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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI RAIMUNDO GABRIEL PENHA TELES ENSINO DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES GUARULHOS/SP 2026 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI RAIMUNDO GABRIEL PENHA TELES ENSINO DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Trabalho de Conclusão de Curso de Filosofia apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito parcial para obtenção do título de Filósofo(a). Orientador: Prof. Me. José Telmo de Souza Jr. GUARULHOS/SP 2026 ENSINO DE FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Raimundo Gabriel Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais. RESUMO – Com o avanço da globalização e suas tecnologias, em apenas um clique recebemos uma avalanche de informações. Esse cenário gerou a cultura do imediatismo, que é refletida nos alunos que buscam apenas soluções rápidas e superficiais. Diante dessa desafio, o ensino precisa ser renovado, tornando-se dinâmico para atrair a curiosidade dos alunos. Nesse contexto, o presente trabalho se insere; analisando os desafios e possibilidades no ensino de filosofia na educação básica, a fim de ressaltar o ensino de filosofia como um fator essencial para a construção da autonomia e criticidade do educando. Como metodologia, optou-se por um estudo bibliográfico, de caráter qualitativo, baseado na leitura das obras de Gallo (2006) e Knechtel (2014), dentre outros autores. Constatou-se que o uso das novas ferramentas tecnológicas e a mediação do professor entre os saberes filosóficos e as informações advindas da globalização possibilitam um ensino atualizado e significativo. O conhecimento filosófico é, portanto, um trunfo fundamental para o desenvolvimento crítico dos alunos e para enfrentar o imediatismo da era digital. Palavras-chave: desafios e possibilidades; ensino de filosofia; globalização e tecnologia na educação; cultura do imediatismo; renovação do ensino. ABSTRACT – With the advancement of globalization and its technologies, we receive an avalanche of information with just one click. This scenario has generated a culture of immediacy, which is reflected in students who seek only quick and superficial solutions. Faced with this challenge, teaching needs to be renewed, becoming dynamic to attract students' curiosity. In this context, the present work is situated; analyzing the challenges and possibilities in the teaching of philosophy in basic education, in order to highlight the teaching of philosophy as an essential factor for the construction of the student's autonomy and critical thinking. As a methodology, a bibliographic study of a qualitative nature was chosen, based on the reading of the works of Gallo (2006) and Knechtel (2014), among other authors. It was found that the use of new technological tools and the teacher's mediation between philosophical knowledge and information arising from globalization enable updated and meaningful teaching. Philosophical knowledge is therefore a fundamental asset for the critical development of students and for facing the immediacy of the digital age. Keywords: challenges and possibilities; philosophy teaching; globalization and technology in education; culture of immediacy; renewal of teaching. 1 INTRODUÇÃO A globalização trouxe um avanço tecnológico, que possibilita a circulação das informações em uma velocidade instantânea. Com isso, recebemos constantemente uma enxurrada de informações midiáticas. Surgindo uma nova geração imediatista, que necessita obter informações de maneira superficial e rápida. Diante dessa problemática, o ensino de filosofia na educação básica, se depara com diversos desafios, tendo a necessidade de ser atualizado com ferramentas pedagógicas, que possibilitam acompanhar todo esse processo evolutivo. Assim, esse trabalho tem como finalidade desenvolver práticas pedagógicas contextualizadas, com uso das novas ferramentas tecnológicas, visando uma mediação entre os saberes filosóficos e as informações advindas da globalização. Tendo como objetivo geral, discutir sobre os desafios e possibilidades no ensino de Filosofia na Educação Básica. Abordando temas sobre as transformações geradas pela globalização, cultura imediatista e metodologias pedagógicas. Os objetivos específicos foram: discutir os desafios e possibilidades das práticas pedagógicas que norteiam o ensino da filosofia; pesquisar os saberes do ensino de Filosofia no Ensino Básico; compreender as metodologias e discussões levantadas pelos pensadores sobre os desafios e possibilidades no ensino de Filosofia, bem como as Leis Diretrizes do Ensino no Brasil; conhecer os diversos recursos pedagógicos para o ensino da Filosofia. Consequentemente, diante desse novo cenário globalizado, existem muitos debates e divergências sobre metodologias e instrumentos tecnológicos, que são apropriadas para serem aplicadas no ensino de filosofia. Infelizmente, um obstáculo peculiar é a resistência por parte de alguns professores em utilizar as tecnologias em práticas pedagógicas. Apesar dessas divergências, não podemos negar que a tecnologia, com seus diversos recursos, tem contribuído para o avanço educacional. Contudo, trouxe consigo vários problemas, entre eles: a cultura do imediatismo e um novo espírito científico. Essa tendência é percebida no comportamento dos nossos alunos, que buscam apenas soluções imediatas. Por conseguinte, acaba empobrecendo o processo de educabilidade, visto que a metodologia da pesquisa é “a busca de formas, instrumentos e caminhos para a construção do conhecimento” (Knechtel, 2014, p. 27) Dessa forma, ao promover condições pelas quais a aprendizagem deva se concretizar, o processo educativo, dentro de uma proposta de ensino de filosofia, deve orientar o trabalho pedagógico, e em particular a atividade docente, tornando-a significativa e coerente com as práticas de ensino que permitam ao aluno adquirir valores para a execução de atitudes coerentes na resolução de ações da vida cotidiana; e dessa forma, exercer a sua cidadania frente ao seu papel social. A condução dessas ações com autonomia e responsabilidade permite ao aluno se autoconhecer, e compreender a grande importância de sua capacidade crítica e reflexiva no desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para o ensino de filosofia. Nesse sentido, consideramos também os desafios encontrados pelos docentes para ministrar suas aulas, utilizando as novas ferramentas tecnológicas. Abordando práticas pedagógicas pertinentes para um ensino atualizado e dinâmico em Filosofia. Como metodologia, optou-se por um estudo bibliográfico, de caráter qualitativo, baseado na leitura das obras de Gallo (2006), Knechtel (2014), dentre outros autores. O estudo justifica-se diante dos desafios e da necessidade de encontrar possibilidades no ensino de filosofia, com a contribuição dos recursos tecnológicos e conteúdo contextualizado, visando uma educação contemporânea e significativa. 2 DESENVOLVIMENTO Até este momento do texto, identificamos que a realidade educacional das instituições de ensino estruturam suas práticas formativas através da transmissão de conhecimentos que foram culturalmente produzidos ao longo da história humana (RANCIÈRE, 2011). A engrenagem dessa grande estrutura de ensino é o mestre – explicador – aquele que faz a mediação entre o conhecimento de sua maestria e os alunos. A principal ferramenta deste mestre éa explicação de conteúdos, partindo dos elementos mais simples a serem ensinados, rumo aos mais complexos. Seu objetivo final é a transformação dos alunos, a passagem do estágio simples e ignorante para o estado de sabedoria. Essa tradição está tão incorporada e enraizada nas instituições de ensino, passando de professor a aluno e assim sucessivamente, que dificilmente alguma disciplina/aula escapa desse modelo. O estabelecimento do ensino de filosofia neste paradigma tradicional o reduz à transmissão dos conceitos dos filósofos da tradição, transformando o conhecimento filosófico num produto acabado e abstrato. Espera-se do aluno uma postura passiva, quase de um telespectador que assimila, memoriza e reproduz as informações expostas em sala de aula. O aprendiz adquire a qualidade de filósofo na medida em que possa se verificar a característica de sua argumentação, isto é, dos conceitos filosóficos que ele repete para se posicionar perante determinadas situações conflituosas. Para nós, esse modo específico que significa a aprendizagem em filosofia, como aquisição e reprodução das abstrações dos discursos filosóficos, não é suficiente para a promoção do filosofar em sala de aula. Assim, para problematizar essa relação de aprendizagem com a filosofia, fazemos uso da relação que os próprios filósofos da antiguidade tiveram com a filosofia. Para tanto, neste momento, utilizamos o exemplo de Sócrates e Platão, em conjunto com a interpretação de Pierre Hadot e de como ele compreende o fenômeno da filosofia antiga. Mas por que Sócrates? Apoiados em Kohan (2009), encontramos na figura de Sócrates, a partir da relação estabelecida entre ele e seus discípulos, Platão principalmente, outras construções de sentido em torno do mestre e do aprendiz em filosofia, por meio das quais se faz possível problematizar as significações atuais do estatuto de ensinar e aprender filosofia, e, fundamentalmente, daquilo que se concebe como formação filosófica. 2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Faz-se necessário uma explanação acerca da definição de sociedade imediatista e midiática, na qual o educando está inserido. Como seres humanos, por definição, somos seres gregários e, como tal, vivemos dentro de uma sociedade na companhia de outras pessoas e de certa forma absorvendo os modelos sociais e culturais vigentes. Com o advento da modernidade, o renascimento, o racionalismo e o desenvolvimento da ciência, a sociedade começa a absorver uma enorme quantidade de informação e cria-se a ideia de que devemos ter o conhecimento ao nosso dispor, e ele deve ser imediato, ou seja, não há tempo para a espera, se o ser humano quer uma informação, ela deve ser dada agora O imediatismo coloca em risco algumas capacidades psicológicas, como, por exemplo, a concentração, pensar é de fato uma tarefa difícil e a busca por respostas rápidas, imediatas e sem mediação, exclui a possibilidade do pensamento, que por sua vez dificulta o processo de construção do sujeito pensante, transformando-o num ser apático, sem motivação e perspectiva. O pensar é um processo que demanda tempo e levar o aluno a percorrer o caminho para se chegar ao objetivo fica cada vez mais difícil em tempos tecnológicos, onde se tem tudo em um só clique. Como fruto da cultura do imediato, a educação acaba se tornando algo desinteressante, pois é visto como parada e que não oferece um retorno imediato, sendo constantes as indagações que alunos fazem para o professor, perguntando por que ele tem que aprender aquele conteúdo, ou por que deve ir à escola, sendo que a escola não lhe oferece dinheiro. Como vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica, temos acesso a várias informações em poucos segundos, contribuindo para o imediatismo dos dias atuais e de nossos alunos. Uma observação interessante a ser feita é o fato de que os estudantes estão imersos em um ambiente digital, e torna-se necessário que o professor possa adaptar sua aula de modo que utilize a sua tecnologia a seu favor e também para despertar no educando o interesse pelo estudo. A tecnologia não é uma panaceia para a reforma do ensino, mas ela pode ser um canalizador significativo para a mudança. Para aqueles que procuram uma solução simples e inovadora, a tecnologia não é resposta. Para aqueles que procuram uma ferramenta poderosa para apoiar ambientes. A educação, assim como a sociedade, vive um momento de transição e de mudança, em grande parte impulsionada pelo momento em que as tecnologias, por meio das mídias educacionais, entram em evidência. A tecnologia por si só não traz mudanças à Educação, porém, quando integrada às novas formas de conduta e de comportamento, é capaz de produzir uma transformação significativa. Transformação essa que de certo modo reflete no aluno e no modo que o professor ministrará as aulas, principalmente de filosofia. A disciplina de filosofia ocupa-se principalmente do pensamento e do conhecimento, como levar o aluno a refletir, a questionar, a pensar, sendo que esses mecanismos levam tempo e são atividades essencialmente paradas. Faz-se necessário que esses questionamentos que serão propostos pelo professor, sejam condizentes com a realidade do aluno, ou que pelo menos despertem neles o interesse de pensar sobre aquele assunto. Não adianta propor para o educando que ele leia Aristóteles e fale sobre a lógica aristotélica, mas uma opção plausível seria que eles fizessem um intertexto entre a lógica aristotélica e o fenômeno das Fake News, ou melhor, a verificação de uma notícia ser verdadeira ou falsa. O modo de interpretar o que é a filosofia nos oferece vários pontos de vista sobre esse campo do saber. Quando a ela se atribui uma incitabilidade, isso quer dizer que a filosofia é uma disciplina que didaticamente se situa no conjunto da sala de aula por ser possível de ser ensinada e, à sua presença no currículo escolar, corresponde uma perspectiva formadora de consciência reflexiva acerca do fenômeno humano no espaço das ciências, como também dos ‘problemas’ humanos. Assim, afirma Heidegger, [...] aprender é um modo do apreender e do apropriar-se. O aprender é, portanto, um tomar e um apropriar-se pelo qual o uso se torna objeto de apropriação. Uma tal apropriação acontece através do próprio uso. Chamamo- lhes exercício. Mas o exercitar-se, novamente, é apenas o modo de aprender (Heidegger, 1987, p. 77). O papel do professor no processo de aprendizagem dos alunos é buscar compreender e negociar os diferentes processos de aprendizagem que planejou. A identificação docente e mediação têm como foco o conceito de zona proximal de desenvolvimento. Segundo KNECHTEL (2014), o foco principal no processo de aprendizagem não é o produto e resultado; mas o foco central é proporcionar vivências e experiências, ampliando a visão do aluno sobre o mundo; através da mediação do professor no campo de pesquisa, visando construir novos conhecimentos, teorias, conceitos e hipóteses. É evidente que essa forma de ensino, utilizando a tecnologia, não é uma fórmula mágica, ou seja, não é porque o professor irá utilizar recursos tecnológicos em suas aulas, que o aluno irá ter interesse imediato pela disciplina, mas configura-se no início do processo de busca de sentido na disciplina por parte do educando, fazendo com que a disciplina seja mais próxima do universo real e importante do aluno. Mas não devemos simplesmente pensar ou dizer que não adianta, que o aluno sempre será dessa forma e que ele não vai mudar, então nós devemos fazer apenas o básico e ensinar o aluno de uma forma totalmente tradicional. O desafio do ensino é exatamente o fato de despertar no educando a curiosidade e o gosto pelo conhecimento, resta a nós, portanto, a junção entre tecnologia e prática, ou melhor, entre filosofia e tecnologia. FILOSOFIA EM SALA DE AULA Neste presente momento, buscaremos contextualizar a criação da LDB (lei 9.394, de 20/12/1996), que regulamenta o sistema educacional e estabeleceu a base para a criação das Diretrizes Curriculares da Educação. Considerando a abertura do diálogo das disciplinasde Sociologia e Filosofia, pois no tempo de agora foi elaborado a BNC (base nacional comum curricular) que tem como princípio apontar os conhecimentos básicos que todos os estudantes têm no território nacional. O ensino da Filosofia na sala de aula, a saber, como referências às temáticas trabalhadas ou como orientadora da própria aula. Esta discussão preliminar oferece subsídios para o objetivo principal do presente trabalho: fundamentar uma sugestão de metodologia de ensino que busca conciliar o rigor da reflexão filosófica com o incentivo ao estudo da Filosofia – apontando para o diálogo possível entre Filosofia e sala de aula. A possibilidade da questão da prática docente do professor com sua turma refere-se à busca do desenvolvimento de uma metodologia que viabilize a apreensão do sentido das aulas, como, para os alunos, a construção de um sentido para o estudo filosófico no contexto de uma cultura educacional prático-finalista. A perspectiva adotada não quer restringir-se, ao final do processo, somente ao espaço da sala de aula. O que se espera é a perpetuação da reflexão filosófica nos vários incidentes da vida. O trabalho de Marcondes (2004), quando investiga as possibilidades e o modo de se ensinar filosofia, evidencia a necessidade de manter o equilíbrio da balança entre a história da tradição filosófica e a reflexão dos problemas atuais. A metodologia e o sentido para o ensino filosófico têm uma análise proposta a partir da contribuição da filosofia ao uso do termo sentido é tomada para o planejamento educacional e a prática didática que busque ressaltar a importância de sempre se pensar o porquê pela qual as ações são conduzidas. À especificação do termo sentido, recorreu-se à Comte-Sponville (2003). O modo de interpretar o que é a filosofia nos oferece vários pontos de vista sobre esse campo do saber. Quando a ela se atribui uma incitabilidade, isso quer dizer que a filosofia é uma disciplina que didaticamente se situa no conjunto da sala de aula por ser possível de ser ensinada e, à sua presença no currículo escolar, corresponde uma perspectiva formadora de consciência reflexiva acerca do fenômeno humano no espaço das ciências, como também dos problemas humanos. A metodologia que prescinde e justifica o ensino filosófico nas disciplinas do ensino médio deve prezar o desenvolvimento do aluno quanto à reflexão que se possa fazer da realidade, capacitando a atribuir valores, estabelecer critérios, proporcionando uma consciência solidária e comprometida com o mundo da vida, ter e discutir opiniões, vislumbrando um ideal humanitário. O ensino de Filosofia inviabiliza a reflexão de que existem estruturas a serem revisadas, repensadas e reconsideradas, além de uma simples reformulação da abordagem metodológica como uma forma de reverter a perda do estímulo de parcela do alunado pelas aulas. O imediatismo tratado neste trabalho, nesses tempos de modernidade extremamente avançada, nasce de um fator cultural que encoraja a busca pela satisfação de desejos e necessidades, estimulando como resultado a urgência na resolução dos problemas mais simples encontrados no cotidiano. A regra da vez, nessa perspectiva, é a superação pela busca de respostas imediatas, cujos objetivos a serem alcançados necessitam da mediação que prevê um caminho necessário para se chegar ao fim de um propósito. A massificação tecnológica somada ao fator de uma sociedade ajustada para um ritmo acelerado de vida acaba tendo o seu reflexo dentro da sala, em disciplinas que exigem um pensamento profundo, crítico e organizado, baseado na reflexão e construção do conhecimento. A busca por respostas às questões insurgidas no interior da sociedade implica, de forma natural, em análise e reflexão das experiências pessoais. Na medida em que essa reflexão é redirecionada para as questões que a sociedade levanta, essas se referem aos fins essenciais do homem e de sua interação com o mundo, favorecendo a uma postura autônoma e ética na compreensão dos problemas. Nesse sentido, a experiência filosófica adotada como forma de mudar o imediatismo e a alienação social, consequências de uma perda gradual de valores frente ao ritmo acelerado de vida, deve proporcionar uma nova dimensão e um novo olhar a respeito do sentido das coisas e das propostas que são resultados da massificação tecnológica que se apresentam como modelos. Como vivemos em uma sociedade cada vez mais tecnológica, temos acesso a várias informações em poucos segundos, contribuindo para o imediatismo dos dias atuais e de nossos alunos. Uma observação interessante a ser feita é o fato de que os estudantes estão imersos em um ambiente digital, e torna-se necessário que o professor possa adaptar sua aula de modo que utilize a sua tecnologia a seu favor e também para despertar no educando o interesse pelo estudo. A tecnologia não é uma panaceia para a reforma do ensino, mas ela pode ser um canalizador significativo para a mudança. Para aqueles que procuram uma solução simples e inovadora, a tecnologia não é resposta. Para aqueles que procuram uma ferramenta poderosa para apoiar ambientes de aprendizagem colaborativos, a tecnologia tem um enorme potencial (SANDHOLTZ, 1997, p. 175). A Informática deverá assumir duplo papel na escola. Primeiro, deverá ser uma ferramenta para permitir a comunicação de profissionais da escola e consultores ou pesquisadores externos, permitindo a presença virtual desse sistema de suporte da escola. Segundo, a informática poderá ser usada para apoiar a realização de uma pedagogia que proporcione a formação dos alunos, possibilitando o desenvolvimento de habilidades que serão fundamentais na sociedade do conhecimento (VALENTE, 1998, p. 47). 3 CONCLUSÃO Esse trabalho abordou os desafios e as possibilidades no ensino de filosofia, diante das informações advindas da globalização e o surgimento da cultura do imediatismo. Visando atender à necessidade da formação e autonomia do alunado, o professor passa a desenvolver um novo papel como mediador, entre os saberes filosóficos e as informações das mídias. Dado que o conhecimento filosófico é essencial para ações reflexivas e o pensar crítico, para se atingir uma educação emancipadora. Pode-se assim afirmar que é fundamental realizar a transposição didática, por meio das novas tecnologias, para despertar o interesse dessa nova geração. Realizando um planejamento com aulas dialógicas, valorizando o conhecimento do aluno, oportunizando debates e habilidade com conteúdo contextualizado, possibilitando uma vivência sobre a realidade e os problemas sociais. Pode-se concluir também que o processo do ensino aprendizagem em filosofia deve ser fundamentado na Base Nacional Comum Curricular e estabelecendo uma inter-relação entre o conhecimento filosófico e as informações geradas pela globalização. Apesar desse trabalho não esgotar os desafios e possibilidades no ensino de filosofia, pretende contribuir com uma reflexão sobre a enxurrada de informações advindas da globalização e o surgimento da cultura imediatista na qual estão inseridos os nossos alunos. Dentro desse contexto, a mediação do professor sobre as informações das mídias e o uso dos recursos pedagógicos tornam o ensino mais atrativo e dinâmico para o alunado. Visto que o ensino baseado apenas em conteúdos teóricos acaba desanimando o aluno. Esse trabalho abre possibilidades para o ensino de filosofia na educação básica, bem como um torna-se um subsídio para os professores de filosofia e demais pessoas preocupadas com a problemática abordada. Espera-se que esse trabalho possa colaborar com um ensino mais atualizado, significativo e com qualidade. REFERÊNCIAS __________. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre: Artimed, 2003 COMTE-SPONVILLE, A. Dicionário filosófico. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2003. GALLO, S. (org.). Ética e Cidadania: Caminhos da Filosofia - Elementos para o Ensino da Filosofia. Campinas: Papirus, 2015. HEIDEGGER, M. Que é uma coisa? Doutrina de Kant dos princípios transcendentais. Lisboa:Edições 70, 1987. KNECHTEL, M. do R. Metodologia da Pesquisa em Educação: uma abordagem teórico-prática dialogada. Curitiba: Intersaberes, 2014. KOHAN, W. (Org.). Filosofia: caminhos para o seu ensino. Rio de Janeiro: DP&A, p. 54-68, 2004. MARCONDES, D. É possível ensinar a filosofia? E, se possível, como? In: VALENTE, J. A. Organizador: Computadores e Conhecimento – Repensando a Educação 2ª ed. São Paulo. UNICAMP/NIED, 1998.