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Vários autores criticaram a aplicação da Curva Logística à evolução demográfica, afirmando que ela não é mais do que uma curva empírica que, vezes, se adapta aos dados da evolução passada, e que em certas circunstâncias por poderá ter dado resultados satisfatórios, à posteriori, da evolução futura. As críticas apontam essencialmente os seguintes aspectos: a Curva Logística nem sempre é aquela que melhor se ajusta aos dados populacionais disponíveis; mesmo que ela se adapte perfeitamente aos dados disponíveis nada obriga a crer que assim seja também para a evolução futura; a Curva Logística não tem em conta as modificações que se podem produzir numa população por efeitos de variação da natalidade, mortalidade ou movimentos migratórios; não tem em conta as modificações de ordem cultural que permitem a uma população explorar mais eficazmente os recursos de que dispõe, alterar a estrutura do aglomerado populacional, etc. Contudo, qualquer destas críticas é igualmente aplicável às hipóteses de evolução da população segundo métodos de extrapolação de tendências. Outra metodologia que se enquadra neste tema é o método da taxa de crescimento decrescente. À semelhança do método da Curva Logística, este método fundamenta-se nos pressupostos de que as condições do meio condicionam a dimensão da população a um valor máximo, designado por população de saturação e que a taxa de crescimento é função do défice de população, isto é: (II.19) Após dt estimar o valor de com base nos recursos proporcionados pelo meio envolvente, determina-se o valor da taxa de crescimento decrescente (K) a partir das populações referentes a dois censos e P₁): (II.20) 17 em que At é o número de anos decorridos entre a realização dos será: dois censos. Por para um qualquer ano futuro (II.21) em que t é o número de anos entre o ano em que se realizou o primeiro censo e o ano ao qual se refere a estimativa pretendida.