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FACULDADE PIO DÉCIMO
MEDICINA VETERINÁRIA
“Reações de Hipersensibilidade e sua relação com 
o sistema imunológico”
Professora Dra. Neildes Santana
Tizard, I. R. Imunologia Veterinária. 9ª ed. São Paulo. Editora Roca, 2014. 
CAPÍTULOS 28 e 29
Introdução ao estudo das REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
• Quando um indivíduo sofre uma estimulação imunológica
anterior, um novo contato com o antígeno leva a um reforço
secundário da resposta imunitária.
• Entretanto, a reação pode ser excessiva;
• Ocasionando grandes danos nos tecidos (hipersensibilidades);
• Podem ocorrer se:
1. o antígeno estiver presente em quantidades grandes ou;
2. se o estado imunológico humoral ou celular se encontrar em nível
intensificado.
2
3
Existem quatro tipos principais de Reações de Hipersensibilidade
Introdução ao estudo das REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
Hipersensibilidade 
do Tipo I ou
Hipersensibilidade: 
imediata:
❖Doenças alérgicas;
Hipersensibilidade do 
Tipo II ou 
Hipersensibilidade
tóxica:
❖Doenças hemolíticas
Hipersensibilidade 
do Tipo III
Associada a 
imunocomplexos
(antígenos + anticorpos):
❖ Doenças auto-imunes
Hipersensibilidade 
do Tipo IV ou
Hipersensibilidade 
celular ou tardia:
❖infecções por 
bactérias; 
❖Infecções fúngicas e 
virais
Hipersensibilidade do TIPO I ou
hipersensibilidade imediata
4
Indução de hipersensibilidade do tipo I
• Também denominadas hipersensibilidades imediatas,
• são mediadas pela imunoglobulina E (IgE) aderida aos 
mastócitos.
• “doença é causada pela liberação de moléculas inflamatórias 
pelos mastócitos após a ligação dos antígenos à IgE”
• Os sinais clínicos da doença alérgica dependem, da via pela 
qual os antígenos (alérgenos) entram no corpo.
5
Imunoblogulina E
• A IgE é produzida principalmente por plasmócitos presentes 
em mucosas;
• IgE é encontrada em pequenas quantidades no soro;
• Desencadeia inflamação aguda, atuando como uma molécula 
sinalizadora;
• A inflamação aguda resultante aumenta as defesas no local onde esta ocorre e ajuda a 
eliminar o antígeno;
• Responsável pela imunidade contra parasitas e pela resposta 
em alergias.
6
Essa forma tetramérica desse receptor contendo duas 
cadeias γ é encontrada em mastócitos e basófilos.
Imunoglobulina E
Imunoglobulina E e reações alérgicas
• Todos os animais são expostos a antígenos ambientais no
alimento ou no ar inalado;
• A maioria dos animais normais responde a esses antígenos
produzindo anticorpos IgG ou IgA, e não há consequência clínica
óbvia;
• Alguns animais, no entanto, podem responder aos antígenos
ambientais montando uma resposta Th2 exagerada e produzindo
quantidades excessivas de anticorpos IgE.
• São esses animais que desenvolvem reações de hipersensibilidade do tipo I ou alergias. 
8
• As células dendríticas podem se ligar a complexos de antígeno e IgE.;
• Esse antígeno, uma vez processado, estimula as respostas de Th2.
• Esses linfócitos Th2, por sua vez, secretam citocinas, as quais 
promovem ainda a resposta de IgE.
•
Algumas pessoas alérgicas super-expressam IL-4, levando a excessiva 
atividade de linfócitos Th2 e elevada produção dessa citocina
Alça de alergia
Imunoglobulina E e a ATOPIA
• A produção excessiva de IgE é denominada atopia, e os 
indivíduos por ela afetados são chamados de atópicos.
• O desenvolvimento de atopia e hipersensibilidade do tipo I 
depende da interação dos genes e dos fatores ambientais.
• Se ambos os pais forem atópicos, a maioria dos seus filhos também será e sofrerá de 
alergias. 
• Se apenas um dos pais é atópico, a porcentagem de atopia dos descendentes varia. 
• Também há uma predisposição racial para a atopia nos cães.
• A dermatite atópica, por exemplo, é mais comumente observada em Terriers (Bull, 
Welsh, Caim, West Highland White, ScoĴish) e Dálmatas;
10
Mastócitos nas Infecções e alergias
• Os mastócitos desempenham um papel fundamental na inflamação;
• quando encontram microrganismos invasores, podem desgranular, liberando seus 
grânulos nos tecidos.
• Esses grânulos, por sua vez, liberam moléculas que causam 
inflamação aguda.
• A IgE e o antígeno juntos podem desencadear a desgranulação de 
mastócitos e gerar doenças alérgicas.
11
• O antígeno faz ligação cruzada com duas
moléculas de IgE na superfície de mastócitos;
• Numerosas moléculas biologicamente ativas
são liberadas por mastócitos e basófilos;
• Algumas são produzidas imediatamente;
• Outras podem ser sintetizadas dentro de
minutos ou horas
Mecanismo das reações de hipersensibilidade do tipo I
A: Mastócito normal de rato.
B: Mastócito sensibilizado, fixado 5 segundos após exposição ao antígeno.
C: Mastócito sensibilizado, fixado 60 segundos após exposição ao antígeno
Mastócitos nas Infecções e alergias
• A desgranulação dos mastócitos é o evento central no desenvolvimento de 
reações alérgicas (hipersensibilidade do tipo I).
• O conteúdo desses grânulos consiste em uma mistura de potentes moléculas 
pró-inflamatórias
Mastócitos nas Infecções e alergias
• As alergias são de um tipo especial de inflamação.
• Outros numerosos sinais podem ativar os mastócitos, incluindo:
• citocinas, quimiocinas, agentes químicos, estímulos físicos, venenos de insetos e 
animais e vírus. 
• Muitos padrões moleculares associados à lesão (DAMPs),
• incluindo defensinas, anafilatoxinas, neuropeptídeos, adenosinas e endotelinas (pequenos 
peptídeos de células endoteliais), também desencadeiam a desgranulação de mastócitos.
• Os mastócitos expressam diversos receptores de reconhecimento padrão 
(PRRs) que lhes permitem reconhecer patógeno
14
• Se um antígeno encontra o mastócito e faz ligação cruzada com duas 
moléculas de IgE, o mastócito desencadeia a liberação de seus grânulos e do 
seu conteúdo nos tecidos adjacentes.
• A ligação do antígeno por meio da IgE provoca uma desgranulação rápida e 
completa. 
Estímulos que fazem os mastócitos desgranularem
Reação de Fase Tardia
Quando um antígeno é injetado na pele de um animal alérgico, ocorrem 
duas ondas de inflamação.
1. Há uma resposta inflamatória aguda imediata que ocorre dentro de 10 a 20 
minutos, como resultado da liberação de mediadores pré-formados de 
mastócitos.
2. Essa resposta é seguida várias horas depois por uma segunda onda 
chamada reação de fase tardia, que tem pico em 6 a 12 horas e, então, 
diminui gradualmente.
• Sintomas: eritema, edema e prurido. 
Os linfócitos Th17 podem desempenhar um papel nesse processo tardio
16
Basófilos
• Os basófilos são células relativamente incomuns no sangue, 
enquanto os mastócitos são numerosos nos tecidos.
• Ambos os tipos celulares contribuem para a anafilaxia sistêmica
• Embora os mastócitos induzam inflamação aguda, os basófilos 
provavelmente medeiam mais estados alérgicos crônicos, como 
dermatites alérgicas crônicas
17
Fotomicrografias de basófilos sanguíneos periféricos de um cavalo, um gato e um cão. 
Basófilos
• Os basófilos representam aproximadamente 0,5% dos leucócitos sanguíneos.
• Eles normalmente não são encontrados fora da circulação sanguínea
Easinófilos
• Os tecidos que sofrem reações de hipersensibilidade do tipo I 
caracteristicamente contêm grandes números de eosinófilos.
• Essas células são atraídas para os locais de desgranulação de 
mastócitos, onde desgranulam e liberam suas próprias 
moléculas biologicamente ativas
• Os eosinófilos podem ser considerados as células efetoras 
terminais da resposta alérgica.
19
Fotomicrografia de eosinófilos sanguíneos periféricos de um cavalo, um gato e um 
cão. Cada célula tem aproximadamente 12 μm de diâmetro
Easinófilos
Anafilaxia Alérgica
• A liberação sistêmica de moléculas inflamatórias pelos
mastócitos pode desencadear a anafilaxia alérgica.
• Nessa síndrome, os animais podem entrar em colapso e morrer
rapidamente devido à contração de importantes músculos lisos,
• Ex: músculos lisos que revestem os brônquios.
• Os animais sofrem comumente de alergias a:
• alimentos,antígenos inalados, vacinas ou medicamentos.
• Em muitos casos, especialmente no cão, essas alergias podem se 
manifestar como prurido intenso.
21
Anafilaxia Alérgica
• reação de hipersensibilidade sistêmica severa e de risco à vida.
• Seus sinais clínicos são determinados pelos órgãos envolvidos;
• Sintomas:
• resultam da contração da musculatura lisa dos brônquios, 
• do trato gastrointestinal, 
• do útero e 
• da bexiga.
• Tratamento, pode incluir:
• adrenalina para anafilaxia alérgica, corticosteroides para inflamação local e injeções 
de dessensibilização de alérgeno para controle prolongado. 
• A solução mais satisfatória é impedir a exposição aos alérgenos agressores
22
Anafilaxia nas espécies domésticas e em seres humanos
Reações de PCA em um bezerro. Diversos soros diferentes foram testados 
quanto à atividade de PCA no flanco de um bezerro norma
Doenças alérgicas específicas
25
Doenças alérgicas específicas
• Reações alérgicas locais são as mais comuns em animais domésticos;
• Os sítios em que elas ocorrem dependem da via de administração 
dos antígenos.
• Os antígenos inalados (alérgenos):
• provocam inflamação no trato respiratório superior, na traqueia e no brônquio, resultando em 
exsudação de fluido da mucosa nasal (febre do feno) e constrição traqueobrônquica (asma). 
• Os antígenos sob a forma de aerossóis irão igualmente contatar os 
olhos:
• Sintomas: e provocar conjuntivite e lacrimejamento intenso. 
26
Urticária grave em um Boxer picado por três vespas.
Doenças alérgicas específicas
Hipersensibilidade DO TIPO II ou
hipersensibilidade tóxica
28
Indução: Hipersensibilidade do Tipo II
• Hipersensibilidade tipo II, também denominada hipersensibilidade
citotóxica, ocorre quando anticorpos (e sistema complemento)
destroem células normais.
• Exemplo: a destruição de eritrócitos transfundidos quando
administrados a um receptor incompatível é um exemplo de
hipersensibilidade tipo II.
29
Grupos Sanguíneos
A expressão de antígenos de grupo sanguíneo é controlada por genes e 
herdada de forma convencional.
Os animais podem possuir anticorpos contra antígenos de grupos sanguíneos 
estranhos mesmo nunca tendo sido expostos a eritrócitos estranhos.
30
Grupos Sanguíneos de Animais Domésticos
• Todos os mamíferos possuem 
antígenos eritrocitários;
• que podem prejudicar transfusões 
sanguíneas;
• podem causar doenças hemolíticas 
em animais neonatos - DHR
Grupos Sanguíneos: transfusão
• O sangue pode ser transfundido de um animal para outro;
• se o receptor possuir anticorpos prévios contra antígenos de grupos
sanguíneos do doador, os antígenos serão atacados imediatamente.
• os antígenos eritrocitários irão estimular uma resposta humoral no receptor.
• Estes anticorpos causam a rápida eliminação dos eritrócitos
transfundidos;
• Esta destruição celular por anticorpos é classificada como reação de
hipersensibilidade tipo II.
32
• Estes anticorpos geralmente são imunoglobulinas M (IgM);
• Quadro clínico: animal pode apresentar respostas simpáticas:
• como sudorese, salivação, lacrimejamento, diarreia;
• Manifestações de segundo estágio:
• animal apresenta hipertensão com arritmia cardíaca e 
• aumento das frequências cardíaca e respiratória 
33
Grupos Sanguíneos: transfusão
Doença hemolítica do recém-nascido
• Ocorre durante a gestação, quando as mães tornam-se 
sensibilizadas pelo feto;
• As mães produzem anticorpos contra eritrócitos fetais;
• Estes anticorpos, se ingeridos no colostro, podem causar a 
destruição dos eritrócitos de um animal recém-nascido;
• A doença resultante ocorre devido à lise dos eritrócitos 
transfundidos por anticorpos.
34
• No 1º estágio: os eritrócitos fetais atingem a circulação da mãe, 
sensibilizando-a;
• No 2º estáio: os anticorpos são concentrados no colostro e então 
ingeridos pelo potro em aleitamento;
• Os anticorpos ingeridos entram na circulação sanguínea do potro e 
causam destruição dos eritrócitos;
• Problema mais comum em éguas que já pariram diversos potros
Doença hemolítica do recém-nascido em potros
• Os sintomas mais precoces são fraqueza e depressão;
• Em casos agudos, é necessária a transfusão sanguínea.
• O prognóstico da doença hemolítica não complicada é bom,
desde que a condição seja diagnosticada precocemente e o
tratamento apropriado seja instituído rapidamente.
• Tratamento: manter o animal aquecido, com hidratação
adequada e terapia antimicrobiana também é extremamente
importante;
• Prevenção: ordenhando-se o colostro da égua e oferecendo o
colostro de outra égua ao potro.
36
Doença hemolítica do recém-nascido
Doenças hemolíticas em animais 
domésticos
37
Teste de Paternidade
• Em algumas circunstâncias, é necessário confirmar a 
paternidade de um animal.
• Uma forma de realizá-la é examinar os antígenos de grupo 
sanguíneo de um animal e seus supostos pais.
• O método é baseado no princípio de que, uma vez que os 
antígenos de grupos sanguíneos são herdados, eles devem 
estar presentes nos eritrócitos de um ou ambos os pais.
38
Síndrome Hemafagocítica
• “é um distúrbio de macrófagos ativados associado a múltiplas
citopenias no sangue”;
• Cerca de 1/3 dos casos caninos está associado a doenças
imunomediadas, como lúpus eritematoso;
• Sintomas: animais comumente anêmicos, neutropênicos e
trombocitopênicos;
• Outros Sintomas: doenças infecciosas como piometria, pleurite,
erliquiose, blastomicose ou doença de Lyme;
39
Reação de Hipersensibilidade do Tipo II a drogas
Algumas drogas podem ligar-se a eritrócitos e torná-los 
alvos de anticorpos em uma reação de hipersensibilidade 
tipo II.
40
Reação de Hipersensibilidade do
Tipo II a doenças infecciosas
Algumas vacinas podem induzir os anti-MHC em vacas. Se 
ingeridos no colostro materno, estes anticorpos podem 
causar uma pancitopenia letal nos bezerros
41
FACULDADE PIO DÉCIMO
MEDICINA VETERINÁRIA
“Reações de Hipersensibilidade e sua relação com 
o sistema imunológico”
Professora Dra. Neildes Santana
Tizard, I. R. Imunologia Veterinária. 9ª ed. São Paulo. Editora Roca, 2014. 
CAPÍTULOS 30 e 31
Introdução ao estudo das REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
• Quando um indivíduo sofre uma estimulação imunológica
anterior, um novo contato com o antígeno leva a um reforço
secundário da resposta imunitária.
• Entretanto, a reação pode ser excessiva;
• Ocasionando grandes danos nos tecidos (hipersensibilidades);
• Podem ocorrer se:
1. o antígeno estiver presente em quantidades grandes ou;
2. se o estado imunológico humoral ou celular se encontrar em nível
intensificado.
2
3
Existem quatro tipos principais de Reações de Hipersensibilidade
Introdução ao estudo das REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
Hipersensibilidade 
do Tipo I ou
Hipersensibilidade: 
imediata:
❖Doenças alérgicas;
Hipersensibilidade do 
Tipo II ou 
Hipersensibilidade
tóxica:
❖Doenças hemolíticas
Hipersensibilidade 
do Tipo III
Associada a 
imunocomplexos
(antígenos + anticorpos):
❖ Doenças auto-imunes
Hipersensibilidade 
do Tipo IV ou
Hipersensibilidade 
celular ou tardia:
❖infecções por 
bactérias; 
❖Infecções fúngicas e 
virais
Hipersensibilidade DO TIPO III ou
ocasionada por imunocomplexos
4
ANTÍGENO
ANTICORPO
Indução da Hipersensibilidade do Tipo III
• Quando os antígenos e os anticorpos se combinam, eles formam 
imunocomplexos:
• podem desencadear uma inflamação grave quando depositados em 
grandes quantidades nos tecidos. 
• Esse tipo de inflamação é classificado como hipersensibilidade do 
tipo III.
• A Hs do tipo III é um aspecto de muitas doenças virais;
• especialmente se o vírus não for neutralizado por anticorpos e 
grandes quantidades de imunocomplexos forem geradas como 
resultado.
5
6
ANTÍGENO
ANTICORPO
• Os imunocomplexos formados pela combinação de anticorpos com os 
antígenos ativam a via clássica do sistema complemento.
• Quando esses imunocomplexos são depositados nos tecidos, o complemento 
ativadogera peptídeos quimiotáticos que atraem os neutrófilos.
• Os neutrófilos acumulados podem, então, liberar oxidantes e enzimas, 
causando inflamação aguda e destruição tecidual.
• As lesões geradas dessa maneira são classificadas como reações de 
hipersensibilidade do tipo III ou mediada por imunocomplexos.
Indução da Hipersensibilidade do Tipo III
a via clássica
• Parte do sistema imune adquirido;
• Desencadeada pela ligação de um anticorpo à superfície de um
organismo estranho:
• Não pode ser desencadeada até que anticorpos sejam produzidos;
• Geralmente ocorre tardiamente: até 7 a 10 dias após a infecção;
• Apesar disso, quando ativada, é uma via de ativação do SC muito eficiente;
• Exemplo: Complexo de proteínas Multimoleculares (C1):
• C1 também pode ser ativada por vírus e bactérias:
• E. coli; K. pneumonia
7
8
a via clássica: complexo antígeno-anticorpo
• Parte do sistema imune adquirido;
• Desencadeada pela ligação de um anticorpo à
superfície de um organismo estranho:
• Não pode ser desencadeada até que 
anticorpos sejam produzidos;
• Exemplo: Complexo de proteínas 
Multimoleculares (C1):
Reações de Hipersensibilidade do Tipo III: Classificação
A intensidade e a importância das reações de hipersensibilidade do
tipo III dependem de dois fatores:
• da quantidade;
• do local de deposição dos imunocomplexos.
• Duas formas principais de reação são reconhecidas:
1. Uma forma inclui as reações locais que se desenvolvem quando os
imunocomplexos se formam dentro dos tecidos.
2. A segunda forma ocorre quando grandes quantidades de imunocomplexos se
formam dentro da corrente sanguínea.
• Isso pode ocorrer, por exemplo, quando um antígeno é administrado por via intravenosa a um
receptor imune.
9
Reações Locais de Hipersensibilidade do Tipo III
• Se um antígeno for injetado por via subcutânea em um animal que já possuir
um nível muito elevado de anticorpos em sua corrente sanguínea, uma
inflamação aguda se desenvolverá no sítio da injeção dentro de várias horas.
• Isso é chamado de reação de Arthus, por causa do cientista que 
a descreveu primeiro.
• Sintomas:
• inchaço edematoso avermelhado; 
• eventualmente ocorrem hemorragia local e trombose;
• se for severa, culmina em destruição tecidual local
10
Reação de Arthus
1. O antígeno se difunde, primeiro, do sítio de 
injeção através do fluido tecidual;
2. o antígeno se difunde nos vasos sanguíneos, onde 
encontra os anticorpos circulantes;
3. Imunocomplexos são formados;
4. Mastócitos mediadores promovem inflamação ;
5. Os imunocomplexos formados nos tecidos devem 
ser removidos ;
6. Os neutrófilos, migram dos vasos sanguíneos, 
aderem a imunocomplexos e os fagocitam.
11
Os mecanismos de uma reação de Arthus em gatos
6hrs após serem inoculados por eritrócitos de galinha.
Reações Generalizadas de Hipersensibilidade do Tipo III
• Se um antígeno for administrado por via intravenosa a animais com anticorpos 
circulantes, formam-se os imunocomplexos na corrente sanguínea.
• Esses imunocomplexos são normalmente removidos:
• pela ligação a eritrócitos ou plaquetas ou, 
• se forem muito grandes, são removidos pelo sistema mononuclear fagocítico .
• Se, entretanto, os complexos forem produzidos em quantidades 
excessivas, são depositados nas paredes dos vasos sanguíneos;
• Se os complexos se ligarem às células sanguíneas, também pode 
ocorrer: anemia, leucopenia ou trombocitopenia.
• Exemplo: doença do soro. 
12
Doença do soro
• soldados feridos que haviam recebido uma dose muito grande de soro
antitetânico de origem equina desenvolviam uma reação característica,
aproximadamente 10 dias depois;
• O desenvolvimento da doença coincide com a formação de grandes
quantidades de imunocomplexos na circulação como resultado da resposta
imune de antígenos circulantes;
• Sintomas: vasculite generalizada com eritema, edema e urticária cutânea,
neutropenia, inchaço das articulações e proteinúria;
• A reação era, em geral, de curta duração e regredia dentro de poucos dias.
13
Glomuronefrite Membranoploriferativa
Os imunocomplexos formados na corrente sanguínea são 
depositados nos glomérulos renais e causam glomerulonefrite 
membranoproliferativa;
14
Hipersensibilidade DO TIPO IV ou
hipersensibilidade tardia
15
Hipersensibilidade do Tipo IV
16
• Alguns antígenos, quando injetados na pele, induzem uma 
resposta inflamatória de desenvolvimento lento chamada de 
hipersensibilidade do tipo IV ou hipersensibilidade tardia.
• Reações de hipersensibilidade tardia são mediadas, 
principalmente, por linfócitos T e células natural killer (NK).
• Exemplo: hipersensibilidade do tipo IV dermatite de contato 
alérgica.
Dermatite de Contato Alérgica
17
• Resposta inflamatória de desenvolvimento lento;
• ocorre quando substâncias químicas se ligam às células da 
pele e desencadeiam respostas de linfócitos T.
• Essa reação inflamatória se apresenta como uma doença cutânea 
intensamente pruriginosa, denominada dermatite de contato 
alérgica;
Dermatite de Contato Alérgica
18
Patogênese da dermatite de contato alérgica.
Dermatite de Contato Alérgica
19
Fontes de Alérgenos de Contato em Animais
• Inseticidas em coleiras para pulgas
• Conservantes de madeira
• Ceras para assoalhos
• Corantes de carpete
• Alguns pólens
• Medicamentos dermatológicos (cremes, pomadas)
• Produtos de couro
• Tintas
• Plantas domésticas
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