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■■ INVENTÁRIO E PARTILHA ■ Conceito O inventário é o procedimento judicial ou extrajudicial destinado a identificar, avaliar e administrar os bens, direitos e dívidas deixados por uma pessoa falecida, para posterior partilha entre os herdeiros. A partilha é o ato que divide o patrimônio do falecido entre os sucessores. ■ Base legal: arts. 610 a 673 do CPC/2015. ■ Quem pode requerer o inventário Conforme o art. 615 do CPC, podem requerer: Cônjuge ou companheiro sobrevivente; Herdeiro; Testamenteiro; Inventariante nomeado; Ministério Público (se houver incapaz); Fazenda Pública (para defesa fiscal). ■ Prazo Deve ser aberto em até 2 meses da morte e concluído em até 12 meses, podendo ser prorrogado por motivo justo (art. 611 CPC). ■■ Modalidades 1. Judicial: obrigatório se há menor, incapaz ou testamento. 2. Extrajudicial: feito em cartório, com todos os herdeiros maiores, capazes e concordes, sem testamento e com advogado. ■ Inventariante Responsável por administrar os bens e prestar contas. Ordem de nomeação (art. 617 CPC): cônjuge → herdeiro → testamenteiro → pessoa idônea. ■ Etapas do inventário judicial 1. Abertura e nomeação do inventariante; 2. Primeiras declarações; 3. Avaliação dos bens; 4. Pagamento do ITCMD; 5. Plano de partilha; 6. Manifestação das partes e MP; 7. Homologação judicial; 8. Expedição dos formais de partilha. ■ Partilha Amigável: feita por consenso. Litigiosa: feita pelo juiz. Efeitos: transfere propriedade e extingue condomínio hereditário. ■■ Inventário negativo Usado quando o falecido não deixou bens — comprova inexistência patrimonial para fins legais e fiscais. ■■ EMBARGOS DE TERCEIRO ■ Conceito Ação autônoma de quem não é parte no processo, mas sofre constrição injusta sobre bem que possui ou de sua propriedade. Finalidade: proteger posse ou propriedade do terceiro de ato judicial indevido. ■ Base legal: arts. 674 a 681 do CPC/2015. ■ Quem pode propor Proprietário ou possuidor do bem constrito; Cônjuge ou companheiro atingido por ato sobre bem comum; Adquirente de boa-fé (Súmula 84/STJ); Credor com garantia real. ■■■■ Contra quem são opostos Contra quem promoveu o ato constritivo e o beneficiário da constrição. ■ Prazo Enquanto durar a constrição, ou até 5 dias após arrematação/adjudicação/remição (antes da assinatura da carta). ■■ Competência Mesmo juízo que determinou a constrição. ■ Provas necessárias Documentos que demonstrem posse ou domínio (registro, contrato, nota fiscal etc.) e prova da boa-fé. ■■ Efeitos Possibilidade de suspensão da constrição (art. 678 CPC) e liberação do bem. ■ Súmulas importantes - Súmula 84/STJ: cabem embargos de terceiro fundados em posse advinda de contrato de compra e venda sem registro. - Súmula 195/STJ: não cabem embargos de terceiro de quem detém apenas a posse direta em contrato de arrendamento mercantil. ■■ Quadro-Resumo AçãoAutônoma, rito especial FinalidadeProteger posse ou propriedade de terceiro Legitimidade ativaProprietário, possuidor, cônjuge, adquirente de boa-fé Legitimado passivoAutor do ato constritivo e beneficiário PrazoEnquanto durar a constrição ou até 5 dias após arrematação Juízo competenteMesmo que determinou a constrição Efeito principalSuspensão ou liberação do bem Base legalArts. 674 a 681 do CPC