Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Gestão por competências 
 
 
Vídeo 
 
Para saber mais, assista ao vídeo de abertura da disciplina no Ambiente 
Virtual de Aprendizagem. 
 
Olá, estudante! 
 
A partir deste momento, estaremos juntos neste ambiente de estudo da disciplina 
GESTÃO POR COMPETÊNCIAS. 
 
Ela foi preparada especialmente para que você conheça e aprenda a administrar o 
desenvolvimento de competências como estratégia de facilitação em gestão de 
pessoas. Para tanto, esperamos que você aprenda a conhecer o que é competência, 
bem como mapear e identificar estratégias que envolvam esse conceito em gestão de 
pessoas, aplicando técnicas e ferramentas organizacionais que poderão auxiliar o 
processo de transformação individual e organizacional. Com isso, a finalidade 
proposta é o aumento da produtividade e a humanização do trabalho, ao mesmo 
tempo equilibrando objetivos pessoais e organizacionais. 
 
Aproveite para interagir com sua turma e seu tutor. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Objetivos 
 
Ao final desta disciplina, você deverá ser capaz de: 
 
• Definir o conceito de competência. 
• Mapear os diversos tipos de competências profissionais. 
• Identificar ações estratégicas na gestão por competências. 
• Aplicar técnicas e ferramentas de gestão de competências. 
 
 
 
Conteúdo Programático 
 
Esta disciplina está organizada de acordo com as seguintes unidades: 
 
• Unidade 1 – Gestão por Competências 
• Unidade 2 – Mapeamento de competências 
• Unidade 3 – Competências e suas possibilidades na gestão de pessoas 
• Unidade 4 – Competências e seus limites 
 
 
Autoria 
 
Wagner Salles 
 
Mestre em Administração, especialista em Executivo Júnior e graduado em 
Administração. Professor presencial e tutor em EAD. Atuou como analista de recursos 
e prevenção jurídica e dirigiu a área de comunicação de uma organização. Membro do 
ESCOPO (Grupo de Estudos sobre os Coletivos de Trabalho e das Práticas 
Organizacionais). 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Gestão por Competências 
 
 
A relevância desta unidade está nos aspectos que constituem o conceito de 
competência e as suas formas de atuação, bem como nas relações que conjugam o 
indivíduo ao seu ambiente de trabalho. Em um cenário em constantes mudanças, as 
organizações são desafiadas a prepararem as equipes de trabalho em seu ambiente 
interno para se manterem competitivas no mercado. Neste sentido, é importante que 
as empresas conheçam o conceito de competência, para assim, favorecer a 
segurança, objetividade, produção e o sentido no trabalho daqueles que compõem a 
organização. 
 
 
Objetivo 
 
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
• Definir o conceito de competência. 
 
 
Conteúdo Programático 
 
Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas: 
 
• Tema 1 - O conceito de competência 
• Tema 2 - Competências humanas e organizacionais 
• Tema 3 - Absorção do conceito de competência em gestão de pessoas 
 
 
(In) Competente 
 
Onde será que está a competência? Nos recursos disponíveis ou no 
profissional qualificado? 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Tema 1 
O conceito de competência 
 
 
O que é e onde surgiu o conceito de competência? 
 
Antes de tudo, é importante entendermos o que realmente deve ser considerado 
quando falamos em competência. 
 
Será que devemos aceitar o que é conhecido pelo senso comum em relação a ser 
competente ou incompetente? 
 
Para apurarmos esse nosso entendimento, vamos dar um passeio histórico, 
observando o que alguns autores destacam sobre a conceituação de competência, 
para preparar o nosso terreno sobre aquilo que vamos trabalhar a partir deste 
momento. 
 
De forma geral, o termo “competência” é atribuído à qualificação reconhecida a um 
determinado indivíduo sobre a realização de uma missão qualquer. O sucesso dessa 
realização ou a capacidade que o indivíduo demonstra para tal é o que definiria a sua 
competência. 
 
 
 
Nessa lógica, a “incompetência” seria a incapacidade do indivíduo em cumprir 
objetivos; sua qualificação insuficiente para atender à demanda. Isto tem uma 
conotação que segrega o indivíduo de certos grupos, sejam eles profissionais ou 
sociais (FLEURY; FLEURY, 2001), devido aos desdobramentos que esta 
desqualificação pode gerar. 
 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Parte desse conceito de capacidade ou qualificação para realizar alguma 
coisa tem sua origem no emprego jurídico do termo “competência” na 
Idade Média, que dá a definição de capacidade legal para julgar ou 
apreciar uma questão (BRANDÃO; GUIMARÃES, 2001; ISAMBERT-
JAMATI, 1997 apud CARBONE et al., 2009). 
 
Saiba mais 
Para aprofundar seu conhecimento sobre a origem do termo “competência”, estude 
o capítulo 3 (p. 21-24) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e 
gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na 
biblioteca virtual. 
 
Competência no campo organizacional 
 
No campo organizacional, o termo competência vem sendo explorado por diversas 
abordagens, sob óticas aplicadas a diversos contextos e a diversas áreas científicas. 
Há diferentes aspectos abordados pelas correntes que tratam da gestão de/por 
competências, conforme mostra Bitencourt (2004, p. 59) por meio de um quadro de 
referências dos principais autores por aspecto abordado: 
 
Aspectos abordados Principais autores 
Formação 
Boyatizis (1982), Parry (1996), Boog (1995), Becker 
(2001), Spencer e Spencer (1993), Magalhães et al. 
(1997), Hipólito (2000), Dutra et al. (1998), Sandberg 
(1996). 
Capacitação (aptidão) 
Moscovici (1994), Magalhães et al. (1997), Dutra et al. 
(1998), Zarifian (2001). 
Ação (em oposição a 
potencial) 
Sparrow e Bognanno (1994), Durand (1998), Cravino 
(1997), Ruas (1999), Moscovici (1994), Boterf (1997), 
Perrenoud (1998), Fleury e Fleury (2000), Davis 
(2000), Zarifian (2001). 
Articulação de recursos 
(mobilização) 
Boterf (1997). 
Resultados 
Boyatizis (1982), Sparrow e Bognanno (1994), Parry 
(1996), Hase et al. (1998), Becker et al. (2001),Spencer e Spencer (1993), Cravino (2000), Ruas 
(1999), Fleury e Fleury (2000), Hipólito (2000), Dutra et 
al. (1998), Davis (2000), Zarifian (2001). 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Aspectos abordados Principais autores 
Perspectiva dinâmica 
(questionamento 
constante) 
Hipólito (2000). 
Autodesenvolvimento Bruce (1996). 
Interação Sandberg (1996). 
 
Saiba mais 
Para aprofundar seu conhecimento sobre a expansão do conceito de competência, 
estude, agora, o capítulo 2 (p. 17-20) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de 
competências e gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 
Disponível na biblioteca virtual. 
 
 
Competências profissionais na perspectiva internacional 
 
Ducci (1996) destaca que as discussões sobre o tema das competências, focadas nos 
aspectos econômico e social, assumem uma riqueza na medida em que as 
organizações, principalmente no contexto de países em desenvolvimento, consideram 
a valorização dos recursos humanos e a capacidade humana para construir este 
desenvolvimento. 
 
A autora enfatiza que a discussão sobre competências profissionais é dada 
pela necessidade de adaptação à mudança, presente na sociedade internacional e 
evidenciada por múltiplas formas. Nesse contexto, o desenvolvimento de 
competências profissionais se torna um conceito dinâmico nas organizações para 
enfrentar e gerenciar mudanças. 
 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Considerando a perspectiva da mesma autora, o modelo por competências se torna 
relevante nas organizações que consideram o fator humano para o avanço no 
contexto internacional em profunda mudança. 
 
Saiba mais 
 
“Particularmente los países em desarrollo enfrentam la necessidad de 
encontrar nuevas y más favorables formas de inserción en el concierto 
internacional en profunda transformación. Deben recurrir para ello a su 
más abundante, preciado e inagotable recurso: su gente. De ahí, la 
importancia y proyección que el modelo de competencia laboral oferece a 
los países en desarrollo.” (DUCCI, 1996, p. 16). 
 
Tradução: 
Particularmente, os países em desenvolvimento enfrentam a necessidade 
de encontrar novas e mais favoráveis formas de integração no cenário 
internacional em profunda transformação. Devem contar com o seu mais 
abundante e inesgotável recurso precioso: o seu povo. Daí, a importância 
e projeção que o modelo de competência profissional oferece aos países 
em desenvolvimento. 
 
De acordo com Ducci (1996), as mudanças no panorama internacional podem ser 
destacadas em três esferas que se referem aos seguintes aspectos: 
 
• Novo ordenamento econômico-social internacional 
Devido ao processo de globalização e desregulação da economia, à abertura 
de mercados, à liberação da produção e do comércio, à consolidação de 
blocos de intercâmbio internacional, à migração da força de trabalho através 
das fronteiras e ao protagonismo dos setores privados e redefinição do papel 
do Estado, que se traduz em pressões competitivas que geram profundas 
reestruturações setoriais. 
 
• Transformações da produção e do trabalho 
Quando as organizações se veem obrigadas a aumentarem a produtividade e a 
buscarem novos e adequados mercados, chegando até eles com novos e 
melhores produtos e com novas tecnologias para inovar. 
 
• Novo perfil do trabalhador 
Que combina conhecimento, comportamento profissional e habilidades 
técnicas específicas. 
 
A seguir são enfatizadas as palavras da autora quanto à peculiaridade deste 
movimento dinâmico das mudanças e suas implicações nas competências 
profissionais. 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
 
“Este movimiento arroja despidos, desaparición de puestos de trabajo, cambio en los 
contenidos de los empleos disponibles y creación de nuevos puestos de trabajo que 
requieren competencias nuevas y em permanente evolución. 
 
(DUCCI, 1996, p. 17) 
 
Tradução: 
Este movimento gera demissões, perda de emprego, mudança no conteúdo dos 
postos de trabalho disponíveis e criação de novos postos de trabalho que exigem 
competências novas e em constante evolução.” 
 
 
Todas estas conceituações e perspectivas – norte-americana, francesa e internacional 
– levam a uma reflexão quanto à necessidade de repensar a organização do 
trabalho. Esta necessidade não se refere apenas à capacidade do trabalhador, mas 
também à capacidade da organização em: 
 
 
 
Dica 
Quer conhecer um exemplo de mudança de atitude empresarial? Clique aqui e confira 
uma iniciativa da BOVESPA baseada na sustentabilidade. 
 
O dinamismo organizacional tende a exigir uma capacidade de adaptação a 
mudanças e de gestão do desenvolvimento do próprio acervo de competências. 
Nesse sentido, novas competências e as competências em evolução se referem, 
inclusive, à liderança – um dos papéis gerenciais – como uma necessidade que o 
gestor tem em mobilizar as pessoas para o trabalho, para que as mudanças 
necessárias possam ser realizadas. 
 
Nasce, então, a perspectiva sobre o que seriam as competências essenciais de uma 
organização. 
 
Saiba mais 
Para aprofundar seu conhecimento sobre os grupos de competência, estude, agora, o 
capítulo 3 (p. 25) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências e 
gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na 
biblioteca virtual. 
 
Em linhas gerais, as competências essenciais poderiam ser compreendidas como 
sendo um conjunto de habilidades e de recursos tecnológicos que vão possibilitar à 
https://iseb3.com.br/o-que-e-o-ise
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
empresa proporcionar vantagens e benefícios que atendam às necessidades de seus 
clientes. 
 
Para compreender um pouco mais as competências essenciais, leia o 
artigo “Competências Essenciais”. 
 
 
 
https://www.galiciaeducacao.com.br/blog/competencias-essenciais/
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Tema 2 
Competências humanas e organizacionais 
 
 
Qual(is) a(s) forma(s) com que se desenvolve(m) uma 
competência? 
 
Para recordar 
 
A diferença principal de perspectiva que separa a corrente norte-americana 
da francesa:A primeira [norte-americana] entende a competência como um estoque de 
qualificações (conhecimentos, habilidades e atitudes) que credencia a 
pessoa a exercer determinado trabalho. A segunda [francesa] associa a 
competência não a um conjunto de qualificações do indivíduo, mas sim às 
realizações da pessoa em determinado contexto, ou seja, àquilo que ela 
produz ou realiza no trabalho. (DUTRA, 2004; apud CARBONE et al., 
2009, p. 43) 
 
Com base na diferença entre as correntes, é oportuno ainda compreender melhor o 
que significa esse estoque de qualificações, uma vez que isto está ligado à ótica 
humana do conceito de competência. Ou seja, para compreender e considerar como 
coerente a perspectiva norte-americana, é preciso compreender como se forma esse 
estoque de qualificações que o indivíduo pode carregar consigo. Vejamos: 
 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
• Conhecimento: informações que interferem no julgamento ou comportamento 
do indivíduo; refere-se ao acúmulo de saber, de conceitos, de ideias e de 
fenômenos durante a vida de uma pessoa. 
 
• Habilidade: capacidade de colocar o conhecimento em ação; pode ser 
observada na forma intelectual (quando há maior facilidade em organizar 
informações de maneira mental) e na forma motora (quando há maior 
facilidade de realizar algo de maneira neuromuscular). 
 
• Atitude: forma de se relacionar com o trabalho e com outras pessoas; refere-se 
a um sentimento ou tendência que influencia sua maneira de agir socialmente. 
 
A partir deste esclarecimento, é aceito dizer que as competências humanas, se 
aplicadas ao ambiente de trabalho e compartilhadas entre os trabalhadores, dão 
origem ao que podemos chamar de “competências organizacionais”. 
 
E por que podemos realizar esta associação? 
 
 
 
Bitencourt (2004) consegue explicar quando comenta os exemplos de competências 
gerenciais: 
 
As competências se desenvolvem por meio da interação entre as pessoas no 
ambiente de trabalho, privilegiando a questão da complementaridade, ou seja, não se 
limitam ao desenvolvimento de um perfil idealizado de gestor (“super-homem”) nem a 
listas infindáveis de atributos, mas se traduzem em práticas gerenciais 
complementares ou em ações gerenciais articuladas (consolidação de competências 
coletivas). (BITENCOURT, 2004, p. 60). 
 
Estudos realizados em meados da década de 1960, em linhas de montagem de 
indústrias eletrônicas, evidenciaram a distinção entre o trabalho prescrito e o trabalho 
real, pois foi identificado pelos teóricos ergonomistas que os trabalhadores 
provocavam alterações no modelo descritivo devido aos ajustes necessários à divisão 
do trabalho e divisão dos homens (BRITO, 2008, p. 440). 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Esta conclusão sobre competências organizacionais corroborou o conceito de que o 
trabalho pode ser compreendido em suas diferentes perspectivas. Entre elas, 
consideram-se as dimensões do trabalho prescrito – assumido na categoria de tarefa – 
e o trabalho real – assumido na categoria de atividade. 
 
 
Trabalho prescrito e trabalho real 
 
O aspecto do trabalho prescrito tem sua fundamentação nos estudos tayloristas, 
onde o trabalhador é tido como um mero executor de tarefas previamente descritas, de 
forma que se proceda com um único modo de trabalho, o “melhor” modo. 
 
Saiba Mais 
Segundo Taylor, em sua obra “Princípios da Administração Científica”: 
 
 
“A ideia da tarefa é, quiçá, o mais importante elemento na administração científica. O 
trabalho de cada operário é completamente planejado pela direção, pelo menos, com 
um dia de antecedência e cada homem recebe, na maioria dos casos, instruções 
escritas completas que minudenciam a tarefa de que é encarregado e também os 
meios usados para realizá-la. [...] Na tarefa é especificado o que deve ser feito e 
também como fazê-lo, além do tempo exato concebido para a execução.” 
 
(TAYLOR, 1911; 1995, p. 20) 
 
 
Já no aspecto real do trabalho (na ótica da atividade), os estudos se desdobram com 
outra complexidade. Veja a comparação: 
 
 Perspectiva 
estática 
Perspectiva dinâmica, 
flexível e instável 
Intervenção do 
trabalhador 
Trabalho 
prescrito 
X 
Trabalho real X X 
 
Em princípio, a diferenciação básica entre o real e o prescrito se deve à intervenção do 
trabalhador para corrigir os desvios e imprevistos no cotidiano. Essa intervenção, 
a priori, considera que a prescrição da tarefa não é suficiente para atingir o objetivo do 
trabalho, de acordo com as características vistas na tabela anterior. 
 
A diferença entre o prescrito e o real sempre existirá, dada a dinâmica e 
a instabilidade do contexto organizacional. Essa instabilidade pode ser observada 
de diferentes pontos de vista. Conforme destaca Brito (2008), as oscilações no 
contexto organizacional podem ocorrer, sob uma das várias perspectivas, a partir de: 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Variações produtivas 
 
Variações tecnológicas e estruturais 
 
 
Quantidades produzidas/demandadas, 
interferências no fornecimento de matéria-prima. 
 
 
Falhas de maquinário, depreciação das 
instalações ou problemas técnicos. 
 
Ora, se o indivíduo se torna o ator no processo de ajuste entre o prescrito e o real, as 
instabilidades no contexto organizacional podem não possuir apenas origens 
processuais, externas ou ambientais, mas também podem ocorrer devido ao próprio 
caráter subjetivo da pessoa e de sua formação, como, por exemplo: 
 
• Qualificação de acordo com o processo educacional. 
• Estado interior (forma de compreensão, julgamento e reação à realidade do 
trabalho). 
 
Em outras palavras, o caráter real do trabalho (atividade) contempla não apenas as 
lacunas existentes entre os processos prescritos e o cotidiano imprevisto do trabalho, 
mas também contempla o caráter humano do trabalhador quando confrontado com 
essas lacunas. 
 
Saiba Mais 
Quanto ao enfoque no “recurso humano”, o desenvolvimento das competências 
organizacionais traduz a necessidade emergente por competências dinâmicas, 
que fogem à prescrição da função, de forma a atender às questões da 
realidade do trabalho. 
 
Contudo, ainda é preciso considerar as implicações do enfrentamento dessa realidade 
do trabalho por parte do trabalhador, de forma a compreender melhor como as 
competências podem ser desenvolvidas a partir da uma realidade dinâmica e não do 
conjunto de características fixas e inerentes a tarefa/função/indivíduo. 
 
Como o indivíduo pode vir a desenvolver competências a partir da astúcia em 
encontrar soluções para questões da realidade do trabalho, não contempladas 
pela prescrição da função, e que emergem a partir do seu desempenho? 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
deAlmeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Vídeo 
 
Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no 
Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
 
 
Desenvolvimento de competências organizacionais 
 
Por fim, podemos compreender que o desenvolvimento das competências 
organizacionais depende: 
 
• Das relações sociais que se formam entre os indivíduos de determinado grupo 
de trabalho. 
• Da capacidade coletiva de enfrentamento do contexto e superação de desafios 
que a realidade do trabalho impõe. 
 
Esse desenvolvimento de competências organizacionais dará determinados atributos à 
organização que vão oferecer: 
 
 
 
Exemplo 
Citemos o exemplo da empresa Streit, pequena subcontratada da indústria 
automobilística, que trabalha com a usinagem de peças mecânicas. Nela, cada 
operário era capaz, quando o chefe de oficina estava ausente, de atender aos clientes 
por telefone, pois sabia muito bem quais eram os parâmetros de desempenho 
fundamentais e como devia responder às perguntas desses clientes (nesse caso, o 
respeito ao prazo do cliente era um parâmetro primordial e cada operário tinha 
consciência muito precisa disso) (ZARIFIAN, 2012, p. 90). 
 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Tema 3 
Absorção do conceito de competência em gestão 
de pessoas 
 
 
Que relação há entre competência e gestão de 
pessoas? 
 
Kilimnik et al. (2004) publicaram um trabalho de pesquisa aplicada a um grupo de pós-
graduados e pós-graduandos em telecomunicações, com o objetivo de investigar a 
percepção destes entrevistados em relação às competências requeridas e o grau de 
modernidade das políticas e práticas organizacionais das empresas em que atuavam. 
O conceito de competência utilizado no estudo foi baseado na perspectiva francesa. 
 
Veja algumas referências: 
 
Competência profissional é uma combinação de conhecimentos, de saber-fazer, 
de experiências e comportamentos que se exercem em um contexto preciso. Ela 
é constatada quando de sua utilização em situação profissional, a partir da qual 
é passível de validação (CNPF, 1998 apud ZARIFIAN, 2001, p. 66). 
 
A capacidade de um indivíduo de mobilizar o todo ou parte de seus recursos 
cognitivos e afetivos para enfrentar uma família de situações complexas, o que 
exige a conceituação precisa desses recursos, das relações que devem ser 
estabelecidas entre eles e da natureza do “saber mobilizar”. Pensar em termos 
de competência significaria, portanto, pensar a sinergia, a orquestração de 
recursos cognitivos e afetivos diversos para enfrentar um conjunto de situações 
que apresentam analogia de estrutura (PERRENOUD, 2001, p. 21). 
 
 
 
Confira a seguir os resultados, as mudanças necessárias e a conclusão deste estudo. 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
• Resultados 
Os resultados da pesquisa indicaram uma elevada demanda pelo conjunto das 
competências investigadas e uma baixa percepção do grau de modernidade 
das políticas e práticas de gestão. Ou seja, para os entrevistados, existe a 
percepção de que há uma elevada exigência de um conjunto de competências 
no momento da contratação para a função, mas não há o mesmo grau de 
preocupação da gestão em aplicar ou desenvolver estas competências na 
prática organizacional. 
 
• Mudanças necessárias 
Tal resultado propõe uma mudança necessária na estrutura e no 
comportamento organizacional de forma a promover maior participação e 
envolvimento dos funcionários. É claro que o estudo deixa registradas as 
delimitações da pesquisa e da amostra obtida, dentro do setor investigado, e 
abre novas possibilidades de estudos para aprofundar os dados e suas 
interpretações. No entanto, algumas contribuições deste estudo chamam a 
atenção para a leitura do modelo de gestão por competências praticado nas 
organizações. 
 
• Conclusão 
A conclusão do estudo citado aponta para possíveis falhas nas políticas e 
modelos de gestão por competências, deixando claro que a percepção do 
trabalhador é de que lhe são exigidas competências para assumir a função, 
mas não se sente devidamente aproveitado na prática de acordo com estas 
mesmas competências requeridas. Em outras palavras, na ótica do 
trabalhador, as organizações exigem demais no processo seletivo, mas não 
aplicam ou desenvolvem essas exigências na prática. 
 
Saiba mais 
Para aprofundar seu conhecimento sobre os grupos de competência, estude 
o capítulo 3 (p. 34 – 36) do livro: GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de competências 
e gestão de talentos. 2.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. Disponível na 
biblioteca virtual. 
 
Considerando os conceitos de trabalho prescrito e trabalho real, nota-se que a 
percepção dos entrevistados tem sentido no que se refere à lacuna existente entre 
esses dois conceitos, o que faz com que o indivíduo se confronte com o cotidiano e se 
adapte a ele através do sofrimento que lhe é produzido por tal confrontação. 
Contudo, cabem algumas perguntas, de caráter mais subjetivo, que são propostas a 
qualquer estudo neste sentido: 
 
• A falha usualmente apontada nas políticas de gestão 
(aplicação/desenvolvimento) pode ser uma máscara da falha na identificação 
das competências requeridas (seleção)? 
• Pode a organização desconsiderar o caráter da formação de competência 
coletiva das equipes de trabalho no momento da seleção? 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
• O sofrimento do indivíduo pode ser influenciado pela desproporção entre 
confronto com o real do trabalho e o sentido que este trabalho dá a este 
sujeito? 
• Pode a percepção do indivíduo, sobre o mau aproveitamento de suas 
competências pela gestão, ser influenciada pela ausência de reconhecimento 
por utilidade (hierarquia) ou por originalidade (pares)? 
• Até que ponto a percepção do indivíduo pode ser decorrente de sua história 
individual expressa no trabalho? 
 
Estas questões trazem a reflexão sobre o modelo de gestão por/de competências, 
praticado nas organizações. 
 
 
Gestão por/de competências 
 
Do ponto de vista epistemológico (forma com que se valida ou com que se dá 
certeza ao conhecimento adquirido para estimar a sua importância), é importante que 
organização e trabalhador sejam ambos considerados parte integrante do trabalho, 
isto é, as lacunas entre a prescrição e a realidade do trabalho não são causadas 
apenas por um ou outro, mas pela relação entre ambos e a dinâmica do contexto. 
 
Com base nesta abordagem, é possível refletir sobre um modelo de gestão por 
competências entre o trabalho prescrito e o trabalho real que poderia ser 
compreendido conforme o esquema a seguir: 
 
 
 
O que o modelosupõe é que é possível investigar uma gestão de competências que 
mobilize a inteligência prática do indivíduo, administrando seu equilíbrio entre o 
sentido e o reconhecimento, entre o prescrito e o real do trabalho, providenciando 
todos os ajustes necessários tanto à tarefa quanto à atividade. Sobretudo, é 
fundamental considerar a psicodinâmica do trabalho e sua influência no modelo de 
competências adotado pela organização entre o prescrito e o real, para benefícios 
objetivos e subjetivos do trabalhador e da própria organização. 
 
 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Dica 
Quer saber um pouco mais sobre a influência da psicodinâmica na relação 
homem/trabalho? Leia, então, um artigo chamado “Aspectos psicodinâmicos da 
relação homem-trabalho: as contribuições de C. Dejours” escrito por Ana 
Magnólia Bezerra Mendes. 
 
E agora? O que acontece com o indivíduo quando ele confronta o prescrito 
com o real? 
 
 
 
Sofrimento decorrente desta realidade. 
 
 
Busca pela solução do imprevisto (aciona o 
estoque de recursos, sua personalidade, sua 
história de vida e sua qualificação). 
 
Neste momento, dois aspectos seriam fundamentais para que o processo 
de criação/criatividade fosse bem-sucedido: o sentido que o trabalho faz 
para o indivíduo e o reconhecimento que ele obtém pela hierarquia 
(utilidade) e pelos seus pares (originalidade). 
 
Para refletir 
Este modelo não estaria evidenciando duas armadilhas que usualmente ocorrem na 
prática? Poderiam ocorrer posições radicais quanto ao sentido (zona azul) e ao 
reconhecimento (zona amarela)? 
 
Ora, uma vez o indivíduo não se mantendo no equilíbrio da inteligência prática por não 
obter reconhecimento hierárquico e de seus pares, sua tendência é caminhar para o 
extremo campo do sentido do trabalho, mais próximo da prescrição (tarefa). 
 
Saiba mais 
 
Prescrição (tarefa) 
 
Uma “entrega” que não obtém reconhecimento tende a cumprir o passo a passo 
da função, quando o trabalhador assume para si o pensamento de que não vale 
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98931995000100009&script=sci_arttext&tlng=es%20
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98931995000100009&script=sci_arttext&tlng=es%20
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
a pena lançar esforço para solucionar a lacuna prática se, ao final de tudo, não é 
devidamente reconhecido. Não vale a pena o comprometimento; não faz sentido. 
Para ele, então, o sentido do trabalho repousa apenas no cumprimento da 
prescrição, pois essa é tão somente sua tarefa. 
 
Essa tendência pode ser decorrente, em grande parte, de outra possível posição 
radical, e este causado por outras práticas organizacionais no campo da 
avaliação de competências (ou de desempenho). 
 
 
Avaliação de competências 
 
Confira a base e o objetivo de muitos dos modelos instrumentais de avaliação de 
competências e de avaliação de desempenho: 
 
• Base 
 
Têm como base competências que fogem à tarefa, como a demasiada 
exigência por atingimento de metas, cumprimento de prazos, busca por 
aperfeiçoamento e qualificação individual, entre outros, repousam em algo 
além da prescrição. 
 
• Objetivo 
 
Medir a capacidade do indivíduo em entregar uma produção criativa e eficaz, 
que cubra as lacunas dos imprevistos típicos da atividade, e que, no final das 
contas, atende ao objetivo estratégico da organização. 
 
 
Importante! 
 
De acordo com Ramos (2008): 
 
“Ainda que todas as formas de avaliação se refiram ao emprego de 
evidências, cada forma pode ter um propósito diferente. É o propósito que 
vai definir a natureza e o processo do sistema de avaliação. Assim, quando 
se realiza a avaliação do trabalhador em processo de formação, pretende-
se verificar as competências adquiridas durante o processo de 
aprendizagem, evidenciando a capacidade do indivíduo de mobilizar e 
articular, com autonomia, postura crítica e ética, seus recursos subjetivos, 
bem como os atributos constituídos ao longo do processo de ensino-
aprendizagem – conhecimentos, destrezas, qualidades pessoais e valores 
– a que se recorre no enfrentamento de determinadas situações 
concretas.” (RAMOS, 2008, p. 56-57). 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Ainda segundo a mesma autora: “A avaliação estará sempre circunscrita 
aos elementos objetivos que estruturam a competência: conhecimentos e 
habilidades, posto que os elementos subjetivos são intrinsecamente 
relacionados às estruturas mentais e às capacidades de enfrentamento de 
desafios, fortemente condicionados pela mobilização de conhecimentos 
por essas estruturas e pelos contextos em que se realizam.” (RAMOS, 
2008, p. 59). 
 
 
Gestão por resultados 
 
A gestão por resultados nos dá indícios de que tem levado o indivíduo na busca 
incessante pelo reconhecimento no trabalho. Essa busca por reconhecimento faz com 
que o indivíduo assuma para si a responsabilidade de solucionar os imprevistos para 
alcançar as metas de trabalho estabelecidas, deixando de lado, muitas vezes, o 
próprio sentido em realizar o trabalho. Todo o esforço é pelo resultado prático em 
alcançar a meta. 
 
A consideração do equilíbrio entre sentido e reconhecimento proporciona também 
benefícios que envolvem o aspecto da segurança no trabalho. E isto não significa 
somente integridade física do trabalhador, o que já seria suficiente. Também pode vir a 
evitar ônus econômicos à organização a cada potencial falha que leve a desordem 
produtiva ou estrutural, isto é, evita prejuízos assumidos por erros humanos. 
 
Conforme afirmam Figueiredo e Athayde (2005): 
 
 
“É vital destacar que apesar das lacunas sempre presentes na organização do 
trabalho prescrito e dos limites apresentados pelos desempenhos humanos, é da 
qualidade do conjunto das normas antecedentes, da prescrição das tarefas e da 
cooperação que depende em grande parte a qualidade do trabalho, a confiabilidade e 
a segurança.” 
 
(FIGUEIREDO; ATHAYDE, 2005, p. 175) 
 
 
Assim, a responsabilidade pela segurança e confiabilidade da função também recai 
sobre a prescrição do trabalho, isto é, no momento em que as tarefas são 
desenvolvidas. A cada momento em que se considera a intervenção do trabalhador na 
realização do trabalho, também estamos considerando potenciais soluções que podem 
ajudar a evitar fracassos estratégicos, aumento de custos e depreciação da imagem. 
 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
Encerramento 
 
 
O que é e onde surgiu o conceito de competência? 
 
Vimos queo termo “competência” é mais do que atribuir a alguém a capacidade de 
realizar determinada tarefa. Sua origem mais remota vem do emprego jurídico do 
termo na Idade Média e, hoje, no âmbito organizacional, o conceito de competência 
possui diversas abordagens, como formação, capacitação (aptidão), ação (em 
oposição a potencial), articulação de recursos (mobilização), resultados, perspectiva 
dinâmica (questionamento constante), autodesenvolvimento, interação, entre outros. 
 
Qual(is) a(s) forma(s) com que se desenvolve(m) uma 
competência? 
 
Vimos que a competência, por ser trabalhada por diferentes abordagens, pode ser 
desenvolvida de diversas formas. Essencialmente, ela pode ser compreendida como 
um conjunto de atributos pessoais, que são carregados pelo indivíduo por onde ele for 
ou como a aplicação destes atributos em determinado contexto. 
 
Que relação há entre competência e gestão de 
pessoas? 
 
Vimos que a gestão de pessoas necessita de um olhar claro para o que significa 
competência, para a maneira com que se entende sua forma de se desenvolver e para 
sua maneira de aplicação. Alinhar outros processos em gestão de pessoas com o 
conceito de competência dependerá muito da forma com que se enxerga este 
conceito, tanto individual como organizacional, o que resultará em resultados positivos 
ou negativos para toda a organização. 
 
 
Resumo da Unidade 
 
Nesta unidade, pudemos tratar de subtemas que nos levaram a compreender um 
pouco mais sobre o que podemos entender sobre competências. E, assim, 
conseguimos percorrer os caminhos que perpassaram por essas questões centrais. 
 
Discutimos que a abordagem da competência tem duas correntes centrais: a norte-
americana, que trata a competência como um conjunto de conhecimentos, habilidades 
e atitudes empreendidas em uma determinada situação; e a francesa, que além disso, 
considera que a competência só é desenvolvida de acordo com o contexto onde o 
indivíduo está inserido. Inclusive, temos ainda uma perspectiva internacional quando 
se trata de competências profissionais, que na verdade são competências que as 
organizações prezam para enfrentar as mudanças globais. A seguir pudemos 
 
 
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga 
de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para 
sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. 
compreender melhor a relação entre as competências individuais e as competências 
organizacionais, voltando-nos para a diferença entre o que chamamos de trabalho 
prescrito e trabalho real. Vimos que o trabalho prescrito se caracteriza em linhas 
gerais pelo conjunto de tarefas, de atribuições que o indivíduo tem na sua função 
profissional a cumprir, enquanto o trabalho real caracteriza-se em linhas gerais pelo 
trabalho efetivo, que é encontrado na prática laboral. 
 
Por fim, observamos uma das possíveis relações que há entre o desenvolvimento de 
competências e outras práticas em gestão de pessoas, através de um exemplo de 
processo de seleção e desenvolvimento de capacitação profissional. Foi possível 
enxergar a dificuldade e os principais desafios que a gestão de pessoas encontra para 
absorver e trabalhar o conceito de competência nas organizações atuais. 
 
 
Referências da Unidade 
 
• BRITO, J. C. Trabalho prescrito. In: PEREIRA, I. B.; LIMA, J. C. F. 
(Orgs.). Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: 
Fiocruz, 2008. p. 440-445. 
• BRITO, J. C. Trabalho real. In: PEREIRA, I. B.; LIMA, J. C. F. 
(Org.). Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: 
Fiocruz, 2008. p. 453-459. 
• CARBONE, P. P. et al. Gestão por competências e gestão do 
conhecimento. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2009. 
• CNPF. Jornadas internacionais de Deauville, 1998, apud ZARIFIAN, 
P. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001. p. 
66. 
• PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Porto 
Alegre: Artmed, 2001. 
• RAMOS, M. N. Avaliação por competências. In: PEREIRA, I. B.; LIMA, J. C. F. 
(Orgs.). Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: 
Fiocruz, 2008. p. 55-59. 
• TAYLOR, F. W. Princípios da Administração Científica. 8. ed. São Paulo: 
Atlas, 1911; 1995. 
• ZARIFIAN, P. Objetivo competência. São Paulo: Atlas, 2012. 
 
 
Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos 
abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências 
bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino 
publicado na página inicial da disciplina.

Mais conteúdos dessa disciplina