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RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 01 A Ordem Social (Previdência Social - Contextualização Constitucional): A seguridade social, conforme definida no art. 194 da Constituiça�o Federal, e� um conjunto integrado de aço� es promovidas pelos Poderes Pu� blicos e pela sociedade, com o objetivo de assegurar direitos fundamentais nas a� reas de sau� de, previde�ncia social e assiste�ncia social. Essa integraça�o busca garantir proteça�o social ampla, especialmente para os cidada�os em situaça�o de vulnerabilidade, idosos, trabalhadores e pessoas com deficie�ncia. Esse sistema constitucional e� estruturado para funcionar de forma solida� ria e universal, promovendo o bem-estar coletivo e a justiça social. A seguridade social e� um dos pilares do Estado brasileiro na promoça�o de direitos sociais, sendo financiada por toda a sociedade, inclusive por meio de contribuiço� es de empregadores, trabalhadores e do governo. A Previde�ncia Social, dentro da estrutura constitucional brasileira, esta� inserida no T��tulo VIII – Da Ordem Social, que tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais, conforme o art. 193 da Constituiça�o Federal. Essa contextualizaça�o revela que a Previde�ncia na�o e� apenas um sistema de benef��cios, mas parte de um projeto maior de proteça�o social voltado a� dignidade humana e a� inclusa�o. Nesse sentido, a Previde�ncia Social integra o tripe� da Seguridade Social, ao lado da sau� de e da assiste�ncia social, e tem como finalidade garantir proteça�o ao trabalhador e seus dependentes em situaço� es como aposentadoria, invalidez, doença, maternidade e morte. Ao reconhecer o trabalho como fundamento da ordem social, a Constituiça�o reforça que a Previde�ncia e� um direito fundamental e um instrumento de promoça�o da justiça distributiva e da segurança econo� mica dos cidada�os. O artigo 193 da Constituiça�o Federal estabelece os fundamentos da ordem social no Brasil, destacando o primado do trabalho como base e o bem-estar e a justiça sociais como objetivos centrais. Essa diretriz constitucional orienta a criaça�o de pol��ticas pu� blicas voltadas a� promoça�o da dignidade humana, a� reduça�o das desigualdades e a� valorizaça�o do trabalho como elemento estruturante da cidadania. O para�grafo u� nico reforça o papel do Estado como planejador das pol��ticas sociais, mas tambe�m garante a participaça�o ativa da sociedade nos processos de formulaça�o, monitoramento, controle e avaliaça�o dessas pol��ticas. Isso assegura maior transpare�ncia, legitimidade e efetividade nas aço� es governamentais, promovendo uma gesta�o democra� tica e inclusiva da ordem social. Dos Direitos Sociais: O artigo 6º da Constituiça�o Federal estabelece os direitos sociais como pilares fundamentais para a construça�o de uma sociedade justa e igualita� ria. Esses direitos incluem a educaça�o, sau� de, alimentaça�o, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previde�ncia social, proteça�o a� maternidade e a� infa�ncia, ale�m da assiste�ncia aos desamparados. Esses direitos sa�o garantias essenciais que visam assegurar condiço� es dignas de vida para todos os cidada�os, especialmente os mais vulnera�veis. Ao reconhece� -los como direitos constitucionais, o Estado assume o compromisso de promover pol��ticas pu� blicas que efetivem esses valores, fortalecendo a cidadania, a inclusa�o social e o bem-estar coletivo. Estrutura da Constituição Federal: T��tulo VIII – Da Ordem Social (arts. 193 a 232): A Ordem Social tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais. Cap��tulo I – Disposiça�o Geral: Art. 193: Fundamentos da ordem social e funça�o do Estado no planejamento das pol��ticas sociais. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 02 Cap��tulo II – Da Seguridade Social (arts. 194 a 204): Conjunto integrado de aço� es voltadas a� sau� de, previde�ncia e assiste�ncia social. Seça�o I – Disposiço� es Gerais Arts. 194 e 195: Princ��pios, financiamento e abrange�ncia da seguridade social. Seça�o II – Da Sau� de Arts. 196 a 200: Direito a� sau� de, organizaça�o do SUS, compete�ncias e participaça�o da iniciativa privada. Seça�o III – Da Previde�ncia Social Arts. 201 e 202: Regime geral, benef��cios, aposentadorias, penso� es e previde�ncia complementar. Seça�o IV – Da Assiste�ncia Social Arts. 203 e 204: Proteça�o aos necessitados, benef��cios assistenciais e gesta�o descentralizada. OBS: Demais cap��tulos do T��tulo VIII incluem: Cap��tulo III – Da Educaça�o, da Cultura e do Desporto (arts. 205 a 217) Cap��tulo IV – Da Cie�ncia e Tecnologia (arts. 218 a 219) Cap��tulo V – Da Comunicaça�o Social (arts. 220 a 224) Cap��tulo VI – Do Meio Ambiente (arts. 225 a 232) Objetivos da Organização da Seguridade Social: Os objetivos da organizaça�o da seguridade social, conforme o art. 194, para�grafo u� nico da Constituiça�o Federal, refletem os princ��pios que orientam a atuaça�o do Estado na promoça�o de pol��ticas pu� blicas voltadas a� sau� de, previde�ncia e assiste�ncia social. Esses objetivos garantem que a seguridade social seja ampla, justa, sustenta�vel e participativa, atendendo a� s necessidades da populaça�o com responsabilidade e inclusa�o. Entre os principais objetivos esta�o: 1. A universalidade da cobertura e do atendimento, assegurando que todos tenham acesso aos serviços e benef��cios. 2.A uniformidade e equivale�ncia entre populaço� es urbanas e rurais, promovendo igualdade no tratamento. 3.A seletividade e distributividade, que priorizam quem mais precisa, com distribuiça�o justa dos recursos. 4.A irredutibilidade dos valores dos benef��cios, protegendo os direitos adquiridos dos beneficia� rios. 5.A equidade no custeio, com participaça�o proporcional de trabalhadores, empregadores e governo. 6.A diversidade da base de financiamento, com receitas espec��ficas para cada a� rea da seguridade, respeitando o cara� ter contributivo da previde�ncia. 7.E o cara� ter democra� tico e descentralizado da administraça�o, com gesta�o quadripartite que inclui representantes da sociedade e do Estado. Esses princ��pios garantem que a seguridade social funcione como um sistema integrado, eficiente e comprometido com a justiça social e a proteça�o dos cidada�os em todas as fases da vida. Financiamento da Seguridade Social: O financiamento da seguridade social, conforme o art. 195 da Constituiça�o Federal, e� responsabilidade de toda a sociedade, realizada de forma direta e indireta, com recursos provenientes dos orçamentos pu� blicos (Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios) e de contribuiço� es sociais espec��ficas. Essa estrutura busca garantir a sustentabilidade do sistema e a proteça�o dos direitos sociais relacionados a� sau� de, previde�ncia e assiste�ncia social. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 03 Seguridade Social (Definição Constitucional): As principais fontes de financiamento incluem: Contribuiço� es do empregador, empresa ou entidade equiparada, incidentes sobre a folha de sala� rios, receita ou faturamento e lucro. Contribuiço� es do trabalhador e demais segurados, com possibilidade de al��quotas progressivas conforme o sala� rio, sendo isentas as aposentadorias e penso� es do Regime Geral. Contribuiço� es sobre a receita de concursos de progno� sticos, como loterias. Contribuiço� es do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei equiparar a essa condiça�o. Esse modelo de financiamento e� baseado na solidariedade social, na diversidade de fontes e na equidade contributiva, assegurando que todos participem da manutença�o do sistema conforme sua capacidade econo� mica. A Seguridade Social, conforme definida pela Constituiça�o Federal no art. 194, e� um conjunto integrado de aço� es promovidas pelos Poderes Pu� blicos e pela sociedade, com o objetivo de assegurar os direitos fundamentais a� sau� de,segurado continue exercendo atividade laboral, desde que haja comprovaça�o da sequela que impacta sua produtividade. O inciso II do artigo 201 da Constituiça�o Federal assegura a proteça�o a� maternidade, com especial atença�o a� gestante, como uma das finalidades da Previde�ncia Social no a�mbito do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Essa proteça�o se concretiza, principalmente, por meio do sala� rio-maternidade. O sala� rio-maternidade e� um benef��cio previdencia� rio pago a� segurada do RGPS durante o per��odo de afastamento do trabalho em raza�o do parto, adoça�o ou guarda judicial para fins de adoça�o. Ele tambe�m pode ser concedido em casos de aborto na�o criminoso, conforme previsto em lei. Esse benef��cio garante a� gestante ou a� ma�e adotante o direito a� remuneraça�o durante o per��odo de licença, promovendo segurança econo� mica e proteça�o social em um momento de grande vulnerabilidade e responsabilidade familiar. O valor do sala� rio-maternidade varia conforme a categoria da segurada (empregada, contribuinte individual, dome�stica, etc.), sendo calculado com base na remuneraça�o ou na me�dia das contribuiço� es. O inciso III do artigo 201 da Constituiça�o Federal assegura a proteça�o ao trabalhador em situaça�o de desemprego involunta� rio como uma das finalidades da Previde�ncia Social. Essa proteça�o se concretiza por meio do seguro-desemprego, um benef��cio essencial para garantir a subsiste�ncia do trabalhador durante o per��odo em que esta� fora do mercado de trabalho sem justa causa. O seguro-desemprego e� pago em parcelas mensais, por um per��odo determinado, ao trabalhador formal que foi dispensado involuntariamente. O nu� mero de parcelas e o valor do benef��cio variam conforme o tempo de serviço e a me�dia salarial dos u� ltimos meses trabalhados. O benef��cio tambe�m pode ser concedido a trabalhadores resgatados de condiço� es ana� logas a� escravida�o, pescadores artesanais no per��odo do defeso e empregados dome�sticos dispensados sem justa causa. Para ter direito ao seguro-desemprego, o trabalhador deve cumprir alguns requisitos legais, como ter recebido sala� rios por um per��odo m��nimo antes da demissa�o, na�o possuir outra fonte de renda e na�o estar recebendo benef��cio previdencia� rio de prestaça�o continuada, com exceça�o do aux��lio-acidente e pensa�o por morte. Esse benef��cio tem como objetivo amortecer os impactos sociais e econo� micos do desemprego, oferecendo tempo e condiço� es m��nimas para que o trabalhador busque nova colocaça�o no mercado de trabalho, preservando sua dignidade e segurança financeira. Benefícios a serem concedidos pelo RGPS: O inciso IV do artigo 201 da Constituiça�o Federal preve� que o Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) concedera� sala� rio-fam��lia e aux��lio-reclusa�o aos dependentes dos segurados de baixa renda, como forma de proteça�o social complementar a� renda familiar. O sala� rio-fam��lia e� um benef��cio pago aos segurados de baixa renda que possuem filhos ou equiparados com ate� 14 anos de idade, ou de qualquer idade se forem inva� lidos. O valor e� pago por filho e e� proporcional a� renda do segurado, sendo atualizado periodicamente. Seu objetivo e� auxiliar no sustento da fam��lia, promovendo maior equidade social. O aux��lio-reclusa�o e� destinado aos dependentes do segurado de baixa renda que esteja preso em regime fechado ou semiaberto, desde que ele na�o esteja recebendo remuneraça�o da empresa nem outro benef��cio previdencia� rio. O benef��cio visa garantir a subsiste�ncia da fam��lia do segurado recluso, evitando que a privaça�o de liberdade resulte em desamparo econo� mico dos dependentes. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 21 Ambos os benef��cios sa�o condicionados a� comprovaça�o da baixa renda do segurado, conforme crite� rios definidos em lei, e a� qualidade de segurado no momento do fato gerador. Essas prestaço� es reforçam o cara� ter solida� rio e protetivo da Previde�ncia Social, assegurando amparo a� s fam��lias em situaço� es de vulnerabilidade. O sala� rio-fam��lia e� um benef��cio previdencia� rio previsto no inciso IV do artigo 201 da Constituiça�o Federal, destinado a segurados de baixa renda do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Seu objetivo e� auxiliar no sustento dos filhos, reconhecendo os encargos familiares como uma continge�ncia social relevante. O evento coberto pelo sala� rio-fam��lia e� a existe�ncia de filhos menores de 14 anos ou filhos inva� lidos de qualquer idade, o que presume legalmente que o segurado possui responsabilidades econo� micas adicionais. Essa presunça�o justifica o pagamento do benef��cio como forma de compensaça�o e apoio a� manutença�o da fam��lia. Importante destacar que o titular do benef��cio e� o segurado, e na�o os filhos. Ou seja, o valor e� pago diretamente ao trabalhador que cumpre os requisitos legais, como renda mensal dentro do limite estabelecido e v��nculo formal com o RGPS. O benef��cio e� calculado por filho e atualizado periodicamente conforme os para�metros legais. O aux��lio-reclusa�o e� um benef��cio previdencia� rio previsto no inciso IV do artigo 201 da Constituiça�o Federal, destinado a proteger os dependentes do segurado de baixa renda em caso de sua reclusa�o em regime fechado ou semiaberto. O evento coberto e� a reclusa�o do segurado, desde que ele esteja afastado do trabalho e sem remuneraça�o, na�o recebendo outro benef��cio previdencia� rio. O objetivo e� garantir amparo econo� mico a� fam��lia do segurado durante o per��odo em que ele esta� impossibilitado de prover sustento por estar privado de liberdade. O titular do benef��cio sa�o os dependentes do segurado, como co� njuge, filhos menores ou inva� lidos, e outros conforme definido pela legislaça�o previdencia� ria. O valor do benef��cio e� pago diretamente aos dependentes, e na�o ao segurado recluso. A condiça�o de baixa renda e� avaliada com base na renda do segurado recluso, e na�o na renda dos dependentes. Isso significa que, para concessa�o do aux��lio, e� necessa� rio comprovar que o segurado, antes da reclusa�o, recebia remuneraça�o dentro dos limites estabelecidos pela legislaça�o vigente. A pensa�o por morte e� um benef��cio previdencia� rio previsto no inciso V do artigo 201 da Constituiça�o Federal, concedido aos dependentes do segurado do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) em caso de seu falecimento. Esse benef��cio tem como finalidade garantir a proteça�o econo� mica da fam��lia diante da perda de sua principal fonte de sustento. A redaça�o constitucional assegura que a pensa�o por morte seja devida independentemente do sexo do segurado, reafirmando o princ��pio da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Assim, tanto o co� njuge ou companheiro homem quanto mulher te�m direito a� pensa�o, desde que comprovada a depende�ncia econo� mica e o v��nculo legal ou afetivo com o segurado falecido. Ale�m disso, a legislaça�o previdencia� ria inclui expressamente o co� njuge e o companheiro no rol legal de dependentes, ao lado de filhos, pais e outros familiares, conforme crite� rios definidos em lei. Essa inclusa�o e� essencial para garantir que a proteça�o previdencia� ria alcance todas as formas leg��timas de fam��lia, respeitando a diversidade de arranjos familiares reconhecidos pelo ordenamento jur��dico brasileiro. A pensa�o por morte pode ser vital��cia ou tempora� ria, dependendo da idade, da condiça�o de invalidez e da duraça�o do relacionamento. O valor do benef��cio e sua duraça�o tambe�m variam conforme o tempo de contribuiça�o do segurado e as regras espec��ficas estabelecidas pela legislaça�o vigente. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 22 A aposentadoria programada por idade no Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) e� garantida aos segurados que cumprirem os requisitos estabelecidos em lei, conforme previsto no§ 7º do artigo 201 da Constituiça�o Federal. A idade m��nima exigida e� de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, sendo necessa� rio tambe�m o cumprimento de um tempo m��nimo de contribuiça�o, conforme regulamentaça�o infraconstitucional. Para os trabalhadores rurais e aqueles que exercem suas atividades em regime de economia familiar como o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal, a Constituiça�o preve� uma reduça�o na idade m��nima, fixando-a em 60 anos para os homens e 55 anos para as mulheres. Essa diferenciaça�o reconhece as condiço� es mais a� rduas e preca� rias em que essas atividades sa�o exercidas. Ale�m disso, o § 8º do mesmo artigo estabelece que os professores que comprovarem tempo de efetivo exerc��cio das funço� es de magiste� rio na educaça�o infantil, no ensino fundamental e no ensino me�dio tera�o direito a� reduça�o de cinco anos na idade m��nima exigida para aposentadoria. Essa regra busca valorizar o trabalho docente e considerar o desgaste f��sico e emocional da profissa�o. O artigo 19 da Emenda Constitucional nº 103/2019 estabelece uma regra transito� ria para a aposentadoria programada por idade no Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Ate� que uma lei espec��fica regulamente o tempo m��nimo de contribuiça�o previsto no inciso I do § 7º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, os segurados que se filiarem ao RGPS apo� s a entrada em vigor da Emenda tera�o direito a� aposentadoria aos 62 anos de idade, se mulher, e 65 anos de idade, se homem. Ale�m da idade m��nima, e� exigido o cumprimento de um tempo m��nimo de contribuiça�o: 15 anos para mulheres e 20 anos para homens. Essa regra garante a aplicaça�o imediata dos novos para�metros constitucionais, assegurando o acesso a� aposentadoria programada enquanto se aguarda a regulamentaça�o definitiva por meio de lei complementar. A Emenda Constitucional nº 103/2019, em seu artigo 19, § 1º, inciso II, estabelece uma regra transito� ria para a aposentadoria dos professores filiados ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Ate� que lei complementar regulamente a reduça�o da idade m��nima ou do tempo de contribuiça�o prevista nos §§ 1º e 8º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, sera� concedida aposentadoria ao professor que comprove 25 anos de contribuiça�o exclusivamente em efetivo exerc��cio das funço� es de magiste� rio na educaça�o infantil, ensino fundamental e me�dio, desde que possua 57 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem. Essa norma reconhece o desgaste f��sico e emocional da atividade docente e assegura uma transiça�o justa ate� a regulamentaça�o definitiva. Aposentadoria Programada por Idade: Adoção de Requisitos e Critérios Diferenciados a Concessão de Aposentadoria: O § 1º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, com redaça�o dada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, estabelece que e� vedada a adoça�o de requisitos ou crite� rios diferenciados para a concessa�o de benef��cios previdencia� rios, como aposentadorias, salvo nos casos expressamente autorizados por lei complementar. Essa regra reforça a uniformidade do sistema, mas admite exceço� es justificadas por condiço� es espec��ficas de vulnerabilidade ou risco. As exceço� es permitidas sa�o direcionadas exclusivamente aos segurados com deficie�ncia, desde que previamente submetidos a avaliaça�o biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, e aos segurados cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposiça�o a agentes qu��micos, f��sicos ou biolo� gicos prejudiciais a� sau� de, ou a� associaça�o desses agentes. Nesses casos, e� poss��vel prever idade e tempo de contribuiça�o distintos da regra geral, reconhecendo o impacto dessas condiço� es na sau� de e na capacidade laboral do trabalhador. Importante destacar que, para os trabalhadores expostos a agentes nocivos, e� vedada a caracterizaça�o do direito a� aposentadoria especial com base apenas na categoria profissional ou ocupaça�o. Isso significa que o reconhecimento do direito depende da comprovaça�o efetiva da exposiça�o aos agentes prejudiciais, e na�o apenas do t��tulo da funça�o exercida. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 23 A aposentadoria programada especial, conforme o artigo 19, § 1º, inciso I da Emenda Constitucional nº 103/2019, e� destinada aos segurados do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) que comprovem o exerc��cio de atividades com efetiva exposiça�o a agentes qu��micos, f��sicos ou biolo� gicos prejudiciais a� sau� de, ou a� associaça�o desses agentes. Essa exposiça�o deve ocorrer de forma cont��nua e habitual, sendo vedada a caracterizaça�o do direito com base apenas na categoria profissional ou ocupaça�o. Ate� que uma lei complementar regulamente a reduça�o da idade m��nima ou do tempo de contribuiça�o prevista nos §§ 1º e 8º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, sera� concedida aposentadoria especial aos segurados que cumprirem os requisitos estabelecidos nos artigos 57 e 58 da Lei nº 8.213/91. Esses requisitos incluem o tempo m��nimo de contribuiça�o de 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de nocividade do agente ao qual o trabalhador esteve exposto. Essa regra transito� ria assegura proteça�o previdencia� ria diferenciada aos trabalhadores que atuam em condiço� es insalubres ou perigosas, reconhecendo o impacto dessas atividades na sau� de e na capacidade laboral, e garantindo o direito a� aposentadoria com crite� rios ajustados a� realidade desses profissionais. A aposentadoria programada especial, conforme previsto no artigo 19, § 1º, inciso I da Emenda Constitucional nº 103/2019, sera� concedida aos segurados do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) que comprovem o exerc��cio de atividades com efetiva exposiça�o a agentes qu��micos, f��sicos ou biolo� gicos prejudiciais a� sau� de, ou a� associaça�o desses agentes, vedada a caracterizaça�o por categoria profissional ou ocupaça�o. Ate� que lei complementar regulamente essa mate�ria, os requisitos para concessa�o da aposentadoria especial sa�o: a) 55 anos de idade, para atividades especiais com 15 anos de contribuiça�o; b) 58 anos de idade, para atividades especiais com 20 anos de contribuiça�o; c) 60 anos de idade, para atividades especiais com 25 anos de contribuiça�o. Aposentadoria Programada Especial: Aposentadoria da Pessoa com Deficiência: A aposentadoria da pessoa com deficie�ncia no Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), conforme o artigo 22 da Proposta de Emenda a� Constituiça�o nº 6/2019 (EC 103/19), sera� concedida na forma da Lei Complementar nº 142/2013, ate� que uma nova lei complementar discipline o § 4º-A do artigo 40 e o inciso I do § 1º do artigo 201 da Constituiça�o Federal. Essa norma garante que, durante o per��odo de transiça�o legislativa, os segurados com deficie�ncia continuem tendo acesso a� aposentadoria com requisitos diferenciados, respeitando o grau de deficie�ncia (leve, moderada ou grave) e os crite� rios de tempo de contribuiça�o e idade previstos na LC 142/13. A lei tambe�m estabelece os crite� rios de ca� lculo dos benef��cios, assegurando proteça�o previdencia� ria adequada e proporcional a� s limitaço� es enfrentadas por esses segurados. A aposentadoria por idade da pessoa com deficie�ncia, segurada do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), e� regulamentada pela Lei Complementar nº 142/2013, conforme previsto no artigo 22 da Emenda Constitucional nº 103/2019. Ate� que nova lei complementar seja editada, permanecem va� lidos os crite� rios estabelecidos por essa norma. Para ter direito a� aposentadoria por idade, o homem com deficie�ncia deve ter 60 anos de idade, enquanto a mulher deve ter 55 anos. Em ambos os casos, e� necessa� rio comprovar o tempo m��nimo de contribuiça�o de 15 anos, ale�m da existe�ncia da deficie�ncia durante todo esse per��odo contributivo. Essa regra independe do grau de deficie�ncia leve, moderada ou grave e busca assegurar proteça�o previdencia�ria adequada a� s pessoas com deficie�ncia, reconhecendo suas trajeto� rias laborais diferenciadas e promovendo inclusa�o e equidade no acesso aos benef��cios previdencia� rios. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 24 A aposentadoria por tempo de contribuiça�o da pessoa com deficie�ncia, no a�mbito do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), e� regulamentada pela Lei Complementar nº 142/2013, conforme previsto no artigo 22 da Emenda Constitucional nº 103/2019. Essa modalidade de aposentadoria considera o grau da deficie�ncia leve, moderada ou grave para definir o tempo m��nimo de contribuiça�o exigido. Para os homens, o tempo m��nimo de contribuiça�o e� de 25 anos no caso de deficie�ncia grave, 29 anos para deficie�ncia moderada e 33 anos para deficie�ncia leve. Ja� para as mulheres, exige-se 20 anos de contribuiça�o para deficie�ncia grave, 24 anos para deficie�ncia moderada e 28 anos para deficie�ncia leve. Esses crite� rios reconhecem que a deficie�ncia pode impactar de forma significativa a trajeto� ria laboral do segurado, justificando a reduça�o proporcional no tempo de contribuiça�o exigido. A concessa�o do benef��cio depende de avaliaça�o biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, que ateste o grau da deficie�ncia e sua existe�ncia durante o per��odo contributivo. Benefícios do RGPS: Cada benef��cio previdencia� rio concedido pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) esta� vinculado a um fato gerador espec��fico, ou seja, a uma situaça�o concreta que justifica a proteça�o social. Esses fatos geradores representam continge�ncias da vida que podem comprometer a capacidade de sustento do segurado ou de seus dependentes, e por isso sa�o cobertos pela Previde�ncia Social. A aposentadoria por idade tem como fato gerador a idade avançada, reconhecendo que, com o passar dos anos, o trabalhador tende a perder capacidade laboral e precisa de amparo financeiro. Ja� a aposentadoria especial decorre do exerc��cio de atividades que expo� em o segurado a agentes nocivos a� sau� de ou a� integridade f��sica, exigindo um tempo m��nimo de contribuiça�o nessas condiço� es. No caso da aposentadoria da pessoa com deficie�ncia, o fato gerador e� a contribuiça�o realizada na condiça�o de pessoa com deficie�ncia, considerando os impactos que essa condiça�o pode ter na trajeto� ria profissional. A aposentadoria por incapacidade permanente, por sua vez, e� concedida quando o segurado apresenta uma incapacidade substancial e definitiva para o trabalho, enquanto o aux��lio por incapacidade tempora� ria cobre per��odos em que o segurado esta� impossibilitado de exercer sua atividade habitual por motivo de sau� de. O aux��lio-acidente e� devido quando ha� uma reduça�o definitiva da capacidade laborativa em decorre�ncia de acidente de qualquer natureza. Ja� o sala� rio-maternidade e� concedido em raza�o da maternidade, seja ela biolo� gica, por adoça�o ou guarda judicial para fins de adoça�o, garantindo proteça�o a� mulher nesse per��odo de afastamento. O sala� rio-fam��lia e� pago ao segurado que possui filhos menores de 14 anos ou inva� lidos, presumindo-se encargos familiares que justificam o apoio financeiro. A pensa�o por morte tem como fato gerador o falecimento do segurado, assegurando sustento aos seus dependentes. Por fim, o aux��lio-reclusa�o e� concedido aos dependentes do segurado de baixa renda que esteja recluso, garantindo proteça�o a� fam��lia durante o per��odo de afastamento involunta� rio do provedor. Sistema Especial da Inclusão Previdenciária: O sistema especial de inclusa�o previdencia� ria, previsto nos §§ 12 e 13 do artigo 201 da Constituiça�o Federal, com redaça�o dada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, tem como objetivo ampliar o acesso a� proteça�o social para trabalhadores em situaça�o de vulnerabilidade. Esse sistema sera� institu��do por lei e contara� com al��quotas diferenciadas, permitindo a inclusa�o de trabalhadores de baixa renda, inclusive aqueles que atuam na informalidade, e pessoas sem renda pro� pria que se dedicam exclusivamente ao trabalho dome�stico no a�mbito de sua reside�ncia, desde que façam parte de fam��lias de baixa renda. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 25 A aposentadoria concedida aos segurados enquadrados nesse sistema especial tera� o valor de um sala� rio- m��nimo, garantindo um patamar ba� sico de proteça�o social. Essa medida busca promover a universalizaça�o da previde�ncia, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por grupos que tradicionalmente ficam a� margem do sistema contributivo regular, e assegurando-lhes o direito a� aposentadoria com regras mais acess��veis e compat��veis com sua realidade econo� mica. Uma das principais caracter��sticas desse sistema e� a aplicaça�o de al��quotas de contribuiça�o diferenciadas, ou seja, mais acess��veis, permitindo que esses grupos possam contribuir para a Previde�ncia Social de forma compat��vel com sua capacidade financeira. Essa medida busca reduzir barreiras de entrada e incentivar a formalizaça�o da proteça�o previdencia� ria. Ale�m disso, os benef��cios concedidos por esse sistema tera�o valor igual a um sala� rio m��nimo, garantindo um patamar ba� sico de segurança econo� mica para os segurados que se enquadram nessas condiço� es. Essa abordagem reforça o cara� ter inclusivo e solida� rio da Previde�ncia Social, promovendo justiça social e proteça�o para quem mais precisa. A Constituiça�o Federal, em seu artigo 201, § 11, com redaça�o dada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, estabelece que os ganhos habituais do empregado, recebidos a qualquer t��tulo, devem ser incorporados ao sala� rio para fins de contribuiça�o previdencia� ria. Isso significa que todas as parcelas que o trabalhador recebe de forma regular como comisso� es, adicionais, gratificaço� es e outras verbas integram a base de ca� lculo da contribuiça�o ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Essa incorporaça�o tem repercussa�o direta no ca� lculo dos benef��cios previdencia� rios, como aposentadorias, aux��lios e penso� es, pois quanto maior a base de contribuiça�o, maior tende a ser o valor dos benef��cios concedidos. A norma busca garantir que o valor dos benef��cios reflita de forma mais justa a real remuneraça�o do trabalhador, promovendo maior equidade e proteça�o social. A aplicaça�o dessa regra esta� condicionada aos casos e a� forma definidos em lei, o que permite a� legislaça�o infraconstitucional estabelecer crite� rios, limites e exceço� es para a inclusa�o de determinadas verbas na base de ca� lculo previdencia� ria. O § 3º do artigo 201 da Constituiça�o Federal estabelece o princ��pio da atualizaça�o moneta� ria dos sala� rios de contribuiça�o utilizados no ca� lculo dos benef��cios previdencia� rios. Isso significa que todos os valores de contribuiça�o ao longo da vida laboral do segurado devem ser corrigidos monetariamente, conforme crite� rios definidos em lei, antes de serem considerados para o ca� lculo do valor do benef��cio. Esse princ��pio visa preservar o poder de compra do trabalhador, evitando que os sala� rios antigos, desvalorizados pela inflaça�o, reduzam o valor final do benef��cio. Ao garantir a atualizaça�o dos sala� rios de contribuiça�o, a norma assegura maior justiça e equil��brio atuarial, refletindo de forma mais fiel a real contribuiça�o do segurado ao sistema previdencia� rio ao longo do tempo. Salário de Contribuição: Noção: O sala� rio-de-contribuiça�o e� a base de ca� lculo da contribuiça�o previdencia� ria do segurado ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Ele representa o valor sobre o qual incide a al��quota de contribuiça�o, sendo, portanto, essencial para determinar o montante que sera� recolhido mensalmente ao sistema previdencia� rio. Segundo a Constituiça�o Federal, os ganhos habituais do empregado, recebidos a qualquer t��tulo, devem serincorporados ao sala� rio-de-contribuiça�o. Isso inclui verbas remunerato� rias como comisso� es, adicionais, gratificaço� es e outras parcelas que tenham cara� ter habitual, garantindo que a contribuiça�o previdencia� ria reflita de forma justa a remuneraça�o real do trabalhador. A fo� rmula ba� sica para calcular a contribuiça�o e� : Contribuiça�o = Al��quota × Sala� rio-de-contribuiça�o RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 26 Essa estrutura assegura que o valor dos benef��cios previdencia� rios futuros como aposentadorias, aux��lios e penso� es seja proporcional a� remuneraça�o efetiva do segurado ao longo de sua vida laboral, promovendo equidade e justiça social no sistema previdencia� rio. O valor do benef��cio previdencia� rio, especialmente no caso do aux��lio por incapacidade tempora� ria (antigo aux��lio-doença), e� calculado com base em uma fo� rmula que considera o histo� rico de remuneraça�o do segurado. O ponto de partida para esse ca� lculo e� o chamado sala� rio-de-benef��cio, que corresponde a� me�dia dos sala� rios-de-contribuiça�o do trabalhador ao longo de um determinado per��odo, devidamente atualizados monetariamente, conforme previsto no § 3º do artigo 201 da Constituiça�o Federal. Uma vez apurado o sala� rio-de-benef��cio, aplica-se um percentual sobre esse valor para se chegar ao valor final do benef��cio. No caso do aux��lio por incapacidade tempora� ria, esse percentual e� de 91% do sala� rio-de- benef��cio. Assim, a fo� rmula fica: Valor do benef��cio = 91% × sala� rio-de-benef��cio Esse modelo busca refletir de forma justa a remuneraça�o habitual do segurado, garantindo que o benef��cio seja proporcional a� sua contribuiça�o ao sistema previdencia� rio. A utilizaça�o da me�dia dos sala� rios-de- contribuiça�o como base assegura que o ca� lculo leve em conta a trajeto� ria contributiva do trabalhador, promovendo maior equidade e proteça�o social durante o per��odo em que ele estiver temporariamente incapaz de exercer sua atividade profissional. Critérios do Cálculo dos Benefícios do RGPS: O artigo 26 da Emenda Constitucional nº 103/2019 estabelece uma regra transito� ria para o ca� lculo dos benef��cios previdencia� rios do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) e do regime pro� prio da Unia�o, ate� que uma nova lei venha a disciplinar esse tema. Segundo essa regra, o sala� rio de benef��cio, base para o ca� lculo dos valores de aposentadorias e demais benef��cios sera� apurado por meio da me�dia aritme� tica simples de 100% dos sala� rios de contribuiça�o e das remuneraço� es utilizadas como base de contribuiça�o aos regimes previdencia� rios, incluindo tambe�m as contribuiço� es decorrentes de atividades militares (referidas nos artigos 42 e 142 da Constituiça�o Federal). Essa me�dia considera todo o per��odo contributivo desde julho de 1994, ou desde o in��cio da contribuiça�o, caso seja posterior a essa data. Ale�m disso, todos os sala� rios de contribuiça�o utilizados nesse ca� lculo devem ser atualizados monetariamente, conforme previsto em lei, para preservar o poder de compra e garantir justiça no valor final do benef��cio. Essa metodologia busca refletir de forma mais precisa a trajeto� ria contributiva completa do segurado, promovendo maior equidade e transpare�ncia no sistema previdencia� rio. Valor Mínimo dos Benefícios de Caráter: O § 2º do artigo 201 da Constituiça�o Federal estabelece uma garantia m��nima para os benef��cios previdencia� rios de cara� ter substitutivo da remuneraça�o. Segundo esse dispositivo, nenhum benef��cio que substitua o sala� rio de contribuiça�o ou o rendimento do trabalho do segurado, como aposentadorias, aux��lios por incapacidade e penso� es podera� ter valor mensal inferior ao sala� rio m��nimo vigente. Essa regra assegura que, mesmo nos casos em que o ca� lculo do benef��cio resulte em valor baixo, o segurado tera� direito a um patamar m��nimo de proteça�o social, compat��vel com as necessidades ba� sicas de sobrevive�ncia. Trata-se de um princ��pio fundamental da Previde�ncia Social brasileira, que reforça seu cara� ter solida� rio e protetivo, especialmente para os trabalhadores de baixa renda ou com histo� rico contributivo limitado. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 27 Os benef��cios previdencia� rios podem ser classificados quanto a� sua natureza econo� mica em dois grandes grupos: substitutivos e complementares. Essa distinça�o tem implicaço� es diretas sobre o valor m��nimo que pode ser pago ao segurado. Os benef��cios de cara� ter substitutivo sa�o aqueles que substituem o sala� rio de contribuiça�o ou o rendimento do trabalho do segurado, como aposentadorias, penso� es por morte, aux��lio por incapacidade tempora� ria e aux��lio-acidente. De acordo com o § 2º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, nenhum desses benef��cios pode ter valor mensal inferior ao sala� rio m��nimo vigente. Essa regra garante um patamar m��nimo de proteça�o social, assegurando que o segurado ou seus dependentes tenham condiço� es ba� sicas de subsiste�ncia. Por outro lado, os benef��cios de cara� ter complementar na�o te�m a funça�o de substituir a renda do trabalho, mas sim de complementar a proteça�o social em situaço� es espec��ficas. Exemplos incluem o sala� rio-fam��lia e o aux��lio-reclusa�o em alguns casos. Esses benef��cios podem ter valor inferior ao sala� rio m��nimo, pois na�o visam garantir a subsiste�ncia integral do segurado, mas sim oferecer um suporte adicional conforme a situaça�o familiar ou social. Essa diferenciaça�o reforça o princ��pio da suficie�ncia econo� mica na Previde�ncia Social, ajustando o valor dos benef��cios a� sua finalidade e a� realidade dos segurados. Limite Máximo dos Benefícios do RGPS: O artigo 5º da Emenda Constitucional nº 103/2019 estabelece o limite ma�ximo para o valor dos benef��cios pagos pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), conforme previsto no artigo 201 da Constituiça�o Federal. Inicialmente, esse teto foi fixado em R$ 2.400,00, mas atualmente esta� em R$ 7.507,49, refletindo os reajustes aplicados ao longo do tempo. Esse limite funciona como um teto previdencia� rio, ou seja, e� o valor ma�ximo que um segurado pode receber mensalmente a t��tulo de benef��cio previdencia� rio, como aposentadoria, pensa�o por morte ou aux��lio por incapacidade. A norma determina que esse valor deve ser reajustado de forma permanente, utilizando os mesmos ��ndices aplicados aos demais benef��cios do RGPS, garantindo a preservaça�o do poder de compra dos segurados ao longo dos anos. Esse mecanismo assegura equil��brio financeiro ao sistema previdencia� rio e evita distorço� es entre os valores pagos aos segurados, promovendo maior justiça e sustentabilidade no modelo de proteça�o social. A Constituiça�o Federal e a legislaça�o previdencia� ria estabelecem que os benef��cios do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) devem respeitar um limite ma�ximo de valor, conhecido como teto previdencia� rio. No entanto, existem duas exceço� es importantes a essa regra: Conforme decidido na Aça�o Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 1946, esse benef��cio na�o esta� sujeito ao teto do RGPS. Isso significa que o valor do sala� rio-maternidade pode ultrapassar o limite ma�ximo, desde que corresponda a� remuneraça�o integral da segurada. Prevista no artigo 45 da Lei nº 8.213/91, essa regra permite o acre�scimo de 25% no valor da aposentadoria por incapacidade permanente quando o segurado necessita de assiste�ncia permanente de outra pessoa. Esse adicional tambe�m pode ultrapassar o teto previdencia� rio. Ale�m disso, o artigo 248 da Constituiça�o Federal determina que todos os benef��cios pagos pelo o� rga�o responsa�vel pelo RGPS, inclusive aqueles custeados pelo Tesouro Nacional e na�o sujeitos ao limite ma�ximo de valor, devem observar os limites remunerato� rios estabelecidos no artigo 37, inciso XI, que tratado teto constitucional do funcionalismo pu� blico. Isso garante que, mesmo em casos excepcionais, os valores pagos estejam alinhados com os princ��pios de moralidade, legalidade e controle de gastos pu� blicos. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 28 Os benef��cios previdencia� rios podem ser classificados quanto a� sua natureza econo� mica em dois grandes grupos: substitutivos e complementares. Essa distinça�o tem implicaço� es diretas sobre o valor m��nimo que pode ser pago ao segurado. Os benef��cios de cara� ter substitutivo sa�o aqueles que substituem o sala� rio de contribuiça�o ou o rendimento do trabalho do segurado, como aposentadorias, penso� es por morte, aux��lio por incapacidade tempora� ria e aux��lio-acidente. De acordo com o § 2º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, nenhum desses benef��cios pode ter valor mensal inferior ao sala� rio m��nimo vigente. Essa regra garante um patamar m��nimo de proteça�o social, assegurando que o segurado ou seus dependentes tenham condiço� es ba� sicas de subsiste�ncia. Por outro lado, os benef��cios de cara� ter complementar na�o te�m a funça�o de substituir a renda do trabalho, mas sim de complementar a proteça�o social em situaço� es espec��ficas. Exemplos incluem o sala� rio-fam��lia e o aux��lio-reclusa�o em alguns casos. Esses benef��cios podem ter valor inferior ao sala� rio m��nimo, pois na�o visam garantir a subsiste�ncia integral do segurado, mas sim oferecer um suporte adicional conforme a situaça�o familiar ou social. Essa diferenciaça�o reforça o princ��pio da suficie�ncia econo� mica na Previde�ncia Social, ajustando o valor dos benef��cios a� sua finalidade e a� realidade dos segurados. Limite Máximo dos Benefícios do RGPS: O artigo 5º da Emenda Constitucional nº 103/2019 estabelece o limite ma�ximo para o valor dos benef��cios pagos pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), conforme previsto no artigo 201 da Constituiça�o Federal. Inicialmente, esse teto foi fixado em R$ 2.400,00, mas atualmente esta� em R$ 7.507,49, refletindo os reajustes aplicados ao longo do tempo. Esse limite funciona como um teto previdencia� rio, ou seja, e� o valor ma�ximo que um segurado pode receber mensalmente a t��tulo de benef��cio previdencia� rio, como aposentadoria, pensa�o por morte ou aux��lio por incapacidade. A norma determina que esse valor deve ser reajustado de forma permanente, utilizando os mesmos ��ndices aplicados aos demais benef��cios do RGPS, garantindo a preservaça�o do poder de compra dos segurados ao longo dos anos. Esse mecanismo assegura equil��brio financeiro ao sistema previdencia� rio e evita distorço� es entre os valores pagos aos segurados, promovendo maior justiça e sustentabilidade no modelo de proteça�o social. A Constituiça�o Federal e a legislaça�o previdencia� ria estabelecem que os benef��cios do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) devem respeitar um limite ma�ximo de valor, conhecido como teto previdencia� rio. No entanto, existem duas exceço� es importantes a essa regra: Conforme decidido na Aça�o Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 1946, esse benef��cio na�o esta� sujeito ao teto do RGPS. Isso significa que o valor do sala� rio-maternidade pode ultrapassar o limite ma�ximo, desde que corresponda a� remuneraça�o integral da segurada. Prevista no artigo 45 da Lei nº 8.213/91, essa regra permite o acre�scimo de 25% no valor da aposentadoria por incapacidade permanente quando o segurado necessita de assiste�ncia permanente de outra pessoa. Esse adicional tambe�m pode ultrapassar o teto previdencia� rio. Ale�m disso, o artigo 248 da Constituiça�o Federal determina que todos os benef��cios pagos pelo o� rga�o responsa�vel pelo RGPS, inclusive aqueles custeados pelo Tesouro Nacional e na�o sujeitos ao limite ma�ximo de valor, devem observar os limites remunerato� rios estabelecidos no artigo 37, inciso XI, que trata do teto constitucional do funcionalismo pu� blico. Isso garante que, mesmo em casos excepcionais, os valores pagos estejam alinhados com os princ��pios de moralidade, legalidade e controle de gastos pu� blicos. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 29 Princípio da Irredutibilidade Real do Valor do Benefício: O princ��pio da irredutibilidade real do valor dos benef��cios, previsto no § 4º do artigo 201 da Constituiça�o Federal, garante que os benef��cios previdencia� rios pagos pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) sejam reajustados periodicamente para preservar seu valor real. Isso significa que os benef��cios devem manter o poder de compra ao longo do tempo, protegendo os segurados contra os efeitos da inflaça�o. Esse reajustamento deve ocorrer em cara� ter permanente, ou seja, de forma cont��nua e regular, conforme crite� rios definidos em lei. A norma reforça o compromisso da Previde�ncia Social com a dignidade do beneficia� rio, assegurando que os valores recebidos na�o se tornem insuficientes para atender a� s necessidades ba� sicas do segurado e de seus dependentes. Esse princ��pio e� essencial para garantir a sustentabilidade social do sistema previdencia� rio, promovendo justiça e proteça�o econo� mica aos trabalhadores que dependem desses benef��cios para sua subsiste�ncia. O artigo 41-A da Lei nº 8.213/1991 estabelece o crite� rio legal de reajuste dos benef��cios previdencia� rios em manutença�o no Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Segundo esse dispositivo, os benef��cios devem ser reajustados anualmente, na mesma data do reajuste do sala� rio m��nimo, garantindo a preservaça�o do poder de compra dos segurados. O reajuste e� feito pro rata, ou seja, proporcionalmente, considerando a data de in��cio do benef��cio ou a do u� ltimo reajustamento. A base para esse ca� lculo e� o I�ndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE, que reflete a variaça�o dos preços ao consumidor e serve como refere�ncia para a correça�o moneta� ria dos valores pagos. Essa regra reforça o princ��pio constitucional da irredutibilidade real dos benef��cios (art. 201, § 4º da CF), assegurando que os valores recebidos pelos segurados na�o sejam corro��dos pela inflaça�o e continuem atendendo a� s suas necessidades ba� sicas ao longo do tempo.a� previde�ncia social e a� assiste�ncia social. Essa integraça�o representa um sistema de proteça�o social amplo, voltado a� promoça�o da dignidade humana, a� inclusa�o e a� justiça social, garantindo amparo em situaço� es de vulnerabilidade, como doença, desemprego, invalidez, maternidade e pobreza. A Seguridade Social e� um dos pilares da ordem social brasileira e reflete o compromisso do Estado com o bem-estar coletivo. Da Saúde: A sau� de, segundo o art. 196 da Constituiça�o Federal, e� reconhecida como um direito de todos e um dever do Estado, devendo ser garantida por meio de pol��ticas sociais e econo� micas que promovam a reduça�o de riscos a� sau� de e assegurem o acesso universal e igualita� rio a� s aço� es e serviços voltados a� promoça�o, proteça�o e recuperaça�o da sau� de. Essa definiça�o reforça o cara� ter integral e inclusivo do sistema de sau� de brasileiro, orientando a atuaça�o do Estado na construça�o de um modelo que priorize a prevença�o de doenças, a equidade no atendimento e a efetivaça�o dos direitos sociais, por meio do Sistema U� nico de Sau� de (SUS) e da participaça�o da sociedade na formulaça�o das pol��ticas pu� blicas. Da Assistência Social: A assiste�ncia social, conforme o art. 203 da Constituiça�o Federal, e� um direito garantido a quem dela necessitar, independentemente de contribuiça�o pre�via a� seguridade social. Ela integra o sistema de proteça�o social brasileiro e tem como objetivo amparar os indiv��duos em situaça�o de vulnerabilidade, promovendo inclusa�o, dignidade e justiça social. Seus principais objetivos constitucionais incluem: A proteça�o a� fam��lia, a� maternidade, a� infa�ncia, a� adolesce�ncia e a� velhice. O amparo a� s crianças e adolescentes carentes. A promoça�o da integraça�o ao mercado de trabalho. A habilitaça�o e reabilitaça�o de pessoas com deficie�ncia, ale�m da integraça�o a� vida comunita� ria. A garantia de um sala� rio m��nimo de benef��cio mensal ao idoso e a� pessoa com deficie�ncia que na�o tenham meios de se manter ou de serem mantidos pela fam��lia. A reduça�o da vulnerabilidade socioecono� mica das fam��lias, por meio de pol��ticas pu� blicas inclusivas e sustenta�veis. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 04 Previdência Social (Definição Constitucional): A assiste�ncia social, conforme o art. 1º da Lei nº 8.742/1993 (Lei Orga�nica da Assiste�ncia Social – LOAS), e� definida como um direito do cidada�o e dever do Estado, integrando a Pol��tica de Seguridade Social na�o contributiva. Isso significa que seu acesso na�o depende de contribuiça�o pre�via, sendo voltada ao atendimento das necessidades ba� sicas da populaça�o em situaça�o de vulnerabilidade. Ela e� realizada por meio de um conjunto integrado de aço� es, promovidas tanto pelo poder pu� blico quanto pela sociedade, com o objetivo de garantir os m��nimos sociais como alimentaça�o, moradia, conv��vio familiar, acesso a serviços e inclusa�o comunita� ria. Essa definiça�o legal reforça o cara� ter universal, protetivo e solida� rio da assiste�ncia social no Brasil. A Previde�ncia Social, conforme o art. 201 da Constituiça�o Federal, e� organizada sob a forma do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), com cara� ter contributivo e filiaça�o obrigato� ria. Isso significa que trabalhadores e empregadores devem contribuir para o sistema, que funciona com base na solidariedade e na preservaça�o do equil��brio financeiro e atuarial, garantindo sua sustentabilidade ao longo do tempo. Esse regime tem como finalidade oferecer proteça�o social em diversas situaço� es de vulnerabilidade. Entre os principais eventos cobertos esta�o a incapacidade tempora� ria ou permanente para o trabalho e a idade avançada, assegurando aposentadorias e aux��lios que amparam o trabalhador quando ele na�o pode mais exercer sua atividade profissional. A Previde�ncia tambe�m garante proteça�o a� maternidade, com atença�o especial a� gestante, e ampara o trabalhador em caso de desemprego involunta� rio, por meio de benef��cios que ajudam a manter a subsiste�ncia durante o per��odo de inatividade. Esses mecanismos reforçam o papel da Previde�ncia como instrumento de segurança econo� mica e dignidade. Ale�m disso, o sistema preve� o pagamento de sala� rio-fam��lia e aux��lio-reclusa�o para os dependentes dos segurados de baixa renda, promovendo justiça social e apoio a� s fam��lias em situaço� es espec��ficas. Esses benef��cios sa�o fundamentais para garantir o sustento de crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade. Por fim, a pensa�o por morte e� assegurada ao co� njuge, companheiro e dependentes do segurado, independentemente do sexo, reafirmando o princ��pio da igualdade e da proteça�o familiar. Assim, a Previde�ncia Social se consolida como um dos pilares da seguridade social brasileira, promovendo amparo, inclusa�o e justiça distributiva. A Previde�ncia Social, conforme o art. 3º, caput, da Lei nº 8.212/1991, tem como finalidade garantir aos seus beneficia� rios os meios indispensa�veis de manutença�o, especialmente em situaço� es de incapacidade para o trabalho, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involunta� rio, encargos familiares, reclusa�o ou morte de quem provia o sustento. Essa definiça�o reforça o papel da Previde�ncia como um instrumento de proteça�o econo� mica e social, voltado a� preservaça�o da dignidade humana diante de eventos que comprometem a capacidade de sustento pro� prio ou familiar. Ao assegurar essa cobertura, o sistema previdencia� rio brasileiro contribui para a segurança financeira, a estabilidade social e a promoça�o da justiça distributiva. Sistema da Seguridade Social (Caráter Heterogêneo): O Sistema de Seguridade Social brasileiro possui uma estrutura heteroge�nea, composta por subsistemas com caracter��sticas distintas, mas que atuam de forma integrada para garantir proteça�o social a� populaça�o. Essa heterogeneidade permite atender diferentes perfis de cidada�os, respeitando suas condiço� es econo� micas e sociais, e promovendo justiça distributiva. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 05 Previdência Social (Regimes): O primeiro componente e� o subsistema contributivo, representado pela Previde�ncia Social. Ele e� destinado aos trabalhadores que contribuem regularmente para o sistema, seja por v��nculo empregat��cio ou como segurados facultativos. Seu acesso depende da contribuiça�o pre�via e tem como objetivo assegurar renda em situaço� es como aposentadoria, invalidez, desemprego involunta� rio, maternidade, reclusa�o ou morte. A filiaça�o e� obrigato� ria, e o regime e� regido por princ��pios de equil��brio financeiro e atuarial. Por outro lado, o subsistema na�o contributivo abrange a Sau� de e a Assiste�ncia Social, que sa�o direitos universais e independem de contribuiça�o. A Sau� de e� garantida a todos por meio do Sistema U� nico de Sau� de (SUS), que oferece aço� es e serviços voltados a� promoça�o, proteça�o e recuperaça�o da sau� de, com acesso universal e igualita� rio. Ja� a Assiste�ncia Social e� voltada a�queles que se encontram em situaça�o de vulnerabilidade, prestando apoio por meio de benef��cios e serviços socioassistenciais, como o Benef��cio de Prestaça�o Continuada (BPC), sem exigir contribuiça�o anterior. Essa divisa�o entre subsistemas contributivo e na�o contributivo reflete o compromisso constitucional com a inclusa�o social, a solidariedade e a proteça�o dos direitos fundamentais, assegurando que todos os brasileiros, independentemente de sua condiça�o econo� mica, tenham acesso a� proteça�o social em momentos de necessidade. Os regimes de Previde�ncia Social no Brasil sa�o organizados em duas grandes categorias: a Previde�ncia Pu� blica e a Previde�ncia Privada, cada uma com caracter��sticas pro� prias, formas de adesa�o distintas e objetivos complementares na proteça�o social dos cidada�os. A Previde�nciaPu� blica e� obrigato� ria e possui cara� ter contributivo. Ela se divide em dois regimes principais: o Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) e o Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS). O RGPS e� voltado para os trabalhadores da iniciativa privada, auto� nomos e segurados facultativos, sendo administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ja� o RPPS atende aos servidores pu� blicos efetivos da Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios, com regras espec��ficas de ca� lculo de benef��cios e gesta�o pro� pria. Por outro lado, a Previde�ncia Privada e� facultativa e funciona como um complemento a� proteça�o oferecida pela Previde�ncia Pu� blica. Ela e� contratada individualmente ou por meio de planos coletivos oferecidos por empresas, sendo regulada pela Superintende�ncia de Seguros Privados (SUSEP). Os planos privados, como o PGBL e o VGBL, permitem ao cidada�o planejar sua aposentadoria com maior autonomia, oferecendo alternativas de renda futura conforme sua capacidade de contribuiça�o e objetivos pessoais. Essa estrutura dual permite que o sistema previdencia� rio brasileiro ofereça uma cobertura ba� sica obrigato� ria a todos os trabalhadores, ao mesmo tempo em que possibilita o planejamento financeiro complementar por meio da previde�ncia privada, promovendo maior segurança econo� mica e liberdade de escolha. Regime Próprio da Previdência Social (Beneficiários): O Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS) e� destinado aos servidores pu� blicos titulares de cargos efetivos, conforme estabelece o art. 40 da Constituiça�o Federal. Esse regime possui cara� ter contributivo e solida� rio, o que significa que sua manutença�o depende da contribuiça�o conjunta do ente federativo, dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas. Ale�m disso, deve observar crite� rios que garantam o equil��brio financeiro e atuarial, assegurando a sustentabilidade do sistema ao longo do tempo. A Emenda Constitucional nº 103/2019 trouxe importantes atualizaço� es, entre elas o § 13, que determina que agentes pu� blicos ocupantes exclusivamente de cargos em comissa�o, de cargos tempora� rios, de mandatos eletivos ou de empregos pu� blicos na�o sa�o vinculados ao RPPS. Nesses casos, aplica-se o Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), administrado pelo INSS, garantindo que apenas os servidores efetivos tenham acesso ao regime pro� prio. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 06 Regimes da Previdência Social - Destinatários: Essa distinça�o reforça a lo� gica de que o RPPS e� voltado a�queles que possuem v��nculo permanente com o serviço pu� blico, enquanto os demais agentes pu� blicos sa�o protegidos pelo regime geral, promovendo maior coere�ncia, justiça contributiva e controle atuarial no sistema previdencia� rio brasileiro. Os regimes de previde�ncia pu� blica no Brasil sa�o organizados para atender diferentes categorias de trabalhadores, conforme sua vinculaça�o ao serviço pu� blico ou a� iniciativa privada. Essa estrutura garante proteça�o social por meio de benef��cios previdencia� rios, respeitando as especificidades de cada grupo. O Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS) e� destinado aos servidores pu� blicos titulares de cargos efetivos vinculados a entes federativos que institu��ram seus pro� prios regimes previdencia� rios. Tambe�m sa�o abrangidos por esse regime os membros da Magistratura, do Ministe� rio Pu� blico e dos Tribunais de Contas, que possuem regras espec��ficas de aposentadoria e pensa�o, conforme previsto na Constituiça�o Federal e nas normas locais. Ja� o Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), administrado pelo INSS, atende aos trabalhadores da iniciativa privada, aos servidores pu� blicos na�o vinculados a regime pro� prio e aos segurados facultativos, como auto� nomos e contribuintes individuais. Esse regime e� o mais abrangente do pa��s e garante benef��cios como aposentadoria, aux��lio-doença, sala� rio-maternidade, pensa�o por morte e outros previstos em lei. Essa divisa�o entre RPPS e RGPS permite que o sistema previdencia� rio brasileiro seja mais eficiente e adequado a� s diferentes formas de v��nculo profissional, promovendo equidade, sustentabilidade e proteça�o social universal. Contagem Recíproca do Tempo de Contribuição: A contagem rec��proca de tempo de contribuiça�o, prevista no art. 201, §§ 9º e 9º-A da Constituiça�o Federal, e� um mecanismo que permite ao segurado somar per��odos de contribuiça�o realizados em diferentes regimes previdencia� rios para fins de aposentadoria. Essa regra e� fundamental para garantir a portabilidade dos direitos previdencia� rios, especialmente em casos de mudança de v��nculo profissional entre o setor pu� blico e o privado. O § 9º assegura que o tempo de contribuiça�o realizado no Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) pode ser somado ao tempo de contribuiça�o em Regimes Pro� prios de Previde�ncia Social (RPPS), e vice-versa, inclusive entre diferentes RPPS. Essa integraça�o e� condicionada a� compensaça�o financeira entre os regimes, conforme crite� rios definidos em lei, garantindo o equil��brio atuarial e a justiça contributiva entre os entes envolvidos. Ja� o § 9º-A, inclu��do pela Emenda Constitucional nº 103/2019, estende essa possibilidade ao tempo de serviço militar exercido nas atividades previstas nos arts. 42, 142 e 143 da Constituiça�o. Esse tempo pode ser considerado tanto para inativaça�o militar quanto para aposentadoria civil, e tambe�m esta� sujeito a� compensaça�o financeira entre as receitas de contribuiça�o dos militares e dos demais regimes previdencia� rios. Essas normas reforçam o princ��pio da continuidade da proteça�o previdencia� ria, permitindo que o trabalhador na�o perca seus direitos ao transitar entre diferentes v��nculos e funço� es pu� blicas ou privadas, promovendo maior segurança jur��dica e inclusa�o previdencia� ria. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 07 Múltipla Filiação: A mu� ltipla filiaça�o ocorre quando uma pessoa exerce mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Conforme o art. 11, § 2º da Lei nº 8.213/1991, ela sera� obrigatoriamente filiada em relaça�o a cada uma dessas atividades, o que implica em mu� ltiplas contribuiço� es previdencia� rias. Apesar de contribuir por mais de uma fonte de renda, o segurado na�o recebera� mais de uma aposentadoria pelo RGPS. O sistema previdencia� rio considera a unificaça�o das contribuiço� es para fins de ca� lculo do benef��cio, respeitando o teto previdencia� rio vigente. Ou seja, mesmo que o trabalhador contribua sobre diversas remuneraço� es, o valor da aposentadoria na�o ultrapassara� o limite ma�ximo estabelecido pelo INSS. Quanto a� s contribuiço� es, sim o segurado contribuira� sobre cada remuneraça�o, mesmo que a soma ultrapasse o teto do RGPS. Isso ocorre porque a legislaça�o exige a contribuiça�o individual por v��nculo, sem considerar o total recebido em todas as atividades. No entanto, para fins de ca� lculo do benef��cio, o INSS considera a me�dia dos sala� rios de contribuiça�o, limitada ao teto, o que pode gerar uma contribuiça�o superior ao valor efetivamente recebido como aposentadoria. Aposentado do RGPS que volta a trabalhar: O aposentado pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) que retorna ao mercado de trabalho ou passa a exercer atividade abrangida por esse regime volta a ser considerado segurado obrigato� rio, conforme estabelece o art. 11, § 3º da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, mesmo ja� estando aposentado, ele devera� contribuir novamente para a Previde�ncia Social em relaça�o a� nova atividade exercida. Essas contribuiço� es na�o te�m como finalidade gerar uma nova aposentadoria pelo RGPS, mas sim custear a Seguridade Social, que inclui sau� de, assiste�ncia e previde�ncia. Portanto, o aposentado continua contribuindo, mas na�o tera�direito a um segundo benef��cio previdencia� rio por essa nova atividade, salvo exceço� es previstas em regimes espec��ficos ou previde�ncia complementar. Por outro lado, o art. 195 da Constituiça�o Federal determina que a seguridade social sera� financiada por toda a sociedade, incluindo os trabalhadores e demais segurados, por meio de contribuiço� es sociais progressivas, conforme o valor do sala� rio de contribuiça�o. No entanto, a Constituiça�o tambe�m estabelece que na�o incide contribuiça�o sobre os valores recebidos a t��tulo de aposentadoria ou pensa�o concedidos pelo RGPS. Ou seja, o aposentado na�o contribui sobre o valor do benef��cio que ja� recebe, mas sim sobre a remuneraça�o da nova atividade laboral. O aposentado pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) que permanece em atividade ou retorna ao trabalho em funça�o abrangida por esse regime na�o tem direito a novas prestaço� es previdencia� rias decorrentes dessa atividade, conforme estabelece o art. 18, § 2º da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, mesmo contribuindo novamente para a Previde�ncia Social, ele na�o podera� receber uma nova aposentadoria ou benef��cios como aux��lio-doença ou aposentadoria por invalidez relacionados ao novo v��nculo. A u� nica exceça�o prevista pela legislaça�o e� o direito ao sala� rio-fam��lia e a� reabilitaça�o profissional, desde que o aposentado esteja empregado. O sala� rio-fam��lia e� um benef��cio pago aos trabalhadores de baixa renda com filhos menores de 14 anos ou inva� lidos, enquanto a reabilitaça�o profissional visa reintegrar o segurado ao mercado de trabalho em caso de reduça�o da capacidade laboral. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 08 Vinculação a mais de um regime da previdência social: A vinculaça�o a mais de um regime de previde�ncia pu� blica ocorre quando um servidor pu� blico ou militar, ja� vinculado a um Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS) ou ao sistema de inatividade militar, passa a exercer outra atividade remunerada que esteja abrangida pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Nesses casos, conforme o art. 12, § 1º da Lei nº 8.213/1991, o indiv��duo torna-se segurado obrigato� rio tambe�m pelo RGPS em relaça�o a� nova atividade. Isso significa que, mesmo ja� sendo vinculado a um regime previdencia� rio pu� blico, o exerc��cio de uma atividade paralela sujeita ao RGPS, como um cargo comissionado, emprego pu� blico sem v��nculo efetivo, ou trabalho na iniciativa privada que exige contribuiça�o obrigato� ria ao INSS. Essa regra reforça o princ��pio da universalidade da cobertura previdencia� ria, garantindo que todas as atividades remuneradas estejam protegidas por algum regime de previde�ncia. No entanto, essa mu� ltipla vinculaça�o na�o implica necessariamente na concessa�o de mu� ltiplos benef��cios previdencia� rios, pois cada regime possui regras pro� prias de concessa�o, acumulaça�o e ca� lculo de benef��cios. Ainda assim, o tempo de contribuiça�o em cada regime pode ser somado por meio da contagem rec��proca, desde que observada a compensaça�o financeira entre os entes envolvidos, conforme previsto na Constituiça�o. O art. 201, § 5º da Constituiça�o Federal estabelece que e� vedada a filiaça�o ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), na qualidade de segurado facultativo, para pessoas que ja� sa�o participantes de Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS). Essa norma tem como objetivo evitar a duplicidade de v��nculos facultativos entre regimes pu� blicos de previde�ncia, preservando a lo� gica contributiva e o equil��brio financeiro do sistema. Na pra� tica, isso significa que um servidor pu� blico titular de cargo efetivo, ja� vinculado a um RPPS, na�o pode se inscrever como segurado facultativo no RGPS, mesmo que deseje ampliar sua proteça�o previdencia� ria. A filiaça�o facultativa ao RGPS e� permitida apenas para pessoas na�o obrigatoriamente vinculadas a nenhum regime previdencia� rio, como estudantes, donas de casa ou desempregados que desejam contribuir voluntariamente para garantir benef��cios futuros. Essa vedaça�o reforça o princ��pio da na�o sobreposiça�o de regimes pu� blicos, evitando distorço� es no financiamento da seguridade social e assegurando que cada cidada�o esteja vinculado ao regime que corresponde a� sua atividade profissional principal. Perguntas que se tem sobre o Regime da Previdência Social: O servidor público não titular de cargo efetivo ou não integrante da magistratura, ministério público ou tribunal de contas pode pertencer a Regime Próprio de Previdência Social? A resposta e� na�o. Somente esses servidores esta�o autorizados constitucionalmente a pertencer a regime pro� prio da previde�ncia social. Todo servidor público titular de cargo efetivo pertence necessariamente a Regime Próprio de Previdência Social? Na�o. Caso o servidor ocupe cargo efetivo em ente federativo que na�o tem regime pro� prio, nesse caso a vinculaça�o sera� ao Regime Geral, na qualidade de segurado empregado. O servidor público ocupante de cargo efetivo pode pertencer ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS em razão da titularidade desse cargo? Sim. Na hipo� tese do ente federativo no qual ocupa o cargo efetivo na�o possuir regime pro� prio de previde�ncia social. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 09 Regime Geral de Previdência Social: Estrutura Administrativa Todo servidor titular de cargo em comissão pertence necessariamente ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS? Na�o. Somente o servidor pu� blico ocupante exclusivamente, ou seja, sem v��nculo efetivo com o serviço pu� blico, e� que pertencera� ao Regime Geral. Caso o servidor ou o militar venham a exercer, concomitantemente, uma ou mais atividades abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão segurados obrigatórios em relação a essas atividades? Sim. Nesse caso havera� vinculaça�o a regimes de previde�ncia diversos, com mais de uma contribuiça�o e, consequentemente, com direito a mais de uma proteça�o previdencia� ria. É vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social - RGPS, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência? Sim. O art. 201, § 5o, da Constituiça�o Federal veda expressamente. É possível que pessoas que não trabalham remuneradamente se filiem ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS? Sim. E� a denominada filiaça�o facultativa, autorizada pela legislaça�o previdencia� ria. O servidor público ocupante de cargo temporário pertence a qual regime de previdência social? Nos termos do art. 40, § 13, da Magna Carta, ao Regime Geral. Qualquer pessoa, incondicionalmente, pode se filiar ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS como segurado facultativo? Na�o. Somente as pessoas que na�o exercem atividade remunerada, seja no a�mbito do Regime Geral, seja no a�mbito de regime pro� prio da previde�ncia social. Como a Constituição Federal desenhou a proteção social dos militares? A Magna Carta deixou a cargo da Unia�o, dos Estados e do Distrito Federal, por leis pro� prias, a regulamentaça�o da proteça�o social dos respectivos militares. O Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) e� o principal sistema previdencia� rio brasileiro, voltado a� proteça�o dos trabalhadores da iniciativa privada, auto� nomos, segurados facultativos e servidores pu� blicos na�o vinculados a regimes pro� prios. Sua estrutura administrativa e� organizada para garantir a concessa�o de benef��cios e a arrecadaça�o de contribuiço� es, conforme previsto na legislaça�o. A administraça�o das prestaço� es previdencia� rias do RGPS e� realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), autarquia federal vinculada ao Ministe� rio da Previde�ncia. O INSS e� responsa�vel por analisar, conceder e manter benef��cios comoaposentadorias, penso� es, aux��lio-doença, sala� rio-maternidade, entre outros, assegurando o cumprimento dos direitos dos segurados. Ja� o financiamento do RGPS ocorre por meio de contribuiço� es sociais, conforme determina o art. 195 da Constituiça�o Federal. Essas contribuiço� es sa�o realizadas por toda a sociedade, incluindo trabalhadores, empregadores e a Unia�o Federal, que participa como fonte complementar de recursos. A arrecadaça�o e� feita com base em al��quotas aplicadas sobre a remuneraça�o dos segurados, respeitando limites e regras espec��ficas. Essa estrutura garante que o RGPS funcione de forma solida� ria, contributiva e sustenta�vel, promovendo proteça�o social ampla e cont��nua aos seus beneficia� rios. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO 14 de Outubro de 2025 Página 10 Atribuições Administrativas do INSS: O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e� o o� rga�o responsa�vel pela gesta�o operacional do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), desempenhando papel central na concessa�o e manutença�o de diversos benef��cios previdencia� rios e assistenciais no Brasil. Em primeiro lugar, o INSS e� encarregado da concessa�o e manutença�o das prestaço� es previdencia� rias do RGPS, como aposentadorias, penso� es por morte, aux��lio-doença, sala� rio-maternidade, aux��lio-acidente, entre outros. Esses benef��cios sa�o destinados aos segurados que contribuem para o sistema, conforme as regras estabelecidas pela legislaça�o previdencia� ria. Ale�m disso, o INSS tambe�m e� responsa�vel pela concessa�o e manutença�o do seguro-defesa do pescador artesanal, um benef��cio pago durante o per��odo de proibiça�o da pesca, garantindo a subsiste�ncia dos pescadores que dependem exclusivamente dessa atividade para seu sustento. Esse benef��cio e� essencial para proteger tanto o trabalhador quanto os recursos naturais. Por fim, o INSS administra o Benef��cio Assistencial de Amparo Social ao Idoso e a� Pessoa com Deficie�ncia, conhecido como Benef��cio de Prestaça�o Continuada (BPC). Esse benef��cio e� previsto na Lei Orga�nica da Assiste�ncia Social (LOAS) e e� destinado a pessoas com deficie�ncia e idosos com 65 anos ou mais que comprovem na�o possuir meios de prover sua pro� pria manutença�o nem de te� -la provida por sua fam��lia. Importante destacar que o BPC e� assistencial, ou seja, na�o exige contribuiça�o pre�via ao sistema previdencia� rio. Com essas atribuiço� es, o INSS atua como instrumento fundamental de proteça�o social, garantindo direitos e promovendo dignidade aos trabalhadores e cidada�os em situaça�o de vulnerabilidade. Previdência Social (Definição Constitucional e Finalidade): A finalidade da Previde�ncia Social, conforme o art. 1º da Lei nº 8.213/1991, e� garantir aos seus beneficia� rios os meios indispensa�veis de manutença�o, especialmente em momentos de vulnerabilidade que comprometem a capacidade de sustento pro� prio ou familiar. Essa proteça�o e� assegurada mediante contribuiça�o, reforçando o cara� ter solida� rio e contributivo do sistema. Entre os eventos cobertos pela Previde�ncia Social esta�o a incapacidade para o trabalho, o desemprego involunta� rio, a idade avançada, o tempo de serviço, os encargos familiares, a prisa�o e a morte de quem provia economicamente os dependentes. Cada uma dessas situaço� es representa um risco social que pode afetar a estabilidade financeira e a dignidade dos cidada�os, e e� justamente nesses momentos que a Previde�ncia atua como rede de proteça�o. A Previde�ncia Privada, conforme o art. 202 da Constituiça�o Federal, e� um regime de cara� ter complementar, ou seja, na�o substitui a previde�ncia pu� blica, mas atua como um reforço a� proteça�o previdencia� ria oferecida pelo Estado. Ela e� organizada de forma auto� noma em relaça�o ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), o que significa que possui regras pro� prias, gesta�o independente e na�o esta� vinculada diretamente ao sistema pu� blico. Esse regime e� facultativo, permitindo que o cidada�o escolha aderir ou na�o, de acordo com seus interesses e planejamento financeiro. A adesa�o pode ser feita de forma individual ou por meio de planos coletivos, geralmente oferecidos por empresas aos seus funciona� rios. A principal caracter��stica da previde�ncia privada e� o modelo de capitalizaça�o, baseado na constituiça�o de reservas financeiras que garantem o pagamento dos benef��cios contratados no futuro. A regulamentaça�o da previde�ncia privada e� feita por lei complementar, que define os crite� rios de funcionamento, fiscalizaça�o e segurança dos recursos aplicados. Essa estrutura permite maior flexibilidade e personalizaça�o dos planos, sendo uma alternativa importante para quem deseja complementar a aposentadoria pu� blica, garantir renda futura ou proteger sua fam��lia. Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 11 Assim, a previde�ncia privada se consolida como um instrumento de planejamento previdencia� rio e patrimonial, promovendo autonomia, segurança e estabilidade financeira para o cidada�o Previdência Privada (Definição Constitucional): A previde�ncia privada, conforme definida no art. 202 da Constituiça�o Federal, e� um regime de proteça�o social que possui caracter��sticas pro� prias e complementares a� previde�ncia pu� blica. Ela foi concebida para oferecer ao cidada�o maior liberdade de planejamento financeiro e previdencia� rio, com base em princ��pios espec��ficos que garantem sua estrutura e funcionamento. Os principais traços caracter��sticos da previde�ncia privada sa�o: A previde�ncia privada na�o substitui o Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS) ou os Regimes Pro� prios (RPPS), mas atua como um complemento, oferecendo uma renda adicional ao segurado. Ela e� organizada de forma independente dos regimes pu� blicos, com gesta�o pro� pria e regras espec��ficas, sem v��nculo direto com o sistema estatal de previde�ncia. A adesa�o a� previde�ncia privada e� volunta� ria. O cidada�o escolhe se deseja contratar um plano, conforme sua capacidade financeira e objetivos pessoais. Os planos sa�o baseados na formaça�o de reservas individuais, acumuladas ao longo do tempo por meio de contribuiço� es e investimentos, que garantem o pagamento dos benef��cios contratados. A relaça�o entre o participante e a entidade de previde�ncia privada e� regida por contrato, com cla�usulas que definem direitos, deveres, valores e condiço� es de recebimento dos benef��cios. A previde�ncia privada e� regulada por legislaça�o espec��fica, que estabelece normas de funcionamento, fiscalizaça�o e segurança jur��dica, garantindo a proteça�o dos participantes. A previde�ncia pu� blica e� a base do sistema de proteça�o social no Brasil. Ela e� obrigato� ria, de cara� ter solida� rio e contributivo, e tem como objetivo garantir uma renda m��nima ao trabalhador em situaço� es como aposentadoria, invalidez, morte ou maternidade. E� financiada por toda a sociedade: trabalhadores, empregadores e o Estado e administrada por o� rga�os pu� blicos, como o INSS no caso do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Ja� a previde�ncia privada tem cara� ter complementar, sendo uma opça�o volunta� ria para quem deseja aumentar sua segurança financeira no futuro. Organizada de forma auto� noma em relaça�o a� previde�ncia pu� blica, ela e� baseada no regime de capitalizaça�o, no qual o participante acumula recursos ao longo do tempo por meio de contribuiço� es individuais, que formara�o a reserva para o pagamento dos benef��cios contratados. A adesa�o a� previde�ncia privada e� facultativa e regida por contrato, o que significa que o participante pode escolher o plano que melhor se adequa a� s suas necessidades, com liberdade para definir valores, prazos e modalidades de recebimento. Ela pode ser contratada individualmente ou por meio de planos coletivos oferecidospor empresas a seus funciona� rios. Portanto, enquanto a previde�ncia pu� blica garante uma proteça�o ba� sica e universal, a previde�ncia privada atua como um instrumento de planejamento financeiro pessoal, permitindo ao cidada�o construir uma renda complementar para manter seu padra�o de vida na aposentadoria. Ambas se complementam e, juntas, fortalecem a segurança econo� mica dos trabalhadores brasileiros. Papel da Previdência Privada: RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 12 Competência Legislativa Acerca da Previdência Social: A Seguridade Social no Brasil e� composta por tre�s a� reas fundamentais: Sau� de, Assiste�ncia Social e Previde�ncia Social. Cada uma delas possui compete�ncias espec��ficas atribu��das pela Constituiça�o Federal, que definem como os entes federativos: Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios devem atuar na formulaça�o e execuça�o das pol��ticas pu� blicas. A Sau� de e a Assiste�ncia Social sa�o regidas por compete�ncia concorrente. Isso significa que a Unia�o e� responsa�vel por estabelecer normas gerais, enquanto os Estados e o Distrito Federal podem legislar de forma suplementar, adaptando as diretrizes a� s suas realidades locais. Essa estrutura permite maior flexibilidade e descentralizaça�o na gesta�o dos serviços, promovendo o acesso universal e igualita� rio a� sau� de e a� assiste�ncia. Ja� a Previde�ncia Social possui uma divisa�o mais espec��fica. O Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), que atende trabalhadores da iniciativa privada e servidores pu� blicos na�o vinculados a regime pro� prio, e� de compete�ncia exclusiva da Unia�o. Isso significa que apenas a Unia�o pode legislar e administrar esse regime, por meio do INSS. Por outro lado, o Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS), destinado aos servidores pu� blicos titulares de cargo efetivo, e� regido por compete�ncia concorrente no que diz respeito a� legislaça�o — a Unia�o estabelece normas gerais, e os entes federativos podem legislar sobre aspectos espec��ficos. No entanto, a compete�ncia para instituir e organizar o RPPS e� privativa da Unia�o, garantindo uniformidade e controle sobre os crite� rios m��nimos exigidos para sua criaça�o e funcionamento. Essa divisa�o de compete�ncias assegura que a Seguridade Social seja integrada, descentralizada e eficiente, respeitando as atribuiço� es constitucionais e promovendo proteça�o social ampla e sustenta�vel para toda a populaça�o. Competência para legislar sobre os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS): A compete�ncia para legislar sobre os Regimes Pro� prios de Previde�ncia Social (RPPS) e� definida pela Constituiça�o Federal e foi reforçada pela Emenda Constitucional nº 103/2019, que promoveu ampla reforma no sistema previdencia� rio brasileiro. O § 22 do art. 40 da Constituiça�o Federal, inclu��do pela EC 103/2019, estabelece que e� vedada a criaça�o de novos RPPS. Ou seja, apenas os entes federativos que ja� possuem regime pro� prio podem mante� -lo, desde que observem as normas constitucionais e legais. Para esses regimes existentes, sera� editada uma lei complementar federal que definira� normas gerais de organizaça�o, funcionamento e responsabilidade na gesta�o, incluindo aspectos como estrutura administrativa, controle atuarial, transpare�ncia e equil��brio financeiro. Enquanto essa lei complementar na�o entra em vigor, o Art. 9º da EC 103/2019 determina que os RPPS devem seguir as disposiço� es da Lei nº 9.717/1998, que ja� estabelece regras gerais sobre a organizaça�o e funcionamento desses regimes, ale�m das normas previstas na pro� pria Emenda Constitucional. Portanto, a compete�ncia normativa sobre os RPPS e� concorrente: A Unia�o possui compete�ncia para editar normas gerais por meio de lei complementar. Os Estados, Distrito Federal e Munic��pios podem legislar de forma suplementar, desde que respeitem essas normas gerais. Ale�m disso, a compete�ncia para instituir e extinguir RPPS e� privativa da Unia�o, no sentido de que novos regimes na�o podem mais ser criados, e os existentes devem se adequar a� s diretrizes federais. Essa medida visa garantir maior controle, padronizaça�o e sustentabilidade dos regimes previdencia� rios pu� blicos no Brasil. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 13 Competência Legislativa Acerca da Previdência Social: A Seguridade Social no Brasil e� composta por tre�s a� reas fundamentais: Sau� de, Assiste�ncia Social e Previde�ncia Social. Cada uma delas possui compete�ncias espec��ficas atribu��das pela Constituiça�o Federal, que definem como os entes federativos: Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios devem atuar na formulaça�o e execuça�o das pol��ticas pu� blicas. A Sau� de e a Assiste�ncia Social sa�o regidas por compete�ncia concorrente. Isso significa que a Unia�o e� responsa�vel por estabelecer normas gerais, enquanto os Estados e o Distrito Federal podem legislar de forma suplementar, adaptando as diretrizes a� s suas realidades locais. Essa estrutura permite maior flexibilidade e descentralizaça�o na gesta�o dos serviços, promovendo o acesso universal e igualita� rio a� sau� de e a� assiste�ncia. Ja� a Previde�ncia Social possui uma divisa�o mais espec��fica. O Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), que atende trabalhadores da iniciativa privada e servidores pu� blicos na�o vinculados a regime pro� prio, e� de compete�ncia exclusiva da Unia�o. Isso significa que apenas a Unia�o pode legislar e administrar esse regime, por meio do INSS. Por outro lado, o Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS), destinado aos servidores pu� blicos titulares de cargo efetivo, e� regido por compete�ncia concorrente no que diz respeito a� legislaça�o — a Unia�o estabelece normas gerais, e os entes federativos podem legislar sobre aspectos espec��ficos. No entanto, a compete�ncia para instituir e organizar o RPPS e� privativa da Unia�o, garantindo uniformidade e controle sobre os crite� rios m��nimos exigidos para sua criaça�o e funcionamento. Essa divisa�o de compete�ncias assegura que a Seguridade Social seja integrada, descentralizada e eficiente, respeitando as atribuiço� es constitucionais e promovendo proteça�o social ampla e sustenta�vel para toda a populaça�o. Fontes formais do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): As fontes formais do Regime Pro� prio de Previde�ncia Social (RPPS) sa�o os instrumentos jur��dicos que fundamentam sua criaça�o, organizaça�o e funcionamento. Elas garantem a legalidade, uniformidade e controle dos regimes previdencia� rios institu��dos pelos entes federativos para seus servidores pu� blicos efetivos. A principal base normativa e� o art. 40 da Constituiça�o Federal, que estabelece os princ��pios constitucionais aplica�veis aos RPPS, como a vedaça�o a� criaça�o de novos regimes, a exige�ncia de equil��brio financeiro e atuarial, e os crite� rios para concessa�o de benef��cios previdencia� rios. Ale�m disso, o § 22 do art. 40, inclu��do pela Emenda Constitucional nº 103/2019, determina que a Unia�o editara� lei complementar com normas gerais de organizaça�o, funcionamento e responsabilidade na gesta�o dos RPPS. Enquanto essa lei complementar na�o e� publicada, aplica-se o disposto no art. 9º da EC 103, que mante�m em vigor a Lei nº 9.717/1998 como refere�ncia normativa para os regimes ja� existentes. Por fim, cada ente federativo (Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios) pode editar sua legislaça�o espec��fica, desde que respeite as normas gerais estabelecidas pela Unia�o. Essa legislaça�o local trata de aspectos operacionais, administrativos e previdencia� rios pro� prios, como estrutura do o� rga�o gestor, regras de aposentadoria e pensa�o, e mecanismos de controle interno. Portanto, o RPPS e� regido por um conjunto articulado de normas constitucionais, infraconstitucionais e locais, que asseguram sua conformidade legal e sua sustentabilidadeao longo do tempo. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 14 Previdência Privada: Fontes Formais: Art. 22. Compete privativamente a� Unia�o legislar sobre: (...) VII - pol��tica de cre�dito, ca�mbio, seguros e transfere�ncia de valores; (...) Para�grafo u� nico. Lei complementar podera� autorizar os Estados a legislar sobre questo� es espec��ficas das mate�rias relacionadas neste artigo. A Previde�ncia Complementar no Brasil esta� prevista no art. 202 da Constituiça�o Federal, que estabelece sua natureza facultativa, auto� noma e complementar em relaça�o ao Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Esse regime tem como objetivo permitir que trabalhadores pu� blicos ou privados constituam uma renda adicional para a aposentadoria, por meio de planos contratados junto a entidades especializadas. A regulamentaça�o infraconstitucional da previde�ncia complementar e� feita por duas Leis Complementares fundamentais: Dispo� e sobre o Regime de Previde�ncia Complementar em geral. Estabelece os princ��pios, regras de funcionamento, fiscalizaça�o, tipos de planos (benef��cio definido, contribuiça�o definida, etc.), e os direitos e deveres dos participantes e das entidades. Essa lei e� aplica�vel tanto a� s entidades abertas (acess��veis ao pu� blico em geral) quanto a� s fechadas (restritas a grupos espec��ficos, como empregados de uma empresa). Regula a relaça�o entre os entes pu� blicos: Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios e suas respectivas entidades fechadas de previde�ncia complementar. Essa lei e� voltada para os servidores pu� blicos e define como os entes federativos podem instituir planos de previde�ncia complementar para seus servidores efetivos, respeitando limites e crite� rios de governança, transpare�ncia e sustentabilidade. Essas normas garantem que a previde�ncia complementar funcione como um instrumento de planejamento financeiro e previdencia� rio, oferecendo maior segurança e autonomia ao trabalhador para manter seu padra�o de vida apo� s a aposentadoria. Ao mesmo tempo, reforçam a responsabilidade dos entes pu� blicos na gesta�o dos planos oferecidos aos seus servidores. Competência legislativa acerca da previdência complementar do servidor público: A compete�ncia legislativa acerca da previde�ncia complementar do servidor pu� blico esta� claramente definida no art. 40, §§ 14 a 16 da Constituiça�o Federal, especialmente apo� s as alteraço� es promovidas pela Emenda Constitucional nº 103/2019. O § 14 estabelece que a Unia�o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic��pios devem instituir, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, um regime de previde�ncia complementar para os servidores pu� blicos ocupantes de cargo efetivo. Essa previde�ncia complementar deve respeitar o teto do RGPS como limite ma�ximo para aposentadorias e penso� es concedidas pelo regime pro� prio (RPPS), garantindo que valores superiores so� sejam pagos por meio da previde�ncia complementar. O § 15 determina que esse regime complementar deve oferecer planos exclusivamente na modalidade de contribuiça�o definida, ou seja, o valor da contribuiça�o e� fixado previamente, mas o benef��cio futuro dependera� da rentabilidade e do saldo acumulado. Ale�m disso, o regime deve observar os princ��pios do art. 202 da Constituiça�o, que trata da previde�ncia privada, e ser efetivado por meio de entidades fechadas ou abertas de previde�ncia complementar, conforme a legislaça�o infraconstitucional (LC 108/2001 e LC 109/2001). RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 15 Da Saúde: O § 16 traz uma regra de transiça�o: os servidores que ja� estavam no serviço pu� blico antes da instituiça�o do regime complementar so� sera�o vinculados a ele mediante pre�via e expressa opça�o. Isso garante o respeito ao direito adquirido e a� expectativa de direito desses servidores, permitindo que decidam se desejam aderir ao novo modelo. Os artigos 196 e 197 da Constituiça�o Federal estabelecem os fundamentos do sistema de sau� de pu� blica no Brasil, inserido no contexto da Seguridade Social. Esses dispositivos consagram a sau� de como um direito de todos e um dever do Estado, reforçando seu cara� ter universal, igualita� rio e essencial a� dignidade humana. O art. 196 afirma que a sau� de deve ser garantida por meio de pol��ticas sociais e econo� micas que visem a� reduça�o dos riscos de doenças e outros agravos, ale�m de assegurar o acesso universal e igualita� rio a� s aço� es e serviços voltados a� promoça�o, proteça�o e recuperaça�o da sau� de. Isso significa que o Estado deve atuar preventivamente e de forma integrada, promovendo condiço� es de vida sauda�veis e acesso efetivo aos serviços de sau� de. Ja� o art. 197 reconhece que as aço� es e serviços de sau� de sa�o de releva�ncia pu� blica, o que impo� e ao Poder Pu� blico o dever de regulamentar, fiscalizar e controlar sua execuça�o. Essa execuça�o pode ser realizada diretamente pelo Estado, por meio de seus o� rga�os e instituiço� es, ou indiretamente, por meio de terceiros, incluindo pessoas f��sicas ou jur��dicas de direito privado, como hospitais, cl��nicas e profissionais da sau� de contratados ou conveniados. Esses dispositivos formam a base constitucional do Sistema U� nico de Sau� de (SUS), que se orienta pelos princ��pios da universalidade, integralidade e equidade, assegurando que todos os cidada�os tenham acesso gratuito e cont��nuo aos serviços de sau� de, independentemente de sua condiça�o social ou econo� mica. Com base nos artigos 196 e 197 da Constituiça�o Federal, a sau� de no Brasil e� reconhecida como um direito de todos e um dever do Estado, devendo ser garantida por meio de aço� es e serviços de releva�ncia pu� blica. Isso significa que o Estado tem a obrigaça�o de promover pol��ticas que assegurem o bem-estar f��sico e mental da populaça�o, especialmente por meio da reduça�o dos riscos de doenças e outros agravos. Essas aço� es devem ser implementadas por meio de pol��ticas sociais e econo� micas, voltadas a� promoça�o, proteça�o e recuperaça�o da sau� de, com acesso universal e igualita� rio para todos os cidada�os. O objetivo e� garantir que ningue�m seja exclu��do do sistema de sau� de por motivos financeiros, geogra� ficos ou sociais. A execuça�o dos serviços de sau� de pode ocorrer de forma direta, por meio dos o� rga�os pu� blicos, ou indireta, por meio de terceiros, incluindo pessoas f��sicas ou jur��dicas de direito privado. Essa abertura permite que o Estado amplie sua capacidade de atendimento, mantendo a responsabilidade pela regulamentaça�o, fiscalizaça�o e controle desses serviços, conforme previsto no art. 197 da Constituiça�o. O artigo 198 da Constituiça�o Federal estabelece os princ��pios organizativos do Sistema U� nico de Sau� de (SUS), consolidando sua estrutura como uma rede regionalizada e hierarquizada. Essa organizaça�o visa garantir que os serviços de sau� de estejam distribu��dos de forma estrate�gica, permitindo o acesso progressivo e eficiente aos diferentes n��veis de atença�o, desde a atença�o ba� sica ate� os serviços especializados. A primeira diretriz e� a descentralizaça�o, com direça�o u� nica em cada esfera de governo. Isso significa que Unia�o, Estados, Distrito Federal e Munic��pios devem atuar de forma coordenada, mas com autonomia administrativa, permitindo que cada ente federativo gerencie suas aço� es de sau� de conforme as necessidades locais, respeitando os princ��pios do SUS. A segunda diretriz e� o atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas. O sistema deve oferecer cuidados que abrangem promoça�o, prevença�o, tratamento e reabilitaça�o, com foco especial na prevença�o de doenças e agravos, sem preju��zo dos serviços assistenciais, como consultas, exames e internaço� es. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 16 Da Saúde (Art.198):A terceira diretriz e� a participaça�o da comunidade. A populaça�o tem o direito de participar da formulaça�o, fiscalizaça�o e avaliaça�o das pol��ticas pu� blicas de sau� de, por meio de conselhos e confere�ncias. Essa participaça�o fortalece o controle social e garante que as deciso� es sejam tomadas com base nas reais demandas da sociedade. O § 1º do artigo 198 da Constituiça�o Federal estabelece que o Sistema U� nico de Sau� de (SUS) sera� financiado com recursos provenientes do orçamento da seguridade social, abrangendo contribuiço� es sociais e receitas da Unia�o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic��pios. Ale�m disso, outras fontes podem ser utilizadas para complementar esse financiamento, garantindo a sustentabilidade das aço� es e serviços pu� blicos de sau� de. O § 2º define os crite� rios m��nimos de aplicaça�o de recursos por cada ente federativo. A Unia�o deve aplicar, anualmente, no m��nimo 15% de sua receita corrente l��quida em aço� es e serviços pu� blicos de sau� de. Esse percentual representa um compromisso constitucional com o financiamento adequado do sistema em a�mbito nacional. Para os Estados e o Distrito Federal, o ca� lculo dos recursos m��nimos e� feito com base na arrecadaça�o dos impostos previstos nos artigos 155 e 156-A da Constituiça�o, ale�m dos repasses da Unia�o descritos nos artigos 157 e 159, incisos I, "a", e II. Desse total, devem ser deduzidas as parcelas transferidas aos respectivos Munic��pios, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma proporcional e justa. No caso dos Munic��pios e do Distrito Federal, os recursos m��nimos devem ser calculados sobre a arrecadaça�o dos impostos previstos nos artigos 156 e 156-A, bem como dos repasses descritos nos artigos 158 e 159, inciso I, "b", e § 3º. Essa regra garante que todos os entes federativos contribuam para o financiamento do SUS, respeitando sua capacidade arrecadato� ria e promovendo a equidade na distribuiça�o dos recursos. O § 3º do artigo 198 da Constituiça�o Federal determina que uma lei complementar, a ser reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecera� diretrizes fundamentais para o financiamento e controle das aço� es e serviços pu� blicos de sau� de. Essa previsa�o reforça o cara� ter de pol��tica de Estado da sau� de pu� blica, garantindo estabilidade e atualizaça�o perio� dica das normas. Entre os pontos que essa lei complementar deve abordar esta�o os percentuais m��nimos de aplicaça�o de recursos pelos entes federativos, conforme previsto nos incisos II e III do § 2º. Esses percentuais sa�o essenciais para assegurar o financiamento adequado do Sistema U� nico de Sau� de (SUS) em todas as esferas de governo. Ale�m disso, a lei devera� definir os crite� rios de rateio dos recursos da Unia�o destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic��pios, bem como dos Estados para seus respectivos Munic��pios. O objetivo e� promover a progressiva reduça�o das disparidades regionais, garantindo que a� reas mais vulnera�veis recebam maior atença�o e recursos proporcionais a� s suas necessidades. Outro aspecto importante e� a regulamentaça�o das normas de fiscalizaça�o, avaliaça�o e controle das despesas com sau� de. Essas normas devem ser aplicadas nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, assegurando transpare�ncia, eficie�ncia e responsabilidade na gesta�o dos recursos pu� blicos. O § 4º autoriza os gestores locais do SUS a admitirem agentes comunita� rios de sau� de e agentes de combate a� s endemias por meio de processo seletivo pu� blico, respeitando a natureza e complexidade das atribuiço� es desses profissionais. Essa medida permite agilidade na contrataça�o, especialmente em situaço� es emergenciais, como surtos de dengue ou outras epidemias. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 17 Da Saúde (Art.199): O § 5º preve� que uma lei federal dispora� sobre o regime jur��dico, o piso salarial profissional nacional e as diretrizes para os planos de carreira desses agentes, que na�o integram carreira federal. Cabe a� Unia�o prestar assiste�ncia financeira complementar aos entes federativos para garantir o cumprimento do piso salarial, promovendo valorizaça�o e estabilidade desses profissionais essenciais a� sau� de pu� blica. Por fim, o § 6º estabelece que, ale�m das hipo� teses ja� previstas na Constituiça�o para perda de cargo pu� blico, o servidor que exerça funço� es equivalentes a� s de agente comunita� rio de sau� de ou de combate a� s endemias podera� perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos legais espec��ficos para o exerc��cio da funça�o. Essa regra reforça a exige�ncia de qualificaça�o e comprometimento desses profissionais com as normas que regem sua atuaça�o. O artigo 199 da Constituiça�o Federal trata da assiste�ncia a� sau� de pela iniciativa privada, reconhecendo sua liberdade de atuaça�o no setor. Essa previsa�o reforça o cara� ter complementar da atuaça�o privada em relaça�o ao Sistema U� nico de Sau� de (SUS), desde que respeitadas as diretrizes constitucionais e legais. O § 1º estabelece que as instituiço� es privadas podem participar de forma complementar do SUS, mediante contrato de direito pu� blico ou conve�nio, seguindo as diretrizes do sistema. Nessa participaça�o, devem ser priorizadas as entidades filantro� picas e sem fins lucrativos, que historicamente desempenham papel relevante na oferta de serviços de sau� de a� populaça�o. O § 2º veda a destinaça�o de recursos pu� blicos para aux��lios ou subvenço� es a� s instituiço� es privadas com fins lucrativos. Essa restriça�o busca preservar o uso dos recursos pu� blicos para aço� es que estejam alinhadas com o interesse coletivo e que na�o visem lucro, garantindo maior equidade e controle na aplicaça�o dos recursos da sau� de. O § 3º pro��be a participaça�o direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assiste�ncia a� sau� de no Brasil, salvo nos casos previstos em lei. Essa limitaça�o visa proteger a soberania nacional sobre o setor da sau� de, evitando que interesses externos comprometam a gesta�o e os objetivos do sistema pu� blico. O § 4º determina que a lei devera� dispor sobre as condiço� es e requisitos para a remoça�o de o� rga�os, tecidos e substa�ncias humanas, com finalidade de transplante, pesquisa e tratamento, ale�m da coleta, processamento e transfusa�o de sangue e seus derivados. E� expressamente vedada qualquer forma de comercializaça�o desses materiais, reafirmando o princ��pio da dignidade humana e o cara� ter e� tico da medicina e da pesquisa cient��fica. Da Saúde (Art. 200): O artigo 200 da Constituiça�o Federal define as compete�ncias espec��ficas do Sistema U� nico de Sau� de (SUS), ampliando seu papel para ale�m da prestaça�o direta de serviços assistenciais. Essas atribuiço� es reforçam o cara� ter abrangente e estrate�gico do SUS na promoça�o da sau� de pu� blica e na proteça�o coletiva. A primeira compete�ncia e� controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substa�ncias de interesse para a sau� de, ale�m de participar da produça�o de medicamentos, equipamentos, imunobiolo� gicos, hemoderivados e outros insumos. Isso permite que o SUS atue como parceiro na produça�o e distribuiça�o de itens essenciais a� sau� de, fortalecendo a autonomia nacional nesse setor. A segunda atribuiça�o e� executar aço� es de vigila�ncia sanita� ria e epidemiolo� gica, bem como de sau� de do trabalhador. Essas aço� es sa�o fundamentais para a prevença�o de doenças e agravos, e envolvem a atuaça�o conjunta com o� rga�os como a ANVISA, especialmente em situaço� es de risco sanita� rio ou ocupacional. O SUS tambe�m tem a responsabilidade de ordenar a formaça�o de recursos humanos na a� rea da sau� de. Isso inclui o incentivo a� formaça�o de profissionais como me�dicos, enfermeiros e te�cnicos, promovendo a valorizaça�o das carreiras pu� blicas e a qualificaça�o cont��nua dos trabalhadores do setor. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticase Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 18 Definição Constitucional de Previdência Social: Outra compete�ncia importante e� participar da formulaça�o e execuça�o das aço� es de saneamento ba� sico. Essa atuaça�o integrada e� essencial para garantir condiço� es ambientais adequadas a� sau� de, como acesso a� a� gua pota�vel, coleta de esgoto e manejo de res��duos so� lidos. O SUS deve ainda incentivar o desenvolvimento cient��fico, tecnolo� gico e a inovaça�o em sua a� rea de atuaça�o. Isso inclui o apoio a� pesquisa, a� produça�o de conhecimento e a� incorporaça�o de novas tecnologias que melhorem a qualidade e a eficie�ncia dos serviços de sau� de. Tambe�m cabe ao SUS fiscalizar e inspecionar alimentos, bebidas e a� guas para consumo humano, incluindo o controle de seu teor nutricional. Essa funça�o e� essencial para prevenir doenças relacionadas a� alimentaça�o, como obesidade, hipertensa�o e diabetes. Ale�m disso, o SUS participa do controle e fiscalizaça�o da produça�o, transporte, guarda e uso de substa�ncias e produtos psicoativos, to� xicos e radioativos. Essa atuaça�o e� vital para garantir a segurança sanita� ria e proteger a populaça�o contra riscos qu��micos e radiolo� gicos. Por fim, o SUS colabora na proteça�o do meio ambiente, incluindo o ambiente de trabalho. Essa compete�ncia reforça a interdepende�ncia entre sau� de, meio ambiente e condiço� es laborais, promovendo aço� es integradas para a melhoria da qualidade de vida da populaça�o. A definiça�o constitucional da previde�ncia social esta� prevista no artigo 201 da Constituiça�o Federal, que estabelece os fundamentos do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS). Esse regime e� de cara� ter contributivo e de filiaça�o obrigato� ria, o que significa que todos os trabalhadores que exercem atividade remunerada devem contribuir para o sistema, garantindo o acesso aos benef��cios previdencia� rios. A organizaça�o da previde�ncia social deve observar crite� rios de equil��brio financeiro e atuarial, assegurando que os recursos arrecadados sejam suficientes para cobrir os compromissos presentes e futuros do sistema. Essa exige�ncia visa garantir a sustentabilidade do RGPS ao longo do tempo, protegendo os direitos dos segurados e a estabilidade das contas pu� blicas. Entre os eventos cobertos pela previde�ncia social esta�o a incapacidade tempora� ria ou permanente para o trabalho e a idade avançada, que justificam o acesso a benef��cios como o aux��lio-doença, aposentadoria por invalidez e aposentadoria por idade. Tambe�m esta� prevista a proteça�o a� maternidade, especialmente a� gestante, por meio do sala� rio-maternidade e da garantia de estabilidade no emprego. O sistema tambe�m assegura proteça�o ao trabalhador em situaça�o de desemprego involunta� rio, por meio do acesso ao seguro-desemprego, ale�m de garantir o sala� rio-fam��lia e o aux��lio-reclusa�o para os dependentes dos segurados de baixa renda, promovendo amparo social em momentos de vulnerabilidade. Por fim, a previde�ncia social garante a pensa�o por morte do segurado, homem ou mulher, ao co� njuge, companheiro e demais dependentes, conforme os crite� rios legais. Esse benef��cio e� essencial para a proteça�o da fam��lia do trabalhador falecido, assegurando a continuidade da renda e da dignidade dos dependentes. Princípio da Filiação Obrigatória: O princ��pio da filiaça�o obrigato� ria e� um dos pilares do Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), conforme previsto no artigo 201 da Constituiça�o Federal e regulamentado pela legislaça�o infraconstitucional. Ele estabelece que a vinculaça�o ao sistema previdencia� rio ocorre de forma automa� tica para todos aqueles que exercem atividade remunerada, independentemente de vontade expressa ou formalizaça�o. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 19 Princípio da preservação do equilíbrio financeiro e atuarial: A filiaça�o obrigato� ria decorre diretamente do exerc��cio de atividade laboral remunerada. Isso significa que, ao iniciar uma atividade profissional que gera renda, o trabalhador ja� esta� automaticamente vinculado ao RGPS como segurado obrigato� rio. Essa regra se aplica, por exemplo, a empregados, trabalhadores avulsos, contribuintes individuais e dome�sticos, garantindo ampla cobertura previdencia� ria. Por outro lado, existe a filiaça�o facultativa, destinada a�queles que na�o exercem atividade remunerada, mas desejam contribuir para o sistema previdencia� rio. Nesse caso, a filiaça�o depende de uma inscriça�o formalizada junto ao INSS, acompanhada do pagamento da primeira contribuiça�o. E� a situaça�o de estudantes, donas de casa, desempregados e outros cidada�os que desejam garantir proteça�o previdencia� ria voluntariamente. Esse modelo de filiaça�o (obrigato� ria e facultativa) assegura que o RGPS seja um sistema inclusivo e contributivo, promovendo proteça�o social tanto para quem trabalha quanto para quem, por iniciativa pro� pria, decide se vincular ao sistema. O princ��pio da preservaça�o do equil��brio financeiro e atuarial e� um dos fundamentos essenciais da Previde�ncia Social, previsto no artigo 201 da Constituiça�o Federal. Ele garante que o sistema previdencia� rio seja sustenta�vel ao longo do tempo, protegendo os direitos dos segurados e a estabilidade das contas pu� blicas. O equil��brio financeiro refere-se a� capacidade do sistema de cobrir suas despesas com os recursos arrecadados no curto prazo. Isso significa que, me�s a me�s, as receitas provenientes das contribuiço� es dos segurados e empregadores devem ser suficientes para pagar os benef��cios previdencia� rios e manter a estrutura administrativa. Ja� o equil��brio atuarial esta� relacionado ao me�dio e longo prazos, considerando projeço� es demogra� ficas, econo� micas e sociais. Ele envolve ca� lculos te�cnicos que avaliam a capacidade do sistema de continuar honrando seus compromissos futuros, como aposentadorias e penso� es, com base na expectativa de vida, envelhecimento da populaça�o, crescimento da força de trabalho e evoluça�o das receitas. A preservaça�o desses dois tipos de equil��brio exige planejamento, controle e ajustes perio� dicos nas regras de concessa�o de benef��cios, nas al��quotas de contribuiça�o e na gesta�o dos recursos. Esse princ��pio e� fundamental para garantir que a Previde�ncia Social continue cumprindo sua funça�o de proteça�o econo� mica dos trabalhadores, sem comprometer sua viabilidade para as pro� ximas geraço� es. Eventos cobertos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS): Os eventos cobertos pelo Regime Geral de Previde�ncia Social (RGPS), conforme o inciso I do artigo 201 da Constituiça�o Federal, envolvem situaço� es de incapacidade tempora� ria ou permanente para o trabalho, sendo atendidos por benef��cios espec��ficos que visam garantir a subsiste�ncia do segurado diante de continge�ncias sociais. A aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) e� concedida ao segurado que, por motivo de doença ou acidente, esteja incapacitado de forma definitiva para a atividade habitual e na�o possa ser reabilitado para exercer outra atividade que lhe garanta sustento. Esse benef��cio exige comprovaça�o me�dica e e� mantido enquanto persistir a condiça�o de incapacidade. O aux��lio por incapacidade tempora� ria (antigo aux��lio-doença) e� destinado ao segurado que se encontra temporariamente impossibilitado de trabalhar, por mais de quinze dias consecutivos, em raza�o de doença ou acidente. Apo� s esse per��odo, o INSS assume o pagamento do benef��cio, mediante avaliaça�o pericial. RESUMO PERIÓDICO Instituições Democráticas e Ordens Constitucionais - AV2 14 de Outubro de 2025 Página 20 O aux��lio-acidente e� um benef��cio de natureza indenizato� ria, pago ao segurado que sofreu reduça�o permanente da capacidade para o trabalho habitual em decorre�ncia de acidente de qualquer natureza ou causa. Ele e� concedido mesmo que o