Prévia do material em texto
Pensar faz bem! CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO Esta atividade é dissertativa. Você deverá respondê-la na Folha de Respostas , salvá-la em PDF e enviá-la. Clique AQUI para baixá-la! Não serão consideradas respostas por outros meios e formatos e nem pelo espaço dos "Comentários" da atividade. A atividade valerá 0,7 ponto, na composição da média de sua disciplina. Redija em linguagem adequada ao ambiente acadêmico. Procure ser o mais claro possível. Fique atento à redação e à correção gramatical; Plágios serão desconsiderados. Você pode pesquisar sobre o assunto nas fontes que quiser, mas não copie fragmentos ou simplesmente reescreva trechos sem citar os autores/obras. Se for constatado plágio, a atividade será anulada e será atribuída a nota zero; Fique atento ao prazo para submeter sua atividade no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Entregas via "Comentários", dentro ou fora do prazo, não serão consideradas. A resposta deve ser redigida por você. Não serão aceitos plágios ou textos elaborados por meio de inteligência artificial. Se constatados, sua tarefa será zerada. Caso copie algum trecho da internet e/ou de livros, não se esqueça de citar a fonte consultada. Se você tiver alguma dúvida de como elaborá-las, pode consultar o documento institucional, disponível AQUI. Caso se esqueça de indicar as referências, será descontado 0,1 ponto da nota desta atividade. A exceção fica por conta de atividades compostas por exercícios práticos, nas quais não serão cobradas as fontes consultadas. OBJETIVO 1. Refletir sobre a importância da intertextualidade para a compreensão mais profunda de textos, ao reconhecer suas relações com outros textos. 2. Diferenciar as diversas possibilidades de intertextualidade, tanto em textos quanto em manifestações artísticas, e o diálogo entre diferentes obras. 3. Produzir textos com intertextualidade, para enriquecer o conteúdo e envolver os leitores de maneira mais profunda, para identificar conexões e apreciar a escrita. ENUNCIADO A intertextualidade é o “diálogo” que pode existir entre textos, obras de arte, anúncios publicitários, músicas, danças, entre outras manifestações, apresentando importância valiosa nas situações comunicacionais. Quando se fala em intertextualidade, entende-se que é a presença textual de elementos semânticos e/ou formais que se referem a outros textos produzidos anteriormente. Ela pode se manifestar de modo explícito, permitindo que o leitor identifique a presença de outros textos, ou de modo implícito, sendo identificada somente por quem já conhece a referência. Fonte: TOMASI, Carolina; MEDEIROS, João Bosco. Comunicação empresarial. 5. ed. 2. reimp. São Paulo: Atlas, 2025. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597020502/. Acesso em: 10 jul. 2025. Com base nos estudos sobre intertextualidade e nos exemplos apresentados na pintura, música e literatura, elabore um texto dissertativo, entre 10 e 15 linhas (entre 800 e 1200 caracteres), discutindo a importância da intertextualidade para o enriquecimento das produções textuais. Sua pontuação nesta atividade, que pode chegar a 0,7, será atribuída da seguinte forma: menção aos estudos sobre intertextualidade, apresentando uma definição com base em autores, até 0,3 pontos demonstração como ocorre a intertextualidade nos exemplos elencados, até 0,2 ponto; apreciação da intertextualidade como ferramenta para enriquecer qualquer produção textual, até 0,2 ponto. Intertextualidade na pintura Fonte: https://beduka.com/blog/materias/portugues/o-que-e-intertextualidade/. Acesso em: 10 jul. 2025. Intertextualidade na música Sampa (Caetano Veloso) Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga com a avenida São João É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi Da dura poesia concreta de tuas esquinas Da deselegância discreta de tuas meninas Ainda não havia para mim Rita Lee A tua mais completa tradução Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga com a avenida São João Quando eu te encarei frente a frente, não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi de mau gosto o mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho Nada do que era antes quando somos mutantes E foste um difícil começo, afasto o que não conheço E quem vem de outro sonho feliz de cidade Aprende depressa a chamar-te de realidade Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas Da força da grana que ergue e destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas Eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Panaméricas de Áfricas utópicas túmulo do samba mais possível novo quilombo de Zumbi E os novos baianos passeiam na tua garoa E os novos baianos te podem curtir numa boa. Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/09/musica-sampa-caetano-veloso-com.html. Acesso em: 10 jul. 2025. Intertextualidade na literatura Canto de Regresso à Pátria (Oswald de Andrade) Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo Fonte: https://www.todoestudo.com.br/literatura/cancao-do-exilio. Acesso em: 10 jul. 2025. Para mais embasamento teórico sobre intertextualidade nas produções escritas, recomenda-se a leitura das seguintes referências: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Escrita e contextualidade. In: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 33-39. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555414042/epubcfi/6/4[%3Bvnd.vst.idref%3Drosto.xhtml]!/4/2. Acesso em: 10 jul. 2025. KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Escrita e intertextualidade. In: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 40-56. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555414127/. Acesso em: 10 jul. 2025. MATOS, Talliandre. Intertextualidade. Por.tu.guês, 2012. Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/intertextualidade.html. Acesso em: 10 jul. 2025. (Vídeos da professora Mariana Rigonatto e do professor Guga Valente). TERCIOTTI, Sandra H. Elaboração de textos dissertativos. In: TERCIOTTI, Sandra H. Português na prática: para cursos de graduação e concursos públicos. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. p. 236-253. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-472-0115-9/. Acesso em: 10 jul. 2025. MAIS ACESSIVEL A intertextualidade acontece quando um texto “conversa” com outro texto ou obra que já foi criado antes, usando ideias, frases ou significados parecidos. Essa conversa pode ser explícita, quando a referência fica bem clara para qualquer pessoa, ou implícita, quando só quem já conhece a obra original consegue perceber. Além disso, esse recurso não aparece só na escrita, mas também em várias outras formas de arte. Na literatura, um exemplo bem claro é o poema "Canto de Regresso à Pátria", de Oswald de Andrade, que faz uma referência direta à famosa "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias. Na música, Caetano Veloso faz esse mesmo diálogo na canção "Sampa", quando usa o mito grego de Narciso no verso "Narciso acha feio o que não é espelho", além de citar a cantora Rita Lee. Já na pintura, a intertextualidade acontece por meio de releituras, nas quais os artistas recriam imagens antigas para dar a elas um novo significado. Em resumo, a intertextualidade é uma ferramenta muito importante para deixar os textos mais ricos, pois ajuda o leitor a fazer conexões,entender novas camadas de sentido e aproveitar melhor o que está lendo. NOTEBOOKLM A intertextualidade, conforme Tomasi e Medeiros, consiste na presença de elementos formais ou semânticos que se referem a obras produzidas anteriormente, estabelecendo um "diálogo" entre elas. Esse fenômeno, que pode ser implícito ou explícito, abrange variadas manifestações artísticas. Na literatura, um exemplo marcante é "Canto de Regresso à Pátria", de Oswald de Andrade, que reinterpreta de forma explícita a célebre "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias. Na música, Caetano Veloso, em "Sampa", enriquece sua composição ao dialogar com a mitologia grega no verso "Narciso acha feio o que não é espelho", além de evocar Rita Lee. Na pintura, essa relação se dá por meio de releituras estéticas que ressignificam imagens do passado. Assim, a intertextualidade atua como ferramenta indispensável para enriquecer as produções, pois expande horizontes de sentido e estimula o leitor a estabelecer conexões e interpretações culturais profundas. REFERENCIAS · KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Escrita e contextualidade. In: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 33-39. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555414042/epubcfi/6/4%5B%3Bvnd.vst.idref%3Drosto.xhtml%5D!/4/2. Acesso em: 10 jul. 2025. · KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Escrita e intertextualidade. In: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008. p. 40-56. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555414127/. Acesso em: 10 jul. 2025. · MATOS, Talliandre. Intertextualidade. Por.tu.guês, 2012. Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/intertextualidade.html. Acesso em: 10 jul. 2025 image5.png image6.png image1.png image2.png image3.png image4.png