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Reforma tributária e a constituição de 1988 Há um sentimento generalizado na sociedade brasileira de que a reforma tributária tornou-se um assunto de mera importância. As rápidas transformações pelas quais a economia mundial vem passando nos últimos anos, em particular a intensa integração entre os merca-dos, deixam pouca margem a um sistema tributário fazendo com que o crescimento econômico e sofra certa redução e a produção da economia do país. Grande parte das deficiências do sistema tributário nacional tem origem na Constituição federal de 1988, que reformou amplamente o papel do Estado na economia, inclusive a tributação, conforme o autor (piketti Thomas, 2014). a reforma tributária, de mera importância, é uma medida em que foi criada e mencionada na constituição de 1988, o qual o objetivo é cobrar impostos sobre bens ou serviços, sendo um recurso importante para política econômica visando tributos como a taxa e as contribuições de melhoria que seriam algumas de sua espécie, mencionada no art 3º do código tributário nacional. Atkinson e Stiglitz (1980) fazem uma interessante discussão sobre o papel normativo das finanças públicas. O exemplo é um imposto indireto sobre todas as mercadorias. A questão é se a alíquota deveria ser a mesma para todos os bens ou deveria ser diferenciada de acordo com o grau de essencialidade do produto. A resposta depende do objetivo. Se o objetivo é maximizar-se a eficiência do sistema econômico, então uma alíquota uniforme é a mais recomendada porque minimiza distorções. No Entanto o objetivo do sistema tributário é distribuir renda, bens de luxo deveriam ser tributados mais pesadamente. A conclusão a que se chega é que o desenho do sistema tributário ótimo não indica a alíquota exata sobre cada mercadoria, mas procura relacionar os objetivos de política e as políticas propriamente ditas, conforme o autor ( Atkinson e stiglitz, 1980). o imposto indireto tem um grande papel normativo das finanças públicas, pois o objetivo desse imposto é buscar a taxa nas transações comerciais, de modo que é repassado ao consumidor final, transando consigo um impacto econômico em relação ao poder de compra das pessoas. No entanto, a alíquota sobre a mercadoria não é exata em relação ao sistema tributário Mas procurando relacionar os objetivos políticos. Para concluir o assunto , o tributo indireto é um grande desafio da gestão tributária nas empresas por exemplo, mas sujeito a riscos fiscais. Esses tributos são Embutidos no preço final dos produtos e pagos de forma indireta pelos consumidores, com isso maximizando o sistema econômico. O sistema tributário seria nada menos que um conjunto do recolhimento de taxas, impostos e por fim as contribuições em que o estado irá obter recursos para cumprir tais funções. A tributação e a desigualdade social O combate às desigualdades sociais pela via da tributação se dá não só pela redistribuição de renda, através da introdução de prestações positivas aos mais pobres, a partir de recursos orçamentários obtidos por meio da tributação dos mais ricos, mas ainda pela distribuição de rendas, que não tem propriamente o conteúdo distributivo, mas baseia-se se apenas nas receitas e na ideia de divisão justa do ônus fiscal pela capacidade contributiva, por meio da progressividade e da tributação sobre as grandes riquezas, a fim de evitar a concentração de renda. Deste modo, independentemente das prestações estatais positivas a serem financiadas pelas receitas públicas, a tributação das altas rendas e patrimônios constitui uma forma de fazer dos ricos um pouco menos ricos, o que acaba por assegurar uma maior igualdade social já que esses recursos são destinados a outros segmentos sociais, conforme o autor ( thomas piketty, 1997). O combate as desigualdades sociais ocorre em duas situações, pela redistribuição em que consiste taxas as pessoas mais ricas para benefício dos pobres, e pela distribuição de renda em que a arrecadação faz com que as pessoas mais ricas se tornem menos ricas, trazendo a igualdade social e o controle das crises financeiras. Quanto às desigualdades sociais , através da tributação ocorre pela redistribuição de renda, onde recursos dos mais ricos ajudam os mais pobres. Isso inclui também uma divisão justa dos impostos, baseada na capacidade de cada um contribuir. A tributação sobre grandes riquezas de alguma forma evita a concentração de renda, tornando os ricos um pouco menos ricos e promovendo maior igualdade social, já que esses recursos vão para outros grupos. A tributação sobre bens e serviços O Brasil enfrenta muitos problemas com seu sistema de tributação de bens e serviços, que está longe do ideal. Especialistas concordam que é necessária uma reforma simplificadora, que envolva a fusão ou substituição de vários tributos como ICMS, ISS, IPI, PIS/COFINS, e a implementação de um IVA com características que sigam boas práticas internacionais. Esse IVA deveria ser cobrado no destino, com crédito integral e uma base ampla, incluindo todos os bens e serviços, limitando alíquotas reduzidas e isenções. As principais controvérsias estão na elaboração e implementação dessa reforma. Diversas propostas de reforma foram apresentadas nas últimas décadas, desde um único IVA federal compartilhado com governos subnacionais a um sistema dual que une tributos federais e estaduais. No entanto, a resistência de estados e municípios em perder autonomia tributária levou a sucessivos fracassos nas reformas e à divisão dos esforços em mudanças menores. A União modernizou a cobrança do PIS/COFINS, enquanto os municípios aumentaram alíquotas do ISS e expandiram a lista de serviços tributáveis. Os estados tentam resolver a guerra fiscal e corrigir problemas do ICMS, mas os avanços têm sido limitados, resultando em um sistema tributário muito ineficiente, conforme o autor (Ajp,Souza, 2016). A atual configuração da tributação de bens e serviços no Brasil apresenta muitos problemas e está longe de ser ideal. A União busca modernizar a cobrança do PIS ou COFINS. Os municípios implementam uma alíquota mínima e aumentam a lista de serviços tributados pelo ISS. Os estados tentam chegar a um acordo, ainda sem sucesso, para acabar com a guerra fiscal e corrigir as distorções do ICMS. Contudo, como mencionado, O Brasil no decorrer dos anos tem sofrido problemas sérios com seu sistema de tributação de bens e serviços, o qual necessitaria de reforma. Alguns Especialistas dizem que uma simplificação é urgente, no que poderá envolver a fusão ou substituição de tributos como o ICMS, ISS, IPI, PIS/COFINS, e a criação de um IVA que siga boas práticas internacionais. Este IVA por exemplo deve ser cobrado no local do consumo, com crédito total e uma base ampla, com isso englobando todos os bens e serviços da reforma tributária tornado-a limitada á alíquotas reduzidas e isenções. A elaboração e implementação dessa reforma o correram algumas controvérsias. PIKETTY, Thomas. O Capital no Século XXI. Trad. Mônica Baumgarten de Bolle. Rio de Janeiro: Intríseca, 2014. SOUZA, A. J. P. Imposto de renda no Brasil: estudo de distorções, em especial algumas relacionadas à distribuição de lucros das empresas. 2016. Dissertação (Mestrado) - Escola de Administração Fazendária, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Brasília, 2016. Disponível em: . Atkinson A, B. & Stiglitz, J. E. Lectures on public economics. McGraw-Hill Book. 1980.