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Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria Valter Pereira Francisco Filho 1 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Valter Pereira Francisco Filho Currículo � Formação Administração – PUC-SP MBA Finanças – IBMEC Mestrado em Administração – ESADE-Espanha � Experiência McDonald’s, Banco Noroeste, Price Waterhouse Coopers, Profissional Spaipa (Cola-Cola), ZHC Consultores, Grupo AutoPark, Frischmann Aisengart (DASA), Johnsson Business Solutions, FAE. � Experiência FAE desde 2001 Acadêmica Disciplinas de Controladoria, Gestão de Custos, Jogo de Empresas, Administração Financeira, Empreendedorismo � Contato valter.francisco@fae.edu 2 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Objetivo � Abordar a organização sob o ponto de vista sistêmico, possibilitando a efetividade do processo de gestão e o alcance de resultados, através da implementação de um sistema de planejamento e controle orçamentário. 3 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Conteúdo 1 Abordagem Sistêmica da Organização 1.1Teoria dos sistemas 1.2Ambiente, empresa e processo de gestão organizacional 2 Conceitos Fundamentais 2.1As funções e os objetivos organizacionais da Controladoria 2.2Processo e princípios de controle 2.3Sistema de informações e mensuração de resultado 2.4Processo de tomada de decisão 4 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Conteúdo 3 Informações Econômico-Financeiras 3.1Informações econômico-financeiras e processo de tomada de decisão 3.2Fluxo financeiro e fluxo econômico 3.3Administração e planejamento do fluxo de caixa 3.4Controle e a análise das demonstrações econômico-financeiras 4 Planejamento e Controle Orçamentário 4.1Processo de planejamento e controle orçamentário 4.2 Desenvolvimento orçamentário 4.3Formação do preço de venda: aspectos tributários, econômicos, financeiros e mercadológicos 4.4Avaliação de resultados e tomada de decisão: análise de custo/volume/lucro 5 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Cronograma 15 e 16/08 22 e 23/08 29 e 30/08 12 e 13/09 6 1 Abordagem Sistêmica da Organização 2 Conceitos Fundamentais Exercício – Análise Ambiental 3 Informações Econômico-Financeiras Exercício de Avaliação de Desempenho 4 Planejamento e Controle Orçamentário Exercício de Análise Custo-Volume-Lucro 4 Planejamento e Controle Orçamentário Exercício de Orçamento Avaliação Final Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Avaliação � Participação na nota final – Trabalhos individual / em grupo – 50% – Prova final – 50% 7 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Bibliografia � Básica – CATELLI, Armando (Coord.). Controladoria: uma abordagem da gestão econômica - GECON. São Paulo: Atlas, 1999. – PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria estratégica e operacional: conceitos, estrutura, aplicação. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. – WELSCH, Glenn Albert. Orçamento empresarial: planejamento e controle do lucro. 4. ed.São Paulo: Atlas, 1996. 8 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Controladoria - Bibliografia � Complementar – ARANTES, Nélio. Sistemas de gestão empresarial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. – FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial: planejamento e controle gerencial. São Paulo: Atlas, 2000. – MATARAZZO, Dante Carmine. Análise Financeira de Balanços: abordagem básica e gerencial. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1995. – SCHMIDT, Paulo (Org.). Controladoria: agregando valor para a empresa. Porto Alegre: Bookman, 2002. 9 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Conceito de Controladoria Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Conceito de Controladoria � Área do conhecimentos humano – “..., apoiada na Teoria da Contabilidade e numa visão multidisciplinar, é responsável pelo estabelecimento das bases teóricas e conceituais necessárias para modelagem, construção e manutenção dos Sistemas de Informações e Modelo de Gestão Econômica, que supram adequadamente as necessidades informativas dos Gestores e os induzam durante o processo de gestão, quando requerido, a tomarem decisões ótimas.” – “...pode ser conceituada como o conjunto de princípios, procedimentos e métodos oriundos das ciências da Administração, Economia, Psicologia, Estatística e principalmente da Contabilidade, que se ocupa da gestão econômica das empresas, com o fim de orientá-las para a eficácia.” � Missão – Zelar pela continuidade da empresa 11 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho A Controladoria na estrutura organizacional Alta Direção LogísticaComercialProdução Administração Atividades da Cadeia de Valor Atividades de Suporte Controladoria Relacionamento hierárquico Relacionamento de coordenação e apoio Linha Staff � Órgão administrativo – “Tem por finalidade garantir informações adequadas ao processo decisório, quanto aos aspectos econômicos e assegurar a eficácia empresarial, também sob aspectos econômicos, por meio de coordenação dos esforços dos gestores.” 12 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Funções da Controladoria � Processo de gestão – Estruturar o processo de gestão, participando de forma ativa no planejamento e tomada de decisão – Coordenar atividades multidisciplinares, que envolvam diversas áreas, orientando os esforços para os objetivos organizacionais e aumento de eficácia � Avaliar e mensurar o desempenho – Elaborar e analisar as informações sobre desempenho das áreas, gestores e da empresa, de forma sistêmica e contínua, bem como estabelecendo padrões de controle � Gerir os sistemas de informações – Padronizar e harmonizar os sistemas de informação, garantindo a empresa as informações necessária à gestão 13 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Abordagem Sistêmica Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Teoria dos sistemas � Já em 1918, Mary Parker Follett falava da necessidade de os administradores considerarem a “situação total”, imaginava um modelo holístico, que incluía não apenas os indivíduos e os grupos, mas também os efeitos de fatores ambientais � Teoria dos sistemas desenvolvida pelo cientista alemão Ludwig Bertalanffy tem duas idéias básicas – Interdependências das partes: é preciso analisar não apenas os elementos mas suas inter-relações – Tratamento complexo da realidade complexa: é a necessidade de aplicar vários enfoques para entender e lidar com a realidade cada vez mais complexa (abordagem holística ou sistêmica, generalista ou interdisciplinar) 15 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Teoria dos sistemas � O sistema é definido pelo próprio observador – É preciso “aprender” enxergar os sistemas: definir seus limites e interações – Teoria da forma • Ideia de que a natureza de cada elemento é definida pela estrutura e pela finalidade do conjunto a que pertence � Aplicada a empresa, procura estudar suas relações com o ambiente em que se insere, bem como as relações existentes entre os elementos que a compõem 16 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Teoria dos sistemas � Características comuns aos sistemas – Compõem-se de partes ou elementos que se relacionam de forma a constituir um todo – Possuem um objetivo comum que integra e justifica a reunião de suas partes – Delimitam-se em determinado contexto, possibilitando serem decompostos e compostos para permitir o estudo de suas interações internas e externas 17 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Sistema empresa Entradas Saídas Processamento Entradas Saídas = Eficiência � Funcionamento básico dos sistemas Recursos Produtos e Serviços Atividades Empresariais 18 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Empresa: um sistema aberto e dinâmico � Interação como ambiente – Fechado: não são capazes de interagir com o ambiente,não realizando transações de trocas externas – Aberto: são capazes de interagir com o ambiente, influenciando-o e ao mesmo tempo sendo influenciado � Capacidade de Modificação – Estáticos: não modificam suas características e estruturas e independem da ocorrência de eventos – Dinâmicos: têm suas características alteradas conforme a ocorrência de eventos, que podem ser internos ou de suas interações com o ambiente 19 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Subsistemas da empresa INSTITUCIONAL FÍSICO ORGANIZACIONAL SOCIAL INFORMAÇÃO GESTÃO 20 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Subsistemas da empresa � Institucional – Conjunto de crenças, valores e expectativas dos proprietários que converte-se em diretrizes que orientam todos os demais subsistemas � Físico – Compreende todos os elementos materiais do sistema empresa, tais como: edifícios, instalações, móveis, veículos, equipamentos etc. � Social – Refere-se ao conjunto dos elementos humanos na organização, incluindo características pessoais e do grupo 21 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Subsistemas da empresa � Organizacional – Representa a organização formal da empresa: a estrutura departamental, níveis hierárquicos � Informação – É constituído de atividades de obtenção, processamento e geração de informações necessárias à execução e gestão das atividades da empresa � Gestão – Refere-se ao processo que orienta a realização das atividades da empresa. É responsável pela dinâmica do sistema: planejamento, execução e controle das atividades 22 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Análise Ambiental Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Continuidade versus capacidade de adaptabilidade � Para garantir a continuidade, é necessário que a empresa mantenha certo equilíbrio, adaptando-se as novas exigências ambientais, conservando algumas de suas características, e alterando outras com a ocorrência de eventos � Tipos de equilíbrio em relação aos sistemas: – Equilíbrio estacionário: permite o retorno do sistema e suas características e estruturas anteriores à ocorrência de um evento que as havia alterado – Equilíbrio dinâmico: dá ao sistema uma condição de funcionamento harmônico, após a ocorrência de um evento, com suas características 24 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Continuidade versus capacidade de adaptabilidade � Joseph Schumpeter – Austríaco que na década de 40 aplicou a teoria de Darwin para o ambiente empresarial: seleção natural das empresas � Exemplos – Xerox • Fotocópia versus digitalização • Erros estratégicos fizeram o preço de suas ações cair de 64 para 9 dólares entre 1999 e 2001 – Ford • Criou a linha de produção de automóveis, mas foi ultrapassada pela GM • Sistema de produção Toyota – Motorola • Dominava o mercado de pagers e celulares analógicos • Ficou para trás na era da tecnologia digital • “moda” e agregação de utilidades 25 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Continuidade versus capacidade de adaptabilidade � Exemplos – Apple • Inventou o computador pessoal, mas foi superada quando o mercado aderiu ao padrão Windows/Intel • Foco em novas tecnologias – Olivetti • Seus produtos, as máquinas de escrever, eram essenciais nos escritórios – Compaq • Perdeu a liderança na venda de PCs para a Dell, que apresentou uma proposta de venda mais eficiente • Incorporada pela HP – Kodak • Criou o conceito de que qualquer um poderia tirar fotografias • Líder mundial perdeu espaço com a era digital 26 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Continuidade versus capacidade de adaptabilidade � Exemplos brasileiros – Volkswagen do Brasil • Chegou a ter mais de 50% do mercado brasileiro, mas hoje se encontra atrás da FIAT e GM • Ciclo de vida dos produtos – Varig • Perdeu a liderança no mercado doméstico e internacional • Estrutura de custos inadequada – Coca-Cola • Dificuldades para combater as “tubaínas” devido ao baixo preços de venda dos concorrentes – Mesbla / Mappin • Modelo de lojas de departamentos na década de 80 • Modelo de loja especializada 27 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Continuidade versus capacidade de adaptabilidade � Exemplos positivos – 3M • Setor odontológico a papelaria • Investe pesado em pesquisa e desenvolvimento de produtos – General Electric • Desde lâmpadas a turbinas de avião • Uma das corporações mais lucrativas dos últimos tempos � Conclusão – Revisão das premissas de avaliação empresarial • Avaliação tradicional: patrimônio e projeção de lucros • Avaliação incorporada: potencial de inovação, flexibilidade, capital intelectual, responsabilidade social/ambiental 28 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Sistema empresa e o ambiente INSTITUCIONAL FÍSICO ORGANIZACIONAL SOCIAL INFORMAÇÃO GESTÃO SUBSTITUTOS CONCORRENTES FORNECEDORES ACIONISTA NOVOS ENTRANTES CLIENTES COMPRADORES EMPRESA POLÍTICAS CULTURAIS SOCIAIS ECONÔMICAS TECNOLÓGICAS EDUCACIONAIS ECOLÓGICASCLIMÁTICAS Ambiente Remoto Ambiente Próximo 29 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Análise ambiental � Definir quais são as variáveis ambientais relevantes para a empresa – que afetam as atividades empresariais – que devem ser monitoradas – que integram os modelos de tomada de decisão, portanto o modelo/sistema de informação 30 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Variáveis ambiente remoto � Políticas – Regime de governo – Relacionamento com outros países – Blocos econômicos – Organismos internacionais (ONU, OMC) – ... � Econômicas – PIB – Renda per capita / Distribuição de renda – Taxa de juros / Oferta de crédito – Inadimplência – ... � Sociais – Mudança de hábitos – Mercado de trabalho / Capacitação Técnica – Educação – ... 31 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Variáveis ambiente remoto � Tecnológicas – Produção / Logística – Comercial / Marketing – Comunicações / Informática – Administrativas – ... � Ecológicas – Impactos ambientais – Exploração sustentável – Reposição / Restauração – ... � Regulatórias – Impostos / Contribuições / Taxas – Limites operacionais – Incentivos fiscais – ... 32 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Ambiente próximo � Análise das forças competitivas: Michael Porter Fornecedores Concorrentes Rivalidade da concorrência Compradores Novos Entrantes Substitutos Ameaça de serviços ou produtos substitutos Barreira de entrada de novos entrantes Poder de negociação dos fornecedores Poder de negociação dos compradores 33 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Variáveis do ambiente próximo � Concorrentes – Rivalidade (exemplos) – Crescimento da indústria – Diferença de produtos – Identidade de marca – Concentração e equilíbrio / Diversidade de concorrentes – Complexidade informacional – Interesses empresariais – Barreiras de saída � Novos Entrantes – Barreiras de Entrada – Economias de escala – Diferenças de produtos patenteados – Identidade de marca – Exigências de capital – Acesso à canal de distribuição – Retaliação esperada 34 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Variáveis do ambiente próximo � Substitutos – Ameaça de Substituição – Desempenho do preço relativo dos substitutos – Custos de mudança – Propensão do comprador a substituir � Fornecedores – Determinantes do Poder do Fornecedor – Diferenciação de insumos – Presença de insumos substitutos – Concentração de fornecedores – Importância do volume para o fornecedor – Ameaça de integração da cadeia de valor 35 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Variáveis do ambiente próximo � Compradores – Alavancagem de negociação • Concentração de compradores • Informação do comprador • Possibilidade de integração na cadeia de valor • Produtos substitutos – Sensibilidade ao preço • Preço / compras totais • Diferenças dos produtos • Identidade de marca • Impactosobre qualidade / desempenho • Lucros do comprador • Incentivos dos tomadores de decisões 36 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de Tomada de Decisão Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de Tomada de Decisão OBJETIVO SITUAÇÃO DESEJADA SITUAÇÃO ATUAL AÇÃO P R O B L E M A S DECISÃO FASE I Diagnóstico e Análise do Problema/Ação FASE II Descrição das Soluções/ Alternativas FASE III Implementação e Controle 38 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Modelo de Decisão � Deve ser significativo para o tomador de decisão e atender ao seu processo lógico e específico para cada natureza do evento ou problema a ser resolvido � Modelo – Representa ou descreve elementos relevantes de um processo ou de uma situação e as interações entre eles. Caracteriza-se como ferramenta para conceber algo e representar, simular ou idealizar essa realidade por meio de objetos, fluxos, idéias e palavras. Ele sumariza os efeitos e relacionamentos mais relevantes de determinada situação ou problema específico 39 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Modelo de Decisão 40 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Modelo de Decisão � Modelo de Decisão incorpora: – Modelo de Mensuração • Principal elemento que fundamenta a decisão da escolha de um curso de ação após avaliação das diversas alternativas levantadas • No âmbito da Controladoria, este modelo prima por ser um modelo de avaliação econômica (resultados e valor da empresa) – Modelo de Informação • É estruturado a partir do modelo de decisão e mensuração, tem como característica apresentar a representante do processo decisório de forma compreensível para o decisor 41 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Modelo de Decisão � Exemplos de Modelo de Decisão – Informações Agregadas: Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado, Fluxo de Caixa, DOAR – Resultados de eventos ou áreas de resultado: Margem de Contribuição, Mark up, Lucratividade, Custeio – Projetos ou novos investimentos: Fluxo de Caixa Descontado, Valor Presente Líquido, Pay Back 42 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo e Modelo de Gestão Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de gestão � Deve assegurar que a dinâmica das decisões tomadas na empresa conduzam-na efetivamente ao cumprimento de sua missão e estratégia, garantindo-lhe a adaptabilidade e o equilíbrio necessários para sua continuidade � Com esse propósito o processo de gestão deve: – Contemplar as fases de planejamento, execução e controle das atividades da empresa – Ser sistêmico e desenvolver comprometimento 44 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fases do processo de gestão Planejamento Estratégico Planejamento Operacional •Longo •Médio •Curto Execução Controle 45 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Modelo de gestão � Conceito – Conjunto de princípios, nem sempre formalizados, pode ser identificado por meio de observação dos instrumentos de gestão e das demais práticas organizacionais – Objetiva orientar a empresa para cumprir sua missão e proporcionar continuidade – Traduz o conjunto de ideias, crenças e valores dos proprietários e gestores, sempre relacionado com a história da empresa 46 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Objetivos do modelo de gestão � Redução de risco do empreendimento � Estabelecimento de uma estrutura organizacional adequada � Definição de um estilo e filosofia de trabalho � Criar clima motivador em torno de objetivos � Aferição dos objetivos para tomada de ações corretivas e tomada de decisões que levam ao cumprimento da missão � Conhecimento das variáveis relevantes do ambiente próximo, remoto e interno, bem como suas tendências, possibilitando a preparação de planos alternativos e simulações 47 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Planejamento estratégico da empresa � A empresa deve desenvolver e comunicar os seguintes aspectos – Missão: propósito básico e permanente da existência de uma empresa • A missão é moldada por cinco elementos o História o Preferências dos proprietários e administradores o Ambiente de mercado o Recursos disponíveis o Competências distintivas – Visão: objetivo amplo do futuro, onde se deseja chegar, como quer ser percebida – Valores: conjunto de princípios que guiam as atividades da empresa 48 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Planejamento estratégico da empresa � Estratégia – É a combinação de oportunidades do mercado de uma empresa com seus recursos, a fim de desenvolver vantagens competitivas – Pode ser proativa ou reativa – Estratégias que não sejam financeiramente exequíveis não podem ser estratégias apropriadas � Competência Distintiva – Algo que fornece acesso potencial a uma ampla variedade de mercados, contribui significativamente para os benefícios percebidos pelos consumidores do produto final e é difícil de ser imitado pelos concorrentes 49 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Exemplos � Missão e visão – Eastman Kodak �Ser o melhor do mundo na formação de imagem por meios químicos e eletrônicos – Elevadores Otis �Nossa missão é proporcionar um meio para qualquer cliente deslocar pessoas e objetos para cima, para baixo e para os lados, ao longo de pequenas distâncias, com maior confiança que qualquer outra empresa no mundo � Objetivos estratégicos – Alcan �Ser o produtos de alumínio de menor custo e superar o retorno médio do índice de ações da indústria da Standard & Poor. – Apple Computer �Oferecer a melhor tecnologia possível de computadores pessoais, colocando esta tecnologia nas mãos do maior número de pessoas 50 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fases do processo de gestão � Planejamento Estratégico – Premissa: assegurar o cumprimento da missão e continuidade da empresa – Estabelecimento de cenários, análise das variáveis ambientais – Identificação de oportunidades e ameaças ponderando os pontos fortes e fracos da organização – Gerar diretrizes estratégicas 51 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fases do processo de gestão � Planejamento Operacional – Longo Prazo • Visa assegurar a escolha das melhores alternativas operacionais – Médio Prazo • Definir horizonte de planejamento • Quantificar recursos, volumes, preços, investimentos e demais variáveis • Definir prazos de execução e avaliação de desempenho – Curto Prazo • Conhecimento mais seguro das variáveis envolvidas • Adaptação do plano de médio e longo prazo à realidade operacional do curto prazo • Otimização do resultados 52 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fases do processo de gestão � Execução – Implementação das ações planejadas com a realização de negócios/eventos – Obtenção de resultados � Controle – Avaliação de desempenho comparando resultados planejados e realizados – Identificação de desvios e suas verdadeiras causas – Visa assegurar correção de rumo para atingir os objetivos 53 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fases do processo de gestão � Ciclo PDCA Planejar (Plan) Executar (Do) Agir (Act) Controlar (Check) 54 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de gestão INFORMAÇÕES SOBRE AMBIENTE EXTERNO E INTERNO (Planejamento Estratégico) INFORMAÇÕES OPERACIONAIS (Planejamento Operacional e Execução) INFORMAÇÕES GERENCIAIS (Controle) PlanejamentoSimulação Acompanhamento Mensuração e acumulação 55 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de gestão � Modelo de informação – Operacionais • Necessidade de controle físico-operacional da empresa • Dados detalhados de transações • Exemplos: faturamento, controle de estoque, folha de pagamento – Gerenciais • Necessidade de avaliação de desempenho e tomada de decisão • Deve possibilitar simulação de alternativas, planejamento de objetivos e acompanhamentode resultados • Exemplos: custeio, orçamento, contabilidade gerencial – Informações sobre ambiente externo e interno • Naturezas e fontes diversas • Dificuldade de padronização • Investimento em pesquisa 56 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Exercício de Análise Ambiental Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de Controle Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de controle � O processo de controle para ter sucesso deve envolver as seguintes etapas: – Prever os resultados das decisões estratégicas e operacionais, através da definição de parâmetros ou padrões de controle de desempenho – Medir o desempenho real – Comparar o desempenho real com o previsto, identificando os fatores que influenciaram na variação – Tomar ações corretivas para que o desempenho previsto seja alcançado, ou reforçar as atividades que tiveram desempenho satisfatório 59 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de controle Desempenho planejado Desempenho real Diagnóstico Decisões da Análise Planejamento estratégico e operacional Execução Comparação Identificação dos causas Ações corretivas e de reforço 60 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Padrões de controle � Quanto à forma – Unitário: padrão de controle com valor único – Intervalo: valores compreendidos em um dado intervalo � Quanto à origem – Interno: informação gerada a partir das atividades da empresa – Externo: informações gerada a partir de pesquisa ou monitoramento do ambiente externo 61 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Padrões de controle � Exemplos – Perda de matéria-prima na produção • De 0% a 1,5% – Meta de market share • 32% do volume de vendas em toneladas – Nível de satisfação do consumidor • Pesquisa através de metodologia própria, identificando alta, média ou baixa satisfação – Liquidez da empresa • Superior a 1,7 62 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Avaliação de Desempenho Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Avaliação de desempenho � O equilíbrio da empresa refere-se a determinado “estado” do sistema que evidencia-se por um conjunto de indicadores, de várias situações – Avaliação • Atribuição de valor, sendo que pode ser entendido num sentido qualitativo (mérito, importância) ou num sentido quantitativo – Mensuração • Atribuição de número a objetos, de acordo com regras, especificando o objetivo a ser medido, a escala a ser usada e as dimensões de unidade 64 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Dimensões de Análise � Representam as dimensões do desempenho da empresa, que simbolizam ângulos diferentes pelos quais podemos avaliar ou mensurar resultados – Amplitude: Global, Divisional e Funcional – Tempo: Curto, Médio e Longo Prazos – Qualidade: Eficácia e Eficiência – Ocorrência: Planejado, Em realização, e Realizado – Natureza: Operacional, Financeira e Econômica Dimensão Amplitude Dimensão Natureza D im e n sã o Q u a lid a d e 65 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Dimensões de Análise � Amplitude – Global • Avaliação total, interesse interno e externo • Comparações com outras empresas – Divisional • Unidade de negócio, forma de gestão • Interesse interno, responsabilidade de um gestor específico • Comparação de desempenho entre divisões – Funcional • Desempenho individual ou funcional, que refere-se a atividades próprias dos cargos ou funções ocupados 66 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Dimensões de Análise � Tempo – Não existem parâmetros claros para classificação na dimensão • Podemos adotar ciclo operacional, ano civil – Fundamental delimitar período para avaliação 67 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Dimensões de Análise � Qualidade – Eficácia • Refere-se à obtenção dos resultados desejados, planejados – Eficiência • Refere-se à relação recursos consumidos / resultados gerados – A noção de eficácia inclui a de eficiência 68 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Dimensões de Análise � Ocorrência – Planejado • Refere-se a atividades a serem realizadas (futuro) • Orientação do desempenho – Em realização • Refere-se às atividades que ainda não completaram seu ciclo de processamento • Permite correções de rumo a fim de garantir o atendimento dos objetivos – Realizado • Resultante do ciclo completo das atividades • Não admite correções 69 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Dimensões de Análise � Natureza – Operacional • Diretamente relacionadas ao processamento dos recursos, interfere diretamente no resultado econômico – Financeira • Envolve prazos de pagamento e recebimento dos valores envolvidos nas atividades • Entrada e saída de recursos financeiros – Econômica • Reflete a mensuração dos resultados obtidos nas atividades operacional • Capacidade de reposição dos recursos consumidos 70 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Avaliação de desempenho � Correlação entre os indicadores Indicadores Operacionais REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES Indicadores Financeiros PRAZO / FLUXO DE CAIXA Indicadores Econômicos LUCRO / RIQUEZA / VALOR 71 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Avaliação de desempenho � Principais interessados (stakeholders) – Gestores – Sócio / Acionista – Investidores – Credores – Colaboradores – Clientes e Fornecedores � Outros interessados – Governo – Bolsa de Valores – Entidades Patronais / Sindicatos – Comunidade Próxima – Outras Entidades � Princípios da Governança Corporativa � Transparência � Equidade � Prestação de Contas � Responsabilidade Corporativa 72 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Mensuração Econômico-Financeira Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fluxo econômico X Fluxo financeiro � Praticamente todas as decisões tomadas em uma empresa têm consequências sobre os resultados econômico, financeiro e patrimonial. Para a perfeita compreensão e visualização destas consequências é necessário distinguir as diferenças entre os fluxos econômico e financeiro, possibilitando responder aos seguintes tipos de questões: – Por que o aumento no saldo em caixa (disponibilidades) de uma empresa não é igual ao lucro obtido? – Qual a justificativa para que uma empresa obtenha lucro e, mesmo assim, apresente problemas de caixa? 74 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Fluxo econômico X Fluxo financeiro � Fluxo Econômico – O resultado econômico é aquele obtido através da demonstração de resultado do exercício (DRE). É o lucro ou prejuízo contábil. O resultado apurado pela contabilidade retrata o fluxo econômico e não o financeiro, pois o resultado econômico é apurado pelo regime de competência e não pelo regime de caixa. Todas as movimentações da empresa, a prazo ou a vista, que afetam o resultado apurado pelo regime de competência formam o fluxo econômico. � Fluxo Financeiro – O resultado financeiro é aquele obtido através da elaboração do fluxo de caixa, onde são consideradas todas as entradas e saídas de capital, mesmo que estas entradas e saídas não representem receitas ou despesas provenientes da comercialização de bens e serviços, tais como obtenção e amortização de empréstimos, aumento do capital social em dinheiro, distribuição de lucros e pagamento de dividendos. 75 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Mensuração econômico-financeira � Objetivo – Entender a situação econômico-financeira da empresa através de um conjunto de indicadores representativos. • Liquidez: situação financeira • Rentabilidade / Lucratividade: situação econômica • Endividamento: estrutura das fontes de financiamento ENDIVIDAMENTO LIQUIDEZ RENTABILIDADE 76 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Mensuração econômico-financeira � Algumas técnicas de análise – Indicadores • Resultado da divisão/combinação de valores o Cálculo: aplicação da fórmula o Interpretação:entender o significado do resultado obtido o Conceituação: saber se é o indicador é bom, razoável ou ruim – Análise Horizontal • Comparação entre valores/indicadores de vários períodos, buscando identificar tendências – Análise Vertical • Relação entre valores, considerando dados de um mesmo período 77 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Balanço Social � Conceito – Demonstração dos recursos e das influências (favoráveis e desfavoráveis) recebidas e transmitidas pelas entidades na promoção humana, social e ecológica � Início – Alemanha, em 1939 a empresa AEG já publicava – EUA, início dos anos 60, quando sofreram pressões sociais em decorrência da participação da Guerra do Vietnã � Reflexão – Qual o papel das empresas como entidades econômicas? – As ações são “verdadeiras” ou somente marketing? 78 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Balanço Social 79 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Balanço Social 80 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Balanced Scorecard � Cada indicador selecionado deve ser um elo da cadeia de relações de causa e efeito que caracterizam a estratégia da empresa Financeiro Retorno sobre o capital investido Clientes Lealdade dos clientes através da pontualidade nas entregas Processos Internos Curtos ciclos de operação Altos níveis de qualidade Aprendizado e Crescimento Treinamento dos colaboradores Crescimento Equilíbrio Maturidade 81 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Balanced Scorecard Objetivos Estratégicos Indicadores Indutores de Desempenho FINANCEIROS •Aumentar resultados ROI •Expandir mix de faturamento Crescimento do faturamento Mix de faturamento •Reduzir a estrutura de custo Variação no custo de depósitos CLIENTES •Aumentar Market share Profundidade do relacionamento •Aumentar satisfação pós-venda Retenção do cliente Pesquisa de satisfação PROCESSOS INTERNO •Conhecer os clientes •Criar produtos inovadores Faturamento novos produtos Ciclo de desenvolvimento de produtos •“Cross-selling dos produtos Grau de “cross-selling” Horas com os clientes •Canais mais adequados Mudança de mix de canais •Minimizar problemas operac. % erros em serviço •Velocidade de resposta APRENDIZADO Treinamento estratégico Satisfação do colaborador Grau de cobertura estratégica Acesso a inform. Estratégica Faturamento/colaborador Grau de disponibilidade inform. estrat. Alinhar objetivos pessoais % alinhamento objetivos pessoais � Exemplo 82 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Análise da Demonstrações Financeiras Contabilidade Executiva Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 83 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 84 Análise dos demonstrativos financeiros � Análise horizontal – Comparação que se faz entre valores de uma mesma conta, grupo de contas ou indicadores, em diferentes períodos – É análise temporal que busca identificar tendências 2009 ∆% 2010 / 2009 2010 ∆% 2011 / 2010 2011 RECEITA LÍQUIDA 4.242.057,00R$ 21,1% 5.136.712,00R$ 8,9% 5.591.374,00R$ (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 1.294.565,00-R$ 20,3% 1.556.806,00-R$ 7,0% 1.666.300,00-R$ (=) LUCRO BRUTO 2.947.492,00R$ 21,5% 3.579.906,00R$ 9,6% 3.925.074,00R$ (-) DESPESAS COM VENDAS 1.496.125,00-R$ 13,9% 1.704.322,00-R$ 14,6% 1.952.740,00-R$ Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 85 Análise dos demonstrativos financeiros � Análise vertical – Relação entre valores, considerando dados de um mesmo período 2009 Part. % 2010 Part. % 2011 Part. % RECEITA LÍQUIDA 4.242.057,00R$ 100,0% 5.136.712,00R$ 100,0% 5.591.374,00R$ 100,0% (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 1.294.565,00-R$ -30,5% 1.556.806,00-R$ -30,3% 1.666.300,00-R$ -29,8% (=) LUCRO BRUTO 2.947.492,00R$ 69,5% 3.579.906,00R$ 69,7% 3.925.074,00R$ 70,2% (-) DESPESAS COM VENDAS 1.496.125,00-R$ -35,3% 1.704.322,00-R$ -33,2% 1.952.740,00-R$ -34,9% Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 86 Análise dos demonstrativos financeiros � Técnicas de análise – Indicadores • Resultado da divisão/combinação de valores • Etapas o Cálculo: aplicação da fórmula o Interpretação: entender o significado do resultado obtido o Conceituação: saber se é o indicador é bom, razoável ou ruim Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 87 Indicadores de liquidez � Visa medir a capacidade de pagamento de uma empresa, cumprir corretamente suas obrigações assumidas � Liquidez corrente – LC = Ativo Circulante Passivo Circulante – É a forma mais comum de medir a liquidez pois trata dos direitos e obrigações circulantes, ou seja, de curto prazo � Liquidez geral – LG = Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo – Retrata a “saúde financeira” levando em consideração além do circulante o longo prazo Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 88 Indicadores de atividade � Estão relacionados à mensuração do ciclo operacional, que envolve a aquisição de insumos ou mercadorias, a transformação em produto acabado, sua venda e recebimento das mesmas � Prazo médio de estocagem – PME = Saldo Médio de Estoque x 360 Custo dos Produtos Vendidos – O resultado será o número de dias que o estoque leva em média para “girar”, transformar-se em Contas a Receber � Prazo médio de pagamento a fornecedores – PMPF = Saldo Médio de Fornecedores x 360 Compras Anuais – O resultado será o número de dias que em média a empresa paga seus fornecedores Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 89 Indicadores de atividade � Prazo médio de recebimento de venda – PMRV = Saldo Médio de Clientes x 360 Vendas Anuais – O resultado será o número de dias que em média a empresa recebe de seus clientes � Questões importantes – Valores médios • Observar a sazonalidade da empresa para que os resultados não sejam distorcidos – Valores anuais • Alguns autores sugerem que o valor anual deve ser, por exemplo, somente as vendas a prazo, neste caso o resultado será o prazo médio somente das vendas a prazo e não a média ponderada Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 90 0 15 20 35 55 70 85Dias CICLO ECONÔMICO CICLO FINANCEIRO CICLO OPERACIONAL Indicadores de atividade PMPF PME PMRV NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 91 Indicadores de endividamento � Demonstra a relação entre o capital próprio e o capital de terceiros na estrutura das fontes de financiamento (passivo) � Relação capital de terceiros / capital próprio – RCCP = Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido – Revela o nível de endividamento da empresa em relação aos recursos próprios � Relação capital de terceiros / passivo total – RCPT = Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo Passivo Total – Mede a porcentagem de representatividade dos recursos de terceiros em relação ao total de fontes de financiamento Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 92 Indicadores de rentabilidade � Estes indicadores visam avaliar os resultados apurados no período, buscando avaliar o potencial econômico da empresa � A análise de rentabilidade não deve ser baseada no valor absoluto do lucro, mas sim na comparação deste com a ativo total, o patrimônio líquido e as receitas de vendas geradas � Rentabilidade de vendas – Margem operacional • MgO = Lucro Operacional Vendas Líquidas • Mede a eficiência da geração de lucro operacional da empresa Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 93 Indicadores de rentabilidade � Rentabilidade de vendas – Margem líquida • MgL = Lucro Líquido Vendas Líquidas • Mede a eficiência da geração de lucro total da empresa � Rentabilidade de vendas – Giro do ativo • GA = Vendas Líquidas Ativo Total Médio • Mede quanta vezes no período o ativo total tornou-se receita Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 94 Indicadores derentabilidade � Retorno sobre o ativo (ROA) – ROA = Margem Líquida x Giro do Ativo ou seja – ROA = Lucro Líquido x Vendas Líquidas Vendas Líquidas Ativo Total Médio – Mede o retorno produzido pelos investimentos que a empresa realizou em seus ativos Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 95 Indicadores de rentabilidade � Retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) – ROE = Lucro Líquido Patrimônio Líquido Médio – Apresenta a rentabilidade do capital investido, comparando o lucro líquido, disponível aos acionistas, em relação ao patrimônio Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 96 Indicadores � EBIT (Earning Before Interest and Taxes) – EBIT = LAJIR (Lucro Antes do Juros e do Imposto de Renda) – Permite estimar o resultado das operações sem a inclusão das receitas ou despesas financeiras � EBITDA (Earning Before Interest, Taxes, Depreciantion and Amortization) – EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação + Amortização + Ajustes de gastos que não afetaram o caixa – Demonstra a capacidade operacional da empresa na geração de fluxo de caixa operacional, independente da forma da decisão de financiamento da empresa – É um indicador globalizado muito utilizado pelas empresas de capital aberto Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 97 Valor para o acionista � Rentabilidade oferecida for suficiente para remunerar o custo de oportunidade do capital do acionista (próprio) � Estrutura ESTRATÉGIAS FINANCEIRAS e COMPETÊNCIAS DISTINTIVAS CRIAÇÃO DE VALOR VALOR DE MERCADO (RIQUEZA) Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 98 Valor para o acionista � Gestão voltada para geração de riqueza dos acionistas � Governança corporativa – Princípios • Senso de justiça, equidade no tratamento dos shareholders (fairness) • Transparência nas informações (disclosure) • Prestação de contas responsável, fundamentada nas melhores práticas contábeis e de auditoria (accountability) • Conformidade legal no cumprimento de normas reguladoras, internas e externas (compliance) Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 99 Valor para o acionista � Governança corporativa no Brasil – Características predominantes da prática • Financiamento predominante: dívida e geração de caixa • Propriedade e controle acionário: alta concentração • Conflitos de agência: majoritários versus minoritários • Proteção legal dos minoritários: fraca • Liquidez da participação acionária: especulativa e oscilante • Propriedade e gestão: sobreposição • Conselho de administração: baixa eficácia • Forças de controle mais atuantes: internas • Governança: estágio inicial Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Análise dinâmica de Capital de Giro 100 Finanças para não financeiros Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 101 Análise dinâmica do capital de giro � A administração do capital de giro é peça fundamental no equilíbrio financeiro de uma empresa – Liquidez – Busca adequada de fontes de financiamento – Alto custo financeiro no mercado brasileiro � Indicadores de avaliação – Capital de Giro (CDG) ou Capital Circulante Líquido – Necessidade de Capital de Giro (NCG) – Saldo de Tesouraria (ST) ou Saldo Disponível – Necessidade Total de Financiamento Permanente (NTFP) Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 102 Análise dinâmica do capital de giro � Capital de giro (CDG) = Passivo Permanente – Ativo Permanente ou = (Ativo Financeiro + Ativo Operacional) – (Passivo Financeiro + Passivo Operacional) � Necessidade de capital de giro (NCG) = Ativo Operacional – Passivo Operacional � Saldo de Tesouraria (TES) = Ativo Financeiro – Passivo Financeiro ou = CDG – NCG Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 103 Análise dinâmica do capital de giro � Reclassificação das contas patrimoniais – Tradicional: liquidez – Análise dinâmica • Contas Operacionais ou Cíclicas: saldos com relação direta com o nível de atividade, sendo renovadas constantemente • Contas Financeiras: saldos sem relação direta com o nível de atividade operacional o Está ligado ao resultado não operacional • Contas Permanentes: saldo com característica de longo prazo Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 104 Análise dinâmica do capital de giro � Reclassificação Circulante Longo Prazo Permanente Financeira Permanente Exceções Operacional (Cíclica) Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 105 Análise dinâmica do capital de giro � Análise Capital de Giro Ativo Operacional (Cíclica) Ativo Financeiro Ativo Permanente Passivo Operacional (Cíclica) Passivo Financeiro Passivo Permanente Capital de Giro Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 106 Análise dinâmica do capital de giro � Análise Necessidade de Capital de Giro Ativo Operacional (Cíclica) Ativo Financeiro Ativo Permanente Passivo Operacional (Cíclica) Passivo Financeiro Passivo Permanente Necessidade de Capital de Giro Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 107 Análise dinâmica do capital de giro � Análise Tesouraria Ativo Operacional (Cíclica) Ativo Financeiro Ativo Permanente Passivo Operacional (Cíclica) Passivo Financeiro Passivo Permanente Tesouraria Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho 108 Análise dinâmica do capital de giro � Efeito tesoura: Risco de Insolvência CDG NCG zero ST = 0 CDG = 0 Baixo Risco Alto RiscoMédio Risco CDG > NCG ST > 0 CDGOrientação da Decisão de Preço � Teoria econômica – Conhecimento da curva de oferta e demanda, concorrência perfeita � Custos – Gestão dos gastos e adição da margem de lucro desejada � Mercado – Valor percebido pelo cliente � Aspectos Tributários 118 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Análise Custo-Volume-Lucro • Lucro Presumido Receita bruta X - ICMS ICMS X Receita líquida X – ICMS X - CPV C Lucro bruto X – ICMS X – C -Despesa fixas DF - Despesa variáveis DV X Lucro operacional X – ICMS X – C – DF – DV X - CSLL CS X - IRPJ IR X Lucro líquido X – ICMS X – C – DF – DV X – CS X – IR X = MG X X = ( C + DF ) 1 – ICMS – DV – CS – IR – MG 119 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho • Lucro Real Receita bruta X - ICMS ICMS X Receita líquida X – ICMS X - CPV C Lucro bruto X – ICMS X – C - Despesa fixas DF - Despesa variáveis DV X Lucro operacional X – ICMS X – C – DF – DV X - CSLL CS [ X – ICMS X – C – DF – DV X ] - IRPJ IR [ X – ICMS X – C – DF – DV X ] Lucro líquido X – ICMS X – C – DF – DV X – CS X + CS ICMS X + CS C + CS DF + CS DV X – IR X + IR ICMS X + IR C + IR DF + IR DV X = MG X X = ( 1 – CS – IR ) ( C + DF ) 1 – ICMS – DV – CS + CSxICMS + CSxDV – IR + IRxICMS + IRxDV - MG Análise Custo-Volume-Lucro 120 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Definição de orçamento � Representa um plano futuro de utilização dos recursos empresariais, alinhado com a estratégia da empresa, para um período determinado � Mensura informações qualitativas e quantitativas do planejamento operacional, transformando-as em informações financeiras � É o planejamento do resultado econômico 122 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento x Processo de controle Desempenho planejado Desempenho real Diagnóstico Decisões da Análise Planejamento estratégico e operacional Execução Comparação Identificação dos causas Ações corretivas e de reforço � É o melhor exemplo de um processo de controle 123 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento x Processo de Gestão Planejamento Estratégico Planejamento Operacional • Longo �Médio • Curto Execução Controle 124 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento x Processo de Gestão Planejamento Estratégico Missão, Visão, Estratégias e Políticas Desempenho Histórico X Avaliação Ambiental X Expectativa Stakeholders Planejamento Operacional Processos, Estrutura, Pessoas Plano Orçamentário Mensuração, Prazos, Resultados Sistema de Informações Gerencial • Acumulação • Simulação • Planejamento Controle Orçamentário Processo De Controle Tomada de Decisão 125 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Objetivos do Orçamento �Meio para planejamento e projeções � Sistema de autorização de utilização de recursos � Canal de comunicação � Coordenação de atividades � Instrumento de motivação � Instrumento de avaliação e controle 126 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Vantagens do Orçamento � Fornece um meio de comunicar os planos a toda organização. � Forçam os gerentes a pensar e planejar o futuro, e não somente cuidar das atividades do dia-a-dia. � Proporcionam aumento da eficiência, relação recursos consumidos e resultados gerados. � O processo orçamentário identifica faltas ou excessos de recursos antes que eles ocorram � É um ferramental de coordenação de atividades entre as diversas áreas e gestores � Ferramenta de aprendizado corporativo � Facilitam o alcance de objetivos da empresa e subsequente avaliação de desempenho 127 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento Participativo x Centralizado � O sucesso de um processo orçamentário em grande parte será determinado pelo modo como foi realizado � O Orçamento Participativo é aquele elaborado com a cooperação e a participação plena dos gestores, em todos os níveis � Vantagens – Desenvolvimento do espírito de equipe e respeito as opiniões e julgamentos de todos – As previsões são realizadas pelas pessoas mais próximas da operação da empresa, sendo assim mais confiáveis – É aceito com mais facilidade por todos, não existe a possibilidade de culpar “alguém” pelo seu não cumprimento ou fracasso 128 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Despesas Administrativas e Vendas Mão-de-obra Materiais (estoques) Gastos gerais de fabricação Orçamento de Resultados (DRE) Orçamento de Fluxo de Caixa Orçamento Patrimonial (Balanço) Análise Gerencial Padrões Feedback Funcionamento do Orçamento 129 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Processo de Elaboração Atividades � Preparação do Modelo e informações iniciais � Aprovação Inicial e definição das diretrizes � Reunião de apresentação aos gestores – Discussão do cronograma e atividades � Retorno das informações � Consolidação revisão e ajustes � Análise final e aprovação � Apresentação aos gestores � Controle e elaboração de relatórios � Avaliação das variações � Revisões periódicas Responsável/Envolvidos Controladoria Comitê Orçamento Controladoria / Gestores Gestores Controladoria Comitê Orçamento Controladoria / Gestores Controladoria Comitê Orçamento / Gestores Comitê Orçamento 130 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Despesas Administrativas e Vendas Mão-de-obra Materiais (estoques) Gastos gerais de fabricação Orçamento de Resultados (DRE) Orçamento de Fluxo de Caixa Orçamento Patrimonial (Balanço) Análise Gerencial Padrões Feedback Funcionamento do Orçamento 131 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas � Principais técnicas de Previsões e Metas de Vendas – Apuração da tendência de vendas • Reconhecer tendências de crescimento, estabilidade ou queda das vendas • Análise do ciclo de vida do produto • Análise de variações sazonais e os efeitos dos ciclos econômicos de expansão ou contração nos negócios • Risco o Ancoragem da análise, olhar somente para o passado 132 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas � Principais técnicas de Previsões e Metas de Vendas – Opiniões da equipe de vendas • Coleta das análises de vendas futuras na área de atuação de cada equipe, sendo o seu somatório a previsão total da empresa • Reforça o envolvimento da equipe no processo • Riscos o Metas subestimadas, gerando um quota de venda mais favorável o Normalmente é uma visão mais “micro”, não leva em consideração variáveis externas ou necessidades gerais da empresa (retorno sobre capital, geração de caixa) 133 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas � Principais técnicas de Previsões e Metas de Vendas – Opiniões dos Executivos e Especialistas • A previsão de vendas resulta da experiência de executivos e especialistas do setor de atuação da empresa • Essas opiniões são confrontadas, a fim de obter consenso, e normalmente subsidiadas por pesquisas, estudos etc. • Riscos o Baixo envolvimento da equipe de vendas o É uma visão mais “macro”, não leva em consideração as restrições operacionais 134 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas � Principais técnicas de Previsões e Metas de Vendas – Análise da indústria • É a comparação da demanda esperada informações gerais da indústria, como: o Análise dos concorrentes diretos: capacidade instalada e novos investimentos, pontos fortes e fracos, lançamento de produtos etc. o Capacidade dos principais fornecedores e compradores frente aos seus planos o Market share atual, novos canais de comercialização etc. • Risco o Dificuldade na obtenção de informações externas o Informação precisa ou estimada? 135 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas � Principais técnicas de Previsões e Metas de Vendas– Análise correlacional • Identifica fatores ambientais, normalmente expresso através de indicadores, que condicionam a demanda do produto • Exemplo o Melhoria da renda per capita = melhor de desempenho de produtos de consumo o Menor taxa de juros = mais compras a prazo o Maior fluxo de capital estrangeiro = redução da taxa do dólar • Risco o Erro na análise ou mudança na correlação 136 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas � Principais técnicas de Previsões e Metas de Vendas – Abordagem Múltipla • As empresas normalmente não adotam uma única técnica de previsão, mas sim uma abordagem múltipla, levando em consideração as diversas fontes de informações, ponderadas por “peso” 137 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas �Objetivo –Maximizar a receita –Eficácia 138 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Formato do Orçamento de Venda • Vinculado ao processo de gestão – detalhamento JAN FEV MAR ABR ... PRODUTO A - Região 1 - Região 2 - Região 3 PRODUTO B - Região 1 - Região 2 - Região 3 JAN FEV MAR ABR ... REGIÃO 1 - Produto A - Produto B - Produto C REGIÃO 2 - Produto A - Produto B - Produto C Quantidade e Receita 139 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Despesas Administrativas e Vendas Mão-de-obra Materiais (estoques) Gastos gerais de fabricação Orçamento de Resultados (DRE) Orçamento de Fluxo de Caixa Orçamento Patrimonial (Balanço) Análise Gerencial Padrões Feedback Funcionamento do Orçamento 140 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Política de estoques – Planejamento dos saldos em estoque – Custo de armazenagem x Custo de set up � Análise da capacidade instalada – Identificação de gargalos ou ociosidade – Ampliação de turnos, novos investimentos – Curva de demanda x curva de produção, sazonalidade – Capacidade instalada de terceiros � Gastos com colaboradores (centro de custo) – Contratação/demissão/período de férias – Capacitação/treinamento – Número x Função x Salário – Horas extras – Encargos e benefícios – Uniformes e EPI – Outros Volume de Vendas Volume de Produção Volume de Compras 141 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Gastos gerais de fabricação (centro de custo) – Demanda de energia elétrica – Depreciação e amortização dos ativos – Manutenção – Serviços de terceiros – Outros Volume de Vendas Volume de Produção Volume de Compras 142 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Curva de demanda x curva de produção (exemplo 1) jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Volume Venda (Demanda) Produção (Oferta) Capacidade Instalada 143 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Curva de demanda x curva de produção (cerveja) jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Volume Venda (Demanda) Produção (Oferta) Capacidade Instalada 144 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Curva de demanda x curva de produção (ovo de páscoa) jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Volume Venda (Demanda) Produção (Oferta) Capacidade Instalada 145 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção • Formato JAN FEV MAR ABR ... PRODUTO A Volume de Vendas 1.000 1.000 1.000 1.000 (+) Saldo Final de Estoque - 20% 200 200 200 200 (-) Saldo Inicial 250 200 200 200 (=) Necessidade de Produção 950 1.000 1.000 1.000 PRODUTO B Volume de Vendas 1.000 500 1.200 600 (+) Saldo Final de Estoque - 20% 100 240 120 250 (-) Saldo Inicial 250 100 240 120 (=) Necessidade de Produção 850 640 1.080 730 400 600 800 1.000 1.200 JAN FEV M AR ABR Estoque de Segurança Estoque de Segurança 146 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Lote Econômico de Produção (LEP) – Quando a empresa fabrica diversos produtos, é preciso decidir quantas unidades de um produto devem ser fabricadas, antes de iniciar a fabricação de outro produto, ou seja o tamanho do lote – O LEP é o tamanho do lote que minimiza os custos operacionais envolvidos • Armazenagem o Espaço físico, manipulação, guarda e controle, custo financeiro do capital de giro etc. • Preparação de máquinas (set up) o Aquecimento, ajuste, limpeza, troca de ferramental etc. • Não existência do estoque o Não realização de vendas 147 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Lote Econômico de Produção (LEP) - Gráfico Tamanho do Lote de Produção Custo Associados 200 400 600 800 1.000 $100 $200 $300 $400 $500 Custo anual de Armazenagem (unitário) Custo de set up (por unidade) Custo total LEP 148 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção • Compras de Materiais – Produto Acabado > Conjuntos > Componentes > Matérias-primas Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção � Política de estoques: planejamento dos saldos em estoque – Custo de armazenagem x Custo de compra • Lote econômico de compra – Processo de compra • Cotação, contrato anual, importação – Estimativa de preços • Possíveis variações, sazonalidade – Avaliar substitutos Volume de Vendas Volume de Produção Volume de Compras 150 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção • Compra de Materiais – Relação produto acabado x material • Considerar perdas habituais Estoque de Segurança Estoque de Segurança JAN FEV MAR ABR ... MATÉRIA-PRIMA A Necessidade de Produção 950 1.000 1.000 1.000 (+) Saldo Final de Estoque - 10% 100 100 100 100 (-) Saldo Inicial 450 100 100 100 (=) Necessidade de Compra 600 1.000 1.000 1.000 COMPONENTE B Necessidade de Produção 850 640 1.080 730 (+) Saldo Final de Estoque - 25% 160 270 183 350 (-) Saldo Inicial 380 160 270 183 (=) Necessidade de Compra 630 750 993 898 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Produção �Objetivo –Maximizar os recursos/ativos –Eficiência 152 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Despesas Administrativas e Vendas Mão-de-obra Materiais (estoques) Gastos gerais de fabricação Orçamento de Resultados (DRE) Orçamento de Fluxo de Caixa Orçamento Patrimonial (Balanço) Análise Gerencial Padrões Feedback Funcionamento do Orçamento 153 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Despesas • Por centro de custo • Gasto com colaboradores – Contratação/demissão/ período de férias – Capacitação/treinamento – Número x Função x Salário – Horas extras – Encargos e benefícios – Multas e rescisões – Outros • Infraestrutura – Espaço físico – Comunicação – Energia elétrica – Móveis e utensílios – Sistemas de informação – Depreciação e amortização dos ativos – Manutenção de ativos – Serviços de terceiros – Outros 154 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Despesas �Objetivo –Maximizar os recursos/ativos –Eficiência 155 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Despesas Administrativas e Vendas Mão-de-obra Materiais (estoques) Gastos gerais de fabricação Orçamento de Resultados (DRE) Orçamento de Fluxo de Caixa Orçamento Patrimonial (Balanço) Análise Gerencial Padrões Feedback Funcionamento do Orçamento 156 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento Econômico-Financeiro 1. Demonstração de resultado – Mais fácil de ser elaborado, resume todos os impactos econômicos – Formato: relatórios contábeis/gerenciais 2. Fluxo de caixa – DRE de acordo com os prazos de recebimento e pagamento – Necessidade de novos investimentos: imobilizado e diferido – Identifica necessidade de capital de giro e permanente 3.Balanço patrimonial – Movimentação dos saldos: saldo inicial + entradas - saídas 157 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Despesas �Objetivo –Estabelecer metas –Estabelecer padrões de controle 158 Controladoria| Valter Pereira Francisco Filho Orçamento de Vendas Orçamento de Produção Orçamento de Despesas Administrativas e Vendas Mão-de-obra Materiais (estoques) Gastos gerais de fabricação Orçamento de Resultados (DRE) Orçamento de Fluxo de Caixa Orçamento Patrimonial (Balanço) Análise Gerencial Padrões Feedback Funcionamento do Orçamento 159