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Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Gestão por competências Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo de abertura da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Olá, estudante! A partir deste momento, estaremos juntos neste ambiente de estudo da disciplina GESTÃO POR COMPETÊNCIAS. Ela foi preparada especialmente para que você conheça e aprenda a administrar o desenvolvimento de competências como estratégia de facilitação em gestão de pessoas. Para tanto, esperamos que você aprenda a conhecer o que é competência, bem como mapear e identificar estratégias que envolvam esse conceito em gestão de pessoas, aplicando técnicas e ferramentas organizacionais que poderão auxiliar o processo de transformação individual e organizacional. Com isso, a finalidade proposta é o aumento da produtividade e a humanização do trabalho, ao mesmo tempo equilibrando objetivos pessoais e organizacionais. Aproveite para interagir com sua turma e seu tutor. Bons estudos! Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Objetivos Ao final desta disciplina, você deverá ser capaz de: • Definir o conceito de competência. • Mapear os diversos tipos de competências profissionais. • Identificar ações estratégicas na gestão por competências. • Aplicar técnicas e ferramentas de gestão de competências. Conteúdo Programático Esta disciplina está organizada de acordo com as seguintes unidades: • Unidade 1 – Gestão por Competências • Unidade 2 – Mapeamento de competências • Unidade 3 – Competências e suas possibilidades na gestão de pessoas • Unidade 4 – Competências e seus limites Autoria Wagner Salles Mestre em Administração, especialista em Executivo Júnior e graduado em Administração. Professor presencial e tutor em EAD. Atuou como analista de recursos e prevenção jurídica e dirigiu a área de comunicação de uma organização. Membro do ESCOPO (Grupo de Estudos sobre os Coletivos de Trabalho e das Práticas Organizacionais). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Gestão por Competências A relevância desta unidade está nos aspectos que constituem o conceito de competência e as suas formas de atuação, bem como nas relações que conjugam o indivíduo ao seu ambiente de trabalho. Em um cenário em constantes mudanças, as organizações são desafiadas a prepararem as equipes de trabalho em seu ambiente interno para se manterem competitivas no mercado. Neste sentido, é importante que as empresas conheçam o conceito de competência, para assim, favorecer a segurança, objetividade, produção e o sentido no trabalho daqueles que compõem a organização. Objetivo Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: • Definir o conceito de competência. Conteúdo Programático Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas: • Tema 1 - O conceito de competência • Tema 2 - Competências humanas e organizacionais • Tema 3 - Absorção do conceito de competência em gestão de pessoas (In) Competente Onde será que está a competência? Nos recursos disponíveis ou no profissional qualificado? Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 1 O conceito de competência O que é e onde surgiu o conceito de competência? Antes de tudo, é importante entendermos o que realmente deve ser considerado quando falamos em competência. Será que devemos aceitar o que é conhecido pelo senso comum em relação a ser competente ou incompetente? Para apurarmos esse nosso entendimento, vamos dar um passeio histórico, observando o que alguns autores destacam sobre a conceituação de competência, para preparar o nosso terreno sobre aquilo que vamos trabalhar a partir deste momento. De forma geral, o termo “competência” é atribuído à qualificação reconhecida a um determinado indivíduo sobre a realização de uma missão qualquer. O sucesso dessa realização ou a capacidade que o indivíduo demonstra para tal é o que definiria a sua competência. Nessa lógica, a “incompetência” seria a incapacidade do indivíduo em cumprir objetivos; sua qualificação insuficiente para atender à demanda. Isto tem uma conotação que segrega o indivíduo de certos grupos, sejam eles profissionais ou sociais (FLEURY; FLEURY, 2001), devido aos desdobramentos que esta desqualificação pode gerar. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Parte desse conceito de capacidade ou qualificação para realizar alguma coisa tem sua origem no emprego jurídico do termo “competência” na Idade Média, que dá a definição de capacidade legal para julgar ou apreciar uma questão (BRANDÃO; GUIMARÃES, 2001; ISAMBERT- JAMATI, 1997 apud CARBONE et al., 2009). Saiba mais Para aprofundar seu conhecimento sobre a origem do termo “competência”, estude o capítulo 3 (p. 21-24) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na biblioteca virtual. Competência no campo organizacional No campo organizacional, o termo competência vem sendo explorado por diversas abordagens, sob óticas aplicadas a diversos contextos e a diversas áreas científicas. Há diferentes aspectos abordados pelas correntes que tratam da gestão de/por competências, conforme mostra Bitencourt (2004, p. 59) por meio de um quadro de referências dos principais autores por aspecto abordado: Aspectos abordados Principais autores Formação Boyatizis (1982), Parry (1996), Boog (1995), Becker (2001), Spencer e Spencer (1993), Magalhães et al. (1997), Hipólito (2000), Dutra et al. (1998), Sandberg (1996). Capacitação (aptidão) Moscovici (1994), Magalhães et al. (1997), Dutra et al. (1998), Zarifian (2001). Ação (em oposição a potencial) Sparrow e Bognanno (1994), Durand (1998), Cravino (1997), Ruas (1999), Moscovici (1994), Boterf (1997), Perrenoud (1998), Fleury e Fleury (2000), Davis (2000), Zarifian (2001). Articulação de recursos (mobilização) Boterf (1997). Resultados Boyatizis (1982), Sparrow e Bognanno (1994), Parry (1996), Hase et al. (1998), Becker et al. (2001),Spencer e Spencer (1993), Cravino (2000), Ruas (1999), Fleury e Fleury (2000), Hipólito (2000), Dutra et al. (1998), Davis (2000), Zarifian (2001). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Aspectos abordados Principais autores Perspectiva dinâmica (questionamento constante) Hipólito (2000). Autodesenvolvimento Bruce (1996). Interação Sandberg (1996). Saiba mais Para aprofundar seu conhecimento sobre a expansão do conceito de competência, estude, agora, o capítulo 2 (p. 17-20) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na biblioteca virtual. Competências profissionais na perspectiva internacional Ducci (1996) destaca que as discussões sobre o tema das competências, focadas nos aspectos econômico e social, assumem uma riqueza na medida em que as organizações, principalmente no contexto de países em desenvolvimento, consideram a valorização dos recursos humanos e a capacidade humana para construir este desenvolvimento. A autora enfatiza que a discussão sobre competências profissionais é dada pela necessidade de adaptação à mudança, presente na sociedade internacional e evidenciada por múltiplas formas. Nesse contexto, o desenvolvimento de competências profissionais se torna um conceito dinâmico nas organizações para enfrentar e gerenciar mudanças. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Considerando a perspectiva da mesma autora, o modelo por competências se torna relevante nas organizações que consideram o fator humano para o avanço no contexto internacional em profunda mudança. Saiba mais “Particularmente los países em desarrollo enfrentam la necessidad de encontrar nuevas y más favorables formas de inserción en el concierto internacional en profunda transformación. Deben recurrir para ello a su más abundante, preciado e inagotable recurso: su gente. De ahí, la importancia y proyección que el modelo de competencia laboral oferece a los países en desarrollo.” (DUCCI, 1996, p. 16). Tradução: Particularmente, os países em desenvolvimento enfrentam a necessidade de encontrar novas e mais favoráveis formas de integração no cenário internacional em profunda transformação. Devem contar com o seu mais abundante e inesgotável recurso precioso: o seu povo. Daí, a importância e projeção que o modelo de competência profissional oferece aos países em desenvolvimento. De acordo com Ducci (1996), as mudanças no panorama internacional podem ser destacadas em três esferas que se referem aos seguintes aspectos: • Novo ordenamento econômico-social internacional Devido ao processo de globalização e desregulação da economia, à abertura de mercados, à liberação da produção e do comércio, à consolidação de blocos de intercâmbio internacional, à migração da força de trabalho através das fronteiras e ao protagonismo dos setores privados e redefinição do papel do Estado, que se traduz em pressões competitivas que geram profundas reestruturações setoriais. • Transformações da produção e do trabalho Quando as organizações se veem obrigadas a aumentarem a produtividade e a buscarem novos e adequados mercados, chegando até eles com novos e melhores produtos e com novas tecnologias para inovar. • Novo perfil do trabalhador Que combina conhecimento, comportamento profissional e habilidades técnicas específicas. A seguir são enfatizadas as palavras da autora quanto à peculiaridade deste movimento dinâmico das mudanças e suas implicações nas competências profissionais. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. “Este movimiento arroja despidos, desaparición de puestos de trabajo, cambio en los contenidos de los empleos disponibles y creación de nuevos puestos de trabajo que requieren competencias nuevas y em permanente evolución. (DUCCI, 1996, p. 17) Tradução: Este movimento gera demissões, perda de emprego, mudança no conteúdo dos postos de trabalho disponíveis e criação de novos postos de trabalho que exigem competências novas e em constante evolução.” Todas estas conceituações e perspectivas – norte-americana, francesa e internacional – levam a uma reflexão quanto à necessidade de repensar a organização do trabalho. Esta necessidade não se refere apenas à capacidade do trabalhador, mas também à capacidade da organização em: Dica Quer conhecer um exemplo de mudança de atitude empresarial? Clique aqui e confira uma iniciativa da BOVESPA baseada na sustentabilidade. O dinamismo organizacional tende a exigir uma capacidade de adaptação a mudanças e de gestão do desenvolvimento do próprio acervo de competências. Nesse sentido, novas competências e as competências em evolução se referem, inclusive, à liderança – um dos papéis gerenciais – como uma necessidade que o gestor tem em mobilizar as pessoas para o trabalho, para que as mudanças necessárias possam ser realizadas. Nasce, então, a perspectiva sobre o que seriam as competências essenciais de uma organização. Saiba mais Para aprofundar seu conhecimento sobre os grupos de competência, estude, agora, o capítulo 3 (p. 25) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na biblioteca virtual. Em linhas gerais, as competências essenciais poderiam ser compreendidas como sendo um conjunto de habilidades e de recursos tecnológicos que vão possibilitar à https://iseb3.com.br/o-que-e-o-ise Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. empresa proporcionar vantagens e benefícios que atendam às necessidades de seus clientes. Para compreender um pouco mais as competências essenciais, leia o artigo “Competências Essenciais”. https://www.galiciaeducacao.com.br/blog/competencias-essenciais/ Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 2 Competências humanas e organizacionais Qual(is) a(s) forma(s) com que se desenvolve(m) uma competência? Para recordar A diferença principal de perspectiva que separa a corrente norte-americana da francesa:A primeira [norte-americana] entende a competência como um estoque de qualificações (conhecimentos, habilidades e atitudes) que credencia a pessoa a exercer determinado trabalho. A segunda [francesa] associa a competência não a um conjunto de qualificações do indivíduo, mas sim às realizações da pessoa em determinado contexto, ou seja, àquilo que ela produz ou realiza no trabalho. (DUTRA, 2004; apud CARBONE et al., 2009, p. 43) Com base na diferença entre as correntes, é oportuno ainda compreender melhor o que significa esse estoque de qualificações, uma vez que isto está ligado à ótica humana do conceito de competência. Ou seja, para compreender e considerar como coerente a perspectiva norte-americana, é preciso compreender como se forma esse estoque de qualificações que o indivíduo pode carregar consigo. Vejamos: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. • Conhecimento: informações que interferem no julgamento ou comportamento do indivíduo; refere-se ao acúmulo de saber, de conceitos, de ideias e de fenômenos durante a vida de uma pessoa. • Habilidade: capacidade de colocar o conhecimento em ação; pode ser observada na forma intelectual (quando há maior facilidade em organizar informações de maneira mental) e na forma motora (quando há maior facilidade de realizar algo de maneira neuromuscular). • Atitude: forma de se relacionar com o trabalho e com outras pessoas; refere-se a um sentimento ou tendência que influencia sua maneira de agir socialmente. A partir deste esclarecimento, é aceito dizer que as competências humanas, se aplicadas ao ambiente de trabalho e compartilhadas entre os trabalhadores, dão origem ao que podemos chamar de “competências organizacionais”. E por que podemos realizar esta associação? Bitencourt (2004) consegue explicar quando comenta os exemplos de competências gerenciais: As competências se desenvolvem por meio da interação entre as pessoas no ambiente de trabalho, privilegiando a questão da complementaridade, ou seja, não se limitam ao desenvolvimento de um perfil idealizado de gestor (“super-homem”) nem a listas infindáveis de atributos, mas se traduzem em práticas gerenciais complementares ou em ações gerenciais articuladas (consolidação de competências coletivas). (BITENCOURT, 2004, p. 60). Estudos realizados em meados da década de 1960, em linhas de montagem de indústrias eletrônicas, evidenciaram a distinção entre o trabalho prescrito e o trabalho real, pois foi identificado pelos teóricos ergonomistas que os trabalhadores provocavam alterações no modelo descritivo devido aos ajustes necessários à divisão do trabalho e divisão dos homens (BRITO, 2008, p. 440). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Esta conclusão sobre competências organizacionais corroborou o conceito de que o trabalho pode ser compreendido em suas diferentes perspectivas. Entre elas, consideram-se as dimensões do trabalho prescrito – assumido na categoria de tarefa – e o trabalho real – assumido na categoria de atividade. Trabalho prescrito e trabalho real O aspecto do trabalho prescrito tem sua fundamentação nos estudos tayloristas, onde o trabalhador é tido como um mero executor de tarefas previamente descritas, de forma que se proceda com um único modo de trabalho, o “melhor” modo. Saiba Mais Segundo Taylor, em sua obra “Princípios da Administração Científica”: “A ideia da tarefa é, quiçá, o mais importante elemento na administração científica. O trabalho de cada operário é completamente planejado pela direção, pelo menos, com um dia de antecedência e cada homem recebe, na maioria dos casos, instruções escritas completas que minudenciam a tarefa de que é encarregado e também os meios usados para realizá-la. [...] Na tarefa é especificado o que deve ser feito e também como fazê-lo, além do tempo exato concebido para a execução.” (TAYLOR, 1911; 1995, p. 20) Já no aspecto real do trabalho (na ótica da atividade), os estudos se desdobram com outra complexidade. Veja a comparação: Perspectiva estática Perspectiva dinâmica, flexível e instável Intervenção do trabalhador Trabalho prescrito X Trabalho real X X Em princípio, a diferenciação básica entre o real e o prescrito se deve à intervenção do trabalhador para corrigir os desvios e imprevistos no cotidiano. Essa intervenção, a priori, considera que a prescrição da tarefa não é suficiente para atingir o objetivo do trabalho, de acordo com as características vistas na tabela anterior. A diferença entre o prescrito e o real sempre existirá, dada a dinâmica e a instabilidade do contexto organizacional. Essa instabilidade pode ser observada de diferentes pontos de vista. Conforme destaca Brito (2008), as oscilações no contexto organizacional podem ocorrer, sob uma das várias perspectivas, a partir de: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Variações produtivas Variações tecnológicas e estruturais Quantidades produzidas/demandadas, interferências no fornecimento de matéria-prima. Falhas de maquinário, depreciação das instalações ou problemas técnicos. Ora, se o indivíduo se torna o ator no processo de ajuste entre o prescrito e o real, as instabilidades no contexto organizacional podem não possuir apenas origens processuais, externas ou ambientais, mas também podem ocorrer devido ao próprio caráter subjetivo da pessoa e de sua formação, como, por exemplo: • Qualificação de acordo com o processo educacional. • Estado interior (forma de compreensão, julgamento e reação à realidade do trabalho). Em outras palavras, o caráter real do trabalho (atividade) contempla não apenas as lacunas existentes entre os processos prescritos e o cotidiano imprevisto do trabalho, mas também contempla o caráter humano do trabalhador quando confrontado com essas lacunas. Saiba Mais Quanto ao enfoque no “recurso humano”, o desenvolvimento das competências organizacionais traduz a necessidade emergente por competências dinâmicas, que fogem à prescrição da função, de forma a atender às questões da realidade do trabalho. Contudo, ainda é preciso considerar as implicações do enfrentamento dessa realidade do trabalho por parte do trabalhador, de forma a compreender melhor como as competências podem ser desenvolvidas a partir da uma realidade dinâmica e não do conjunto de características fixas e inerentes a tarefa/função/indivíduo. Como o indivíduo pode vir a desenvolver competências a partir da astúcia em encontrar soluções para questões da realidade do trabalho, não contempladas pela prescrição da função, e que emergem a partir do seu desempenho? Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga deAlmeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Desenvolvimento de competências organizacionais Por fim, podemos compreender que o desenvolvimento das competências organizacionais depende: • Das relações sociais que se formam entre os indivíduos de determinado grupo de trabalho. • Da capacidade coletiva de enfrentamento do contexto e superação de desafios que a realidade do trabalho impõe. Esse desenvolvimento de competências organizacionais dará determinados atributos à organização que vão oferecer: Exemplo Citemos o exemplo da empresa Streit, pequena subcontratada da indústria automobilística, que trabalha com a usinagem de peças mecânicas. Nela, cada operário era capaz, quando o chefe de oficina estava ausente, de atender aos clientes por telefone, pois sabia muito bem quais eram os parâmetros de desempenho fundamentais e como devia responder às perguntas desses clientes (nesse caso, o respeito ao prazo do cliente era um parâmetro primordial e cada operário tinha consciência muito precisa disso) (ZARIFIAN, 2012, p. 90). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 3 Absorção do conceito de competência em gestão de pessoas Que relação há entre competência e gestão de pessoas? Kilimnik et al. (2004) publicaram um trabalho de pesquisa aplicada a um grupo de pós- graduados e pós-graduandos em telecomunicações, com o objetivo de investigar a percepção destes entrevistados em relação às competências requeridas e o grau de modernidade das políticas e práticas organizacionais das empresas em que atuavam. O conceito de competência utilizado no estudo foi baseado na perspectiva francesa. Veja algumas referências: Competência profissional é uma combinação de conhecimentos, de saber-fazer, de experiências e comportamentos que se exercem em um contexto preciso. Ela é constatada quando de sua utilização em situação profissional, a partir da qual é passível de validação (CNPF, 1998 apud ZARIFIAN, 2001, p. 66). A capacidade de um indivíduo de mobilizar o todo ou parte de seus recursos cognitivos e afetivos para enfrentar uma família de situações complexas, o que exige a conceituação precisa desses recursos, das relações que devem ser estabelecidas entre eles e da natureza do “saber mobilizar”. Pensar em termos de competência significaria, portanto, pensar a sinergia, a orquestração de recursos cognitivos e afetivos diversos para enfrentar um conjunto de situações que apresentam analogia de estrutura (PERRENOUD, 2001, p. 21). Confira a seguir os resultados, as mudanças necessárias e a conclusão deste estudo. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. • Resultados Os resultados da pesquisa indicaram uma elevada demanda pelo conjunto das competências investigadas e uma baixa percepção do grau de modernidade das políticas e práticas de gestão. Ou seja, para os entrevistados, existe a percepção de que há uma elevada exigência de um conjunto de competências no momento da contratação para a função, mas não há o mesmo grau de preocupação da gestão em aplicar ou desenvolver estas competências na prática organizacional. • Mudanças necessárias Tal resultado propõe uma mudança necessária na estrutura e no comportamento organizacional de forma a promover maior participação e envolvimento dos funcionários. É claro que o estudo deixa registradas as delimitações da pesquisa e da amostra obtida, dentro do setor investigado, e abre novas possibilidades de estudos para aprofundar os dados e suas interpretações. No entanto, algumas contribuições deste estudo chamam a atenção para a leitura do modelo de gestão por competências praticado nas organizações. • Conclusão A conclusão do estudo citado aponta para possíveis falhas nas políticas e modelos de gestão por competências, deixando claro que a percepção do trabalhador é de que lhe são exigidas competências para assumir a função, mas não se sente devidamente aproveitado na prática de acordo com estas mesmas competências requeridas. Em outras palavras, na ótica do trabalhador, as organizações exigem demais no processo seletivo, mas não aplicam ou desenvolvem essas exigências na prática. Saiba mais Para aprofundar seu conhecimento sobre os grupos de competência, estude o capítulo 3 (p. 34 – 36) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na biblioteca virtual. Considerando os conceitos de trabalho prescrito e trabalho real, nota-se que a percepção dos entrevistados tem sentido no que se refere à lacuna existente entre esses dois conceitos, o que faz com que o indivíduo se confronte com o cotidiano e se adapte a ele através do sofrimento que lhe é produzido por tal confrontação. Contudo, cabem algumas perguntas, de caráter mais subjetivo, que são propostas a qualquer estudo neste sentido: • A falha usualmente apontada nas políticas de gestão (aplicação/desenvolvimento) pode ser uma máscara da falha na identificação das competências requeridas (seleção)? • Pode a organização desconsiderar o caráter da formação de competência coletiva das equipes de trabalho no momento da seleção? Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. • O sofrimento do indivíduo pode ser influenciado pela desproporção entre confronto com o real do trabalho e o sentido que este trabalho dá a este sujeito? • Pode a percepção do indivíduo, sobre o mau aproveitamento de suas competências pela gestão, ser influenciada pela ausência de reconhecimento por utilidade (hierarquia) ou por originalidade (pares)? • Até que ponto a percepção do indivíduo pode ser decorrente de sua história individual expressa no trabalho? Estas questões trazem a reflexão sobre o modelo de gestão por/de competências, praticado nas organizações. Gestão por/de competências Do ponto de vista epistemológico (forma com que se valida ou com que se dá certeza ao conhecimento adquirido para estimar a sua importância), é importante que organização e trabalhador sejam ambos considerados parte integrante do trabalho, isto é, as lacunas entre a prescrição e a realidade do trabalho não são causadas apenas por um ou outro, mas pela relação entre ambos e a dinâmica do contexto. Com base nesta abordagem, é possível refletir sobre um modelo de gestão por competências entre o trabalho prescrito e o trabalho real que poderia ser compreendido conforme o esquema a seguir: O que o modelosupõe é que é possível investigar uma gestão de competências que mobilize a inteligência prática do indivíduo, administrando seu equilíbrio entre o sentido e o reconhecimento, entre o prescrito e o real do trabalho, providenciando todos os ajustes necessários tanto à tarefa quanto à atividade. Sobretudo, é fundamental considerar a psicodinâmica do trabalho e sua influência no modelo de competências adotado pela organização entre o prescrito e o real, para benefícios objetivos e subjetivos do trabalhador e da própria organização. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Dica Quer saber um pouco mais sobre a influência da psicodinâmica na relação homem/trabalho? Leia, então, um artigo chamado “Aspectos psicodinâmicos da relação homem-trabalho: as contribuições de C. Dejours” escrito por Ana Magnólia Bezerra Mendes. E agora? O que acontece com o indivíduo quando ele confronta o prescrito com o real? Sofrimento decorrente desta realidade. Busca pela solução do imprevisto (aciona o estoque de recursos, sua personalidade, sua história de vida e sua qualificação). Neste momento, dois aspectos seriam fundamentais para que o processo de criação/criatividade fosse bem-sucedido: o sentido que o trabalho faz para o indivíduo e o reconhecimento que ele obtém pela hierarquia (utilidade) e pelos seus pares (originalidade). Para refletir Este modelo não estaria evidenciando duas armadilhas que usualmente ocorrem na prática? Poderiam ocorrer posições radicais quanto ao sentido (zona azul) e ao reconhecimento (zona amarela)? Ora, uma vez o indivíduo não se mantendo no equilíbrio da inteligência prática por não obter reconhecimento hierárquico e de seus pares, sua tendência é caminhar para o extremo campo do sentido do trabalho, mais próximo da prescrição (tarefa). Saiba mais Prescrição (tarefa) Uma “entrega” que não obtém reconhecimento tende a cumprir o passo a passo da função, quando o trabalhador assume para si o pensamento de que não vale http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98931995000100009&script=sci_arttext&tlng=es%20 http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98931995000100009&script=sci_arttext&tlng=es%20 Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. a pena lançar esforço para solucionar a lacuna prática se, ao final de tudo, não é devidamente reconhecido. Não vale a pena o comprometimento; não faz sentido. Para ele, então, o sentido do trabalho repousa apenas no cumprimento da prescrição, pois essa é tão somente sua tarefa. Essa tendência pode ser decorrente, em grande parte, de outra possível posição radical, e este causado por outras práticas organizacionais no campo da avaliação de competências (ou de desempenho). Avaliação de competências Confira a base e o objetivo de muitos dos modelos instrumentais de avaliação de competências e de avaliação de desempenho: • Base Têm como base competências que fogem à tarefa, como a demasiada exigência por atingimento de metas, cumprimento de prazos, busca por aperfeiçoamento e qualificação individual, entre outros, repousam em algo além da prescrição. • Objetivo Medir a capacidade do indivíduo em entregar uma produção criativa e eficaz, que cubra as lacunas dos imprevistos típicos da atividade, e que, no final das contas, atende ao objetivo estratégico da organização. Importante! De acordo com Ramos (2008): “Ainda que todas as formas de avaliação se refiram ao emprego de evidências, cada forma pode ter um propósito diferente. É o propósito que vai definir a natureza e o processo do sistema de avaliação. Assim, quando se realiza a avaliação do trabalhador em processo de formação, pretende- se verificar as competências adquiridas durante o processo de aprendizagem, evidenciando a capacidade do indivíduo de mobilizar e articular, com autonomia, postura crítica e ética, seus recursos subjetivos, bem como os atributos constituídos ao longo do processo de ensino- aprendizagem – conhecimentos, destrezas, qualidades pessoais e valores – a que se recorre no enfrentamento de determinadas situações concretas.” (RAMOS, 2008, p. 56-57). Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Ainda segundo a mesma autora: “A avaliação estará sempre circunscrita aos elementos objetivos que estruturam a competência: conhecimentos e habilidades, posto que os elementos subjetivos são intrinsecamente relacionados às estruturas mentais e às capacidades de enfrentamento de desafios, fortemente condicionados pela mobilização de conhecimentos por essas estruturas e pelos contextos em que se realizam.” (RAMOS, 2008, p. 59). Gestão por resultados A gestão por resultados nos dá indícios de que tem levado o indivíduo na busca incessante pelo reconhecimento no trabalho. Essa busca por reconhecimento faz com que o indivíduo assuma para si a responsabilidade de solucionar os imprevistos para alcançar as metas de trabalho estabelecidas, deixando de lado, muitas vezes, o próprio sentido em realizar o trabalho. Todo o esforço é pelo resultado prático em alcançar a meta. A consideração do equilíbrio entre sentido e reconhecimento proporciona também benefícios que envolvem o aspecto da segurança no trabalho. E isto não significa somente integridade física do trabalhador, o que já seria suficiente. Também pode vir a evitar ônus econômicos à organização a cada potencial falha que leve a desordem produtiva ou estrutural, isto é, evita prejuízos assumidos por erros humanos. Conforme afirmam Figueiredo e Athayde (2005): “É vital destacar que apesar das lacunas sempre presentes na organização do trabalho prescrito e dos limites apresentados pelos desempenhos humanos, é da qualidade do conjunto das normas antecedentes, da prescrição das tarefas e da cooperação que depende em grande parte a qualidade do trabalho, a confiabilidade e a segurança.” (FIGUEIREDO; ATHAYDE, 2005, p. 175) Assim, a responsabilidade pela segurança e confiabilidade da função também recai sobre a prescrição do trabalho, isto é, no momento em que as tarefas são desenvolvidas. A cada momento em que se considera a intervenção do trabalhador na realização do trabalho, também estamos considerando potenciais soluções que podem ajudar a evitar fracassos estratégicos, aumento de custos e depreciação da imagem. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Encerramento O que é e onde surgiu o conceito de competência? Vimos queo termo “competência” é mais do que atribuir a alguém a capacidade de realizar determinada tarefa. Sua origem mais remota vem do emprego jurídico do termo na Idade Média e, hoje, no âmbito organizacional, o conceito de competência possui diversas abordagens, como formação, capacitação (aptidão), ação (em oposição a potencial), articulação de recursos (mobilização), resultados, perspectiva dinâmica (questionamento constante), autodesenvolvimento, interação, entre outros. Qual(is) a(s) forma(s) com que se desenvolve(m) uma competência? Vimos que a competência, por ser trabalhada por diferentes abordagens, pode ser desenvolvida de diversas formas. Essencialmente, ela pode ser compreendida como um conjunto de atributos pessoais, que são carregados pelo indivíduo por onde ele for ou como a aplicação destes atributos em determinado contexto. Que relação há entre competência e gestão de pessoas? Vimos que a gestão de pessoas necessita de um olhar claro para o que significa competência, para a maneira com que se entende sua forma de se desenvolver e para sua maneira de aplicação. Alinhar outros processos em gestão de pessoas com o conceito de competência dependerá muito da forma com que se enxerga este conceito, tanto individual como organizacional, o que resultará em resultados positivos ou negativos para toda a organização. Resumo da Unidade Nesta unidade, pudemos tratar de subtemas que nos levaram a compreender um pouco mais sobre o que podemos entender sobre competências. E, assim, conseguimos percorrer os caminhos que perpassaram por essas questões centrais. Discutimos que a abordagem da competência tem duas correntes centrais: a norte- americana, que trata a competência como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes empreendidas em uma determinada situação; e a francesa, que além disso, considera que a competência só é desenvolvida de acordo com o contexto onde o indivíduo está inserido. Inclusive, temos ainda uma perspectiva internacional quando se trata de competências profissionais, que na verdade são competências que as organizações prezam para enfrentar as mudanças globais. A seguir pudemos Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. compreender melhor a relação entre as competências individuais e as competências organizacionais, voltando-nos para a diferença entre o que chamamos de trabalho prescrito e trabalho real. Vimos que o trabalho prescrito se caracteriza em linhas gerais pelo conjunto de tarefas, de atribuições que o indivíduo tem na sua função profissional a cumprir, enquanto o trabalho real caracteriza-se em linhas gerais pelo trabalho efetivo, que é encontrado na prática laboral. Por fim, observamos uma das possíveis relações que há entre o desenvolvimento de competências e outras práticas em gestão de pessoas, através de um exemplo de processo de seleção e desenvolvimento de capacitação profissional. Foi possível enxergar a dificuldade e os principais desafios que a gestão de pessoas encontra para absorver e trabalhar o conceito de competência nas organizações atuais. Referências da Unidade • BRITO, J. C. Trabalho prescrito. In: PEREIRA, I. B.; LIMA, J. C. F. (Orgs.). Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. p. 440-445. • BRITO, J. C. Trabalho real. In: PEREIRA, I. B.; LIMA, J. C. F. (Org.). Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. p. 453-459. • CARBONE, P. P. et al. Gestão por competências e gestão do conhecimento. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2009. • CNPF. Jornadas internacionais de Deauville, 1998, apud ZARIFIAN, P. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001. p. 66. • PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Porto Alegre: Artmed, 2001. • RAMOS, M. N. Avaliação por competências. In: PEREIRA, I. B.; LIMA, J. C. F. (Orgs.). Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. p. 55-59. • TAYLOR, F. W. Princípios da Administração Científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1911; 1995. • ZARIFIAN, P. Objetivo competência. São Paulo: Atlas, 2012. Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino publicado na página inicial da disciplina.