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Guia 1 
 
AULA 03 - Sistema ONU, dinâmicas norte-sule a perspectiva da escola inglesa 
 
→ Estados passam processo de socialização criando uma sociedade internacional no 
sistema anárquico 
- teoria mais utilizada para discutir as instituições em RI 
 
Buzan busca trazer algumas definições separando a escola Inglesa e 
Institucionalismo Liberal 
 
Diferenças entre escola e teoria dos regimes 
 
Regime liberal 
1. problemas contemporâneos 
2. possui intenções na construção da instituições 
3. atores e interesses são dados sem questionamentos - ex: armamento militar 
4. baseada no positivismo, racionalista - caráter utilitarista 
5. buscam interesses individuais para cooperação 
6. busca temas específicos: direitos humanos,meio ambiente, saúde global 
 
 
Escola Inglesa 
1. Problemas históricos 
2. Possuem intenções, são historicamente construída ex: respeito a diplomacia e a 
soberania 
3. relação simbiótica - estrutura mutuamente constituída 
4. baseada no direito internacional, história e sociológica 
5. buscam entender os valores compartilhados entre os atores 
6. visão sistêmico e estrutural 
 
Buzan acreditava que a definição era muito generalista 
 
Tipos de instituições 
 
Normas - sentido sociológico, comportamento social 
ex: Escola Inglesa → instituições primárias - para ser parte ser parte da sociedade 
internacional é necessário compartilhar dos mesmo valores 
 
Regra - sentido de formalização 
ex: Teoria dos Regimes → Instituições Liberais - ONU, OMC, FMI 
Escola Inglesa denomina essas instituições como secundárias 
 
Regimes - conjunto de princípios, regras,normas e processo decisório (chamamos de regime 
pq nao forma organizações internacionais) - exemplo direitos humanos podemos abordar 
direito das mulheres, crianças refugiados) 
ex: Institucionalismo lberal - Teoria dos Regimes 
 Instituições secundárias 
 
Instituições primárias 
 
 
- são produtos de um certo tipo de sociedade internacional, de uma ordem social 
liberal 
 
Caraterísticas: 
- práticas relativamente (estáveis) fundamentais e duráveis - projeção (repetição) de 
práticas sociais 
ex: o colonialismo era visto como levar a civilização e atualmente mudou com a 
emergência do terceiro mundo 
- constitutivas dos atores e padrões de atividade 
 
Logo as instituições internacionais são: 
- sociedades internacionais pluralistas (sobretudo europeias) e , não um modelo 
universal e atemporal 
- apesar de duráveis, podem ser mudadas → isso leva ao declínio imperialista e a 
emergência do terceiro mundo 
- nao sao permanente passam por ciclos de ascensão 
- mudanças de adaptação - ex: soberania; declínio - ex: legitimidade da guerra 
- centralidade estatal 
 
 
EMERGÊNCIA DO TERCEIRO MUNDO 
- muitos atores ainda não independentes não fizeram parte da ONU 
- anos 50, países que não queriam participar da bipolaridade da 2 Guerra Mundial: 
não-alinhados 
 
● Guerra Fria – especialmente entre 1955 e 1978 
● Teoria dos mundos – primeiro, segundo e terceiro mundo 
● Protagonismo da periferia 
● Independência da Índia (1947) 
● Revolução Chinesa (1949) 
● Movimentos de descolonização na Ásia e na África (anos 1950-70) 
● America Latina nao participa - maioria independente 
 
FASES 
 
● 1955 a 1967: lutas de libertação na África e Ásia 
- Conferência de Bandung, UNCTAD G-77, Não-alinhados 
 
● 1967 a 1978: demandas se concentram em uma nova ordem econômica 
internacional 
- redefinição do desenvolvimento a partir do terceiro para o terceiro mundo 
- necessidade da cooperação sul-sul 
 
A revolta contra o ocidente ? 
- países ásia e áfrica conquistar sua independentes 
- revolta política e intelectual - autodeterminação dos povos (críticas de tutelas de 
potências europeias) 
 
 
 
Conferência de Bandung (1955) 
- contexto guerra fria e primeira conferência após reunião da ONU 
- buscavam estratégias de atuação externa mais independentes 
- Luta econômica Norte-Sul 
- As diferenças eram um ganho para esses países (opsoto ao liberalismo 
universalizante) 
 
Demandas: 
- acelerar a descolonizaçao 
- garantir o não-alinhamento 
- autonomia e soberania 
 
- os grandes líderes desses movimentos apoiavam as lutas armadas 
 
 
Nacionalismo arabe e a crise de suez (1956-57) 
- Nasser nacionaliza o canal de Suez 
- simbolizou o fim do Império Britânico e francês no Oriente 
- EUA - acreditava que o egito estava se armando junto com a URSS 
- Inglaterra e França participar de uma intervenção militar com Israel no canal 
 
Movimento dos não alinhados 
- defendem a independência de países colonizados e extrair benefícios 
- “liberar para se posicionar” 
 
Terceiro mundo na ONU possui vitórias com: 
● criação do comitê especial de descolonização (1962) 
● criaçao de um comite especial contra o apartheid (1962) 
● acordo sobre a Convenção para eliminação da disciminaçai racial (1966) 
 
UNCTAD - 1964 
- agência da ONU 
- acelerar o desenvolvimento econômico no terceiro mundo 
- comércio mais equilibrado entre o Norte e Sul 
 
G-77 
- promover seus interesses econômicos coletivos → empregos 
- melhor a capacidade de negociação conjunta a Nações Unidos → pressão 
 
Direito Internacional 
- autodeterminação ec: do Saara ocidenta - ocupado por Marrocos 
descolonização e o direito de usar a força em guerras de libertação nacional - radical 
- discriminaçao racial 
 
Conferência Tricontinental de Havana - 1966 
- caráter de solidariedade revolucionária, condenando o imperialismo, colonialismo e 
neocolonialismo 
- protagonismo da américa latina 
 
 
- agenda de desenvolvimento para o terceiro mundo 
 
Conferência de Lusaka - 1970 
- países periféricos não devem esperar pela benevolência dos países ricos para a 
criação de uma nova ordem internacional 
- busca maior controle de recursos naturais; desenvolvimento tecnológico proprio; 
melhorar o sistema educacional, cooperação económica; aumento do intercâmbio 
comercial 
- reconhecimento das desigualdades 
- uso justo dos recursos naturais - PETRÓLEO 
 
 
Conferência de Angel - 1973 
- Países-membros pediram ao secretário-geral da ONU para convocar uma sessão 
extraordinária da Assembleia Geral para discutir problemas relacionados ao 
comércio de matérias-primas e desenvolvimento. 
 
- américa latina: coordena a dominação colonial, luta pela liberdade de Porto Rico 
- oriente médio: reclama das evacuação de territórios por Israel 
- áfrica: condena regimes racista junto com o oriente 
- sudeste asiatico: reconstrução do vietnã 
 
Conferência de Buenos Aires - 1978 
- Primeira tentativa de organizar e institucionalizar a Cooperação Sul-Sul dentro da 
ONU. 
- Desenvolveu o conceito de cooperação técnica baseada na reciprocidade e 
horizontalidade 
- Foco no intercâmbio de conhecimentos 
 
AULA 4: As instituições de bretton woods 
 
*período entre guerras 
● instituições financeiras de bretton woods: FMI, Banco Mundial (ajuda internacional 
como ferramenta de política externa do EUA) 
 
- falha na paz pós 1 Guerra mundial 
- ascensão de regimes totalitários 
- emergência do EUA e american way of life 
- eua exercendo o liberalismo 
- crise de 1929 (demissão em massa, consequência internacional) e new deal (criação 
de obras públicos) 
 
Conferência de B.W (julho de 1944) 
 
- sentimentos de revanchismo e desamparo da população facilitou a aceitação do 
programa 
 
Objetivo: evitar nova crise como a de 1929 e comer os regimes totalitários 
 
 
● preocupação com os avanços do comunismo 
 
- intervenção do Estado a economia 
- reconstrução e desenvolvimento 
- cooperação e comércio internacional 
- implementar estabilidade dos câmbios 
- evitar os erros mesmo pós primeira guerra 
- discussão da criação de um banco mundial 
 
RESULTADO: criação do padrão dólar (reserva de ouro da grã bretanha) Banco Mundial 
(EUA com superávit - maior reserva do ouro; guerra do vietnã) 
 
- Harry White (EUA) propôs a criação do fundo monetário internacional 
- John Keynes (Reino Unido)propõe criação de banco multilateral (comércio 
internacional com balanço de pagamentos ) 
- preocupações sobre os impactos do fascismo e comunismo 
 
 
Competição Bipolar 
- compromisso liberal 
- livre comércio (GATT) 
- reconstrução econômica era a chave lideranças de países ocidentais por meio de 
ajuda financeira 
Ex: Plano Marshall de 1948, encabeçado pelos EUA para países europeus se 
reconstruírem. 
 
Instituição Financeira Internacional 
- Apoiam financiamentos para desenvolvimento econômico social para para 
cooperação e estabilidade 
- Somente Estados soberanos 
- Alta cooperação 
 
Fundo Monetário Internacional (FMI) - 1945 
- somente Estados soberanos 
- principal instituição do sistema monetário 
- evitar uma nova crise de 29 
- maior credor é o EUA 
- poder de voto quanto maior for o PIB → EUA (16%) , Japão, China, Itália 
- sistema vertical - maior poder dos ricos 
- empréstimos para países que possuem balança comercial em déficit 
→ há condiciones/recomendações dos sistema: corte em gastos públicos 
 
Funções: 
 
- garantir a estabilidade 
- corrigir de forma ordenada os problemas de balança de pagamentos 
a. monitoramento: acompanha o desenvolvimentos econômico 
b. empréstimos: concede o financiamento 
 
 
c. assistência técnica e treinamento: suporte para os governos ex: revisão de 
cotas 
 
SIstema de cotas do FMI 
- determinadas com base nos indicadores econômicos ex: PIB 
- pasesco maior contribuição tem maior peso no voto de decisões 
- revisão de cotas e a cada cinco anos - podem sugerir o aumento das cotas é 
necessário ser aprovado por 85% dos votos 
- países desenvolvidos têm papel dominante 
 
Condicionalidades 
- refere-se às medidas que o tomador de empréstimo deve adotar para ter acesso ao 
financiamento 
 
- Pontos positivos: Condicionalidade vista como necessária para garantir a 
implementação eficaz de projetos de desenvolvimento 
 
- Ponto negativo: reformas políticas e institucionais exigidas, como privatização, 
liberalização do comércio e capital, eliminação de subsídios e limites aos gastos 
públicos 
 → podem gerar mais danos, impor políticas de mercado 
 
 
Banco Mundial 
 
- objetivo de reconstrução dos países devastados pela Segunda Guerra Mundial 
- voltados a projetos temáticos e empréstimos a juros baixos 
- concentrou-se e países ainda ao industrializados 
- financiou projetos de infraestrutura e desenvolvimento 
ex: educação, combate à fome, saneamentos básicos 
 
Grupo Banco Mundial 
- composto por 5 instituições 
- reduzir a pobreza global e melhorar os padrões de vida em países subdesenvolvidos 
 
Nexo segurança-desenvolvimento 
- institucionalização da noção de pobreza 
- ideia que o terceiro mundo se rebelaram contra o Ocidente aderindo o modelo 
sovietico - balança de poder 
- apoiar seria uma medida de segurança 
 
Crise de 1970 
- gasto dos EUA com guerra do Vietnã 
- 1 crise de petróleo 
- 2 crise iraniana 
- invasão sovietico no Afeganistão 
→ reaquece a guerra 
→ nasce projeto neoliberla e conservador nos EUA e Reino Unido 
 
 
 
Fim do padrão ouro-dólar e ascensão do G7 
- em 1973, após o fim do sistema de bretton woods o G7 e criado para discussões de 
questões econômicos e financeiras globais (nasce paralelamente a crise do modelo 
keynesiano) 
- Alemanha, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido Canadá 
obs: rússia entre 1998 e expulsa em 2014 
- dita com seria uma nova ordem internacional 
- foi se institucionalizando e ganhando reconhecimento 
- impor ordem aos países do FMI e o Banco Mundial 
- 
 
Ajustamento estrutural anos 80 
- terceiro mundo torna-se um projeto neoliberal 
- Relatório Berg 1981: diz sobre os problemas do Estados pós coloniais seriam 
os muitos gastos público 
- Apoio dos EUA nas instituições financeira fez com que acelerasse a abertura dos 
mercados nacionais 
- empréstimos são concedidos após reformas internas no país (privatização) 
 
Ajuda internacional 
- Sistema internacional = ajuda externa 
- Cooperação Norte-Sul = doadores e receptores 
- cooperação sul-sul - perspectiva horizontal 
- centralidade dos EUA - grande doador bilateral e multilateral (FMI, agência da ONU, 
bancos regionais de desenvolvimentos) 
 
AJUDA EXTERNA DOS EUA 
- Inclui projetos de assistência ao desenvolvimento econômico, ajuda humanitária 
(após conflitos ou desastres naturais) e ajuda militar 
- Aborda "problemas globais", incluindo saúde, meio ambiente, combate à corrupção e 
mitigação de conflitos 
 
objetivo: duplo interesses dos países subdesenvolvidos no mercado e fortalecer alianças e 
premiar comportamentos desejáveis 
 
AULA 6: Perspectiva do Institucionalismo Liberal 
 
Neoliberais desenvolvem uma teoria sistêmica - contra os neorrealista 
- década de 70 varios Estados independientes, unidos a ONU, grande avanço 
tecnológico 
- Incorpora algumas críticas realistas.- envolve as relações de poder 
- Interdependência complexa como fruto de políticas calculadas pelos 
Estados. (nao e natural) 
ex: países do terceiro mundo e seus emprestimos para FMI 
- As suas características dependem de como ela é jogada. 
 
 
- É complexa porque não é necessariamente benéfica, mas gera custos e é 
assimétrica, portanto envolve custos políticos. 
 
– Ela custa, no mínimo, a liberdade das partes. 
 
Características: 
 
- Múltiplos canais de comunicação: Interestatais, transgovernamentais e 
transnacionais. Bancos e empresas multinacionais 
 ex: G7 
- Falta de hierarquia de assuntos da agenda: Agenda se tornou larga e muito 
diversa 
 ex: todos os assuntos são importantes, segurança, meio ambiente etc 
- Menor papel da força militar: não é o meio apropriado para resolver 
determinadas questões 
 ex: armas nucleares 
 
Cooperação na interdependência complexa: 
- Teóricos da interdependência reconhecem a premissa realista de que os 
Estados são racionais e agem por auto interesse. 
- Rompe com a ideia de harmonia de interesses (cooperação e harmonia). 
→ harmonia seria a política, não envolveria custos para aceitação de ideias; 
→ interdependência envolve conflito 
- Cooperação e conflitos são coexistentes e os 
conflitos tomam novas formas. 
- A cooperação é sempre política e, portanto, 
custosa. 
 
Estrutura X Processo: 
- Nem sempre deter recursos significa atingir os objetivos. 
- Não adianta somar os recursos, o importante é saber negociar da melhor 
forma (barganha). 
- Estrutura - como a capacidade dos Estados está distribuída. 
- Processo - como eles conseguem usar essa capacidade. Cálculos 
estratégicos de vulnerabilidade. 
- Os processos políticos na interdependência complexa (principalmente 
para as potências) transformam os recursos em poder, no sentido de 
controle de resultados. 
 
 
→ o papel das instituições e transformar os recursos em oportunidades 
ex: EUA utilizar o'FMI para controlar e monitorar o comportamento do terceiro 
mundo 
 
 
 
→ logo os países que não participam ficam isolados do diálogo e comércio 
internacional 
 
Processos: 
 
1. Agenda setting - definição de agenda. Tentar trazer para ela temas que lhe 
interessem. (liderança do terceiro mundo - levaram a agenda de descolonização 
para UNO) demandas interacionais) 
 
2. Estratégias de linkage - associar temas, ligar aspectos. Vincular temas de baixa 
política a temas de alta política. 
– Ex: intervenção militar + direitos humanos = intervenções humanitárias. ex: Haiti e 
a crise humanitária 
– Ex: economia + meio ambiente = desenvolvimento sustentável. Ex: COP 30 
 
3. Relações transnacionais e transgovernamentais - elites econômicas e políticas 
traçam estratégias. Não precisa ser só entre Estados. 
ex: G7 
 
4. Organizações internacionais e regimes: governos regulam e controlam 
relações transnacionais e 
interestatais. Boas para Estados mais fracos. 
 
PARTE II: o Institucionalismo Neoliberal 
 
→ debate paradigmático: debate Neo vs Neo 
→ avanço da interdependência complexa 
 
- Desenvolvidona década de 80, ressentimentos da Guerra Fria 
- 1979: Revolução Islâmica no Irã - abalou o sistema internacional 
- Irã era o parceiro estratégico do EUA, desde de 1953 
- pós revolução, passou a ser um de seus maiores inimigos 
 
- 1979: Invasão soviética no Afeganistão 
- 1980: Início da Guerra Irã-Iraque 
- 1982: intensificação da Guerra no Líbano 
- 1982: Guerra nas Malvinas (Argentina x Inglaterra) 
- EUA – 1981-1989: Governo Reagan, ascensão do neoliberalismo e 
doutrina Reagan → levar democracia de mercado para o mundo. 
 
- Keohane, forte diálogo com Gilpin (1981) e o papel do hegemon no SI e das 
instituições e regimes internacionais 
- percepção que a hegemonia do EUA está caindo, protagonismo do 
terceiro mundo 
 
 
- avanço da União Sovietico 
- Premissa de Keohane (1984): uma vez criados, os regimes 
internacionais têm a capacidade de se perpetuar e alterar os interesses 
mesmo sem o hegemon. 
- Esta teoria dará grande importância ao papel das instituições internacionais, 
mas reconhece a permanência da soberania. 
 
*Teoria da estabilidade hegemônica: instituições são criados para manter a 
teoria do Estado hegemônico e, ao deixarem de ser esses regimes acabarão 
- o que importa é a demanda dos membros 
 
Keohane discorda, acredita que os regimes permanecem pós a retirada das 
potências. Pois a demandas da agenda internacional emergem como impulsoras 
desses regimes 
 
● Keohane busca, ao formular uma teoria, melhorar o entendimento sobre a 
ordem internacional e a cooperação internacional. 
● Frase de abertura → "O conflito pode ser a regra; se for, padrões 
institucionalizados de cooperação precisam particularmente de 
explicação”. 
● O argumento desenvolvido é limitado ao nível de análise sistêmica. 
● Isso significa que as características dos atores são dadas, são 
suposições/premissas, e não variáveis a serem consideradas. 
● O modelo de análise adotado é o da escolha racional – utilitarismo. 
● Foca na força e a abrangência dos regimes internacionais, não no seu 
conteúdo ou efeitos 
 
 
Oposição à teoria da estabilidade hegemônica de Gilpin (1981) 
 
● Robert Gilpin (1981) – neorrealista. 
● Teoria da estabilidade hegemônica: “Visão de que a concentração de poder 
em um estado 
dominante facilita o desenvolvimento de regimes fortes, e que a fragmentação do 
poder está 
associada ao colapso dos regimes”. 
– Ideia de que os regimes surgem, permanecem e caem na medida em que o 
hegemon surge, 
permanece e cai. 
● Keohane (1982) busca “corrigir” essa teoria, pois ela teria problemas em 
explicar mudanças nas estruturas de poder e nos regimes internacionais. 
- Pq os países do terceiro mundo passaram afazer parte dessas instituições 
- Crítica de Keohane: a teoria de Gilpin “evita abordar a questão de por que os 
regimes internacionais parecem muito mais extensos na política mundial 
 
 
atualmente do que em períodos anteriores (como o final do século XIX) de 
suposta liderança hegemônica”. 
– Ou seja, quer entender como os regimes permanecem mesmo no enfraquecimento 
ou até mesmo ausência do hegemon que os criou. 
● Para Keohane, a Teoria da Estabilidade Hegemônica foca apenas na oferta 
(supply) dos regimes internacionais, ignorando a dimensão importante da 
demanda. 
 
Institucionalismo liberal aceita algumas premissas realistas: 
– Estados são os atores mais importantes do sistema internacional; 
– Estados agem de acordo com um egoísmo racional e buscam autoajuda, mas 
tem outros interesses também; 
– Dá importância ao nível sistêmico das interações entre os atores. 
● O que difere da concepção realista é a importância atribuída ao papel das 
instituições. 
● Instituições internacionais não alteram a estrutura anárquica, mas 
podem alterar o comportamento dos Estados. 
 
 
 
Premissas de Keohane: 
● Em geral, os atores na política mundial tendem a responder racionalmente a 
restrições e incentivos. 
● Mudanças nas características do sistema internacional alteraram os custos de 
oportunidade para os atores em relação a diferentes cursos de ação e, portanto, 
levarão a mudanças no comportamento. 
- Ex.: mudanças no sistema internacional pós-Segunda Guerra Mundial 
e pós Guerra Fria. 
● Decisões sobre a criação ou adesão a regimes internacionais serão afetadas 
por mudanças no nível do sistema; nesse modelo, a demanda por regimes 
internacionais é uma função das características do sistema. 
- Quando um regime deixa de fazer sentido? 
 
A escolha Racional e o Poder: 
 
 
 
● Teoria da escolha racional → decisões envolvendo regimes internacionais, em 
certo sentido, são voluntárias. 
● Ao mesmo tempo, Keohane reconhece que a política mundial é um domínio 
no qual o poder é exercido regularmente e no qual as desigualdades são 
grandes. 
– Logo, a escolha voluntária não implica igualdade de situação ou de 
resultado. 
● Nesse sentido, é importante distinguir dois aspectos do processo pelo qual os 
regimes internacionais surgem: a imposição de restrições e a tomada de 
decisão. (definidas pelos países mais poderosos - ex: FMI com as 
autoridades de empréstimos de juros altos) 
● As restrições são por fatores ambientais e por atores poderosos. 
● Portanto, quando se fala de um "regime imposto", refere-se a um regime 
acordado dentro de restrições estabelecidas por atores poderosos. 
● As relações de poder e dependência na política mundial, portanto, serão 
determinantes importantes das características dos regimes internacionais 
 
Análise de registração-escola/constraint-choice analysis 
 
● Modelo teórico que busca compreender a tomada de decisão em contextos 
nos quais os atores enfrentam limitações impostas por fatores estruturais ou 
por atores poderosos. 
● A análise de restrição-escolha captura de forma eficaz a natureza não 
hierárquica da política mundial sem ignorar o papel do poder e da 
desigualdade. 
● Trata-se de uma análise sistêmica que enfatiza as restrições à escolha e os 
efeitos das características do sistema sobre os resultados coletivos e fornece 
uma abordagem apropriada para abordar a questão da formação de regimes. 
- Em outras palavras: por que os regimes são criados e por que os mais 
fracos aderem a eles? 
● Essa abordagem chama a atenção para a questão de por que atores 
desfavorecidos aderem a regimes internacionais, mesmo quando 
recebem menos benefícios do que outros membros—uma questão 
ignorada por argumentos que consideram certos regimes simplesmente 
impostos. Tanto atores fracos quanto atores mais poderosos fazem 
escolhas, mesmo que essas escolhas sejam feitas dentro de restrições 
mais severas 
 
Regimes internacionais - Keohane 1982) 
- Os regimes são mais semelhantes a contratos quando envolvem atores com 
objetivos de longo prazo que buscam estruturar suas relações de maneira 
estável e mutuamente benéfica. 
 
 
- Definição adotada por Keohane: conjuntos de princípios implícitos ou 
explícitos, normas, regras e procedimentos de tomadas de decisão que giram 
em torno das expectativas convergentes. 
- Capazes de mitigar os efeitos da anarquia no sistema internacional por 
meio do compartilhamento de informações. 
– As barreiras na informação/comunicação podem impedir a cooperação e 
criar discórdia mesmo quando os interesses comuns existem. 
 
 
Funções: 
- Facilitam a realização de acordos 
- Ajudam a tornar as expectativas dos governos consistentes entre si 
- Permitem acordos entre atores na política mundial 
- Definem rotas de ação 
- Reduzem custos de transação 
- Aumenta custos de deserção –: dar para trás vai ser mais díficil , pois 
pode perder credibilidade 
- têm o poder de produzir sanções política e econômicas coletivas 
 
Demandas: 
- A demanda por regimes internacionais a qualquer preço variará diretamente 
com a desejabilidade dos acordos para os Estados 
 
- A condição para o funcionamento da teoria (ou seja, para que os regimes 
sejam formados) é que existam interesses complementares ou comuns 
suficientes 
 
- Acordos ad hocx regimes 
- A demanda por regimes é exógena → Ela pode ser influenciada por muitos 
fatores, particularmente elas percepções que os líderes dos governos têm 
sobre seus interesses em acordos ou na falta deles. 
 
– Essas percepções serão, por sua vez, influenciadas pela política interna, ideologia 
e outros fatores que não estão abrangidos por uma abordagem sistêmica de 
restrição à escolha. 
 
→ Regimes internacionais são importantes para fornecer estruturas de 
negociação e reduzir custos de transação, além de coordenar expectativas e 
melhorar a qualidade e quantidade de informações entre os Estados. 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 7: A perspectiva da Teoria Crítica 
 
Robert Cox (1926-2018) 
- Cientista política canadense, prof na Universidade de York 
- influência gramsciana e marxista 
- busca elaborar as contradições liberais e positivistas 
 
Dois modos do fazer teórico 
Teoria de solução de problemas X Teoria Crítica 
 
Teoria da solução de problemas 
- teorias de neutralidade e universalidade 
- não questiona a ordem liberal e hegemônica 
- fragmenta a realidade ex: ideia de que o Estado é um ator unitário, egoísta e 
sobrevivente 
- conservadora e determinista 
 
Cox - acreditava que uma teoria boa é aquela que poderia explicar mais 
fenômenos menos variáveis possíveis 
 
Teoria crítica 
- busca entender quais interesses estão sendo atendidos 
- criar mundo alternativas 
- mudanças históricas e emancipatória 
- preocupação com a formação da ordem 
- “todo teórico faz a teoria com um propósito e um ideal político” 
- olha para o Estado como correlação de forças 
 
 
 
Logo, a teoria crítica é 
 
- um modo de pensar que nasce da influência de Kant e Escola de Frankfurt 
- teoria auto reflexiva e não se coloca co superior 
- Crítica sobre si mesma 
- tem o intuito de identificar nde está potêncial da mudança 
 
“As teorias são sempre para algém e para algum propósito” 
 
- ponto de vista em termos de nação e classe social 
 
Influência maxista 
- o materialismo histórico consegue corrigir o neorrealismo 
 
 
 
1. Através da dialética - o conflito é o motor da mudança é inerente à sociedade 
2. imperialismo - dinâmicas de subordinação e dominação vertical 
ex: grandes debates entre realismo e liberalismo; dominação 
norte-americana; contar a história das RIsa partir de vestfália; autora 
mulheres 
3. complexo Estado-sociedade civil - relação recíproca entre a estrutura e 
superestrutura ex: classes meios de produção 
4. Processo produtivo: centralidade do processo de produção. Economia Política 
Internacional - como o capitalismo afeta a política entre os Estados. 
 
Complexo de Estado sociedade civil 
- são autônomas e separadas umas das outras 
- composto por pessoas, empresas elites 
- Estado não é pensado se as forças sociais que o formam 
ex: foças que formaram os EUA diferem das forças que formaram a URSS 
- estas forças sociais não são iguais e podem ser transnacionais 
- relação aos níveis de análise (homem, Estado e sistema internacional) 
 
Hegemonia 
- coerção + consenso 
ex: paritcipar das OI seriam apenas um concesso, não necessariamente é um 
beneficios 
cox - algo hegemônico quando não há o uso obrigatório da coerção, não há 
questionamento 
- não é apenas do poder material as a presença de um elemento ideacional 
- poder também busca prestígio 
- Hegemonias se formam pela dependendo configuração de forças e não da 
dominação de um ou mais Estados fortes 
- se consolida diante as dinâmicas sociais, económicas e políticas 
- Estado age como intermediário das esferas locais e globais das forças sociais 
- é a combinação entre poder,ideias e instituições 
 
 
Estruturas históricas 
- combinação particular de padrões de pensamento condições materiais e 
instituições humanas 
 
 
 
 
 
 
Categorias de forças: 
- pacidade materiais: potências produtivas e destrutivos, tecnológica etc 
- ideias: significados intersubjetivos e imagens coletivas 
- instituições: estabilizam as relações de poder e perpetuam a ordem. 
Quanto mais institucionalizada, maior sinal de hegemonia. → maior 
dimensão do consenso 
 
 
Conexão entre instituições internacionais e hegemonia 
- as instituições fornecem formas de lidar com os conflitos internos de 
forma a minimizar o uso da força 
- as regras são a expansão das ordem mundial 
- produtos de uma ordem hegemônica 
- cooptam elites dos países periféricos 
- absorvem ideas contra-hegemônicos 
 
ex: programa de combate contra a pobreza foram insurgência contras ideias 
socialistas/comunistas 
 
- minimizar o uso da forças 
- âncora por meio das universalização das políticas 
- Hegemonia não pode ser reduzida em uma dimensão institucional 
 
Hegemonia do EUA 
- assumir a gestão intercinal 
- criar instituições e regimes que promovem uma ordem mundial 
 
 
- ideias que favorecem seus próprios interesses 
- absorver ou cooptar ideias e forças contra-hegemônicas emergentes 
 
Política de mudança 
- nas contradições dos sistema 
- emergem de novas forças sociais que se colocam como contra-hegemônica 
- possibilidades de novas ordens: (japão Alemanha) pautada nas forças sociais 
que se beneficiam da produção transnacional 
- ordem não hegemônica 
 
 
Contradições da globalização 
 
- “integração mais estreita dos países e dos povos do mundo” 
- é acompanhada e depende das instituições internacionais 
principalmente as financeiras 
- FMI, Banco Mundial e OMC 
 
- Batalha de Seatle - protestos contra o enconto da OMC 
- Revoltas Arbes, Movimentos Occupy Wall Streat 
*teceiro mundo se posiciona contra mas não tem suas indignaçoes atendidas 
- movimentos com focos diferentes, mas semelhantes contra a medidas 
neoliberais 
 
Malefícios 
- críticas dos países do terceiro mundo nunca foram ouvidas,somente quando 
atingem o Norte Global 
- críticas também vinda de setores populacionais do Ocidente 
 
Benefícios 
- abertura do comércio internacional 
- crescimento acelerado trazido pela abertura comercial 
- aumento do desenvolvimento econômico por meio da exploração de 
determinados países 
- crescimento industrial, geração de emprego, qualidade de vida 
- Conhecimento e informação 
- inovação tecnológica 
 
Benefícios da ajuda externa 
- ex: os guerrilheiros na Filipinas conseguiram emprego por intermédio de um 
projeto de financiamento o Banco Mundial quando entregaram suas armas 
- mas seus patrocinadores tem médias desequilibradas 
 
Malefícios 
 
 
- aumento da desigualdade e miséria 
- países africanos pos-coloniais: diminuição de rendas 
- américa latina e ásia: maior conflitos 
 
Liberalismo X protecionismo 
- benefícios menores 
- meio ambiente foi distribuído e os processos políticos corrompidos 
- prevalência de interesses comerciais e financeiros 
- valorização dos processos democráticos → imposição de condicionalidades 
 
Disputas de forças sociais 
- Elites comerciais financeiras x movimentos da sociedade civil (sindicatos) 
- batalha de seattle foi importante 
 
 
O Banco Mundial e a construção político-inelectual da pobreza 
 
- Banco Mundial como ator financeiro, política e intelectual 
- condição singular de empreendedor, formulador de política, ator social e 
veiculo de ideias - sintonia de mainstream 
- conceito político-intelectual que vincula desenvolvimento ao combate à 
pobreza no terceiro mundo 
- pobreza se tornou objeto de estudo 
 
Combate à pobreza 
- marca forte de gestão: vinculação entre segurança e desenvolvimento; entre 
a pobreza e instabilidade política;entre o'atraso econômico e aproximação aos 
ideais comunista 
- antiga ordem e tensão guerra fria é substituídas pela políticas de 
“benevolência” 
- Torna-se interesse multilateral aumento assistência bilateral 
 
- McNamara → ⅔ da população do países em desenvolvimento vivem na 
pobreza (década de 70) 
- esses países poderiam se vincular a ideias comunistas 
- logo, o fator chave era o desenvolvimentos da agropecuário nesses países 
- projetospara área social → educação, saúde, saneamento básico 
planejamento familiar 
- elites financeiras + elites intelectuais -> articulação entre o Banco Mundial e 
fundações filantrópicas 
 
- o conceito de pobreza em 1973-75 
- poreza relativa - alguns países mais ricos que os outros 
 
 
- pobreza absoluta - condição de vida degradada por doenças, 
analfabetismo , destruição nutritivas e misérias 
- foco na pobreza absoluta, principalmente em áreas rurais - grande projetos de 
desenvolvimentos rurais 
- McNamara sugeriu programas de obras rurais de pequeno e médio porte ara 
gerar empregos temporários não agrícolas 
 
- críticos intelectuais questiona que seria o desenvolvimento econômicos e 
seus projetos 
- enquadramento liberal 
- sem questionamento das desigualdades e da pobreza 
- sem questionamentos de reforma agrária 
 
Problematização da pobreza 
 
- supostas superação urbana sobre a rural, caráter desigual 
 
Arturo Escoar - a invenção do terceiro mundo 
- inventado para garantir a hegemonia dos Estados Unidos 
- características de problemas que devem ser resolvidas pelas instituições 
- criou discursos para implantar projetos de desenvolvimento que não poderiam 
se relacionar ao comunismo 
- as fábulas dos três mundos 
- “normatizar o mundo” 
- nisso, foram excluídos os países que seriam implementados pelos projetos 
- Norte para o Sul 
 
 
 
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