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Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Tema 1 Conceituação O que é segurança do trabalho? Com o objetivo de prevenir acidentes, promover a saúde e prevenir incêndios, a segurança do trabalho corresponde a um conjunto de ciências e tecnologias que visam proteger, prevenir, reduzir ou eliminar as condições inseguras no ambiente de trabalho, relacionada à saúde e à qualidade de vida. Vamos explorar esse panorama? Na legislação trabalhista, a NR-4 é a norma regulamentadora que aborda o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança em Medicina do Trabalho (SESMT). O SESMT tem como principais atribuições a análise de riscos, orientação dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), dos EPCs (Equipamentos de Proteção Coletivos) e o registro dos acidentes de trabalho. Para entendermos cada aspecto deste tema, vamos conhecer alguns fatores inerentes a ele. Acidente Um dos fatores primordiais que você deve entender é o conceito de acidente. Acidente é um evento indesejável e não esperado, mas que causa danos pessoais, materiais ou financeiros. Exemplo: colisões, lesões por queimaduras, por perfurações, por eletricidade etc. Podemos classificar o acidente em: • Acidente de trabalho Acontece quando um funcionário sofre uma lesão física ou perturbação funcional que caracterize um dano que o incapacite temporária ou permanentemente para o trabalho. • Acidente típico São os acidentes que ocorrem diretamente no posto de trabalho ou próximos onde o funcionário exerce sua função, ou decorrentes da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. file:///C:/Users/alexandro.santos/OneDrive%20-%20UVA/Documentos/Alexandro/GRADUAÇAÌ�O/PRODUÇAÌ�O/HSQ/re/u2/tema-1.htm#more-info-1 file:///C:/Users/alexandro.santos/OneDrive%20-%20UVA/Documentos/Alexandro/GRADUAÇAÌ�O/PRODUÇAÌ�O/HSQ/re/u2/tema-1.htm#more-info-1 file:///C:/Users/alexandro.santos/OneDrive%20-%20UVA/Documentos/Alexandro/GRADUAÇAÌ�O/PRODUÇAÌ�O/HSQ/re/u2/tema-1.htm#more-info-1 file:///C:/Users/alexandro.santos/OneDrive%20-%20UVA/Documentos/Alexandro/GRADUAÇAÌ�O/PRODUÇAÌ�O/HSQ/re/u2/tema-1.htm#more-info-1 Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. • Acidente de trajeto Trata-se do acidente que ocorre no trajeto entre a residência e o local de trabalho do segurado e vice-versa. • Acidentes devidos à doença do trabalho São os acidentes ocasionados por qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade constante na tabela da Previdência Social. • Acidentes liquidados Correspondem ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS, depois de completado o tratamento e indenizadas as sequelas. Os acidentes podem causar diversos danos e impossibilitar o trabalhador de exercer sua função laboral, gerando a incapacidade para o trabalho que o INSS considera como a “impossibilidade do desempenho das funções específicas de uma atividade (ou ocupação), em consequência de alterações morfopsicofisiológicas provocadas por doença ou acidente. O risco de vida para si ou para terceiros, ou de agravamento, que a permanência em atividade possa acarretar está implicitamente incluído no conceito de incapacidade, desde que palpável e indiscutível". A incapacidade para o trabalho pode ser: • Temporária Compreende os trabalhadores que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa em função de acidente ou doenças do trabalho. • Permanente Refere-se aos trabalhadores que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício laboral. A incapacidade permanente pode ser parcial ou total. A parcial ocorre quando o acidentado em exercício laboral, após o devido tratamento psicofísico-social, apresentar sequela definitiva que implique em redução da capacidade. Já a total, ocorre quando o acidentado em exercício laboral apresentar incapacidade permanente e total para o exercício de qualquer atividade laborativa. Agora que você já conhece o conceito de acidente de trabalho, vamos conhecer também alguns conceitos relativos a ele. • Dano - é a perda de controle sobre um risco. Pode causar uma lesão ou perda física, psicológica ou econômica. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. • Lesão corporal - qualquer dano ocorrido no corpo humano. • Perturbação funcional – quando há prejuízos nos órgãos dos sentidos, por exemplo, a perda da audição por um agente no ambiente de trabalho ou a perda da visão por parte de um trabalhador no ambiente de trabalho. Causas do acidente de trabalho São diversas as causas de acidentes de trabalho. Nem sempre o trabalhador está atento ou não trabalha de forma correta, sem se dar conta que, quando se distrai no posto de trabalho, o risco de acidente aumenta. Às vezes, ele até está atento, concentrado, mas o ambiente que está inserido não oferece condições adequadas de segurança. Para entendermos melhor as principais causas de acidentes de trabalho, veja as definições a seguir: • Condição insegura Diz respeito a um ambiente sem segurança, ou seja, é a condição diretamente ligada ao ambiente de trabalho que oferece riscos que causam acidentes, como, por exemplo, máquinas sem proteção, equipamento defeituoso, ventilação inadequada, baixa iluminação, temperatura muito elevada ou muito baixa, entre outras. • Ato inseguro Ocorre quando há desrespeito às normas de segurança podendo causar acidentes, como, por exemplo, subir no telhado sem cinto de segurança, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas, subir escadas ou degraus depressa, carregar materiais pesados de maneira incorreta, dirigir em alta velocidade, entre outras. • Fator pessoal de insegurança Diz respeito ao traço de personalidade do trabalhador mais propício a provocar acidentes. Além dos problemas pessoais que podem interferir na atenção do mesmo. Modalidades de comportamento de risco de acidentes Com relação aos comportamentos considerados como sendo de risco, podemos dizer que são aqueles que contribuem para que os acidentes aconteçam. Assim como o acidente de trabalho é um fenômeno multideterminado, os comportamentos relacionados com a segurança também são considerados como determinados por múltiplas causas, internas e externas ao indivíduo. Negligência, imprudência e imperícia são alguns dos nomes utilizados para qualificar os comportamentos impróprios das pessoas diante dos mais variados perigos, como veremos a seguir: Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload parasites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Negligência Implica em omissão ou falta de observação do dever, falta de cuidado ou de aplicação numa determinada situação, tarefa ou ocorrência. Em outras palavras, é deixar de fazer o que deveria ser feito. Por exemplo, um trabalhador sabe que a máquina manuseada por ele está com uma peça defeituosa e que a qualquer momento pode quebrar ou se soltar, mesmo assim, ele continua trabalhando normalmente, até que um dia a máquina quebra e a peça que se solta atinge um colega, levando-o ao óbito. Ele não tinha a intenção, mas a sua conduta negligente foi a responsável pelo fato ocorrido. Imprudência É um comportamento de precipitação, sem preocupação, imponderado, de falta de cuidados, ou seja, fazer algo de forma diferente do que deveria ser feito. Por exemplo, um pedreiro que sabe da necessidade do uso de cinto para trabalho em altura e não o utiliza. Imperícia Imperícia é a incapacidade, falta de aptidão teórica e prática e a falta de habilidade específica para a realização de uma atividade técnica ou científica, não levando o agente em consideração. Por exemplo, na ausência de um motorista, um soldador sem habilitação é desviado de sua função para dirigir no pátio da empresa. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Classificação dos acidentes Os acidentes geram prejuízos para empregados e empregadores e, muitas vezes, ainda afastam o trabalhador do seu posto de trabalho. Vejamos como eles são classificados: • Incidente - É uma ocorrência que poderia ocasionar um acidente. Por exemplo, uma peça de ferro deixada sobre a bancada de uma máquina ligada, que começa a trepidar. A peça vai escorregando bem devagar, até que cai a um centímetro do pé do operador. É um incidente, pois não houve consequência. • Acidente com danos materiais - é a ocorrência que causa danos somente para o patrimônio da empresa, sem atingir o funcionário. Por exemplo, quando o trabalhador opera uma máquina de forma inadequada e a mesma quebra. Ninguém se feriu, no entanto, a máquina precisará de conserto, caracterizando um prejuízo material. • Acidente sem afastamento - é o acidente que não impede o trabalhador de voltar ao trabalho no dia seguinte ao fato ocorrido. Por exemplo, o trabalhador sofre um corte no braço ocasionado pela lâmina da ferramenta que estava utilizando no desempenho de sua função. É encaminhado para o hospital para avaliar se precisa ser suturado. É feito um curativo e no dia seguinte ele retorna ao trabalho. • Acidente com afastamento - é o acidente que impede o trabalhador de voltar no dia seguinte ao fato ocorrido. Por exemplo, quando o trabalhador quebra o braço operando uma máquina. No dia seguinte ele ainda não tem condições de trabalhar exercendo esta função. Você sabe a diferença entre perigo e risco? • Perigo É algo que tenha potencial para provocar doenças, danos corporais ou materiais. É a característica de um produto, processo ou uma situação causadora de um mal que provoque efeitos adversos na saúde ou danos materiais. Geralmente, tem origem em produtos químicos ou em situações de trabalho, como um escorregão no chão molhado. Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. • Risco Risco é a real possibilidade ou a probabilidade de que uma pessoa fique ferida ou sofra efeitos adversos na sua saúde quando exposta a um perigo. Logo, a exposição a qualquer situação de perigo é um risco real de acidente. Um dos principais objetivos da segurança do trabalho é a gestão dos riscos. É necessário detectar os perigos e avaliar os riscos para identificar os que têm potencial para afetar empregados e empregadores. A partir daí, deve-se desenvolver e implementar medidas de prevenção e proteção. Se entendermos que é impossível ocorrer um acidente com consequências drásticas sem a presença de um perigo, deve-se definir bem as situações de perigos e riscos existentes no ambiente de trabalho para tratá-las adequadamente e para que os acidentes sejam evitados. Importante Para que um programa de prevenção de saúde e segurança no trabalho seja eficaz, é necessário que os perigos e riscos sejam muito bem identificados, caso contrário, todas as ações posteriores serão realizadas de forma inadequada. A relação entre perigo e risco é a exposição, seja imediata ou a longo prazo. Se entendermos que é impossível ocorrer um acidente com consequências drásticas sem a presença de um perigo, deve-se definir bem as situações de perigos e riscos Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. existentes no ambiente de trabalho para tratá-las adequadamente e para que os acidentes sejam evitados. Método de avaliação de Risco O Órgão Executivo de Segurança e Saúde do Reino Unido desenvolveu um Método de Avaliação de Riscos aprovado em nível mundial, que consiste em cinco etapas, a saber: 1. Identificar os perigos. 2. Determinar quem pode ser afetado e como. 3. Avaliar os riscos e decidir sobre as precauções a tomar. 4. Registrar os resultados e implementá-los. 5. Rever a avaliação e atualizá-la se necessário. As atividades das empresas devem proporcionar ao trabalhador condições seguras e saudáveis, além de atenderem aos requisitos legais de segurança no trabalho regidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e as Normas Reguladoras (NRs). Os programas de Gestão de Saúde e Segurança no trabalho são norteados pelas mesmas, visando à qualidade de vida do trabalhador. Sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho Saiba Mais Para saber mais sobre a implementação de sistemas de segurança e higiene ocupacional, leia sobre as especificações da OHSAS 18000 (Occupational Health and Safety Assessment Series), que significa Série de Avaliação de Saúde e Segurança Ocupacional em Lima (2018, p. 58). Estas especificações permitem a uma empresa atingir e controlar e melhorar seus objetivos traçados em relação à saúde e à segurança ocupacional. Já vimos a que a prevenção de acidentes faz parte de uma gestão eficiente e eficaz dos riscos no local de trabalho. Essa gestão deve acompanhar todos os objetivos traçados, bem como identificar o que pode ser mudado e avaliar o que deu certo e o que ainda precisa melhorar. Veja o esquema ao lado e visualize o funcionamento do sistema de gestão de risco. file:///C:/Users/alexandro.santos/OneDrive%20-%20UVA/Documentos/Alexandro/GRADUAÇAÌ�O/PRODUÇAÌ�O/HSQ/re/u2/tema-1.htm%23more-info-2 file:///C:/Users/alexandro.santos/OneDrive%20-%20UVA/Documentos/Alexandro/GRADUAÇAÌ�O/PRODUÇAÌ�O/HSQ/re/u2/tema-1.htm%23more-info-2 Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autoraisde propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para sites) são estritamente proibidos e sujeitos às penalidades legais aplicáveis. Todos os direitos são reservados à UVA & Unijorge. Para Chirmici e Oliveira (2016, p. 149), o processo de implementação de um sistema de gestão e saúde ocupacional, de acordo com a norma ISSO 9001 e as premissas da OHSAS deve ser pautado sobre os conceitos de eliminação, substituição, controles de engenharia, sinalização e EPI de acordo com as seguintes transcrições: a. Eliminação: modificar um projeto para eliminar o perigo, por exemplo, introduzindo dispositivos mecânicos de guindar para eliminar o perigo de levantamento manual; b. Substituição: substituir por um material menos perigoso ou reduzir a energia do sistema, por exemplo, reduzir a força, amperagem, pressão, temperatura etc.; c. Controles de engenharia: instalar sistemas de ventilação, proteção de máquinas, intertravamentos, isolamento acústico etc.; d. Sinalização, avisos e controles administrativos: avisos de segurança, identificação de áreas perigosas, sinalização fotoluminescente, identificação de passarelas de pedestres, sirenes, iluminação de advertência, alarmes, procedimentos de segurança, inspeções de equipamentos, controles de acesso, sistemas seguros de trabalho, etiquetagem e permissões de trabalho etc.; e. Equipamento de proteção individual (EPI): óculos de segurança, protetores auriculares, protetores faciais, cintos e mosquetões de segurança, respiradores e luvas. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem.