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Prof. Dr. Edval Delbone
UNIDADE II
Instalações Prediais 
Elétricas
1. Os métodos de dimensionamento segundo a NBR-5410
 A – Capacidade de condução de corrente;
 B – Limites de queda de tensão;
 C – Proteção contra sobrecarga;
 D – Proteção contra curtos-circuitos;
 E – Critério da seção mínima.
Dimensionamento de condutores
Capacidade de Condução de Corrente:
Para circuitos monofásicos (2 fios):
 In = P(w) / U.cos Ø; em que:
 In (A) = Corrente nominal do circuito.
 P (w) = Potência do circuito em watts.
 U (V) = Tensão nominal do circuito, no caso de monofásico será
 127 V ou 220 V.
 Cos Ø = Fator de Potência
Dimensionamento de condutores
 Considerando F.P = 1, teremos:
Exemplo:
 1 chuveiro de 7000 W, 220V: I = 7000/220 = 31,8 A = 6 mm2
 12 luminárias de 100 W,127 V: 1200/127 = 9,5 A = 1,5 mm2
 10 tomadas de 100 W,127 V = 1000/127 = 7,87 A = 2,5 mm2
Dimensionamento de condutores
Bitola (mm2) 1 1,5 2,5 4 6 10 16 25
Intensidade máxima de 
corrente (A)
12 16,5 21 28 36 50 68 89
 Para dimensionar um condutor pelo método de capacidade de corrente, é importante 
observar como e onde os cabos serão lançados, exemplo quando o eletroduto estará 
embutido em parede termicamente isolante = A1
Dimensionamento de condutores
Fonte: Adaptado de: NBR 5410 – 2004. 
- A 1: condutores isolados em eletroduto de seção circular embutido em parede 
termicamente isolante; 
- A2.: cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em parede 
termicamente isolante; 
- B1: condutores isolados em eletroduto de seção circular sobre parede de madeira; 
- B2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular sobre parede de madeira; 
- C: cabos unipolares ou cabo multipolar sobre parede de madeira; 
- D: cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo; 
- E: cabo multipolar ao ar livre; 
- F: cabos unipolares justapostos (na horizontal, na vertical ou em trifólio) ao ar livre; 
- G: cabos unipolares espaçados ao ar livre. 
 Correção pela temperatura ambiente.
 Exemplo: 35 graus Celsius: FT = 0,94 
 para cabo de PVC
Dimensionamento de condutores 
Fonte: Adaptado de: NBR 5410 – 2004. 
Temperatura
°C
Isolação
PVC EPR ou XLPE
Ambiente
10 1,22 1,15
15 1,17 1,12
20 1,12 1,08
25 1,06 1,04
35 0,94 0,96
40 0,87 0,91
45 0,79 0,87
50 0,71 0,82
55 0,61 0,76
60 0,50 0,71
65 - 0,65
70 - 0,58
75 - 0,50
80 - 0,41
 Exemplo: Fator de agrupamento 
quando o circuito estará junto 
com mais 2 circuitos, totalizando 
3 e o eletroduto estará embutido 
no teto: FA = 0,70.
Dimensionamento de condutores 
Fonte: Adaptado de: NBR 5410 – 2004. 
Ref.
Forma de agrupamento 
dos condutores
Número de circuitos ou de cabos multiplicadores Tabela dos 
métodos de 
referência1 2 3 4 5 6 7 8
9 a 
11
12 a 
15
16 a 
19
≥20
1
Em feixe: ao ar livre ou 
sobre superfície; 
embutidos; em conduto 
fechado
1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 0,57 0,54 0,52 0,50 0,45 0,41 0,38
36 a 39 
(métodos A e 
F)
2
Camada única sobre 
parede, piso, ou em 
bandeja não perfurada 
ou prateleira
1,00 0,85 0,79 0,75 0,73 0,72 0,72 0,71 0,70 36 e 37
(método C)
3 Camada única no teto 0,95 0,81 0,72 0,68 0,66 0,64 0,64 0,62 0,61
4
Camada única em 
bandeja perfurada
1,00 0,88 0,82 0,77 0,75 0,73 0,73 0,72 0,72 38 e 39 
(métodos 
E e F)5
Camada única sobre leito, 
suporte etc.
1,00 0,87 0,82 0,80 0,80 0,79 0,79 0,78 0,78
 Exemplo: Dimensionar o condutor para 
alimentar um chuveiro de 6000 W, 
220 V, cujo condutor passará dentro 
de um eletroduto embutido na parede, 
e no mesmo eletroduto passará junto 
com mais 2 circuitos, e em local que a 
temperatura ambiente é de 35 graus 
Celsius. I = P/U = 6000/220 = 27,27 A 
I = 27,27/FTxFA = 27,27/ 0,94x0,70 = 
41,44 A = 10 mm2
Dimensionamento de condutores 
Fonte: Adaptado: NBR 
5410 – 2004. 
Seções
nominais
mm2
Métodos de referência indicados na tabela 33
A1 A2 B1 B2 C D
Número de condutores carregados
2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11) (12) (13)
Cobre
0,5 7 7 7 7 9 8 9 8 10 9 12 10
0,75 9 9 9 9 11 10 11 10 13 11 15 12
1 11 10 11 10 14 12 13 12 15 14 18 15
1,5 14,5 13,5 14 13 17,5 15,5 16,5 15 19,5 17,5 22 18
2,5 19,5 18 18,5 17,5 24 21 23 20 27 24 29 24
4 26 24 25 23 32 28 30 27 36 32 38 31
6 34 31 32 29 41 36 38 34 46 41 47 39
10 46 42 43 39 57 50 52 46 63 57 63 52
16 61 56 57 52 76 68 69 62 85 76 81 67
25 80 73 75 68 101 89 90 80 112 96 104 86
35 99 89 92 83 125 110 111 99 138 119 125 103
50 119 108 110 99 151 134 133 118 168 144 148 122
70 151 136 139 125 192 171 168 149 213 184 183 151
95 182 164 167 150 232 207 201 179 258 223 216 179
120 210 188 192 172 269 239 232 206 299 259 246 203
150 240 216 219 196 309 275 265 236 344 299 278 230
185 273 245 248 223 353 314 300 268 392 341 312 258
240 321 286 291 261 415 370 351 313 461 403 361 297
300 367 328 334 298 477 426 401 358 530 464 408 336
400 438 390 398 355 571 510 477 425 634 557 478 394
500 502 447 456 406 656 587 545 486 729 642 540 445
630 578 514 526 467 758 678 626 559 843 743 614 506
800 669 593 609 540 881 788 723 645 978 865 700 577
1 000 767 679 698 618 1 012 906 827 738 1 125 996 792 652
 Há diversos tipos de eletrodutos e vários tipos de caixas de passagem para embutir em lajes 
e em paredes ou para sobrepor, metálicos ou plásticos, rígidos ou flexíveis. Na área industrial 
podemos também utilizar leitos, bandejas, eletrocalhas etc. 
Dimensionamento de eletrodutos 
Fonte: livro-texto.
AE
A1
A2
T0
N1 x A1 + N2 x A2 + ... Ni x ai
AE
Determinar a seção transversal do cabo para alimentar um aparelho de micro-ondas de 1600 
W, 127 V, desprezando o fator de temperatura e o fator de agrupamento. 
a) 1,5 mm2.
b) 2,5 mm2.
c) 4,0 mm2.
d) 6,0 mm2.
e) 10,0 mm2.
Interatividade 
Determinar a seção transversal do cabo para alimentar um aparelho de micro-ondas de 1600 
W, 127 V, desprezando o fator de temperatura e o fator de agrupamento. 
I = P/V = 1600/127 = 12,5 A, pelo método de seção mínima, será o cabo de 2,5 mm2
a) 1,5 mm2.
b) 2,5 mm2.
c) 4,0 mm2.
d) 6,0 mm2.
e) 10,0 mm2.
Resposta
Bitola (mm2) 1 1,5 2,5 4 6 10 16 25
Intensidade máxima de 
corrente (A)
12 16,5 21 28 36 50 68 89
 A NBR 5410:2004 (ABNT, 2008) determina que cada circuito deve ser dotado de dispositivo 
de proteção, capaz de interromper a corrente elétrica.
 Fusíveis
 Disjuntores
Proteção do circuito 
Fonte: livro-texto.
Fonte: Catálogo Siemens.
 DPS – dispositivos de proteção contra surtos atmosféricos (RAIOS) 
Proteção do circuito 
Fonte: Catálogo Siemens.
 DDR ou IDR – dispositivo diferencial residual para áreas úmidas. 
Proteção do circuito 
Fonte: Catálogo Steck.
 Nas instalações elétricas, sempre deverá ter um quadro elétrico para alojar os disjuntores ou 
fusíveis, DPS, DPR (DDR ou IDR) para proteção.
Proteção do circuito 
Fonte: livro-texto.
 Os disjuntores são classificados por sua corrente nominal (IN), em geral: 10 A, 15 A, 20 A, 
25 A, 30 A. 
 O dimensionamento dos disjuntores deverá ser conforme norma.
 IB: corrente de projeto
 IN: corrente nominal do disjuntor
 IZ: corrente do cabo
 I2: corrente de atuação do disjuntor ou da queima do fusível
Disjuntores 
 Tabelas que relacionam a corrente nominal do disjuntor, corrente de atuação e corrente 
de não atuação. 
Disjuntores 
Fonte: livro-texto.
Corrente
nominal (IN)
Corrente 
convencional de 
não atuação
Corrente 
convencional 
de atuação (I2)
Tempo 
convencional (h)
Temperatura 
ambiente de 
referência
IN ≤ 50 A 1,05 1,35 1 25 °C
IN ≤ 50 A 1,05 1,35 2 25 °C
Determinar a capacidade do disjuntor termomagnético para alimentar um circuito de chuveiro 
elétrico de 6800 W, 220V.
a) 20 A.
b) 25 A.
c) 30 A.
d) 36 A.
e) 50 A.
Interatividade 
Determinar a capacidade do disjuntor termomagnético para alimentar um circuito de chuveiro 
elétrico de 6800 W, 220V.
a) 20 A.
b) 25 A.
c) 30 A.
d) 36 A.
e) 50 A.
Resposta 
 I = P/U = 6800/220= 30,9 A (IB), Cabo de 6 
mm2, capacidade de 36 A (IZ), podemos utilizar 
um disjuntor de 35 A(IN), primeira condição 
atendida 30,910
Fator de demanda 0,40 0,35 0,31 0,27 0,24
Potência de Demanda = Fator de Demanda x Potência Nominal
Exemplo de um apartamento para iluminação de tomadas: 
 19 pontos de iluminação: 10 para lâmpadas de 100 W e 9 para lâmpadas de 60 W. 
 Tomadas de uso geral (TUG) = 6.000 W. 
 Tomadas de uso específico (TUE) e os aparelhos fixos totalizam 15.800 W. 
Potência Instalada = 1540 + 6000 + 15800 = 9120 = 23340 = 23,3 kW.
 Iluminação: 10 x 100 W + 9 x 60 W = 1.540 W.
 Tomadas de uso geral: 6.000 W.
 Total = 7,54 kW.
 Potência de Demanda = Fator de Demanda x Potência.
 PD = 0,35 x 7,54 kW = 2,64 kW.
 Tomadas de Uso Específico = 15,8 kW.
 Tomada de Uso Específico não utiliza fator de demanda, logo
PD = 2,64 + 15,8 = 18,44 kW.
Potência Instalada e Fator de Demanda 
Determinar o valor da potência de demanda de uma residência que possui 20 lâmpadas LED 
de 10 W, 20 tomadas de uso geral, sendo 3 de 600 W e 17 de 100 W, um micro-ondas de 1500 
W, um chuveiro elétrico de 6000 W e um aparelho de ar-condicionado de 2000 W.
a) 8,5 kW.
b) 11,7 kW.
c) 8,0 kW.
d) 22 kW.
e) 5,0 kW.
Interatividade 
Determinar o valor da potência de demanda de uma residência que possui 20 lâmpadas LED 
de 10 W, 20 tomadas de uso geral, sendo 3 de 600 W e 17 de 100 W, um micro-ondas de 1500 
W, um chuveiro elétrico de 6000 W e um aparelho de ar-condicionado de 2000 W.
a) 8,5 kW.
b) 11,7 kW.
c) 8,0 kW.
d) 22 kW.
e) 5,0 kW.
Resposta 
Lâmpadas = 20 x 10 = 200W; TUG = 3x600 + 17 X 100 = 3500; 
total = 3700
Potência de Demanda = 3700 x 0,59 = 2183
TUE = 1500 + 6000 + 2000 = 9500
Total = 2183 + 9500 = 11683 = 11,7 kW
3Proteção contra descargas atmosféricas 
 Descargas atmosféricas, também conhecidas por raios ou relâmpagos, são descargas 
elétricas que podem ocorrer entre uma nuvem e a superfície da Terra ou dentro 
da própria nuvem.
Formação dos raios
PDA – Proteção contra descargas atmosféricas 
Fonte: livro-texto.
 Métodos de proteção contra as descargas atmosféricas. 
 Os SPDA: Captação, Descida e Eletrodo de Aterramento são classificados em quatro níveis 
na norma atual.
 R1: perda de vidas humanas.
 R2: perda de instalação de serviço ao público.
 R3: perda de memória cultural.
 R4: perda de valor econômico (estrutura e seu conteúdo, instalação de serviço e 
perda de atividade).
PDA – Proteção contra descargas atmosféricas 
 O cálculo do nível de risco tolerável para determinado projeto de SPDA consiste em um 
processo probabilístico, que depende de diversas variáveis, inclusive da quantidade de 
descargas atmosféricas previstas para a região da edificação a ser protegida. 
Métodos do SPDA: 
 Método de Franklin.
 Método eletrogeométrico.
 Método de Faraday. 
PDA – Proteção contra descargas atmosféricas 
Método de Franklin.
PDA – Proteção contra descargas atmosféricas 
Captores
Descida
Ângulo de
proteção
Aterramento
Fonte: livro-texto.
Método eletrogeométrico – “Esfera Rolante”.
PDA – Proteção contra descargas atmosféricas 
Fonte: livro-texto.
Método Faraday
PDA – Proteção contra descargas atmosféricas 
Fonte: livro-texto.
Qual é o objetivo de aterrar carcaças de aparelhos elétricos, como geladeiras ou máquinas de 
lavar, massas condutoras, como torneiras e registros, que podem estar sujeitos a potenciais 
diferentes dentro de uma edificação?
a) Não queimar os aparelhos.
b) Proteger a fiação elétrica.
c) Evitar incêndio na edificação.
d) Diminuir o consumo de energia.
e) Equipotencializar para evitar choques elétricos. 
Interatividade 
Qual é o objetivo de aterrar carcaças de aparelhos elétricos, como geladeiras ou máquinas de 
lavar, massas condutoras, como torneiras e registros, que podem estar sujeitos a potenciais 
diferentes dentro de uma edificação?
a) Não queimar os aparelhos.
b) Proteger a fiação elétrica.
c) Evitar incêndio na edificação.
d) Diminuir o consumo de energia.
e) Equipotencializar para evitar choques elétricos. 
Resposta 
ATÉ A PRÓXIMA!

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