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Principais pontos 
• Homeostase é a tendência a resistir a mudanças a fim de manter um ambiente interno estável, 
relativamente constante. 
• Homeostase normalmente envolve ciclos de retroalimentação negativa que neutralizam mudanças 
de várias propriedades de seus valores-alvo, conhecidos como pontos de ajuste. 
• Em contraste com a retroalimentação negativa, a retroalimentação positiva amplia seus estímulos 
iniciadores, em outras palavras, eles movem o sistema para longe de seu estado inicial. 
Introdução 
Qual é a temperatura no local em que você está agora? Eu chutaria que não deve ser de 
aproximadamente \[98{,}6\,^\circ\text F\]/ \[37{,}0\,^\circ\text C\]. Mesmo assim, a temperatura do seu 
corpo costuma estar muito próxima desse valor. Na realidade, se a temperatura do seu corpo não permanece 
entre limites relativamente estreitos—de cerca de \[95\,^\circ\text F\]/ \[35\,^\circ\text 
C\] a \[107\,^\circ\text F\]/ \[41{,}7\,^\circ\text C\]—as consequências podem ser perigosas ou até 
mortais.\[^1\] 
A tendência a manter ambiente interno estável e relativamente constante é chamada de homeostase. O 
corpo mantém a homeostase para muitos fatores, além da temperatura. Por exemplo, a concentração de 
vários íons no seu sangue deve se manter estável, bem como o pH e a concentração de glicose. Se estes 
valores ficam muito altos ou baixos, você pode ficar muito doente. 
A homeostase é mantida em muitos níveis, não só o nível do corpo todo como para temperatura. Por 
exemplo, o estômago mantém um pH que é diferente dos órgãos ao seu redor, e cada célula mantém as 
concentrações de íons diferentes do fluido circundante. A manutenção da homeostase em cada nível é 
fundamental para manter a função global do corpo. 
Então, como a homeostase é mantida? Vamos responder a esta pergunta olhando para alguns exemplos. 
Manutenção da homeostase 
Sistemas biológicos, como aqueles do seu corpo, estão constantemente sendo empurrados longe de seus 
pontos de equilíbrio. Por exemplo, quando você se exercita, seus músculos aumentam a produção de calor, 
elevando a sua temperatura corporal. Da mesma forma, quando você bebe um copo de suco de fruta, a 
glicose no seu sangue sobe. A homeostase depende da capacidade do seu corpo de detectar e se opor a 
estas mudanças. 
A manutenção da homeostase geralmente envolve ciclos de retroalimentação negativa. Esses ciclos agem 
em oposição ao estímulo ou ao sinal de entrada que o dispara. Por exemplo, se a temperatura do seu corpo 
está muito elevada, a retroalimentação negativa irá agir para trazê-la novamente para baixo para o valor 
normal, ou valor-alvo, \[98{,}6\,^\circ\text F\]/ \[37{,}0\,^\circ\text C\]. 
Como isso funciona? Primeiro, a alta temperatura será detectada pelos sensores — células nervosas com 
terminações em sua pele e cérebro — e retransmitida para o centro de controle regulador de temperatura 
do seu cérebro. O centro de controle irá processar as informações e ativar efetores — tais como as glândulas 
sudoríparas — cujo trabalho é se opor ao estímulo diminuindo a temperatura do corpo. 
 
Crédito da imagem: modificado de Homeostasis: Figure 1 por OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC 
BY 4.0 
Claro, a temperatura do corpo não só oscila para cima do seu valor-alvo — ela também pode cair para baixo 
deste valor. Em geral, circuitos homeostáticos envolvem pelo menos dois ciclos de retroalimentação 
negativa: 
• Um é ativado quando um parâmetro — como a temperatura do corpo — varia para cima do ponto de 
ajuste e é projetado para trazê-lo de volta para baixo. 
• Um é ativado quando o parâmetro varia para baixo do valor de ajuste e é projetado para trazê-lo de 
volta para cima. 
Para tornar essa ideia mais concreta, vamos dar uma olhada nos ciclos de retroalimentação opostos que 
controlam a temperatura do corpo. 
Respostas homeostáticas na regulação da temperatura 
http://cnx.org/contents/FPtK1zmh@8.24:8Q_5pQQo@4/Homeostasis
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Se a sua temperatura corporal ficar muito quente ou muito fria, os sensores na periferia e no cérebro 
informam ao centro de regulação de temperatura do seu cérebro — em uma região chamada hipotálamo — 
que sua temperatura se desviou do seu ponto de ajuste. 
Por exemplo, se você tem se exercitado bastante, sua temperatura corporal pode subir para cima de seu 
ponto de ajuste, e você precisará ativar mecanismos para se refrescar. O fluxo sanguíneo para a sua pele 
aumenta para acelerar a perda de calor em seus arredores, e talvez você também comece a suar para que a 
evaporação do suor da sua pele ajude a diminuir sua temperatura. Respiração pesada também pode 
aumentar a perda de calor. 
 
Crédito da imagem: Homeostasis: Figure 4 por OpenStax College, Biology, CC BY 4.0 
Por outro lado, se você está sentado em uma sala fria e não está vestindo roupas quentes, o centro de 
temperatura no cérebro precisa desencadear respostas que o ajudem a se aquecer. O fluxo de sangue para 
sua pele diminui e você pode começar a tremer para que seus músculos gerem mais calor. Você também 
pode ficar arrepiado — para que os pelos do seu corpo se levantem e mantenham uma camada de ar perto 
de sua pele — e aumentar a liberação de hormônios que atuam para aumentar a produção de calor. 
Notavelmente, o ponto de ajuste não é sempre rigidamente fixado e pode ser um alvo em movimento. Por 
exemplo, a temperatura do corpo varia ao longo de um período de 24 horas, de mais alta no final da tarde 
para a mais baixa no início da manhã. \[^ 2\] Febre também envolve um aumento temporário do ponto de 
ajuste da temperatura para que respostas geradoras de calor sejam ativadas em temperaturas mais altas do 
que o ponto de ajuste normal. \[^ 3\] 
Distúrbios na retroalimentação perturbam a homeostase 
http://cnx.org/contents/GFy_h8cu@10.8:BP24ZReh@7/Homeostasis
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
A homeostase depende da retroalimentação negativa. Então, qualquer coisa que interfira no mecanismo de 
retroalimentação pode — e provavelmente irá — perturbar a homeostase. No caso do corpo humano, isso 
pode levar à uma doença. 
A diabetes, por exemplo, é uma doença causada por um defeito na retroalimentação envolvendo o 
hormônio insulina. Esse defeito na retroalimentação dificulta ou impossibilita o corpo de diminuir o alto nível 
de açúcar do sangue (glicemia) para valores saudáveis. 
Para entender como a diabetes ocorre, vamos olhar alguns conceitos básicos de regulação da glicemia. Em 
uma pessoa saudável, os níveis glicêmicos são controlados por dois hormônios: insulina e glucagon. 
A insulina diminui a concentração de glicose no sangue. Depois de uma refeição, os níveis de glicose no 
sangue aumentam, ativando a secreção de insulina pelas células β pancreáticas. A insulina age como um sinal 
que ativa as células do corpo, como adipócitos e células musculares, para que usem a glicose como 
combustível. A insulina também faz com que a glicose seja convertida em glicogênio — uma molécula 
armazenadora — no fígado. Ambos os processos retiram a glicose do sangue, levando a uma diminuição da 
glicemia e redução na secreção de insulina, recuperando a homeostase do sistema. 
 
Crédito da imagem: modificado de The endocrine pancreas: Figure 2 por OpenStax College, Anatomy & 
Physiology, CC BY 4.0 
O glucagon faz o oposto: ele aumenta a concentração de glicose no sangue. Se você não se alimentar por 
algum tempo, seu nível de glicose vai diminuir, o que ativa a liberação de glucagon por um outro grupo de 
células pancreáticas, as células α. O glucagon age no fígado, fazendo com que o glicogênio seja quebrado em 
http://cnx.org/contents/FPtK1zmh@8.25:kwSMou0C@3/The-Endocrine-Pancreas
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
glicose e liberado na corrente sanguínea, levando a um aumento nos níveis de glicose no sangue. Isso reduz 
a secreção de glucagon e recupera a homeostase do sistema.Diabetes acontece quando o pâncreas de uma pessoa não consegue produzir insulina suficiente, ou quando 
as células do corpo param de responder à insulina, ou ambos. Sob essas condições, as células do corpo não 
conseguem assimilar glicose rapidamente, de forma que o nível de açúcar no sangue permanece alto por um 
longo período após uma refeição. Isso acontece por dois motivos: 
• Células musculares e adiposas não recebem glicose ou combustível suficiente. Isso pode deixar as 
pessoas cansadas e levar ao desgaste dos tecidos muscular e adiposo. 
• Glicemia elevada causa sintomas como excesso de urina, sede e até desidratação. Com o passar do 
tempo, pode levar a complicações mais severas.\[^{4,5}\] 
Ciclos de retroalimentação positiva 
Circuitos homeostáticos geralmente envolvem ciclos de retroalimentação negativa. A principal característica 
da retroalimentação negativa é que ela contrapõe-se a uma alteração, trazendo o valor de um parâmetro — 
como a temperatura ou a glicemia — de volta aos seus valores normais. 
Alguns sistemas biológicos, entretanto, usam ciclos de retroalimentação positiva. Ao contrário do ciclos de 
retroalimentação negativa, ciclos de retroalimentação positiva ampliam o sinal inicial. Ciclos de 
retroalimentação positiva geralmente ocorrem em processos que precisam ser impulsionados para se 
completarem e não quando o status quo deve ser mantido. 
Um ciclo de retroalimentação positiva entra em ação durante o parto. No parto, a cabeça do bebê é 
pressionada contra o cervix — o colo do útero, através do qual o bebê deve emergir — e ativa neurônios no 
cérebro. Os neurônios enviam um sinal que leva à liberação do hormônio oxitocina pela hipófise. 
A oxitocina aumenta as contrações uterinas e, consequentemente, a pressão no cervix. Isso provoca a 
liberação de mais oxitocina que produz contrações mais fortes. Essa retroalimentação positiva se mantém 
até o nascimento do bebê. 
 
Crédito da imagem: Homeostasis: Figure 2 por OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0 
 
http://cnx.org/contents/FPtK1zmh@8.24:8Q_5pQQo@4/Homeostasis
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

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