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OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE
NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR PDE
Produções Didático-Pedagógicas
Versão Online ISBN 978-85-8015-079-7
Cadernos PDE
II
 
FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA 
 
Título: BACTÉRIAS: SUA IMPORTÂNCIA À VIDA NA TERRA 
Autor: Maria José Fassina Ladeia 
Disciplina/área: Ciências 
Escola de implementação 
do projeto e sua 
localização: 
Colégio Estadual Fernando de Azevedo – EFM 
Rua: Arthur Bernardes, 1725 
Município da escola: Santa Isabel do Ivaí - Paraná 
Núcleo Regional de 
Educação: 
Loanda 
Professora orientadora: Márcia Regina Royer 
Instituição de Ensino 
Superior: 
Universidade Estadual do Paraná – Campus de Paranavaí 
Relação Interdisciplinar: Química, biologia, português, artes 
Resumo: O ensino fundamental enfatiza o estudo dos micro-organismos 
referindo-se principalmente aos aspectos morfológicos, 
fisiológicos e taxonômicos, bem como às patogenias 
relacionadas a esses seres. Pouca ênfase se dá aos benefícios 
ocorridos através da sua ação ao equilíbrio do meio ambiente, ao 
funcionamento do organismo humano e de outros animais, assim 
como a sua contribuição na indústria de alimentos e 
medicamentos. O objetivo desse trabalho é o de ampliar o 
entendimento dos alunos sobre as bactérias, com os seus papéis 
ecológicos fundamentais, bem como a prevenção de patogenias 
por meio de medidas de profilaxia. A metodologia envolverá 
práticas dialógicas, abordando o conhecimento dos alunos sobre 
as bactérias, para sondagem e posterior análise. Várias 
atividades serão propostas, tais como: Apresentação de slides 
através do software Prezi, construção de modelos de células e de 
bactérias, práticas laboratoriais, infográfico, fabricação de iogurte, 
prática da compostagem, técnica de lavagem das mãos, jogo 
didático e peça teatral. Espera-se que por meio dessa 
metodologia oportunizar-se-á ao educando o conhecimento 
científico que resulta da investigação da natureza. 
Palavras-chave: Bactérias, ensino-aprendizagem, ensino fundamental, 
conhecimento científico. 
Formato do material 
didático: 
Unidade didática. 
Público: Alunos do 7ª ano A 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO – SEED 
SUPERINTENDENCIA DA EDUCAÇÃO – SUED 
DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS - DPPE 
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE 
 
UNESPAR - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ 
CAMPUS DE PARANAVAÍ 
 
 
1 
 
APRESENTAÇÃO 
 
A maioria das pessoas relacionam as bactérias a doenças como o tétano, 
meningite, pneumonia, tuberculose, entre outras e a deterioração dos alimentos, 
sendo assim, prejudiciais aos seres humanos. Desconhecem que somente uma 
pequena parte desses micro-organismos causam doenças e que muitos são 
indispensáveis à biosfera. 
O ensino fundamental enfatiza o estudo dos micro-organismos referindo-se 
principalmente aos aspectos morfológicos, fisiológicos e taxonômicos, bem como às 
patogenias relacionadas a esses seres. Pouca ênfase se dá aos benefícios 
ocorridos através da sua ação ao equilíbrio do meio ambiente, ao funcionamento do 
organismo humano e de outros animais, assim como a sua contribuição na indústria 
de alimentos e medicamentos. 
Na maioria das vezes, o trabalho em sala de aula fica restrito a leitura de 
textos e observação de imagens do livro didático, explicações do professor e 
resolução de atividades escritas, não sendo propostas atividades de observação e 
experimentação que permitem melhor aprendizado do ensino do mundo microbiano. 
Para Ovigli (2010), a mera transcrição do livro didático é um recurso ainda 
predominante na prática docente, tornando o ensino de Ciências sem interação com 
os fenômenos naturais e tecnológicos, deixando lacunas na formação dos 
estudantes. 
De acordo com as Diretrizes Curriculares de Educação Básica – Ciências, 
do Estado do Paraná, 2008, p. 76: 
A inserção de atividades experimentais na prática docente apresenta-se 
como uma importante ferramenta de ensino e aprendizagem, quando 
mediada pelo professor de forma a desenvolver o interesse nos estudantes 
e criar situações de investigação para a formação de conceitos. 
Observando os estudantes do ensino fundamental de Santa Isabel do Ivaí, 
Paraná no decorrer dos anos, percebemos também a dificuldade encontrada pelos 
educandos em “acreditar” na existência desses seres minúsculos e que estes se 
encontram em quase todos os lugares, inclusive no corpo humano. 
Em suas considerações, Barbosa e Barbosa (2010, p.140), afirmam: 
 
 
2 
 
A grande dificuldade de se ensinar Microbiologia está no fato de que os 
“personagens principais” deste ramo da biologia são seres que, apesar de 
serem encontrados em toda parte, não podem ser vistos facilmente. 
Entretanto, compensando o reduzido tamanho destes organismos, 
encontramos um grande número de situações que exemplificam as relações 
dos micro-organismos com o meio ambiente. 
 
Diante desse contexto, essa Produção Didática foi desenvolvida para o 
Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) da Secretaria de Estado da 
Educação do Paraná/SEED, para ser implementada no primeiro semestre do ano de 
2015, tendo como público alvo os alunos do 7ª ano, período matutino do Ensino 
Fundamental Anos Finais do Colégio Estadual Fernando de Azevedo – EFM, com o 
objetivo de ampliar o entendimento dos alunos sobre as bactérias, proporcionando 
atividades e experimentos que comprovem a existência desses seres diminutos nos 
diversos ambientes terrestres e as suas interações com os demais seres vivos 
existentes, revelando a importância destes no equilíbrio do planeta Terra através de 
seus papéis ecológicos fundamentais, como a decomposição da matéria orgânica, a 
fixação de nitrogênio nas plantas, os benefícios para o organismo humano, a 
importância nos aspectos econômicos e biotecnológicos, ressaltando também a 
importância de medidas profiláticas simples na prevenção de patogenias causadas 
por esses micro-organismos, na intenção de que “o conhecimento teórico adquirido 
pelo educando (retorne) à prática social de onde ele partiu, visando agir sobre ela 
com entendimento mais crítico, elaborado e consistente, intervindo em sua 
transformação” (GASPARIN, 2003). 
O estudo dos micro-organismos no ensino de Ciências, ressaltando neste 
projeto de intervenção pedagógica, as bactérias, é de grande relevância, 
oportunizando ao educando o conhecimento científico que resulta da investigação 
da natureza. 
Essa unidade didática foi estruturada da seguinte forma: 
1. Atividades para os alunos e orientações ao professor; 
2. Referências; 
3. Anexos. 
 
 
3 
 
1. ATIVIDADES PARA OS ALUNOS E ORIENTAÇÕES AO PROFESSOR 
 
 
No primeiro encontro com os alunos será aplicado um questionário (anexo I) 
para realizar um levantando dos conhecimentos prévios sobre: 
 Morfologia, fisiologia e taxonomia das bactérias; 
 Nichos ecológicos das bactérias; 
 Contribuição das bactérias ao equilíbrio do ambiente, ao funcionamento 
do organismo humano e à indústria de alimentos; 
 Medidas de profilaxia. 
Durante e ao final de cada atividade proposta, os alunos serão avaliados 
para posterior análise de resultados. 
 
ATIVIDADE 1 
APRESENTAÇÃO DO MUNDO BACTERIANO 
 
Objetivo: 
 Conhecer o mundo bacteriano. 
 
 
4 
 
Por meio de slides elaborados pela professora utilizando a ferramenta do 
programa de software Prezi, disponível em: 
, será apresentado o mundo 
bacteriano, com suas características morfológicas, fisiológicas e taxonômicas, bem 
como a exemplificação de algumas bactérias. 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
ATIVIDADE 2 
CONSTRUÇÃO DE MODELOS DE CÉLULAS 
PROCARIÓTICAS E EUCARIÓTICAS1 
 
Objetivos: 
 Identificar a célula como a unidade estrutural dos seres vivos; 
 Compreender a diferença entre uma célula eucariótica e procariótica; 
 Reconhecer que as bactérias são formadas por células procarióticas. 
 
Materiais:Cada grupo deverá ter os seguintes materiais para o desenvolvimento da 
atividade: 
• 2 garrafas plásticas transparentes de 500 ml; 
• Massa de modelar colorida; 
• Gel transparente para cabelo; 
 
1
 Fonte: Extraído e adaptado de Jornadas.cie – Ciências. 8º ano/organizadora Editora Saraiva. 2.ed. 
São Paulo: 2012. p. 26 e 27. 
 
É importante discutir com a turma cada slide apresentado, dando 
oportunidade aos alunos de fazerem indagações para tirarem suas dúvidas. 
 Para alguns conceitos/temas apresentados, teremos atividades 
práticas, outros não. Daí a importância na ênfase nesses conceitos/temas, 
através das explicações e esclarecimentos do professor. 
 
http://prezi.com/ydgfahvmddp4/edit/#65_45341393
 
 
5 
 
• Jornal; 
• Tesoura com ponta arredondada; 
• Livros para pesquisa. 
 
Procedimentos: 
1. Forrar a mesa com jornal; 
2. Cortar o fundo das garrafas transparentes, deixando-as com cerca de 6 cm de 
altura. Descartar a parte de cima, utilizar somente o fundo da garrafa; 
3. Com a massa de modelar fazer as organelas: Mitocôndrias, ribossomos, complexo 
golgiense, retículos endoplasmáticos, centríolo e núcleo; 
4. Colocar gel transparente até a metade do fundo das garrafas; 
5. Sobre o gel, colocar as organelas construídas com a massinha de modelar; 
6. Completar o fundo da garrafa com o restante do gel. 
Observações: 
 
 
 
 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
1. Pesquisar em um livro o formato das organelas; 
2. O núcleo, que pode ser arredondado, deve ser construído somente para um 
dos modelos de célula, a eucariótica. Para o modelo de célula procariótica fazer 
filetinhos e também pequenas esferas, representando as moléculas de DNA 
circulares extracromossômicos (plasmídeos), espalhando-as pela célula; 
3. Também para o modelo procariótico, as únicas organelas citoplasmáticas a 
serem representadas serão os ribossomos. 
 
 
 Apresentar à turma, anteriormente a atividade prática, o conceito de 
célula e discutir as diferenças básicas entre uma célula bacteriana (procariótica) e 
a de outros seres vivos (eucariótica), lembrando que os vírus são seres acelulares. 
É importante explicar aos alunos o conceito de material genético e que 
este, no caso das bactérias, encontra-se disperso no citoplasma e que o 
cromossomo está fixado a membrana plasmática. Além do cromossomo 
bacteriano, que carrega todos os dados necessários para as estruturas e funções 
celulares, esses micro-organismos geralmente apresentam pequenas moléculas de 
DNA denominadas plasmídeos, que não estão conectados ao cromossomo 
principal. Essas estruturas podem ser adquiridas ou perdidas sem causar danos à 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 3 
CONSTRUINDO MODELOS DE BACTÉRIAS 2 
 
Objetivo: 
 Identificar as várias formas de bactérias existentes, representando-as através 
da construção de modelos. 
 
Materiais necessários: 
 Folhas de papel sulfite; 
 Massinha de modelar. 
 
Procedimentos: 
Após observar um slide ou ter pesquisado em um livro ou na internet as 
formas das bactérias, construir modelos das mesmas com massinha de modelar, 
sobrepondo-os em folha de papel sulfite e escrevendo a classificação que recebem 
devido a sua forma. 
 
2
 Fonte: Extraído e adaptado de 
. Acesso em 01/06/2014. 
 
célula. Os plasmídeos podem transportar genes para algumas atividades como 
resistência aos antibióticos, tolerância a metais tóxicos, produção de toxinas e 
síntese de enzimas. Essas estruturas permitem a utilização das bactérias na 
manipulação genética, em biotecnologia. Um exemplo da importância dessa 
manipulação genética é a que ocorre na produção de insulina sintética, utilizada 
no tratamento de pacientes com diabetes. O gene de um animal invertebrado, 
inclusive do homem, pode ser inserido no DNA de uma bactéria. Dessa forma, 
bactérias com genes de insulina humana estão sendo utilizadas para produzir 
insulina humana (TORTORA, FUNKE, CASE, 2012). 
Pode-se avaliar o aluno durante a execução da atividade e das 
discussões, podendo-se aplicar, ao final, questões subjetivas sobre o tema. 
 
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=20018
 
 
7 
 
Cada aluno deverá observar o trabalho feito pelos demais grupos de sua 
sala de aula. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 4 
CULTIVANDO BACTÉRIAS 3 
 
Objetivo: 
 Verificar a existência de micro-organismos e a contaminação em um meio de 
cultura. 
 
Materiais: 
 1 pacote de gelatina incolor; 
 1 xícara de caldo de carne; 
 Água; 
 Placas de petri; 
 Cotonetes; 
 Etiquetas adesivas; 
 Caneta. 
 
 
3
 Fonte: Extraído e adaptado de . Acesso em 03/06/2014. 
Antes de iniciar a atividade, é imprescindível que os alunos 
observem um slide ou pesquisem em um livro didático ou ainda na internet 
sobre as formas das bactérias. 
Avaliar os alunos observando a participação dos mesmos e a 
produção final. 
 
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml
 
 
8 
 
Procedimentos: 
 
1. Dissolver a gelatina incolor na água, conforme instruções do pacote e misturar ao 
caldo de carne; 
2. Cobrir o fundo das placas de petri com o meio de cultura e deixar endurecer; 
3. Passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda em outra superfície; 
4. Esfregar o cotonete contaminado levemente sobre o meio de cultura para 
contaminá-lo e tampar as placas de petri; 
5. Marcar nas etiquetas adesivas o tipo de contaminação realizada e a data; 
6. Observar as alterações após dois dias; 
7. Fazer novas observações após mais dois dias; 
8. Preencher o relatório e entregá-lo à professora. 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 5 
ESTRAGANDO O MINGAU 4 
Objetivos: 
 Verificar que a velocidade da proliferação dos micro-organismos dependem de 
um meio de cultura e das condições ambientais; 
 
4
 Fonte: Extraído e adaptado de . Acesso em 03/06/2014. 
 
Os procedimentos 1 e 2 serão executados anteriormente pela professora. 
 
Após as observações da atividade prática, discutir os resultados com 
os alunos, enfatizando que pode ocorrer o surgimento de vários micro-
organismos, sendo os mais comuns, fungos e bactérias. 
Podemos ainda, relacionar os resultados obtidos ao que ocorre com 
o nosso organismo que, sem as medidas de higiene, pode tornar-se um 
ambiente favorável ao desenvolvimento desses micro-organismos. 
A avaliação pode ser feita mediante a apresentação de relatório, 
sugerido no anexo II. 
 
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml
 
 
9 
 
 Perceber a necessidade de guardar bem os alimentos para que não sejam 
contaminados por micro-organismos. 
 
Materiais: 
 5 copinhos plásticos de café; 
 Filme plástico; 
 2 colheres (sopa) de amido de milho; 
 1 colher (sopa) de óleo; 
 1 colher (sopa) de vinagre; 
 1 panela pequena; 
 1 copo (200 ml) de água. 
Procedimentos: 
 
1. Preparar o mingau com o amido de milho e a água. Misturar bem e levar ao fogo 
até engrossar; 
2. Numerar os copinhos de 1 a 5; 
3. Colocar o mingau ainda quente até a metade dos copinhos; 
4. Deixar o copinho 1aberto em cima da pia do laboratório ou outro ambiente, cobrir 
o copinho 2 com o filme plástico, vedando-o e deixando-o também sobre a pia. O 
copinho 3 é completado com óleo e o 4, com vinagre, o 5 será colocado na 
geladeira, sem cobertura; 
5. Fazer observações e verificar em qual mingau surgem as primeiras alterações. 
Depois de uma semana, observar novamente; 
6. Preencher o relatório e entregá-lo à professora. 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
Os procedimentos de números 1 a 4 serão realizados pela professora. 
 
Após observações, levantar questionamentos aos alunos sobre as diferenças 
quanto à proliferação dos micro-organismos em cada um dos cinco copinhos. 
Sugere-se direcionar as discussões posteriores sobre como os alimentos mal 
acondicionados ou guardados em locais inadequados propiciam a proliferação de 
micro-organismos. 
A avaliação pode ser feita mediante a apresentação de relatório, sugerido no 
anexo II. 
 
 
 
10 
 
ATIVIDADE 6 
INQUILINOS DO CORPO 5 
 
Objetivo: 
 
 Verificar a existência e as funções/importância das bactérias encontradas no 
organismo humano. 
 
Com a utilização do kit multimídia em sala de aula, visualizar o infográfico 
intitulado “Inquilinos do corpo” que descreve, ao clicar em uma estrutura/órgão, 
indicado em círculo, os micro-organismos encontrados e sua (s) respectiva (s) 
função (ões) no corpo humano. Após a leitura das informações, basta clicar na caixa 
“voltar” e escolher outra estrutura/órgão para ter novas informações. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5
 Fonte: . Acesso em: 17/10/2014. 
 
 
O infográfico apresenta informações sobre o número de 
micro-organismos abrigados no corpo humano comparado ao número 
de células e informa sobre algumas funções executadas pelos mesmos, 
tais como: A contribuição na digestão dos alimentos, a produção de 
vitaminas e a proteção a doenças, sendo importante as considerações 
do professor, enfatizando os benefícios realizados por esses micro-
organismos. 
O infográfico também revela algumas bactérias que podem 
causar doenças. 
 
 
 
11 
 
ATIVIDADE 7 
PRODUÇÃO DE IOGURTE 6 
 
Objetivos: 
 
 Verificar a participação das bactérias na fabricação de um produto alimentício; 
 Perceber que a temperatura influencia no desenvolvimento das bactérias; 
 Identificar atitudes relacionadas à higiene durante o preparo de um alimento; 
 Compreender o que são alimentos probióticos e a importância destes ao 
organismo. 
 
Materiais: 
 
 1 litro de leite; 
 1 colher (sopa) de leite em pó; 
 1 pote (cerca de 200g) de iogurte natural; 
 Panela com capacidade de, no mínimo 1,5 litros, com tampa; 
 Termômetro. 
 
Procedimentos: 
 
 
1. Colocar 1 litro de leite na panela, dissolver nele 1 colher de leite em pó e colocar 
para ferver; 
2. Após a fervura, esperar o leite esfriar até atingir a temperatura de 45ºC. Para essa 
medição, utilizar o termômetro. Em seguida, dissolver o iogurte natural ao leite, 
misturando-os bem; 
3. Tampar bem a panela e deixá-la em repouso. Após aproximadamente 12 horas, 
abrir a panela e observar. 
 
6
 Fonte: Extraído e adaptado de GODOY, L. P.; OGO, M. Y. Vontade de Saber Ciências. 7º ano. 
1.ed. São Paulo: FTD, 2012. p. 77. 
 
Os procedimentos abaixo serão executados pela professora e observados pelos alunos. 
 
 
 
12 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 8 
OBSERVAÇÃO DAS BACTÉRIAS DO IOGURTE 
 
Objetivo: 
 Verificar a existência de bactérias no iogurte. 
Materiais: 
 Iogurte natural; 
 Água; 
 Corante azul de metileno; 
 Lâmina; 
 Lamínula; 
 Conta-gotas; 
Antes de iniciar o experimento é importante expor aos alunos algumas 
informações sobre a fermentação realizada por bactérias anaeróbias, sendo esse 
processo o responsável pela coagulação do leite e a consequente produção do 
iogurte. 
É importante esclarecer aos alunos que: O uso do fogão ou etapas que 
envolvem a manipulação de objetos quentes devem ser realizadas por um adulto; É 
necessário o controle adequado da temperatura, para que não ocorra a morte das 
bactérias do iogurte natural; A importância dos cuidados de higiene durante a 
manipulação de alimentos. 
Alguns questionamentos podem ser feitos após a atividade prática: Qual 
era a aparência do iogurte assim que a panela foi aberta? O que ocorreu com o leite 
para resultar na produção do iogurte? Por que é importante ter boas práticas de 
higiene como lavar as mãos e os utensílios, na hora de preparar os alimentos? 
Ao final, pode-se acrescentar frutas e servir o iogurte aos alunos. 
Na sequência será demonstrado alguns alimentos probióticos enfatizando 
sua importância ao organismo humano. 
Para a avaliação, os alunos devem relatar como foi realizada a atividade 
prática, o que aprenderam sobre a produção do iogurte e a importância dos 
probióticos. 
 
 
 
13 
 
 Colher; 
 Béquer; 
 Microscópio. 
 
Procedimentos: 
 
 
Observar ao microscópio o material da lâmina, em todas as objetivas de 
aumento e esquematizar as observações realizadas. Escrever a classificação 
dessas bactérias quanto a sua forma, entregando seu relato à professora. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 9 
DECOMPOSIÇÃO DOS ALIMENTOS 
Objetivos: 
 Verificar a decomposição de um alimento; 
 Compreender a ação do sal de cozinha na conservação dos alimentos. 
Materiais: 
 Dois pedaços pequenos de carne; 
 Sal de cozinha; 
 2 recipientes de vidro (pratinhos). 
A lâmina será preparada anteriormente pela professora. 
 
Colocar aproximadamente 100 ml de água em um béquer e 
adicionar uma colher (sopa) de iogurte natural, mexendo bem (esse 
procedimento é importante para “desprender” a gordura). Com o auxílio de 
um conta-gotas, pingar duas gotas da solução de iogurte natural + água 
sobre a lâmina. Após, pingar uma gota do corante, cobrindo com uma 
lamínula. Aguardar aproximadamente três minutos para potencializar a ação 
do corante. 
Os alunos irão observar o material da lâmina ao microscópio e 
posteriormente irão esquematizar o que observaram escrevendo qual é a 
classificação dessas bactérias quanto a sua forma. 
 
 
 
14 
 
Procedimentos: 
Após fazer as observações e anotações pertinentes, vamos assistir a um 
vídeo sobre a importância do sal de cozinha na conservação dos alimentos e o 
processo de osmose. 
Ao final, fazer um relatório (em grupo) e entregá-lo à professora. 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 10 
OBSERVAÇÃO DAS RAÍZES DE PÉS DE FEIJÃO OU SOJA 
 
Objetivos: 
 
 Verificar a existência de nódulos formados pelas bactérias do gênero 
Rhizobium nas raízes de leguminosas; 
 Compreender a importância das bactérias do gênero Rhizobium para a 
ocorrência do ciclo do nitrogênio; 
A atividade prática será preparada anteriormente pela professora. 
 
A atividade prática será preparada utilizando-se dois pedaços de carne 
sendo que um deles será envolvido em sal de cozinha. Esses pedaços de carne 
serão colocados em recipientes de vidro e deixados durante alguns dias sobre 
uma mesa no laboratório, sendo importante etiquetar com a data da preparação, 
o experimento que será observado durante alguns dias. 
Após as observações, o professor deverá instigar os alunos a refletirem 
sobre o que aconteceria ao planeta Terra se os micro-organismos não 
decompusessem a matéria orgânica. 
Na sequência, os alunos assistirão a um vídeo sobre a importância do sal 
de cozinha na conservação dos alimentos e o processo de osmose, disponível em 
,acessado em 11/09/2014. 
Finalizando, os educandos farão um relatório em grupo, sugerido no 
anexo II, sobre as observações realizadas, o que foi aprendido sobre a atividade 
prática, as discussões e o vídeo. 
 
 
 
15 
 
 Compreender a importância das leguminosas na “adubação verde”. 
 
Procedimentos: 
Observar as raízes de pés de feijão ou soja, que foram plantados em vasos, 
pela professora. Nas raízes dessas leguminosas é comum a presença de nódulos 
formados por bactérias do gênero Rhizobium. 
Na sequência, assistiremos a um vídeo que explica a ação dessas bactérias 
no ciclo do nitrogênio e a importância das leguminosas na chamada “adubação 
verde”. 
Em grupo, os alunos deverão produzir um texto no gênero relato das 
observações e do que foi compreendido. O texto relato deverá ser entregue à 
professora. 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 11 
CUIDANDO DO PRÓPRIO LIXO: COMPOSTAGEM 
Objetivos: 
 Verificar a ação dos micro-organismos decompositores 
sobre a matéria orgânica; 
 Compreender a importância do processo da compostagem 
na redução dos resíduos e na manutenção da estrutura físico-
química do solo. 
 
Após as observações dos nódulos das raízes dos pés de feijão ou soja, 
formados por bactérias do gênero Rhizobium, discutir com os alunos a importância 
dessas bactérias para a fertilização do solo. 
Na sequência os alunos assistirão a um vídeo que explica a ação dessas 
bactérias no ciclo do nitrogênio e a importância das leguminosas na chamada 
“adubação verde”. O vídeo está disponível em: 
, acesso em: 11/09/2014. 
O (a) professor (a) deverá tirar as dúvidas dos alunos e/ou complementar as 
informações e conceitos sobre os temas apresentados no vídeo. 
 
 
 
 
16 
 
Procedimentos: 
 
Para a realização da compostagem, utilizaremos o lixo orgânico da cozinha 
e as folhas das árvores da escola. A compostagem será realizada através do 
método da compostagem em aterramento ou leira, escolhendo-se local apropriado 
no terreno da escola. 
Organizaremos um “revezamento” para que os alunos realizem os 
procedimentos necessários, organizados pela professora. 
Faremos observações periódicas quanto aos aspectos do lixo orgânico, 
utilizando o recurso da fotografia para comparações posteriores. 
Veremos também uma composteira doméstica para termos outro exemplo 
de como pode ser feita a compostagem em uma residência, especialmente, no caso 
de um espaço pequeno. 
Utilizaremos um cartaz afixado em sala de aula para anotar as datas de 
coleta e depósito do lixo orgânico entre outros procedimentos, bem como todas as 
observações realizadas. 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As providências quanto a essa 
atividade devem ser tomadas no início 
da aplicação do projeto, para que sejam 
possíveis as observações e análises 
pertinentes durante o processo. 
 
Para a realização da compostagem, será utilizado o lixo orgânico da cozinha e as 
folhas das árvores da escola, podendo-se solicitar aos agentes educacionais I, a separação do 
lixo orgânico para posterior coleta e destino, que será realizada pelos educandos. A 
compostagem será realizada através do método da compostagem em aterramento ou leira, 
escolhendo-se local apropriado no terreno da escola. Para tanto é importante buscar 
informações sobre os procedimentos mais adequados. Sugere-se pesquisar na internet, 
havendo vários sites e manuais de orientação sobre o tema. 
Usando como recurso a fotografia, podemos fazer comparações sobre os aspectos 
do lixo orgânico e do solo, com o passar do tempo. 
É importante mostrar aos alunos uma composteira doméstica para que tenham 
 
 
 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 12 
BACTÉRIAS WOLBACHIA NA GUERRA CONTRA A DENGUE 
 
Objetivos: 
 
 Compreender o processo da utilização da bactéria Wolbachia pipientis 
na prevenção da dengue. 
 
Procedimentos: 
 
Faremos a leitura compartilhada do texto abaixo e na sequência 
assistiremos a um vídeo, para entendermos como a bactéria Wolbachia pode ajudar 
a diminuir os casos de dengue. 
A dengue é uma doença causada por um vírus Flavivirus e transmitida pelos 
mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os principais sintomas da doença são 
febre, dor muscular e articular. Uma forma grave, a febre hemorrágica por dengue, 
pode levar à morte (TORTORA, FUNKE, CASE, 2012). 
Até pouco tempo, uma das maneiras de combater a doença era a de 
“eliminar” os criadouros dos mosquitos vetores, não deixando recipientes que 
pudessem acumular água, já que a fêmea do mosquito utiliza água parada e limpa 
para a postura de seus ovos. Tarefa essa, nem sempre executada com sucesso 
apesar de inúmeras campanhas feitas pelo governo e escolas. Outra forma de 
combate, era a de aplicar inseticidas que, através de seu uso intensificado, podem 
causar “resistência” aos mosquitos, não surtindo mais o efeito desejado com o 
passar do tempo. 
outro exemplo de como pode ser feita a compostagem em uma residência, especialmente, no 
caso de um espaço pequeno. 
Através da utilização de um cartaz afixado em sala de aula, serão anotadas as datas 
de coleta e depósito do lixo orgânico entre outros procedimentos, afixadas as fotografias que 
também serão datadas, bem como todas as observações realizadas. 
Os alunos serão avaliados durante todo o processo, analisando-se a participação dos 
mesmos nas tarefas solicitadas e nas reflexões durante a prática. 
 
 
18 
 
Surge então uma forma de combate à dengue através do controle biológico. 
Nessa proposta, utiliza-se a bactéria Wolbachia pipientis, a fim de interferir com a 
transmissão de patógenos (vírus). Através de pesquisas, descobriu-se que, quando 
mosquitos Aedes aegypti são transfectados com a bactéria Wolbachia, esse micro-
organismo inibia a replicação do vírus da dengue (OLIVEIRA, MOREIRA, 2012). 
Essa forma natural e autossustentável já está sendo utilizada no Brasil, 
através do Projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil”, pela Fundação Oswaldo Cruz 
(Fiocruz), como uma alternativa para o controle da doença. Esse método está sendo 
testado na Austrália, Vietnã, Indonésia e agora, no Brasil, sendo parte do Programa 
Internacional eliminar a dengue: nosso desafio (INSTITUTO FIOCRUZ, 2014). 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 13 
TESTANDO A EFICIÊNCIA DA LAVAGEM DAS MÃOS 7 
 
Objetivo: 
 
 Verificar a eficiência da lavagem das mãos. 
 
 
7
 Fonte: Extraído e adaptado de . Acesso em: 25/09/2014. 
O texto acima pode ser projetado em slide no kit multimídia 
ou TV pen-drive, podendo ainda ser disponibilizado cópia aos alunos 
para a leitura dinâmica do mesmo, devendo ocorrer sempre que 
necessária, a intervenção do professor. 
Assistir ao vídeo disponível em: , acesso em 09/10/2014, é indispensável para a 
compreensão do processo da utilização da bactéria Wolbachia pipientis 
no combate a dengue. 
 
http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=455&VOCE+SABE+LAVAR+AS+MAOS
http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=455&VOCE+SABE+LAVAR+AS+MAOS
http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1589&sid=137
http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1589&sid=137
 
 
19 
 
Materiais: 
 
• Caneta marca texto amarela; 
• Álcool em gel; 
• Lâmpada de luz negra associada a soquete, fios e plug; 
• Sabonete comum; 
• Papel toalha; 
• Alicate. 
 
 
Procedimentos: 
 
 
1. Apagaremos as luzes e acenderemos a luz negra; 
2. Incidindo a luz negra sobre as mãos verificaremos o que ocorre; 
3. Pingaremos o álcoolem gel com o corante fluorescente nas mãos, 
espalhando-o e esperando secar; 
4. Lavaremos as mãos normalmente, como sempre fazemos e, na sequência, 
novamente, analisaremos as mãos com a luz negra acesa; 
5. Discutiremos sobre as observações realizadas. 
 
Preparando o “gel fluorescente” 
 
 
Retirar a ponta da caneta marca texto com o auxílio de um alicate e colocá-
la em um recipiente contendo 10 ml de álcool em gel. Esperar alguns minutos, 
misturando os componentes. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
Através de conversação, será discutida a importância da lavagem 
das mãos. No artigo intitulado: Higienização das mãos no controle das 
infecções em serviços de saúde, a autora relata que “A utilização simples de 
água e sabão pode reduzir a população microbiana presente nas mãos e, na 
maioria das vezes, interromper a cadeia de transmissão de doenças” [...] 
(SANTOS, A.M.S., 17/10/2014). 
 
A preparação da atividade será executada pela professora. 
 
 
20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 14 
COMO LAVAR CORRETAMENTE AS MÃOS? 
Objetivos: 
 Demonstrar a técnica da lavagem correta das 
mãos; 
 Praticar a técnica da lavagem correta das mãos. 
 
 
Procedimentos: 
 
Assistir ao vídeo da série: Invenções e descobertas - A história das regras 
de higiene. Esse vídeo retrata uma época em que os seres humanos não tinham o 
conhecimento de que as mãos poderiam ser veículos de agentes infecciosos e as 
mortes por essas doenças eram comuns. 
Na sequência será realizada a atividade prática para a verificação da 
eficiência, ou não, da lavagem das mãos. 
As luzes serão apagadas e se acenderá uma luz negra, para mostrar que 
o gel fica fluorescente, o que não ocorre com as mãos. Após, passar-se-á o 
álcool em gel com o corante fluorescente nas mãos de alguns alunos que o 
espalharão e esperarão secar. Na luz branca a mão fica com a coloração normal, 
mas quando as luzes forem apagadas e acender a luz negra, as mãos ficarão 
fluorescentes (ou não). 
Na sequência os alunos deverão lavar as mãos normalmente, como 
sempre fazem. Lavadas as mãos, verificar-se-á com a luz negra se a lavagem foi 
suficiente para eliminar a tinta fluorescente ou em que pontos das mãos a 
mesma não foi retirada. 
Geralmente as unhas, entre os dedos e também o dorso das mãos, 
permanecem fluorescentes após a lavagem. Isso ocorre quando as mãos não 
são lavadas corretamente. As pessoas geralmente esfregam as palmas das mãos, 
no entanto, esquecem-se do dorso e das unhas, o que contribui bastante para 
disseminação de micro-organismos. 
Ao término da atividade, os resultados serão discutidos. 
 
 
 
21 
 
Na sequência, assistir ao vídeo: Higienização das mãos, que retrata, de 
forma divertida, a importância da higienização das mãos e quais são os momentos 
imprescindíveis para a realização dessa ação. 
Fazer a análise do cartaz da ANVISA (anexo IV), que demonstra a técnica 
da lavagem correta das mãos. 
Após, faremos um “treinamento” sobre a lavagem correta das mãos, 
observando os cartazes impressos, afixados próximos ao lavatório dos alunos, tendo 
o acompanhamento da professora. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 15 
JOGO: UM DIA NA CASA MICROASSOMBRADA 8 
 
8
 Fonte: Extraído de Projeto Microtodos, a Microbiologia a Serviço da Cidadania. Disponível em: 
. Acesso em: 22/09/2014. 
Para iniciar o tema proposto, os alunos assistirão a dois vídeos: 
• Invenções e descobertas - A história das regras de higiene. 
Disponível em:, acesso 
em: 22/09/2014. 
• Higienização das mãos, que foi produzido pelo Hospital 
Israelita Albert Einstein. Disponível em: 
. Acesso em: 22/09/2014. 
Sugerimos que o professor discuta com os alunos os principais 
aspectos abordados ao final de cada vídeo. 
Ainda sobre a temática: A correta lavagem das mãos, os alunos 
analisarão o cartaz da ANVISA, disponível em: 
. Acesso em 22/09/2014. 
Após essa análise e com cartazes impressos afixados próximos ao 
lavatório dos alunos, os mesmos farão um treinamento da lavagem correta das 
mãos, com a orientação da professora. 
 
http://www.icb.usp.br/~bmm/jogos/intro_casaMA.html
 
 
22 
 
Objetivo: 
 
• Prevenção de doenças através de medidas simples de 
profilaxia. 
 
 
 
Procedimentos: 
 
O jogo de trilha: Um dia na casa microassombrada, tem início com o 
despertar de um dia onde micro-organismos e outros seres vivos coexistem 
harmonicamente dentro de uma casa, onde o desafio é chegar ao final da trilha sem 
que este equilíbrio seja desfeito. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O jogo, organizado pelo Projeto Microtodos - A Microbiologia a 
Serviço da Cidadania, está disponível em on-line: 
, acesso em: 
22/09/2014, onde o professor poderá providenciar todo o material 
necessário. 
Ao jogar, veremos que as ações individuais e coletivas dos 
jogadores determinam a manutenção ou não do equilíbrio existente entre 
micro-organismos e os demais seres vivos. 
O jogo tem como ponto de partida a utilização do conhecimento 
gerado pela pesquisa científica como referência para as ações do dia a dia, 
capazes de prevenir a contaminação de seres humanos e animais com 
micro-organismos indesejáveis tornando-os doentes. Também mostra a 
importância das ações individuais para evitar a autocontaminação, assim 
como a de outras pessoas, trazendo benefícios para toda a sociedade e o 
sistema de saúde pública. 
 
 
 
23 
 
ATIVIDADE 16 
PEÇA TEATRAL: AH, SE EU FOSSE UMA BACTÉRIA 9 
 
Objetivos: 
 Oportunizar a comunidade escolar conceitos e 
informações sobre as bactérias; 
 
Procedimentos: 
Alguns alunos protagonizarão uma peça teatral 
extraída e adaptada de um programa de áudio em que, a partir 
de uma conversa polêmica sobre bactérias entre jovens amigos 
e o seu professor, são apresentadas as características desses 
seres. 
 
Orientações ao professor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9
 Fonte: Extraído e adaptado da Biblioteca Digital de Ciências, disponível em: 
. Acesso em 18/08/2014. 
 
Para oportunizar a comunidade escolar conceitos e 
informações sobre os micro-organismos, sugerimos a apresentação 
de uma peça teatral (anexo III), que será protagonizada pelos 
alunos que se disponibilizarem a fazê-la, sendo interessante ter 
acesso ao áudio que a deu origem, disponível em: 
. Acesso em 18/08/2014. 
Essa atividade deverá ser orientada no início da aplicação 
do projeto de intervenção pedagógica para que os alunos se 
organizem e, com a mediação do professor, tenham tempo hábil 
para os ensaios e a apresentação no final da aplicação do projeto. 
 
 
 
24 
 
2. REFERÊNCIAS 
 
BARBOSA, F.H.F.; BARBOSA, L.P.J. de L. Alternativas metodológicas em 
Microbiologia - viabilizando atividades práticas. Biologia e Ciências da Terra, 
Paraíba, p. 140, v. 10, n. 2, 2010. Disponível em: 
. Acesso em 
02/04/2014. 
 
Biblioteca digital de Ciências. Laboratóriode Tecnologia Educacional. Unicamp – 
Universidade Estadual de Campinas. Disponível em: 
. Acesso em 18/08/2014. 
 
GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. 2.ed. 
Campinas: Autores associados, 2003, p.8. 
 
GODOY, L. P. de; OGO, M. Y. Vontade de Saber Ciências. 7ª ano. 1. ed. São 
Paulo: FTD, 2012, p. 77. 
 
INSTITUTO FIOCRUZ. Site que apresenta informações sobre saúde e pesquisa. 
Disponível em: . Acesso em 17/10/2014. 
 
Jornadas.cie – Ciências. 8º ano/organizadora Editora Saraiva. 2.ed – São Paulo: 
2012, p. 26 e 27. 
 
Nova Escola. Práticas educacionais e conteúdos relevantes para a Educação Infantil 
e Ensino Fundamental. Disponível em: 
. Acesso em 03/06/2014. 
http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/Artigo_15_V10_N2.pdf
http://www2.ib.unicamp.br/lte/bdc/visualizarMaterial.php?idMaterial=787&alterarIdioma=sim&novoIdioma=pt#.U498dfldVqU
http://www2.ib.unicamp.br/lte/bdc/visualizarMaterial.php?idMaterial=787&alterarIdioma=sim&novoIdioma=pt#.U498dfldVqU
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml
 
 
25 
 
OLIVEIRA, C.D; MOREIRA, L.A. Uso de Wolbachia no Controle Biológico. In: NETO, 
M.A.C.S; WINTER, C; TERMIGNONI, C.Tópicos Avançados em Entomologia 
Molecular. Belo Horizonte, 2012. Livro eletrônico disponível em: 
. Acesso em 17/11/2014. 
 
OVIGLI, D.F.B. Microorganismos? Sim, na saúde e na doença! Diminuindo 
distâncias entre universidade e escola pública. Experiências em Ensino de 
Ciências. Cuiabá, v.5, n.1, p. 145-158, 2010. Disponível em: 
. Acesso em 18/11/2014. 
 
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da 
Educação Básica Ciências. Curitiba: SEED, 2008. p. 76. 
 
Pontociência. Site com instruções de experimentos de Química, Física e Biologia, 
organizado pela UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em: 
. Acesso em 
25/09/2014. 
 
PORTAL, dia a dia educação. Secretaria de Estado de Educação do Paraná. 
Apresenta informações sobre educação. Disponível em: 
. Acesso em 17/10/2014. 
 
Projeto Microtodos – Microbiologia a Serviço da Cidadania. Coordenado pela Prof. 
Drª Maria Lígia C. Carvalhal. Disponível em: 
. Acesso em 22/09/2014. 
 
ROCHA, Marina Silva. Conhecendo as bactérias. In:Portal do Professor. Disponível 
em: .Acesso em: 
01/06/2014. 
 
http://www.inctem.bioqmed.ufrj.br/biblioteca/arthrolivro-1
http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=455&VOCE+SABE+LAVAR+AS+MAOS
http://www.pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=455&VOCE+SABE+LAVAR+AS+MAOS
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/
http://www.icb.usp.br/~bmm/jogos/o_projeto.html.%20Acesso%20em%2022/09/2014
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=20018%3E.
 
 
26 
 
SANTOS, A.A.M. Higienização das Mãos no Controle das Infecções em 
Serviços de Saúde. Site da ANVISA. Disponível em: 
. Acesso em 
17/10/2014. 
 
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 10. ed., Porto Alegre: 
Artmed, 2012, p. 94-95, 247, 659-660. 
 
 
 
Observações: 
A Atividade 6 - Inquilinos do corpo, disponível em: 
. Acesso em: 17/10/2014, 
está sugerida no Portal Dia a dia Educação da Secretaria do Estado de Educação do 
Paraná, categorias> Infográficos. Disponível em: 
Acesso em: 17/10/2014. 
Os vídeos indicados nessa produção didática foram extraídos de: 
 
. Acesso 
em 11/09/2014. 
 
. Acesso em: 11/09/2014. 
 
. 
Acesso em 09/10/2014. 
 
. Acesso em: 22/09/2014. 
 
. Acesso em: 22/09/2014. 
 
http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/higienizacao_mao.pdf
http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/links/links.php?categoria=22&start=48
http://www.aquimicadascoisas.org/?episodio=a-qu%C3%ADmica-do-sal
http://www.youtube.com/watch?v=W1dDS7QcssA
http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1589&sid=137
http://www.youtube.com/watch?v=SYqEkdwlc9Y
http://www.youtube.com/watch?v=u_w7Z0CEz58&list=PLB_rcPiqiMPzi2X2K3ckTzaOB8dGYbpn_&index=62
http://www.youtube.com/watch?v=u_w7Z0CEz58&list=PLB_rcPiqiMPzi2X2K3ckTzaOB8dGYbpn_&index=62
 
 
27 
 
As ilustrações contidas nessa produção didática, com exceção da que ilustra 
a atividade15 – Um Dia na Casa Microassombrada, foram extraídas do Portal Dia a 
dia Educação da Secretaria do Estado de Educação do Paraná, disponível em: 
. Acesso em 17/10/2014. 
A ilustração da atividade 15 está disponível em: 
. Acesso em 17/10/2014. 
O cartaz sobre a lavagem correta das mãos está disponível em: 
. 
Acesso em 22/09/2014. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/
http://www.icb.usp.br/~bmm/jogos/intro_casaMA.html
 
 
28 
 
3. ANEXOS 
 
Anexo I 
QUESTIONÁRIO PARA LEVANTAMENTO DOS CONHECIMENTOS PRÉVIOS 
DOS ALUNOS SOBRE AS BACTÉRIAS 
1. Você considera as bactérias como 
( ) seres vivos. ( ) seres não-vivos. 
 
2. As bactérias podem ser consideradas como 
( ) um animal. 
( ) um vegetal. 
( ) nenhuma das alternativas anteriores. 
 
3. Já ouviu ou leu sobre o termo “célula”? 
( ) sim ( ) não 
 
4. Caso a resposta da questão número 3 seja “sim”, escreva o que você sabe sobre 
célula. 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
5. Podemos ver uma bactéria da mesma maneira que enxergamos um cachorro, 
uma árvore e uma pessoa? 
( ) sim ( ) não 
 
6. Você considera que todas as bactérias trazem problemas/doenças aos seres 
humanos e ao planeta Terra? 
( ) sim ( ) não 
 
7) Seria possível a existência de bactérias “dentro” de nosso organismo trazendo 
benefícios? 
( ) sim ( ) não 
 
 
 
29 
 
8. Quando os seres vivos (animais e plantas) morrem 
( ) não sofrem transformações (não se modificam). 
( ) são transformados em várias substâncias que retornam à natureza. 
( ) são transformados em várias substâncias que não retornam à natureza. 
 
9. Se você considera que ocorrem transformações em um ser vivo quando este 
morre, essas “transformações” seriam realizadas pela ação 
Observação: Se você considera que “não ocorrem transformações após a morte de 
um ser vivo” não deve responder a essa questão. 
( ) do solo, água e ar. 
( ) das bactérias e fungos. 
 
10. As bactérias são encontradas 
( ) somenteno solo. 
( ) somente na água. 
( ) somente no ar. 
( ) no solo, na água e no ar. 
( ) no solo, na água, no ar, sobre as superfícies de objetos, sobre e no interior de 
seres vivos. 
 
11. Existem bactérias que “ajudam” a natureza? 
( ) sim ( ) não 
 
12. As bactérias podem ser utilizadas, de alguma forma, em nossa alimentação? 
( ) sim ( )não 
 
13. Você acredita que através de algumas medidas de higiene podemos evitar a 
ocorrência de algumas doenças causadas por bactérias? 
( ) sim ( ) não 
 
14. Escreva pelo menos duas medidas de higiene que você considera importante. 
 
 
 
 
30 
 
Anexo II 
 
MODELO DE RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA DE CIÊNCIAS 
 
Atividade:_______________________________________________ 
Professor (a): ____________________________________________ 
Alunos (as): _____________________________________________ nº:___ 
 _____________________________________________ nº:___ 
Data de entrega do relatório: __________ 
 
1. Escreva um pequeno texto indicando o que pretende-se verificar com esta prática. 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
2. Faça desenho (s) esquemático (s) do experimento realizado, indicando com setas 
os materiais utilizados. 
 
 
 
3. Registre neste quadro as observações feitas durante o experimento: 
DATA SITUAÇÃO INICIAL ALTERAÇÕES 
 
 
 
 
4. Conclusão: (deve conter explicações para o que foi observado, baseando-se nos 
dados obtidos através do experimento, observações, explicações da professora, 
vídeos, pesquisas bibliográficas, entre outros). 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
 
 
31 
 
Anexo III 
 
TEATRO: AH, SE EU FOSSE UMA BACTÉRIA... 
 
Narrador (a): No pátio do Colégio, depois de um jogo de futebol. 
 
João: Aí Pedrão, detonamos no jogo! 
Pedro: Pode crer, os caras nem viram de onde vieram tantas bolas! Ficaram mais 
perdidos que azeitona em boca de banguela. 
João: É, devem estar procurando a bola até agora. Bom, eu quero mais é tomar um 
banho e trocar de roupa. 
Pedro: Vou tomar banho em casa! Estou com a maior preguiça. Só vou tirar um 
pouco esse tênis que ele tá me matando! 
João: Nossa Pedrão, que chulé! Tem urubu morto aí dentro do seu tênis? 
Pedro: Qual é João, não está tão ruim assim. 
João: Não é? Quer ver? Chega aqui galera e dá uma respirada profunda? (Os 
amigos chegam perto fazendo cara de nojo) 
Carlos: Nossa cara, abriu a tampa do bueiro aqui? 
Galera: Oh! Oh! Oh! Oh! 
Carlos: É do seu pé Pedrão? Nossa! Se for enterra que tá morto faz tempo! 
Rodrigo: O que isso? É arma química do adversário? 
Galera: Vai lavar os pés Pedrão! 
Pedro: Pô, tá tão ruim assim? 
João: Não, tá pior! Deve ter mais bactérias aí do que estrelas no céu! 
Pedro: Bactérias? 
João: É, tipo assim: Bactérias, Ciências, micro-organismos, célula procariótica, reino 
monera... Lembrou alguma coisa? 
Pedro: É. Vagamente... Mas o que isso tem a ver com o meu chulé? 
João: Ué Pedro, são as bactérias que causam o chulé! Elas aproveitam o suor, se 
reproduzem e meio que “comem” os restos de sua pele. Depois liberam algumas 
substâncias! É por isso que dá esse cheiro. 
Pedro: Puxa cara, comem a minha pele, estão vivendo no meu pé! Estão me 
detonando. Mas por quê? Elas são do mal? 
 
 
32 
 
João: Não é que elas são do mal, mas elas precisam comer pra sobreviver Pedrão! 
E digo mais, tem outras bactérias que podem estar detonando seus dentes! 
Pedro: Meus Dentes? Você pirou? 
João: Não! É uma coisa que você em especial conhece muito bem: As bactérias 
que causam as cáries! 
Pedro: Ah tá, por que você não falou antes: Cárie! Lógico... Mas, o que você quis 
dizer com “você em especial”? 
João: Eu quis dizer Pedro, que você dá “umas descuidadas” legais nos dentes de 
vez em quando! Por isso é que você tem cárie! 
Pedro: Você tá falando que a minha boca tá cheia de bactérias? Que é “podrona”? 
João: Não, espera aí. Que está cheia de bactérias sim, mas que tá “podrona”... Ah, 
deixa pra lá. Mas fica sossegado que uma boca normalzinha tem mais bactérias que 
gente na terra! 
Pedro: Ah, zoou. Não cabe tudo isso numa boca não! 
João: Pior é que cabe Pedro. Bactérias são muito pequenas. Eu vi uma comparação 
outro dia que achei bem legal: Se uma bactéria tivesse um centímetro, a gente teria 
dez quilômetros de altura! 
Pedro: Ah, é por isso que cabem tantas na boca! Muito louco isso. A gente nem tem 
ideia do tamanho delas, mas fiquei pensando numa coisa João... 
João: Manda Pedrão. 
Pedro: Por que elas ficam na boca? E no pé? Por que elas ficam por aí? E se elas 
não existissem? Como é que tem tantas? Será que é legal ser uma bactéria? E se 
eu fosse uma bactéria? 
João: Calma, Pedro. 
Pedro: Tá, e aí? 
João: Sei lá, não faço a menor ideia! Acho que a gente vai ter que perguntar pra 
professora de Ciências. 
Pedro: Beleza, vamos lá! Mas antes, vai lá lavar o pé vai... 
Narrador: No laboratório de Ciências... 
Pedro e João: Oi professora! 
Professora: Olá, tudo bem? Posso ajudar em alguma coisa? 
João: Sabe o que é professora, eu e o Pedro estávamos falando sobre as bactérias 
do pé dele... 
 
 
33 
 
Pedro: Poxa João, vai começar de novo! 
João: A gente estava falando sobre bactérias e apareceram várias dúvidas que não 
conseguimos resolver. 
Pedro: Por exemplo, por que elas estão na boca, e no pé? Por que elas estão por 
aí? E se elas não existissem? Como é que tem tantas? Será que é legal ser uma 
bactéria? E se eu fosse uma bactéria? 
Professora: Calma, Pedro. Respira fundo! O que vocês querem saber? 
Pedro: Por que existem as bactérias na pele e na boca? 
Professora: Para falar a verdade, vai ser difícil você encontrar um lugar na 
superfície da Terra que não tenha bactérias. Elas estão em todo lugar. Quase 
sempre existe uma bactéria que pode sobreviver em qualquer condição do planeta. 
Pedro: Sinistras essas bactérias: Vivem em qualquer lugar, comem qualquer coisa. 
Falando em comer qualquer coisa, são elas que decompõem outros organismos 
vivos, não é não? 
Professora: São as bactérias e os fungos. Eles são o que a gente chama de seres 
decompositores. Se não fossem eles teríamos um mundo repleto de cadáveres. 
João: Mas como elas fazem isso? Elas não têm boca. Têm? 
(Professora faz cara de negação.) 
João: Então como é que elas tiram pedaço de um bicho morto? Ou da pele do pé do 
Pedrão? 
Pedro: Falando em pé, dá pra largar do meu? 
Professora: Não é tirando pedaços que elas comem. As bactérias fazem diferente: 
elas jogam enzimas que digerem o alimento fora da célula, transformando tudo em 
substâncias bem pequenas. Aí o alimento consegue passar pra dentro da célula. 
Isso se chama absorção. 
João: Entendi! 
Professora: Que mais Pedro? 
Pedro: É a bactéria que causa o chulé e que dá a cárie? 
Professora: Sim, é. 
Pedro: Eu tomo banho todos os dias e escovo os dentes sempre! Se todo dia, toda 
hora, a gente se lava e escova os dentes, como sempre tem um monte de 
bactérias? 
Professora: Sabe o que é Pedro, as bactérias se reproduzem muito rápido. 
 
 
34 
 
Pedro: Ah, se reproduzem tipo assim: “o bactério” convida a bactéria pra sair, rola 
um clima, aliás, pode ser qualquer clima porque elas estão em qualquer lugar 
mesmo! 
Professora: Não, não! Olha só Pedro: Apesar das bactérias terem suas formas de 
reprodução sexuada, quando eu falo que elas se reproduzem rapidamente, refiro-
me a reprodução assexuada. Uma bactéria faz uma cópia dela mesma, igualzinha, 
bem rapidamente. 
Pedro: Aí eu já não vi vantagem nessa forma de se reproduzir não! 
Pedro: Poxa deve ser irado ser uma bactéria: Se tem um trampo pra fazer, “PLOC”,se reproduz. Quer ir pra balada “PLOC”, se reproduz. Até aquele futebolzinho no 
final de semana, é só fazer meia dúzia de “PLOCs” e pronto, já tem um time”! 
João: Vamos Pedrão, já está quase na hora da aula. 
Pedro: Vamos sim. Valeu professora! 
Professora: Valeu meninos, qualquer coisa, é só me procurar. 
Narrador (a): Bate o sinal, Pedro tropeça e torce o pé. A professora vem correndo. 
Pedro: Aí, meu pé! 
Professora: Vamos dar uma olhadinha nesse pé, tira o tênis. 
Galera: Não! 
(A professora tira o tênis de Pedro.) 
Professora: Nossa Pedro, que chulé! Você não lava o pé? 
Pedro: Sabe como é professora, as bactérias, maior legal! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Anexo IV 
 
 
Disponível em: . Acesso em 22/09/2014.

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