Prévia do material em texto
Universidade Regional de Blumenau - FURB Curso ________________________________ Disciplina _______________________________________ Professora: Roberta Andressa Pereira FECUNDAÇÃO É a união de 2 células sexuais até a fusão de seus núcleos e, em maior ou menor grau, de seus citoplasmas. Do processo de fecundação (que ocorre após a polinização), resulta a formação de semente nas Gimnospermas, e de semente e fruto nas Angiospermas. Para entender esse processo devemos lembrar que o ginosporócito (célula mãe de ginósporos) no óvulo (que é o ginosporângio envolto por um ou dois tegumentos) representa o primeiro passo no desenvolvimento de uma semente. O processo de formação do ginófito (o saco embrionário) se dá a partir de um único ginósporo (n) no interior do óvulo de uma angiosperma. O único ginósporo funcional (da tétrade originada da meiose apenas 1 ginósporo funciona) cresce e seu núcleo sofre 3 meioses sucessivas, originando primeiramente uma grande célula octo-nucleada; posteriormente formam-se algumas paredes celulares e então está pronto o saco embrionário, que pode ser considerado uma planta haploide com 7 células: 1 oosfera (o gameta feminino) + 2 sinérgides + 3 antípodas + 1 grande célula central com dois núcleos polares. Nem todas as angiospermas produzem sacos embrionários com 7 células, mas sempre há 1 oosfera e 1 célula central com núcleos polares. O PROCESSO DE FECUNDAÇÃO Com a polinização, o pólen pousado no estigma germina produzindo um tubo polínico. O tubo cresce através do estilete e entra no ovário, dirigindo-se rumo à micrópila do óvulo. Muitos grãos de pólen podem germinar num estigma e crescer pelo estilete, mas só um tubo penetrará em cada óvulo (pode haver muitos óvulos a serem fecundados no ovário!). Enquanto o tubo polínico cresce, a célula geradora dentro dele sofre mitose e forma duas células espermáticas (os gametas masculinos); entretanto, em algumas plantas, como no girassol (Helianthus, Asteraceae), as células espermáticas são formadas no interior do pólen antes mesmo que ele seja liberado da antera. Alcançando o ovário, o tubo polínico cresce rumo ao óvulo (ou a um dos óvulos), entra nele pela micrópila, penetra uma ou mais camadas de células do nucelo (ou ginosporângio), em seguida entra no saco embrionário (que é o ginófito, o gametófito feminino, contendo o gameta feminino – a oosfera). Geralmente, o tubo penetra no saco embrionário entre as sinérgides e a oosfera ou através de uma das sinérgides que se degenera. Então o ápice do tubo polínico se rompe e libera seu conteúdo: uma célula espermática (n) irá fecundar a oosfera (n) originando o zigoto (2n), enquanto a outra célula espermática vai se unir aos 2 núcleos polares (n) da célula central do saco embrionário, originando uma célula triplóide cujas mitoses sucessivas formarão o tecido do endosperma. Essa dupla fusão de células é a DUPLA FECUNDAÇÃO, caráter exclusivo das Angiospermas. Nas Gimnospermas ocorre apenas fecundação simples (só a oosfera é fecundada); não existe portanto endosperma verdadeiro neste grupo primitivo de plantas. A dupla fecundação no saco embrionário desencadeia uma série de mudanças no óvulo e gineceu, e mesmo na flor como um todo: a) desenvolvimento do zigoto para formar o embrião, que é o novo diplonte, a nova geração esporofítica. b) desenvolvimento do endosperma a partir da célula 3n. c) desenvolvimento do(s) tegumento(s) do óvulo para formar o tegumento da semente (tegumento seminal). d) absorção ou desintegração do tecido nuclear (as células do ginosporângio que ainda envolviam o saco embrionário). Em algumas plantas, nem todo o nucelo é reabsorvido, persistindo na semente madura como um tecido de reserva, que será então denominado PERISPERMA. e) desenvolvimento do tecido carpelar (o ovário) para formar o fruto. f) possível estímulo de partes florais acessórias, como receptáculo, hipanto, sépalas, pétalas ou pedicelo, a crescer e se incorporar ao fruto. Assim o resultado principal do processo da fecundação é formação do fruto a partir do ovário (basicamente) e da semente a partir do óvulo.