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CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico Elaboração e Análise de Projetos Internacionais Aula 6 Prof. João Alfredo Lopes Nyegray CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico Conversa inicial O mundo já foi dividido em dois blocos: o capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o comunista, capitaneado pela União Soviética. Depois, veio o G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo. Mais recentemente, o G20, ou grupo dos vinte países mais industrializados. Essas diferentes divisões mostram-nos como, num curto espaço de tempo, a complexidade do cenário internacional aumentou, e as classificações passaram a durar pouco tempo. Se antes apenas sete países respondiam pela maior parte da industrialização mundial, hoje esses sete dependem diretamente de pelo menos outros treze, numa economia global cada vez mais interdependente. Mas, num cenário assim, como analisar as relações internacionais? É o que você verá nesta aula! Contextualizando O mundo está cada vez mais aquecido e o meio ambiente cada vez mais degradado. A organização conhecida como Estado Islâmico tem assolado partes do Oriente Médio, atacado cidades europeias e prometido ainda mais ataques terroristas na Europa e nas Américas. A Coréia do Norte afirma, por sua vez, possuir e testar uma nova bomba atômica, o que colocaria Japão e Coréia do Sul em risco. E agora? Como você, enquanto profissional de Relações Internacionais analisa esse cenário? Que impacto as constatações acima podem ter na sua empresa? Veja, durante algum tempo, a empresa brasileira Engesa, produziu e vendeu veículos militares para mais de 18 países, aproveitando-se das oportunidades criadas pelo cenário de insegurança mundial. No extremo oposto, um dos maiores prejudicados pela primeira Guerra do Golfo, no início da década de 1990, foi uma empresa brasileira de eletrodomésticos, que exportava milhares de dólares para o Iraque até que o embargo comercial. Por outro lado, em vários outros momentos da história recente, empresas se deram muito bem com a alteração no cenário econômico mundial, CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico aproveitando-se do crescimento de classes econômicas, de embargos e de diversos outros fatores. Para que a sua empresa possa também aproveitar com sucesso as oportunidades que o cenário internacional apresenta, é necessário que você esteja mais do que preparado para analisá-lo com precisão! Tema 1 – Teorias das Relações Internacionais Nas mais diversas áreas do conhecimento, propõem-se teorias que partem de determinadas observações da realidade para formular uma explicação sobre algo. Assim, como nas ciências jurídicas, biológicas e exatas, as relações internacionais também têm teorias que tentam explicá-las de alguma maneira. Para expressar de outra forma, “as teorias definem e explicam o mundo em que vivemos. (...) Explicam leis que identificam invariantes ou prováveis associações (...). Elas buscam, em geral, explicar ou refletir acerca da realidade do mundo” (Sarfati, 2007). De as teorias de RI, uma teoria que ganha grande aceitação é a chamada teoria crítica. Esta teoria parte de pensadores de origem marxista, como Max Horkheimer, Theodor Adorno e Walter Benjamin, todos da chamada “Escola de Frankfurt”. A teoria crítica e suas correlatas partem de explicações econômicas e políticas para tentar desvendar por que os interesses dos países persistem num sistema internacional anárquico. A teoria crítica expandiu as preocupações da análise das relações internacionais para outras áreas, além de segurança e insegurança, paz e guerra. Da teoria crítica derivam várias outras, como a teoria imperialista e o desenvolvimentismo, que também aceitam explicações econômicas. Você, enquanto internacionalista, pode partir de alguma dessas teorias — da que mais lhe convencer ou da que for mais ao encontro das suas opiniões e crenças pessoais — para interpretar o mundo e analisar as relações internacionais. Não é possível dizer que alguma delas seja melhor do que as outras, de forma nenhuma. Todas têm seus méritos e deméritos, mas dificilmente alguma dessas teorias será capaz de explicar o mundo todo em sua complexidade. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico Tema 2 – Aspectos Centrais das Análises Internacionais Até aqui você já entendeu diversos aspectos ligados aos negócios internacionais, desde as formas de se entrar em mercados estrangeiros — exportação, franquias, joint ventures, investimento estrangeiro direto — até alguns riscos que tais atividades envolvem, como os riscos culturais, de segurança, geográficos, econômicos ou políticos. Com tantos fatores a considerar, como fazer a análise internacional, então? A primeira questão a se considerar é o motivo pelo qual você está efetuando a análise. É para internacionalizar? Se for, é importante focar primeiramente em aspectos econômicos, políticos e jurídicos. É para entender o risco que um país representa? Nesse caso, seu foco deve ser político, de segurança e cultural. A análise internacional, antes de mais nada, depende do que você espera obter com ela. É partir disso, da delimitação de um foco, que você parte para a abordagem dos seus elementos. Sendo esta uma aula de projetos internacionais, vamos partir do pressuposto que seu objetivo com a análise seja a internacionalização. Fazer análise internacional, no entanto, não depende apenas do cenário do local de destino. Assim como na análise de negócios, deve-se considerar também fatores internos à empresa: A seleção dos mercados para onde expandir as operações é determinada por fatores internos e externos à empresa. A nível interno, são aspectos como a capacidade de adaptar o produto (se necessário), a disponibilidade de recursos financeiros e técnicos, a experiência prévia nesses mercados, a existência de contatos com clientes (...). No plano dos fatores externos, é indispensável analisar questões como a dimensão atual (e potencial) do mercado, as condições econômicas, as políticas governamentais, (...), entre outras. (Ferreira; Reis; Serra, 2011) Mas ainda não é só isso! Veja o que mais você deve analisar: “o preparo organizacional para a internacionalização; avaliar a adequação de produtos e serviços da empresa para os mercados externos, classificar os países para identificar mercados potenciais atrativos; avaliar o potencial, ou a demanda, de mercado de um determinado setor [...]” (Cavusgil; Knight; Riesenberger, 2010). CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico Perceba como não existe como formatar análises internacionais, uma vez que elas precisam levar em conta uma série de fatores variáveis importantes. Uma vez que sua análise diagnosticou que determinado país é atrativo e apresenta poucos riscos, você não deve se lançar à internacionalização de imediato. Existem, ainda, mais coisas que devem ser levadas em consideração: Quem/quais são os líderes de mercado no país de destino? Quais são as necessidades fundamentais dos clientes e como eu as satisfaço? Qual a estrutura do setor e quantos são os concorrentes? Como minha empresa vai se posicionar e quais produtos ela levará consigo? Como será feito o marketing, as vendas, a propaganda, o relacionamento com os clientes e a distribuição dos produtos? A essas questões, ainda se poderiam somar outras. Até aqui você já deve ter percebido que fazer análise de negócios internacionais é algo entre montar quebra-cabeças e jogar xadrez. Além disso, a sua busca por informações não tem um ponto final. Enquanto houver dúvida, deverá haver pesquisa e análise. Somente assim você terá segurança em seu projeto, reduzindo os riscos, que são tantos! Tema 3 – Métricas e Técnicas de Análise de NegóciosAgora que você já entendeu os elementos básicos da análise de negócios, está na hora de se familiarizar com alguns conceitos fundamentais! Esses conceitos vêm do próprio Babok (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 6): Domínio: “Um domínio é uma área submetida à análise.” Soluções: “Uma solução é um conjunto de mudanças no estado atual da organização que são feitas com o intuito de permitir que ela atenda a uma necessidade do negócio, resolva um problema ou se beneficie de uma oportunidade.” CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico Requisitos: “Uma condição ou capacidade necessária para uma parte interessada resolver um problema ou atingir um objetivo.” E além desses conceitos, existem outros? Claro. Os próprios conceitos colocados acima são aprofundados no Babok. Além desses conceitos essenciais, existem algumas habilidades críticas necessárias para que a análise de negócios efetivamente funcione. A primeira delas é a habilidade de comunicação. Como o analista trabalha com uma imensa gama de informações de fontes diferentes, é essencial que ele tenha capacidade de “sintetizar informações fornecidas por grande número de pessoas que interage com o negócio” (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 5). Além da capacidade comunicativa, é importante que ele seja capaz de pesquisar e analisar assuntos de forma detalhada, isto é, de ir além do superficial, questionando-se sobre as entrelinhas. A partir do momento em que uma análise de negócios começa a ser feita, decisões serão tomadas, considerando-se o resultado dessa análise como base. Por isso, é importante que as informações coletadas na análise sejam bem organizadas, e que o analista seja capaz de visualizar o cenário completo das informações que está coletando e sistematizando. Existem, é claro, algumas técnicas que o Babok sugere para se analisar um determinado negócio, como brainstorming, análise de documentos, grupos focais e várias outras mais. Essas técnicas podem ser utilizadas de acordo com o tipo de informação que você deseja obter, e também de quem as obtém. Pessoas de maior grau hierárquico da organização normalmente não terão muito tempo e nem se disporão a participar de dinâmicas. Por outro lado, pessoas de níveis hierárquicos de entrada poderão sentir-se estimuladas quando participam de alguma iniciativa assim. Utilizando essas técnicas, você pode conseguir obter um bom número de informações sobre a empresa, que te capacitarão a encontrar uma estratégia adequada para que ela, por exemplo, se internacionalize. Tenha em mente sempre que a análise de negócios deve estar focada no interesse maior do negócio, e não nas metas dos chefes: “você deve CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico considerar as necessidades da empresa entrevistando e considerando seus líderes. Tenha certeza, no entanto, de que você está olhando para as necessidades do negócio, dentro do contexto do que o negócio está tentando fazer ou realizar, e não no que os líderes estão buscando.” (Kuppersmith; Mulvey; McGoey, 2013). Uma das formas mais comuns de análise é a chamada análise corporativa, que ajuda a entender o que o negócio busca e quais são as melhores formas de alcançar essas metas: “análise corporativa descreve as atividades de análise de negócios necessárias para identificar uma necessidade do negócio, problema ou oportunidade, definir a natureza de uma solução que atende a essa necessidade e justificar o investimento necessário para a entrega dessa solução” (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 87). Para os projetos internacionais, essa análise é de importância fundamental e vital, uma vez que, para internacionalizar, muitas vezes são necessárias adaptações na empresa, nos produtos ou até em determinada estrutura de atendimento. Mas qual, afinal, deve ser o resultado de uma análise de negócios? Vejamos as possibilidades enumeradas pelo Babok: Aumentar as receitas através do aumento nas vendas ou da redução dos custos; Aumentar a satisfação dos clientes; Aumentar a satisfação dos colaboradores; Ajustar-se a novas regulamentações; Aumentar a segurança; (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 90) Seja qual for o resultado esperado pela sua empresa, a análise do negócio pode e deve fornecer mecanismos para que as vendas aumentem, os clientes e colaboradores sintam-se mais satisfeitos ou a empresa evolua ou melhore de alguma forma. Agora que você já entendeu esses aspectos e características centrais da análise de negócios, está na hora de entender melhor como a análise internacional funciona. CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico Tema 4 – Análise de Negócios Internacionais Assim como a Gestão de Projetos tem um livro base específico e um corpo básico de conhecimentos, o PMBOK, a análise de negócios também tem. Nós podemos recorrer ao auxílio do Babok, ou Business Analysis Body of Knowledge, o corpo de conhecimentos de análise de negócios: “o Guia Babok descreve as Áreas de Conhecimento da análise de negócios, suas atividades e tarefas associadas e as habilidades necessárias para que a sua execução seja efetiva” (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 5). Mas, afinal, o que é análise de negócios? Vejamos: “análise de Negócios é o conjunto de atividades e técnicas utilizadas para servir como ligação entre as partes interessadas, no intuito de compreender a estrutura, políticas e operações de uma organização e para recomendar soluções que permitam que a organização alcance suas metas” (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 5). Veja só que interessante! A análise de negócios não se ocupa apenas do mundo ou do cenário externo da empresa, mas também procura compreender o cenário interno para poder recomendar as melhores soluções, atitudes ou atividades para uma determinada empresa. Nesse sentido, a análise não passa apenas por entender as relações internacionais, mas também as próprias particularidades da organização. Parece uma meta audaciosa, não é mesmo? E para que isso serve? Veja, a análise de negócios existe para “entender como a empresa funciona e permitir que atinja seu potencial auxiliando-a a articular e realizar metas, reconhecer e aproveitar oportunidades, identificar e superar desafios” (KUPPERSMITH, MULVEY, MCGOEY, 2013). Sendo assim, perceba como você pode utilizar-se da análise de negócios para entender a sua empresa e quais são suas metas. Ao conjuga-la com a análise internacional, você pode sugerir passos e empreendimentos internacionais que permitam à sua empresa atingir, realizar e superar suas metas através do correto reconhecimento e aproveitamento de oportunidades. Obviamente, que surgem alguns conhecimentos fundamentais que você deve CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico ter para que isso de fato ocorra. Tal qual ocorreu com a gestão de projetos, a análise de negócios também conta com uma base de conhecimentos. A análise de negócios possui, antes de mais nada, algumas responsabilidades fundamentais: “identificar as opções táticas que irá abordar em uma determinada situação e apoiar a execução da estratégia de negócios; definição das táticas que permitem à organização atingir sua estratégia; apoio à implementação e funcionamento dessas táticas; redefinir as táticas após a implementação perceber mudanças nos negócios e garantir as alterações para assegurar o alinhamento contínuo com os objetivos de negócios.” (CADLE, PAUL, TURNER, 2010) Assim, você pode perceber que a análise de negócios se comunica amplamente com a gestão de projetos. Da mesma forma que a gestão de projetos deveria criar programas e planos que auxiliassem a empresa a cumprir com suas metas estratégicas, a análise de negóciosdeve se preocupar em identificar qual a maneira mais fácil de fazer isso, através de qual caminho. Vejamos um exemplo diretamente conectado aos projetos internacionais: os analistas perceberam que o mercado doméstico está em crise, e os consumidores cada vez mais endividados, gastando cada vez menos de seus salários com coisas novas, e buscando cada vez mais as opções mais baratas. Assim, surgem algumas opções: diminuir o lucro da empresa, baixando o preço final do produto ou serviço, ou buscar outro mercado mais aquecido através de uma parceria internacional ou exportações. Tema 5 – Tendências Internacionais Existem alguns temas que são recorrentes no noticiário internacional, com os quais, portanto, todos nós estamos bem familiarizados. No entanto, existe muito mais a ser lido nas entrelinhas do que comentam as colunas econômicas e financeiras. Se, no decorrer dos anos 2000, olhássemos para o CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico futuro, veríamos como uma grande tendência a ascensão dos países conhecidos como Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — à condição de líderes globais. E como estão esses países hoje? E o que mais o futuro nos reserva? E o mercado de consumo, como fica nesse contexto? Possivelmente, mais consciente. De um lado, consumidores têm, cada vez mais, optado por opções de custo reduzido. Assim, opções como a fast fashion têm feito muito sucesso, e grifes destinadas às classes médias têm perdido um pouco da sua atratividade. Clubes de compra e de uso coletivo de produtos também conquistam novos adeptos, assim como os itens sustentáveis que não agridem a natureza em seu processo de produção ou de decomposição após o uso. Por outro lado, o mercado do luxo surge como uma importante tendência, uma vez que se trata de um segmento mais resiliente às crises econômicas, para o qual os preços altos não inibem o consumo. Muitas cidades de países em desenvolvimento têm visto seu mercado de produtos de luxo e serviços exclusivos aumentar muito. Também nesse aspecto, podem-se criar e desenvolver projetos internacionais que busquem de alguma forma atingir esses setores promissores. Paralelamente a todas essas tendências e perguntas, existe a revolução digital. Especialistas dizem que ela mal começou, ainda que estejamos 24 horas conectados. Cada vez mais compraremos, nos comunicaremos e faremos negócio via web. Essa possibilidade não nos assusta mais como antigamente, uma vez que hoje até mesmo a compra de mês do supermercado pode ser feita online. A questão é que, para as compras virtuais, não existem mais fronteiras. Consequentemente, a concorrência das lojas físicas expande- se: lojistas de um determinado local já não concorrem mais com seus rivais locais ou estabelecidos no mesmo shopping center, mas com qualquer outro vendedor do mundo que forneça o mesmo produto. Não é à toa que lojas virtuais do exterior têm feito tanto sucesso entre nós. Por fim, o bem-estar, as indústrias farmacêutica e da beleza tendem a continuar crescendo. A terceira idade de hoje, por exemplo, é muito mais ativa do que era a do passado recente. Hoje, as pessoas não almejam simplesmente viver mais, mas viver melhor, com melhor qualidade de vida. Com isso, surgem CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico oportunidades para se oferecer produtos e serviços diretamente a essas pessoas. Não podemos esquecer que, qualquer que seja o problema com o qual nos confrontemos, sempre existem possibilidades de avanço, seja ele nos negócios, na tecnologia ou na humanidade como um todo. Síntese As mais diversas áreas do conhecimento formulam teorias, que partem de determinadas observações da realidade para propor uma explicação sobre algo. Assim como as ciências jurídicas, biológicas e exatas, as relações internacionais também têm teorias que tentam explicá-las de alguma maneira. Expressando isso de outra forma: “as teorias definem e explicam o mundo em que vivemos. [...] Explicam leis que identificam invariantes ou prováveis associações [...]. Elas buscam, em geral, explicar ou refletir acerca da realidade do mundo” (Sarfati, 2007). Assim como a Gestão de Projetos tem um livro base específico e um corpo básico de conhecimentos, o PMBOK, a análise de negócios também tem. Nós podemos recorrer ao auxílio do Babok, ou Business Analysis Body of Knowledge, o corpo de conhecimentos de análise de negócios: “o Guia Babok descreve as Áreas de Conhecimento da análise de negócios, suas atividades e tarefas associadas e as habilidades necessárias para que a sua execução seja efetiva” (International Institute of Business Analysis, 2013, p. 5). Mas afinal, o que é análise de negócios? Vejamos: “análise de Negócios é o conjunto de atividades e técnicas utilizadas para servir como ligação entre as partes interessadas, no intuito de compreender a estrutura, políticas e operações de uma organização e para recomendar soluções que permitam que a organização alcance suas metas” (BABOOK, 2011). Dentre as tendências que se destacam para os próximos anos no cenário internacional, destaca-se o problema migratório, com seus consequentes problemas humanitários, surgem como desafio para os países no futuro. Como lidar, aonde colocar e como receber esses novos cidadãos, vindos do exterior em quantidades imensas, é um grande desafio. Os BRICS perderam um pouco de espaço pela desaceleração russa e brasileira, e os CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico MINT surgiram recentemente. É a luta contra o terrorismo que tem tentado deixar o mundo um lugar mais seguro, ainda que essa ideia não esteja funcionando bem. A indústria do bem-estar e farmacêutica tendem a continuar crescendo, uma vez que o ser humano tem, cada vez mais, buscado qualidade de vida e bem-estar. Além das técnicas de análise de negócios, levantadas e consolidadas pelo BABOK, a análise de negócios internacionais deve levar outros fatos em consideração. O primeiro desses fatos é a cultura do país de destino: se essa cultura for muito diferente da cultura do país de origem da empresa, poderão ser necessárias algumas adaptações no produto. O segundo ponto a ser levando em consideração é o risco de internacionalizar para um determinado país. Esse risco pode ser de ordem econômica, política ou legal, e dependendo da forma escolhida para a internacionalização, pode afetar o sucesso futuro do empreendimento. Depois, existem ainda outros riscos, como os riscos de segurança e de infraestrutura, que podem afetar a internacionalização quando ela depender de uma presença duradoura no país de destino. Por fim, deve-se levar em consideração se o retorno esperado com a internacionalização é maior do que os riscos. Se os retornos forem altos, pode valer à pena encarar alguns riscos. Além da questão dos riscos, a concorrência no país de destino é também um ponto importante: se os preços dos meus concorrentes forem muito menores do que os meus, minhas chances de sucesso são reduzidas. Referências AFP – L’Agence France-Press. Davos discute incertezas econômicas e ameaças de atentados. Revista Exame, 20 jan. 2016. 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