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Aula 8 Detectores DR Conversões • Indireta: • Feita com um material cintilador que converse a radiação incidente em luz e posteriormente é convertida em sinal elétrico. Tecnologias: CCD (Charge-Coupled Device) CMOS (Complementary Metal-Oxide-Semiconductor) Adaptações Intensificador de imagem/CCD CCD CMOS Lentes Óticas Novas Tecnologias Iodeto de césio (CsI)/ Silício Amorfo(a-Si) Selênio Amorfo (a- Se) Indireta Direta CCD e CMOS • Sigla para "dispositivo de carga acoplada", o CCD é um chip de silício que usa capacitores para converter a luz em carga elétrica. O sinal elétrico é transportado para fora do sensor, amplificado e convertido em valores digitais. O CCD tem melhor desempenho em pouca luz. • Sigla para "semicondutor de óxido metálico complementar", o CMOS é um sensor eletrônico baseado em fotodiodos e transistores. Os pixels do CMOS têm amplificadores para o sinal elétrico, que é convertido em valores digitais antes de sair do sensor. O CMOS é mais eficiente e rápido que o CCD, e consome menos energia CCD • Funcionamento: No sensor CCD, os fótons que incidem no chip geram cargas elétricas que são acumuladas em cada pixel do sensor. Essas cargas são transferidas sequencialmente (em cascata) até uma saída de leitura, onde são convertidas em um sinal digital. • Vantagens: Os sensores CCD possuem alta sensibilidade e baixa presença de ruído, o que proporciona imagens de alta qualidade com menos interferência e boa nitidez. • Desvantagens: Como as cargas precisam ser transferidas para um único ponto, a leitura de dados do CCD é mais lenta e consome mais energia. Além disso, os CCDs são mais caros de produzir, o que pode impactar o custo do equipamento. • Aplicação em Radiologia: Sensores CCD são comuns em equipamentos que exigem alta resolução e precisão de imagem, como mamógrafos e sistemas de fluoroscopia de alta qualidade. CMOS • Funcionamento: No sensor CMOS, cada pixel possui seu próprio circuito de leitura individual, permitindo que os sinais sejam convertidos em dados digitais diretamente em cada pixel, sem a necessidade de transferência para uma única saída. • Vantagens: O sensor CMOS é mais rápido na leitura de dados, consome menos energia e é mais barato de fabricar. Isso permite a construção de sistemas de imagem mais acessíveis e eficientes, além de possibilitar uma leitura mais rápida da imagem. • Desvantagens: Sensores CMOS costumavam apresentar mais ruído de imagem em comparação aos CCDs, embora avanços tecnológicos tenham reduzido essa diferença em modelos mais recentes. • Aplicação em Radiologia: Por sua eficiência de custo e velocidade, sensores CMOS são muito usados em radiografia digital e outros sistemas que requerem imagens rápidas e de boa qualidade. Flat Panel • Essa tecnologia consiste em uma camada fluorescente que libera fótons de luz proporcionalmente à intensidade dos fótons da radiação incidente. Estes fótons de luz são detectados por uma matriz de fotodiodos implantado sobre uma camada de silício amorfo (a-Si), onde cada fotodiodo representa um pixel. As cargas elétricas geradas dentro de cada fotodiodo são lidos por uma matriz ativa de TFT. Um fotodiodo e um transistor estão situados por trás cada pixel. • Graças ao número atômico e à espessura da camada fluorescentes (CsI, Gd2O2S, CdWO4), que pode chegar a algumas centenas de microns, este tipo de detector pode ser utilizado para aplicações que utilizem energias até 1 MeV. A utilização com maior energia exige precauções (a proteção da chapa eletrônica por blindagem). TFT • Transistor de filme fino • Faz a conversão dos elétrons em sinal. Processo de Cintilação • O processo de cintilação introduz o risco de degradação da imagem devido à dispersão da luz visível, podendo gerar uma “penumbra adicional”. Os detectores atuais utilizam um sistema cristalino que age como um guia de luz, propiciando uma redução da luz espalhada. Flat Panel de Conversão Direta • Essa tecnologia consiste em um camada fotocondutora principalmente em selênio amorfo (a-Se), que libera cargas elétricas proporcional ao fluxo de fótons incidentes. Elétrons migram para a superfície do fotocondutor direcionados por um campo elétrico. A coleta das cargas e da leitura de cada eletrodo é realizada por uma matriz ativa, constituída por uma fina camada de transistores com efeito de TFT (Thin Field Transistor). • As cargas coletadas pela matriz está localizada exatamente abaixo da influência do campo elétrico aplicado perpendicularmente ao plano da chapa, o que confere a este tipo de detector uma boa resolução espacial limitado pelo tamanho da matriz TFT. Campo Elétrico Elétrons Eletrodo Camada de selênio Elementos detectores TFT Substrato de vidro + - Campo Elétrico Raios X Elétrons Eletrodo Camada de selênio Elementos detectores TFT Substrato de vidro + - Flat Panel Detecção direta • Por outro lado, o selênio utilizado como material de detecção é um material muito frágil, funcionando a temperaturas entre 5 e 50° C. Estas características impõem severas restrições nas condições de armazenagem e de utilização de detectores. • Sistemas de matriz utilizando outros materiais semicondutores (CdTe, HgI2, PbI2) estão em estudo para abranger uma maior faixa de energia. Conversão indireta com CsI (DR baseada em a-Si) • Boa absorção de raios X • Boa resolução (com CsI de alta resolução) • Não necessita de alta tensão • Necessita de placas dedicadas de a-Si com fotodiodos • Sinal: tipicamente 1000 elétrons por fóton X (300 elétrons na mamografia) • Ruído: menor comparado ao Se. Conversão direta com Se (DR baseada em a-Se) • Moderada absorção de raios X • Excelente resolução (mas com perda de bordas em ângulos inclinados) • Necessita de alta tensão (10 kV) • Sinal: tipicamente 1000 elétrons por fóton X (250 elétrons na mamografia) • Ruído: maior comparado ao CsI • a-Se é sensível à temperatura ( 45 ºC) Para grandes áreas → a-Si; para pequenas áreas → a-Se