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Sumário Unidade 1-Aula 3

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Modos de Transporte: Rodoviário,
Ferroviário e Dutoviário
Em nossa terceira aula, o assunto será os modos de transporte rodoviário, ferroviário e dutoviário.
Essas noções são essenciais para o dia a dia profissional e para o estudioso(a) da área. Bons
estudos!
Características Gerais do Transporte Rodoviário
O transporte rodoviário é um modo terrestre de transporte, cujos veículos automotores utilizam-
se de vias (rodovias) para deslocamento.
Esse tipo de transporte é capaz de transportar inúmeros tipos de carga e ainda trafegar por locais
que não sejam propriamente vias. Essas características conferem grande flexibilidade de trajetos,
diferente dos outros modais, possibilitando a integração e atendimento de regiões, mesmo as mais
distantes, com acesso terrestre (PEREIRA; LENDZION, 2013).
Aula 03
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Outra característica atrativa do modo rodoviário é o door to door, transporte de porta a porta,
uma vez que ele pode ser responsável pela busca da carga do exportador e entrega dessa
diretamente ao importador, sem intermediários, possibilidade existente apenas nesse modal.
Nesse caso, o veículo é lacrado no local de carregamento e aberto apenas na entrega,
reduzindo a necessidade de manuseio de carga evitando, assim, perda ou dano à carga.
Mesmo diante dessas vantagens, o modo rodoviário apresenta limitações. Possui capacidade de
carga reduzida, quando comparado ao modo aquaviário e ferroviário, o que torna seu transporte
mais oneroso. Também existem fatores intervenientes que geram problemas na operação, sejam
eles: congestionamento, má conservação de rodovias, segurança do veículo, motorista e carga
(carecendo, em diversos casos, escolta de segurança e rastreamento de veículos). Em termos
ambientais, considerando-se a capacidade de carga e a distância percorrida, é o modo que gera a
maior emissão de poluentes (PEREIRA; LENDZION, 2013; OLIVEIRA, 2017).
Sistema Rodoviário
Via
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) define via como “superfície por onde transitam veículos,
pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central”. Ainda
diferencia via rural de urbana, sendo a primeira correspondente a estradas e rodovias, enquanto a
segunda tem por definição “ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulação
pública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por possuírem imóveis edificados
ao longo de sua extensão” (BRASIL, 2007).
A via é constituída por duas partes: infraestrutura e superestrutura. A infraestrutura rodoviária é
composta pelo subleito, dispositivos de drenagem e obras de arte. O subleito é a camada de solo
existe no local onde a rodovia será implantada, sendo intensos os serviços de terraplenagem nesta
etapa, fornecendo um leito em condições para que a superestrutura da via seja assentada.
Já a superestrutura da rodovia é constituída pelas camadas do pavimento, sinalização e dispositivos
da operação. O pavimento é a estrutura construída sobre a subleito (superfície obtida após serviços
de terraplenagem), formada por camadas resistentes e que permitam a distribuição, ao subleito,
dos esforços oriundos do tráfego e ainda melhorem as condições de rolamento quanto ao conforto
e segurança dos usuários. Os pavimentos podem ser do tipo: rígido, semirrígido ou flexível
(BERNUCCI et al., 2008). Na Figura 4, estão apresentados, de forma geral, os elementos
constituintes do pavimento.
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Na via, as camadas superiores são constituídas de materiais de melhor qualidade e capacidade de
carga. E, como resultado, a via deve ser projetada e executada de forma a promover a ligação de
dois pontos de interesse, de maneira econômica e tecnicamente viável, garantindo ainda o conforto
e segurança dos usuários (PEREIRA; LENDZION, 2013).
Quanto ao traçado da via, este deve ser definido mediante análise de diversas características, entre
elas: topografia da região, condições geológicas e geotécnicas do terreno, condições hidrológicas e
hidrográficas da região, presença de benfeitorias ao longo da faixa de domínio da rodovia
(desapropriação, indenização).
A rodovia é um ente físico tridimensional, no qual prevalecem as dimensões longitudinais, sendo
seus elementos representeados graficamente por uma linha fluente e contínua.
Por facilidade, faz-se a análise em separado dos elementos geométricos da rodovia, sendo eles:
projeto em planta, projeto em perfil e elementos de seção transversal.
No projeto em planta (Figura 5), objetiva-se a definição geométrica da linha que representa a
rodovia, o eixo da rodovia. No projeto em perfil, tem-se o dimensionamento dos elementos
geométricos da rodovia segundo um plano vertical, definindo-se o eixo da rodovia no plano vertical,
denominado greide da rodovia. Por fim, tem-se a caracterização da geometria dos componentes da
seção transversal da rodovia (LEE, 2013).
Figura 4. Camadas do pavimento
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Veículo
Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (BRASIL, 2007), os veículos rodoviários são classificados
em:
1. quanto à tração: automotor; elétrico; de propulsão humana; de tração animal; reboque ou
semirreboque;
2. quanto à espécie:
1. de passageiros: bicicleta, ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo, quadriciclo, automóvel,
micro-ônibus, ônibus, bonde, reboque ou semi-reboque, charrete;
2. de carga: motoneta, motocicleta, triciclo, quadriciclo, caminhonete, caminhão, reboque ou
semi-reboque, carroça, carro-de-mão;
3. misto: camioneta, utilitária, outros;
4. de tração: caminhão-trator, trator de rodas, trator de esteiras, trator misto; especial; de
coleção; de competição;
Figura 5. Elementos do projeto em planta.
Fonte: Lee (2013)
Figura 6. Elementos da seção transversal de uma rodovia de pista simples .
Fonte: Lee (2013)
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1. quanto à categoria: oficial; de representação diplomática;  particular; de aluguel; de
aprendizagem.
Conforme o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN, 2006a), as dimensões autorizadas para
veículos que transitem em vias terrestres, com ou sem carga, são:
1. largura máxima: 2,60 m;
2. altura máxima: 4,40 m;
3. comprimento total (valores máximos):
veículos não articulados: 14,00 m;
veículos não articulados de transporte coletivo: 15 m;
veículos articulados de transporte coletivo: 18,60 m;
veículos articulados com duas unidades (caminhão-trator e semirreboque):
18,60 m;
veículos articulados com duas unidades (caminhão ou ônibus e reboque):
19,80 m;
veículos articulados com mais de duas unidades: 19,80 m.
Com relação ao peso bruto total e peso bruto transmitido por eixo de veículo, nas superfícies das
vias públicas, tem-se que para veículo não articulado o peso bruto total não pode exceder 29
toneladas, enquanto o máximo valor permitido é de 57 toneladas para os casos de peso bruto total
para combinações de veículos articulados com duas unidades, do tipo caminhão e reboque. No caso
de combinações de veículos de cargas (CVC), o CONTRAN (2006b) estabelece 74 toneladas como
limite máximo de peso bruto total combinado e a extensão máxima do veículo de 30 m. Na Figura 7
estão apresentados alguns exemplos de veículos e respectivos pesos e dimensões máximas
permitidas.
As características dos veículos e a proporção entre eles condicionam o projeto de uma via, fazendo-
se necessário adotar um veículo que sirva de referência para determinação dos parâmetros de
projeto, o chamado veículode projeto.
Esse é entendido como o veículo teórico de certa categoria, cujas características físicas e
operacionais representam uma envoltória das características da maioria dos veículos existentes
nessa categoria. Os quatro grupos básicos de veículos de projeto são: veículos de passeio leves
(VP), veículos comerciais rígidos (CO), veículos comerciais articulados (SR) e veículos comerciais
rígidos de maiores dimensões (O). Dessa forma, o veículo de projeto deve contemplar os veículos
representativos da frota atual e futura.
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As características dos veículos e a proporção entre eles condicionam o projeto de uma via, fazendo-
se necessário adotar um veículo que sirva de referência para determinação dos parâmetros de
projeto, o chamado veículo de projeto. Este é entendido como o veículo teórico de certa categoria,
cujas características físicas e operacionais representam uma envoltória das características da
maioria dos veículos existentes nessa categoria. Dessa forma, o veículo de projeto deve contemplar
os veículos representativos da frota atual e futura.
E, assim, encerramos nossa apresentação ao modo de transporte rodoviário. Espero que você tenha
conseguido assimilar as principais características desse modo e dos componentes via e veículo. Na
sequência, trataremos do modo ferroviário. Vamos lá?!
VÍDEO
Olá, estudante! Para assistir a esse vídeo, acesse a versão web do seu material didático.
Figura 7. Elementos da seção transversal de uma rodovia de pista simples.
Fonte: Adaptado de Brasil (2012)
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Características Gerais do Transporte Ferroviário
Transporte ferroviário é aquele realizado sobre vias férreas com uso de locomotivas e vagões.
Embora a construção de uma ferrovia tenha custo elevado (envolve custos de terraplenagem,
drenagem, obras de arte, obras complementares, superestrutura da via, sinalização,
desapropriação e indenização), a manutenção é bastante módica, especialmente comparada com o
modo rodoviário, também terrestre.
Além disso, devido ao sistema de alimentação/combustível (energia elétrica ou diesel), o custo do
transporte ferroviário torna-se competitivo, sendo o frete (por tonelada por quilômetro
percorrido) não só mais barato que o transporte hidroviário.
O modal ferroviário permite o transporte de grandes quantidades e diferentes tipos de carga.
Ademais, por fazer uso de uma via exclusiva, sofre menos com problemas de congestionamento,
entrave comum no transporte rodoviário e aquaviário. Por outro lado, o tempo de viagem é
dependente da formação da composição e da necessidade de transbordos, o que pode torná-lo
irregular e com atrasos (PEREIRA; LENDZION, 2013).
Outra característica dessa modalidade de transporte é a menor acessibilidade ao sistema,
decorrente dos trajetos serem rígidos e limitados pela extensão e distribuição da linha férrea.
De maneira geral, devido às questões operacionais, torna-se mais vantajoso nos casos em que
houver grande quantidade de carga a ser movimentado a longas distâncias.
Sistema Ferroviário
Via
A via férrea pode ser simples, dupla ou tripla. Ela é constituída da infra e da superestrutura. Análoga
à via rodoviária, a infraestrutura ferroviária abrange o leito, terreno regularizado resultante de
movimentações de terra, os elementos de drenagem e obras de arte especiais. A infraestrutura é
preparada, portanto, para receber a superestrutura (OLIVEIRA, 2017). Na Figura 8 estão
apresentados os principais elementos da seção transversal de uma via férrea. Também se refere
que, em transporte urbano ferroviário, existem vias férreas embebidas em lajes de concreto.
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A superestrutura da via, também designada como via permanente, é composta por: sublastro,
lastro, dormente, trilhos e aparelhos de mudança de via (AMV). O sublastro tem por finalidade
aumentar a capacidade de suporte da plataforma, gerando necessidade de espessura menor de
lastro. Também objetiva proteger o leito de erosão e infiltração de água, complementando o
sistema drenagem da via, além disso possibilita relativa elasticidade ao apoio do lastro.
A função principal do lastro é distribuir sobre a plataforma ou sublastro os esforços resultantes da
movimentação dos veículos, gerando tensão adequada à sua capacidade. Também contribui para a
elasticidade da via, atenuando as trepidações geradas pela passagem de vagões e locomotivas.
Outro importante objetivo do lastro é regularizar a superfície para instalação de dormentes e
trilhos, impedindo o deslocamento desses. Por fim, devem facilitar a drenagem da superestrutura.
Os dormentes são responsáveis por receber e transmitir esforços ao lastro, sendo suporte para os
trilhos e garantia para a bitola, distância entre os trilhos. Os dormentes podem ser de madeira,
concreto ou aço, sendo este último menos usual.
Os trilhos formam a pista de rolamento dos vagões e locomotivas, funcionando como vigas elásticas
de suporte direto e guias das rodas. Os trilhos são metálicos, sendo o perfil Vignole o mais usual.
Junto com os trilhos, devem ser instalados outros acessórios, a saber: talas de junção (emenda
mecânica dos trilhos), fixações e placas de apoio (distribuição de tensões dos trilhos para os
dormentes).
Figura 8. Elementos da seção transversal de uma via férrea simples
Fonte: http://tinyurl.com/ybzqmj2t
Figura 9. Trilhos.
Fonte: http://tinyurl.com/yacarhro
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Os aparelhos de mudança de via, por sua vez, são utilizados para realizar o desvio dos veículos e
com velocidade compatível, é um elemento móvel e bastante importante para a segurança na
operação ferroviária.
Ainda é importante referir a classificação das vias quanto à bitola. Ela é a distância entre as faces
internas de duas filas de trilhos e podem ser de 1 m (bitola métrica), 1,435 m (bitola padrão) ou 1,6
m (bitola larga), esta última é a oficial do Brasil.
Veículo
Conforme Valente (2015), os veículos ferroviários, também denominados de material circulante,
podem ser locomotivas ou vagões. As locomotivas são veículos tratores, movidos a vapor, a energia
elétrica ou a diesel. Quanto aos veículos rebocados, os vagões, estes podem ter diferentes
capacidades de carga, como, por exemplo, vagão plataforma (transporte de veículos, contêineres,
máquinas siderúrgicas e outras cargas pesadas), vagão fechado de descarga lateral (transporte de
produtos ensacados e agregados de cereais), vagão tanque (transporte de granéis líquidos).
VÍDEO
Olá, estudante! Para assistir a esse vídeo, acesse a versão web do seu material didático.
Figura 10. Bitolas.
Fonte:http://tinyurl.com/ya4ykgxc
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Características Gerais do Transporte Dutoviário
Dutoviário: Nesse tipo de transporte, o produto se desloca, seja por gravidade, pressão ou arraste,
pelo elemento transportador, através de dutos.
Suas características técnicas e operacionais torna o modo mais seguro e econômico para o
transporte de determinados produtos, como petróleo e derivados, gás natural, minério (PEREIRA;
LENDZION, 2013).
O transporte nesse modo é de alta confiabilidade, já que é mínimo o risco de paralisação por
condições climáticas e outros fatores, além de poder ser operado diurno e noturnamente,
garantindo fluxo contínuo de transporte. Nessa modalidade de transporte, também é mínimaa
necessidade de manuseio da carga, já que é transportada da origem ao destino por meio dos dutos.
O impacto ambiental desse meio de transporte é pequeno, com baixa emissão de poluentes e
pouca interferência no ambiente. O consumo de energia é reduzido, em relação ao volume
transportado, especialmente por se priorizar o uso de energia elétrica quando não é possível o
escoamento por gravidade.
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A dutovia supera obstáculos de aclives de até 90º, possibilitando o menor trajeto entre a origem e
destino, diferente de outros modos como o ferroviário e rodoviário, por exemplo, em que aclives
muito acentuados são limitadores e oneram a obra. Nesse sistema de transporte, é pequena a
demanda de mão de obra, no entanto, esta tem de ser altamente especializada para
acompanhamento de todo o processo de transporte.
Assim, esse modo, devido às potencialidades apontadas, tem baixo custo operacional. Entretanto,
apresenta uma grave limitação: rigidez do transporte. Os pontos de origem e destino são fixos e
devem possuir estrutura adequada, há diversas restrições de tipos de produtos e ainda apresentam
dificuldades para transbordo.
Sistema Dutoviário
Via
A dutovia (oleoduto, gasoduto, mineroduto, aquaduto) é constituída por tubos, em geral metálicos,
ao longo de um traçado pré-estabelecido em projeto. A dutovia pode ser aérea, ou seja, acima do
nível do solo, ou terrestre, podendo ser instalada sobre o solo (visível) ou enterrada (invisível).
Fonte: http://tinyurl.com/ybuxaswg
Figura 11. Terminal
Fonte: http://tinyurl.com/ycd45z47
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Veículo
Nesse modo, o veículo é o próprio produto bombeado. Ocorre um fluxo contínuo, direcionado pela
dutovia, a partir do impulso que cada partícula antecessora promove na partícula a frente.
Terminal
São destinados à armazenagem e/ou distribuição do produto para outras dutovias ou outros modos
de transporte. São definidos em locais estratégicos, de acordo com a demanda específica.
Controle
O uso de equipamentos de controle é necessário para o monitoramento de velocidade, uma vez que
velocidades altas podem causar danos à dutovia e velocidades baixas acarretam a sedimentação do
produto.
Os modos rodoviário e ferroviário estão mais presentes no nosso cotidiano, mas você conhecia o
modo dutoviário? Bastante interessante, não é?!
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