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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL 
 
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: 
 
Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. 
Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 
1) Acessar o seu AVA; 
2) Clicar na disciplina que será avaliada; 
3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 
4) Clicar em “Responder Avaliação III”. 
 
Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. 
 
Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. 
 
ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional 
Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. 
 
ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. 
 
Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. 
 
1 - A escolha do emulsificante inadequado foi o principal ponto para justificar o ocorrido, pois o emulsificante não conseguiu reduzir e manter estáveis as gotículas de óleo, o HLB, na qual ficou incompatível com o óleo de abacate porque a quantidade não foi suficiente, ocasionando o aumento de gotículas, coalescência e separação de fases; 2 – Baixa Viscosidade, a emulsão precisa de corpo para segurar as gotículas, e a ausência de um espessante hidrofílico, exemplo como goma ou carbômero ajudaria nesta situação, pois apenas o álcool cetoestearílico não sustenta totalmente a emulsão, consequentemente as gotículas se movimentam livremente, colidem mais, floculam e ocorre a coalescência resultando no aspecto coalhado. 
3 – Falha no processo, as temperaturas desalinhadas entre as fases, com uma diferença enorme, pouca agitação, isso pode indicar formação inicial de gotículas grandes, deixando a o produto com queda de viscosidade. 
 
 
ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos 
Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. 
 
Emulsão 
Uma mistura coloidal de dois líquidos imiscíveis, ou seja, líquidos que normalmente não se misturam, sendo formadas, basicamente por três componentes: uma fase oleosa, uma fase aquosa e os tensosativos. Esse conceito ajuda a entender que a emulsão é termodinamicamente instável por natureza, isto significa que o sistema vai sempre querer voltar ao estado natural, ou seja separação das fases, mostrando que a estabilidade é apenas temporária. 
Emulsificadores ou Substâncias Emulsificantes. 
	Essas são agentes que conseguem diminuir a tensão na interface entre diferentes fases, possibilitando que a emulsão permaneça estável por um período prolongado. Essas são agentes que conseguem diminuir a tensão na interface entre diferentes fases, possibilitando que a emulsão permaneça estável por um período prolongado. A utilização de agentes emulsificantes, ou surfatantes, torna-se essencial para a criação de uma emulsão. Este conceito ajuda a entender o papel importante do emulsificante porque se ele for insuficiente, inadequado, ou mal distribuído a emulsão quebra. 
Os tensoativos 
São constituídos por uma assembleia molecular que inclui uma extremidade que se dissolve em água, chamada parte hidrofílica, e outra que se dissolve em óleos ou gorduras, referida como parte lipofílica. Essa característica de ter duas naturezas possibilita que eles atuem tanto em meio aquoso quanto em meio oleoso, promovendo a fusão de fases que normalmente não se misturam, como água e óleo. Quando tensoativos são incorporados em uma formulação, suas moléculas se organizam espontaneamente formando estruturas conhecidas como micelas. Durante essa auto-organização, os componentes ativos da formulação se ligam às micelas na parte com a qual possuem maior afinidade. Assim, um ativo hidrofílico se associa às cabeças hidrofílicas das micelas, enquanto os ativos lipofílicos tendem a se aproximar das caudas hidrofóbicas dos tensoativos. Essa interação é o que torna os sistemas emulsificados verdadeiramente eficazes, pois eles criam condições que permitem a inclusão simultânea de substâncias de características hidrófilas e lipófilas dentro da mesma fórmula, conduzindo-as para o local desejado ao mesmo tempo. 
Separação de fases: 
Esse fenômeno acontece devido às fortes e polares interações entre as moléculas de água, enquanto as interações no óleo são apolares. Assim, os componentes tendem a se distanciar para minimizar a área de contato entre eles. Isso implica que, sob a perspectiva físico-química, a emulsificação, que é a combinação dessas fases, resulta em um aumento da área de contato, requerendo um consumo de energia, ou seja, esse processo não ocorre de forma espontânea. A movimentação entre as fases, o aquecimento e a adição de 
tensoativos são as principais abordagens utilizadas para criar emulsões, portanto, esses três métodos estão sempre presentes em processos de formulação. No final, obtém-se a emulsão, onde se encontram gotículas de uma das fases dispersas na fase contínua. 
Equilíbrio Hidrófilo-lipófilo (EHL ou HLB em inglês) 
 A medição do Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo (EHL) desempenha um papel fundamental nesse contexto, refletindo a afinidade do emulsificante entre as fases aquosa e oleosa. Um EHL com valor baixo, normalmente inferior a 10, sugere uma maior preferência pela fase oleosa. Por outro lado, um EHL elevado, frequentemente acima de 10, demonstra uma maior afinidade pela fase aquosa. Para conseguir a estabilidade em muitas formulações, é necessário usar uma combinação de tensoativos que possibilitem alcançar o equilíbrio pretendido. 
Emulsificante O/A (11-12) para o óleo de abacate. 
Coalescencia 
Este é o processo em que duas ou mais gotículas que podem se misturar são estimuladas de tal forma que se atraem entre si, minimizando a área de contato com a fase de dispersão, resultando em sua fusão, e ajuda a entender o aumento do tamanho das gotas, ficando com aparência coalhada. 
 
Escolha do Agente Emulsificante 
Os emulsionantes, também conhecidos como tensoativos, possuem em sua estrutura química duas áreas distintas, chamadas de regiões hidrofílicas (atraentes para água) e hidrofóbicas (repelentes de água). A presença dessas duas áreas em uma única molécula é conhecida como anfipatia, e tais moléculas são frequentemente referidas como anfipáticas. As partes hidrofóbicas normalmente consistem em cadeias de hidrocarbonetos, que podem ser saturadas ou insaturadas, ou, em casos menos frequentes, estruturas de anéis heterocíclicos ou aromáticos. As regiões hidrofílicas podem ser classificadas como aniônicas, catiônicas, zwitteriônicas ou não iônicas. 
FloculaçãoA floculação é (causada pelas forças de atração de Van der Waals): processo onde ocorre a agregação reversível das gotículas, com manutenção do filme interfacial, formando uma rede bidimensional, sem coalescência; (TOPAN, 
2012); 
 
 
 
ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional 
Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: 
· Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? 
· O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? 
· Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 
 
 
Instabilidade de Emulsões: 
Separação de Fases 
O fenômeno descrito (gotículas grandes, aspecto coalhado, mudança de viscosidade e separação de fases) indica instabilidade da emulsão, envolvendo múltiplos fatores fisicoquímicos. 
1. Função dos Emulsificantes (Tensoativos) 
Os 	emulsificantes 	apresentam 	partes 	tanto 	hidrofílicas 	quanto 	lipofílicas, desempenhando um papel crucial na interface entre óleo e água. Eles reduzem a tensão interfacial e criam uma barreira protetora em volta das gotículas. Quando são inadequados ou insuficientes, resulta em instabilidade. 
2. Equilíbrio Hidrofílico-Lipofílico (HLB) 
O HLB indica a compatibilidade do emulsificante. Valores inadequados podem levar a uma emulsão instável. 
3. Coalescência A coalescência acontece quando pequenas gotículas se juntam para formar gotículas maiores, o que pode causar um aspecto de coalhada e a separação das fases. 4. Outras Causas: 
Baixa quantidade de emulsificante 
 - Mistura inadequada 
	· Alterações na temperatura 
· Desequilíbrio entre as fases Teorias Relevantes Soluções: 
 Ajustar o HLB, aumentar ou otimizar emulsificante, melhorar o processo de emulsificação, adicionar estabilizantes, ajustar proporção das fases e utilizar co emulsificantes Conclusão: 
A separação ocorreu devido a falhas no sistema emulsificante, levando à coalescência e instabilidade. 
 
A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! 
 
ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. 
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. 
 
Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. 
Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): 
 
· Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
· Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto 
· Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
· Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
· Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos 
· Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto 
· Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto 
 
Checklist rápido antes de entregar: 
· Meu texto não passou de 6000 caracteres. 
· Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. 
· Conectei teoria + situação. 
· Apresentei soluções plausíveis. 
· Incluí referências. 
· Mostrei que aprendi algo. 
· Tenho orgulho do que escrevi. 
Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. 
Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. 
 
Após examinar as reclamações dos clientes, iniciou se uma investigação interna, para rastrear onde houve a falha no processo de produção do hidratante. Neste caso a emulsão apresentou instabilidade física com grande relevância para a coalescência, onde identificou se a união das gotículas e floculação seguida da separação de fases. A instabilidade observada indica coalescência e falha do sistema emulsificante. A diferença de temperatura entre as fases (75°C e 55°C) é crítica, pois dificulta a formação adequada na emulsão, comprometendo a ação do emulsificante e favorecendo a formação de gotículas grandes. 
A escolha do HLB do emulsificante pode estar inadequada para o óleo de abacate, pois geralmente requer HLB mais elevado (11-12), este fato facilita a formação de filme interfacial fraco, aumentando a tendência a coalescência. Uma mistura inadequada impacta diretamente na estabilidade, viscosidade e o aspecto final. 
Concluo então que o problema foi causado por uma combinação de falhas, sendo elas: 
 
	· Temperatura inadequada entre fases; 
· HLB possivelmente incorreto; - Má homogeneização. 
E assim apontados os erros prováveis, sugere se ajustar a temperatura das fases para que a diferença seja no máximo de 5 graus, correção do HLB a faixa (11-12), aumentar a eficiência da agitação e fazer testes de qualidades mais rigoroso, adicionar estabilizantes e utilizar coemulsificante. Com essa analise destaco a importância de um bom controle de qualidade durante todo o processo produtivo, aplicando sempre as boas práticas de fabricação seguindo as normas estabelecidas Referencias: 
Livro da Uniasselvi – Tecnologia Farmacêuticas e de Cosméticos (20293) Laboratório virtual 
RMLC18052015.pdf 
 
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