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SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E PROTEÇÃO DE DADOS
1. Princípios Fundamentais da Segurança da Informação
A FCC costuma cobrar tanto a tríade clássica (CID) quanto os princípios complementares de 
rastreabilidade e não repúdio.
Confidencialidade: Garante que a informação não seja exposta a pessoas, processos ou 
entidades não autorizadas.
Mecanismos: Criptografia, mascaramento de dados, controle de acesso.
Integridade: Garante que a informação não foi alterada, adulterada ou destruída de 
forma não autorizada ou acidental.
Mecanismos: Funções Hash (MD5, SHA-256), assinaturas digitais, somas de verificação 
(checksums).
Disponibilidade: Garante que a informação e os sistemas estejam acessíveis e 
operacionais sempre que os usuários autorizados precisarem.
Mecanismos: Redundância, backups, planos de continuidade de negócios, balanceamento 
de carga.
Rastreabilidade (ou Auditabilidade): Capacidade de registrar, acompanhar e 
reconstruir os passos e ações de qualquer usuário dentro de um sistema. Permite saber 
quem fez, o que fez e quando fez.
Não Repúdio (ou Irretratabilidade): Garantia de que o autor de uma ação/transação não 
possa negar que a realizou. Depende diretamente da combinação entre Autenticidade + 
Integridade + Rastreabilidade.
2. Auditoria de Sistemas e Trilhas de Auditoria (Audit Trails)
Em provas fiscais, a FCC adora cenários onde DBAs ou administradores tentam alterar registros 
de auditoria ou em que os logs sobrecarregam o banco de dados.
As Regras de Ouro da Auditoria (Pegadinhas Frequentes da FCC)
Segregação de Ambientes: As trilhas de auditoria nunca devem ficar na mesma tabela ou 
esquema do banco de dados transacional/operacional. Devem ser armazenadas em 
repositórios segregados.
Imutabilidade e Append-Only: O repositório de auditoria deve aceitar apenas inserção de 
novos registros (append-only). Nenhum usuário — nem mesmo o DBA/Administrador — 
pode ter permissão para alterar (UPDATE) ou deletar (DELETE) esses logs.
Garantia de Integridade: Registros de auditoria devem possuir assinatura digital e 
timestamps sincronizados (ex: via servidor de hora NTP) para garantir valor probatório legal.
Impacto no Desempenho: Gravar auditorias no mesmo SGBD das operações de negócio 
afeta a disponibilidade e o desempenho. A segregação resolve tanto a segurança quanto a 
performance.
Resumo de Prova: Trilha de auditoria forte = Repositório Segregado + Registros Imutáveis 
(Append-Only) + Assinados Digitalmente + Horário Sincronizado.
3. Classificação e Controle de Acesso a Dados
O controle de acesso define quem (sujeito) pode realizar o quê (operação) sobre qual recurso 
(objeto).
Modelos de Controlar Acesso (Muitíssimo Cobrados)
1.  DAC (Discretionary Access Control - Controle Discrecionário):
O dono do recurso decide quem tem acesso e quais permissões conceder.
Característica: Altamente flexível, mas menos seguro. Muito usado em sistemas 
operacionais comuns (ex: compartilhar uma pasta no Windows/Linux).
2.  MAC (Mandatory Access Control - Controle Mandatório):
O acesso é baseado em níveis de sensibilidade/segurança (ex: Confidencial, Secreto, 
Ultra-secreto) definidos por uma autoridade central/política do sistema.
Característica: Rígido e altamente seguro. O usuário não pode repassar a permissão a 
outro. Típico de ambientes militares e governamentais.
3.  RBAC (Role-Based Access Control - Controle Baseado em Papéis/Funções):
As permissões são atribuídas a papéis/cargos (ex: Auditor, Atendente, Gerente), e os 
usuários são associados a esses papéis.
Característica: Modelo mais utilizado nas corporações e no setor público devido à 
facilidade de gestão e alinhamento com a estrutura organizacional.
Princípios Chave de Controle de Acesso
Princípio do Menor Privilégio (Least Privilege): O usuário deve receber apenas o conjunto 
mínimo de permissões estritamente necessário para realizar suas tarefas diárias, nem 
mais, nem menos.
Necessidade de Conhecer (Need to Know): O acesso a uma informação específica só deve 
ser concedido se a função do indivíduo exigir formalmente o conhecimento daquele dado.
BIZU: 📊 Matriz de Revisão Rápida para a FCC
Tópico O que a FCC cobra? Pegadinha / Ponto de 
Atenção
Integridade vs 
Confidencialidade
Criptografia protege a 
Confidencialidade; 
Hash/Assinatura protege a 
Integridade.
Alterar um dado sem 
autorização fere a Integridade, 
não a confidencialidade.
Auditoria Imutável Repositório externo ao banco 
principal + registros append-
only.
Achar que triggers no banco 
impedem o DBA de apagar 
logs (DBAs podem desativar 
triggers).
RBAC Acesso concedido pelo 
cargo/função, não pela 
pessoa.
Confundir com DAC (onde o 
dono decide quem acessa).
Não Repúdio Impossibilidade de negar a 
autoria de uma transação.
Só é garantido se houver 
assinatura digital e 
rastreabilidade íntegra.
4. Anonimização vs. Pseudoanonimização
A FCC adora explorar a diferença técnica e jurídica entre esses dois conceitos previstos na LGPD 
(Lei nº 13.709/2018).
Anonimização:
Conceito: Processo pelo qual o dado perde a possibilidade de associação, direta ou 
indireta, a um indivíduo, considerando os meios técnicos razoáveis e disponíveis na 
ocasião do tratamento.
Natureza: É um processo IRREVOGÁVEL / IRREVERSÍVEL.
Efeito Jurídico: O dado anonimizado DEIXA de ser considerado dado pessoal, saindo 
do escopo de aplicação da LGPD (salvo se o processo de anonimização puder ser 
revertido com meios razoáveis).
Técnicas comuns: Generalização, supressão, adição de ruído.
Pseudoanonimização:
Conceito: Processo no qual o dado não pode mais ser atribuído a um titular sem o uso 
de informações adicionais.
Natureza: É um processo REVERSÍVEL.
Efeito Jurídico: O dado pseudoanonimizado CONTINUA sendo um dado pessoal, 
ficando totalmente sujeito à LGPD. As informações adicionais para reverter o processo 
devem ser mantidas separadas e em ambiente seguro (segregação).
Técnicas comuns: Substituição por código/ID (Tokenização), Criptografia reversível, Hash 
com sal (salted hash).
5. Mascaramento de Dados (Data Masking)
Técnica de segurança que cria uma versão estruturalmente semelhante aos dados reais para 
uso em ambientes não produtivos (como testes, desenvolvimento e treinamentos), protegendo 
a informação sensível.
Principais Técnicas Cobradas em Provas
Substituição: Troca o dado original por um dado fictício válido (ex: substituir um CPF real 
por outro CPF inventado que passe na validação do algoritmo).
Embaralhamento (Shuffling): Mistura os valores de uma mesma coluna entre diferentes 
registros (ex: os nomes reais continuam no banco de testes, mas associados a CPFs e 
endereços trocados).
Mascaramento Parcial / Nulificação (Nulling out):
Parcial: Oculta parte do dado mantendo o formato visível (ex: 123.***.***-45 ou ****-
****-****-1234).
Nulificação: Substituição por valores nulos (NULL) ou caracteres genéricos (ex: XXX).
Tokenização: Substituição de um dado sensível por um "token" (símbolo de valor não 
sensível). O mapeamento real fica guardado em um Token Vault segregado e seguro.
6. Políticas de Retenção e Descarte de Dados
Define por quanto tempo os dados devem ser armazenados e como/quando devem ser 
eliminados, alinhando-se aos princípios da necessidade e do mínimo privilégio.
Ciclo de Vida e Regras de Ouro para Concursos
1.  Princípio da Necessidade e Limitação da Conservação: Os dados pessoais só podem ser 
mantidos pelo tempo estritamente necessário para cumprir a finalidade para a qual foram 
coletados.
2.  Término do Tratamento: Encerrada a finalidade, a regra geral é o expurgo/eliminação 
dos dados ou a sua anonimização.
3.  Hipóteses Legais de Retenção (Exceções ao Descarte): A LGPD e as normas 
tributárias/fiscais autorizam a conservação dos dados mesmo após o fim da finalidade nas 
seguintes situações:
Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador (ex: guarda de livros 
fiscais pelo prazo prescricional/decadencial).
Estudo por órgão de pesquisa (garantida, sempre que possível, a anonimização).
Transferência a terceiro(respeitados os requisitos da lei).
Uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que os dados 
estejam anonimizados.
BIZU: 📊 Matriz de Revisão Rápida para a FCC
Conceito / Técnica Reversível? É considerado 
Dado Pessoal na 
LGPD?
Foco de Cobrança da Banca
Anonimização Não 
(Irreversível)
Não Perde a identificação do titular 
permanentemente; sai da LGPD.
Pseudoanonimização Sim 
(Reversível)
Sim Requer dados adicionais mantidos 
separadamente; continua sob a 
LGPD.
Mascaramento 
(Masking)
Depende da 
técnica
Varia (Uso em 
testes)
Preserva a estrutura do dado para 
testes sem expor o dado real.
Retenção Legítima N/A Sim A obrigação legal/fiscal se 
sobrepõe ao pedido de exclusão 
do titular.
1. Sigilo Fiscal e Sigilo Funcional no CTN (Arts. 198 e 
199)
1.1 Sigilo Fiscal (Art. 198, Caput)
Conceito: É o dever legal de confidencialidade imposto à Fazenda Pública e aos seus 
agentes quanto às informações de natureza econômica, financeira ou patrimonial dos 
sujeitos passivos (contribuintes) obtidas em razão do exercício do seu ofício.
Alcance/Escopo: Protege dados relativos à situação econômica ou financeira do sujeito 
passivo ou de terceiros e à natureza e ao estado dos seus negócios ou atividades (ex: 
faturamento, movimentação bancária, bens declarados, segredos industriais/comerciais).
Exceções Explícitas: O que NÃO é coberto pelo Sigilo Fiscal (§ 3º)
A lei desprotege expressamente três categorias de informações, permitindo sua divulgação 
direta pela Administração Tributária:
1.  Dívida Ativa: Inscrição do débito na Dívida Ativa da Fazenda Pública.
2.  Parcelamento ou Moratória: Informações relativas a parcelamentos ou moratórias 
concedidos aos devedores.
3.  Incentivos e Benefícios Fiscais a Pessoas Jurídicas: Informações sobre incentivo, 
renúncia, benefício ou imunidade de natureza tributária cujo beneficiário seja pessoa 
jurídica.
Exemplo Prático: Se um jornal solicitar a lista das empresas privadas que recebem isenção de 
ICMS no Estado, a Fazenda Pública deve fornecer, pois o benefício concedido à PJ não está 
protegido pelo sigilo fiscal.
1.2 Hipóteses de Flexibilização/Mitigação do Sigilo Fiscal (§ 1º e § 2º)
A transferência ou prestação de informações protegidas por sigilo só é legítima nas seguintes 
condições:
Hipótese Exigência Legal / Condição Observação Importante
Requisição Judicial Solicitada por autoridade 
judiciária no interesse da 
justiça.
O juiz que requisita passa a 
ter o dever de manter o sigilo 
no processo.
Solicitação Administrativa Solicitada por autoridade 
administrativa no interesse da 
Administração Pública.
Obrigatoriedade: Exige 
comprovação de instauração 
regular de Processo 
Administrativo no órgão 
requisitante.
Comissões Parlamentares 
de Inquérito (CPIs)
CPIs federais ou estaduais 
dotadas de poderes de 
instrução próprios das 
autoridades judiciais.
A quebra do sigilo pela CPI 
exige fundamentação e os 
dados mantêm o caráter 
sigiloso.
Processo Administrativo 
Disciplinar (PAD)
Processos de apuração de 
infração funcional de 
servidores.
A requisição deve ser 
fundamentada e restrita aos 
dados necessários à apuração.
1.3 Mútua Assistência e Intercâmbio de Informações (Art. 199)
Conceito: É a cooperação federativa e internacional para fiscalização e arrecadação de 
tributos.
Mecânica: A Fazenda Pública da União, dos Estados, do DF e dos Municípios prestar-se-ão 
mutuamente assistência para a fiscalização dos tributos e permuta de informações.
Requisitos:
Previsão em lei ou convênio.
O intercâmbio com governos estrangeiros depende de tratado ou acordo 
internacional.
O dever de sigilo se transfere ao órgão recebedor (o dado não perde a proteção sigilosa 
ao ser compartilhado).
1.4 Sigilo Funcional
Conceito: Dever estatutário e funcional do servidor público de não divulgar nem permitir 
que terceiros tomem conhecimento de fatos ou dados sigilosos de que tenha ciência em 
razão do seu cargo.
Implicação Penal: Configura o crime de Violação de Sigilo Funcional (Art. 325 do Código 
Penal): "Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, 
ou facilitar-lhe a revelação".
Implicação Administrativa: Infração disciplinar grave, punível com pena de demissão na 
maioria dos estatutos funcionais, sem prejuízo da apuração por improbidade 
administrativa.
2. Normas de Segurança e Acesso aos Sistemas 
Fazendários (Resoluções SF 20/2012 e SFP 42/2020)
Esta regulamentação disciplina o uso dos sistemas de informação, credenciamento e 
rastreabilidade dos acessos realizados pelos servidores no âmbito da administração tributária.
2.1 Princípios do Acesso e Responsabilidade do Servidor
1.  Inalienabilidade e Pessoalidade: As credenciais de acesso (usuários, senhas e certificados 
digitais) são pessoais, intransferíveis e indelegáveis.
2.  Responsabilidade Absoluta: O titular da credencial responde por todas as operações 
realizadas no sistema com o seu login e senha, ressalvada a comprovação de 
invasão/fraude de terceiros devidamente apurada.
3.  Princípio do Menor Privilégio (Need to Know): O perfil de acesso do servidor é concedido 
estritamente para o desempenho das atribuições de seu cargo ou função atual.
2.2 Uso Legítimo vs. Acesso Indevido (Infração Funcional)
Necessidade de Motivação Funcional: Todo acesso a dados protegidos por sigilo fiscal 
nos sistemas da Secretaria da Fazenda exige justificativa e motivação voltada ao exercício 
da fiscalização, arrecadação ou instrução processual regular.
Acesso Imotivado / Curiosidade: O servidor que utiliza sua credencial para consultar a 
situação fiscal de parentes, vizinhos, figuras públicas ou terceiros sem que haja 
procedimento fiscal/administrativo instaurado comete infração funcional gravíssima por 
violação do dever de sigilo e abuso do poder de acesso.
2.3 Rastreabilidade e Auditoria dos Sistemas
Registros de Auditoria (Logs): Os sistemas fazendários geram registros automatizados e 
inalteráveis de todas as consultas e operações realizadas pelos servidores.
Acompanhamento Continuado: A administração realiza auditorias periódicas nos logs de 
acesso. A simples consulta não autorizada, mesmo que o servidor não repasse a informação 
a terceiros, já caracteriza descumprimento das normas de segurança da informação da 
Fazenda.
3. Conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018) na 
Administração Tributária
3.1 Tratamento de Dados Pessoais pelo Setor Público (Arts. 23 a 
30)
O Estado é um grande tratamento de dados e atua preponderantemente na figura de 
Controlador.
Bases Legais Específicas do Fisco: A Administração Tributária trata dados pessoais 
dispensando o consentimento do titular com base em duas hipóteses do Art. 7º:
1.  Cumprimento de Obrigação Legal ou Regulatória (Art. 7º, II): Exigência de 
declarações fiscais, emissão de notas fiscais eletrônicas, cruzamento de dados.
2.  Execução de Políticas Públicas e Competências Legais (Art. 7º, III): Exercício regular 
do poder de polícia tributário, fiscalização e arrecadação.
Finalidade e Transparência: Os dados devem ser tratados para o atendimento de sua 
finalidade pública, na persecução do interesse público, informando os titulares sobre os 
tipos de dados coletados e os usos realizados (salvo quando a publicização prévia 
comprometer a eficácia da fiscalização).
3.2 Compartilhamento de Dados na Administração Pública
Regra Geral de Compartilhamento: É permitido o compartilhamento de dados pessoais 
entre órgãos públicos para a execução de políticas públicas e cumprimento de atribuições 
legais.
Vedação de Transferência a Entes Privados (Art. 26, § 1º): É proibido à Administração 
Pública transferir a entidades privadas dados pessoais constantes de bases de dados a que 
tenha acesso, EXCETO:
1.  Em casos de execução descentralizada de atividade pública que exija o repasse.
2.  Quando os dados forem acessíveis publicamente.
3.  Para prevenção de fraudes ou segurança do titular.
4.  Com respaldo em previsão legal explícita.
3.3 Conflito e Harmonização:LGPD vs. Atividade Fiscal
 [Titular dos Dados] [Administração Tributária]
 Dir. de Eliminação (Art. 18) Dever de Guarda e Fiscalização (CTN)
 │
 ▼
 Prevalece a Obrigação Legal
 (Não há expurgo do dado)
1.  Direito de Eliminação/Expurgo (Art. 18, VI): O contribuinte não pode exigir a exclusão de 
seus dados pessoais das bases fiscais alegando a LGPD. A obrigação legal do Fisco de 
manter e fiscalizar os tributos (respeitando os prazos prescricionais e decadenciais do CTN) 
sobrepõe-se ao direito de exclusão do titular.
2.  Sigilo Fiscal como Proteção Qualificada: O sigilo fiscal do CTN atua como uma camada de 
proteção mais rigorosa que a LGPD para os dados econômicos. A LGPD reforça a proteção 
ao garantir que os dados identificativos e cadastrais também sejam tratados com 
segurança.
4. Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e a 
Atuação Fiscal
O Marco Civil regula o uso da internet no Brasil, estabelecendo limites claros quanto à retenção 
de logs e à requisibilidade de dados pela Administração Pública.
4.1 Registros de Conexão vs. Registros de Acesso a Aplicações
Categoria Definição Quem deve guardar? Prazo de Guarda 
Obrigatória
Registros de Conexão Conjunto de 
informações 
referentes à data e 
hora de início e 
término de uma 
conexão à internet, 
sua duração e o 
endereço IP utilizado.
Provedores de Acesso 
à Internet (ex: 
operadoras de 
telecom).
1 ano (Art. 13)
Registros de Acesso a 
Aplicações
Conjunto de 
informações 
referentes à data e 
hora de uso de uma 
determinada aplicação 
de internet a partir de 
um determinado 
endereço IP.
Provedores de 
Aplicação de Internet 
(ex: e-commerce, 
redes sociais, sistemas 
web).
6 meses (Art. 15)
4.2 Requisitos para Requisição de Logs pelo Fisco (Reserva de 
Jurisdição)
Este é o ponto de maior relevância prática para cruzamento de matérias em provas:
Regra da Ordem Judicial (Art. 10, § 1º): A disponibilização dos conteúdos de comunicações 
privadas e dos registros de conexão/aplicação a terceiros — incluindo autoridades fiscais 
— depende rigorosamente de ORDEM JUDICIAL.
Dados Cadastrais vs. Logs:
A requisição de dados cadastrais (nome, qualificação pessoal, filiação e endereço) por 
autoridades administrativas sem ordem judicial é tema controverso, mas o acesso ao 
conteúdo de e-mails, navegação e logs de conexão/aplicação EXIGE 
indispensavelmente autorização do Poder Judiciário.
A fiscalização tributária não pode notificar diretamente um provedor de internet (ex: 
Google, Meta, Vivo) exigindo o histórico de IP ou logs de acesso de um contribuinte sem 
prévio mandado judicial.
BIZU: 📊 Síntese Comparativa Final para a Prova
Norma / Assunto Objeto de Proteção Regra de 
Flexibilização / 
Exceção
Ponto Crítico de 
Observação
CTN (Arts. 198-199) Sigilo Fiscal (dados 
econômicos/patrimo
niais).
Dívida Ativa, 
parcelamento e 
incentivos a PJ não 
têm sigilo. Requisição 
judicial ou 
administrativa com 
processo.
Intercâmbio de dados 
exige previsão em lei, 
convênio ou tratado.
Resolução SF 20/12 Integridade e 
segurança dos 
sistemas fazendários.
Acesso condicionado 
estritamente à 
necessidade do 
serviço (need to 
know).
Acesso por mera 
curiosidade gera 
penalidade 
disciplinar e crime.
LGPD (Lei 13.709/18) Dados pessoais de 
indivíduos.
Fisco trata dados 
dispensando 
consentimento 
(obrigação legal e 
política pública).
Titular não pode 
exigir exclusão de 
dados mantidos por 
dever legal.
Marco Civil (Lei 
12.965/14)
Sigilo das 
comunicações e logs 
de internet.
Quebra de sigilo de 
logs (conexão: 1 ano / 
aplicação: 6 meses) 
exige decisão judicial.
O Fisco não pode 
requisitar logs 
diretamente ao 
provedor sem juiz.

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