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DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO - ATIVIDADE - NP1 1

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DIREITO DO CONSUMIDOR - ATIVIDADE - NP1 
Sr. Arnaldo, um aposentado que 
decidiu se aventurar no mundo digital, comprou um tablet em uma loja física da rede Tech 
Eletrodomésticos. O aparelho custou R$ 2.500,00 e seria utilizado principalmente para ele 
realizar chamadas de vídeo com os netos. Ao chegar em casa e ligar o aparelho, Arnaldo 
percebeu que já havia fotos de outra família na galeria e o aplicativo de e-mail estava logado 
em nome de um desconhecido. Ao retornar à loja no dia seguinte, o gerente informou que 
Arnaldo não poderia reclamar como consumidor comum, pois o produto estava em uma 
prateleira de outlet, no mostruário, e que por ser uma empresa de grande porte, não se 
enquadrava na definição de fornecedor para pequenos vícios, que o tablet era um bem de 
tecnologia cujo as regras do Código de Defesa do Consumidor eram flexibilizadas. Sentindo-se 
lesado e confuso, o Sr. Arnaldo procura o Procon para entender seus direitos.
a) O Sr. Arnaldo pode ser considerado consumidor e a loja Tech fornecedora? 
Justifique sua resposta, fundamentando-a com artigos do CDC:
b) No caso narrado, o tablet se enquadra na definição legal de produto? Explique se o 
fato de o produto ser de mostruário retira dele as garantias legais previstas no CDC:
c) Dentre os princípios de Direito do Consumidor estudados em sala de aula, qual 
princípio foi o mais violado, considerando que desde o início a Arnaldo a 
situação de ser um produto de mostruário, nem deram-lhe todas as
Mobile User
LEANDRO NUNES RACOVITZA
Mobile User
DR9P66
 
 
DIREITO DO CONSUMIDOR - ATIVIDADE - NP1 
 
Aluno: Leandro Nunes Racovitza 
Turma: DR9P66 
 
Análise do enunciado e respostas das perguntas 
a) O Sr. Arnaldo pode ser considerado consumidor e a loja Tech fornecedora? 
Justifique sua resposta, fundamentando-a com artigos do CDC. 
R= Sim, ambos se enquadram perfeitamente nas definições legais do CDC. O Sr. 
Arnaldo é considerado consumidor pois é a pessoa física que adquiriu o produto 
como destinatário final (uso pessoal para falar com os netos), conforme define o 
Art. 2º do CDC. 
A rede Tech Eletrodomésticos é fornecedora pois é uma pessoa jurídica que 
desenvolve atividade de comercialização de produtos no mercado de consumo, nos 
termos do Art. 3º do CDC. 
A alegação do gerente de que o porte da empresa flexibiliza as regras do CDC é 
improcedente, pois a lei se aplica independentemente do tamanho da empresa ou 
da natureza do produto. 
b) No caso narrado, o tablet se enquadra na definição legal de produto? 
Explique se o fato de o produto ser de mostruário retira dele as garantias 
legais previstas no CDC. 
R= Sim, o tablet é um produto, definido pelo Art. 3º, § 1º do CDC como qualquer 
bem móvel ou imóvel, material ou imaterial. O fato de o produto ser de "outlet" ou 
"mostruário" não retira as garantias legais. 
O fornecedor pode vender produtos com pequenas avarias estéticas (riscos ou 
amassados), desde que informe o consumidor previamente e de forma clara. 
Contudo, o vício apresentado (dados de terceiros e e-mail logado) indica que o 
produto foi usado ou é recondicionado, o que compromete a finalidade de um 
produto "novo" e gera o direito à reparação, substituição ou restituição, conforme 
o Art. 18 do CDC. 
c) Dentre os princípios de Direito do Consumidor estudados em sala de aula, 
qual princípio foi o mais violado, considerando que não explicaram desde 
o início a Arnaldo a situação de ser um produto de mostruário, nem deram-
lhe todas as orientações necessárias. 
R= O princípio mais violado foi o Princípio da Transparência (ou do Dever de 
Informar). Este princípio, resguardado pelos Arts. 4º, IV e 6º, III do CDC, obriga o 
fornecedor a prestar informações claras, precisas e ostensivas sobre todas as 
características, qualidade e riscos do produto. Ao omitir que o tablet continha dados 
de terceiros e não orientar Arnaldo adequadamente sobre a condição real do item 
de mostruário no ato da compra, a loja impediu que o consumidor exercesse sua 
liberdade de escolha consciente.

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