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CONTENÇÃO FÍSICA EM GRANDES ANIMAIS (6) - Resumo

Esse resumo é do material:

CONTENÇÃO FÍSICA EM GRANDES ANIMAIS (6)
7 pág.

Semiologia Veterinária Fundação Universidade Federal do TocantinsFundação Universidade Federal do Tocantins

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## Resumo sobre Contenção Física em Grandes AnimaisA contenção física em grandes animais é uma prática essencial para garantir a segurança do examinador, do auxiliar e do próprio animal durante procedimentos clínicos e manipulativos. Seu principal objetivo é restringir, total ou parcialmente, a movimentação do animal para facilitar exames físicos, coleta de sangue, administração de medicamentos, curativos e outros procedimentos veterinários. Além disso, a contenção previne fugas, acidentes e possíveis fraturas, que podem ocorrer devido ao comportamento imprevisível dos animais quando estressados ou assustados.Entretanto, a contenção física altera significativamente os parâmetros vitais dos animais, principalmente devido ao estresse causado, o que pode ser ainda mais intenso em animais arredios ou não acostumados ao manejo. Uma abordagem inadequada pode ser fatal ou desencadear comportamentos agressivos e não cooperativos, dificultando ainda mais o manejo. Por isso, é fundamental iniciar com técnicas simples e menos invasivas, evoluindo para métodos mais enérgicos apenas quando necessário, sempre com calma, firmeza e confiança, evitando movimentos bruscos e violentos. A socialização e a criação de vínculo com o animal são estratégias importantes para minimizar o estresse e facilitar a contenção.### Contenção em EquídeosAntes de qualquer manipulação, é importante observar o comportamento do equino, atentando-se a sinais como o posicionamento das orelhas, que indicam a disposição do animal para o manejo. A abordagem deve ser feita preferencialmente pelo lado esquerdo, com toque suave e progressivo, como acariciar o dorso e segurar pela paleta esquerda, passando o braço ao redor do pescoço para aplicar o cabresto ou a corda. É fundamental nunca amarrar o animal pelo pescoço, pois quedas ou tentativas de fuga podem causar asfixia fatal. Além disso, equídeos não devem ser colocados em locais baixos, pois barulhos ou movimentos bruscos podem assustá-los, levando a saltos repentinos e traumas cranianos.Para potros, a contenção pode ser feita em posição quadrupedal, envolvendo a musculatura peitoral e a base da cauda para suspender o animal com segurança. Animais mansos podem ser contidos apenas com as mãos, segurando partes como orelhas, lábios, crinas, cauda ou pele do pescoço. Em casos de animais não cooperativos, o uso do cachimbo (ou buçal) é indicado para induzir dor controlada e manter o animal quieto, mas deve ser aplicado com firmeza gradual para evitar agressividade. Técnicas específicas para contenção dos membros anteriores ("mão de amigo") e posteriores ("pé de amigo") envolvem desviar o peso do animal e suspender o membro com cuidado para evitar sacudidelas violentas. O derrubamento de equídeos pode ser realizado com o uso de caneleiras e cordas, ou em troncos apropriados.### Contenção em BovinosO comportamento dos bovinos varia conforme a origem genética e manejo. Bovinos europeus tendem a ser dóceis, mas machos, especialmente da raça holandesa, podem ser traiçoeiros e imprevisíveis, exigindo contenção firme e atenta. É desaconselhável ficar de costas para o animal, pois podem reagir violentamente com cabeçadas ou chifradas. O condutor deve posicionar-se atrás do animal, incentivando-o a andar com vocalizações e batidas suaves nos membros posteriores. Aparelhos de choque elétrico podem ser usados com critério em animais relutantes, e a torção da cauda, embora comum para estimular o movimento, deve ser feita com cuidado para evitar fraturas ou luxações.A contenção manual pode envolver segurar a base do chifre, as orelhas ou o septo nasal com pressão adequada. Existem diversos métodos para derrubamento, como o método Burley, que evita traumatismos em genitálias e úberes, e o método Italiano, indicado para reprodutores e vacas gestantes, embora com risco de enforcamento. O método de Rueff, que comprime o úbere, não é recomendado por causar lesões. O método de Almeida é bastante utilizado por ser eficaz, seguro e aplicável em animais hostis, envolvendo o uso de cabresto e corda para derrubar o animal lentamente, minimizando traumas.### Contenção em Ovinos e CaprinosEntre os pequenos ruminantes, os ovinos são mais difíceis de capturar devido à sua natureza mais arisca, enquanto os caprinos são mais curiosos e receptivos à aproximação. A contenção e derrubamento desses animais podem ser realizados por diversos métodos, como o método Jong, que consiste em usar cordas para pressionar o dorso e forçar o decúbito lateral, facilitando a imobilização. Para animais menos cooperativos, pode-se colocá-los em decúbito lateral e imobilizar o pescoço com o joelho, segurando os membros posteriores para evitar movimentos bruscos. O uso de macas ou mesas adaptadas também é uma alternativa para procedimentos diversos, proporcionando maior segurança e conforto para o animal e o operador.---### Destaques- A contenção física visa proteger pessoas e animais, facilitando procedimentos clínicos e prevenindo acidentes.- Técnicas devem ser iniciadas de forma simples e evoluir conforme a necessidade, sempre com calma e confiança para minimizar o estresse.- Em equídeos, a contenção envolve abordagem pelo lado esquerdo, uso cuidadoso do cabresto e técnicas específicas para membros e derrubamento.- Bovinos exigem atenção ao comportamento, evitando ficar de costas e utilizando métodos seguros para derrubamento, como o método Almeida.- Ovinos e caprinos demandam técnicas adaptadas à sua natureza, com métodos como o Jong para imobilização eficaz e segura.

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