194 CF). A Seguridade Social “será financiada por toda a sociedade, de forma direta
e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios...”(art. 195 CF). Assim, temos o INSS (Instituo
Nacional de Seguridade Social) um dos entes destinados à assegurar a Seguridade Social, cuja lei
penal pretendeu resguardar o repasse das contribuições.
Confronto
Além deste dispositivo do CP, outras leis visam organizar e garantir o custeio da Seguridade
Social, como, v.g., L. 8.212/91 (Organização da Seguridade Social), L. 8.213/91 (Planos de
benefícios da Previdência Social), L. 8.137/90 (Crimes contra ordem tributária, econômica e
contra as relações de consumo), L. 8.742/93 (Organização da Assistência Social) etc.
Conceito
Trata-se da conduta onde o sujeito não transfere ou deixa de recolher à previdência social as
contribuições descontadas dos segurados.
Objetividade jurídica
Tutela-se a seguridade social, especialmente o patrimônio financeiro da previdência social para
resguardar as situações dos contribuintes que eventualmente precisem socorrer à esta. A tutela,
na verdade, não se justifica pela simples necessidade de tutela do patrimônio, mas
principalmente par garantir o cumprimento das prestações públicas por parte do Estado,
especificamente na área da previdência Ou seja, trata-se de um delito patrimonial de caráter
público. Não se pode olvidar que a contribuição social é um instituto de natureza tributária, e,
ademais, deveria constar no capítulo dos crimes contra Administração Pública (Título XI do CP), e
não deveria estar tipificado no capítulo dos crimes contra o patrimônio. Previdência social é
elemento normativo do tipo. É uma das atividades da seguridade social, tendo por finalidade
cobrir as situações de incapacidade do trabalhador por doença, invalidez, morte ou idade
(auxílios, aposentadorias, pensão), desemprego involuntário (seguro desemprego), salário família
e auxílio reclusão, para os segurados de baixa renda. Enfim, assegurar a proteção social dos
indivíduos contra contingências que os impeçam de prover as suas necessidades pessoais básicas
e de suas famílias através de ações do Poder Público e da sociedade.
Sujeitos do delito
Sujeito ativo: o crime é próprio, somente o pratica aquele que tem por lei o dever de recolher
determinada quantia, também legalmente prevista, do contribuinte e repassá-la à previdência
social, é o substituto tributário ou responsável tributário da obrigação. Ou seja, o empresário
individual, e, no caso de sociedade (pessoa jurídica) todos aqueles que ocupam cargos
administrativos ou técnico contábil financeiro nas sociedades empresariais, como os sócios
gerentes, membros do Conselho de Administração, diretores, contadores, gerentes de
contabilidade etc., comprovada a intenção de “deixar de repassar” a contribuição já recolhida
(caput), ou “não recolher” ou “não pagar” o benefício (§ 1º).
Sujeito passivo: é o Estado, representado pela União e sua autarquia (INSS) que é dotada de
capacidade ativa para arrecadar as contribuições previdenciárias; secundariamente, o
contribuinte que tem a sua contribuição recolhida (descontada) pelo sujeito ativo e não
repassada por este à previdência social.
Elemento objetivo
A conduta, o verbo do tipo em apreço é “deixar” que significa uma abstenção, um não fazer.
Trata-se de crime omissivo próprio. Ademais, é uma norma penal em branco pois a legislação
previdenciária determina a forma e o prazo de recolhimento dessas contribuições. As condutas
são:
1. “deixar de repassar” (caput): significa não transferir quantia à unidade administrativa cabível,
no caso, INSS. Houve um efetivo recolhimento do trabalhador pelo empregador (substituto
tributário) referente às contribuições previdenciárias, e estes valores não são “repassados” ao
INSS. Exige-se, pois, o recolhimento e o não repasse no prazo e na forma legal. O sujeito ativo
deste crime não é o trabalhador, cujo teve descontadas as contribuições, mas o substituto
tributário (empregador), que deve recolher o que arrecadou do contribuinte à previdência social e
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não o faz.
2. “deixar de recolher” (§ 1º I e II): significa não efetuar a entrega do valor arrecadado. Esta
conduta é do empresário individual ou, no caso de sociedade, dos sócios responsáveis pela
arrecadação (administradores), que nem recolhem as contribuições destinadas à previdência
social, apesar de descontadas.
2. “deixar de pagar benefício” (§ 1º, III): benefício é o ganho pago pela previdência social ao
segurado, através da empresa. Normalmente é adiantado pela empresa, que depois termina
compensando os valores com as contribuições devidas pela folha salarial. Ex.: salário família,
auxílio maternidade, salário maternidade etc.
Elemento subjetivo
O crime é doloso, consistindo na vontade livre e consciente de não proceder ao repasse da
contribuição obtida, ou não recolher a contribuição devida. O tipo não exige elemento subjetivo
do injusto, ou seja, não há uma vontade específica do agente, o dolo é genérico. Parte da
doutrina entende tratar-se de dolo específico, consistindo este que o sujeito aja com um fim
especial, que é apoderar-se da contribuição não repassada à previdência ou não recolhida.
Pacificado, hoje a desnecessidade de haver elemento subjetivo específico (animus rem
ibihabendi) Não se pune a forma culposa por falta de previsão legal. 
Figuras equiparadas (§ 1º)
Segundo o § 1º, incorrerão nas mesmas penas aqueles que deixarem de:
I - recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que
tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do
público: 
II - recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis
ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços:
III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido
reembolsados à empresa pela previdência social. 
significa não arrecadar a contribuição social que é devida ao INSS. No caput, arrecadou-se e não
repassou, nesta, nem houve arrecadação. Esta conduta é do empresário individual ou, no caso de
sociedade, dos sócios responsáveis pela arrecadação (administradores).
“Deixar de recolher” (I e II): sujeito não efetua a entrega do valor arrecadado. Esta conduta é do
empresário individual ou, no caso de sociedade, dos sócios responsáveis pela arrecadação
(administradores), que nem recolhem as contribuições destinadas à previdência social, apesar de
descontadas.
“Deixar de pagar benefício” (III): benefício é o ganho pago pela previdência social ao segurado,
através da empresa. Normalmente é adiantado pela empresa, que depois termina compensando
os valores com as contribuições devidas pela folha salarial. Ex.: salário família, auxílio
maternidade, salário maternidade etc.
Causa de extinção da punibilidade (§ 2º)
Segundo este parágrafo será excluída a punibilidade do agente se, antes do início da ação fiscal o
sujeito declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, importâncias ou valores e
presta as informações devidas à previdência social. Ação fiscal trata-se do processo
administrativo para apuração de autuação fiscal e cobrança dos valores devidos, e é anterior a
ação penal. Porém, está sedimentado que a extinção da punibilidade poderá ocorrer mesmo após
a instauração do processo penal. Isso porque a L. 10.684/03, ainda em vigência, não condicionou
o período para o cumprimento da obrigação tributária. Com isso, ainda que o sujeito pague o
débito após a instauração do processo criminal (recebimento da denúncia), haverá a extinção da
punibilidade do sujeito, mas, desde que o faça antes da sentença. Claro que, se realizado o
parcelamento depois do recebimento da denúncia haverá a suspensão do processo (e da
prescrição) até o cumprimento do acordo. Ademais disso, é sedimentado pela jurisprudência,
inclusive do próprio Supremo Tribunal Federal, que nos crimes contra ordem tributária há
ausência de justa causa para ação penal quando há pendência de procedimentoadministrativo
fiscal do contribuinte para apuração de débito e/ou multas que possam incidir. Tal entendimento
foi firmado pelo Supremo através do habeas corpus nº 81611, de 13.5.2005. Tanto que a matéria
foi sumulada através da Súmula Vinculante nº 24: “Não se tipifica crime material contra ordem
tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da L. nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do
tributo”
Perdão Judicial e Figura Privilegiada (§ 3º)
Como sabemos, o perdão judicial trata-se de causa que extingue a punibilidade, conforme art.
107, inciso IX do CP. Assim, o juiz deixará de aplicar a pena (perdão judicial) ou aplicará somente
a multa (privilégio de pena) se o agente preencher os seguintes requisitos:
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1. primário e de bons antecedentes: primário é o sujeito que não possui condenação criminal
transitada em julgado, ou, tendo sido condenado, passou 5 anos entre a data dom cumprimento
ou extinção da pena e a data da nova infração (art. 63/64 CP). Diz-se do que tem maus
antecedentes o sujeito que possui inquéritos, boletins de ocorrência ou processos arquivados,
sem possuir condenação criminal.
2. tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da
contribuição social previdenciária, inclusive acessórios: como visto anteriormente, a L. 10.684/03
permite a extinção da punibilidade do agente que paga o débito, mesmo depois de oferecida a
denúncia, logo, apesar de não poder receber o perdão, de qualquer forma pagando o débito fica
extinta sua punibilidade.
3. o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele
estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o
ajuizamento de suas execuções fiscais: segundo a L. 11.033/04 que alterou o artigo 20 da L.
10.522/02, o valor mínimo estabelecido pela Previdência Social para o ajuizamento de ações
fiscais é de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Ou seja, valores devidos iguais ou inferiores a dez mil
reais deveriam ser considerados insignificantes e levariam ao perdão judicial do agente. Porém,
como a própria lei especificou que serão arquivados “sem baixa na distribuição”, ou seja, mantido
o débito, apesar de não ser cobrado e não ser exercida a persecução penal até atingir esse
montante. Porém, há de se destacar entendimento jurisprudencial reconhecimento que a
insignificância é limitada a R$ 1.000,00 (mil reais). Tal se dá por força da Lei 9.441/97 que é
expressa no sentido de que a dívida deste valor referente a um mesmo devedor será extinta. Não
obstante isso, a Portaria nº 75 oriunda do Ministério da Fazenda aumentou o teto para não
ajuizamento de ações cujo valor consolidado seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil
reais).
Algumas questões jurisprudenciais
1. Estado de necessidade: pode configurar estado de necessidade (art. 24 CP) ou a
inexigibilidade de conduta diversa (causa supra legal de excludente da culpabilidade) se houver
comprovação de que o sujeito não repassou o recolhimento das contribuições previdenciárias por
sérias e fundadas dificuldades financeiras na empresa.
2. Processo administrativo pendente: hoje é pacificado o entendimento de que há necessidade do
esgotamento da instância administrativa como condição para ajuizamento da ação penal. Já
decidiu o Tribunal Pleno do STF que pendente procedimento administrativo para apuração de
débito tributário de qualquer espécie, não se pode instaurar a ação penal sem chegar-se ao fim
deste procedimento. Afinal, pode-se concluir que o sujeito nada devia.
3. Denúncia genérica: sendo uma pessoa jurídica, não pode o Ministério Público denunciar todos
os sócios sem individualizar a conduta de cada um e demonstrar a responsabilidade penal de
cada, levando isto à nulidade da ação penal escorada nesta denúncia. Isso porque o simples fato
de ser sócio da empresa não autoriza a instauração de processo criminal contra ele, devendo
haver uma mínima relação de causa e efeito entre a imputação criminosa e a sua condição de
dirigente da empresa.
4. Princípio da Insignificância: é admissível o Princípio da Insignificância sob o fundamento de ser
inadmissível mover o aparato punitivo na repressão penal para infrações de bagatela, tornando-
se irrelevante a conduta ao fisco. Tal entendimento foi firmado em razão da L. 10.522, de
19.07.2002 que, em seu art. 20, assim dispõe: “Serão arquivados, sem baixa na distribuição,
mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execuções fiscais de
débitos inscritos como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por
ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).” Ocorre que a
secretaria da Receita Federal publicou a Portaria 75/12 RF que eleva para R$ 20.000,00 (vinte mil
reais) o valor dos débitos sujeitos a arquivamento das execuções fiscais federais. Dessa forma,
criou-se entendimento no sentido de que a Insignificância foi majorada para este teto. Ocorre
que, verifica-se divergência nos tribunais, sendo o assunto polêmico.
Consumação e tentativa
Trata-se de crime formal, com mera omissão (o não repasse) dos descontos realizados no prazo e
forma legal (caput) ou não pagamento do benefício reembolsado à empresa pela previdência
social (§ 1º, III), ou o não recolhimento das contribuições (§ 1º, I e II). Interessante que para a
configuração do crime há necessidade de haver o lançamento, que é a constituição do crédito
tributário. Ademais, imprescindível o esgotamento da via administrativa para apuração do
montante (Súmula vinculante nº 24, STF), tratando-se de condição de procedibilidade
imprescindível para oferecimento da denúncia. A tentativa é inadmissível, pois se trata de crime
omissivo próprio, já de posse dos valores descontados, quando findo o prazo para recolhimento,
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o crime se consuma, não havendo que se falar em crime tentado. Ou seja, a mera abstenção
consuma o crime, independentemente de qualquer outra situação. 
Ação Penal
É pública incondicionada.
Pena
Reclusão de 2 a 5 anos, e multa.
 
Exercício 1:
 
Como se dará a responsabilização penal daquele que recebe um cofre trancado com a
incumbência de transportá-lo, e, durante o trajeto, vem a arrombá-lo para se apoderar dos
valores ?
 
A)
artigo 155, § 4º, I do CP;
B)
artigo 168, ‘caput’do CP;
C)
artigo 168, § 1º, I do CP;
D)
artigo 168, ‘caput’ c.c. artigo 163, ‘caput’, ambos do CP, em concurso material de crimes;
E)
artigo 171, caput do CP.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Exercício 2:
 
Fulano pede a Beltrano, seu amigo de longa data, que guarde em sua casa um computador de
sua propriedade, até que volte de uma viagem que fará para a Europa. Dias após ter recebido o
aparelho de boa-fé, quando Fulano já se encontrava no passeio, como se fosse seu, Beltrano
vende o computador para terceira pessoa. A conduta de Beltrano se amolda à prática de:
A)
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receptação;
 
 
B)
receptação qualificada;
 
 
C)
furto;
 
 
 
 
D)
apropriação indébita;
 
 
 
 
 
 
 
E)
estelionato.
 
 
 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Exercício 3:
Considere as afirmações relativas ao artigo 168, CP:
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I – o nomen iuris é apropriação de coisa achada
II – a pena do caput é de detenção de 01 a 04 anos e multa
III – a ação penal é pública condicionada a representação
 
Diante das as assertivas, é certo afirmar:A)
 somente a I é correta;
B)
 somente a II é correta;
C)
 somente a III é correta;
 
D)
todas são corretas;
E)
 todas são incorretas;
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 4:
Considere as afirmações relativas ao artigo 168, CP:
I – a posse vigiada constitui requisito
II – não constitui requisito a necessidade
da vítima entreguar o bem de sua propriedade ao agente de forma livre, espontânea e consciente
III – constitui requisito ter o agente recebido o bem de boa-fé
 
Diante das as assertivas, é certo afirmar:
 
Para consulta:
Artigo 168, CP
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
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Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.
 
 
A)
somente a I é correta;
B)
somente a II é correta;
C)
somente a III é correta;
D)
todas são corretas;
E)
todas são incorretas;
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 5:
Considere as afirmações relativas ao artigo 168, CP:
I – o objeto material é coisa imóvel
II – qualquer pessoa poderá cometer este crime, mas desde que tenha posse lícita da coisa,
caso contrário estaremos diante de furto ou peculato, quando o agente for funcionário público
III – o elemento subjetivo é o dolo e a culpa
 
Diante das as assertivas, é certo afirmar:
A)
somente a I é correta
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B)
somente a II é correta
C)
somente a III é correta
D)
todas são corretas;
E)
todas são incorretas;
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 6:
Considere as afirmações relativas ao artigo 168, CP:
 
I – consuma-se a apropriação por negativa de restituição com o ato de disposição
 
II – consuma-se a apropriação propriamente dita com a negativa de restituição
 
III – a tentativa só é admissível na apropriação propriamente dita
 
Diante das as assertivas, é certo afirmar:
 
Para consulta:
Artigo 168, CP
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.
 
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A)
somente a I é correta
B)
somente a II é correta
C)
somente a III é correta
D)
todas são corretas
E)
todas são incorretas
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 7:
Considere as afirmações relativas ao artigo 168, § 1º, CP:
 
I – trata-se de qualificadora
 
II – trata-se de circunstância agravante
 
III – trata-se de circunstância privilegiada
 
Diante das as assertivas, é certo afirmar:
 
Para consulta:
Artigo 168, CP
“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
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I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.
 
 
A)
somente a I é correta
B)
somente a II é correta
C)
somente a III é correta
D)
todas são corretas
E)
todas são incorretas
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 8:
Considere as afirmações relativas ao artigo 168, § 1º, CP:
 
I – constituem espécies de depósito necessário: legal, miserável e por eqüidistância
 
II – a enumeração do inciso II é exemplificativa
 
III – profissão indica predominantemente a atividade manual, enquanto que ofício indica
predominantemente a atividade intelectual
 
Diante das as assertivas, é certo afirmar:
 
Para consulta:
Artigo 168, CP
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“Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
I - em depósito necessário;
II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;
III - em razão de ofício, emprego ou profissão”.
 
 
A)
somente a I é correta
B)
somente a II é correta
C)
somente a III é correta
D)
todas são corretas
E)
todas são incorretas
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 9:
Qual é a ação penal cabível na apropriação indébita ?
Para consulta:
Art. 168, CP - "Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção".
A)
Pública Condicionada à Representação
B)
Pública Condicionada à Requisição do Ministro da Justiça
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C)
Pública Incondicionada
D)
Privada Personalíssima
E)
Privada Propriamente Dita
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Exercício 10:
Qual é o nomen iuris do delito tipificado no artigo 168, CP ?
Para consulta:
"Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Aumento de pena
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:
- em depósito necessário;
- na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou
depositário judicial;
- em razão de ofício, emprego ou profissão”.
A)
Apropriação de coisa achada
B)
Apropriação previdenciária
C)
Apropriação de tesouro
D)
Apropriação havida por erro
E)
Apropriação indébita
06/03/2026, 16:08 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Exercício 11:
Qual é a pena da apropriação indébita ?
Para consulta:
Art. 168 - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:”
A)
Detenção, de 01 a 04 anos
B)
Reclusão, de 01 a 04 anos, e multa
C)
Detenção, de 01 a 04 anos, ou multa
D)
Reclusão, de 01 a 04 anos
E)
Reclusão, de 01 a 05 anos, e multa
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Exercício 12:
Analise as alternativas, e aponte a correta:
A)
Curador é aquele que rege a pessoa do menor e seus bens;
B)
Tutor é aquele que rege a pessoa e os bens do maior incapaz;
C)
Testamenteiro é aquele que não sendo funcionário público, tem a exclusiva obrigação de guardar
objetos em razão de determinação judicial;
D)
Inventariante: é aquele que administra o espólio até a partilha;
06/03/2026, 16:08 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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E)
Nenhuma das anteriores.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
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