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Concretos Sustentáveis com Resíduos Industriais e Agregados Reciclados Viabilidade técnica, econômica e ambiental Autores: Fabiano Almeida Lima, Sofia Nazo Metz, Jandrei Leandro Weber Centro Universitário Ritter dos Reis - Ânima Educação Professor: Diego Marisco Perez Porto Alegre, 2025 Introdução A construção civil é responsável por cerca de 50% dos recursos naturais extraídos globalmente. A produção de cimento responde por 8% das emissões mundiais de CO₂. O setor é um dos maiores geradores de resíduos sólidos urbanos. Concretos sustentáveis reduzem impactos usando resíduos industriais e agregados reciclados. Objetivo: avaliar a viabilidade técnica e econômica de concretos com agregados reciclados. Aspectos Normativos e Legais Lei nº 12.305/2010: Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). ABNT NBR 15116 (2021): Uso de agregados reciclados. ABNT NBR 15575 (2021): Desempenho de edificações. ABNT NBR 16697 (2018): Cimento Portland. Leis municipais e certificações LEED e AQUA-HQE. Cimentos Sustentáveis Cimento Verde (LC³): mistura de calcário e argila calcinada; reduz até 40% das emissões. Cinzas Volantes: substituem até 30% do cimento. Escória de Alto-Forno: subproduto siderúrgico com até 70% da mistura. Geopolímeros: reduzem até 80% das emissões de CO₂. Agregados Reciclados Processo de britagem define qualidade e custo do AR. Britadores de eixo vertical geram partículas com melhor forma. Aditivos superplastificantes mantêm a trabalhabilidade. Mistura em estágios melhora homogeneização e resistência. Análise Técnica: Desempenho Resistência à compressão mantida até 30% de substituição. Módulo de elasticidade reduz até 12% em substituição total. Trabalhabilidade controlável com aditivos. Carbonatação ligeiramente superior, controlável pelo cobrimento. Sustentabilidade e Ganhos Ambientais Reduz volume de RCD (68,5 milhões t/ano no Brasil). Diminui extração de areia e brita. Reduz emissões de CO₂. Facilita certificações LEED e AQUA-HQE. Promove economia circular. Viabilidade Econômica Economia média de 12% no custo total. Logística reversa reduz custos de transporte. Menor gasto público com limpeza e aterros. Custos iniciais mais altos compensados por sustentabilidade. Estudo de Caso C-0: 0% substituição → 36,4 MPa. C-100: 100% substituição → 38,3 MPa. C-19: 19% substituição → 41,2 MPa. Viabilidade até 100% com controle adequado. Redução média de 6% no módulo de elasticidade. Ciclo de Vida e Sustentabilidade (LCA) Substituição parcial reduz até 30% do CO₂. Menor consumo energético e transporte. Melhora gestão de resíduos. Alinhamento com ODS 11 e 12 da Agenda 2030. Perspectivas Futuras Uso de resíduos alternativos: plástico, vidro e borracha. Aplicação de nanomateriais e geopolímeros. Automação e IA em reciclagem. Concretos inteligentes e autorregenerantes. Conclusão Concreto reciclado é técnica e economicamente viável. Reduz impactos ambientais e custos de descarte. Requer controle de qualidade e normas atualizadas. Essencial para a construção civil sustentável.