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20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 1/15 Evolução Histórica da Remuneração Remuneração 1. Cenários e tendências Antes de a humanidade inventar a moeda, a remuneração do trabalho humano era feita através de troca de mercadorias, como: carneiro, porco, sal e peles. Ao descobrir que o sal, além de ajudar na cicatrização, servia para conservar e dar sabor à comida, os romanos passaram a considerá-lo um alimento divino, uma dádiva de Salus, a deusa da saúde. Assim, Salário deriva do latim salarium, que significa “pagamento de sal” ou “pelo sal”. O termo vem do antigo Império Romano, pelo fato de que o peso do sal valia como ouro, pois antigamente ele era uma das poucas maneiras para preservar a carne. Não existia nenhuma prerrogativa de estabelecer remuneração pelo trabalho. Na Idade Média, os servos, em busca de proteção, cultivavam a terra dos nobres, recebendo em troca apenas a possibilidade de tirar dela seu sustento. Com a criação das corporações de ofício, trabalhadores livres vendiam no mercado os produtos que produziam. A palavra Salário originou do sal. https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2018/08/aula_rm_top1_img01.jpg 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 2/15 O trabalhador só passou a receber salário como troca pelos serviços prestados, tempo de atuação e esforço no alcance dos objetivos em meados do século XIV, época marcada pelo declínio do poder feudal e pelo desenvolvimento de fortes nações-estado. A chegada do capitalismo, tornou-se a forma predominante de pagamento da mão de obra. Desta forma, o trabalhador passou a ter poder de compra e mudou a visibilidade diante de outras camadas sociais, que a partir de então, não poderiam subestimá-lo ou ignorar seu valor. Ao contrário dos escravos, os servos não eram propriedade de ninguém. O senhor latifundiário só podia vendê-los junto com as terras onde eles já trabalhavam. Nas últimas décadas, com o avanço da tecnologia, mudança de comportamento do mercado de trabalho, com a inserção de leis, força sindical e valorização da educação, as “Eras” ligadas à evolução das relações de trabalho vêm inserindo novos formatos de remuneração. No Brasil, vivemos a Era da Escravidão, onde a moeda de troca pelo trabalho realizado em lavouras e plantações era ligada diretamente à subsistência básica do ser humano, a remuneração baseava-se em uma alimentação e segurança (moradia). Depois veio a inserção do Regime de Corporações, com o ingresso de comércio instituído pelo núcleo familiar, onde se obtinham o sustento das famílias. No século XVIII, começou a industrialização na Europa. Enquanto a população crescia, o espaço cultivável reduzia. As pessoas migraram para as cidades em busca de trabalho em fábricas e fundições, assim em 1850, muitos ingleses trabalhavam até 14 horas por dia, seis dias por semana, e o que percebiam de salários mal davam para sobrevivência. Descobertas como a máquina a vapor e o tear mecânico triplicaram a produção. No início do século XX, Henry Ford aperfeiçoou o trabalho na linha de montagem da indústria automobilística, estabelecendo padrões para a indústria em geral. Com isso, a produção do Ford modelo T foi facilitada em oito vezes, o que baixou o preço do veículo, possibilitando salários maiores aos empregados. Com as fábricas, surge uma nova classe: o proletariado. Para Karl Marx, que cunhou este termo, o trabalho é a essência do homem. O genro de Marx, o socialista Paul Lafargue, constatou em 1880. Salário como moeda de troca. https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2018/09/aula_rm_top1_img02-768x497.jpg 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 3/15 “”Um estranho vício domina a classe trabalhadora em todos os países (...) é o amor ao trabalho, um vício frenético, que leva à exaustão dos indivíduos“. O cartaz acima diz: ”Proletários do mundo, uni-vos“”. Assim começam os movimentos sociais e sindicais. No Brasil, na década de 30, a Lei nº 185 de janeiro de 1936 e o Decreto-Lei nº 399 de abril de 1938 instituíram o salário mínimo, e o Decreto-Lei nº 2162 de 1º de maio de 1940 fixou os valores do salário mínimo, que passaram a vigorar a partir do mesmo ano. O país foi dividido em 22 regiões (os 20 estados existentes na época, mais o território do Acre e o Distrito Federal) e todas as regiões que correspondiam a estados foram divididas ainda em sub-região, num total de 50 sub-regiões. Para cada sub-região fixou-se um valor para o salário mínimo, num total de 14 valores distintos para todo o Brasil. A relação entre o maior e o menor valor em 1940 era de 2,67. Esta primeira tabela do salário mínimo tinha um prazo de vigência de três anos. Em julho de 1943 foi dado um primeiro reajuste que tinha como objetivo recompor o poder de compra do salário mínimo, assim foi reduzido a razão entre o maior e o menor valor para 2,24, já que foram diferenciados, com maiores índices para os menores valores. Após esses aumentos, o salário mínimo passou mais de oito anos sem ser reajustado, sofrendo uma queda real da ordem de 65%, considerando-se a inflação medida pelo IPC da FIPE. Em dezembro de 1951, o Presidente Getúlio Vargas assinou um Decreto-Lei reajustando os valores do salário mínimo, dando início a um período em que reajustes mais frequentes garantiram a manutenção, e até alguma elevação, do poder de compra do salário mínimo. A partir de 1962, com a aceleração da inflação, o salário mínimo voltou a perder seu poder de compra, apesar dos reajustes concedidos pelo Governo de Goulart. Após o golpe militar, modificou- se a política de reajustes do salário mínimo, passando a ser vinculado ao ganho de produtividade. Desta forma, os reajustes passaram a ser calculados levando-se em consideração a inflação esperada, o que levou a uma forte queda salarial decorrente da subestimação da inflação por parte do governo. De 1975 a 1982, os reajustes do salário mínimo elevaram gradualmente seu poder de compra, com um ganho real da ordem de 30%. A partir de 1990, apesar da permanência de altos índices de inflação, as políticas salariais foram capazes de garantir o poder de compra do salário mínimo. Com a estabilização após o Plano Real, o salário mínimo teve ganhos reais ainda maiores, totalizando 28,3% entre 1994 e 1999. 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 4/15 Linha do Tempo da História do Salário Mínimo. Atualmente, o maior salário mínimo do mundo é o da Austrália, onde os trabalhadores com o menor ganho recebem 620 dólares australianos por semana, ou Us$ 2.540 por mês. 2. Como o mundo de mudanças afeta o trabalho e as práticas de remuneração? O mercado mudou. A tecnologia mudou. As pessoas mudaram. Desde que o trabalho passou a ser visto no mundo moderno como condicionante para integração social, isso trouxe uma mudança de posicionamento da sociedade e do trabalhador. Tal transformação do trabalho reflete os processos políticos, econômicos e culturais que a contextualizam. São resultantes das mudanças nos direitos civis e políticos, das transformações tecnológicas e no funcionamento dos mercados, na capacidade e modalidade de interpretação individual e social sobre a realidade. Um dos fatores de maior geração de mudanças veio através do papel desempenhado pela mulher e por sua substituta, a escola. Em grande parte, devem-se a elas as possibilidades reprodutivas da cultura assalariada, uma vez que esses, transmitem quase que diariamente, as normas e valores, https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2018/09/aula_rm_top1_img03.png 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=15/15 que permitem ao indivíduo contar com o capital necessário para se integrar ao mercado de trabalho. A inserção da mulher no mercado de trabalho se diferencia do homem no momento inicial, ou seja, na participação neste mercado. A taxa de participação das mulheres é mais baixa do que a dos homens, refletindo uma diferença anterior à entrada no mercado de trabalho. Porém, a influência e amplitude da inserção de serviços e produtos no mercado moderno, resultante da mulher trabalhadora são significativos. A chegada da mulher no mercado de trabalho trouxe: Criação de Creches Indústria de alimentos congelados Serviços de Diarista Ampliou a quantidade de salão de beleza Valorização e ampliação de restaurantes Serviços de Lavanderias Fast Food Etc Isso gera no mercado um novo comportamento na estrutura familiar e nas estruturas organizacionais. O mercado econômico globalizado produz um cenário dinâmico com implicações múltiplas em diferentes setores. As mudanças provocadas dentro das empresas fomentam a inserção de novas tecnologias para sobrevivência e manutenção da competitividade. Isso traz reflexos significativos na forma de gerenciamento das organizações. Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho. https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2018/09/aula_rm_top1_img04-768x512.jpg 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 6/15 Desta forma, as organizações para se manterem crescentes de forma sustentáveis e competitivas, focam no cumprimento das exigências legais ou regulamentações, na introdução de gestão e controles através de novas tecnologias e atendimento as variações e preferências de consumidores, fornecedores e parceiros. Com isso, as organizações passam a exigir de seus empregados trabalhadores novos padrões de comportamento, alinhados a essas demandas. O grande desafio é fazer com que esse processo de adequação esteja de forma clara e transparente, principalmente quando os atores organizacionais percebem o processo de mudança de forma ameaçadora, sobretudo em relação ao nível de segurança existente. Nesse contexto, as organizações começam a inserir novos modelos gerenciais com foco nos empregados, de forma a que permitir uma adequada captação, retenção e satisfação. Com isso, são inseridos novos modelos de remuneração estratégica com foco em competência, produtividade, lucros e resultados. Assim, a sinergia com o sistema de remuneração, passa a caminhar com a necessidade das mudanças. Fique sabendo! O mercado de trabalho brasileiro mostra que as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer para obter o mesmo reconhecimento que os homens. Pesquisa realizada pelo site de empregos Catho, neste ano, com quase 8 mil profissionais, mostra que elas ganham menos que os colegas do sexo oposto em todos os cargos, áreas de atuação e níveis de escolaridade pesquisados – a diferença salarial chega a quase 53%. Fonte: https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-que-os-homens-em-todos- os-cargos-e-areas-diz-pesquisa.ghtml Inserção de Tecnologia na gestão organizacional. https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2018/09/aula_rm_top1_img05.jpg https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2018/09/aula_rm_top1_img06-768x511.jpg 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 7/15 Algumas características desse novo cenário: Grandes empresas oferecem menos postos de trabalhos e com característica mais generalistas, assim os profissionais precisam ter conhecimentos mais amplos e múltiplas habilidades. As estruturas passam a ser mais enxutas e, assim, funções passam ter um conjunto de tarefas mais amplas. Composição dos cargos na época até 1997 eram segmentados. Existiam em uma área de Recursos Humanos, por exemplo, Analista de Recrutamento e Seleção, Analista de Cargos e Salários, Analista de Treinamento e Desenvolvimento, Analista de Folha de Pagamento; hoje todas essas atividades estão agrupadas na função de Analista de Recursos Humanos. Rendimento das empresas, reduz o tamanho das organizações, suprindo diversos níveis. O profissional que antes coordenava, agora faz parte da equipe de execução dos trabalhos. Executivos põem a “mão na massa”, respondem pelos resultados de seu próprio trabalho e de sua equipe. A figura da Secretária gradativamente vai se diluindo nas diversas atividades na estrutura organizacional. Sem contar que a inserção da tecnologia facilitou enormemente essa estratégia. Cartas, Memorando, Malotes são substituídos por e-mail, documentos digitalizados, mensagens em redes sociais, etc. Pagamentos de contas, logística de viagens (passagens, hospedagem, etc) passam a ter a aquisição em plataformas digitais. Aumento da autonomia dos profissionais torna-se uma tendência mundial, assim como as equipes tornam-se mais envolvidas e comprometidas com as atividades. Isso gera aumento da produtividade, principalmente nas organizações que têm política de gestão de pessoas bem definidas e adequada a estrutura do negócio. Novos Modelos de Remuneração. Saiba mais sobre o novo contexto de negócios e tecnologia nas organizações clicando aqui. 3. Como conciliar essas necessidades: enfoque no cargo e enfoque no indivíduo. https://www.elnuevodiario.com.ni/economia/401828-puede-cultura-influir-resultados-economicos/ 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 8/15 Diante dos cenários nacionais e mundiais de profundas transformações, as organizações são obrigadas a repensar as formas de gestão com vistas a garantir sua sustentabilidade e competitividade. A competitividade deve estar diretamente voltada para a implementação de estratégias que permitam avaliar seu posicionamento no mercado e buscar ações que garantam a sustentabilidade dos negócios. Nesse contexto, o papel das pessoas na estrutura organizacional é agregador. Assim, o grande desafio das organizações é buscar o equilíbrio entre suas necessidades e expectativas e as necessidades e expectativas das pessoas que compõem seu quadro funcional. Assim é de extrema importância que as organizações tenham a clareza e entendimento das suas crenças e cultura. Handy (1994, p.7) classifica as culturas organizacionais em quatro categorias: i. Poder ii. Papel iii. Tarefa iv. Pessoas Desta forma, podemos dizer que: Empresas com cultura focada no Poder são aquelas que têm como características a centralização do poder. Empresas com cultura focada no Papel são aquelas que possuem foco na legalidade, responsabilidade legitimidade. Empresas com cultura voltada para Tarefa são aquelas voltadas para busca de resultados planejados. Empresas com cultura focada nas Pessoas são aquelas voltadas para priorizar as pessoas e suas necessidades pessoais. Da mesma forma a equipe da Hay, empresa especialista em sistema de remuneração, identificou outros quatro modelos gerenciais orientados e moldados de acordo com as características organizacionais. Assim, eles mapearam e conceituaram os seguintes tipos de cultura nas organizações: i. Cultura com enfoque nas Funções ii. Cultura com enfoque nos Processos Saiba mais sobre a visão e mudança do enfoque nos indivíduo no momento de crise, clicando aqui. http://revistamelhor.com.br/mudanca-de-enfoque/ 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 9/15 iii. Cultura com enfoque nas Pessoas iv. Cultura com enfoque nas Redes Empresas com cultura focada nas Funções são aquelas que possuem foco nas tarefas. Empresas com cultura focada nos Processos são aquelas que possuem foco nos processos, no fluxo operacional das atividades. Empresas com cultura focada nas Pessoassão aquelas que possuem foco nas experiências e trazem para organização a inserção de tecnologia, melhoria de processos, agilidade técnica. Empresas com cultura focada nas Redes são aquelas que possuem foco nos relacionamentos. São estruturas virtuais que atuam em redes sociais. Os primeiros parâmetros de identificação do melhor conjunto de atividades dentro de uma estrutura organizacional vieram das referências dos empregados que apresentavam os melhores desempenhos nos resultados e alinhamento com a cultura organizacional. Da mesma forma, a alta gestão, estabelecia como sendo suas competências organizacionais aquelas competências individuais identificadas nos empregados, que se destacavam dentro do contexto organizacional e convergiam em uma empatia com o modelo de gestão dos dirigentes e gestores de primeira linha. Hoje com o aprimoramento dos modelos de gestão de pessoas, esse olhar passa a ser voltado para as características da empresa tais como: missão (quem somos?), visão (onde queremos chegar?), valores (com quais princípios?), estrutura do negócio (qual meu produto/serviço?). Assim, as competências passam a ser organizacionais e não mais pessoais. Para que as organizações tenham sucesso no alinhamento entre PESSOAS e a ORGANIZAÇÃO, faz- se necessário ter clareza dos objetivos organizacionais, bem como a identificação dos objetivos pessoais daqueles que irão compor o quadro funcional, para garantir que as pessoas estejam ENJAGADAS e assim, seja possível manter um índice satisfatório de RETENÇÃO. Portanto, é muito importante que a organização tenha claro quais são seus VALORES e busque no mercado pessoas pelos quais esses VALORES se complementem. Os modelos de remuneração estratégica precisam, desta forma, estar voltados para o alinhamento das estratégias organizacionais com programas de recompensas financeiras. As estratégias organizacionais são ferramentas gerenciais que norteiam o caminho da empresa. Com o passar dos anos as organizações precisaram buscar ferramentas para identificar os cenários presentes e futuros da empresa, que cada dia mais apresentavam inconstâncias no campo político, Alinhamento entre PESSOAS e ORGANIZAÇÃO é o fio condutor para o ENGAJAMENTO e RETENÇÃO. VALORES PESSOAIS x ASPIRAÇÕES PESSOAIS = ENGAJAMENTO VALORES DA EMPRESA x OPORTUNIDADES NA EMPRESA = RETENÇÃO. 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 10/15 econômico e social de forma bastante acelerada. A cada momento, variáveis diferentes eram colocadas à prova, fazendo com que as organizações buscassem recursos e caminhos para adequação e atendimento às demandas. Controle e prevenção tornavam-se cada dia mais desafiador. Para se manter competitiva, as organizações precisavam apresentar qualidades que garantissem resultados competitivos e vantajosos em relação ao mercado. Essa vantagem se mostrava crucial em estruturas onde a cultura do planejamento estratégico era fortemente inserida e aculturada na estrutura da empresa. Assim, dentro desse contexto, a cultura de remuneração estratégica, com modelo de distribuição de parte do lucro organizacional, trouxe uma nova visão para as relações empresa x empregado. A estratégica de remuneração por lucro trazia um sentimento no modelo de gestão de pessoas de pertencimento, dava ao empregado um maior envolvimento no negócio, olhando agora para empresa como olhares de “dono”, com responsabilidade e engajamento nos resultados. Boyer e Freyssent (2000) relacionam as estratégias de lucros a organizações com gestão focada em produtividade diretamente relacionada à salário. Eles citam que o modelo taylorista-fordista atendia de forma efetiva esses requisitos, o que justifica seu sucesso. Segundo eles (Boyer e Freyssenet, 2000:17) “A estratégia de “inovação e flexibilidade” necessita, para ser levada a termo, que a firma possa assumir riscos financeiros necessários e seja capaz de oferecer regularmente modelos inovadores comercialmente pertinentes. O modelo “hondista” é marcado por uma relação salarial que favorece a emergência, no seio da empresa, de inovadores em todos os escalões, graças a uma política de recrutamento, de salário e de promoção privilegiando e valorizando a especialização e a iniciativa individuais mais que o diploma, idade ou antiguidade, e do mesmo modo, a responsabilidade e as boas condições de trabalho, especialmente oferecendo duração do trabalho, anual, semanal e diário a mais baixa do setor. ” Com esse conceito, fica claro que as expectativas organizacionais em relação aos empregados estão voltadas para um novo olhar, o de processos. ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS... PRECISAM... E AS PESSOAS. Fique sabendo! Nos últimos 5 anos, num ranking de pesquisa de clima, as questões voltadas para educação e respeito, oportunidade de crescimento e ser reconhecido, estão sempre entre os cinco itens mais importantes para os colaboradores? 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 11/15 ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS... PRECISAM... E AS PESSOAS. Estruturas e formas de organização de trabalho... ...Ser �exíveis e adaptáveis às contingências impostas ...em processos constantes de adaptação. Processos decisórios... ...ser ágeis e �xados nas exigências do mercado. ...comprometidas com o negócio, com postura autônoma e empreendedora. Velocidade para entrar e sair de mercados locais e globais... ...revitalizar produtos e serviços. ...atualizadas com as tendências nacionais e internacionais de seu segmento de atuação. Alto grau de competitividade... ...padrão global. ...articuladas entre si, que trabalhem em time e visem um contínuo processo de aprimoramento e aperfeiçoamento. Diante desse contexto, as estruturas organizacionais precisam se alinhar migrando de modelos mentais do passado para um modelo gerencial de futuro. Novos Modelos Organizacionais PASSADO PRESENTE Estruturas verticais Estruturas horizontais Hierarquia e Poder Delegação e Gestão Cargos e Funções Processo e Competências Lucros e Gastos Custo x Benefício Princípios e Intenções Missão, Visão e Valores Burocracia e Lentidão Adaptação e Criatividade Visão para dentro Mercado e Sociedade Um Nome Uma Marca Saiba mais sobre o Plano de Carreira: como alinhar as expectativas da empresa com a dos empregados, clicando aqui. https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/07/plano-de-carreira-como-alinhar-os-objetivos-da-empresa-com-expectativas-dos-seus-funcionarios.html 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 12/15 Da mesma forma que as pessoas que atuam dentro das estruturas organizacionais devem passar a ter uma visão mais futurista na busca pela empregabilidade, com foco em carreira e crescimento pessoal e profissional. Nesse contexto, a visão de passado passa a dar lugar a uma visão de futuro. Essa visão, alinhada a visão organizacional, traz um ganho, qualidade e sustentabilidade para a empresa favorável para ambos os lados. Novos Modelos Profissionais PASSADO PRESENTE Títulos e Poder Projetos e Desa�os Foco na Carreira Foco na Empregabilidade Motivação pro�ssional Valorização do tempo e Qualidade de Vida Interesse no alto salário mensal Visão de Compensação anual Futuro de�nido pela empresa Pessoas gerenciam seus próprios passos Avaliação de Desempenho (foco no relacionamento) Avaliação por resultados, metas, prazos e orçamentos Regras e Tradição Criatividade e Inovação As expectativas da empresa em relação aos colaboradores tornam-se voltadas para o alinhamento com a cultura e com a estratégia organizacional. As expectativas das pessoas em relação à empresa geralmente são voltadas para alinhamento das suas expectativas de crescimento pessoal na carreira, na busca pela amplitude do conhecimento,mas, sobretudo, mantendo a qualidade de vida em patamares satisfatórios. O que as ORGANIZAÇÕES esperam das PESSOAS... Foco na missão organizacional Foco na visão de futuro da organização Foco no cliente Foco nas metas e resultados Foco em melhoria e desenvolvimento contínuo Foco no trabalho participativo da equipe Comprometimento e dedicação Talentos, habilidades e competências Aprendizado e crescimento profissional Ética e responsabilidade 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 13/15 O que as PESSOAS esperam das ORGANIZAÇÕES... Um excelente lugar para trabalhar Reconhecimentos, recompensas, salário, benefícios e incentivos Oportunidade de crescimento, educação e carreira Participação nas decisões Liberdade e autonomia Apoio, suporte e liderança renovadora Empregabilidade e ocupabilidade Camaradagem e coleguismo Divertimento, alegria e satisfação Qualidade de vida no trabalho Saiba mais sobre a Remuneração estratégica clicando aqui. 4. Conclusão O Tópico 1 procurou apresentar uma introdução no contexto das estruturas organizacionais com alinhamento nos modelos de remuneração estratégica. O conhecimento adquirido irá permitir que você possa diagnosticar e analisar cenários e estruturas organizacionais de forma mais técnica e estratégica. Diante do cenário atual, onde o mercado apresenta um índice altamente instável sob os principais pilares: economia, política, sociedade e também instabilidade no mercado mundial, as organizações estão cautelosas nas suas tomadas de decisão. O que deixa o processo de crescimento mais lento. Assim, o desafio na retenção de profissionais torna-se cada vez mais desafiador. http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/remunerao-estrategica 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 14/15 Da mesma forma, os empregados estão mais inseguros no que tange sua empregabilidade, mas, ao mesmo tempo, voltados para a continuidade da busca pelo conhecimento, inserção em projetos desafiadores e mais sensíveis a necessidade de inovação, para que o crescimento profissional seja não só sustentável, mas também agregador. Daí a necessidade de estar sempre buscando novas atualizações conceituais sobre o assunto explorado no presente capítulo. 5. Referências HANDY, Charles. Deus da Administração. São Paulo: Editora Saraiva, 1994. BOYER, R. & FREYSSENET, M., Salvador: Editora Nexos Econômico, 2000. “O mundo que mudou a máquina: síntese dos trabalhos do Gerpisa 1993-1999”. YouTube. (2017, Agosto, 28). RH365. A Remuneração Variável como ferramenta estratégica para as empresas. 3min42. Disponível em: . Acesso em: 28 mai. 2018. Ficha técnica Reitoria: Heraclito Amancio Pereira Junior Pró-reitoria Acadêmica: Leda Maria Couto Nogueira Coordenação Geral Ead: Cristiano Biancardi Conteúdo: Simone Germano Orientação de Conteúdo: Juliana Silva Aleixo 20/09/2021 14:45 Evolução Histórica da Remuneração https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=evolucao-historica-da-remuneracao&dcp=remuneracao&topico=1 15/15 Revisão Gramatical: Roberto Carlos Ferreira Gestão de TI: Lucas Sperandio Coradini Web Design: Ingrid Soares Barbosa Jefferson Teixeira Bessa Marcus Vinicius D. de Almeida Ilustração: Ray Jonatas Braz dos Santos Programação: Jeferson Fracalossi Nazário Josué de Lacerda Silva Marcos Victor Barbosa Desenho Instrucional: Frederico Vescovi Leão Game: Rafael Scandian