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Sustentabilidade e ética no Marketing Apresentação do conceito de Sustentabilidade e suas questões ambientais no entrosamento com o Marketing. Abordagem do Marketing em sua relação com a Ética e a Responsabilidade Social. Prof. Carlos Alberto da Silva Lima 1. Itens iniciais Propósito Reconhecer como o gestor de Marketing, fundamentado na Ética e na Sustentabilidade, tem o importante papel de influenciador e agente de mudanças comportamentais para todas as partes interessadas. Objetivos Definir a importância do tema Sustentabilidade na estratégia de Marketing. Reconhecer o Marketing Social como ferramenta de mudanças comportamentais. Identificar a relevância da Ética e Responsabilidade Social nas ações de Marketing. Introdução A cada dia podemos nos deparar com vários exemplos de falta de respeito, civilidade, empatia e humanidade. Podemos, ao mesmo tempo, ver que há empresas que são responsáveis socialmente e colaboram com a implementação de benefícios para a coletividade. Também não nos faltam demonstrações de agressões ao meio ambiente, como por exemplo: florestas sendo devastadas, animais aquáticos morrendo por ingestão de plástico ou óleo. Concomitantemente, nunca tivemos uma quantidade tão grande de pessoas e empresas interessadas em reciclar, que disponibilizam recipientes e locais específicos para que isso seja feito de forma adequada. Diante dessa realidade, muitos cidadãos estão ávidos por dias melhores, buscando a cada escolha um alívio, algo que traga conforto para suas vidas. E isso também se reflete nas relações de consumo. Nessa conjuntura, cabem os seguintes questionamentos: Qual é o papel da Responsabilidade Social das empresas e de seu Marketing para a manutenção da Ética e da Sustentabilidade? E de que forma as campanhas de Marketing Social podem colaborar para diminuir nossas mazelas, conduzindo-nos na direção de escolhas de caminhos para o bem-estar coletivo? • • • Conferência de Estocolmo na Suécia. 1. Sustentabilidade na estratégia de Marketing Sobre o termo sustentabilidade A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que aconteceu em 1972 na Suécia e ficou conhecida como “Conferência de Estocolmo”, foi a primeira a tratar da preservação do meio ambiente. Desde então, um incontável número de estudiosos vem discorrendo sobre a importância da Sustentabilidade sob os mais diversos aspectos. Entre inúmeros conceitos de sustentabilidade, o mais abrangente é o que foi cunhado na Comissão Brundtland, em 1987, onde nasceu o relatório “Nosso Futuro Comum”, que definiu que: O desenvolvimento sustentável é aquele que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades. Segundo Brown (2009), 75% da pesca oceânica acontece no limite ou além da capacidade dos ecossistemas locais. A relação entre o consumo desenfreado de combustíveis de origem fóssil que fizemos nas últimas décadas e o aquecimento global é inequívoca. As emissões de gases que têm contribuído para o efeito estufa no planeta alcançaram índices insustentáveis e a pegada de carbono de cada cidadão já pode ser medida com precisão bastante razoável. Pegada de Carbono A pegada de carbono calcula a emissão de carbono emitida na atmosfera por uma pessoa, atividade, um evento, uma empresa, organização ou pelo governo. Você pode fazer o cálculo da sua acessando o site Carbonfootprint, em seguida, clique em Calculate. Impacto da sustentabilidade no consumidor Vamos conhecer um pouco mais sobre as questões ambientais e a sustentabilidade. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Sustentabilidade e sua abrangência No momento do início desse debate, não se imaginava que ele poderia crescer tão rapidamente, afinal sabíamos que, tendo suas implicações destrinchadas, haveria uma profunda e avassaladora mudança em todas as nossas relações – do mais banal ato de compra de uma comida industrializada ou de um brinquedo infantil, até o debate sobre energia limpa (que é bastante controverso), em todas as formas de se implementar e manter uma geração com consumo energético menos nocivo ao planeta. Nesse sentido, cabem as seguintes perguntas: De que maneira algo tão transformador encontraria eco nas grandes corporações? Em tese, grandes empresas sobrevivem do consumo de seus clientes e, se elas não promoverem tal consumo, suas concorrentes o farão. Então, como inserir esse tema nos objetivos corporativos? Ainda no campo da teoria, se determinada companhia optasse por entregar produtos ecologicamente mais “amigáveis” a seus clientes, mas que custassem bem mais do que os ofertados pela concorrência, como ela poderia convencer seus clientes de que existe um valor nesse preço mais alto? De outra forma, se uma empresa pode inserir no mercado um produto mais barato que a concorrência, mas que seja fabricado com procedimentos que agridam o meio ambiente em algum ponto da cadeia de produção e descarte (Sim! Na sua fase de design, produtos devem ser pensados até depois de sua vida útil!), ela deve lançar esse produto? Esses são dilemas que o Marketing tem que enfrentar de forma clara e aberta. Atualmente, estamos lutando para que tenhamos tempo de manter o que ainda não foi danificado de forma definitiva no meio ambiente – no Oceano Pacífico, existem “ilhas artificiais” criadas por dejetos plásticos descartados no mar e levados pela convergência de correntes marinhas para determinados pontos do globo. Esses dejetos – decorrentes do consumo e descarte, ambos sem a devida preocupação com toda a cadeia logística que envolve o ciclo de vida do produto – são ingeridos por espécies aquáticas que são envenenadas pelas substâncias tóxicas contidas nos diversos tipos de plásticos descartados, quando não morrem por bloqueios do sistema digestivo. Dessa forma, vivenciamos diariamente as mazelas geradas pela falta de planejamento e comprometimento, para que houvesse um desenvolvimento sustentável, e pelo consumo desenfreado (e inconsequente) de bens baratos, cujo destino era ignorado tanto pelas fábricas quanto pelos consumidores, em alguns casos intencionalmente. Ao mesmo tempo em que se consome avidamente em algum lugar do planeta, existem famílias que, só muito recentemente, tiveram acesso à luz elétrica em suas casas e a bens de consumo básicos. Esses indivíduos são agora uma imensa demanda latente por produtos que precisam ser fornecidos dentro de padrões aceitáveis para o planeta em que vivemos. Populações inteiras passam a comprar alimentos para estocar em suas recém- adquiridas geladeiras. Se observarmos os países mais populosos do mundo, veremos que mais da metade deles possuem extratos sociais em situação • • • • classificada como de extrema pobreza, o que os torna vulneráveis a interesses de governos e de grandes corporações. Por outro lado, o resgate dessas pessoas da situação em que se encontram deve ser feito levando-se em consideração o impacto ambiental que o consumo necessário a essa ação irá acarretar. Consumo e meio ambiente Para termos uma compreensão mais precisa da relação entre o consumo e a sustentabilidade, é necessário olharmos pelo retrovisor para um passado bem remoto, ainda na época do Iluminismo, quando o filósofo, economista e cientista social Adam Smith (1776; 2017), faz-nos refletir sobre a origem e o uso do dinheiro. A divisão do trabalho torna muito reduzida a parcela de necessidades humanas que precisa ser atendida pela produção individual do próprio trabalhador. Ele satisfaz a grande maioria de suas necessidades permutando aquela parcela do produto de seu trabalho que ultrapassa o seu próprio consumo pelas parcelas da produção alheia de que tiver necessidade. Assim, todo homem subsiste por meio da troca, tornando-se de certo modo comerciante; e assim é que a própria sociedade se transforma naquilo que adequadamente se denomina sociedade comercial. Posto isso, está claro que o consumo (leia-se compra) seja talvez a principal forma com que a quase totalidadedas sociedades do planeta satisfazem suas necessidades de bens. Muitas pessoas querem ter o smartphone mais moderno. As empresas fabricantes desses aparelhos têm travado uma verdadeira guerra de lançamentos com campanhas cada vez mais hipnóticas, mostrando recursos cada vez mais impensáveis nesses produtos. Ocorre que, quando vemos campanhas cada vez mais fascinantes, que nos seduzem a ter tais produtos, não nos damos conta do destino dos nossos aparelhos atuais, cheios de metais pesados, partículas tóxicas e peças diminutas que tem que ser separadas antes da sua destinação final. Comentário Em muitos casos, os materiais eletrônicos descartados vão parar em países pobres, onde a única ou uma das poucas opções de trabalho é o recebimento de lixo eletrônico (e-waste) de países mais ricos para trituração e separação manual. O desenvolvimento econômico de países anteriormente pobres permitiu que, finalmente, suas sociedades pudessem ter acesso a bens de consumo que propiciariam conforto a suas vidas. As empresas, por sua vez, viram novos mercados descortinarem-se à sua frente, com uma expansão possível de suas vendas de forma exponencial. Contudo, para atender a essa demanda, não seria tão fácil quanto no passado – atualmente os consumidores têm acesso às informações; sabem ou possuem uma noção bastante precisa sobre o destino das embalagens e dos produtos quando são descartados. Dessa forma, o consumidor atual não quer mais apenas o produto em si – quer o que tenha sido feito de forma a respeitar o meio ambiente e as comunidades locais, cuja fabricação atendeu a normas ecológicas de produção e descarte (KOTLER, 2012). Em última análise, ele quer ter a consciência tranquila de que o seu ato de compra não foi responsável pela pobreza de uma comunidade ou pela destruição de um bioma. Com toda essa pressão para o que chamamos atualmente de consumo consciente, as ações de marketing de uma empresa devem ser pautadas também pela clara sinalização do comprometimento com o meio ambiente e com as sociedades com que ela se relaciona. O desenvolvimento de novos produtos, atualmente, deve atender ao que as empresas chamam de Inovação Sustentável (BACINELLO; TONTINI; ALBERTON, 2019). Esse, contudo, não é um processo que atingiu a totalidade dos setores industriais – a alta competitividade do setor têxtil de moda, por exemplo, tem feito com que muitas dessas empresas andem na contramão do que aqui estudamos. Veja algumas consequências dessa inversão: A corrida desenfreada das grifes A corrida desenfreada para capturar a compra dos clientes tem levado as grifes de vestuário a mudarem suas coleções cada vez mais rápido (às vezes, em questões de semanas). O ciclo de troca rápida de coleções Trocar a coleção rapidamente significa dizer que as peças saem de uma coleção e são substituídas por outras de uma forma que estimule o cliente a comprar novamente, em um ciclo de consumo e descarte cada vez mais rápido – apenas para estar “na moda”. Estímulo ao consumo com novos modismos Para incentivar esse ritmo de consumo, a indústria têxtil (e não somente ela) lança modismos diferentes dos anteriores, estimulando, assim, que o seu público-alvo sinta-se constrangido em usar uma roupa com design “antigo”. Na direção oposta ao consumismo, cada vez mais pessoas estão aderindo a um estilo de vida batizado de minimalismo. Não confunda! Não estamos falando aqui do minimalismo artístico, cultural e arquitetônico! Estamos falando de um movimento que busca a felicidade não nas compras, mas ao contrário, na obtenção apenas do essencialmente básico para as suas vidas. A tônica dessa ideia é a de essencialmente dedicar menos tempo, dinheiro e emoções às coisas materiais (e ao processo de consumo delas como um todo) para ter mais tempo voltado a si mesmo, gerando menos frustração. Essa visão está sendo adotada por cada vez mais pessoas no mundo (majoritariamente em países ricos, onde vários adeptos já experimentaram um estilo de vida consumista sem ter obtido prazer com isso), com práticas alternativas ao consumo (como grupos de empréstimos de utensílios, prática de consertos de aparelhos que ainda podem ter utilidade, restaurações, entre outras). Esse movimento está exercendo uma pressão cada vez mais significativa sobre as empresas, que precisam efetivamente vender para se manterem no mercado, ao mesmo tempo em que se deparam com um público que questiona se comprar é uma boa atitude, não somente para o planeta, como também para si. Consumo sustentável e suas implicações A essa altura, algumas pessoas podem estar se perguntando qual é o motivo de determinado governo (ou vários) simplesmente não impor regras que obriguem as empresas a seguirem protocolos sustentáveis de design, produção e descarte. Para abordar esse fato, é importante lembrar que: Financiamento político Governos são eleitos, na sua maioria, a partir de campanhas políticas financiadas por doações. Doações empresariais Grande parte do montante dessas doações vem de empresas. Influência corporativa Das 150 maiores entidades econômicas do mundo, 100 são empresas (PUPPIM, 2012). Só para se ter uma ideia, a empresa Wallmart tem uma receita equivalente a ¼ do PIB da Rússia! O professor Puppim detalha de forma clara e inequívoca o poder das grandes corporações na política e na economia mundial: Exemplo A rede Wallmart tem mais de 2 milhões de empregados, um número maior que a população de vários países reconhecidos pela ONU, como Cabo Verde ou Catar. A Shell, com 93 mil empregados diretos e que opera em mais de 90 países, tem uma receita maior que o PIB da Argentina. (...) No Brasil, a situação não é diferente quando comparamos o poder econômico das empresas aos PIBs dos estados (...) A Vale, uma empresa privada, teve uma receita de aproximadamente US$ 45,3 bilhões em 2010. Isso é maior que o PIB de 16 estados brasileiros (...) A Petrobras, que tem o controle estatal mas que opera como uma empresa privada, teve uma receita de mais de US$ 120 bilhões em 2010, perdendo apenas para o PIB dos quatro estados mais ricos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, em 2009. Com um poderio financeiro imenso e um comprometimento tão grande dos governos com essas empresas, não podemos esperar que uma mudança efetiva na forma como elas atuam em relação ao planeta parta dos governos por ação própria – foi a atitude dos consumidores que fez as organizações repensarem sua forma de atuar e de existir para manter seus clientes. Atenção Ressaltamos aqui, também, que os clientes de interesse de uma grande corporação não são apenas aqueles que compram seus produtos, mas também os que adquirem suas ações no mercado de capitais – companhias cuja imagem está maculada por incidentes indesejados sob a ótica dos seus consumidores, também estarão manchadas pelo ponto de vista dos compradores de suas ações. A lógica disso é simples: investidores tendem a prever queda nas vendas e receitas de empresas envolvidas com escândalos (de qualquer tipo), o que leva a uma inevitável diminuição no valor das ações, significando prejuízo no investimento. Analisando-se todos esses fatores conjuntamente, percebemos que a opção pela sustentabilidade, claramente afirmada nas estratégias de marketing das empresas, não é uma opção altruísta e sim uma estratégia de adaptação e sobrevivência em relação a consumidores e acionistas cada vez mais preocupados e engajados com questões ambientais. Diante desse cenário, todas as ações de marketing corporativas devem estar voltadas também à externalização de seus esforços na direção de uma existência perene do planeta e de suas sociedades. Cada vez mais, essa é uma exigência dos mercados consumidores. E para quem pensa que isso é algo óbvio e fácil, as práticas de negócios ficam sob constante ataque porque é comum as situações comerciais defrontarem dilemas éticos; não é fácil traçar uma linha clara entre uma prática normal de marketing e um comportamento antiético. Algumas questões dividem nitidamente os críticos (KOTLER,2013). Dessa forma, com intuito de nortear suas ações no que tange à sustentabilidade, foram criadas diversas certificações para atestar que as práticas corporativas estão de acordo com preceitos ecologicamente corretos. Esses selos têm por intuito mostrar rapidamente ao consumidor se o produto de uma empresa está de acordo com preceitos de Sustentabilidade. Dada a especificidade de cada ramo econômico, foram criados diversos selos para as mais variadas finalidades; todos, contudo, com o mesmo propósito. Existem atualmente selos que garantem que os produtos não foram testados em animais, tais como os da Cruelty Free e da The Union For Ethical Biotrade: E diversos outros para aplicações gerais ou específicas. Nesse sentido, muitas empresas adiantaram-se em providenciar certificações para seus produtos e serviços com uma estratégia de marketing de diferenciação. Ocorre que, em todo o mercado, sempre existem pessoas e corporações dispostas a se utilizarem de meios eticamente questionáveis para obter vantagens indevidas. Sendo assim, foi observado que algumas dessas empresas utilizavam-se impropriamente de selos ou certificações para os quais não foram autorizadas. Ou, o que foi visto com maior frequência, muitas passaram a usar essas referências para causarem, no imaginário do consumidor, uma falsa sensação de que seu produto era “verde”. Para tal, cunhou-se o termo em inglês greenwashing, ou lavagem verde, em referência à lavagem de dinheiro – procedimento criminoso de fazer aparentar que um valor de origem ilícita veio de uma fonte limpa. Embora possamos identificar vários casos fraudulentos ou, no mínimo, eticamente questionáveis do ponto de vista de Marketing, várias são as soluções criativas para minimizar o impacto ambiental e a forma de se fazer negócios. Hawken, Lovins e Lovins (2007) mostram como uma das maiores empresas de produtos químicos redesenhou sua forma de atuar para que seus consumidores não arcassem com a obrigação de efetuar o descarte correto de materiais altamente poluentes: Exemplo A Dow Chemical Company faz um negócio extensivo alugando solventes orgânicos, muitos dos quais são tóxicos ou inflamáveis ou as duas coisas. O consumidor que os compra fica com a responsabilidade de manuseá-los e de se desfazer deles com segurança. Contudo, por meio do aluguel dos produtos da Dow e sua concorrente, a SafetyKleen, os especialistas daquela indústria química fornecem o solvente, auxiliam em sua aplicação, trabalham com o cliente para recuperá-lo e o levam embora. O cliente não é dono dele e, portanto, não arca com nenhuma responsabilidade; o solvente pertence ao fornecedor do “serviço de dissolução”, mas está sempre à disposição da sua empresa. Dessa forma, segundo Senge e Prokesch (2010), não somente os negócios mas também as cadeias de suprimentos precisam ser radicalmente modificadas, para que seja possível uma mudança significativa no impacto ambiental dos negócios. Nesse cenário, a função do gerente de Marketing é atuar de forma ética e coerente, desenvolvendo formas de manter (ou até expandir) o negócio de sua empresa, além de deixar de forma clara e inequívoca para seu público-alvo o comprometimento corporativo com a preservação do meio ambiente, da natureza e das sociedades com as quais se relaciona. Estamos diante de um paradoxo que, para ser resolvido, requer muita observação, dedicação, muito discernimento e estudo. Vamos lá? Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Consumo e meio ambiente Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Consumo sustentável e suas implicações Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A atual preocupação das empresas com a questão da sustentabilidade decorre do fato de que: A Os acionistas entendem que esse é um caminho para a redução de custos de marketing. B Os consumidores estão cada vez mais conscientes da importância de a atividade capitalista ter de atuar em prol da preservação ambiental. C Os consumidores querem comprar produtos da moda e o tema Sustentabilidade é o mais novo tema do Marketing atual. D As empresas precisam vender mais para “sustentar” sua posição de mercado; daí o termo “Sustentabilidade”. E As empresas buscam uma maior margem de lucratividade. A alternativa B está correta. De todas as alternativas, a opção B é a única em que se descreve um real comprometimento e preocupação com a questão da preservação ambiental, não colocando objetivos comerciais e financeiros em primeiro plano. Questão 2 O termo greenwashing refere-se a: A Mudar as cores da marca da empresa, inserindo tons de verde para remeter à causa ambiental. B Preocupar-se com a causa verde e adotar essas cores no seu estilo de vida. C Utilizar selos de apoio a causas ecológicas. D Mascarar um produto que não é sócio e ambientalmente responsável, utilizando-se de um selo ou referência que remeta o consumidor a essa falsa crença. E Implementar uma política de diversidade organizacional. A alternativa D está correta. Note que a alternativa “d” é a única em que se descreve de forma correta a prática que algumas empresas adotam de criar referências ambientalmente falsas ou vagas em seus produtos, para tentar convencer o consumidor de que se trata de um item ecologicamente correto. 2. Marketing Social Origens Observe as situações a seguir: Marketing social e normas de conduta pública Quando entramos em um transporte coletivo e não temos que respirar a fumaça de cigarros em seu interior – ou em shoppings, locais públicos fechados e outros determinados pela lei – estamos dispondo desse enorme benefício em virtude de uma série de pesquisas, circunstâncias e ações, dentre elas o Marketing Social. Marketing social no carnaval Sempre próximo ao Carnaval, costumamos ver com mais frequência a veiculação da campanha “se beber, não dirija”, além do aumento da sugestão de utilização de preservativos e de mais solicitações por doação de sangue. Nesse momento, o que está acontecendo é uma ação de Marketing Social, o que também ocorre, por exemplo, quando vemos as imprescindíveis campanhas sobre a importância do respeito à diversidade. Marketing social e campanhas de vacinação Quando surgem convocações para a vacinação contra a gripe, ou quando somos lembrados de levarmos nossos filhos para que tomem a famosa “gotinha”, ou ainda quando cães e gatos aparecem aos montes, nos colos de seus donos ou em suas “casas de transporte”, todo esse movimento deve-se à chegada das datas de vacinação, que são precedidas por campanhas de Marketing Social, voltadas tanto a nós e nossas famílias quanto aos nossos animais. Já é possível imaginar qual é a proposta do Marketing Social, não é mesmo? É exatamente isso que você pensou: o foco é o bem-estar social. A intenção é criar uma mudança de atitude ou provocar uma nova forma de comportamento que gere um incremento na qualidade de vida das pessoas alcançadas pelas campanhas de Marketing Social. Estas são criadas, algumas vezes, em virtude da percepção de que existem hábitos que precisam ser transformados, extintos ou fomentados; em outras situações para nos lembrar de compromissos importantes, como a vacinação. Dessa forma, em lugar de vender produtos, o Marketing Social tem por finalidade atenuar ou eliminar problemas sociais, relacionados especialmente às questões de higiene, saúde pública e educação. Esta área do Marketing tem como proposta estimular um comportamento individual que colabore para o aumento da qualidade de vida da coletividade. O Marketing Social procura desenvolver e integrar conceitos de Marketing, com outras abordagens, para influenciar comportamentos que beneficiam indivíduos e comunidades para o bem social maior. (Associação Internacional de Marketing Social). A conexão entre marketing e sustentabilidade No vídeo a seguir, você verá um panorama sobre o Marketing Social. Conteúdo interativo Acessea versão digital para assistir ao vídeo. Marketing social na prática Como lemos anteriormente, o Marketing Social (MS) tem como função influenciar comportamentos. É importante destacar que esta é apenas uma das ferramentas para influenciar mudanças comportamentais e pode ser usada de maneira complementar à legislação e às políticas públicas. Essa influência pode se dar pelos seguintes motivos: Estimular a renúncia a um velho hábito Quando se deseja estimular a renúncia a um velho hábito que é inapropriado, por exemplo: Você se lembra de quando passávamos na rua e víamos os vizinhos lavando as calçadas com uma mangueira, como se a água nunca fosse faltar? Atualmente, é raro vermos atitudes como essa, pois o MS foi usado para que isso se modificasse. E quando as pessoas simplesmente não usavam cintos de segurança? Mais uma conduta que o MS ajudou a mudar. Recusar um comportamento inadequado Quando o objetivo é que seja recusado um comportamento inadequado, por exemplo: Pegar sol em excesso e se expor a ele em horários prejudiciais é um comportamento que não devemos ter. Outra situação na qual o MS se mostrou eficiente. • • Adotar uma nova conduta Quando o que se pretende é que seja adotada uma nova conduta, por exemplo: Ao levar o cachorro para passear, o dono deve retirar as fezes do animal da rua e colocar em uma lixeira. Um hábito que o MS colaborou para que fosse adquirido. Transformar um hábito. Quando o foco é transformar um hábito atual: Passar a beber mais água para se manter hidratado. A importância disso foi bem difundida pelo MS. Reforçar um comportamento Quando se quer reforçar um comportamento que já é rotineiro: Não jogar lixo nas ruas. Há bastante tempo o MS contribui para que isso se mantenha. Foram Gerald Zaltman e Philip Kotler que utilizaram, pela primeira vez, o termo “Marketing Social”, há mais de 40 anos, no Journal of Marketing (KOTLER; LEE, 2016). No texto encontrava-se a definição dos autores: [...] uso de princípios e técnicas de Marketing para promover uma causa, ideia ou comportamento social. É necessário que saibamos as diferenças entre Marketing Comercial e Marketing Social: Inicialmente pode soar de forma estranha, mas também é costume enfrentarmos uma espécie de concorrência no Marketing Social: se o objetivo é influenciar um comportamento em certo setor da sociedade, o que vai concorrer com essa finalidade é justamente a própria conduta atual do segmento que a campanha pretende transformar. Marketing Comercial O que se deseja é vender produtos e serviços para obter um ganho monetário. Tendo em vista que o Marketing Comercial tem o propósito de obter lucro, quem atua nessa área busca a parcela do mercado que poderá propiciar maiores ganhos. Marketing Social O objetivo é influenciar comportamentos para se alcançar um benefício para o sujeito e a sociedade. Sendo assim, em vez de vender produtos, o Marketing Social vende valores e reforça culturas. Exemplo Vamos imaginar que a intenção seja promover menor ingestão de alimentos gordurosos; logo, empresas que vendem esses produtos também farão parte da concorrência a essa ação de Marketing Social. É praticamente um consenso que o Marketing Social enfrenta mais barreiras que o Comercial. Basta que imaginemos o quanto gastam em propaganda as empresas que vendem comida com excesso de gordura. As campanhas de MS, que são voltadas para a Saúde, competem com essas empresas pela conquista do público-alvo. Além de enfrentar essa disputa, a tentativa do Marketing Social de influenciar um comportamento também concorre com a própria dificuldade que as pessoas sentem para mudar um hábito. Por exemplo, pense em uma pessoa que, ao jogar o lixo fora, deverá: Papel Separar o que for de papel. Plástico Separar o que for de plástico. Vidro Separar o que for de vidro. Orgânico Separar o que for orgânico. Posto isso, surgem campanhas de MS que pretendem modificar mais comportamentos desse sujeito: que ele jogue as pilhas usadas em um local próprio para descarte desses objetos e uma outra que solicita que os vernizes, tintas e solventes, que sobraram de uma obra, sejam descartados em um lugar diferente de todos os outros acima. Então, dá para perceber as dificuldades que um profissional da área de Marketing Social terá pela frente, não é mesmo? Podemos ter os seguintes objetivos em campanhas de Marketing Social segundo Kotler (2016): Mudar as capacidades cognitivas dos indivíduos Fornecem informações acerca das propriedades nutricionais dos alimentos, ou falam sobre o quanto é necessário utilizar a água de maneira consciente. Mudar as ações das pessoas São aquelas que convidam para o período de vacinação ou para doação de sangue; outro exemplo é convocar os homens para o exame de prevenção ao câncer de próstata, como é o caso da campanha “Novembro Azul”, e as mulheres para fazer mamografia preventiva ao câncer de mama, como a “Outubro Rosa”. Mudar os valores dos indivíduos Podemos citar as campanhas contra homofobia e contra o racismo. Mudar os comportamentos Temos como exemplo as campanhas antitabagistas e aquelas que abordam a necessidade de evitar o consumo excessivo de álcool. Durante a elaboração do programa de Marketing Social, como também durante a sua prática, há alguns fatores fundamentais a serem observados, que são: 01 Fazer a seleção do segmento da sociedade que esteja mais aberto ao objetivo da campanha. 02 Propor, de maneira bem clara, uma conduta específica e possível a ser adotada. 03 Expor a vantagem de aderir ao programa com a finalidade de convencer o público-alvo. 04 Fazer com que seja fácil a escolha do comportamento proposto. 05 Tornar convidativo todo o material utilizado na campanha. 06 Tornar o programa didático e, na medida do possível, divertido. Marketing Social x Marketing Comercial Já conversamos sobre as diferenças entre Marketing Social e Marketing Comercial, mas também é interessante falarmos sobre as semelhanças: O foco é o cliente Com isso, é preciso cativar esse público mostrando que está sendo proposta a possibilidade de vivenciar um desejo, de resolver uma dificuldade ou de suprir algo necessário àquele segmento social. Deve haver uma troca O público atingido deve notar que é mais interessante adotar o novo comportamento proposto do que se manter no atual, ou seja, tem que ficar claro que há mais benefícios nessa nova forma de agir do que na maneira que se estava acostumado a fazer, até então. Deverá ser levado em conta o “Mix de Marketing”, ou seja, os “4 Ps” Para que aconteça uma campanha bem-sucedida, ela deverá ser construída de forma que sejam identificados e implementados adequadamente o produto, o preço, a praça e a promoção. O mercado não é uma massa uniforme Cada segmento tem características próprias, portanto, a ação do Marketing Social deve ser personalizada para o momento atual de cada público específico. Será feita uma investigação e análise das características do mercado É imprescindível que se conheça bem o segmento que se quer atingir, o que está faltando para ele, quais são seus hábitos, costumes, comportamentos, pretensões. Devem ser coletadas informações sobre tudo o que for possível analisar para que seja traçado um perfil detalhado desse público. Somente dessa forma será elaborada uma campanha com planejamento eficaz. O saldo da campanha é uma aprendizagem Tudo o que gerou a campanha, o que mais deu certo e os eventuais imprevistos e equívocos deverão servir como balizadores para as próximas, de modo que seja evitado o que não foi construtivo e incrementado o que proporcionou bons resultados. Agentes de marketing social Mas afinal, quem efetivamente utiliza os procedimentos e metodologias do Marketing Social? Costumam ser os profissionais encarregados de fazer contato com o público externo, geralmente formadores de opiniões, que têm como objetivos, por exemplo: Proteger o meio ambiente. Promover melhoria na saúde da coletividade. Evitar que ocorram acidentes. Incrementar a situaçãoeconômica da comunidade. Buscar o engajamento do mercado. • • • • • Em geral, são instituições do poder público que promovem essas táticas, como a Organização Mundial da Saúde, o instituto de meio ambiente e de proteção à vida silvestre, órgãos garantidores da segurança nas estradas, estabelecimentos de ensino, administradores de parques, entre outros, dentre os quais também está incluído quem atua em nível estadual e municipal. Podemos citar também o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o IBAMA, que estimula condutas para que a pesca seja feita no período adequado, também divulga medidas que ajudam a prevenir incêndios florestais, entre outras funções. Fundações e instituições que não tenham como finalidade o lucro também promovem Marketing Social. Nesses grupos, o estímulo comportamental é ligado à função principal do órgão envolvido. Veja alguns exemplos: Nas organizações que têm fins lucrativos, há profissionais que podem se ocupar das seguintes funções: Responsabilidade Social empresarial, fi Além de empresas que trabalham especificamente com campanhas de Marketing Social, também podemos elencar mais alguns grupos de profis São inúmeras as temáticas coletivas que podem ser beneficiadas pelo Marketing Social, vamos conversar sobre algumas delas? Benefícios para a sociedade Vejamos alguns benefícios do Marketing Social: Tabagismo Atualmente, temos no Brasil em torno de 20 milhões de fumantes, infelizmente, apesar dos esforços que já foram feitos para que esse índic Veja a notícia: A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para ajudar as pessoas que desejam larg Alcoolismo Durante o necessário isolamento social, em virtude da Covid-19, houve um aumento excessivo do consumo de álcool. Veja a notícia: Abuso de álcool e drogas tem alta na pandemia. OMS recomenda que países limitem venda de bebida; Alcoólicos Anônimos faz reuniões vir As circunstâncias nas quais o Marketing Social pode atuar são muito diversificadas; elas envolvem uma série de fatores sazonais, como a pande Fatores sociais Evidentemente, há diversos fatores que incidem sobre questões sociais e não são somente os profissionais da área de Marketing Social que atu Público-alvo (downstream) Fatores estratégicos (upstream) Vamos ver alguns desses fatores a seguir: Fatores intermediários Fazem parte dos fatores intermediários que influenciam os indivíduos e a sociedade: Qualquer pessoa na qual o público-alvo acredite que seja um exemplo a ser seguido, depositando seu interesse, admiração e confiança. Nessa l Fatores estratégicos Vamos enumerar agora alguns dos fatores estratégicos, que não se esgotam nessa listagem, e conversar sobre como eles são influenciadores s Ciência Laboratórios do mundo inteiro se empenham na procura e produção de conhecimento para fabricação de vacinas para as mais diversas doenças. E esses eventos podem acontecer de forma programada ou em emergências específicas, como os casos de Ebola e Covid-19. Todas as vezes que se inicia um estudo que tenha como objetivo a produção de uma vacina, é preciso de tempo para que todos os procedimentos sejam desenvolvidos, pois há fases pelas quais as pesquisas precisam passar. Há coleta de dados, fatos, informações e produção de conhecimento do mais alto nível de sofisticação científica e isso requer uma dedicação intensa e diária dos melhores e mais bem preparados cérebros da área de pesquisa mundial em Saúde. Porém, a situação que a Covid-19 desencadeou foi de emergência global. Incremento na infraestrutura e ambiente projetado Para que mais pessoas utilizem o transporte coletivo, é necessário que haja qualidade nessa opção de deslocamento. Dessa forma, as empresas devem cuidar para que haja uma estrutura adequada, como bancos confortáveis, lotação máxima apropriada (o que demanda uma alteração na quantidade de veículos a serem disponibilizados). No caso de países com extremos climáticos (inclusive o Brasil com calor), deve estar disponível refrigeração/ aquecimento. Ao falarmos de modal rodoviário, as ruas devem ter uma pavimentação construída de modo que não tenham inúmeros buracos e falhas que desgastam todos os veículos. No caso dos ônibus, a manutenção tem que ser maior e mais frequente porque, ao longo do tempo, o asfalto com problemas contribui para que os coletivos se transformem em verdadeiros “chocalhos”, o que torna o período passado dentro deles ainda mais desconfortável. Outro fator que dificulta que as pessoas optem por transportes públicos é a pontualidade; quem tem horário a cumprir não pode esperar até que o ônibus finalmente chegue. É fundamental que haja um comprometimento de horário por parte das empresas, para que seja viável que a população disponha desse meio de locomoção. Será vista significativa diferença na sociedade quando houver um transporte com qualidade para todos. Antes de falarmos sobre o próximo fator estratégico (upstream), vamos lembrar o que nos disse Philip Kotler: O Marketing Social claramente não é a única abordagem para impactar as questões sociais e os profissionais de marketing social não são os únicos que podem exercer influência sobre elas “... No grupo upstream, encontramos inovações tecnológicas, descobertas científicas, pressões econômicas, leis...”. Legislação/política Atualmente vivemos em um período democrático conquistado com muito trabalho, empenho e sacrifício de um incontável número de pessoas que dedicaram suas vidas para que cada um de nós tenha o direito de votar em quem chefiará o governo, em nível federal, estadual e municipal, ou seja, quem decidirá nosso futuro. A cada eleição, as escolhas dos brasileiros aparecem por meio de seus votos e, enquanto estamos vivendo, temos a tranquilidade de saber que há indivíduos no poder – a democracia nos deu o direito de optar por colocá-los no comando das ações que ditam os rumos da sociedade. Em cada decisão de um líder por nós eleito, há o poder de diariamente transformar toda a sociedade e trazer mudanças imensuráveis a nossos direitos e deveres enquanto cidadãos. Esse direito de escolha causa um impacto social imensamente benéfico em absolutamente tudo o que vivemos porque, se estamos representados por pessoas que nós elegemos, serão nossas vontades que governarão nossas vidas, já que são esses indivíduos, eleitos por nós, que definirão as diretrizes da economia e das novas leis do nosso país, consequentemente, impactando as questões sociais, conforme a citação de Kotler acima. Mídia Esse é um fator influenciador preponderante para nossas condutas, pois é o meio pelo qual nos informamos sobre os acontecimentos e por onde nos chega uma considerável parcela de nosso entretenimento. Pela mídia, também podemos fazer e participar de campanhas de donativos após tragédias, como desabamentos, terremotos, inundações, além de termos a possibilidade de socorrer, defender e abrigar refugiados. O impacto social da mídia é extremamente relevante, pois a partir dela formamos laços afetivos por meio da empatia; mesmo de muito longe, vemos a dor do outro e podemos ajudar a diminuir esse sofrimento. No mesmo instante em que acompanhamos eventos musicais e esportivos em tempo real, que nos fazem ter a sensação de estarmos presentes naquele lugar e momento. Modificações nas políticas das empresas e práticas comerciais Em 1993, foi criado o Selo Procel de Economia de Energia; ele foi instituído por um decreto presidencial, concebido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. A partir dessa época, quando um consumidor escolhe um produto, ele tem à sua disposição uma classificação que informa em qual categoria de consumo energético está aquilo que ele deseja adquirir. Dessa forma, além de colaborar para que a conta de luz, de casas e empresas de um modo geral, tenha diminuído em virtude dessa escolha, a implementação desse selo também proporcionou uma corrida tecnológica para desenvolvimento e fabricação de produtosmais eficientes energeticamente. Toda essa transformação acarretou inúmeras mudanças sociais e um menor impacto ambiental. Instituições de ensino As iniciativas praticadas nesses locais podem colaborar significativamente para as campanhas de Marketing Social em diversas áreas de atuação, como por exemplo: propiciar o empréstimo gratuito de livros em qualquer biblioteca estimula o hábito da leitura. Disponibilizar computadores para que sejam utilizados com a orientação dos professores, tornam as aulas mais dinâmicas e atualizadas. Além de colaborar para que os alunos aprendam a selecionar o conteúdo útil e produtivo da Internet, também contribui para que se interessem em buscar um conhecimento de qualidade que, inclusive, prepara-os para o mercado de trabalho. A disponibilização de laboratórios bem equipados para as aulas incentiva a aquisição de conhecimento, já que os estudantes aprendem na prática mediante inúmeros experimentos, o que é algo fundamental para que novas gerações se engajem no desenvolvimento da pesquisa científica no país. Tecnologia Nunca foi tão fundamental estarmos conectados. A simples possibilidade de podermos conversar, por meio de vídeos, com quem não está próximo, traz um conforto que abranda o estresse diário. As entrevistas e matérias jornalísticas propiciadas por meio das “lives” na Internet são ferramentas mais necessárias do que jamais imaginaríamos. Esse setor incrementa e fornece benefícios para todos os outros, pois é a tecnologia dos equipamentos que possibilita um progresso rápido nas pesquisas científicas. É por causa dos avanços tecnológicos que podemos nos informar com tanta rapidez, assim como é em virtude da permanente evolução dessa área que temos transportes mais seguros, uma vez que as testagens e inovações estão em constante aperfeiçoamento. Perceba que o Marketing Social propicia um amplo campo de atuação, pois a sociedade é composta por pessoas, suas relações, necessidades, vulnerabilidades e vivências. Estamos em constante aprendizado, buscando desenvolvimento e conhecimento, precisando de inovações; somos mutáveis e a capacidade humana de adaptação é o que nos mantém dispostos ao novo – que, muitas vezes, nem notamos o quanto poderá nos beneficiar. Uma campanha de Marketing Social pode colaborar para transformar desde pequenos vilarejos até uma sociedade inteira! Com um bom planejamento e empenho, aliado ao trabalho dedicado, ao poder de observar cada detalhe e traço de uma coletividade, o Marketing Social contribui para trazer mudanças muito profundas na sociedade. O que, certamente, vai nos permitr, a cada ação, mais oportunidades de vivermos em um ambiente melhor, mais saudável e mais justo, fortificando o que de melhor pode haver em nós: a capacidade de tornarmos o mundo um lugar mais humano! Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Marketing Social na prática Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Benefícios para a sociedade Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 São exemplos de ações de Marketing Social: `, A Campanha de divulgação de um novo modelo de automóvel e campanha antitabagismo. B Campanhas de vacinação infantil e campanhas antitabagismo. C Campanha de lançamento de cosméticos e campanha de vacinação antirrábica. D Campanhas políticas e campanhas para prevenção do câncer de pele. E Campanhas internas de remuneração variável para os colaboradores. A alternativa B está correta. Perceba que a opção B é a única em que as duas campanhas objetivam um benefício para a sociedade como um todo. Questão 2 Com relação ao Marketing Social, é correto afirmar: A O Marketing Social tem por objetivo atrair pessoas para as redes sociais. B O Marketing Social obtém lucro da mesma forma que o Marketing Comercial. C O Marketing Social compete com os hábitos sociais que a campanha pretende modificar. D O objetivo principal do Marketing Social é estimular o consumo de cultura relacionada a causas sociais. E O Marketing Social implementa atividades de melhoria da cultura organizacional. A alternativa C está correta. Perceba que a opção C é a única em que o conceito por trás da sentença está correto, mostrando que o Marketing Social tenta modificar hábi 3. Ética e Responsabilidade Social nas ações de Marketing Dinâmica do marketing Conforme conceituou Philip Kotler (2013), Marketing é um processo social pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por Sendo assim, esse comportamento está inserido em um mecanismo vivo, em constante movimento, que funciona de acordo com o que está aco Quando uma campanha de Marketing é elaborada, ela está sendo direcionada para atender às necessidades e/ou aos desejos do comprador (qu Até então, não se sabia que havia essa demanda, mas, sendo a segurança dos dados algo fundamental em nossas vidas, algumas empresas fize Sobre essa novidade, o Marketing apresentou ao mercado algo que ele precisava, mas essa necessidade não era percebida. Nesse momento, g Os responsáveis pelo Marketing preenchem não apenas as necessidades funcionais e emocionais dos consumidores, mas também abordam Ética e responsabilidade social É nesse ponto que entra a temática da Ética empresarial, o discernimento entre o que é certo ou errado, o que é ou não possível admitir (FRAED Poderíamos elencar inúmeras pesquisas que conceituam Responsabilidade Social das corporações. Todas elas deixam claro que existe um relac Um exemplo de Responsabilidade Social de uma empresa é quando ela presta contas assumindo os impactos que causa na sociedade e na econ Embora atualmente seja fácil ter acesso à informação e, consequentemente, às posturas das empresas, ainda é possível encontrar as que não e Sabemos que estamos em uma era de plena conectividade, na qual as informações, ações ou omissões já não têm mais possibilidade de caírem Cada um de nós pode ter acesso a boa parte do que há de construtivo e nocivo na gestão corporativa e, portanto, na escolha que a empresa fe Empresas e marcas com reputações fortes e alegações honestas sobre seus produtos não deveriam ter motivo para se preocupar. No entan Por tudo isso, com tantas ferramentas para aferirmos a veracidade dos fatos e atos, estamos passando por um momento no mundo em que a co Exemplo Um desses exemplos vem do Rio Grande do Sul: o Grupo Herval deu férias coletivas para todos os pais que tinham filhos cursando a Educaçã Apesar de atitudes como essa, também temos visto posicionamentos de caráter duvidoso, em que pessoas e empresas se aproveitaram do cen Reflexão Nessa circunstância, é natural agirmos como que se estivéssemos nos afogando: nadando ansiosamente até chegarmos à superfície para po Essa procura por parte dos consumidores pelo posicionamento ético não é enxergada por algumas empresas, que podem pagar um preço alto p Exemplo É o caso da Lugano, uma marca de chocolates de Gramado, no Sul do Brasil. A empresa decidiu doar 9 ovos, feitos à mão, com 2,5 Kg de cho Cabe lembrar que há um constrangimento, pelo qual já passaram diversas grifes de renome mundial, que é o ataque dos grupos de defesa dos d Ao assistir a um cenário como esse, a repulsa do público é instantânea e, mais uma vez, a procura pela ética nas relações de trabalho é imediata Nesse aspecto, a Human Rights Watch (HRW), que é uma organização não governamental internacional de direitos humanos, fundada em 1978, A Human Rights Watch defende os direitos de pessoas no mundo inteiro. Investigamos detalhadamente violações de direitos humanos, exp O trecho a seguir foi retirado de uma matéria da página da Human Rights Watch, intitulada A responsabilidade das empresas: criando condições par No mundo todo, milhões de adultos e crianças sofrem abusos trabalhando para obter matérias-primas, atuando em fazendas e fabricando p Como pudemos ler nesse fragmento, as crianças tambémsão, frequentemente, vítimas de escandalosos abusos por parte de empresas que não Nesse aspecto, outra entidade atuante no monitoramento das ações empresariais e governam Entidades como a HRW e a OIT ajudam a sociedade a monitorar atitudes corporativas indesej Exemplo O caso da NikeEm junho de 1996, o colunista Bob Herbert, do jornal New York Times, escre divulgadas, ainda paira na “marca da vírgula” essa mácula do passado. Um dos objetivos da OIT é a proteção às crianças, que têm de ser resguardadas de abusos, devendo estar na escola para adquirirem o conhecim Esses são preceitos éticos que devem ser seguidos por empresas e gestores. Podemos ler, sobre essa preocupação com a infância, na página d Impacto do Trabalho Infantil O trabalho infantil é ilegal e priva crianças e adolescentes de uma infância normal, impedindo-os não só de frequentar a escola e estudar no Violação de Direitos Fundamentais Antes de tudo, o trabalho infantil é uma grave violação dos direitos humanos e dos direitos e princípios fundamentais do trabalho, represent Ciclo de Pobreza e Limitações O trabalho infantil é causa e efeito da pobreza e da ausência de oportunidades para desenvolvimento de capacidades. Impacto Nacional e Forçado Ele impacta o nível de desenvolvimento das nações e, muitas vezes, leva ao trabalho forçado na vida adulta. Prioridade Global para Erradicação Por todas essas razões, a eliminação do trabalho infantil é uma das prioridades da OIT. Ainda nesse ponto, ressaltando a importância do comportamento ético empresarial em relação ao trabalho infantil, vejamos mais um caso. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz, o ativista Kailash Satyarthi teve sua luta retratada no documentário The Price of Free (O Preço da Liberdade Optamos por reiterar exemplos de fiscalização e combate ao trabalho infantil para ressaltar que toda empresa deve ter responsabilidade social c Então é sempre necessário que existam leis para que condutas antiéticas não sejam adotadas? Certamente que não. No que diz respeito ao trabalho infantil, é uma questão de humanidade; em outros aspectos, é simplesmente uma questão As empresas, adotando um comportamento socialmente responsável, são poderosas agentes de mudança para, juntamente com os Estado Sobre o Instituto Ethos, cabe informar que, no Brasil, existe um tipo de entidade privada que o O Instituto Ethos é uma dessas OSCIPs, que está intimamente conectado ao nosso tema. Saiba mais A missão do Instituto Ethos é mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerirem seus ne Como se deu o início desse Instituto? Criado em 1998 por um grupo de empresários e executivos da iniciativa privada, o Instituto Ethos é um polo de organização de conhecimento, tr Como colocar em prática o marketing de sustentabilidade Para saber mais sobre a Ética e a Responsabilidade Social no Marketing, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Surgimento do CONAR É muito importante que um comportamento ético seja algo intrínseco ao profissional de Marketing e à empresa, que tem a opção de escolher qu No final dos anos 1970, diante do risco que correria a liberdade de expressão com a concepção de uma censura dessa natureza, foi criado o Quem aplica as normas desse código é o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), que é uma organização não governa Dica Sugerimos que você visite a página do CONAR para ler sobre diversos casos de processos éticos que foram instaurados contra campanhas d Trouxemos para nosso estudo, a título de exemplificação, o caso da vodka Svarov: Caso ocorrido em maio de 2018 Em um anúncio da vodka Svarov, publicado em uma revista, não havia a frase que recomendava o consumo moderado de bebida alcoólica e também continha a palavra “experimente”. As duas situações não atendiam ao que requisita o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Podemos ler na imagem acima, que “(...) a anunciante alegou que a agência contratada por ela não tomou os cuidados devidos.” Lendo esse julgamento, foi possível demonstrar que é imprescindível o compromisso da agência ou do profissional de Marketing, com a Ética, independentemente do vínculo empregatício. Veja a decisão: Outro fato que podemos notar na imagem anterior, é que nessa representação o autor foi ao CONAR por iniciativa própria, porém é possível e de Foco atual do marketing O Marketing está atento a essas mudanças sociais, por isso, ao longo dos anos, a área já teve diversos enfoques: centrado no produto, no cons Dessa forma, percebeu-se agora que o consumidor não é somente aquele que adquire e utiliza bens e serviços; ele é uma pessoa, completa, ínt Pensando nessa concepção tão humana do consumidor, gostaríamos de destacar mais uma ação de Responsabilidade Social: A marca de cosméticos Mary Kay resolveu destinar parte da verba de seu instituto para a Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz. Essa doação via Vale lembrar que o Instituto Mary Kay apoia causas que combatem a violência contra as mulheres, dando apoio também às crianças vítimas de v A moralidade está conectada com a ética e a integridade. Deve-se saber a diferença entre o certo e o errado e ser capaz de fazer a coisa c A influência da postura ética empresarial e do Marketing na decisão de compra do consumidor foi aferida no trabalho O Comportamento Ético das C A percepção sobre os aspectos éticos influencia na confiança, no comprometimento e na lealdade dos clientes em relação às marcas. Cabe Um excelente exemplo de Responsabilidade Social, nesse período de pandemia global da Covid-19, é alavancar qualquer esforço no sentido de Exemplo O Grupo Francês LVMH, que produz cosméticos e perfumes, direcionou três de suas fábricas para produzirem somente álcool gel para o siste Ultimamente, ações de Responsabilidade Social tem tido um incremento em virtude de iniciativas como essa. Sempre é possível ser uma empres Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Casos de Ética e Responsabilidade Social Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Foco atual do Marketing Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Dos fatos a seguir, qual pode ser entendido como um exemplo de Responsabilidade Social: A Uma empresa lançar um veículo mais econômico que os da concorrência. B Uma empresa lançar eletrodomésticos mais seguros, voltados para o público idoso. C Uma empresa utilizar selos de apoio a causas ecológicas. D Uma empresa lançar uma campanha de esclarecimento e pedido de desculpas à sociedade por um acidente ambiental ocorrido sob sua respons E Uma empresa lançar um programa de vale-alimentação para os seus colaboradores. A alternativa D está correta. Perceba que, dentre as alternativas oferecidas, a D é a única que menciona valores descritos no módulo que vão além das atividades já costum Questão 2 Sobre ética nas campanhas de marketing, podemos dizer que: A No Brasil, existe um órgão que fiscaliza o conteúdo dessas campanhas. B É de livre opção a utilização de preceitos éticos pela empresa. C Pode ser utilizada desde que não reduza o retorno financeiro da campanha. D A utilização depende do tipo de produto comercializado. E No Brasil, as empresas estão amparadas pelo direito de liberdade de expressão. A alternativa A está correta. Note que, dentre as alternativas citadas, a alternativa A é a única que menciona a existência de um órgão regulador (CONAR), sendo as outras 4. Conclusão Considerações finais Ao iniciar seu livro Marketing 4.0, Philip Kotler escreveu uma tocante dedicatória aos seus leitores. Gostaríamos de dar um destaque especial a e Essa é a visão que nos move. Ela segue no sentido de que cada um de nós perceba que a abordagem sobre qualquer tema deve ser holística, po Portanto, todos os profissionais envolvidos nessa “dança” devem ter consciência de quefazem parte de uma estrutura maior. Dessa forma, o Ma Consequentemente, ao conversarmos sobre Marketing, estamos pensando em inúmeras outras implicações, como Ética, Responsabilidade Soci Portanto, podemos dizer que este material abasteceu você com conhecimento suficiente para seguir em todos os assuntos que permeiam o Ma Podcast Para encerrar, ouça agora um resumo dos principais pontos abordados neste conteúdo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + A especialista em comércio internacional Annie Leonard lançou na web uma animação muito didática chamada A história das Coisas Links úteis: Visite sites que orientam o consumidor de cosméticos sobre fabricantes que não se utilizam de testes em animais, produtos veganos e c Normas brasileiras de sustentabilidade. ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais. Sobre desigualdade salarial em função do gênero, confira a matéria Homens ganharam quase 30% a mais que as mulheres em 2019 Acesse a Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999. Referências BACINELLO, E.; TONTINI, G.; ALBERTON, A. Maturidade em Inovação Sustentável e em Responsabilidade Social Corporativa BROWN, L. Plano B 4.0. Mobilização Para Salvar a Civilização. 1. ed. São Paulo: Norton Books, 2009. DETIENNE, K; LEWIS, L.The Pragmatic and Ethical Barriers to Corporate Social Responsibility Disclosure: The Nike Case. Journal of Business Eth FRAEDRICH, O.; FERRELL, C.; FERREL, L. Business Ethics – Ethical Decision Making and Cases. 10. ed. Boston: Cengage, 2018). HAWKEN, P.; LOVINS, A.; LOVINS, L. Capitalismo Natural – Criando a Próxima Revolução Industrial. 1. Ed. São Paulo: Cultrix, 1999. • • • • • KOTLER, P. Administração de Marketing. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2013. KOTLER, P; KARTAJAYA, H; SETIAWAN, I. Marketing 3.0. 1. ed. 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Sustentabilidade na estratégia de Marketing Sobre o termo sustentabilidade Impacto da sustentabilidade no consumidor Conteúdo interativo Sustentabilidade e sua abrangência Consumo e meio ambiente Comentário A corrida desenfreada das grifes O ciclo de troca rápida de coleções Estímulo ao consumo com novos modismos Consumo sustentável e suas implicações Financiamento político Doações empresariais Influência corporativa Exemplo Atenção Exemplo Vem que eu te explico! Consumo e meio ambiente Conteúdo interativo Consumo sustentável e suas implicações Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Marketing Social Origens Marketing social e normas de conduta pública Marketing social no carnaval Marketing social e campanhas de vacinação A conexão entre marketing e sustentabilidade Conteúdo interativo Marketing social na prática Estimular a renúncia a um velho hábito Recusar um comportamento inadequado Adotar uma nova conduta Transformar um hábito. Reforçar um comportamento Exemplo Papel Plástico Vidro Orgânico Mudar as capacidades cognitivas dos indivíduos Mudar as ações das pessoas Mudar os valores dos indivíduos Mudar os comportamentos 01 02 03 04 05 06 Marketing Social x Marketing Comercial O foco é o cliente Deve haver uma troca Deverá ser levado em conta o “Mix de Marketing”, ou seja, os “4 Ps” O mercado não é uma massa uniforme Será feita uma investigação e análise das características do mercado O saldo da campanha é uma aprendizagem Agentes de marketing social Benefícios para a sociedade Tabagismo Alcoolismo Fatores sociais Público-alvo Fatores intermediários Fatores estratégicos Fatores intermediários Fatores estratégicos Ciência Incremento na infraestrutura e ambiente projetado Legislação/política Mídia Modificações nas políticas das empresas e práticas comerciais Instituições de ensino Tecnologia Vem que eu te explico! Marketing Social na prática Conteúdo interativo Benefícios para a sociedade Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Ética e Responsabilidade Social nas ações de Marketing Dinâmica do marketing Ética e responsabilidade social Exemplo Reflexão Exemplo Exemplo Impacto do Trabalho Infantil Violação de Direitos Fundamentais Ciclo de Pobreza e Limitações Impacto Nacional e Forçado Prioridade Global para Erradicação Saiba mais Como colocar em prática o marketing de sustentabilidade Conteúdo interativo Surgimento do CONAR Dica Caso ocorrido em maio de 2018 Foco atual do marketing Exemplo Vem que eu te explico! Casos de Ética e Responsabilidade Social Conteúdo interativo Foco atual do Marketing Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 4. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referências