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Licensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br URBANISMO Como estudar de uma forma mais simples e didática @arqresumosLicensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br Olá! Fico feliz que você tenha adquirido esse material e esteja buscando aperfeiçoar seus conhecimentos em acessibilidade. Esse material traz os pontos mais importantes no que concerne urbanismo, principalmente em relação ao planejamento urbano. Esse tema é cobrado com muita frequência em con- cursos públicos, pode-se esperar pelo menos 1 questão por prova, por isso é tão importante estudá-lo a fundo. Lembrando que a leitura desse material não substitui Meu nome é Monique Ângelo, sou arquiteta e a leitura das leis e normas, esse resumo busca apenas urbanista formada pela Universidade Federal facilitar seu entendimento da legislação específica, de Viçosa (UFV). Sou especialista em Gerencia- além de ser um método de revisão mais rápido e preci- mento de Projetos pelo SENAC São Paulo. Comecei a fazer concursos em 2016 e já fiz di- versas provas por todo país. Atualmente, sou servidora municipal e trabalho com aprovação de projetos e utilizo muito a legilação de acessi- bilidade no dia a dia. @arqresumosLicensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br Pirataria é crime! Este material é de uso exclusivo de quem adquiriu, sendo assim sua repro- dução, distribuição, comunicação pública e transformação são proibidas, salvo autorizadas pelo autor. Se por acaso você ficar sabendo que alguém está divulgando este material por favor me avise. Respeite produtor de conteúdo que trabalha para produzir tudo com dedicação para você aprender da melhor forma possível. @arqresumosLicensed to Andréa Sá 1 PANORAMANA GERAL DO URBANISMO NO BRASIL População urbana No Brasil existem 40 regiões A população urbana brasileira está em constante crescimento metropolitanas, onde vive cerca de e já passa de 85%. 45% da população. Porcentagem da população que vive em área urbana, por Região (2015) Problemas urbanos região metropolitana Brasil 85% Sudeste 93% As cidades brasileiras sofrem fenômeno de periferização dos aglomerados urbanos. A população mais pobre é pressionada para Centro-Oeste lugares cada vez mais distantes e, muitas vezes, sem infraestrutura básica. Sul Grande parte deste problema é devido ao crescimento rápido e Norte desordenado das grandes cidades. Nordeste 73% Com o aumento da população urbana e eventuais falhas na distribuição de terras, ainda no período do Império, foram feitas 0% 20% 40% 60% 80% 100% diversas intervenções higienistas com base no urbanismo sanitarista, IBGE Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por baseado em modelos europeus. educa Amostra de Domicílios (PNAD) 2015 Um exemplo foi a reforma de Pereira Passos no Rio de Janeiro, que seguiu como modelo a reforma de Paris de Haussman. Conforme é mostrado no mapa do IBGE (2015), a taxa de urbanização varia de região para região, mas podemos considerar Brasil como N° de revisões um país predominantemente urbano. @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 2 PLANEJAMENTO URBANO O conteúdo de planejamento urbano para provas e concursos é baseado em três leis principais: Constituição Federal, Estatuto das cidades (Lei 10257/2001) e a Lei de Parcelamento do Solo (Lei 6766/1979). No estabelecimento da Constituição Federal em 1988 a cidade foi tratada pela primeira vez na carta magna do país. Dessa forma o planejamento urbano ganhou importância no cenário nacional e tinha respaldo em uma lei tão importante. A Constituição trata desse tema no Capítulo (Política Já a Lei de Parcelamento do Solo (6766/79) é uma lei anterior à Urbana) do Título VII Da Ordem Econômica e Financei- CF e estabelece diretrizes de parcelamento do solo para CONSTITUIÇÃO ra nos artigos 182 e 183. loteamentos e desmembramentos. Estabelece requisitos Federativa O artigo 182 trata da função social da propriedade urbanísticos para a confi- guração de lotes. urbana que é atender às exigências fundamentais de ordenação expressas no Plano Diretor; artigo 183 por sua vez trata do dispositivo de usucapião urbano. Dessa forma o plano diretor foi instituído como instrumento básico ESTATUTO CIDADE da política urbana no Brasil, e para regulamentar essa política foi DA elaborado o Estatuto da Cidade. O Estatuto regulamenta as exigências constitucionais e apresenta os princípios básicos que irão N° de revisões nortear essas ações. Essa lei busca garantir o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana. @arqresumosLicensed to Andréa Sá - 3 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 ESTATUTO O Estatuto estebelece diretrizes gerais O principal objetivo dessa política é garantir o pleno DA CIDADE para a política urbana desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana. Gestão democrática por meio Distribuição espacial ordenada da população de participação popular urbana e das atividades econômicas Simplificação da legislação de parcelamento Cooperação entre os diferentes setores da sociedade em prol do interesse social Regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda POLÍTICA URBANA Direito a cidades sustentáveis Oferta de equipamentos urbanos e Preservação e recuperação comunitários do meio ambiente Ordenação e controle do uso do solo urbano Adequação da política econômica e financeira dos gastos públicos para Adoção de padrões de expansão investimentos em bem-estar social Justa distribuição dos benefícios e compatíveis com os limites de N° de revisões ônus do processo de urbanização sustentabilidade @arqresumosLicensed to Andréa Sá 4 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Diretrizes gerais No Estatuto são utilizados os seguintes instrumentos para regulamentar Estatuto da Cidade reúne instrumentos urbanísticos e jurídicos para ga- a política urbana: rantir a efetividade do Plano Diretor, que é o responsável pelo exercício da política urbana na esfera municipal e o desenvolvimento da função social planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de da cidade e da propriedade urbana, como estipula o artigo 182 da CF. desenvolvimento econômico e social; planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e Estatuto é dividido em: microrregiões; Diretrizes gerais metas a serem atendidas III planejamento municipal, em especial: Gestão democrática a) plano diretor; Plano diretor instrumento básico da política de desenvolvimento b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo (leis de uso urbano e ocupação do solo); Instrumentos previstos c) zoneamento ambiental; d) plano plurianual; e) diretrizes orçamentárias e orçamento anual; f) gestão orçamentária participativa; g) planos, programas e projetos setoriais; h) planos de desenvolvimento econômico e social; IV institutos tributários e financeiros: a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana IPTU; b) contribuição de melhoria; A competência de legislar sobre normas gerais de direito urbanístico é de responsabilidade da União. Os Estados e c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros; Municípios podem legislar normas específicas, desde que N° de revisões Lembrando que a outorga não entrem em contradição com as leis federais. ! onerosa não é considerada tributo. @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 5 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Institutos jurídicos e políticos Parcelamento, edificação ou utilização compulsórios do solo a) desapropriação; Imóvel subutilizado b) servidão administrativa; Aproveitamento inferior ao mínimo definido no Plano Diretor. c) limitações administrativas; Se imóvel for considerado subutilizado o proprietário será notificado e d) tombamento de imóveis ou de mobiliário urbano; terá: e) instituição de unidades de conservação; 1 ano para protocolar projeto no órgão municipal competente; f) instituição de zonas especiais de interesse social (ZEIS); 2 anos para iniciar a obra. g) concessão de direito real de uso; Nos casos de transmissão do imóvel inter vivos (venda) ou causa mortis (herança) a obrigação de parcelamento, edificação ou utilização passará h) concessão de uso especial para fins de moradia; ao novo proprietário, com os mesmos prazos. i) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios; IPTU progressivo no tempo j) usucapião especial de imóvel urbano; Nos casos de não cumprimento dos prazos previstos anteriormente o I) direito de superfície; Município poderá realizar a cobrança do IPTU progressivo no tempo. m) direito de preempção; n) outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso; 5 anos 15% valor venal do imóvel o) transferência do direito de construir; p) operações urbanas consorciadas; Passados os 5 anos de cobrança do IPTU progressivo, sem que o q) regularização fundiária; proprietário tenha cumprido parcelamento, edificação ou uti- r) assistência técnica e jurídica gratuita lização do solo o Poder Público pode proceder à desapropriação do imóvel com pagamento em títulos da dívida pública. s) referendo popular e plebiscito; t) EIA E EIV $ N° de revisões Regulamentada pela lei 11.888/2008 @arqresumosLicensed to Andréa Sá 6 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Usucapião especial de imóvel urbano Direito de superfície Tem direito à usucapião aquele que: O proprietário de terreno particular concede a outro particular o direito de uti- lizar solo, subsolo e espaço aéreo mediante escritura pública. Possuir como sua uma área ou edificação urbana Até Essa concessão poderá ser gratuita ou onerosa. 250m2 5 anos superficiário responderá integralmente pelos tributos relativos ao terreno. O direito de superfície pode ser transferido aos herdeiros. ininterruptos $ título de domínio será conferido ao homem ou à mulher, ou a ambos, inde- pendentemente do estado civil; Acabado contrato, o proprietário recuperará o pleno domínio do direito de possuidor só será reconhecido uma vez; terreno, assim como das benfeitorias realizadas no imóvel, indepen- Não seja proprietário de outro imóvel urbano; dente de indenização, se as partes não tiverem estipulado essa no O herdeiro legítimo continua a ter direito de posse, desde que resida no contrato. imóvel. Usucapião especial coletiva de imóvel urbano espaço aéreo Em áreas urbanas ocupadas por população de baixa renda para moradia; Área mínima 250 m² e por 5 anos ininterruptos; Onde não for possível identificar os terrenos ocupados por cada pos- subsolo suidor; Os possuidores não sejam proprietários de outros imóveis urbanos. O direito de superfície será extinto antes do N° de revisões A usucapião coletiva de imóvel urbano será declarada estipulado, se o superficiário der desti- por um juiz mediante sentença, para registro no nação diversa ao terreno do estipulado em Cartório de Registro de Imóveis (matrícula). contrato. @arqresumosLicensed to Andréa Sá 7 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Direito de Preempção Outorga Onerosa do Direito de Construir Preferência de compra ao poder público em uma alienação onerosa Construir além do coeficiente de aproveitamento pagando pelo que ex- entre particulares. ceder 0 limite máximo. Isso quer dizer que quando um imóvel de interesse público estiver à 0 plano diretor irá estipular os coeficientes de aproveitamento mínimo, venda, o proprietário deve notificar o Município, que terá 30 dias para básico e máximo para cada zoneamento. Com base nessas diretrizes a manifestar por escrito o interesse de compra. outorga poderá ser realizada até limite máximo estabelecido. O direito de preempção pode ser exercido quando o Poder Público pre- N= limite máximo a ser estabelecido pelo cisar de áreas para: Plano Diretor Regularização fundiária; CA= coeficiente de aproveitamento Projetos de habitação de interesse social; Constituir reserva fundiária; coeficiente n Direcionamento da expansão urbana; quantas vezes pode Implantação de equipamentos urbanos; construir a área do terreno Criação de espaços públicos de lazer; Criação de áreas de conservação ambiental; terreno Proteção de áreas de interesse histórico ou paisagístico. É especificado no Plano Diretor: CA básico Coeficiente de aproveitamento (CA) CA mínimo CA máximo N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 8 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Operações urbanas consorciadas É um conjunto de intervenções coordenadas pelo Poder Público com a Como as operações consorciadas podem modificar os parâmetros participação de moradores e investidores privados, com o objetivo de urbanísticos, Município poderá prever mediante, lei específica, a realizar transformações urbanísticas estruturais e melhorias sociais em emissão de determinada quantidade de certificados de potencial determinada localidade. adicional de construção (CEPAC's) que podem ser adquiridos em leilão. Delimitada por lei municipal que especificará as áreas de aplicação. Esses certificados são utilizados unicamente como direito de construir Podem ser feitas alterações nos índices urbanísticos, considerando o na área da operação. impacto ambiental decorrente dessas modificações. Também podem ser previstas regularizações de edificações executadas em desacordo com a legislação vigente. CEPAC potencial adicional Deverá ser apresentado em lei específica o plano de operação urbana consorciada, que conterá: Definição da área; Programa básico de recuperação da área; Os CEPAC's permitirão extrapolar os índices urbanísticos previstos para a área na Lei de Uso e Ocupação do Solo. Entretanto, a lei específica Programa de atendimento econômico e social para a população a ser da operação urbana consorciada irá estabelecer os parâmetros afetada; máximos que poderão ser construídos na área, de forma semelhante à Finalidade da operação; outorga onerosa do direito de construir. EIV Estudo de Impacto de Vizinhança; CA básico; Contrapartida financeira que será paga pelos proprietários, usuários e CA mínimo; investidores em função da utilização dos benefícios oferecidos pelo Poder Público; CA máximo Forma de controle da operação. N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 9 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Transferência do direito de construir Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) O EIV é um estudo que analisa os efeitos positivos e negativos de Exercer em outro local o direito de construir. empreendimentos imobiliários que possam afetar a qualidade de vida Venda do potencial construtivo como outorga onerosa da população residente no local. Tal análise deve incluir no mínimo os seguintes tópicos: Adensamento populacional; Equipamentos urbanos e comunitários; Uso e ocupação do solo; Valorização imobiliária; Preservação de edifícios com interesse histórico e ambiental, quando o Geração de tráfego e demanda de transporte público; imóvel for necessário para implantação de equipamentos urbanos e para programas de regularização fundiária. Ventilação e iluminação; Paisagem urbana e patrimônio natural e cultural A fim de proteger um edifício histórico e mantê-lo no local, vende-se o potencial construtivo que aquele lote teria (coeficiente de aproveita- mento) para construção em outro local, previsto no Plano Diretor. Assim como a outorga onerosa, o PD irá estabelecer os limites máximos Os empreendimentos que necessitam de EIV são aqueles que possam de coeficiente de aproveitamento que poderão ser construídos e as sobrecarregar a infraestrutura urbana. A legislação municipal áreas que receberão esse potencial extra. especificará quais serão os empreendimentos que necessitam apresentar EIV e este será elaborado por um responsável técnico. Esse instrumento é uma forma de preservar edificações históricas e N° de revisões lotes de interesse ambiental, e estimular o crescimento ordenado de O EIV não substitui o EIA áreas de expansão que podem receber esse potencial construtivo extra. (Estudo de Impacto Ambiental) @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 10 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Plano Diretor Objetivos do Plano diretor: Promoção de audiências públicas com a participação da população e Função social da propriedade; associações representativas de diversos segmentos da sociedade. Desenvolvimento sustentável; Funções sociais da cidade; QUEM QUER MUDAR Igualdade e justiça social; NOSSA CiDADE Participação social Revisão 10 anos É a base da política urbana no Brasil, foi instituído pela Constituição Federal de 1988 (art 82). Em cidades com mais de 500 mil habitantes é necessária a elaboração de um plano de É aprovado por uma lei municipal que ordena o crescimento urbano transporte integrado compatível com o Plano propondo diretrizes urbanísticas. Diretor do município em questão. O Plano Diretor (PD) engloba todo o município, mas apenas propõe diretrizes para a zona urbana. É o instrumento legal que vai definir, em nível municipal os limites da plano diretor é obrigatório para cidades: propriedade urbana. Deve haver uma união entre planejamento e gestão, afinal a cidade é >20 mil habitantes; vivenciada por uma multiplicidade de agentes. Parte de regiões metropolitanas; Parte de áreas de interesse turístico; Incluídas no cadastro nacional de áreas suscetíveis a deslizamentos, N° de revisões inundações e processos geológicos/hidrológicos de grande impacto; Inseridas em áreas de influência de empreendimentos com significativo impacto ambiental em âmbito regional ou nacional. @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 11 ESTATUTO DA CIDADE Lei 10257/2001 Plano Diretor Gestão democrática da cidade É a lei básica da política territorial, que apenas norteia o planejamento Para garantir que a política urbana seja efetuada de uma forma urbano municipal, a partir deste plano serão elaboradas outras leis es- democrática, são criadas comissões e órgãos colegiados, que têm a pecíficas para regulamentar os instrumentos e políticas previstas no participação de diferentes membros da sociedade de diferentes Plano Diretor. profissões, a fim de auxiliar a propor soluções para questões relacionadas ao planejamento urbano. Plano Essa legislação específica será: Diretor Para essa gestão democrática podem ser aplicados os seguintes Habitação; instrumentos: Meio ambiente; Leis Mobilidade urbana; Decretos específicas Órgãos colegiados de política urbana (no âmbito nacional, estadual Lei de uso e ocupação do solo. e municipal); Debates, audiências e consultas públicas; Por meio do Plano Diretor o Poder Público pode exigir o cumprimento da Conferências; função social da propriedade em benefício da coletividade. Iniciativa popular. A população em geral não sabe o que acontece no âmbito urbano, por isso é tão imporante a conscientização a Não fazem parte da gestão democrática e participativa: respeito de como é feita a gestão urbana. ! referendo e plebiscito Processo de elaboração do Plano Diretor Diagnóstico a Elaboração da partir da análise minuta Aprovação pela N° de revisões técnica e das Propostas e (colaborativa entre Câmara dos soluções técnicas necessidades da Poder Público e a Vereadores comunidade população) @arqresumosLicensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 12 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Objetivo Contribuir para o acesso universal à cidade; Fomento e concretização de condições para efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da Política de Planejamento vias e logradouros Urbano. instrumentos de controle, estacionamentos públicos fiscalização, arrecadação de taxas Sistema Nacional de Mobilidade Urbana Infraestruturas de equipamentos e mobilidade urbana terminais e estações Conjunto coordenado e organizado dos modos de transporte, instalações serviços e infraestrutura do deslocamento de pessoas e cargas. sinalização pontos de embarque e passageiros desembarque Modos de transporte urbano Quanto às características viária trânsito cargas Coletivo Motorizados 500 m Não motorizados Individual Prioridade: Quanto ao objeto Quanto à natureza do serviço Transporte não motorizado e transporte público coletivo Passageiros Público N° de revisões Privado Cargas @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA 13 Lei 12.587/2012 Glossário serviço não aberto ao público; Mobilidade Urbana coletivo viagens com características operacionais exclusivas para cada linha e demanda; Condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e ex: vans cargas no espaço urbano. Fretamento Transporte Urbano Transporte privado Conjunto de modos e serviços de transporte (público e privado) utilizados para o deslocamento de pessoas e cargas nas cidades remunerdado serviço remunerado de passageiros; integrantes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. individual realização de viagens individualizadas ou compartilhadas UBER transporte por aplicativo transporte de passageiros, aberto ao público; Transporte Urbano de cargas coletivo é necessário pagamento individualizado; Serviço de transporte de bens, itinerário e preço fixado pelo Poder Público. animais ou mercadorias. Acessibilidade Transporte público Facilidade disponibilizada às pessoas que possibilite a todos autonomia nos deslocamentos desejados, serviço remunerado de passageiros; respeitando-se a legislação em vigor. individual intermédio de veículos de aluguel; realização de viagens individualizadas. N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 14 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Princípios Diretrizes - integração com a política de desenvolvimento urbano e I - acessibilidade universal; respectivas políticas setoriais de habitação, saneamento básico, II desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões planejamento e gestão do uso do solo no âmbito dos entes socioeconômicas e ambientais; federativos; III equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre coletivo; os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo IV eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços sobre transporte individual motorizado; de transporte urbano; III integração entre modos e serviços de transporte urbano; V gestão democrática e controle social do planejamento e IV mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana; deslocamentos de pessoas e cargas na cidade; VI segurança nos deslocamentos das pessoas; V incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso VII justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso de energias renováveis e menos poluentes; dos diferentes modos e serviços; VI priorização de projetos de transporte público coletivo VIII equidade no uso do espaço público de circulação, vias e estruturadores do território e indutores do desenvolvimento logradouros; urbano integrado; IX eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana. VII integração entre as cidades gêmeas localizadas na faixa de fronteira com outros países sobre a linha divisória internacional. VIII garantia de sustentabilidade econômica das redes de Priorizar transporte não motorizado e transporte público transporte público coletivo de passageiros, de modo a preservar coletivo. a continuidade, a universalidade e a modicidade tarifária do Incentivo ao uso de energias renováveis e não poluentes. serviço. N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 15 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Objetivos Déficit ou subsídio tarifário I - reduzir as desigualdades e promover a inclusão social; TRPS TP o de pessoas e cargas nas cidades; V consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia A receita extra deve ser revertida para próprio Sistema da construção contínua do aprimoramento da mobilidade de Mobilidade Urbana urbana. O prestador de serviço pode realizar descontos na tarifa sem que isso gere direito à solicitação de revisão da tarifa de remuneração. Tarifas O Poder Público pode, em caráter excepcional e de modo a atender Tarifa do transporte público coletivo ao interesse público, revisar as tarifas de forma extraordinária através de ato de ofício ou por provocação da empresa. Preço cobrado do usuário + outras fontes de custeio Que? revisar as tarifas Tarifa de remuneração da prestação do serviço (TRPS) Quando? de forma extraordinária Como? por ato de ofício ou provocação da empresa Cobrir os custos do serviço Por que? atender ao interesse público Tarifa pública (TP) N° de revisões O que é cobrado do usuário @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 16 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Contratação de serviços A contratação de serviços de transporte será feita por Sobre os serviços de transporte privado coletivo a lei dispõe o licitação (lei 8.666/1993). seguinte: Os subsídios para o custeio da operação devem ser previstos em contrato. Art. 11-A. Compete exclusivamente aos Municípios e ao Distrito Federal regulamentar e fiscalizar o serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros previsto no inciso X do art. 4° desta Lei no Poder Público Municipal irá fiscalizar os transportes âmbito dos seus territórios. (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) privados individuais (transporte por aplicativo) UBER Parágrafo único. Na regulamentação e fiscalização do serviço de transporte privado individual de passageiros, os Municípios e o Distrito Federal deverão observar as seguintes diretrizes, tendo em Reajuste vista a eficiência, a eficácia, a segurança e a efetividade na prestação do serviço: (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) Atualização tarifária que acompanha as variações de custos efetiva cobrança dos tributos municipais devidos pela prestação do serviço; (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) exigência de contratação de seguro de Acidentes Pessoais a Revisão Passageiros (APP) e do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Reavaliação do valor acordado que visa manter equilíbrio causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT); econômico-financeiro quando este é rompido por fatores (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) intervenientes. III exigência de inscrição do motorista como contribuinte individual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nos termos da alínea h Serviços de transporte privado coletivo do inciso V do art. 11 da Lei n° 8.213, de 24 de julho de 1991. (Incluído pela Lei n°13.640, de 2018) Estes serviços, prestados entre pessoas físicas ou jurídicas, deverão ser autorizados e fiscalizados pelo poder público competente de N° de revisões acordo com previsto na lei que regulamenta a Política Nacionall de TAXI Mobilidade Urbana. @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 17 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Serviços de transporte privado coletivo Art. 12. Os serviços de utilidade pública de transporte individual de passageiros deverão ser organizados disciplinados e fiscalizados pelo Sobre os serviços de transporte privado coletivo a lei dispõe o poder público municipal, com base nos requisitos mínimos de seguinte: segurança, de conforto, de higiene, de qualidade dos serviços e de fixação prévia dos valores máximos das tarifas a serem cobradas. Art. 11-B. serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros previsto no inciso X do art. 4° desta Lei, nos Municípios que optarem pela sua regulamentação, somente será autorizado ao TAXI motorista que cumprir as seguintes condições: (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria ou superior que contenha a informação de que exerce atividade remunerada; (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) II conduzir veículo que atenda aos requisitos de idade máxima e às características exigidas pela autoridade de trânsito e pelo poder público municipal e do Distrito Federal; (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) III emitir e manter o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV); (Incluído pela Lei n°13.640, de 2018) IV apresentar certidão negativa de antecedentes criminais. (Incluído pela Lei n° 13.640, de 2018) Transporte ilegal de passageiros Exploração de serviços remunerados de transporte individual de N° de revisões passageiros sem o cumprimento dos requisitos previstos na Política Nacional de Mobilidade Urbana e nas regulamentações municipais e do DF. @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 18 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Direitos dos usuários A participação da sociedade no planejamento, fiscalização e Art. 14. São direitos dos usuários do Sistema Nacional de Mobilidade avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana deverá ser Urbana, sem prejuízo dos previstos nas Leis 8.078, de 11 de assegurada pelos seguintes instrumentos: setembro de 1990, e 8.987, de 13 de fevereiro de 1995: I órgãos colegiados com a participação de representantes do Poder receber o serviço adequado, nos termos do art. 60 da Lei no 8.987, Executivo, da sociedade civil operadores dos serviços; de 13 de fevereiro de 1995; ouvidorias nas instituições responsáveis pela gestão do Sistema II participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da Nacional de Mobilidade Urbana ou nos órgãos com atribuições política local de mobilidade urbana; semelhantes; III ser informado nos pontos de embarque e desembarque de III audiências e consultas públicas; e passageiros, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, IV procedimentos de comunicação, de avaliação da satisfação dos horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros cidadãos e dos usuários e de prestação de contas públicas. modais; e IV ter ambiente seguro e acessível para a utilização do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, conforme as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Parágrafo único. Os usuários dos serviços terão direito de ser o informados, em linguagem acessível e de fácil compreensão, sobre: seus direitos e responsabilidades; II os direitos e obrigações dos operadores dos serviços; e III os padrões preestabelecidos de qualidade e quantidade dos serviços ofertados, A participação da população deve bem como os meios para reclamações ocorrer em todas as etapas do e respectivos prazos de resposta. processo, desde o entendimento das N° de revisões necessidades dos usuários, até a utilização do serviço. @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA 19 Lei 12.587/2012 Atribuições SERA Da União Dos Estados TAMEN prestar assistência técnica e financeira aos Estados, Distrito Federal I prestar, diretamente ou por delegação ou gestão associada, os e Municípios, nos termos desta Lei; serviços de transporte público coletivo intermunicipais de caráter contribuir para a capacitação continuada de pessoas e para urbano, em conformidade com o § 1° do art. 25 da Constituição Federal; desenvolvimento das instituições vinculadas à Política Nacional de propor política tributária específica e de incentivos para a Mobilidade Urbana nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos implantação da Política Nacional de Mobilidade termos desta Lei; Urbana; e III organizar e disponibilizar informações sobre o Sistema Nacional de III garantir o apoio e promover a integração dos serviços nas áreas Mobilidade Urbana e a qualidade e produtividade dos serviços de que ultrapassem os limites de um Município, em conformidade com o § transporte público coletivo; 3° do art. 25 da Constituição Federal. IV fomentar a implantação de projetos de transporte público coletivo Parágrafo único. Os Estados poderão delegar aos Municípios a de grande e média capacidade nas aglomerações urbanas e nas regiões organização e a prestação dos serviços de transporte público coletivo metropolitanas; intermunicipal de caráter urbano, desde que constituído consórcio V (VETADO); público ou convênio de cooperação para tal fim. VI - fomentar o desenvolvimento tecnológico e científico visando ao atendimento dos princípios e diretrizes desta Lei; Transporte intermunicipal urbano VII prestar, diretamente ou por delegação ou gestão associada, os serviços de transporte público interestadual de caráter urbano. Ex: Rio Niterói; Belo Horizonte - Contagem São Paulo - Osasco N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá 20 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA Lei 12.587/2012 Atribuições O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de da Dos Municípios Política Nacional de Mobilidade Urbana. Este deve contemplar: planejar, executar e avaliar a política de mobilidade urbana, bem os serviços de transporte público coletivo; como promover a regulamentação dos serviços de transporte urbano; a circulação viária; prestar, direta, indiretamente ou por gestão associada, os serviços as infraestruturas do sistema de mobilidade urbana incluindo as de transporte público coletivo urbano, que têm caráter essencial; ciclovias e ciclofaixas III capacitar pessoas e desenvolver as instituições vinculadas à política a acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade de mobilidade urbana do Município. reduzida; a integração dos modos de transporte público e privado; DF vai seguir as atribuições para estados e municípios a operação e o ordenamento do transporte de carga; os polos geradores de viagens (PGV); as áreas de estacionamentos públicos e privados, gratuitos ou Gestão do sistema de mobilidade pagos; as áreas e horários de acesso e circulação restrita ou controlada; A gestão será realizada por órgãos gestores dos entes os mecanismos e instrumentos de financiamento do transporte federativos que terão como princípios: público coletivo e da infraestrutura de mobilidade urbana; avaliar e fiscalizar os serviços; $ a forma de avaliação, revisão e atualização periódica do Plano de implantar a política tarifária ; Mobilidade Urbana em no máximo 10 anos. dispor sobre os itinerários; estimular a eficiência e eficácia do serviço; N° de revisões garantir os direitos dos usuários; combater transporte ilegal de passageiros @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 21 SUSTENTABILIDADE URBANA Sustentabilidade Urbana O ordenamento do solo urbano busca garantir a isonomia no direito à propriedade urbana e ao acesso à infraestrutura O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às urbana. Desta forma, Poder Público atua como o cerne necessidades do presente sem comprometer a principal do planejamento urbano no Brasil, principalmente na possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas escala municipal. Através da aplicação inteligente dos índices necessidades. (RELATÓRIO BRUNDTLAND, 1987). urbanísticos, pode-se garantir um melhor uso da malha urbana e, eventualmente, melhorar aproveitamento dos recursos naturais. Sendo assim, termo sustentabilidade se expandiu para diferentes áreas, inclusive o urbanismo. Com advento de meio ambiente conferências mundiais e a elaboração de documentos globais A cidade sustentável busca como a Agenda 21, a sustentabilidade urbana tornou-se um desenvolvimento sustentável a partir do tópico de discussão global. equilíbrio de ações no que concerne à economia, aos aspectos sociais e ao meio Agenda 21 é um estudo realizado durante a ECO 92 no Rio ambiente. Estas três dimensões do de Janeiro, que propõe soluções para os problemas desenvolvimento sustentável devem estar ambientais. economia aspectos sociais presentes na sustentabilidade urbana. É um plano de ação a nível global para todas as áreas que têm impacto no meio ambiente. É de fundamental importância pensar nos benefícios econômicos e no bem-estar social da população através das A questão da sustentabilidade urbana está extremamente ligada ações em prol da sustentabilidade no meio urbano. Esses três ao direito constitucional, ao meio ambiente ecologicamente critérios irão balizar as estratégias e ações para equilibrado e também à função social da propriedade, que desenvolvimento sustentável dentro do urbanismo. também está prevista no texto constitucional. Estes dois N° de revisões princípios buscam garantir uma qualidade da vida urbana através do ordenamento do uso e ocupação do solo. @arqresumosLicensed to Andréa Sá 22 SUSTENTABILIDADE URBANA Sustentabilidade Urbana Uma forma de trabalhar a sustentabilidade no planejamento A questão da expansão urbana descontrolada está relacionada urbano é buscar ordenar o espaço urbano de forma a aproveitar com a mobilidade urbana e como isso impacta no aumento do uso a infraestrutura já existente e evitar gastos desordenados não de automóveis e, consequentemente, no consumo de necessários em localidades mais distantes. Esta iniciativa de combustíveis fósseis. Sendo assim, seria mais sustentável uma evitar uma expansão desnecessária da malha urbana, fazendo cidade mais compacta e caminhável, mas é preciso entender as as populações de baixa renda ocuparem esses espaços características da cidade e limite do solo urbano, tanto para desprovidos de serviço básico, tenta aproveitar a infraestrutura densidade populacional, quanto para a infraestrutura urbana que já existente no desenho urbano já consolidado e povoar esses consegue suportar em determinado espaço. A compacidade espaços, buscando reduzir gastos e proporcionar uma urbana apresenta várias vantagens como: preservação de áreas qualidade de vida urbana melhor para essa população que seria naturais, uso misto e estimular a utilização do espaço público. arremessada para extremos da cidade. Compacidade Urbana A compacidade urbana deve ser adotada como Ocupar áreas degradadas otimizando a configuração espacial, eliminando-se os vazios infraestrutura existente. urbanos, encurtando distâncias para o pedestre, aumentando a coesão social, minimizando a dependência de automóveis individuais (com ênfase ao transporte coletivo); porém, nível de compacidade Por outro lado, é preciso evitar uma super ocupação com altas deve respeitar as condicionantes locais (clima, densidades em áreas que não estão preparadas para tal. É topografia, patrimônio cultural e ambiental, etc.), e necessário procurar um equilíbrio no uso e ocupação do espaço assim, determinado através de pesquisas urbanísticas urbano, de modo a aproveitar da melhor forma os recursos específicas. existentes naquela localidade. Trecho adaptado de: SILVA; ROMERO, 2011 N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 23 SUSTENTABILIDADE URBANA N Caminhabilidade Urbana Bioarquitetura É uma forma de mensurar quanto ambiente urbano é introduzir técnicas antigas; amigável ou apropriado aos pedestres. priorizar mão de obra e materiais locais; Este conceito é discutido no livro "Cidade pensar no terreno, topografia, orientação solar; Caminhável" de Jeff Speck, e autor expõe aproveitar as características naturais como cidades que oferecem condições favoráveis aos pedestres podem se desenvolver Construção ecológica melhor de forma econômica e, claro, na qualidade de vida de seus habitantes. materiais encontrados no próprio local; menor interferência na paisagem Tecnologias Sustentabilidade nas 3 escalas: Analisar a sustentalidade urbana é buscar equilíbrio e sempre edifício; avaliar vários aspectos para entender que é melhor para a desenho urbano; cidade em questão. Atualmente as novas tecnologias, as planejamento urbano chamadas high tech, têm dominado o mercado e são tidas como novo sustentável, mas essas não são aplicáveis para todos Analisar a sustentabilidade urbana é locais. Primeiramente pela questão econômica, novas analisar todo. É preciso conhecer a tecnologias não são acessíveis para todas as localidades, cultura local, seus habitantes, seus lembrando que nosso país é constituído, em sua maioria, por costumes, para poder avaliar quais são as cidades pequenas que lutam para conseguir fechar suas melhores estratégias para a finanças ao final do mês. Outra questão é em relação à própria sustentabilidade. Sustentabilidade urbana aplicação dessas tecnologias, em termos de mão de obra vai muito além de propor transportes com qualificada, consciência dos próprios usuários para utilizá-las da combustível limpo, é buscar através da forma correta. Outras vertentes de estudos dizem que as escala macro quais são as melhores ações N° de revisões tecnologias vernaculares e mais passivas são mais eficientes, para que a sustentabilidade seja vivida na como a utilização de técnicas construtivas tradicionais como a escala micro, de um bairro, uma rua e uma taipa de pilão. casa. @arqresumosLicensed to Andréa Sá - 24 CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS Vias coletoras Vias de trânsito rápido coletam e distribuem trânsito das trânsito rápido; vias de trânsito rápido ou arterial; sem interseção em nível; sem acesso aos lotes lindeiros; sem travessia de pedestres em nível Vias locais destinadas ao acesso local Vias arteriais ou a áreas restritas; interseção em nível; interseção em nível; semáforo; sem semáforo acesso aos lotes lindeiros; articulação com as vias locais e coletoras N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 25 A IMAGEM DA CIDADE KEVIN LYNCH Kevin Lynch é um dos autores mais conhecidos do Urbanismo do século XX. Legibilidade da cidade Em sua obra A Imagem da Cidade o autor destaca como percebemos a cidade e suas partes constituintes através da análise de três cidades americanas: Facilidade de entender a estrutura e organização de uma cidade através de Boston, Jersey City e Los Angeles. seus aspectos visuais; Um ambiente legível proporciona segurança ao usuário e pertencimento ao lugar. Boston Massachussetts Principal cidade da Nova Inglaterra, impor- Identidade da cidade tante polo financeiro dos Estatos Unidos, sendo uma das cidades mais antigas do país. Distinção das características de um lugar sobre outro; Kevin Lynch cita o bairro de Beacon Hills como exemplo de bairro/distrito. Reconhecimento; O usuário reconhecer o lugar através apenas dos aspectos visuais do traçado urbano Los Angeles - Califórnia Segunda maior cidade dos Estados Unidos, Imageabilidade conhecida como a capital mundial do entre- tenimento. Estrutura da cidade que auxilia na formação de imagens mentais do ambiente; O autor cita a Pershing Square como exem- plo de ponto nodal. Uma cidade memorável para o usuário; Entendimento do traçado urbano; Autonomia de locomoção Jersey City Nova Jérsey Estrutura da cidade Faz parte da região metropolitana de Nova York. É um importante centro comercial e de transportes. Padrão espacial; N° de revisões O rio Hudson é um limite da cidade, sendo a Organização do espaço urbano única divisa visível com Manhattan. @arqresumosLicensed to Andréa Sá - 26 A IMAGEM DA CIDADE KEVIN LYNCH O autor divide a cidade em cinco partes, são elas: Exemplos: Landmark Caminhos; District Limites; Node Ruas; Bairros; Calçadas; Pontos nodais; Edge Canais; Marcos -Path Linha férrea Caminhos HOLLYWOOD Elementos de ligação; Canais de movimento; Conectam os outros pontos das cidades e, na maioria das vezes, é a partir deles que percebemos a estrutura urbana. Características que interferem na percepção dos caminhos: Arborização; Tipo especial de uso (ruas comerciais); N° de revisões Dimensão (caminhos muito estreitos não são atrativos); Origem e destino bem claros. @arqresumosLicensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 27 A IMAGEM DA CIDADE KEVIN LYNCH Limites Bairros Representam uma quebra de continuidade; Área homogênea da cidade, não necessariamente corresponde aos bairros Podem ser barreiras ou elementos de ligação delimitados pelo Poder Público no zoneamento da malha urbana; Homogeneidade em termos visuais, não são considerados os aspectos so- EDGE cioeconômicos Trazem uma sensação de pertencimento ao lugar. Auxiliam na legibilidade da cidade por trazerem uma noção de direção (Ex: em qual margem do rio você está) IDENTIFICAÇÃO Podem ter um efeito de segregação, mesmo quando são um elemento de ligação Partes razoavelmente grandes da cidade que Exemplos: têm características em comum. Barreiras: Rios Viadutos Estradas Elementos de ligação: Praças Ruas de pedestres N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 28 A IMAGEM DA CIDADE KEVIN LYNCH Pontos Nodais Marcos Pontos convergentes; É um ponto de referência, observação; Ponto focal; Destaque na paisagem, não necessária a escala é grande; Concentração (pessoas, edifícios comerciais) Singularidade; Exemplos: Auxiliam na localização espacial dos usuários por serem algo memorável; Esquinas; Praças; simbolizam uma cidade Estações de transporte público Exemplos: Torres; Esculturas; Edifícios NODE N° de revisões @arqresumosLicensed to Andréa Sá andrea@asarquiteturasustentavel.com.br AS REFORMAS URBANAS DO SÉCULO XIX 29 Plano Cerdá - Barcelona Reforma de Haussmann Paris Foi uma proposta de reforma do traçado urbano de Paris, com a abertura de Foi proposta uma extensão do traçado urbano da cidade para além das mu- avenidas dentro do traçado medieval da cidade. Foi também uma reforma hi- ralhas. novo traçado envolve a parte antiga da cidade. gienista. Buscava-se muito a estética do traçado e das construções. objetivo foi uma alternativa mais organizada das vias. As vias e quadras Napoleão III queria que Paris fosse a "Nova Roma". Foram demolidas diversas poderiam se replicar infinitamente, pois foi prevista uma estrutura hierárqui- habitações e construídos parques e praças. Foram construídas novas habi- ca das vias, que se comunicam entre si para ordenar o tráfego. As quadras tações, todas com padrão de gabarito e até mesmo fachadas. foram idealizadas abertas para permitir uma maior higienização do ar, afinal um dos objetivos da proposta também era ligado à sanitarização da cidade. Cerdá publicou sua Teoria Geral da Urbanização, em que A reforma de Haussamann influenciou diversos outros planos urbanísticos no consolidou princípios de urbanismo e formas de melho- mundo todo, como a reforma de Pereira Passos no Rio de Janeiro e as reformas de ramento para grandes cidades. Cerdá foi pioneiro do ur- Nova York e Buenos Aires. banismo moderno. @arqresumosLicensed to Andréa Sá - andrea@asarquiteturasustentavel.com.br 30 BRASIL. Lei n° 10.257: regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece dire- trizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, de 10 de julho de 200. BRASIL. Lei 12.587: Política Nacional de Mobilidade Urbana. Brasília, 03 de janeiro de 2012. CARVALHO, Carlos Henrique Ribeiro de. Os desafios da mobilidade urbana no Brasil. Brasília: Ipea, 2016. (Texto para Discussão, n. 2198). LYNCH, Kevin. A Imagem da Cidade. Martins Fontes, São Paulo, 2018. SILVA, Geovany Jessé Alexandre da. ROMERO, Marta Referências Bibliográficas Adriana Bustos. urbanismo sustentável no Brasil: a revisão de conceitos urbanos para século XXI (parte 02). Disponível em: 99. Acesso 12 de outubro de 2020 SILVA, Solange Teles da. "Políticas públicas e estratégias de sustentabilidade urbana". Disponível em:

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