Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL 
 
ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: 
 
Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas 
as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. 
Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 
1) Acessar o seu AVA; 
2) Clicar na disciplina que será avaliada; 
3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 
4) Clicar em “Responder Avaliação III”. 
 
Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de 
iniciar o preenchimento deste template. 
 
Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. 
 
ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional 
Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução 
(ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações 
da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. 
 
ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional 
Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e eleger três aspectos mais 
relevantes na solução do desafio. Por exemplo: uma estratégia inovadora, uma decisão 
polêmica ou uma atitude inesperada. Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três 
aspectos e justificar suas escolhas. 
 
Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim 
neste template: o que chamou atenção + por quê. 
A vulnerabilidade articular precoce e o manejo do ombro flácido na fase aguda, chamou 
atenção porque demonstram que a intervenção ortótica e fisioterapêutica na fase aguda 
não visa apenas o ganho motor futuro, mas a preservação da integridade anatômica da 
 
articulação glenoumeral, que fica extremamente vulnerável devido à paralisia flácida e 
à gravidade. 
A evolução clínica para o padrão de pé equino na fase crônica, chamou atenção porque 
permite identificar evidencias como sequelas motoras não tratadas ou consolidadas 
cronicamente afetam diretamente a biomecânica da marcha, exigindo o suporte 
mecânico de órteses específicas para restaurar a segurança e a independência do 
paciente. 
A aplicação de dispositivos ortóticos para otimização da marcha, chamou a atenção 
porque, além de corrigir o alinhamento do pé e facilitar a fase de balanço, previne 
compensações inadequadas do corpo. Isso reduz significativamente o gasto energético 
da paciente e diminui o risco de quedas, promovendo uma locomoção mais simétrica e 
funcional. 
 
ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos 
Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar 
conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. 
Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas 
ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a 
entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas 
teóricas” para usar na próxima etapa. 
Órtese de punho e mão (WHO) → Dispositivo utilizado para manter o alinhamento 
funcional do punho e dos dedos. → Auxilia na prevenção de deformidades e 
encurtamentos musculares em pacientes com déficit motor. 
Subluxação glenoumeral → Deslocamento parcial da articulação do ombro decorrente 
da fraqueza ou flacidez muscular. → Sua prevenção é importante para evitar dor e 
limitações funcionais. 
Hemiparesia pós-AVC → Fraqueza muscular em um dos lados do corpo causada por 
lesão cerebral. → É uma das principais sequelas do AVC e interfere diretamente na 
funcionalidade e mobilidade. 
Órtese tornozelo-pé (AFO) → Órtese utilizada para estabilizar tornozelo e pé → 
Controlar o pé equino e melhorar a eficiência da marcha. 
Biomecânica da marcha → Estudo dos movimentos corporais durante a locomoção. → 
Permite compreender como as órteses podem corrigir padrões inadequados e promover 
maior independência funcional. 
 
 
ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional 
Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai 
usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta 
etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece 
na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: 
 Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? 
 O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? 
 Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? 
 
Órtese de punho e mão (WHO). A indicação desse recurso evidencia que a ausência de 
extensão ativa do punho e dos dedos apresentada pela paciente na fase aguda 
demonstra uma importante limitação funcional decorrente da flacidez muscular pós-
AVC. Entende-se que, sem um posicionamento adequado, existe maior risco de 
deformidades, encurtamentos musculares e perda de amplitude de movimento. A teoria 
aponta a utilização da órtese de punho e mão como estratégia para manter o 
alinhamento funcional, prevenir complicações secundárias e favorecer futuras 
recuperações motoras. 
Subluxação glenoumeral A presença de flacidez no membro superior direito evidencia 
um risco elevado de subluxação do ombro, condição frequentemente observada em 
pacientes hemiplégicos após AVC. Entende-se que a perda da estabilidade muscular 
permite o deslocamento parcial da articulação, podendo gerar dor e prejuízo funcional. 
A teoria aponta medidas como posicionamento adequado, suporte para o membro 
superior, orientação aos cuidadores e uso de tipoias quando indicadas para reduzir esse 
risco. 
Hemiparesia pós-AVC. O quadro observado na paciente explica as dificuldades motoras 
presentes tanto no membro superior quanto no membro inferior direitos. Entende-se que 
a lesão neurológica compromete o controle motor voluntário, reduzindo a capacidade 
funcional e a independência nas atividades diárias. A teoria destaca a importância da 
reabilitação neurofuncional associada a recursos terapêuticos, como órteses e 
exercícios específicos, para potencializar a recuperação funcional. 
Órtese tornozelo-pé (AFO) a persistência da fraqueza dos dorsiflexores após sete 
meses de AVC resultou no desenvolvimento do padrão de pé equino e no arraste do pé 
durante a marcha. Entende-se que essa alteração aumenta o risco de tropeços, quedas 
 
e gasto energético durante a locomoção. A teoria aponta a órtese tornozelo-pé como 
recurso capaz de auxiliar no posicionamento adequado do tornozelo, melhorar a 
segurança da marcha e favorecer maior independência funcional. 
Biomecânica da marcha a alteração do tempo de apoio e a assimetria observadas na 
marcha da paciente demonstram comprometimento da biomecânica normal da 
locomoção. Entende-se que essas alterações dificultam a transferência de peso e 
reduzem a eficiência do movimento. A teoria indica que a utilização da AFO pode 
melhorar o contato inicial do pé com o solo, aumentar a estabilidade durante a fase de 
apoio e facilitar a dorsiflexão durante a fase de balanço, contribuindo para uma marcha 
mais segura e funcional. 
 
A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA 
QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! 
 
ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. 
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem 
estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial 
Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota 
de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. 
 
Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o 
caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões 
tirou e o que aprendeu com tudo isso. 
Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltarno Memorial 
Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua 
nota): 
 
 Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
 Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – 
vale 0,5 ponto 
 Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles 
explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
 Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual 
teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
 
 Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa 
experiência? – vale 2 pontos 
 Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 
ponto 
 Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo 
de estudo? – vale 1 ponto 
 
Checklist rápido antes de entregar: 
 Meu texto não passou de 6000 caracteres. 
 Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. 
 Conectei teoria + situação. 
 Apresentei soluções plausíveis. 
 Incluí referências. 
 Mostrei que aprendi algo. 
 Tenho orgulho do que escrevi. 
Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta 
da questão, dentro de Notas e Avaliações. 
Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à 
sua resposta. 
 
Ao analisar o caso de M.R.S., uma paciente aposentada de 62 anos com 
sequelas de acidente vascular encefálico (AVE), descobri que a integração de 
avaliações biomecânicas, intervenções preventivas precoces e prescrição ortótica 
adequada é crucial para superar déficits funcionais complexos. Aspectos como flacidez 
muscular, risco de subluxação e pé equino podem ser abordados com suportes 
mecânicos graduais, permitindo um retorno seguro à locomoção. A aplicação dos 
conceitos teóricos revelou que protocolos ortóticos personalizados são essenciais para 
restaurar mobilidade, alinhamento e confiança, evitando deformidades secundárias e 
promovendo a autonomia funcional da paciente. 
O desafio envolve M.R.S., uma aposentada de 62 anos, que busca reabilitação 
após sofrer um evento isquêmico agudo de AVE, acompanhada desde a fase hospitalar 
até sete meses pós-lesão. Ela apresenta déficit funcional complexo em duas fases, 
incluindo flacidez inicial, queda da mão e alto risco de subluxação no membro superior, 
 
e, na fase crônica, fraqueza de dorsiflexores e pé equino, o que impede uma marcha 
simétrica e aumenta o risco de quedas. O fisioterapeuta precisa desenvolver um plano 
de prescrição ortótica seguro, utilizando avaliação objetiva e evidências científicas para 
garantir funcionalidade máxima tanto no leito quanto na deambulação. 
Na análise do caso de M.R.S., três conceitos-chave se destacam: flacidez 
muscular (hipotonia), pé equino e biomecânica da marcha. A flacidez muscular inicial 
explica por que M.R.S. apresenta queda do punho e vulnerabilidade na articulação 
glenoumeral, o que compromete a integridade do seu membro superior. O padrão de pé 
equino evidencia a incapacidade de realizar a dorsiflexão durante a marcha, 
conectando-se diretamente aos déficits de M.R.S. na fase de balanço, causando o 
arraste do antepé. Por fim, a alteração na biomecânica da marcha explica a assimetria 
e a redução do tempo de apoio, perpetuando a instabilidade e o risco de quedas, como 
observado em sua dependência da bengala aos sete meses. 
Recomendo iniciar na fase aguda com o posicionamento adequado associado a 
uma órtese estática de punho e mão (WHO), apoiada pela teoria de proteção articular 
que previne encurtamentos e deformidades flexoras, essencial para M.R.S. superar as 
vulnerabilidades do membro flácido. Em seguida, na fase crônica, implementar a 
prescrição de uma Órtese Tornozelo-Pé (AFO), justificada pela necessidade de corrigir 
o ângulo do tornozelo para 90 graus e restaurar a estabilidade dinâmica, evitando 
compensações no quadril durante a caminhada e garantindo segurança baseada em 
critérios biomecânicos objetivos. 
Para manejar as restrições de mobilidade e a assimetria crônica, sugiro o treino 
de marcha com a AFO e a bengala integrado à educação motora, explicando que o 
suporte da órtese potencializa o movimento sem substituir a atividade muscular residual, 
com reforço positivo biomecânico. Essa abordagem, fundamentada na teoria de 
prescrição ortótica funcional, acelera a recuperação do equilíbrio, promovendo 
participação ativa e reduzindo a insegurança, o que faz sentido para M.R.S., cujas 
barreiras motoras no membro inferior impedem sua autonomia plena. 
Essa experiência me ensinou a valorizar uma abordagem integrada em 
fisioterapia neurofuncional, combinando avaliações biomecânicas com intervenções 
ortóticas para casos pós-AVE complexos. Percebi que dispositivos baseados em 
evidências, como a AFO e a órtese de posicionamento, não apenas tratam déficits 
físicos estruturais, mas também capacitam a paciente funcionalmente, prevenindo 
complicações irreparáveis como subluxações. Além disso, compreendi como 
 
prescrições direcionadas para fases específicas (aguda e crônica) transformam desafios 
clínicos em soluções práticas, reforçando a importância do monitoramento e do suporte 
mecânico para recuperações sustentáveis. 
Referências 
BARBIN, I. Próteses e órteses. Londrina: Distribuidora Educacional S.A., 2017. 
BEZ, L. R. e outros. Órteses para membro superior e seu papel na reabilitação do 
paciente pós-acidente vascular cerebral (AVC). Em: BOM, B. M. et al. (org.). Atenção à 
saúde na deficiência física e intelectual. Criciúma: UNESC, 2021. p. 97-109. 
FERREIRA, A. M. e outros. Efeito de uma ortótese tornozelo-pé na marcha e na 
mobilidade após AVC - estudo clínico. Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina 
Física e de Reabilitação, v. 30, n. 2, p. 46-53, 2018. 
DAVIES, P. M. Passos a seguir: um manual para o tratamento da hemiplegia no adulto. 
2. ed. São Paulo: Manole, 2008. 
Durante esse processo, percebi que meu estudo foi enriquecido ao conectar a 
teoria neurológica e biomecânica com o contexto clínico de M.R.S., o que me ajudou a 
selecionar recursos ortográficos plausíveis e evitar condutas generalizadas. Identifiquei 
pontos fortes na aplicação de conceitos fundamentais como flacidez muscular, 
prevenção de pé equino e indicação precisa das órteses WHO e AFO baseadas nas 
evidências do caso clínico.

Mais conteúdos dessa disciplina