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Ivoney da Silva Oliveira 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Silvana Nascimento de Carvalho 
António Manuel Domingos Caba 
Gabriel Nascimento de Carvalho 
Sygride Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
 
 
 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: 
POSSIBILIDADES, LIMITES E IMPACTOS NA 
APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
 
 
 
 
 
 
São Paulo - SP 
Clube de Autores e Pesquisadores. 
SHDrumond Ischkanian – Publicações Independentes. 
Filiada à Câmara Brasileira do Livro (CBL) 
2026 
 
 
Todo o conteúdo apresentado neste livro é de responsabilidade do(s) autor(es). 
Esta publicação está licenciada sob CC BY-NC-ND 4.0 
 
 
© 2026 
Edição brasileira 
by Clube de Autores e Pesquisadores Ed. Independetes. 
Declaração de Registro do ISBN - DECISBN-26090910034 
CBL Pedido #1094769 
 
© 2026 
Texto by Autores 
 
Publicação independente com ISBN 
Câmara Brasileira do Livro (CBL) 
 
Site: 
https://clubedeautoresepesquisadores.blogspot.com/ 
 
Editoração e formatação científica 
© 2026 SHDrumond Ischkanian – Publicações Independentes 
 
Design da capa e do livro 
© 2026 SHDrumond Ischkanian – Publicações Independentes 
 
Imagens da capa 
Imagem gerada por inteligência artificial (IA), por meio do DALL·E, com base em 
solicitação personalizada realizada no ChatGPT/OpenAI. 
 
Revisão de texto 
Os autores 
 
© 2026 – Todos os direitos reservados. 
 
 
 
 
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) 
 
Ivoney da Silva Oliveira; Simone Helen Drumond Ischkanian; Gladys Nogueira Cabral; Silvana 
Nascimento de Carvalho; António Manuel Domingos Caba; Gabriel Nascimento de Carvalho; 
Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. Inteligência artificial na 
educação: possibilidades, limites e impactos na aprendizagem e autonomia dos estudantes. São 
Paulo, SP: Clube de Autores e Pesquisadores – Publicações Independentes, Câmara Brasileira do 
Livro, 2026. 
 
E-book – Recurso eletrônico (PDF), 101 p. 
ISBN: 978-65-977483-7-2 
 
CAPPI 01/2026 – Obra com ISBN/CBL #1094769 
Declaração de Registro do ISBN - DECISBN-26090910034 - CBL Pedido #1094769 
 
1. Inteligência artificial. 2. Educação. 3. Tecnologias educacionais. 4. Aprendizagem. 5. 
Autonomia dos estudantes. 6. Educação e tecnologia. 
I. Oliveira, Ivoney da Silva et al I I. Título. 
 
Índice para catálogo sistemático: 
1. Inteligência artificial na educação. 2. Tecnologias educacionais. 3. Aprendizagem e 
autonomia estudantil. 
 
 
 
 
 
RESPONSABILIDADE EDITORIAL 
© 2026 - Clube de Autores e Pesquisadores – Publicações Independentes. 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian. 
 
Equipe: © 2026 SHDrumond Ischkanian – Publicações Independentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Publicação registrada sob ISBN atribuído pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). 
 
 
 
 
 
 
© 2026 – Todos os direitos reservados. 
 
PREFÁCIO 07 
APRESENTAÇÃO 10 
1. INTRODUÇÃO 15 
2. DESENVOLVIMENTO 22 
rrrd2.1. Inteligência Artificial na educação: conceitos, evolução e 
fundamentos. 
22 
2.2. Possibilidades da Inteligência Artificial para a aprendizagem 
dos estudantes. 
27 
2.3. Inteligência Artificial e personalização dos processos de ensino 
e aprendizagem. 
30 
2.4. Impactos da Inteligência Artificial no desenvolvimento da 
autonomia dos estudantes. 
34 
2.5. Inteligência Artificial, pensamento crítico e construção do 
conhecimento. 
37 
2.6. Tecnologias generativas e novas práticas pedagógicas no 
contexto educacional. 
40 
2.7. Limites, riscos e desafios do uso da Inteligência Artificial na 
educação. 
47 
2.8. Ética, privacidade, autoria e responsabilidade no uso da 
Inteligência Artificial. 
50 
2.9. O papel do professor diante da expansão da Inteligência 
Artificial na educação. 
52 
2.10. Inteligência Artificial e o futuro da aprendizagem: 
perspectivas para uma educação humanizada e autônoma. 
55 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 62 
4. METODOLOGIA 77 
5. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 82 
CONCLUSÃO 89 
REFERÊNCIAS 90 
AGRADECIMENTOS AOS AUTORES 93 
POSFÁCIO 98 
 
S
U
M
Á
R
IO
 
file:///C:/Users/home/Documents/ARTIGOS%202026/CBL%20LIVROS/10%20INTELIGÊNCIA%20ARTIFICIAL%20NA%20EDUCAÇÃO.doc%23_bookmark0
file:///C:/Users/home/Documents/ARTIGOS%202026/CBL%20LIVROS/10%20INTELIGÊNCIA%20ARTIFICIAL%20NA%20EDUCAÇÃO.doc%23_bookmark1
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 7 
 
PREFÁCIO 
 
A inteligência artificial vem ocupando um espaço cada vez mais significativo na 
sociedade contemporânea e, consequentemente, no campo educacional. Sua presença nas 
escolas, universidades e diferentes espaços de aprendizagem amplia possibilidades de acesso à 
informação, produção de conhecimentos, personalização de estratégias pedagógicas e 
desenvolvimento de novas formas de interação entre estudantes, professores e tecnologias. 
Entretanto, ao mesmo tempo em que apresenta oportunidades relevantes, a inteligência artificial 
também suscita questionamentos relacionados à ética, à autoria, à privacidade, à qualidade das 
informações, à dependência tecnológica e à própria autonomia dos estudantes. 
É nesse contexto de transformações que se insere a obra Inteligência artificial na 
educação: possibilidades, limites e impactos na aprendizagem e autonomia dos estudantes, uma 
produção que busca contribuir para a reflexão crítica sobre os caminhos que a educação vem 
percorrendo diante da expansão das tecnologias inteligentes. 
A utilização da inteligência artificial no ambiente educacional não deve ser 
compreendida apenas como uma inovação tecnológica ou como substituição de práticas 
pedagógicas tradicionalmente estabelecidas. Trata-se de uma transformação que envolve 
dimensões pedagógicas, sociais, éticas e culturais. Quando utilizada de maneira responsável e 
planejada, a inteligência artificial pode auxiliar na elaboração de atividades, na organização de 
informações, na adaptação de recursos às diferentes necessidades de aprendizagem e na 
ampliação das possibilidades de investigação e produção intelectual. 
Todavia, a presença dessas ferramentas também exige cautela. O acesso rápido a 
respostas e conteúdos não significa, necessariamente, aprendizagem efetiva. A educação 
continua dependendo da capacidade humana de questionar, interpretar, estabelecer relações, 
argumentar, criar, tomar decisões e atribuir significado ao conhecimento. Nesse sentido, a 
tecnologia deve atuar como recurso de apoio ao processo educativo, e não como substituta da 
reflexão, da mediação pedagógica e da participação ativa do estudante. 
Um dos aspectos centrais abordados pela presente obra é justamente a relação entre 
inteligência artificial e autonomia. O estudante precisa permanecer como sujeito do próprio 
processo de aprendizagem, utilizando os recursos tecnológicos de maneira consciente, crítica e 
responsável. A facilidade proporcionada pelas ferramentas de inteligência artificial não pode 
resultar em passividade intelectual ou dependência permanente de respostas prontas. Ao 
contrário, sua utilização pedagógica deve favorecer a curiosidade, a investigação, a criatividade, 
a resolução de problemas e o desenvolvimento do pensamento crítico. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 8 
 
Da mesma forma, cabe ao professor um papel essencial nesse cenário. A incorporação 
da inteligência artificial à educação demandaGladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 28 
 
problemas. O valor pedagógico desse processo está na capacidade de transformar a informação 
inicial em conhecimento construído mediante análise, interpretação e reflexão. 
A aprendizagem pode ser favorecida quando a tecnologia é articulada a metodologias 
ativas que colocam o estudante em posição de participação. Góes et al. (2025) discutem a 
aprendizagem baseada em projetos associada a práticas inclusivas, tecnologia e acessibilidade, 
demonstrando a relevância de propostas que envolvem o estudante em situações concretas de 
investigação e produção. Nesse contexto, a IA pode ser utilizada como ferramenta de apoio 
durante diferentes etapas de um projeto, desde a formulação de questões até a organização de 
informações e elaboração de produtos, preservando a autoria e a participação ativa dos 
estudantes. 
A gamificação e os recursos tecnológicos também podem contribuir para tornar as 
experiências de aprendizagem mais envolventes. Bezerra et al. (2024) relacionam estudos 
mediados por tecnologia a dimensões como engajamento e motivação no ambiente educacional. 
Essa perspectiva permite compreender que a utilização de recursos tecnológicos pode favorecer 
experiências mais interativas, nas quais o estudante encontra diferentes estímulos para participar 
das atividades. A IA pode integrar esse conjunto de possibilidades ao auxiliar na criação de 
situações-problema, atividades diferenciadas, exercícios e experiências que dialoguem com os 
objetivos de aprendizagem. 
A criatividade constitui outra possibilidade relevante. Silva et al. (2026), ao abordarem 
as brincadeiras digitais e as tecnologias criativas, evidenciam a aproximação entre ludicidade, 
tecnologia e experiências educativas. Essa contribuição permite relacionar a IA à criação de 
atividades que estimulem imaginação, autoria, experimentação e resolução criativa de 
problemas. Quando utilizada com intencionalidade pedagógica, a tecnologia pode oferecer 
recursos para que os estudantes não sejam apenas consumidores de informações, mas também 
produtores de conteúdos e conhecimentos. 
No processo de aprendizagem da linguagem, os recursos tecnológicos podem ampliar as 
oportunidades de leitura, escrita, interpretação e produção textual. Vieira (2026), ao discutir 
estratégias de letramento literário no Ensino Fundamental, destaca a importância de práticas 
pedagógicas que favoreçam a relação dos estudantes com a leitura e a construção de sentidos. A 
IA pode apoiar atividades de exploração textual, criação de perguntas, comparação entre 
diferentes interpretações e produção de textos, desde que o estudante seja incentivado a 
desenvolver sua própria compreensão e autoria. 
Também é possível relacionar a IA à aprendizagem de diferentes componentes 
curriculares. Sousa (2026), ao discutir métodos de ensino de Matemática no Ensino Médio em 
Tempo Integral, contribui para compreender a importância da diversidade metodológica no 
desenvolvimento dos estudantes. A tecnologia pode apoiar a apresentação de situações-
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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problema, a exploração de diferentes estratégias de resolução e a organização de atividades, 
favorecendo experiências que aproximem os conteúdos de situações significativas para os 
estudantes. 
A integração entre tecnologia, currículo e desenvolvimento do pensamento 
computacional amplia ainda mais essas possibilidades. Azevedo (2026) discute a relação entre 
currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, ressaltando a importância do pensamento 
computacional na educação básica. A IA pode ser inserida nesse contexto como recurso para 
estimular raciocínio lógico, identificação de padrões, resolução de problemas e elaboração de 
estratégias, contribuindo para o desenvolvimento de competências necessárias à participação 
crítica na sociedade contemporânea. 
As possibilidades de aprendizagem também podem alcançar a dimensão da inclusão e 
da acessibilidade. Almeida et al. (2025) analisam o uso das tecnologias no processo de inclusão 
educacional, evidenciando desafios e possibilidades relacionados à integração desses recursos às 
práticas educativas. Góes et al. (2025) aproximam tecnologia, acessibilidade e práticas 
inclusivas, permitindo compreender que ferramentas digitais podem contribuir para ampliar as 
oportunidades de participação. A IA pode favorecer essa perspectiva ao possibilitar diferentes 
formas de apresentação dos conteúdos, apoiar recursos de acessibilidade e diversificar as 
maneiras pelas quais o estudante interage com o conhecimento. 
A perspectiva inclusiva precisa considerar o estudante em sua singularidade e 
reconhecer que diferentes sujeitos podem necessitar de diferentes estratégias para aprender. 
Oliveira (2026) aborda a relação entre Inteligência Artificial humanizada, educação inclusiva, 
subjetividades e construção do conhecimento, oferecendo fundamentos para uma compreensão 
mais centrada nas pessoas. Nessa perspectiva, a tecnologia pode ser utilizada para apoiar 
experiências educacionais mais flexíveis, acessíveis e humanizadas, sem substituir a relação 
pedagógica estabelecida entre professor, estudante e conhecimento. 
A aprendizagem também possui uma dimensão cultural que precisa ser preservada na 
utilização das tecnologias. Freitas (2026) discute o letramento cultural na formação docente e a 
consolidação de práticas pedagógicas antirracistas, contribuindo para uma educação que 
reconheça diferentes identidades, experiências e conhecimentos. Silva e Bacury (2026), ao 
abordarem a Etnomatemática indígena e os saberes tradicionais, reforçam a importância da 
valorização dos conhecimentos produzidos em diferentes contextos culturais. A utilização da IA 
pode contribuir para ampliar o contato com diferentes fontes e perspectivas, desde que orientada 
por uma seleção crítica e pela valorização da diversidade. 
A Inteligência Artificial pode contribuir para uma aprendizagem que ultrapasse a 
simples memorização de informações. Almeida (2026) relaciona prática pedagógica e formação 
docente a uma educação crítica e emancipadora, perspectiva que permite compreender a 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 30 
 
aprendizagem como processo de participação, reflexão e construção de conhecimentos. O 
estudante pode utilizar a IA para levantar hipóteses, comparar informações, elaborar perguntas e 
desenvolver produções próprias, assumindo uma posição mais ativa diante do conhecimento. 
A avaliação também pode ser apoiada por ferramentas de Inteligência Artificial. Sousa 
et al. (2025) discutem as potencialidades e limitações da IA na avaliação educacional, indicando 
a necessidade de compreender esses recursos em articulação com os objetivos pedagógicos. 
Ferramentas tecnológicas podem auxiliar na organização de atividades, elaboração de questões e 
identificação de determinados padrões nas produções dos estudantes, enquanto a interpretação 
pedagógica permanece vinculada ao professor e ao conhecimento sobre o percurso de 
aprendizagem de cada estudante. 
A formação docente constitui condição importante para que essas possibilidades sejam 
efetivamente incorporadas ao cotidiano escolar. Teodoro et al. (2024) discutem os desafios e 
perspectivas relacionados à utilização das tecnologias pelos professores, evidenciando a 
importância da preparação profissional diante das transformações tecnológicas. A utilização 
consciente da IA requer professores capazes de selecionar recursos,orientar pesquisas, verificar 
informações e estabelecer critérios para o uso pedagógico dessas ferramentas. 
As possibilidades apresentadas demonstram que a Inteligência Artificial pode ampliar o 
repertório de estratégias disponíveis para a aprendizagem dos estudantes, favorecendo pesquisa, 
criatividade, participação, acessibilidade, resolução de problemas e produção de conhecimentos. 
A tecnologia assume maior relevância educacional quando integrada ao currículo, às 
metodologias de ensino e às necessidades concretas dos estudantes, mantendo a mediação 
docente como elemento fundamental para orientar o processo formativo. 
 
2.3. Inteligência Artificial e personalização dos processos de ensino e aprendizagem 
A personalização dos processos de ensino e aprendizagem constitui uma das 
possibilidades mais relevantes associadas ao desenvolvimento das tecnologias inteligentes, 
especialmente pela capacidade de oferecer diferentes recursos, linguagens e estratégias para 
atender à diversidade presente nos espaços educacionais. De Abreu Pestana dos Santos (2023) 
apresenta a Inteligência Artificial como recurso que reúne potencialidades para o campo 
educacional, permitindo discutir sua utilização como apoio à organização de experiências de 
aprendizagem mais adequadas aos diferentes contextos e necessidades dos estudantes. 
A personalização não significa estabelecer um ensino isolado para cada estudante, mas 
ampliar as possibilidades de adaptação das estratégias pedagógicas. Vieira et al. (2025) discutem 
os impactos e as potencialidades da IA na educação, contribuindo para compreender como essas 
ferramentas podem apoiar diferentes etapas do processo educativo. A tecnologia pode auxiliar na 
organização de atividades com diferentes níveis de complexidade, na apresentação de conteúdos 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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por múltiplas linguagens e na elaboração de propostas que considerem ritmos e formas 
diversificadas de aprendizagem. 
A personalização pode ser relacionada à inclusão educacional, uma vez que os 
estudantes apresentam diferentes formas de participar, compreender e expressar seus 
conhecimentos. Almeida et al. (2025) discutem as tecnologias no processo de inclusão 
educacional, destacando possibilidades de utilização desses recursos para favorecer a 
participação dos estudantes. A IA pode colaborar nesse processo ao apoiar a produção de 
materiais diferenciados, recursos acessíveis e estratégias pedagógicas que ampliem as 
oportunidades de interação com os conteúdos. 
A aprendizagem baseada em projetos constitui uma possibilidade de articulação entre 
personalização, participação e tecnologia. Góes et al. (2025) apresentam essa abordagem como 
estratégia ativa associada a práticas inclusivas, tecnologia e acessibilidade. Em propostas dessa 
natureza, os estudantes podem participar de diferentes etapas do trabalho, assumindo funções, 
pesquisando temas, produzindo materiais e solucionando problemas. A IA pode apoiar essas 
experiências ao oferecer recursos que auxiliem na pesquisa e na organização das produções, 
preservando a participação e a autoria dos estudantes. 
A personalização também pode favorecer o engajamento. Bezerra et al. (2024) discutem 
a relação entre tecnologias, gamificação, motivação e participação no ambiente educacional. 
Recursos tecnológicos podem contribuir para diversificar as experiências oferecidas aos 
estudantes e criar situações de aprendizagem mais interativas. A IA pode ser incorporada a essas 
estratégias para apoiar a criação de atividades, desafios e propostas diferenciadas, sempre de 
acordo com os objetivos definidos pelo professor. 
A dimensão curricular precisa permanecer presente nesse processo. Azevedo (2026) 
discute currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, destacando a integração do 
pensamento computacional à educação básica. A personalização apoiada por tecnologia deve, 
portanto, manter relação com as competências e habilidades previstas no currículo, evitando que 
a utilização da IA se transforme em uma prática desvinculada das finalidades educacionais. A 
ferramenta tecnológica ganha sentido quando contribui para que os estudantes avancem na 
compreensão dos conteúdos e no desenvolvimento de competências. 
A personalização também pode contemplar diferentes áreas do conhecimento. Sousa 
(2026) aborda métodos de ensino de Matemática no Ensino Médio em Tempo Integral, 
contribuindo para a compreensão da necessidade de estratégias metodológicas diversificadas. A 
IA pode apoiar esse processo mediante a elaboração de situações-problema, explicações 
alternativas e atividades com diferentes níveis de complexidade, permitindo que o professor 
disponha de um repertório mais amplo para organizar suas práticas pedagógicas. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
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No ensino de línguas, a diversificação metodológica igualmente pode favorecer a 
aprendizagem. Cabral (2026), ao apresentar a técnica de Total Physical Response no ensino da 
língua inglesa para crianças, demonstra a relevância de estratégias que considerem as 
características dos estudantes e a natureza do processo de aprendizagem. A IA pode 
complementar essas práticas mediante recursos digitais, atividades interativas e diferentes 
possibilidades de exploração linguística, sem substituir as estratégias pedagógicas escolhidas 
pelo professor. 
A personalização também pode contemplar leitura e letramento. Vieira (2026) discute 
estratégias de letramento literário no Ensino Fundamental, ressaltando a importância de práticas 
que favoreçam a aproximação dos estudantes com a leitura. Ferramentas de IA podem auxiliar na 
seleção e organização de atividades de leitura, na elaboração de perguntas interpretativas e na 
criação de propostas adequadas a diferentes níveis de desenvolvimento. O objetivo pedagógico 
permanece centrado na formação do leitor e na construção autônoma de sentidos. 
A criatividade constitui elemento importante na personalização das experiências 
educativas. Silva et al. (2026) discutem brincadeiras digitais e tecnologias criativas como 
possibilidades de integração entre ludicidade e mundo contemporâneo. Essa perspectiva permite 
compreender que personalizar também significa ampliar as formas pelas quais os estudantes 
podem aprender e demonstrar aquilo que aprenderam, utilizando diferentes linguagens, recursos 
e estratégias de produção. 
A dimensão cultural deve igualmente ser considerada. Freitas (2026) destaca a 
importância do letramento cultural na formação docente e de práticas pedagógicas 
comprometidas com a diversidade. Silva e Bacury (2026) contribuem para essa discussão ao 
valorizarem a Etnomatemática indígena e os saberes tradicionais na educação básica. Uma 
personalização verdadeiramente inclusiva precisa considerar diferentes repertórios culturais e 
evitar que a tecnologia reproduza uma única perspectiva de conhecimento. 
Oliveira (2026) contribui para essa compreensão ao relacionar Inteligência Artificial 
humanizada, educação inclusiva, subjetividades e construção do conhecimento. A 
personalização, nesse sentido, deve estar associada à valorização do estudante enquanto sujeito, 
considerando suas formas de participação, seus contextos e suas necessidades educacionais. A 
tecnologia pode apoiar esse processo, mas a decisão pedagógica continua dependente da análise 
e da mediação do professor. 
A autonomia também está diretamente relacionada à personalização. Almeida (2026) 
associa formação docente e prática pedagógica a uma educação crítica e emancipadora, 
perspectiva que reforça a importância de permitir que o estudante participe dasdecisões e 
desenvolva estratégias próprias para aprender. A IA pode oferecer possibilidades de consulta, 
pesquisa, organização e criação, porém sua utilização torna-se pedagogicamente significativa 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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quando estimula o estudante a refletir, fazer escolhas e assumir responsabilidade por sua 
aprendizagem. 
A avaliação pode contribuir para acompanhar processos personalizados de 
aprendizagem. Sousa et al. (2025) discutem a utilização da IA na avaliação educacional, 
permitindo considerar ferramentas tecnológicas como apoio à organização de informações e ao 
acompanhamento de determinadas atividades. O professor, entretanto, permanece responsável 
pela interpretação pedagógica dos resultados e pela definição das estratégias que podem 
favorecer o desenvolvimento do estudante. 
A formação profissional é igualmente necessária para que a personalização mediada por 
IA seja realizada com intencionalidade. Teodoro et al. (2024) destacam a importância da 
preparação dos professores para o uso das tecnologias em sala de aula, enquanto Ischkanian 
(2026) aborda processos de capacitação e desenvolvimento de competências. Esses aportes 
reforçam que o domínio técnico precisa estar acompanhado de conhecimentos pedagógicos 
capazes de orientar escolhas, selecionar ferramentas e organizar experiências coerentes com os 
objetivos educacionais. 
A perspectiva humanizada também envolve a garantia de direitos e o reconhecimento 
das singularidades dos estudantes. Ischkanian e Ischkanian (2026), ao abordarem a dignidade da 
pessoa humana e os direitos das pessoas com deficiência no contexto da legislação PCD, 
contribuem para uma compreensão da inclusão fundamentada no respeito às diferenças. Nesse 
sentido, a personalização apoiada por IA pode favorecer acessibilidade e participação quando 
orientada pela valorização da pessoa e pela busca de condições educacionais mais equitativas. 
A personalização dos processos de ensino e aprendizagem, portanto, representa uma 
possibilidade de ampliar a diversidade de estratégias pedagógicas disponíveis no contexto 
educacional. A Inteligência Artificial pode apoiar professores na elaboração de atividades, 
organização de recursos e diversificação das experiências de aprendizagem, enquanto os 
estudantes podem encontrar novas formas de pesquisar, criar, interagir e construir 
conhecimentos. O resultado esperado não é substituir a ação docente, mas fortalecer uma prática 
pedagógica capaz de reconhecer diferentes necessidades, promover participação e favorecer o 
desenvolvimento da autonomia. 
A personalização mediada por Inteligência Artificial precisa ser compreendida como 
apoio à prática pedagógica, e não como substituição da relação entre professor, estudante e 
conhecimento. A integração equilibrada entre tecnologia, currículo, inclusão, criatividade, 
formação docente e participação estudantil possibilita construir experiências educativas mais 
diversificadas e humanizadas, nas quais os recursos tecnológicos estejam a serviço da 
aprendizagem e do desenvolvimento integral dos estudantes. 
 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
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2.4. Impactos da Inteligência Artificial no desenvolvimento da autonomia dos estudantes 
A autonomia dos estudantes constitui uma dimensão essencial do processo educativo, 
especialmente em uma realidade na qual o acesso às informações ocorre de maneira rápida e 
diversificada. A presença da Inteligência Artificial nesse cenário amplia as possibilidades de 
pesquisa, interação e produção de conhecimentos, permitindo que os estudantes assumam 
participação mais ativa em seus percursos de aprendizagem. De Abreu Pestana dos Santos 
(2023), ao analisar as potencialidades e os desafios da IA na educação, contribui para 
compreender que essas tecnologias podem apoiar diferentes atividades educacionais, desde que 
utilizadas de maneira articulada às finalidades pedagógicas. 
O desenvolvimento da autonomia está relacionado à capacidade de o estudante buscar 
informações, formular perguntas, estabelecer relações entre diferentes conhecimentos e tomar 
decisões durante sua aprendizagem. Almeida (2026) associa a prática pedagógica e a formação 
docente a uma educação crítica e emancipadora, perspectiva que permite compreender a 
autonomia como uma construção progressiva, vinculada à participação consciente do estudante. 
Nesse contexto, a IA pode oferecer recursos para que o estudante explore conteúdos, organize 
informações e desenvolva produções próprias, ampliando as oportunidades de protagonismo no 
processo educativo. 
A disponibilidade de ferramentas capazes de responder perguntas e auxiliar na 
organização de informações pode favorecer a iniciativa dos estudantes. Vieira et al. (2025) 
discutem as potencialidades da Inteligência Artificial na educação e sua relação com diferentes 
dimensões dos processos educativos. O estudante pode recorrer a esses recursos para levantar 
hipóteses, buscar explicações, comparar conceitos e aprofundar determinados conteúdos. O 
impacto positivo sobre a autonomia ocorre quando a ferramenta é utilizada como ponto de 
partida para investigação e reflexão, e não como substituta da elaboração intelectual do próprio 
estudante. 
A aprendizagem baseada em projetos oferece um ambiente favorável ao 
desenvolvimento dessa autonomia. Góes et al. (2025) relacionam essa abordagem a práticas 
ativas, inclusivas, mediadas por tecnologia e acessibilidade. Em atividades dessa natureza, os 
estudantes podem participar da definição de questões, selecionar informações, organizar etapas, 
produzir materiais e apresentar resultados. A IA pode apoiar essas diferentes fases, contribuindo 
para a pesquisa e a organização das ideias, enquanto as decisões e a autoria permanecem 
vinculadas aos estudantes. 
O engajamento também possui relação direta com o desenvolvimento da autonomia. 
Bezerra et al. (2024), ao discutirem gamificação e estudos mediados por tecnologia, abordam 
dimensões relacionadas à motivação e ao envolvimento dos estudantes. Recursos tecnológicos 
podem criar situações nas quais o estudante participa de maneira mais ativa, experimenta 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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 35 
 
diferentes possibilidades e acompanha seu próprio percurso de aprendizagem. A IA pode integrar 
esse conjunto de estratégias ao favorecer atividades interativas e possibilidades diversificadas de 
exploração dos conteúdos. 
A autonomia, entretanto, não se limita à capacidade de utilizar ferramentas digitais. Ela 
envolve também a formação de sujeitos capazes de analisar informações, reconhecer diferentes 
perspectivas e realizar escolhas fundamentadas. Azevedo (2026), ao discutir currículo, práticas 
pedagógicas e pensamento computacional, contribui para relacionar o desenvolvimento de 
competências tecnológicas à resolução de problemas e à tomada de decisões. A utilização 
educacional da IA pode fortalecer essas competências quando o estudante é estimulado a 
questionar as respostas recebidas, verificar informações e construir suas próprias conclusões. 
A relação entre autonomia e inclusão também merece atenção. Almeida et al. (2025) 
discutem as possibilidades do uso das tecnologias no processo de inclusão educacional, 
mostrando que os recursos tecnológicos podem ampliar oportunidades de participação. Uma 
ferramenta de IA pode contribuir para disponibilizar diferentes formas de acesso aos conteúdos e 
apoiar estudantes com necessidades educacionais diversas. Nesse sentido, a autonomia pode ser 
fortalecida quando o estudanteencontra recursos que favoreçam sua participação e possibilitem 
maior independência na realização de determinadas atividades. 
A perspectiva da educação inclusiva precisa considerar a singularidade dos sujeitos. 
Oliveira (2026) discute a relação entre Inteligência Artificial humanizada, subjetividades, 
inclusão e construção do conhecimento, contribuindo para uma compreensão centrada nas 
pessoas. A autonomia não deve ser entendida como independência absoluta, mas como 
possibilidade de participar, escolher, expressar conhecimentos e desenvolver estratégias próprias, 
contando com os apoios necessários ao seu processo educativo. 
A criatividade também pode favorecer a autonomia estudantil. Silva et al. (2026), ao 
abordarem as brincadeiras digitais e as tecnologias criativas, apresentam possibilidades de 
integração entre ludicidade, recursos digitais e produção educativa. A IA pode apoiar processos 
criativos relacionados à elaboração de textos, projetos, apresentações, propostas artísticas e 
diferentes formas de expressão. Quando o estudante transforma os recursos tecnológicos em 
instrumentos para desenvolver ideias próprias, amplia-se sua participação autoral. 
A autonomia também pode ser fortalecida pela valorização da diversidade cultural. 
Freitas (2026) discute o letramento cultural na formação docente e a importância de práticas 
pedagógicas comprometidas com a diversidade. Silva e Bacury (2026), ao tratarem dos saberes 
tradicionais e da Etnomatemática indígena, evidenciam a relevância de reconhecer diferentes 
formas de produção do conhecimento. A utilização da IA pode favorecer pesquisas sobre 
diferentes culturas e saberes, desde que o estudante seja orientado a reconhecer a pluralidade das 
fontes e a analisar criticamente as informações disponíveis. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 36 
 
A leitura e a interpretação constituem competências importantes para a autonomia 
intelectual. Vieira (2026), ao discutir estratégias de letramento literário, contribui para 
compreender a importância da formação de leitores capazes de produzir sentidos a partir dos 
textos. Em atividades mediadas por IA, o estudante pode comparar interpretações, elaborar 
perguntas e explorar diferentes possibilidades de leitura. O processo torna-se formativo quando a 
tecnologia estimula a compreensão e a autoria, mantendo o estudante como sujeito da 
interpretação. 
A avaliação também pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia quando 
deixa de ser compreendida apenas como verificação de resultados e passa a acompanhar o 
percurso de aprendizagem. Sousa et al. (2025) discutem as potencialidades da IA na avaliação 
educacional, permitindo considerar ferramentas tecnológicas como apoio a determinadas etapas 
desse processo. Recursos digitais podem auxiliar estudantes e professores na organização de 
atividades e no acompanhamento de produções, favorecendo momentos de reflexão sobre aquilo 
que foi aprendido e sobre os aspectos que ainda podem ser desenvolvidos. 
A formação docente permanece fundamental para que a IA contribua efetivamente para 
a autonomia. Teodoro et al. (2024) destacam a importância da preparação dos professores diante 
da utilização das tecnologias em sala de aula. Cabe ao professor estabelecer situações em que o 
estudante possa investigar, questionar, produzir e avaliar suas próprias aprendizagens. A 
autonomia, portanto, não resulta simplesmente da disponibilidade de uma ferramenta 
tecnológica, mas das oportunidades pedagógicas criadas para que o estudante desenvolva 
responsabilidade, iniciativa e capacidade de decisão. 
A formação continuada também contribui para esse processo. Ischkanian (2026), ao 
discutir capacitação e desenvolvimento de competências, oferece elementos para compreender a 
importância de processos formativos organizados. No contexto educacional, professores 
preparados podem utilizar a IA de maneira mais consciente, definindo atividades que estimulem 
a participação e evitando práticas que reduzam o estudante à reprodução de respostas produzidas 
automaticamente. 
A autonomia estudantil também precisa estar associada à dignidade, à inclusão e ao 
respeito às características individuais. Ischkanian e Ischkanian (2026), ao discutirem a dignidade 
da pessoa humana e os direitos das pessoas com deficiência, reforçam a importância de uma 
perspectiva educacional comprometida com o reconhecimento dos sujeitos. A IA pode contribuir 
para ampliar possibilidades de participação e acessibilidade, fortalecendo condições para que 
diferentes estudantes desenvolvam suas potencialidades. 
Os impactos da Inteligência Artificial sobre a autonomia, portanto, podem ser 
compreendidos principalmente a partir das oportunidades que a tecnologia oferece para pesquisa, 
criação, participação, resolução de problemas e organização da aprendizagem. A utilização 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 37 
 
pedagógica da IA pode favorecer estudantes mais participativos e capazes de buscar caminhos 
próprios para aprender, desde que as atividades sejam planejadas para estimular reflexão, autoria 
e responsabilidade. 
A autonomia não significa aprender sozinho ou dispensar a presença do professor. Ela 
representa a possibilidade de o estudante participar ativamente de sua formação, desenvolver 
iniciativa, fazer escolhas e construir conhecimentos com o apoio de diferentes recursos. A 
Inteligência Artificial pode fortalecer esse processo ao ampliar o repertório de ferramentas 
disponíveis, enquanto a mediação docente assegura intencionalidade pedagógica, orientação 
crítica e valorização da dimensão humana da educação. 
 
2.5. Inteligência Artificial, pensamento crítico e construção do conhecimento 
A utilização da Inteligência Artificial na educação também produz importantes 
possibilidades para o desenvolvimento do pensamento crítico e para a construção do 
conhecimento. Em um contexto marcado pela grande circulação de informações, torna-se 
necessário desenvolver nos estudantes competências relacionadas à análise, interpretação, 
comparação e avaliação de conteúdos. De Abreu Pestana dos Santos (2023) evidencia que a 
presença da IA na educação envolve potencialidades que precisam ser compreendidas em 
articulação com as finalidades formativas, permitindo situar essas tecnologias como recursos que 
podem apoiar processos de investigação e aprendizagem. 
O pensamento crítico está relacionado à capacidade de questionar informações, 
identificar diferentes perspectivas, estabelecer relações e construir posicionamentos 
fundamentados. Almeida (2026), ao discutir uma educação crítica e emancipadora, oferece 
fundamentos para compreender a importância de práticas pedagógicas que ultrapassem a 
transmissão de informações. Nesse cenário, a IA pode ser utilizada como recurso para provocar 
questionamentos, apresentar diferentes possibilidades de resposta e estimular os estudantes a 
analisar os conteúdos antes de formular suas próprias conclusões. 
A própria natureza das ferramentas de IA pode favorecer situações de investigação. 
Vieira et al. (2025) discutem os impactos, limites e potencialidades da Inteligência Artificial na 
educação, possibilitando compreender que sua utilização precisa estar relacionada ao 
desenvolvimento das aprendizagens. Quando o estudante recebe uma resposta produzida por uma 
ferramenta, pode ser orientado a verificar sua coerência, buscar outras fontes, identificar 
possíveis inconsistências e comparar diferentes explicações. O recurso tecnológico, nesse 
processo, passa a funcionar como objeto de análise e não apenas como fonte imediata de 
respostas. 
A construçãodo conhecimento ocorre por meio da relação ativa do estudante com 
informações, experiências e conhecimentos socialmente produzidos. Góes et al. (2025) 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 38 
 
apresentam a aprendizagem baseada em projetos como abordagem que promove práticas ativas, 
inclusivas e mediadas por tecnologia. Projetos pedagógicos podem utilizar a IA para apoiar 
pesquisas, organizar informações e desenvolver produtos, enquanto os estudantes são 
estimulados a interpretar dados, solucionar problemas e justificar suas escolhas. Essa dinâmica 
favorece uma aprendizagem na qual o conhecimento é construído mediante participação e 
investigação. 
O pensamento crítico também pode ser estimulado por atividades que envolvam 
problemas e desafios. Azevedo (2026), ao abordar o pensamento computacional no contexto 
curricular, contribui para compreender a importância de competências relacionadas à resolução 
de problemas, identificação de padrões e elaboração de estratégias. A IA pode integrar essas 
atividades ao oferecer situações que desafiem os estudantes a avaliar diferentes alternativas e 
selecionar respostas fundamentadas, desenvolvendo raciocínio e capacidade de decisão. 
As tecnologias digitais podem ainda favorecer experiências mais participativas. Bezerra 
et al. (2024), ao discutirem gamificação e estudos mediados por tecnologia, destacam elementos 
relacionados ao engajamento e à motivação. Quando atividades interativas são estruturadas para 
exigir justificativas, escolhas e resolução de problemas, o envolvimento do estudante pode estar 
associado ao desenvolvimento de processos cognitivos mais complexos. A IA pode contribuir 
para ampliar essas experiências mediante propostas diferenciadas e situações de investigação. 
A construção crítica do conhecimento também exige atenção à diversidade cultural. 
Freitas (2026) discute o letramento cultural na formação docente e a necessidade de práticas 
pedagógicas antirracistas, permitindo compreender que o conhecimento não pode ser 
apresentado de maneira descontextualizada ou limitada a uma única perspectiva. Silva e Bacury 
(2026), ao abordarem saberes tradicionais e Etnomatemática indígena, reforçam a relevância da 
valorização de diferentes formas de produzir e interpretar conhecimentos. A utilização da IA 
pode ampliar o acesso a essas perspectivas, enquanto o pensamento crítico permite analisá-las 
em seus contextos. 
A reflexão sobre cultura e conhecimento também pode ser ampliada pela discussão das 
formas históricas de circulação e silenciamento de saberes. Oliveira (2026), ao abordar políticas 
editoriais e censura cultural relacionadas às línguas, histórias e saberes dos povos indígenas, 
oferece subsídios para compreender a importância da diversidade na produção do conhecimento. 
Em ambientes mediados por IA, essa discussão torna-se relevante porque os estudantes podem 
ser estimulados a perguntar quais conhecimentos estão presentes, quais perspectivas são 
valorizadas e como diferentes fontes representam determinados grupos sociais. 
A literatura e a leitura também constituem espaços privilegiados para o 
desenvolvimento do pensamento crítico. Santos (2026), ao discutir debates contemporâneos 
relacionados à obra de Monteiro Lobato e à literatura infantil brasileira, demonstra a importância 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 39 
 
da análise crítica das produções culturais. Vieira (2026), ao abordar o letramento literário, 
contribui para compreender a leitura como prática de construção de sentidos. A IA pode apoiar 
atividades de comparação entre textos e interpretações, enquanto o estudante desenvolve a 
capacidade de formular posicionamentos próprios diante das obras analisadas. 
A produção criativa representa outra possibilidade de construção do conhecimento. 
Silva et al. (2026) discutem a integração entre brincadeiras digitais e tecnologias criativas, 
evidenciando a importância da participação ativa em experiências mediadas por recursos 
contemporâneos. A IA pode ser utilizada na elaboração de histórias, projetos, atividades, 
apresentações e diferentes produtos educacionais, desde que o estudante participe das decisões e 
desenvolva uma produção autoral. A criatividade, nesse sentido, relaciona-se ao pensamento 
crítico porque envolve escolhas, reorganização de informações e elaboração de novas 
possibilidades. 
A aprendizagem em diferentes áreas do conhecimento também pode ser organizada a 
partir de situações que estimulem análise e resolução de problemas. Sousa (2026), ao discutir 
métodos de ensino da Matemática, oferece elementos para compreender a importância da 
diversidade de estratégias no processo educativo. A IA pode auxiliar na apresentação de 
diferentes caminhos para uma solução, cabendo ao estudante comparar procedimentos, 
identificar vantagens e justificar aquele que considera mais adequado. 
No ensino de línguas, estratégias diversificadas também podem contribuir para a 
construção do conhecimento. Cabral (2026), ao apresentar a técnica de Total Physical Response 
para o aprendizado da língua inglesa, evidencia a importância da adequação metodológica às 
características dos estudantes. A IA pode complementar propostas dessa natureza mediante 
atividades de produção e interação linguística, favorecendo situações em que os estudantes 
possam experimentar diferentes formas de utilização da linguagem. 
O pensamento crítico também se relaciona à capacidade de avaliar os próprios processos 
de aprendizagem. Sousa et al. (2025) discutem a Inteligência Artificial na avaliação educacional, 
possibilitando refletir sobre o uso de tecnologias para apoiar processos avaliativos. Quando os 
estudantes são convidados a analisar suas produções, identificar avanços, reconhecer 
dificuldades e estabelecer estratégias de melhoria, desenvolvem uma postura mais reflexiva 
diante da própria aprendizagem. 
A mediação docente é indispensável. Teodoro et al. (2024) discutem os desafios 
relacionados à utilização das tecnologias pelos professores, enquanto Almeida (2026) enfatiza a 
importância da formação docente para uma educação crítica e emancipadora. O professor exerce 
função essencial na elaboração de situações pedagógicas que transformem o uso da IA em 
oportunidade de investigação. A orientação docente ajuda os estudantes a formular perguntas, 
selecionar fontes, comparar informações e construir argumentos. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 40 
 
A formação profissional também precisa acompanhar essas transformações. Ischkanian 
(2026), ao abordar capacitação e desenvolvimento de competências, contribui para reforçar a 
importância da formação continuada. Professores preparados para trabalhar com tecnologias 
inteligentes podem desenvolver propostas que valorizem análise, criatividade, autoria e 
participação, transformando a IA em instrumento pedagógico integrado ao currículo. 
A dimensão humana da construção do conhecimento permanece central. Oliveira (2026) 
propõe uma perspectiva de Inteligência Artificial humanizada relacionada à educação inclusiva, 
às subjetividades e à construção do conhecimento. Essa abordagem reforça que a tecnologia deve 
estar subordinada às finalidades formativas e às necessidades dos sujeitos. O pensamento crítico 
não pode ser automatizado, pois envolve interpretação, julgamento, argumentação, 
posicionamento e reflexão sobre questões concretas. 
A inclusão também integra esseprocesso de construção crítica. Almeida et al. (2025) 
discutem o potencial das tecnologias para apoiar processos inclusivos, enquanto Ischkanian e 
Ischkanian (2026) contribuem para uma compreensão fundamentada na dignidade e nos direitos 
das pessoas com deficiência. O uso da IA pode ampliar as possibilidades de participação e 
expressão de estudantes com diferentes necessidades, criando condições para que mais sujeitos 
estejam envolvidos na construção e compartilhamento do conhecimento. 
A Inteligência Artificial, portanto, pode contribuir para o desenvolvimento do 
pensamento crítico quando utilizada como instrumento de investigação, comparação, criação e 
reflexão. Seu potencial educacional não está apenas na capacidade de produzir respostas, mas 
nas possibilidades de gerar perguntas, estimular análises e favorecer processos de construção de 
conhecimentos. O estudante pode utilizar a tecnologia para explorar diferentes perspectivas, 
enquanto desenvolve critérios próprios para avaliar informações e elaborar posicionamentos. 
O pensamento crítico e a Inteligência Artificial podem estabelecer uma relação 
produtiva quando a tecnologia é integrada a práticas pedagógicas que valorizam a autoria, a 
investigação e a reflexão. A construção do conhecimento permanece como processo humano, 
social e educativo, no qual professores e estudantes desempenham papéis fundamentais. A IA 
pode ampliar os recursos disponíveis para esse processo, contribuindo para uma educação mais 
dinâmica, participativa, inclusiva e alinhada às demandas contemporâneas. 
 
2.6. Tecnologias generativas e novas práticas pedagógicas no contexto educacional 
As tecnologias generativas representam uma transformação significativa no modo como 
informações, textos, imagens, atividades e diferentes recursos digitais podem ser produzidos no 
contexto educacional. Sua presença amplia o repertório disponível para professores e estudantes 
e cria novas possibilidades de planejamento, interação, criação e aprendizagem. De Abreu 
Pestana dos Santos (2023), ao discutir as potencialidades da Inteligência Artificial na educação, 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 41 
 
contribui para compreender que esses recursos podem integrar diferentes práticas pedagógicas, 
especialmente quando utilizados de maneira articulada aos objetivos formativos e às 
necessidades dos estudantes. 
As tecnologias generativas caracterizam-se pela capacidade de produzir novos 
conteúdos a partir de comandos e informações fornecidas pelos usuários, possibilitando a 
elaboração de textos, sínteses, questões, exemplos, propostas de atividades e outros materiais. 
Vieira et al. (2025) discutem os impactos e as potencialidades da IA no campo educacional, 
permitindo compreender que essas ferramentas podem ampliar as possibilidades de interação 
com os conteúdos. No ambiente escolar, sua utilização pode apoiar tanto o planejamento docente 
quanto atividades de pesquisa e produção realizadas pelos estudantes. 
A incorporação dessas tecnologias pode favorecer práticas pedagógicas mais 
diversificadas. Costa e Araújo (2025), ao analisarem os impactos das tecnologias no ensino e na 
aprendizagem, evidenciam a ampliação das possibilidades proporcionadas pelos recursos 
digitais. A tecnologia generativa pode auxiliar o professor na elaboração de situações-problema, 
roteiros de estudos, atividades diferenciadas e materiais complementares, contribuindo para 
ampliar o repertório metodológico e tornar as experiências educativas mais dinâmicas. 
Essa transformação também pode ser relacionada ao desenvolvimento de metodologias 
ativas. Góes et al. (2025) discutem a aprendizagem baseada em projetos como abordagem que 
integra participação estudantil, tecnologia, acessibilidade e inclusão. As tecnologias generativas 
podem apoiar projetos desde a etapa de levantamento de ideias até a organização das 
informações e elaboração de produtos. O estudante, entretanto, permanece responsável pelas 
escolhas, pela análise dos conteúdos e pela produção final, fortalecendo a autoria e a participação 
no processo educativo. 
A gamificação constitui outra possibilidade de articulação entre tecnologias e práticas 
pedagógicas inovadoras. Bezerra et al. (2024) relacionam estudos mediados por tecnologia a 
aspectos como engajamento e motivação. A IA generativa pode contribuir para a elaboração de 
desafios, perguntas, narrativas, situações-problema e atividades interativas, criando experiências 
diversificadas. A relevância pedagógica dessas ferramentas está na possibilidade de integrá-las a 
estratégias que estimulem participação e envolvimento com os conteúdos. 
A criatividade assume papel central nesse novo cenário. Silva et al. (2026), ao 
discutirem brincadeiras digitais e tecnologias criativas, demonstram a importância de aproximar 
práticas educativas dos recursos tecnológicos presentes na sociedade contemporânea. As 
tecnologias generativas podem favorecer processos de criação nos quais estudantes desenvolvem 
histórias, propostas, apresentações, projetos e diferentes formas de expressão. A ferramenta pode 
ampliar as possibilidades de produção, enquanto a autoria pedagógica continua relacionada às 
escolhas e interpretações dos sujeitos envolvidos. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 42 
 
A integração das tecnologias generativas ao currículo exige planejamento e 
intencionalidade. Azevedo (2026) discute a articulação entre currículo, práticas pedagógicas e 
BNCC Computação, ressaltando a importância do desenvolvimento do pensamento 
computacional na educação básica. Conforme a tabela 1, a utilização da IA pode ser relacionada 
a atividades que estimulem resolução de problemas, identificação de padrões, elaboração de 
estratégias e reflexão sobre processos tecnológicos. A ferramenta, nesse sentido, integra o 
currículo quando contribui efetivamente para o desenvolvimento das competências previstas no 
processo formativo. 
Tabela 1: Integração das tecnologias generativas ao currículo: ideias dos autores 
e possibilidades de atividades. 
Autor(es) 
2026 
Ideia central relacionada 
ao currículo e às 
tecnologias 
Articulação com 
práticas pedagógicas e 
BNCC 
Exemplos de atividades 
com tecnologias 
generativas 
 
Ivoney da 
Silva 
Oliveira 
A Inteligência Artificial 
precisa ser integrada à 
educação de maneira 
planejada, considerando 
suas possibilidades, seus 
impactos e a construção do 
conhecimento. 
Relacionar o uso da IA 
aos objetivos de 
aprendizagem, evitando 
a utilização da 
tecnologia como 
recurso isolado ou sem 
finalidade pedagógica. 
Produção orientada de 
textos; elaboração de 
perguntas para 
investigação; 
comparação entre 
respostas produzidas 
pela IA e fontes 
estudadas em sala. 
 
Simone 
Helen 
Drumond 
Ischkanian 
A educação mediada por 
tecnologia deve preservar 
a dimensão humana, a 
inclusão, a subjetividade e 
a participação ativa do 
estudante. 
Articular IA, currículo 
e práticas inclusivas, 
considerando diferentes 
formas de aprender, 
comunicar-se e 
participar. 
Criar uma atividade em 
diferentes formatos, 
como texto, imagem, 
áudio ou sequência 
visual; adaptar uma 
proposta curricular para 
diferentes perfis de 
aprendizagem. 
 
Gladys 
Nogueira 
Cabral 
Estratégias diversificadas 
favorecem experiências de 
aprendizagem mais 
significativas, 
especialmente quando 
envolvem interação, 
linguagem e participação. 
Integrar tecnologias 
generativas às 
metodologias de ensino 
de línguas e às 
habilidades previstas no 
currículo. 
Criar diálogos em língua 
inglesa; elaborar 
situações comunicativas;produzir histórias curtas 
e posteriormente realizar 
dramatização ou leitura 
compartilhada. 
 
Silvana 
Nascimento 
de Carvalho 
As tecnologias criativas 
podem ampliar 
experiências pedagógicas e 
favorecer novas formas de 
participação e produção, 
estimulando a criatividade, 
a colaboração e o 
protagonismo dos 
estudantes. 
 
 
Utilizar recursos 
digitais articulados aos 
objetivos curriculares, 
valorizando 
criatividade, ludicidade 
e autoria. 
Criar histórias digitais; 
elaborar desafios 
interativos; produzir 
personagens fictícios, 
cenários e situações-
problema relacionados 
aos conteúdos 
curriculares. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 43 
 
 
António 
Manuel 
Domingos 
Caba 
A tecnologia pode ampliar 
possibilidades de acesso, 
comunicação e construção 
do conhecimento quando 
inserida em propostas 
pedagógicas 
contextualizadas. 
Relacionar ferramentas 
digitais aos conteúdos 
curriculares e às 
experiências 
socioculturais dos 
estudantes. 
Pesquisa orientada sobre 
determinado conteúdo; 
elaboração de mapas 
conceituais; produção 
coletiva de materiais 
digitais a partir de 
informações 
pesquisadas. 
 
Gabriel 
Nascimento 
de Carvalho 
O uso educacional das 
tecnologias pode favorecer 
estratégias diversificadas 
de aprendizagem e 
participação, respeitando 
diferentes formas de 
interação com o 
conhecimento. 
Planejar atividades que 
permitam diferentes 
caminhos para alcançar 
os objetivos 
curriculares. 
Transformar um 
conteúdo em quiz, 
roteiro de estudo, jogo 
de perguntas e respostas 
ou atividade de revisão 
utilizando IA como 
ferramenta de apoio. 
 
Sygride 
Nascimento 
de Carvalho 
As tecnologias 
contemporâneas podem 
aproximar práticas 
pedagógicas, criatividade e 
experiências de 
aprendizagem mais 
dinâmicas. 
Integrar ferramentas 
generativas às 
atividades curriculares 
sem retirar do estudante 
a autoria e a capacidade 
de criação. 
Elaborar uma campanha 
educativa sobre meio 
ambiente; criar slogans, 
textos e imagens e, 
posteriormente, analisar 
coletivamente a 
qualidade e a pertinência 
das produções. 
 
Sandro 
Garabed 
Ischkanian 
A formação e o 
desenvolvimento de 
competências são 
fundamentais para que o 
uso tecnológico produza 
resultados educacionais 
significativos. 
Associar o uso da IA ao 
planejamento, à 
formação e ao 
desenvolvimento de 
competências, 
considerando objetivos 
previamente definidos. 
Elaborar um plano de 
estudo; criar situações-
problema; utilizar IA 
para gerar possibilidades 
de solução e solicitar ao 
estudante que selecione, 
justifique e aperfeiçoe a 
melhor alternativa. 
Fonte: Elaborado pelos autores (2026), com base nas contribuições de Oliveira, Ischkanian, Cabral, 
Carvalho, Caba, Carvalho, Carvalho e Ischkanian e nas referências utilizadas no estudo. 
 
A tabela 2 evidencia que a integração das tecnologias generativas ao currículo exige 
planejamento, intencionalidade pedagógica e articulação com os objetivos de aprendizagem. As 
contribuições dos autores analisados convergem para uma perspectiva na qual a Inteligência 
Artificial não constitui uma finalidade em si mesma, mas um recurso que pode ampliar 
estratégias de ensino, criação, investigação, inclusão e participação. Nesse sentido, a articulação 
entre currículo, práticas pedagógicas e BNCC, incluindo as competências relacionadas à 
Computação, permite que o uso das tecnologias generativas seja orientado por finalidades 
educacionais concretas. 
A proposta também reforça que a tecnologia pode participar de diferentes etapas da 
atividade pedagógica, desde a formulação de perguntas e levantamento de possibilidades até a 
produção, revisão, comparação e apresentação dos conhecimentos construídos. A autoria, 
entretanto, permanece vinculada ao estudante, que precisa interpretar, selecionar, justificar e 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 44 
 
transformar as informações encontradas. O professor exerce a função de planejar, mediar e 
avaliar esse percurso, garantindo que a tecnologia esteja efetivamente a serviço da aprendizagem. 
 Tabela 2: Síntese das possibilidades de integração curricular 
Eixo curricular Intencionalidade 
pedagógica 
Tecnologia 
generativa como 
apoio 
Exemplo de atividade 
 
Linguagens 
Desenvolver leitura, 
interpretação, 
oralidade e produção 
textual. 
Geração e revisão 
de textos, 
diálogos, 
perguntas e 
situações 
comunicativas. 
Solicitar à IA uma 
história curta, 
identificar problemas 
no texto e produzir uma 
versão revisada pelos 
estudantes. 
 
Matemática 
Desenvolver 
raciocínio lógico, 
resolução de 
problemas e 
argumentação 
matemática. 
Criação de 
situações-
problema e 
diferentes 
estratégias de 
resolução. 
Comparar duas 
soluções produzidas 
pela IA e justificar qual 
apresenta procedimento 
matemático mais 
adequado. 
 
Ciências 
Estimular 
investigação, 
formulação de 
hipóteses e 
compreensão de 
fenômenos. 
Organização de 
perguntas, 
hipóteses e 
explicações 
iniciais. 
Criar hipóteses sobre 
determinado fenômeno, 
pesquisar fontes 
confiáveis e confrontar 
os resultados com a 
resposta da IA. 
 
História e Geografia 
Desenvolver 
compreensão 
histórica, espacial e 
sociocultural. 
Organização de 
informações, 
linhas do tempo e 
diferentes 
perspectivas. 
Construir uma linha do 
tempo com apoio da IA 
e conferir cada 
informação em fontes 
históricas. 
 
Arte e cultura 
Estimular 
criatividade, 
expressão e 
valorização da 
diversidade cultural. 
Geração de 
propostas visuais, 
narrativas e 
possibilidades 
criativas. 
Criar uma proposta 
artística inspirada em 
manifestações culturais 
locais e discutir autoria, 
representação e 
diversidade. 
 
Computação/tecnologia 
Desenvolver 
pensamento 
computacional e 
compreensão crítica 
das tecnologias. 
Exploração de 
comandos, 
problemas, 
padrões e 
processos de 
criação. 
Solicitar à IA diferentes 
soluções para um 
problema e analisar 
quais apresentam 
melhor lógica e 
justificativa. 
 
Educação inclusiva 
Reduzir barreiras e 
ampliar as 
possibilidades de 
participação. 
Adaptação de 
linguagem, 
formatos e 
recursos didáticos. 
Transformar um 
conteúdo em texto 
simplificado, roteiro 
visual, áudio ou 
sequência de atividades, 
mantendo o mesmo 
objetivo curricular. 
 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 45 
 
 
Educação ambiental 
Desenvolver 
consciência 
socioambiental e 
participação. 
Geração de 
campanhas, 
propostas e 
materiais 
educativos. 
Criar uma campanha 
sobre preservação 
ambiental e avaliar 
criticamente as 
informações produzidas 
pela IA. 
 
Literatura 
Desenvolver leitura, 
interpretação, 
argumentação e 
formação do leitor. 
Comparação de 
interpretações e 
elaboração de 
perguntas sobre 
obras literárias. 
Comparar uma 
interpretação produzida 
pela IA com a 
interpretação dos 
estudantes e construir 
uma análise própria. 
 
Projeto interdisciplinar 
Integrar diferentes 
áreas do 
conhecimento em 
torno de um 
problema real. 
Pesquisa, 
organização de 
ideias, produção e 
revisão de 
materiais. 
Desenvolver um projeto 
sobre um problema da 
comunidade, utilizando 
IA para levantar 
possibilidades e os 
estudantes para 
pesquisar, selecionar, 
criar e apresentar 
soluções. 
Fonte: Elaborado pelos autores (2026), com base nas contribuições de Oliveira, Ischkanian, Cabral, 
Carvalho, Caba, Carvalho,Carvalho e Ischkanian e nas referências utilizadas no estudo 
 
As tecnologias generativas também podem ampliar as possibilidades de inclusão. 
Almeida et al. (2025) discutem o uso das tecnologias no processo de inclusão educacional, 
destacando possibilidades de utilização desses recursos para favorecer diferentes formas de 
participação. A geração de conteúdos em diferentes formatos pode apoiar a elaboração de 
materiais mais acessíveis e diversificados, permitindo que professores disponham de alternativas 
para apresentar determinados conteúdos e organizar experiências de aprendizagem. 
A perspectiva humanizada da Inteligência Artificial amplia essa discussão. Oliveira 
(2026) relaciona IA, educação inclusiva, subjetividades e construção do conhecimento, 
contribuindo para compreender que a inovação tecnológica precisa permanecer vinculada às 
necessidades humanas. O uso de tecnologias generativas pode favorecer práticas mais flexíveis, 
porém sua contribuição educativa depende da capacidade de professores e instituições de 
estabelecer objetivos que valorizem aprendizagem, inclusão, criatividade e desenvolvimento 
integral. 
A formação docente torna-se ainda mais importante diante da expansão dessas 
ferramentas. Almeida (2026) relaciona prática pedagógica e formação docente a uma educação 
crítica e emancipadora. O professor precisa compreender as possibilidades das tecnologias 
generativas para selecionar aquelas que efetivamente contribuem para seus objetivos 
pedagógicos. Teodoro et al. (2024) reforçam a importância da preparação profissional diante da 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 46 
 
presença crescente das tecnologias no espaço escolar, indicando a necessidade de conhecimentos 
que permitam utilizar esses recursos de maneira consciente e pedagogicamente orientada. 
As tecnologias generativas também podem ser articuladas ao ensino de diferentes áreas. 
Cabral (2026), ao apresentar a técnica de Total Physical Response no ensino da língua inglesa, 
evidencia a relevância de estratégias diversificadas para favorecer a aprendizagem. A IA 
generativa pode complementar práticas dessa natureza mediante a criação de exercícios, 
diálogos, situações comunicativas e materiais linguísticos, ampliando as oportunidades de 
interação com o idioma. 
Na Matemática, a diversificação das estratégias igualmente pode ser favorecida. Sousa 
(2026) aborda métodos de ensino da Matemática no Ensino Médio em Tempo Integral, 
oferecendo subsídios para pensar práticas que valorizem diferentes caminhos de aprendizagem. 
Tecnologias generativas podem auxiliar na criação de situações-problema, exemplos e exercícios 
com diferentes níveis de complexidade, permitindo ao professor organizar propostas mais 
diversificadas. 
Na área da leitura e da literatura, as possibilidades também são amplas. Vieira (2026) 
discute estratégias de letramento literário no Ensino Fundamental, destacando a importância da 
formação leitora. Recursos generativos podem apoiar a elaboração de questões interpretativas, 
propostas de leitura, atividades de produção textual e exploração de diferentes perspectivas sobre 
uma obra. A leitura crítica, entretanto, permanece como atividade intelectual do estudante, que 
precisa interpretar e produzir sentidos a partir dos textos. 
A dimensão cultural precisa acompanhar a utilização dessas tecnologias. Freitas (2026) 
destaca a importância do letramento cultural e de práticas pedagógicas antirracistas, enquanto 
Silva e Bacury (2026) valorizam os saberes tradicionais e a Etnomatemática indígena. As 
tecnologias generativas podem ampliar o acesso a diferentes conhecimentos e manifestações 
culturais, contribuindo para experiências educativas mais plurais quando utilizadas com critérios 
de seleção e valorização da diversidade. 
Oliveira (2026), ao discutir o silenciamento de línguas, saberes e histórias dos povos 
indígenas, oferece uma contribuição importante para refletir sobre a circulação dos 
conhecimentos em ambientes mediados por tecnologias. A utilização da IA generativa precisa 
estimular os estudantes a reconhecerem diferentes fontes, perspectivas e contextos culturais. A 
inovação tecnológica torna-se pedagogicamente mais significativa quando contribui para 
ampliar, e não reduzir, a diversidade de conhecimentos presentes no processo educativo. 
A literatura também pode constituir espaço para atividades de análise e criação. Santos 
(2026), ao discutir debates contemporâneos sobre a obra de Monteiro Lobato, demonstra a 
importância de abordar produções literárias a partir de diferentes perspectivas. Tecnologias 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 47 
 
generativas podem auxiliar na elaboração de perguntas, comparações e propostas de produção, 
favorecendo atividades que estimulem interpretação e posicionamento crítico. 
As tecnologias generativas, portanto, podem contribuir para novas práticas pedagógicas 
ao ampliar recursos de criação, planejamento, interação e produção de conhecimentos. Sua 
utilização pode favorecer metodologias ativas, práticas inclusivas, experiências criativas e 
diferentes formas de acesso aos conteúdos. O principal desafio pedagógico consiste em 
transformar a disponibilidade tecnológica em experiências educativas significativas, mantendo a 
intencionalidade docente e a participação dos estudantes como elementos centrais. 
 
2.7. Limites, riscos e desafios do uso da Inteligência Artificial na educação 
A expansão da Inteligência Artificial no contexto educacional amplia oportunidades de 
aprendizagem, mas também exige atenção aos limites, riscos e desafios associados à sua 
utilização. A discussão desses elementos não representa uma rejeição da tecnologia, mas uma 
condição para que suas possibilidades sejam aproveitadas de maneira responsável, crítica e 
pedagogicamente adequada. De Abreu Pestana dos Santos (2023) destaca justamente a 
necessidade de analisar as potencialidades da IA juntamente com os desafios que acompanham 
sua inserção na educação, contribuindo para uma compreensão equilibrada do fenômeno. 
Um dos principais desafios está relacionado à qualidade e à confiabilidade das 
informações produzidas pelas ferramentas de IA. Vieira et al. (2025), ao analisarem impactos, 
limites e potencialidades da Inteligência Artificial na educação, contribuem para compreender a 
necessidade de uma postura crítica diante dos conteúdos produzidos por essas tecnologias. Uma 
resposta gerada automaticamente pode apresentar informações incompletas, inadequadas ao 
contexto ou que necessitem de confirmação. Por esse motivo, o uso educacional da IA precisa 
estar associado à consulta de fontes, comparação de informações e orientação docente. 
A necessidade de verificar informações também se relaciona diretamente ao 
desenvolvimento do pensamento crítico. Almeida (2026), ao defender práticas pedagógicas 
voltadas a uma educação crítica e emancipadora, oferece fundamentos para compreender que o 
estudante não deve assumir uma resposta tecnológica como conhecimento definitivo. O contato 
com a IA pode constituir uma oportunidade para analisar, questionar e comparar informações, 
desenvolvendo competências de avaliação e argumentação. 
Costa e Araújo (2025) discutem os impactos das tecnologias no ensino e na 
aprendizagem, mostrando que a incorporação de recursos digitais exige reflexão sobre sua 
função no processo educativo. A presença de uma ferramenta tecnológica, por si só, não garante 
melhoria da aprendizagem. Seu valor está relacionado ao modo como ela é integrada ao 
currículo, às metodologias utilizadas e aos objetivos estabelecidos pelo professor. 
Ivoney da SilvaOliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 48 
 
A formação docente ocupa posição central nesse processo. Teodoro et al. (2024) 
discutem desafios e perspectivas relacionados ao uso das tecnologias pelos professores em sala 
de aula, evidenciando a importância da preparação profissional. O professor precisa desenvolver 
conhecimentos para selecionar ferramentas, avaliar resultados, orientar estudantes e estabelecer 
estratégias de utilização. A formação continuada contribui para que a tecnologia seja incorporada 
de maneira consciente e coerente com as necessidades educacionais. 
A autonomia dos estudantes também precisa ser considerada. A facilidade de obtenção 
de respostas pode ser pedagogicamente produtiva quando estimula pesquisa e reflexão, mas 
requer orientação para que o estudante continue envolvido na construção do conhecimento. 
Almeida (2026) relaciona educação crítica e emancipadora ao desenvolvimento da participação 
dos sujeitos. A utilização da IA deve favorecer investigação, criatividade e autoria, evitando que 
o processo educativo seja reduzido à reprodução de respostas prontas. 
A avaliação constitui outro campo que exige atenção. Sousa et al. (2025) analisam as 
potencialidades e limitações da Inteligência Artificial na avaliação educacional, contribuindo 
para compreender a necessidade de critérios pedagógicos na utilização dessas ferramentas. A IA 
pode apoiar determinadas atividades avaliativas, mas a interpretação da aprendizagem envolve 
aspectos cognitivos, sociais, culturais e pedagógicos que exigem acompanhamento profissional. 
O professor permanece fundamental para compreender o percurso do estudante e orientar seu 
desenvolvimento. 
A questão da inclusão também apresenta desafios específicos. Almeida et al. (2025) 
discutem o uso das tecnologias no processo de inclusão educacional, destacando possibilidades e 
desafios. Uma tecnologia pode ampliar acessibilidade, mas precisa estar disponível e ser 
adequada às diferentes necessidades dos estudantes. A inclusão não se limita à existência do 
recurso, envolvendo condições de acesso, utilização, acompanhamento e participação efetiva no 
processo educativo. 
A perspectiva humanizada da IA reforça essa preocupação. Oliveira (2026) discute as 
relações entre Inteligência Artificial, educação inclusiva, subjetividades e construção do 
conhecimento, permitindo compreender que as tecnologias devem ser avaliadas também a partir 
de seus efeitos sobre as experiências humanas. O estudante não pode ser reduzido a dados, 
respostas ou resultados produzidos por sistemas tecnológicos. A educação permanece vinculada 
às relações, à comunicação, à criatividade, à convivência e à formação integral. 
A diversidade cultural constitui outro elemento que precisa ser considerado. Freitas 
(2026) destaca a importância do letramento cultural e das práticas pedagógicas antirracistas, 
enquanto Silva e Bacury (2026) valorizam os saberes tradicionais e indígenas. O uso da IA exige 
atenção à diversidade de conhecimentos e perspectivas, especialmente porque os conteúdos 
disponibilizados pelas tecnologias precisam ser analisados em seus contextos. A prática 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 49 
 
pedagógica pode utilizar a tecnologia para ampliar repertórios, estimulando os estudantes a 
comparar diferentes fontes e reconhecer múltiplas formas de produção do conhecimento. 
A reflexão sobre diversidade também pode ser relacionada à circulação histórica de 
conhecimentos. Oliveira (2026), ao abordar processos de silenciamento de línguas, saberes e 
histórias indígenas, contribui para compreender a importância de uma educação atenta à 
pluralidade cultural. No uso da IA, esse cuidado pode ser convertido em oportunidade 
pedagógica para discutir representação, diversidade, memória e valorização dos conhecimentos 
de diferentes grupos sociais. 
A utilização da Inteligência Artificial em atividades de leitura e literatura também 
requer mediação. Vieira (2026) discute o letramento literário e a importância de estratégias que 
favoreçam a formação do leitor, enquanto Santos (2026) aborda debates contemporâneos 
relacionados à literatura infantil brasileira. As tecnologias podem auxiliar na elaboração de 
atividades e na exploração de diferentes interpretações, mas a experiência de leitura não deve ser 
substituída por respostas automáticas. O estudante precisa permanecer envolvido com o texto, 
com a interpretação e com a produção de sentidos. 
A criatividade pode igualmente ser preservada diante da expansão das tecnologias 
generativas. Silva et al. (2026) demonstram a relevância das tecnologias criativas e das 
brincadeiras digitais no contexto contemporâneo. O desafio consiste em utilizar os recursos 
generativos como instrumentos de criação, permitindo que o estudante desenvolva ideias, faça 
escolhas e produza conteúdos próprios. A ferramenta deve ampliar a criatividade, e não eliminar 
o processo criativo. 
No currículo, os desafios envolvem estabelecer relações coerentes entre tecnologia e 
aprendizagem. Azevedo (2026) discute currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, 
destacando a importância do pensamento computacional na educação básica. A utilização da IA 
precisa estar vinculada às competências e habilidades que se pretende desenvolver, evitando o 
uso meramente instrumental. Quando integrada ao currículo de maneira planejada, a tecnologia 
pode favorecer atividades relacionadas à resolução de problemas, análise, criação e pensamento 
computacional. 
As metodologias específicas de cada área também precisam ser respeitadas. Sousa 
(2026) apresenta diferentes métodos de ensino da Matemática, enquanto Cabral (2026) discute 
estratégias voltadas ao ensino da língua inglesa. Essas contribuições permitem compreender que 
a IA não deve padronizar as práticas pedagógicas. Cada área possui objetivos, linguagens e 
metodologias próprias, que podem ser enriquecidas pelos recursos tecnológicos sem perder suas 
características fundamentais. 
A formação profissional constitui uma estratégia importante para enfrentar esses 
desafios. Ischkanian (2026), ao abordar capacitação e desenvolvimento de competências, reforça 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 50 
 
a importância de processos formativos planejados. No contexto educacional, professores e 
demais profissionais podem desenvolver conhecimentos técnicos e pedagógicos que favoreçam 
escolhas mais conscientes, permitindo identificar quando, como e para que utilizar ferramentas 
de IA. 
Também é necessário considerar os princípios relacionados à dignidade e aos direitos 
dos estudantes. Ischkanian e Ischkanian (2026), ao discutirem a dignidade da pessoa humana e os 
direitos das pessoas com deficiência, contribuem para reforçar que toda inovação educacional 
deve respeitar as singularidades e os direitos dos sujeitos. O uso da IA precisa estar orientado 
pela inclusão, pela acessibilidade, pelo respeito e pela valorização da pessoa humana. 
Os limites e desafios da Inteligência Artificial na educação, portanto, não diminuem 
suas possibilidades pedagógicas. Eles indicam a necessidade de estabelecer critérios para que a 
tecnologia seja utilizada com responsabilidade e intencionalidade. A qualidade das informações, 
a formação docente, a autonomia estudantil, a avaliação, a inclusão, a diversidade cultural e a 
integração curricular constituem dimensões que precisam ser consideradas no planejamento das 
práticasmediadas por IA. 
A análise desses desafios permite compreender que a utilização responsável da 
Inteligência Artificial depende de uma relação equilibrada entre inovação tecnológica e 
princípios educacionais. A tecnologia pode ampliar recursos, favorecer novas experiências e 
apoiar professores e estudantes, enquanto a mediação humana garante sentido pedagógico, 
pensamento crítico, inclusão e valorização da autonomia. Nesse equilíbrio encontra-se uma das 
principais condições para que a IA contribua efetivamente para uma educação contemporânea, 
crítica, inclusiva e humanizada. 
 
2.8. Ética, privacidade, autoria e responsabilidade no uso da Inteligência Artificial 
A incorporação da Inteligência Artificial ao contexto educacional amplia possibilidades 
de acesso à informação, produção de conteúdos, personalização das atividades e apoio ao 
desenvolvimento da aprendizagem, mas também exige atenção aos princípios éticos que 
orientam as relações pedagógicas. O uso responsável dessas tecnologias pressupõe que 
estudantes e professores compreendam que os recursos produzidos por sistemas de IA precisam 
ser analisados, contextualizados e utilizados de acordo com objetivos educacionais definidos. De 
Abreu Pestana dos Santos (2023) destaca que a presença da Inteligência Artificial na educação 
envolve potencialidades acompanhadas de desafios que requerem reflexão sobre suas formas de 
utilização, especialmente quando a tecnologia passa a participar de processos relacionados à 
aprendizagem. 
A privacidade constitui uma dimensão relevante nesse processo, principalmente porque 
determinados sistemas de Inteligência Artificial podem operar a partir do processamento de 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 51 
 
informações inseridas pelos usuários. No ambiente educacional, a utilização de dados 
relacionados aos estudantes deve considerar critérios de segurança, finalidade pedagógica, 
responsabilidade e respeito às informações pessoais. Almeida et al. (2025), ao discutirem as 
tecnologias no processo de inclusão educacional, contribuem para compreender que a adoção de 
recursos tecnológicos precisa estar articulada à garantia de direitos e à construção de ambientes 
educacionais acessíveis e seguros. A tecnologia, portanto, deve favorecer a aprendizagem sem 
transformar o estudante em simples fonte de dados. 
A possibilidade de gerar textos, imagens, atividades e outros materiais em poucos 
segundos modifica as formas tradicionais de produção acadêmica e exige maior atenção à 
identificação das contribuições humanas e tecnológicas. A utilização de uma ferramenta de IA 
não elimina a responsabilidade do estudante ou do professor pelo conteúdo apresentado, pois a 
produção acadêmica continua exigindo compreensão, revisão, análise e posicionamento próprio. 
Almeida (2026), ao abordar a formação docente voltada para uma educação crítica e 
emancipadora, permite compreender que a tecnologia precisa ser incorporada a práticas que 
valorizem a capacidade humana de interpretar, decidir e produzir conhecimento. 
A autoria não deve ser compreendida apenas como a elaboração material de um texto, 
mas como a capacidade de construir uma produção intelectual marcada por compreensão, 
escolhas, argumentação e responsabilidade. O estudante pode utilizar a Inteligência Artificial 
como recurso de apoio para organizar ideias, levantar possibilidades, revisar uma produção ou 
explorar diferentes perspectivas, mas precisa participar ativamente do processo de construção do 
conhecimento. Silva et al. (2026), ao discutirem brincadeiras digitais e tecnologias criativas, 
evidenciam possibilidades de integração entre recursos tecnológicos, criatividade e participação 
ativa, perspectiva que pode ser ampliada para práticas educacionais nas quais a tecnologia 
funciona como suporte à criação, e não como substituta da autoria estudantil. 
A responsabilidade também se relaciona à necessidade de verificar informações 
produzidas por sistemas de Inteligência Artificial. Respostas apresentadas de maneira organizada 
e convincente não devem ser automaticamente consideradas corretas. O estudante precisa 
desenvolver procedimentos de conferência, comparação de fontes e análise da coerência das 
informações, enquanto o professor assume papel importante na orientação dessas práticas. Sousa 
et al. (2025), ao analisarem a Inteligência Artificial na avaliação educacional, demonstram a 
necessidade de considerar criteriosamente as potencialidades e os desafios envolvidos na 
utilização desses recursos, reforçando a importância da análise pedagógica e da intervenção 
humana. 
A dimensão ética alcança também a inclusão educacional. A utilização da Inteligência 
Artificial pode contribuir para ampliar possibilidades de acesso, comunicação, adaptação de 
materiais e participação de estudantes com diferentes necessidades educacionais. Almeida et al. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 52 
 
(2025) relacionam o uso das tecnologias às possibilidades de inclusão, enquanto Ischkanian e 
Ischkanian (2026) destacam a importância da dignidade humana e dos direitos das pessoas com 
deficiência. Nesse sentido, a inovação tecnológica adquire maior significado quando contribui 
para reduzir barreiras e ampliar a participação dos estudantes, respeitando suas singularidades e 
evitando práticas discriminatórias. 
A responsabilidade ética envolve, ainda, a preservação da diversidade cultural e dos 
diferentes modos de produção do conhecimento. Os sistemas tecnológicos podem reproduzir 
informações predominantes e apresentar determinadas perspectivas como se fossem universais. 
Freitas (2026), ao discutir o letramento cultural e a formação docente para práticas pedagógicas 
antirracistas, oferece subsídios para compreender a importância de uma educação capaz de 
reconhecer diferentes experiências culturais. Silva e Bacury (2026), ao tratarem da 
Etnomatemática indígena e dos saberes tradicionais, ampliam essa compreensão ao valorizar 
conhecimentos produzidos em diferentes contextos socioculturais. 
O uso ético da Inteligência Artificial não significa restringir sua presença na educação, 
mas desenvolver critérios para que sua utilização esteja vinculada à responsabilidade, à autoria, à 
privacidade, à inclusão, à diversidade e à formação crítica. Oliveira (2026) propõe a perspectiva 
de uma Inteligência Artificial humanizada, permitindo compreender que os avanços tecnológicos 
podem estar associados à valorização das subjetividades e à construção do conhecimento. A 
tecnologia alcança maior relevância pedagógica quando permanece subordinada às finalidades 
humanas e educacionais, preservando a capacidade dos sujeitos de pensar, criar, questionar e 
decidir. 
 
2.9. O papel do professor diante da expansão da Inteligência Artificial na educação 
A expansão da Inteligência Artificial modifica as formas de ensinar, aprender, 
pesquisar, produzir materiais e avaliar conhecimentos, atribuindo novas responsabilidades ao 
professor. A presença dessas tecnologias não significa a substituição da função docente, mas a 
necessidade de ressignificar práticas pedagógicas diante de novos recursos e possibilidades. 
Teodoro et al. (2024), ao analisarem os desafios e perspectivas relacionados ao uso das 
tecnologias da informação e comunicação pelos professores, evidenciam a importância da 
preparação profissional para que os recursos tecnológicos sejam integrados de maneira 
consciente ao cotidiano escolar. 
O professor permanece responsável pela definição das intencionalidades pedagógicas, 
pela seleção dos recursos, pela organização das experiências de aprendizagem e pela mediaçãoprofissionais capazes de compreender suas 
potencialidades e limitações, selecionar recursos adequados, orientar os estudantes quanto ao uso 
ético das tecnologias e desenvolver propostas pedagógicas que preservem a centralidade do 
conhecimento e da formação humana. A tecnologia pode transformar práticas, mas é a 
intencionalidade educativa que determina o sentido de sua utilização. 
A expansão da inteligência artificial não ocorre de maneira uniforme entre estudantes, 
escolas e diferentes contextos sociais. Portanto, discutir sua presença na educação também 
significa refletir sobre inclusão digital, infraestrutura, formação docente e democratização do 
acesso às tecnologias. Uma educação mediada por recursos tecnológicos somente poderá 
contribuir para a equidade quando considerar as diferentes condições de acesso, participação e 
aprendizagem existentes na sociedade. 
Esta obra, portanto, convida o leitor a ultrapassar uma visão meramente entusiasta ou 
pessimista acerca da inteligência artificial. Entre a promessa de uma educação altamente 
personalizada e o risco de uma aprendizagem excessivamente automatizada, existe um amplo 
espaço para o diálogo, a investigação e a construção de práticas responsáveis. O desafio 
contemporâneo consiste em encontrar um equilíbrio no qual a inovação tecnológica esteja 
articulada aos princípios educacionais, à ética, à autonomia, à inclusão e à valorização do ser 
humano. 
Mais do que apresentar respostas definitivas, esta publicação pretende estimular 
perguntas e reflexões. Como utilizar a inteligência artificial sem comprometer a autonomia 
intelectual? Como garantir que os estudantes continuem desenvolvendo pensamento crítico em 
meio à abundância de respostas automatizadas? Quais são os limites éticos de sua utilização? 
Como preparar professores e instituições para essa nova realidade? Essas questões demonstram 
que a discussão sobre inteligência artificial na educação está em permanente construção. 
Assim, esta obra constitui uma contribuição para professores, pesquisadores, estudantes, 
gestores educacionais e demais leitores interessados nas relações entre educação e tecnologia. Ao 
reunir reflexões sobre a presença da inteligência artificial no campo educacional, busca ampliar a 
compreensão acerca das transformações que essas tecnologias podem produzir nos processos de 
ensino e aprendizagem. 
Seu propósito é fortalecer uma perspectiva crítica, consciente e humanizada, na qual a 
inteligência artificial seja compreendida como um instrumento capaz de ampliar possibilidades 
pedagógicas, favorecer novas formas de acesso ao conhecimento e apoiar diferentes estratégias 
de aprendizagem. Entretanto, sua utilização deve permanecer vinculada aos objetivos 
educacionais, à responsabilidade ética e aos valores que sustentam uma formação integral. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 9 
 
Espera-se que esta leitura contribua para o desenvolvimento de novos debates, pesquisas 
e práticas pedagógicas, estimulando professores e estudantes a refletirem sobre as possibilidades 
e os limites da inteligência artificial. Mais do que incorporar tecnologias ao cotidiano 
educacional, torna-se necessário compreender como utilizá-las de maneira responsável, crítica, 
inclusiva e comprometida com a aprendizagem e a autonomia dos estudantes. 
Que esta obra possa colaborar para a construção de uma educação capaz de dialogar 
com as tecnologias emergentes sem perder de vista aquilo que permanece essencial: a capacidade 
humana de aprender, pensar, criar, questionar, conviver e transformar a realidade. Nesse 
processo, a inteligência artificial pode oferecer novas possibilidades para a organização do 
conhecimento, a personalização das experiências de aprendizagem, a produção de recursos 
educacionais e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas mais diversificadas. 
A presença da inteligência artificial no cotidiano educacional também representa uma 
oportunidade para repensar práticas, metodologias e formas de interação com o conhecimento. 
Seu uso responsável pode favorecer ambientes de aprendizagem mais dinâmicos, investigativos e 
colaborativos, desde que professores e estudantes estejam preparados para compreender tanto 
seus benefícios quanto seus limites. 
A inteligência artificial na educação significa, sobretudo, pensar no futuro da própria 
educação. Significa reconhecer que as tecnologias continuarão avançando e que novas 
ferramentas serão incorporadas aos espaços educativos, mas também compreender que o 
progresso tecnológico precisa estar acompanhado de reflexão pedagógica e compromisso 
humano. Que os leitores desta obra encontrem nestas páginas elementos para questionar, 
dialogar, pesquisar e construir novas possibilidades, contribuindo para uma educação em que a 
inteligência artificial não seja um fim em si mesma, mas um recurso colocado a serviço da 
aprendizagem, da autonomia, da inclusão e da formação de sujeitos capazes de compreender e 
transformar o mundo em que vivem. 
Os Autores 
Ivoney da Silva Oliveira 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Silvana Nascimento de Carvalho 
António Manuel Domingos Caba 
Gabriel Nascimento de Carvalho 
Sygride Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 10 
 
APRESENTAÇÃO 
 
A inteligência artificial vem transformando diferentes dimensões da sociedade 
contemporânea e, de maneira cada vez mais evidente, os espaços destinados à educação. Sua 
presença nas práticas pedagógicas, nos processos de pesquisa e nas experiências de 
aprendizagem tem provocado mudanças na forma como estudantes e professores acessam, 
produzem, organizam e compartilham conhecimentos. Compreender a inteligência artificial para 
além de sua dimensão tecnológica tornou-se uma necessidade educacional, especialmente diante 
das oportunidades e dos desafios que sua utilização apresenta para a formação dos estudantes. 
A obra Inteligência artificial na educação: possibilidades, limites e impactos na 
aprendizagem e autonomia dos estudantes surge nesse contexto de profundas transformações, 
propondo uma reflexão sobre as relações entre tecnologia, educação e desenvolvimento humano. 
A discussão não se limita às potencialidades das ferramentas de inteligência artificial, mas 
considera também os cuidados necessários para que sua utilização não comprometa a construção 
do pensamento crítico, a autoria, a criatividade e a autonomia intelectual dos estudantes. 
A incorporação da inteligência artificial aos processos educacionais pode oferecer 
importantes possibilidades. Ferramentas baseadas nessa tecnologia podem apoiar a elaboração de 
atividades, ampliar o acesso a diferentes fontes de informação, auxiliar na organização de 
conteúdos, favorecer experiências de aprendizagem mais diversificadas e contribuir para que 
professores desenvolvam estratégias pedagógicas ajustadas a diferentes necessidades. Quando 
utilizada com intencionalidade pedagógica, a tecnologia pode tornar-se uma aliada na construção 
de ambientes educativos mais dinâmicos, investigativos e interativos. 
Entretanto, reconhecer essas possibilidades não significa ignorar seus limites. A 
utilização indiscriminada de ferramentas de inteligência artificial pode favorecer a dependência 
de respostas prontas, reduzir o envolvimento do estudante com processos de investigação e 
comprometer o desenvolvimento de habilidades fundamentais, como argumentação, 
interpretação, criatividade e resolução de problemas. Por essa razão, a presença da inteligência 
artificial na educação precisa ser acompanhada de orientação, critériosdas relações estabelecidas com o conhecimento. A Inteligência Artificial pode produzir 
respostas, sugestões e materiais, porém não substitui a capacidade docente de conhecer o 
contexto da turma, reconhecer necessidades específicas, estabelecer relações humanas e tomar 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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 53 
 
decisões pedagógicas fundamentadas. Almeida (2026) relaciona a formação docente à 
construção de uma educação crítica e emancipadora, perspectiva especialmente relevante diante 
da expansão de tecnologias capazes de participar de diferentes etapas do processo educativo. 
A mediação docente torna-se particularmente importante para orientar os estudantes 
quanto ao uso crítico da Inteligência Artificial. Em vez de simplesmente proibir ou permitir 
indiscriminadamente essas ferramentas, o professor pode transformar sua utilização em objeto de 
aprendizagem. Uma atividade pode envolver a produção de uma resposta por IA, seguida da 
análise de sua qualidade, identificação de possíveis inconsistências, comparação com fontes 
acadêmicas e elaboração de uma versão construída pelo próprio estudante. Nesse processo, a 
tecnologia deixa de ser apenas instrumento de obtenção de respostas e passa a constituir recurso 
para investigação, argumentação e desenvolvimento do pensamento crítico. 
A atuação docente também se relaciona à construção da autonomia estudantil. A 
autonomia não significa deixar o estudante sozinho diante da tecnologia, mas criar condições 
para que ele aprenda a pesquisar, selecionar informações, formular perguntas, avaliar respostas e 
tomar decisões fundamentadas. Góes et al. (2025), ao discutirem a aprendizagem baseada em 
projetos mediada por tecnologia e acessibilidade, contribuem para compreender o potencial de 
práticas nas quais os estudantes participam ativamente da construção de soluções e 
conhecimentos. A Inteligência Artificial pode integrar essas experiências quando utilizada como 
recurso de investigação e criação orientada. 
A formação continuada dos professores assume, nesse cenário, papel estratégico. O 
domínio pedagógico da Inteligência Artificial envolve mais do que conhecer comandos ou 
ferramentas específicas. É necessário compreender suas possibilidades educacionais, reconhecer 
situações em que seu uso é pertinente, estabelecer critérios de avaliação das respostas produzidas 
e orientar os estudantes quanto à autoria e à responsabilidade acadêmica. Ischkanian (2026), ao 
abordar capacitação, avaliação de desempenho e planejamento de lideranças na formação de 
adultos, oferece elementos para refletir sobre a necessidade de processos formativos voltados ao 
desenvolvimento de competências profissionais diante das transformações tecnológicas. 
A formação docente também precisa contemplar diferentes áreas do conhecimento. No 
ensino de Matemática, por exemplo, Sousa (2026) discute métodos de ensino que podem ser 
relacionados a estratégias tecnológicas, enquanto Azevedo (2026) aborda a integração do 
pensamento computacional ao currículo da educação básica. No campo da linguagem, Vieira 
(2026) discute estratégias de letramento literário, mostrando a importância de práticas que 
preservem leitura, interpretação e construção de sentidos. A Inteligência Artificial pode apoiar 
essas experiências, desde que o professor mantenha a intencionalidade curricular e a centralidade 
do processo de aprendizagem. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 54 
 
Os recursos de IA podem favorecer adaptações, diferentes formas de apresentação de 
conteúdos e estratégias de participação, contribuindo para que estudantes com diferentes 
necessidades tenham maiores possibilidades de acesso ao conhecimento. Almeida et al. (2025) 
relacionam tecnologia e inclusão educacional, enquanto Ischkanian e Ischkanian (2026) reforçam 
a importância da dignidade e dos direitos das pessoas com deficiência. Cabe ao professor avaliar 
quais recursos realmente contribuem para eliminar barreiras e ampliar a participação, evitando 
uma utilização meramente tecnológica que não produza acessibilidade pedagógica. 
O professor também exerce importante função na preservação da dimensão humana da 
educação. Oliveira (2026), ao discutir a Inteligência Artificial humanizada e a educação 
inclusiva, aproxima tecnologia, subjetividade e construção do conhecimento. Essa perspectiva 
reforça que ensinar envolve relações, escuta, acompanhamento, sensibilidade, diálogo e 
compreensão das experiências dos estudantes, dimensões que permanecem fundamentais mesmo 
diante da crescente automação de determinadas tarefas. 
A avaliação constitui outra dimensão que requer reorganização das práticas docentes. 
Com a possibilidade de sistemas de IA produzirem textos, respostas e atividades, torna-se cada 
vez mais importante avaliar processos de aprendizagem, argumentação, interpretação, resolução 
de problemas, participação e capacidade de criação. Sousa et al. (2025) discutem as 
potencialidades e os desafios da IA na avaliação educacional, indicando a necessidade de 
práticas avaliativas coerentes com as transformações provocadas pelas tecnologias. Nesse 
contexto, o professor pode utilizar instrumentos diversificados, incluindo projetos, 
apresentações, registros de aprendizagem, atividades práticas, debates e processos de revisão. 
A expansão da Inteligência Artificial, portanto, fortalece a necessidade de um professor 
pesquisador, mediador e formador de sujeitos críticos. A tecnologia pode ampliar recursos e 
possibilidades didáticas, mas a qualidade de sua utilização depende das decisões pedagógicas 
que orientam sua inserção no cotidiano educacional. Teodoro et al. (2024) reforçam a relevância 
da preparação docente para o uso das tecnologias, enquanto Almeida (2026) aproxima formação 
profissional, criticidade e emancipação. 
O papel do professor diante da Inteligência Artificial não perde relevância, mas ganha 
novas dimensões. Cabe-lhe organizar experiências de aprendizagem, orientar pesquisas, 
estimular a autoria, promover o pensamento crítico, garantir a inclusão, discutir princípios éticos 
e ajudar os estudantes a compreender que utilizar tecnologia não significa abdicar da 
responsabilidade intelectual. A expansão da IA pode, portanto, contribuir para uma educação 
mais criativa, participativa e personalizada quando integrada a práticas pedagógicas 
humanizadas, nas quais o professor permanece como mediador fundamental da construção do 
conhecimento. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 55 
 
2.10. Inteligência Artificial e o futuro da aprendizagem: perspectivas para uma educação 
humanizada e autônoma 
Pensar o futuro da aprendizagem diante da expansão da Inteligência Artificial implica 
compreender que as transformações tecnológicas não dizem respeito apenas à incorporação de 
novas ferramentas ao ambiente educacional, mas à maneira como estudantes e professores 
produzem, acessam, interpretam e compartilham conhecimentos. De Abreu Pestana dos Santos 
(2023) identifica potencialidades importantes da Inteligência Artificial na educação, enquanto 
Vieira et al. (2025) destacam que seus impactos precisam ser analisados considerando 
simultaneamente possibilidades, limites e condições de utilização. O futuro da aprendizagem, 
portanto, tende a ser marcado por uma relação mais integrada entre recursos digitais, práticas 
pedagógicas e desenvolvimento das capacidades humanas. 
A presença crescente da tecnologia também modifica a compreensão sobre o próprio 
processo de aprendizagem. Costa e Araújo (2025) discutem os impactos das tecnologiasno 
ensino e na aprendizagem, evidenciando que sua inserção pode produzir novas possibilidades 
para as práticas educacionais. Nesse cenário, a Inteligência Artificial pode auxiliar na 
organização de informações, elaboração de materiais, exploração de conteúdos e criação de 
diferentes estratégias de estudo. A aprendizagem, entretanto, permanece vinculada à participação 
intelectual do estudante, à mediação pedagógica e à construção de significados. 
A perspectiva de uma educação futura mais humanizada encontra respaldo na 
concepção de Inteligência Artificial humanizada apresentada por Oliveira (2026), que aproxima 
tecnologia, subjetividades e construção do conhecimento. Essa compreensão desloca o debate de 
uma visão centrada exclusivamente na eficiência tecnológica para uma perspectiva que considera 
as necessidades, experiências, emoções, singularidades e potencialidades dos sujeitos. A 
educação humanizada não rejeita a inovação, mas estabelece que o desenvolvimento tecnológico 
deve estar a serviço da formação humana. 
A autonomia dos estudantes assume posição fundamental. Almeida (2026), ao 
relacionar prática pedagógica, formação docente, criticidade e emancipação, contribui para 
compreender que uma educação comprometida com a autonomia precisa favorecer sujeitos 
capazes de pensar, questionar, argumentar e tomar decisões. A Inteligência Artificial pode apoiar 
esse percurso ao oferecer possibilidades de pesquisa, exploração de ideias e experimentação, 
desde que o estudante não seja reduzido a um consumidor passivo das respostas produzidas pelas 
ferramentas. 
As ideias apresentadas pelos autores são particularmente importantes para esta pesquisa 
porque convergem para uma compreensão da Inteligência Artificial como recurso pedagógico de 
apoio à aprendizagem, e não como substituta do professor ou da capacidade intelectual dos 
estudantes. Góes et al. (2025) contribuem para essa discussão ao evidenciar a relevância de 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 56 
 
práticas ativas, mediadas por tecnologia e acessibilidade, nas quais o estudante participa da 
investigação e da construção de soluções. Essa perspectiva dialoga diretamente com Caba 
(2026), que enfatiza a necessidade de formar estudantes capazes de questionar resultados, 
reconhecer limites, avaliar informações e tomar decisões conscientes. Para a presente pesquisa, 
essa contribuição é fundamental porque permite compreender que o potencial da IA não está 
somente na rapidez com que produz informações, mas na possibilidade de favorecer 
investigação, reflexão, participação e aprendizagem permanente. 
As contribuições de Carvalho (2026), Cabral (2026) e Oliveira (2026) ampliam essa 
compreensão ao relacionarem a IA à criatividade, à diversificação das estratégias de 
aprendizagem, à pesquisa e à personalização das experiências educativas. Essas ideias sustentam 
a análise das possibilidades da IA para tornar as práticas pedagógicas mais flexíveis e 
significativas, desde que exista planejamento e orientação pedagógica. 
Ischkanian (2026), por sua vez, reforça uma dimensão central desta pesquisa ao 
relacionar a utilização da IA à inclusão, à autonomia, à criatividade e à superação de barreiras, 
preservando a dimensão humana do processo educativo. Essa perspectiva é complementada por 
Sandro Garabed Ischkanian (2026), ao destacar que nenhuma tecnologia substitui a capacidade 
humana de interpretar contextos, estabelecer relações e atribuir significado ao conhecimento, e 
por Silvana Nascimento de Carvalho (2026), que ressalta a importância das relações humanas no 
processo de ensinar e aprender. 
Sygride Nascimento de Carvalho (2026) acrescenta que a IA deve favorecer a 
autonomia, evitando a dependência dos recursos automatizados. Em conjunto, essas 
contribuições fundamentam a pesquisa ao estabelecerem uma relação equilibrada entre inovação 
tecnológica, mediação docente, protagonismo estudantil, pensamento crítico, inclusão e 
autonomia, elementos essenciais para analisar as possibilidades, os limites e os impactos da 
Inteligência Artificial na educação. 
Ainda nesse sentido, os autores (2026) destacam, em suas reflexões, diferentes 
possibilidades e desafios relacionados à inserção da IA no contexto educacional, enfatizando a 
necessidade de uma utilização crítica, ética, planejada e pedagogicamente orientada: 
 “A Inteligência Artificial apresenta novas perspectivas para a formação educacional e 
para o desenvolvimento de práticas pedagógicas alinhadas às transformações do mundo 
contemporâneo. Sua utilização pode favorecer o acesso a informações, apoiar processos 
de investigação, ampliar recursos destinados ao ensino e contribuir para experiências de 
aprendizagem mais flexíveis. Entretanto, para que essas possibilidades sejam 
efetivamente transformadoras, é necessário investir na formação de professores e 
estudantes para o uso crítico e responsável das tecnologias. A educação precisa preparar 
sujeitos capazes não apenas de utilizar ferramentas de Inteligência Artificial, mas 
também de questionar seus resultados, reconhecer seus limites, avaliar informações e 
tomar decisões conscientes, fortalecendo uma cultura de aprendizagem permanente e de 
participação ativa na sociedade.” (António Manuel Domingos Caba, 2026, grifo nosso). 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 57 
 
 
 “As tecnologias digitais e a Inteligência Artificial estão modificando significativamente 
as experiências de aprendizagem e as formas pelas quais os estudantes estabelecem 
contato com informações e conhecimentos. Nesse cenário, surgem oportunidades para 
ampliar a participação, estimular a criatividade e desenvolver novas estratégias de 
aprendizagem, especialmente quando os estudantes são incentivados a utilizar os 
recursos tecnológicos de maneira investigativa e consciente. O desafio consiste em 
transformar o acesso às tecnologias em oportunidades reais de construção do 
conhecimento, evitando uma utilização passiva ou dependente dos recursos digitais. A 
educação contemporânea deve, portanto, promover o equilíbrio entre inovação 
tecnológica, participação humana, pensamento crítico e autonomia intelectual.” (Gabriel 
Nascimento de Carvalho, grifo nosso). 
 “A utilização da Inteligência Artificial na educação abre possibilidades para repensar 
práticas pedagógicas, metodologias de ensino e formas de interação com o 
conhecimento. Sua contribuição pode ser especialmente relevante quando os recursos 
tecnológicos são utilizados de maneira consciente, permitindo que professores e 
estudantes explorem diferentes fontes, linguagens e estratégias de aprendizagem. 
Contudo, a presença da IA exige uma postura educativa que ultrapasse o domínio 
técnico das ferramentas, envolvendo também ética, responsabilidade, capacidade de 
análise e compreensão dos impactos sociais decorrentes de seu uso. Assim, a inovação 
educacional somente alcança significado quando está associada à construção de 
conhecimentos, à participação dos estudantes e ao compromisso com uma educação 
capaz de responder positivamente às transformações da sociedade.” (Gladys Nogueira 
Cabral, 2026, grifo nosso). 
 “A inserção da Inteligência Artificial no campo educacional representa uma 
transformação significativa nas formas de produzir, acessar e compartilhar 
conhecimentos. Quando utilizada de maneira planejada e pedagogicamente orientada, a 
IA pode ampliar as possibilidades de aprendizagem, oferecer novos caminhos para a 
pesquisa, favorecer a personalização das experiências educativas e apoiar professores e 
estudantes diante das demandas de uma sociedade cada vez mais tecnológica.Entretanto, sua presença na educação precisa estar acompanhada de responsabilidade, 
reflexão crítica e compromisso com a formação integral do estudante, para que a 
inovação tecnológica não seja compreendida apenas como avanço instrumental, mas 
como oportunidade de promover uma educação mais significativa, participativa e 
conectada às necessidades humanas e sociais.” (Ivoney da Silva Oliveira, 2026, grifo 
nosso). 
 “A Inteligência Artificial na educação deve ser compreendida como parte de um 
processo mais amplo de transformação social e cultural, no qual as tecnologias passam a 
influenciar diferentes formas de comunicação, trabalho, produção de conhecimento e 
aprendizagem. Sua utilização no ambiente educacional apresenta potencial para apoiar 
professores, ampliar recursos pedagógicos e criar novas possibilidades de interação com 
o conhecimento. Entretanto, os benefícios da IA dependem da forma como ela é 
incorporada às práticas educativas. É necessário estabelecer uma relação equilibrada 
entre inovação e responsabilidade, reconhecendo que nenhuma tecnologia, por mais 
avançada que seja, substitui a capacidade humana de estabelecer relações, interpretar 
contextos, formular valores, desenvolver pensamento crítico e atribuir significado ao 
conhecimento.” (Sandro Garabed Ischkanian, 2026, grifo nosso). 
 “A presença crescente da Inteligência Artificial nos espaços educacionais demonstra 
que as escolas e os profissionais da educação estão diante de novas possibilidades e, 
simultaneamente, de novos desafios. A utilização desses recursos pode contribuir para 
diversificar estratégias de ensino, apoiar o planejamento pedagógico, estimular a 
criatividade e ampliar as oportunidades de aprendizagem. Entretanto, é necessário que 
sua incorporação ocorra de forma responsável, considerando as características dos 
estudantes, os objetivos educacionais e os princípios éticos que orientam a formação 
humana. A tecnologia deve ser compreendida como recurso de apoio à educação e não 
como substituta das relações humanas que constituem o processo de ensinar e 
aprender.” (Silvana Nascimento de Carvalho, 2026, grifo nosso). 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 58 
 
 “A Inteligência Artificial pode constituir uma importante aliada da educação 
contemporânea quando sua utilização está vinculada à mediação pedagógica, à inclusão, 
à criatividade, ao pensamento crítico e à autonomia dos estudantes. A tecnologia, 
entretanto, não substitui a sensibilidade, a intencionalidade e a capacidade de mediação 
do professor, tampouco deve retirar do estudante a oportunidade de pensar, questionar, 
criar, experimentar e construir seus próprios conhecimentos. Nesse sentido, incorporar a 
IA à educação significa desenvolver novas possibilidades de ensinar e aprender, 
preservando a dimensão humana do processo educativo e garantindo que os recursos 
tecnológicos sejam utilizados para ampliar oportunidades, superar barreiras, respeitar 
diferentes formas de aprendizagem e favorecer o protagonismo dos estudantes.” 
(Simone Helen Drumond Ischkanian, 2026, grifo nosso). 
 “A Inteligência Artificial pode contribuir para uma educação mais dinâmica e 
diversificada ao oferecer recursos capazes de apoiar diferentes experiências de 
aprendizagem. Sua utilização responsável pode favorecer a exploração de conteúdos, a 
elaboração de estratégias pedagógicas e o desenvolvimento de atividades que estimulem 
a participação dos estudantes. Todavia, a inovação tecnológica precisa estar associada 
ao desenvolvimento da autonomia e não à dependência dos recursos automatizados. É 
fundamental que o estudante continue ocupando posição ativa diante do conhecimento, 
utilizando a Inteligência Artificial como instrumento para pesquisar, comparar, 
questionar, produzir e refletir. Dessa maneira, a tecnologia pode deixar de ser apenas 
uma ferramenta e tornar-se um recurso educativo capaz de apoiar processos de 
aprendizagem mais significativos e socialmente relevantes.” (Sygride Nascimento de 
Carvalho, 2026, grifo nosso). 
 
A análise das citações autorais (2026, grifo nosso), reunidas neste contexto evidenciam 
que a gamificação também pode integrar o cenário de transformação das práticas educacionais, 
especialmente quando articulada às possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais da IA. 
Bezerra et al. (2024) em consonância com Oliveira, Ischkanian, Cabral, Carvalho, Caba, 
Carvalho, Carvalho e Ischkanian (2026), relacionam práticas mediadas por tecnologia ao 
engajamento e à motivação no ambiente educacional, indicando que estratégias interativas 
podem favorecer maior participação dos estudantes no processo de aprendizagem. Nessa 
perspectiva, a integração entre recursos de Inteligência Artificial e estratégias lúdicas pode 
proporcionar experiências mais dinâmicas, nas quais os estudantes são estimulados a enfrentar 
desafios, resolver problemas, acompanhar seu próprio desenvolvimento e participar ativamente 
da construção do conhecimento. A tecnologia, nesse contexto, assume função pedagógica 
quando utilizada de maneira intencional, contribuindo para diversificar as experiências de 
aprendizagem sem reduzir o processo educativo à simples utilização de recursos digitais. 
A criatividade representa outra dimensão importante do futuro educacional. Silva et al. 
(2026), ao abordarem as brincadeiras digitais e as tecnologias criativas, mostram possibilidades 
de integração entre ludicidade, produção e recursos tecnológicos. As tecnologias generativas 
podem ampliar essas experiências ao possibilitar a criação de textos, imagens, propostas 
didáticas e diferentes formas de expressão. O valor pedagógico dessa produção, contudo, está na 
capacidade do estudante de escolher, transformar, combinar e atribuir significado ao que é 
produzido. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 59 
 
A aprendizagem também precisa considerar as diferentes formas de comunicação e 
expressão. Cabral (2026), ao apresentar a técnica de Total Physical Response no ensino da língua 
inglesa para crianças, demonstra a importância de estratégias metodológicas diversificadas para 
favorecer a aprendizagem. A expansão da Inteligência Artificial pode ampliar esse repertório ao 
permitir a elaboração de atividades que articulem linguagem, imagem, áudio, movimento e 
interação. O futuro da educação tende a valorizar cada vez mais experiências multimodais, nas 
quais diferentes caminhos podem conduzir à construção do conhecimento. 
No campo da linguagem, a Inteligência Artificial também pode contribuir para práticas 
de leitura, interpretação e produção textual. Vieira (2026), ao discutir o eixo leitura e estratégias 
de letramento literário nos anos iniciais, evidencia a importância de práticas que favoreçam a 
construção de sentidos. A IA pode ser utilizada para apresentar diferentes possibilidades de 
interpretação, comparar versões de textos, formular perguntas e estimular debates, mas a leitura 
crítica continua dependendo da capacidade humana de interpretar contextos, reconhecer sentidos 
e construir posicionamentos próprios. 
Essa perspectiva também se aplica à literatura e à formação cultural. Santos (2026), ao 
abordar os debates contemporâneos relacionados à obra de Monteiro Lobato, demonstra que o 
trabalho pedagógico com textos literários pode envolver análise, contextualização e reflexão 
crítica. Com a Inteligência Artificial, os estudantes podem comparar interpretações, investigar 
diferentes perspectivas e questionar representações presentes nas obras. O recurso tecnológico, 
portanto, pode ampliar a investigação literária quando utilizado como ponto departida para 
reflexão e não como resposta definitiva. 
A dimensão cultural será igualmente determinante para o futuro da aprendizagem. 
Freitas (2026) relaciona letramento cultural, formação docente e práticas pedagógicas 
antirracistas, indicando a importância de reconhecer diferentes experiências e conhecimentos na 
educação. Silva e Bacury (2026), ao discutirem a Etnomatemática indígena e os saberes 
tradicionais, ampliam essa compreensão ao evidenciar a relevância dos conhecimentos 
produzidos por diferentes povos e comunidades. Uma educação mediada por Inteligência 
Artificial precisa preservar essa pluralidade, evitando que sistemas tecnológicos reproduzam 
somente perspectivas culturais predominantes. 
A preservação da diversidade de saberes também pode ser relacionada às discussões de 
Oliveira (2026), que aproxima tecnologia, subjetividade e construção do conhecimento, e de 
Oliveira (2026) em sua análise sobre políticas editoriais e censura cultural, ao evidenciar 
processos históricos de silenciamento de línguas, histórias e saberes dos povos indígenas. O 
futuro da aprendizagem precisa utilizar a tecnologia para ampliar vozes, registros e 
possibilidades de conhecimento, reconhecendo que a produção intelectual humana é plural e 
construída em diferentes contextos históricos e culturais. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 60 
 
No ensino da Matemática, Sousa (2026) contribui para pensar a diversidade de métodos 
e estratégias pedagógicas, enquanto Silva e Bacury (2026) demonstram que o conhecimento 
matemático também pode ser compreendido a partir de referências culturais e saberes 
tradicionais. A Inteligência Artificial pode oferecer apoio à resolução de problemas, criação de 
situações didáticas e exploração de diferentes estratégias, mas o desenvolvimento matemático 
exige compreensão dos procedimentos, raciocínio e capacidade de justificar as respostas 
encontradas. O futuro da aprendizagem matemática tende a valorizar menos a repetição 
mecânica e mais a capacidade de interpretar, solucionar, explicar e criar. 
A integração da Inteligência Artificial ao currículo também exige planejamento 
pedagógico. Azevedo (2026), ao discutir currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, 
evidencia a importância de inserir o pensamento computacional de maneira articulada às 
experiências educacionais. Isso significa que o futuro da aprendizagem não depende apenas de 
ensinar os estudantes a utilizar ferramentas de IA, mas de desenvolver competências que lhes 
permitam compreender processos, solucionar problemas, identificar padrões, avaliar informações 
e utilizar tecnologias com intencionalidade. 
A inclusão educacional constitui outra dimensão indispensável. Almeida et al. (2025) 
discutem as possibilidades e os desafios das tecnologias no processo de inclusão, enquanto Góes 
et al. (2025) aproximam tecnologia, acessibilidade e práticas inclusivas. Nesse horizonte, a 
Inteligência Artificial pode colaborar para diversificar materiais, adaptar atividades e ampliar 
formas de participação. A inclusão, contudo, precisa permanecer vinculada à garantia de direitos 
e ao reconhecimento das singularidades dos estudantes, perspectiva reforçada por Ischkanian e 
Ischkanian (2026) ao relacionarem dignidade humana e direitos das pessoas com deficiência. 
A formação dos profissionais da educação será decisiva para que essas possibilidades 
sejam concretizadas. Teodoro et al. (2024) evidenciam a importância da preparação dos 
professores diante da utilização das tecnologias em sala de aula, enquanto Ischkanian (2026) 
relaciona capacitação, avaliação e desenvolvimento de competências profissionais. O futuro da 
educação exigirá professores capazes de compreender os recursos de Inteligência Artificial, 
selecionar aqueles que apresentam pertinência pedagógica, orientar os estudantes e avaliar 
criticamente os resultados produzidos pelas ferramentas. 
A responsabilidade docente também estará diretamente relacionada à avaliação da 
aprendizagem. Sousa et al. (2025) discutem as potencialidades e limitações da Inteligência 
Artificial na avaliação educacional, indicando a necessidade de repensar práticas avaliativas 
diante das novas possibilidades tecnológicas. Em um cenário no qual sistemas podem produzir 
respostas, textos e atividades, será cada vez mais importante valorizar processos, argumentação, 
autoria, criatividade, resolução de problemas, participação e capacidade de revisão. A avaliação 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 61 
 
poderá tornar-se mais diversificada e centrada naquilo que o estudante efetivamente compreende 
e consegue construir. 
A ética continuará sendo um fundamento indispensável. O futuro da aprendizagem não 
pode ser orientado exclusivamente pela velocidade de produção de conteúdos ou pela automação 
de tarefas. Questões relacionadas à privacidade, autoria, responsabilidade, segurança das 
informações, transparência e uso consciente precisam integrar a formação dos estudantes e dos 
professores. Vieira et al. (2025) e Sousa et al. (2025) contribuem para esse debate ao 
evidenciarem que o potencial da Inteligência Artificial precisa ser acompanhado por análise 
criteriosa de suas formas de utilização. 
A autoria humana tende, inclusive, a adquirir maior importância em um cenário de 
crescente produção automatizada. Silva et al. (2026) permitem aproximar tecnologias criativas, 
ludicidade e produção, enquanto Almeida (2026) contribui para compreender a importância de 
práticas educativas voltadas à criticidade e à emancipação. Quando o estudante utiliza a 
Inteligência Artificial para gerar uma ideia inicial, revisar uma produção ou explorar 
possibilidades, a aprendizagem pode ocorrer no processo de seleção, transformação, 
argumentação e criação. O protagonismo permanece humano, mesmo quando a tecnologia 
participa do percurso. 
A Inteligência Artificial pode favorecer uma concepção de aprendizagem mais 
personalizada, inclusiva e participativa. Almeida et al. (2025) mostram possibilidades de 
utilização tecnológica associadas à inclusão, Bezerra et al. (2024) destacam engajamento e 
motivação, e Góes et al. (2025) ressaltam experiências ativas mediadas por tecnologia. Essas 
contribuições convergem para uma educação na qual diferentes estudantes possam encontrar 
caminhos diversificados para acessar, compreender e produzir conhecimentos. 
O futuro da aprendizagem também dependerá da capacidade de preservar o equilíbrio 
entre inovação e humanização. Oliveira (2026) oferece uma referência importante ao propor uma 
Inteligência Artificial humanizada, enquanto Almeida (2026) enfatiza uma prática pedagógica 
associada à formação crítica e emancipadora. A tecnologia pode ampliar as possibilidades de 
ensinar e aprender, mas não substitui o diálogo, a escuta, a criatividade, a sensibilidade, a 
experiência e a capacidade humana de atribuir significado ao conhecimento. 
O professor continuará ocupando posição estratégica. Sua função poderá ser ainda mais 
centrada na mediação, orientação, problematização e acompanhamento das aprendizagens. A 
Inteligência Artificial poderá assumir determinadas tarefas operacionais, permitindo ao docente 
dedicar maior atenção à interação pedagógica, à personalização das experiências e ao 
desenvolvimento das competências intelectuais e socioeducacionais dos estudantes. Teodoro et 
al. (2024) e Ischkanian (2026) reforçam a importância da formação profissional para 
acompanhar transformações dessa natureza. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel DomingosCaba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 62 
 
A perspectiva de futuro apresentada neste estudo, portanto, não compreende a 
Inteligência Artificial como substituta da escola, do professor ou do estudante. Trata-se de 
reconhecê-la como recurso tecnológico capaz de ampliar possibilidades de pesquisa, criação, 
interação, acessibilidade, personalização e produção de conhecimentos. A contribuição de 
diferentes autores analisados ao longo deste estudo converge para a compreensão de que a 
inovação alcança maior significado quando articulada à inclusão, à diversidade cultural, à 
criatividade, à criticidade, à ética e à autonomia. 
A educação do futuro poderá ser mais tecnológica sem deixar de ser humana, mais 
personalizada sem perder o caráter coletivo, mais automatizada em determinadas tarefas sem 
retirar do estudante a responsabilidade pela própria aprendizagem. A Inteligência Artificial 
poderá ampliar caminhos para aprender, mas a construção de sentidos, valores, escolhas e 
conhecimentos continuará dependendo da ação humana. Uma educação humanizada e autônoma 
será aquela capaz de utilizar as possibilidades da tecnologia para fortalecer sujeitos críticos, 
criativos, participativos e conscientes de seu papel na construção do conhecimento e da 
sociedade. 
 
3. REFERENCIAL TEÓRICO 
O avanço das tecnologias digitais tem provocado mudanças nas práticas educacionais e 
nas formas de acesso, produção e compartilhamento do conhecimento. A Inteligência Artificial 
(IA) passou a ocupar espaço significativo nas discussões sobre educação, principalmente em 
razão da expansão de ferramentas capazes de auxiliar na produção textual, pesquisa, organização 
de informações, resolução de problemas, elaboração de atividades e acompanhamento da 
aprendizagem. A inserção desses recursos modifica as relações entre professores, estudantes e 
conhecimento, exigindo uma análise que ultrapasse a dimensão instrumental da tecnologia. 
A utilização da Inteligência Artificial no campo educacional envolve possibilidades 
relacionadas à personalização da aprendizagem, ampliação do acesso à informação, 
diversificação das estratégias pedagógicas e apoio às atividades docentes e discentes. Ao mesmo 
tempo, apresenta limites relacionados à confiabilidade das informações, autoria, dependência 
tecnológica, privacidade, ética, avaliação e preservação da autonomia intelectual. De Abreu 
Pestana dos Santos (2023) destaca que a Inteligência Artificial apresenta potencialidades 
relevantes para a educação, mas sua utilização também envolve desafios que precisam ser 
considerados na organização do processo educativo. 
O referencial teórico desta pesquisa está organizado em cinco dimensões articuladas. 
Inicialmente, aborda-se a fundamentação conceitual da Inteligência Artificial no campo 
educacional. Em seguida, discutem-se abordagens pedagógicas e modelos de utilização das 
tecnologias relacionados à aprendizagem. Posteriormente, são analisadas as contribuições da IA 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 63 
 
para a aprendizagem e para a autonomia dos estudantes. Na sequência, são apresentados os 
limites, desafios e implicações éticas de sua utilização. Por fim, discute-se o papel do professor, 
da formação docente e da inclusão educacional diante da expansão dessas tecnologias. 
 
3.1. Fundamentação conceitual do objeto de estudo 
A Inteligência Artificial pode ser compreendida como um conjunto de tecnologias e 
sistemas computacionais desenvolvidos para realizar tarefas que envolvem capacidades 
associadas à inteligência humana, como processamento de informações, reconhecimento de 
padrões, produção de respostas, classificação de dados e resolução de determinados problemas. 
No campo educacional, sua presença assume características particulares porque passa a interagir 
diretamente com processos de ensino, aprendizagem, avaliação e produção do conhecimento. 
A inserção da IA na educação representa uma transformação que não se limita à 
substituição de ferramentas tradicionais por recursos digitais. Trata-se de uma mudança nas 
possibilidades de interação com o conhecimento e nas formas de organização das atividades 
educacionais. Vieira et al. (2025) analisam a Inteligência Artificial na educação a partir de seus 
impactos, limites e potencialidades, evidenciando a necessidade de compreender o fenômeno 
considerando as diferentes funções que essas tecnologias podem assumir no ambiente 
educacional. 
A utilização da IA pode ocorrer em diferentes etapas do processo educativo. O 
estudante pode recorrer a ferramentas inteligentes para pesquisar conceitos, obter explicações, 
organizar informações, revisar conteúdos, elaborar perguntas e explorar diferentes perspectivas 
sobre determinado assunto. O professor, por sua vez, pode utilizar recursos tecnológicos para 
planejar atividades, produzir materiais, diversificar estratégias de ensino e oferecer formas 
complementares de acompanhamento da aprendizagem. 
A presença da tecnologia não determina automaticamente a qualidade do processo 
educativo. A aprendizagem continua dependendo da participação ativa do estudante, da 
mediação pedagógica e da capacidade de estabelecer relações significativas com os 
conhecimentos estudados. A tecnologia constitui um recurso, enquanto a finalidade permanece 
vinculada à formação humana, intelectual e social do estudante. 
A perspectiva de uma Inteligência Artificial humanizada amplia essa compreensão ao 
considerar que o desenvolvimento tecnológico deve estar articulado às necessidades humanas e 
educacionais. Oliveira (2026) discute a relação entre inteligência artificial, educação inclusiva, 
subjetividades e construção do conhecimento, contribuindo para uma perspectiva na qual a 
tecnologia não ocupa o lugar central da experiência educativa, mas funciona como instrumento 
de apoio à formação. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 64 
 
A concepção de tecnologia educacional, portanto, precisa estar associada a objetivos 
pedagógicos. O recurso tecnológico somente adquire significado educacional quando é utilizado 
de maneira planejada e coerente com aquilo que se pretende desenvolver. Uma ferramenta de IA 
pode fornecer uma resposta rapidamente, mas cabe ao processo educativo promover a 
compreensão, a análise, a argumentação e a capacidade de questionamento do estudante. 
Essa perspectiva também permite compreender que a Inteligência Artificial não deve ser 
apresentada como solução universal para os desafios da educação. Seu potencial depende das 
condições de utilização, da preparação dos profissionais, da infraestrutura disponível, da 
acessibilidade e das características dos estudantes. Almeida et al. (2025) ressaltam que as 
tecnologias podem contribuir para o processo de inclusão educacional, mas também apresentam 
desafios que precisam ser enfrentados para que sua utilização efetivamente favoreça a 
participação e a aprendizagem. 
 
3.2. Abordagens teóricas e modelos analíticos relacionados ao tema 
A discussão sobre Inteligência Artificial na educação está relacionada às transformações 
das práticas pedagógicas e à necessidade de compreender o estudante como participante ativo do 
processo de aprendizagem. As tecnologias digitais podem favorecer metodologias que estimulam 
investigação, colaboração, resolução de problemas, criatividade e participação. Nesse cenário, a 
utilização da IA pode ser articulada a práticas pedagógicas que valorizem o protagonismo 
discente. 
A aprendizagem baseada em projetos constitui uma possibilidade de integração entre 
tecnologia, participaçãoe construção do conhecimento. Góes et al. (2025) discutem essa 
abordagem como estratégia ativa capaz de promover práticas inclusivas mediadas por tecnologia 
e acessibilidade. A perspectiva apresentada permite compreender que o recurso tecnológico 
possui maior significado pedagógico quando inserido em situações nas quais o estudante precisa 
investigar, elaborar hipóteses, tomar decisões e produzir conhecimentos. 
A gamificação também demonstra como os recursos tecnológicos podem ser articulados 
a estratégias destinadas a ampliar o envolvimento dos estudantes. Bezerra et al. (2024) discutem 
a relação entre gamificação, tecnologia, engajamento e motivação no ambiente educacional. Essa 
abordagem demonstra que o uso da tecnologia pode modificar a dinâmica das atividades 
pedagógicas e criar experiências capazes de estimular a participação dos estudantes. 
A utilização de tecnologias, entretanto, precisa estar acompanhada de intencionalidade 
pedagógica. Costa e Araújo (2025) discutem os impactos das tecnologias no ensino e na 
aprendizagem e destacam a existência de desafios e possibilidades associados à incorporação 
desses recursos ao contexto educacional. A tecnologia, quando utilizada sem planejamento, pode 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 65 
 
não produzir os resultados esperados e pode até ampliar dificuldades já existentes no processo de 
ensino. 
A discussão sobre o pensamento computacional também contribui para compreender as 
transformações curriculares provocadas pela expansão das tecnologias. Azevedo (2026) aborda a 
relação entre currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, destacando desafios e 
possibilidades relacionados à integração do pensamento computacional na educação básica. Essa 
discussão demonstra que a educação contemporânea necessita preparar os estudantes não apenas 
para utilizar tecnologias, mas também para compreender processos, solucionar problemas e 
desenvolver formas estruturadas de pensamento. 
A Inteligencia Artificial pode ser inserida em modelos pedagógicos centrados na 
investigação e na resolução de problemas. Seu uso pode contribuir para levantar possibilidades, 
comparar informações, produzir hipóteses e apoiar processos de pesquisa. Contudo, a ferramenta 
não deve substituir a atividade intelectual do estudante. A abordagem pedagógica precisa 
estimular o estudante a analisar criticamente as respostas produzidas e a construir suas próprias 
conclusões. 
A perspectiva crítica da formação também é relevante para essa discussão. Almeida 
(2026) relaciona prática pedagógica e formação docente a uma educação crítica e emancipadora. 
Essa concepção permite compreender que a incorporação de tecnologias precisa contribuir para o 
desenvolvimento da capacidade de pensar e agir dos sujeitos, e não apenas para tornar 
determinadas tarefas mais rápidas. 
A educação mediada por IA, portanto, precisa articular inovação tecnológica e 
intencionalidade pedagógica. O valor educacional de uma ferramenta não está somente em sua 
capacidade técnica, mas na maneira como ela é incorporada ao processo de aprendizagem. 
Quanto mais a tecnologia estiver associada à investigação, reflexão, criatividade, colaboração e 
resolução de problemas, maiores serão as possibilidades de contribuir para uma formação ativa. 
 
3.3. Inteligência Artificial, aprendizagem e autonomia dos estudantes 
A aprendizagem constitui uma das principais dimensões para analisar os impactos da 
Inteligência Artificial na educação. A possibilidade de acessar informações rapidamente pode 
facilitar o contato dos estudantes com diferentes conteúdos e perspectivas. Ferramentas de IA 
também podem auxiliar na organização dos estudos, na revisão de conceitos, na produção de 
perguntas e na exploração de temas de interesse. 
Entretanto, acesso à informação não pode ser confundido com construção do 
conhecimento. Aprender envolve interpretar, relacionar, questionar, selecionar e utilizar 
informações de maneira significativa. Nesse sentido, o uso da IA precisa favorecer processos 
cognitivos que ultrapassem a simples obtenção de respostas. O estudante deve ser estimulado a 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 66 
 
compreender como uma resposta foi construída, verificar sua consistência e relacioná-la aos 
conhecimentos desenvolvidos no processo educativo. 
De Abreu Pestana dos Santos (2023) evidencia que as potencialidades da Inteligência 
Artificial na educação precisam ser analisadas juntamente com os desafios decorrentes de sua 
utilização. Essa compreensão é importante porque a tecnologia pode apresentar respostas rápidas 
e aparentemente completas, mas nem sempre essas respostas correspondem às necessidades 
específicas da aprendizagem ou apresentam informações suficientemente contextualizadas. 
A autonomia dos estudantes está diretamente relacionada a essa questão. Um estudante 
autônomo não é aquele que simplesmente realiza atividades sozinho, mas aquele que desenvolve 
capacidade de tomar decisões, formular perguntas, buscar informações, avaliar diferentes 
possibilidades e assumir responsabilidade pelo próprio processo de aprendizagem. A IA pode 
apoiar essas competências quando utilizada como ferramenta de investigação e reflexão. 
A utilização inadequada pode produzir dependência. Quando o estudante utiliza a IA 
exclusivamente para obter respostas prontas, existe o risco de reduzir sua participação intelectual 
e enfraquecer habilidades relacionadas à leitura, escrita, argumentação, interpretação e resolução 
de problemas. A questão central não está, portanto, na utilização da ferramenta em si, mas na 
finalidade atribuída ao seu uso. 
Vieira et al. (2025) contribuem para essa discussão ao analisarem os impactos, limites e 
potencialidades da Inteligência Artificial na educação. A análise permite compreender que a 
tecnologia pode assumir diferentes funções no processo educativo e que seus resultados 
dependem das formas de utilização e das condições pedagógicas nas quais está inserida. 
A autonomia também está relacionada à capacidade de avaliar criticamente as 
informações produzidas por sistemas de IA. O estudante precisa compreender que uma resposta 
automatizada não deve ser aceita de maneira absoluta. A consulta a fontes, a comparação de 
informações e a análise crítica constituem procedimentos essenciais para a construção de 
conhecimentos confiáveis. 
A utilização pedagógica da IA pode, portanto, favorecer uma autonomia orientada. O 
professor apresenta condições, critérios e objetivos, enquanto o estudante desenvolve 
progressivamente a capacidade de utilizar os recursos disponíveis com responsabilidade. Nesse 
modelo, a tecnologia não elimina a mediação docente, mas pode ampliar os espaços de 
investigação e aprendizagem. 
As metodologias ativas contribuem para esse processo porque colocam o estudante 
diante de situações que exigem participação e tomada de decisão. Góes et al. (2025) demonstram 
a importância de práticas baseadas em projetos e mediadas por tecnologia para promover 
experiências de aprendizagem mais participativas. Bezerra et al. (2024) também evidenciam a 
relevância de estratégias tecnológicas para engajamento e motivação. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 67 
 
A autonomia, portanto, deve ser compreendida como uma competência construída 
progressivamente. A Inteligência Artificial pode contribuir para esse desenvolvimento quando 
utilizada para estimular perguntas, pesquisas, comparações, criação e reflexão. Seu uso torna-se 
problemático quando passa a substituir as etapasfundamentais do raciocínio que deveriam ser 
desenvolvidas pelo próprio estudante. 
 
3.4. Limites, desafios e implicações éticas da utilização da Inteligência Artificial 
Apesar de suas possibilidades, a utilização da Inteligência Artificial no campo 
educacional apresenta limites que precisam ser considerados. Entre eles estão a possibilidade de 
informações incorretas, a dependência tecnológica, a redução da autoria, a utilização inadequada 
de conteúdos produzidos automaticamente, os desafios relacionados à avaliação e as questões 
éticas envolvendo dados e privacidade. 
Um dos principais desafios está relacionado à autoria acadêmica. A facilidade para 
produzir textos e respostas pode levar estudantes a utilizar conteúdos gerados por IA sem 
compreender ou participar efetivamente de sua elaboração. Essa situação exige novas formas de 
orientação pedagógica e avaliação, capazes de valorizar o processo de construção do 
conhecimento e não apenas o produto final. 
A avaliação educacional constitui outro campo diretamente afetado pela expansão da 
IA. Sousa et al. (2025) analisam as potencialidades e limitações da Inteligência Artificial na 
avaliação educacional, mostrando que esses recursos podem apoiar determinados processos, mas 
também exigem cautela. A utilização de sistemas automatizados não elimina a necessidade de 
avaliação humana, especialmente quando estão em análise aspectos como argumentação, 
criatividade, compreensão, autoria e desenvolvimento intelectual. 
A avaliação precisa, portanto, acompanhar as transformações provocadas pela 
tecnologia. Atividades que valorizem produção própria, resolução de problemas, apresentação 
oral, discussão, projetos, análise crítica e aplicação prática dos conhecimentos podem contribuir 
para verificar de maneira mais adequada o desenvolvimento dos estudantes. 
Sistemas de IA podem produzir respostas linguisticamente bem estruturadas, mas isso 
não significa que todas as informações apresentadas sejam necessariamente corretas ou 
adequadas ao contexto. Por essa razão, o letramento digital e a capacidade de verificar fontes 
tornam-se componentes importantes da formação educacional. 
A questão ética também envolve a proteção de dados e a utilização responsável das 
ferramentas digitais. As instituições educacionais precisam estabelecer orientações que 
considerem segurança, privacidade, transparência e responsabilidade. A utilização de tecnologias 
deve respeitar os direitos dos estudantes e garantir que a inovação não ocorra em detrimento da 
proteção dos sujeitos envolvidos. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 68 
 
Teodoro et al. (2024) discutem desafios e perspectivas relacionados à utilização das 
tecnologias de informação e comunicação pelos professores em sala de aula. Essa discussão 
permanece pertinente diante da expansão da IA, uma vez que o professor precisa lidar com 
ferramentas cada vez mais sofisticadas sem perder de vista os objetivos pedagógicos e 
formativos. 
A desigualdade de acesso também constitui um limite importante. Nem todos os 
estudantes possuem as mesmas condições de acesso à internet, dispositivos e ferramentas 
tecnológicas. A utilização da IA sem considerar essas diferenças pode ampliar desigualdades 
educacionais. Almeida et al. (2025) demonstram que as tecnologias podem apresentar 
contribuições para a inclusão, mas sua efetividade depende das condições concretas de acesso e 
utilização. 
A inclusão educacional exige que as ferramentas tecnológicas sejam acessíveis e 
articuladas às necessidades dos diferentes estudantes. Recursos digitais podem ampliar 
possibilidades de comunicação, participação e acesso aos conteúdos, mas isso depende de 
planejamento e mediação. A tecnologia, por si só, não garante uma educação inclusiva. 
Diante desses desafios, a utilização da Inteligência Artificial precisa ser acompanhada 
por princípios éticos e pedagógicos. A tecnologia deve ser utilizada para ampliar possibilidades 
educacionais, e não para eliminar a responsabilidade humana pelo processo de ensino e 
aprendizagem. 
 
3.5. Formação docente, mediação pedagógica e educação inclusiva na era da IA 
A expansão da Inteligência Artificial modifica também o papel do professor. A presença 
de ferramentas capazes de produzir conteúdos, responder perguntas e apoiar atividades não 
significa redução da importância docente. Pelo contrário, amplia a necessidade de professores 
preparados para orientar o uso crítico e responsável dessas tecnologias. 
A mediação pedagógica permanece fundamental porque o professor é responsável por 
estabelecer objetivos de aprendizagem, selecionar estratégias, acompanhar o desenvolvimento 
dos estudantes e criar situações que estimulem reflexão. A tecnologia pode auxiliar essas 
atividades, mas não substitui a dimensão humana da relação educativa. 
Almeida (2026) destaca a importância da prática pedagógica e da formação docente 
para uma educação crítica e emancipadora. Essa perspectiva é particularmente relevante diante 
da IA, pois a formação de professores precisa contemplar não somente competências técnicas, 
mas também conhecimentos relacionados à ética, autoria, avaliação, pensamento crítico e 
utilização pedagógica dos recursos tecnológicos. 
A formação continuada torna-se necessária diante da velocidade das transformações 
tecnológicas. Os professores precisam compreender as possibilidades e limitações das 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 69 
 
ferramentas utilizadas pelos estudantes e desenvolver estratégias para integrá-las aos objetivos 
curriculares. O conhecimento tecnológico, isoladamente, não garante uma prática pedagógica 
qualificada. É necessário saber quando utilizar determinado recurso, para qual finalidade e com 
quais critérios. 
A relação entre currículo e tecnologia também precisa ser considerada. Azevedo (2026) 
demonstra que a integração do pensamento computacional à educação básica envolve desafios 
curriculares e pedagógicos. A presença da IA amplia essa discussão ao exigir que os currículos 
contemplem competências relacionadas à utilização crítica das tecnologias, à análise de 
informações e à resolução de problemas. 
A educação inclusiva constitui outra dimensão essencial. Almeida et al. (2025) mostram 
que as tecnologias podem apresentar possibilidades relevantes para o processo de inclusão 
educacional, especialmente quando articuladas a estratégias de acessibilidade e participação. 
Nesse sentido, ferramentas de IA podem contribuir para diversificar formas de acesso aos 
conteúdos e apoiar diferentes necessidades de aprendizagem. 
A perspectiva inclusiva exige, entretanto, que o estudante seja compreendido em sua 
singularidade. Oliveira (2026), ao discutir inteligência artificial humanizada e educação 
inclusiva, contribui para uma compreensão na qual as tecnologias devem estar subordinadas às 
necessidades humanas e às finalidades educativas. A inovação tecnológica precisa ampliar 
oportunidades sem transformar as diferenças individuais em obstáculos à participação. 
A mediação docente torna-se, portanto, elemento de equilíbrio entre autonomia e 
orientação. O professor não deve controlar todas as etapas do uso da tecnologia, mas também 
não pode abandonar o estudante diante de ferramentas capazes de produzir grande quantidade de 
informações. É necessário construir orientações que permitam ao estudante utilizar a IA com 
responsabilidade, desenvolver critérios de análise e compreender seus próprios limites. 
A formação docente e a autonomia discente estão diretamente relacionadas. Professores 
preparados podem criar situações em que a IA seja utilizada para estimularinvestigação, 
criatividade, pensamento crítico e resolução de problemas. Estudantes orientados podem 
aprender a utilizar essas ferramentas sem transferir para elas a responsabilidade pelo próprio 
processo intelectual. 
A educação na era da Inteligência Artificial exige, portanto, uma concepção de inovação 
vinculada à formação humana. A tecnologia deve contribuir para ampliar as possibilidades de 
ensinar e aprender, preservando a autoria, a criatividade, a interação, a inclusão e a autonomia. O 
desafio contemporâneo consiste em utilizar os avanços tecnológicos sem permitir que eles 
substituam os processos humanos que conferem sentido à educação. 
A partir das discussões apresentadas, compreende-se que a Inteligência Artificial possui 
potencial para contribuir significativamente com a educação, mas seus efeitos não são 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 70 
 
determinados exclusivamente pela tecnologia. Eles dependem das práticas pedagógicas, da 
formação dos professores, das condições de acesso, das características dos estudantes e dos 
critérios estabelecidos para sua utilização. A IA pode apoiar a aprendizagem e favorecer a 
autonomia quando utilizada como instrumento de investigação, reflexão e produção, mas pode 
produzir dependência e passividade quando utilizada como substituta da atividade intelectual. 
O desafio educacional contemporâneo não consiste simplesmente em incorporar ou 
rejeitar a Inteligência Artificial, mas em construir formas responsáveis, críticas, inclusivas e 
pedagogicamente fundamentadas de utilização. A centralidade deve permanecer no estudante 
como sujeito da aprendizagem e no professor como mediador do processo educativo, utilizando a 
tecnologia como recurso para ampliar possibilidades sem comprometer a construção autônoma e 
significativa do conhecimento. 
 
3.6. Contendas teóricas sobre a delimitação do estudo 
A presente pesquisa tem como tema Inteligência Artificial na Educação: possibilidades, 
limites e impactos na aprendizagem e autonomia dos estudantes, delimitando sua análise às 
contribuições, aos desafios e às repercussões educacionais decorrentes da utilização de 
ferramentas de Inteligência Artificial nos processos de ensino e aprendizagem. A investigação 
busca compreender o fenômeno a partir de uma perspectiva educacional, considerando a relação 
entre inovação tecnológica, práticas pedagógicas, aprendizagem, autonomia intelectual, inclusão, 
formação docente e construção do conhecimento. De Abreu Pestana dos Santos (2023), ao 
analisar as potencialidades e os desafios da Inteligência Artificial na educação, oferece uma base 
importante para compreender que a presença da IA pode ampliar recursos e estratégias 
educacionais, desde que sua utilização esteja vinculada a objetivos pedagógicos definidos. 
A delimitação do estudo considera, portanto, a Inteligência Artificial como uma 
tecnologia que pode atuar de maneira complementar às práticas educativas. Os achados da 
análise bibliográfica e documental evidenciam possibilidades relacionadas à produção e 
organização de informações, apoio à pesquisa, elaboração de materiais, personalização de 
atividades, desenvolvimento de estratégias de aprendizagem, estímulo à criatividade e ampliação 
de recursos pedagógicos. Vieira et al. (2025), ao discutir impactos, limites e potencialidades da 
IA na educação, contribuem para uma compreensão mais abrangente desse fenômeno, 
permitindo observar que sua presença não representa apenas uma inovação técnica, mas uma 
transformação que alcança diferentes dimensões da experiência educacional. 
A análise das fontes selecionadas demonstra que a tecnologia pode adquirir maior 
significado pedagógico quando utilizada de maneira planejada e articulada às necessidades dos 
estudantes. Costa e Araújo (2025) discutem os impactos das tecnologias nos processos de ensino 
e aprendizagem e evidenciam a existência de novas possibilidades para a organização das 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 71 
 
experiências educativas. Nesse sentido, os achados desta pesquisa apontam que a IA pode 
favorecer práticas mais diversificadas, interativas e contextualizadas, especialmente quando o 
professor estabelece objetivos claros para sua utilização e orienta os estudantes quanto à maneira 
de explorar os recursos disponíveis. 
Entre as possibilidades identificadas encontra-se a ampliação do engajamento e da 
participação dos estudantes. Bezerra et al. (2024), ao analisarem a gamificação e os estudos 
mediados por tecnologia, demonstram que recursos digitais podem favorecer motivação e 
envolvimento no ambiente educacional. Esse achado pode ser relacionado à utilização da IA em 
atividades que estimulem investigação, produção, resolução de problemas e exploração de 
diferentes possibilidades de resposta. A tecnologia, nesse contexto, deixa de ser apenas 
instrumento de acesso à informação e pode assumir função de apoio à construção de experiências 
educativas mais dinâmicas. 
Outro resultado positivo identificado na literatura refere-se à possibilidade de 
articulação entre tecnologia, criatividade e ludicidade. Silva et al. (2026), ao discutirem 
brincadeiras digitais e tecnologias criativas, demonstram que os recursos contemporâneos podem 
estabelecer novas relações entre aprendizagem, criação e participação. Essa contribuição permite 
compreender que a IA pode ser integrada a práticas pedagógicas que estimulem produção de 
ideias, elaboração de conteúdos, criação de diferentes representações e desenvolvimento de 
atividades que valorizem a participação ativa do estudante. 
A delimitação do estudo também contempla a dimensão curricular. Azevedo (2026), ao 
analisar currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, evidencia a importância de 
integrar competências relacionadas ao universo tecnológico às finalidades da educação básica. 
Os achados da pesquisa indicam que a utilização da IA apresenta maior potencial quando 
inserida em propostas curriculares planejadas, nas quais o recurso tecnológico esteja relacionado 
às competências e aprendizagens que se pretende desenvolver. A tecnologia, portanto, não 
constitui finalidade em si mesma, mas instrumento que pode contribuir para objetivos 
educacionais previamente estabelecidos. 
A perspectiva inclusiva constitui igualmente uma dimensão importante da delimitação. 
Almeida et al. (2025) identificam desafios e possibilidades relacionados ao uso das tecnologias 
no processo de inclusão educacional, demonstrando que os recursos tecnológicos podem 
favorecer acesso, participação e aprendizagem. Góes et al. (2025), ao relacionarem 
aprendizagem baseada em projetos, práticas inclusivas, tecnologia e acessibilidade, reforçam a 
possibilidade de utilizar recursos tecnológicos em propostas que valorizem diferentes formas de 
participação. Os achados analisados indicam que a IA pode contribuir para ampliar 
oportunidades educacionais quando associada à acessibilidade, à mediação pedagógica e ao 
reconhecimento das necessidades dos estudantes. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 72 
 
A pesquisa também delimita sua análise à relação entre tecnologia e formação humana. 
Oliveira (2026) discute uma perspectiva de Inteligência Artificial humanizada articulada à 
educação inclusiva, subjetividades e construção do conhecimento. Essa abordagem é importante 
porque permite compreender que a inovação tecnológica precisa permanecer vinculadaàs 
pessoas que participam do processo educativo. Os resultados da análise bibliográfica e 
documental apontam, nesse sentido, que a utilização da IA pode apresentar contribuições 
relevantes quando preserva a interação humana, a autoria, a autonomia, a criatividade e a 
capacidade crítica dos estudantes. 
A dimensão cultural integra essa compreensão. Freitas (2026), ao abordar o letramento 
cultural e a formação docente para práticas pedagógicas antirracistas, demonstra a importância 
de reconhecer diferentes experiências e perspectivas culturais na educação. Silva e Bacury 
(2026), ao discutirem a etnomatemática indígena e os saberes tradicionais, reforçam a 
valorização da pluralidade dos conhecimentos. Os achados desta pesquisa permitem relacionar 
essas contribuições ao uso da IA, indicando a necessidade de incentivar estudantes e professores 
a analisar criticamente os conteúdos produzidos pelas ferramentas e reconhecer a diversidade de 
saberes que compõe a sociedade. 
 
3.7. Discussões teóricas sobre o problema de pesquisa 
O problema de pesquisa que orienta este estudo é: quais são as possibilidades, os 
limites e os impactos do uso da Inteligência Artificial na educação, especialmente em relação à 
aprendizagem e à autonomia dos estudantes? 
A formulação do problema decorre dos achados identificados na análise bibliográfica e 
documental, que apontam para um cenário de ampliação das possibilidades de utilização das 
tecnologias no processo educativo. De Abreu Pestana dos Santos (2023) evidencia 
potencialidades da Inteligência Artificial na educação, enquanto Vieira et al. (2025) destacam a 
necessidade de compreender conjuntamente os impactos, limites e potencialidades dessa 
tecnologia. A questão investigativa surge, portanto, da necessidade de compreender como os 
recursos de IA podem ser utilizados para favorecer experiências educacionais significativas. 
O problema não parte de uma concepção negativa da Inteligência Artificial. Pelo 
contrário, a análise das fontes evidencia diversas possibilidades de contribuição para a educação, 
incluindo apoio à aprendizagem, ampliação de recursos didáticos, diversificação das estratégias 
pedagógicas, estímulo à criatividade e favorecimento da participação. Almeida et al. (2025), ao 
analisarem as tecnologias no processo de inclusão educacional, demonstram que recursos 
tecnológicos podem ampliar oportunidades quando associados a práticas pedagógicas adequadas. 
A investigação busca compreender como essas possibilidades podem ser potencializadas no 
contexto da IA. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 73 
 
A aprendizagem constitui uma das dimensões centrais do problema porque a tecnologia 
precisa produzir significado pedagógico. Costa e Araújo (2025) demonstram que as tecnologias 
vêm provocando mudanças nas formas de ensinar e aprender, enquanto Bezerra et al. (2024) 
evidenciam relações entre recursos tecnológicos, engajamento e motivação. Esses achados 
sustentam a necessidade de investigar de que maneira a Inteligência Artificial pode ser integrada 
a práticas que favoreçam participação, interação e construção do conhecimento. 
A autonomia dos estudantes constitui outra dimensão essencial do problema. A 
utilização de ferramentas capazes de fornecer respostas rapidamente pode representar uma 
oportunidade para ampliar a pesquisa e o aprofundamento de conteúdos, mas a formação 
educacional requer participação intelectual do estudante. Almeida (2026), ao discutir práticas 
pedagógicas e formação docente voltadas a uma educação crítica e emancipadora, oferece 
fundamentos para compreender que o uso da tecnologia deve contribuir para o desenvolvimento 
da capacidade de pensar, questionar, escolher e produzir conhecimentos. 
A questão da autonomia também se relaciona à autoria e ao pensamento crítico. Os 
achados da literatura indicam que o estudante pode utilizar a IA para formular perguntas, 
comparar informações, revisar conteúdos e explorar novas possibilidades, desde que permaneça 
responsável pela interpretação e pela produção de seus conhecimentos. Sousa et al. (2025), ao 
analisarem a utilização da IA na avaliação educacional, evidenciam que esses recursos 
apresentam possibilidades importantes, mas requerem critérios que preservem a qualidade do 
processo educativo. O problema de pesquisa, portanto, procura compreender como aproveitar os 
recursos tecnológicos sem enfraquecer a autoria e a participação intelectual. 
O problema também envolve a atuação dos professores. Teodoro et al. (2024) discutem 
desafios relacionados à utilização das tecnologias de informação e comunicação pelos docentes e 
evidenciam a importância da preparação profissional. Almeida (2026) reforça que a formação 
docente constitui elemento essencial para uma prática pedagógica crítica. A investigação 
considera, portanto, que compreender os impactos da IA sobre a aprendizagem e a autonomia 
exige analisar também a capacidade dos professores de orientar, contextualizar e mediar a 
utilização dessas ferramentas. 
A inclusão amplia o alcance do problema investigado. Góes et al. (2025) relacionam 
tecnologia, acessibilidade e práticas inclusivas, enquanto Ischkanian e Ischkanian (2026) 
enfatizam a dignidade e os direitos das pessoas com deficiência. Esses achados permitem 
compreender que a utilização da IA precisa ser analisada também pela possibilidade de ampliar 
formas de acesso, participação e aprendizagem. A questão investigativa incorpora essa dimensão 
ao considerar uma educação que utilize a tecnologia para ampliar oportunidades e respeitar a 
diversidade dos estudantes. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 74 
 
A dimensão cultural também integra o problema porque o conhecimento produzido e 
disponibilizado pelas tecnologias não deve ser analisado de maneira descontextualizada. Oliveira 
(2026), ao discutir políticas editoriais e processos de silenciamento de línguas, saberes e histórias 
dos povos indígenas, demonstra a importância de preservar a diversidade cultural. Silva e Bacury 
(2026) reforçam essa perspectiva ao valorizarem os saberes tradicionais na educação básica. 
Nesse sentido, investigar a IA significa também refletir sobre a necessidade de utilizar seus 
recursos de maneira crítica, valorizando diferentes perspectivas e formas de produção do 
conhecimento. 
 
3.8. Fundamentação teórica dos objetivos da pesquisa 
O objetivo geral consiste em analisar as possibilidades, os limites e os impactos da 
utilização da Inteligência Artificial no contexto educacional, com ênfase em suas implicações 
para a aprendizagem e a autonomia dos estudantes. 
A definição desse objetivo está diretamente relacionada aos achados da análise 
bibliográfica e documental, que evidenciam a expansão das tecnologias no ambiente educacional 
e suas diferentes possibilidades de utilização. De Abreu Pestana dos Santos (2023) apresenta 
potencialidades da IA na educação, enquanto Vieira et al. (2025) contribuem para uma 
compreensão dos impactos e limites associados à tecnologia. O objetivo geral busca reunir essas 
diferentes dimensões em uma análise que valorize as contribuições da IA sem deixar de 
considerar as condições necessárias para seu uso responsável. 
Como objetivos específicos, pretende-se: 
a) identificar as principais possibilidades pedagógicas proporcionadas pela 
Inteligência Artificial, considerando recursos que podem apoiar pesquisa, produção de 
conhecimentos, organização de informações, criatividade e diversificação das estratégias de 
ensino. A análise de Bezerra et al. (2024), ao relacionar tecnologia, gamificação, engajamento e 
motivação, e de Silva etal. (2026), ao abordar tecnologias criativas e ludicidade, oferece 
fundamentos para reconhecer que os recursos digitais podem ampliar experiências de 
aprendizagem e participação; 
b) discutir os limites e desafios relacionados à utilização dessas tecnologias no 
processo educativo, considerando questões relacionadas à autoria, qualidade das informações, 
responsabilidade, avaliação e formação dos usuários. Sousa et al. (2025) demonstram a 
importância de analisar potencialidades e limitações da IA na avaliação educacional, enquanto 
Vieira et al. (2025) ampliam essa discussão ao abordar os impactos e limites da Inteligência 
Artificial na educação; 
c) analisar suas possíveis contribuições e implicações para a aprendizagem, 
considerando estratégias capazes de favorecer participação, motivação, criatividade, 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 75 
 
acessibilidade e construção ativa do conhecimento. Góes et al. (2025) relacionam aprendizagem 
baseada em projetos, tecnologia e práticas inclusivas, enquanto Costa e Araújo (2025) 
evidenciam transformações provocadas pelas tecnologias nos processos de ensino e 
aprendizagem; 
d) refletir sobre os efeitos da IA no desenvolvimento da autonomia, do pensamento 
crítico e da participação ativa dos estudantes, compreendendo a tecnologia como recurso de 
apoio à investigação e à construção do conhecimento. Almeida (2026) contribui para essa 
perspectiva ao discutir práticas pedagógicas orientadas para uma educação crítica e 
emancipadora, enquanto Vieira (2026), ao abordar estratégias de letramento literário, reforça a 
importância de formar estudantes capazes de interpretar, produzir sentidos e participar 
ativamente dos processos de aprendizagem; 
e) discutir a importância da mediação e da formação docente para o uso ético, crítico e 
pedagogicamente adequado dessas ferramentas, reconhecendo que a presença da tecnologia 
amplia a necessidade de profissionais preparados para orientar sua utilização. Teodoro et al. 
(2024) evidenciam desafios relacionados ao uso das tecnologias pelos professores, Almeida 
(2026) destaca a importância da formação docente e Ischkanian (2026) contribui para a 
compreensão da capacitação como processo voltado ao desenvolvimento de competências 
profissionais. 
Os objetivos específicos também contemplam a dimensão curricular e tecnológica da 
educação. Azevedo (2026) destaca a importância da integração entre currículo, práticas 
pedagógicas e pensamento computacional, indicando que a utilização das tecnologias precisa 
estar vinculada às competências e aos conhecimentos previstos no processo formativo. A análise 
realizada nesta pesquisa incorpora essa perspectiva ao considerar que a IA pode ser utilizada em 
diferentes componentes curriculares, desde que exista planejamento pedagógico e clareza quanto 
às aprendizagens pretendidas. 
A dimensão inclusiva também está presente nos objetivos definidos. Almeida et al. 
(2025) evidenciam possibilidades relacionadas ao uso das tecnologias na inclusão educacional, 
enquanto Góes et al. (2025) relacionam tecnologia, acessibilidade e práticas inclusivas. 
Ischkanian e Ischkanian (2026), ao discutirem dignidade e direitos das pessoas com deficiência, 
ampliam essa compreensão. Os objetivos da pesquisa procuram, portanto, identificar como a 
Inteligência Artificial pode contribuir para uma educação que reconheça diferenças, amplie 
possibilidades de participação e favoreça condições mais acessíveis de aprendizagem. 
A diversidade cultural também integra os objetivos porque a educação contemporânea 
precisa reconhecer diferentes saberes, experiências e perspectivas. Freitas (2026) discute a 
importância do letramento cultural e da formação docente para práticas pedagógicas antirracistas, 
enquanto Silva e Bacury (2026) valorizam conhecimentos indígenas e saberes tradicionais. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 76 
 
Oliveira (2026) contribui para essa discussão ao problematizar processos de silenciamento 
cultural. A pesquisa considera que o uso da IA deve estimular uma postura crítica diante das 
informações e valorizar a pluralidade cultural presente na construção do conhecimento. 
Os objetivos contemplam ainda a diversificação das práticas pedagógicas. Cabral 
(2026), ao apresentar possibilidades metodológicas para o ensino de língua inglesa, e Sousa 
(2026), ao discutir métodos de ensino de Matemática, demonstram que diferentes estratégias 
podem ser mobilizadas para favorecer a aprendizagem. A IA pode integrar esse conjunto de 
possibilidades ao apoiar atividades de pesquisa, elaboração, revisão, resolução de problemas e 
produção de materiais, contribuindo para práticas mais diversificadas e contextualizadas. 
A dimensão da leitura e da produção de conhecimento também integra o percurso 
investigativo. Vieira (2026) evidencia a importância de estratégias de letramento literário no 
desenvolvimento da leitura, enquanto Santos (2026), ao discutir debates contemporâneos 
relacionados à literatura infantil, contribui para compreender a importância da análise crítica das 
produções culturais. No contexto da Inteligência Artificial, essas contribuições permitem refletir 
sobre a necessidade de formar estudantes capazes de interpretar conteúdos produzidos ou 
mediados por tecnologias, reconhecer diferentes perspectivas e desenvolver posicionamentos 
próprios. 
A análise dos objetivos evidencia, portanto, que a pesquisa não pretende apenas 
verificar a presença da Inteligência Artificial na educação, mas compreender seu potencial de 
contribuição para uma educação mais dinâmica, inclusiva, criativa e participativa. Os achados 
bibliográficos e documentais apontam possibilidades relacionadas à aprendizagem, ao 
engajamento, à acessibilidade, à criatividade e à diversificação metodológica, enquanto as 
discussões sobre formação docente, currículo, avaliação, cultura e autonomia indicam as 
condições necessárias para que essas possibilidades sejam pedagogicamente aproveitadas. 
A pesquisa assume uma perspectiva predominantemente construtiva sobre a presença da 
Inteligência Artificial na educação, sem ignorar a necessidade de análise crítica. A tecnologia 
pode apoiar professores e estudantes, ampliar recursos educacionais e favorecer novas 
experiências de aprendizagem, especialmente quando articulada a metodologias ativas, práticas 
inclusivas e processos formativos. Oliveira (2026) sintetiza essa perspectiva ao relacionar 
Inteligência Artificial humanizada, educação inclusiva, subjetividades e construção do 
conhecimento, reforçando a compreensão de que a inovação tecnológica adquire maior 
significado quando permanece comprometida com o desenvolvimento humano. 
Os objetivos estabelecidos convergem, finalmente, para a compreensão de que a 
Inteligência Artificial pode constituir uma importante ferramenta de apoio à educação 
contemporânea. Sua contribuição pode ser percebida na ampliação de recursos, na diversificação 
das estratégias pedagógicas, no apoio à aprendizagem, no estímulo à criatividade, na 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 77 
 
acessibilidade e na possibilidade de fortalecer a participação dos estudantes. O propósito da 
pesquisa é evidenciar, a partir da análise bibliográfica e documental, que esses benefícios podem 
ser potencializados quando a IA é utilizada com planejamento, mediação docente, formação 
adequada, responsabilidade ética e compromisso com a autonomia intelectual dos estudantes. 
 
4. METODOLOGIA 
A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo de abordagem qualitativa,pedagógicos e reflexão 
crítica, considerando os objetivos de aprendizagem e as características dos sujeitos envolvidos. 
O papel do professor permanece fundamental. A inteligência artificial pode fornecer 
informações, sugestões e recursos, mas não substitui a mediação pedagógica, a experiência 
profissional, a sensibilidade diante das necessidades dos estudantes e a capacidade de 
compreender as particularidades de cada contexto educativo. Cabe ao professor orientar o uso 
consciente das tecnologias, estimular a análise das informações produzidas e criar situações nas 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 11 
 
quais os estudantes sejam convidados a questionar, comparar, interpretar, produzir e construir 
conhecimentos de forma ativa. 
A autonomia dos estudantes constitui, portanto, uma dimensão central desta discussão. 
Utilizar inteligência artificial não deve significar simplesmente receber respostas, mas 
desenvolver a capacidade de utilizar recursos tecnológicos para ampliar a investigação e 
fortalecer a própria aprendizagem. O estudante autônomo é aquele que consegue formular 
perguntas, avaliar informações, reconhecer limites, tomar decisões, assumir responsabilidade por 
suas produções e utilizar diferentes ferramentas de maneira ética e consciente. 
Outro aspecto indispensável refere-se à ética. A expansão da inteligência artificial na 
educação suscita questões relacionadas à autoria, à privacidade, à proteção de dados, à 
confiabilidade das informações, à integridade acadêmica e às desigualdades de acesso. Essas 
questões precisam integrar o debate educacional, pois formar estudantes para a sociedade 
contemporânea também significa prepará-los para utilizar tecnologias de maneira responsável, 
respeitando direitos, diferenças e princípios de convivência social. 
A discussão sobre inteligência artificial também precisa considerar a inclusão e a 
democratização do acesso às tecnologias. Nem todos os estudantes possuem as mesmas 
condições de acesso à internet, aos dispositivos digitais ou às ferramentas mais avançadas. Dessa 
forma, a incorporação da inteligência artificial às práticas educacionais deve estar associada à 
preocupação com a equidade, evitando que as diferenças tecnológicas ampliem desigualdades já 
existentes no processo educacional. 
Esta obra propõe, assim, um olhar equilibrado sobre a inteligência artificial na 
educação. Nem a tecnologia deve ser compreendida como solução automática para os desafios 
educacionais, nem seus riscos devem impedir a exploração de suas possibilidades. O caminho 
mais consistente está na construção de práticas pedagógicas capazes de integrar inovação 
tecnológica, conhecimento científico, ética, pensamento crítico, criatividade e valorização da 
experiência humana. 
Ao longo desta publicação, busca-se estimular professores, pesquisadores, estudantes, 
gestores e demais interessados na educação a refletirem sobre os impactos que a inteligência 
artificial pode produzir nos processos de ensino e aprendizagem. Mais do que aprender a utilizar 
ferramentas, torna-se necessário compreender quando, por que e para que utilizá-las, garantindo 
que a tecnologia esteja subordinada às finalidades educativas e contribua efetivamente para o 
desenvolvimento dos estudantes. 
A expectativa é que esta obra contribua para ampliar o debate sobre os caminhos da 
educação diante das transformações tecnológicas contemporâneas. Que suas reflexões possam 
estimular novas pesquisas, experiências pedagógicas e discussões sobre o papel da inteligência 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 12 
 
artificial na construção de uma educação mais consciente, inclusiva e inovadora, sem perder de 
vista a centralidade do ser humano. 
Em uma sociedade marcada pela rápida expansão das tecnologias inteligentes, educar 
significa também preparar para lidar criticamente com aquilo que ainda está em transformação. 
A inteligência artificial pode ampliar possibilidades, facilitar processos e abrir novos caminhos 
para a aprendizagem, mas o sentido da educação continua relacionado à formação de sujeitos 
capazes de pensar, criar, questionar, dialogar, decidir e transformar a realidade. É nessa 
perspectiva que esta obra é apresentada ao leitor, reconhecendo que a inovação tecnológica 
somente adquire verdadeiro significado educacional quando está articulada a objetivos 
formativos, princípios éticos e compromisso com o desenvolvimento integral dos estudantes. 
Nesse contexto, torna-se indispensável compreender que o avanço tecnológico não deve 
conduzir à diminuição da participação humana nos processos educativos. Pelo contrário, quanto 
mais sofisticadas se tornam as ferramentas de inteligência artificial, maior é a necessidade de 
desenvolver estudantes capazes de interpretar criticamente as informações, identificar possíveis 
erros, avaliar diferentes perspectivas e utilizar os recursos disponíveis com responsabilidade. A 
formação para o uso consciente da inteligência artificial exige, portanto, uma aproximação entre 
inovação e responsabilidade social, envolvendo professores, estudantes, famílias, instituições 
educacionais e pesquisadores na construção de práticas seguras, éticas, inclusivas e 
pedagogicamente significativas. 
Assim, esta obra convida o leitor a refletir sobre a inteligência artificial não apenas 
como uma tecnologia de seu tempo, mas como um fenômeno que interfere nas formas de 
ensinar, aprender, pesquisar, produzir conhecimentos e estabelecer relações com o mundo. Que 
as reflexões apresentadas possam contribuir para uma educação capaz de acolher as 
transformações tecnológicas sem abandonar seus fundamentos humanos, fortalecendo a 
autonomia, a criatividade, o pensamento crítico, a ética e a capacidade de participação dos 
estudantes. Afinal, preparar para o futuro não significa apenas ensinar a utilizar novas 
tecnologias, mas formar pessoas capazes de utilizá-las para aprender, criar, colaborar e 
transformar a sociedade de maneira consciente e responsável. 
 
Mara Lúcia Nunes de Lima Oliveira 
Silvia Drumond de Carvalho 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 13 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: 
POSSIBILIDADES, LIMITES E IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E 
AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
ARTIFICIAL INTELLIGENCE IN EDUCATION: POSSIBILITIES, 
LIMITS, AND IMPACTS ON STUDENT LEARNING AND 
AUTONOMY. 
INTELIGENCIA ARTIFICIAL EN LA EDUCACIÓN: POSIBILIDADES, 
LÍMITES E IMPACTOS EN EL APRENDIZAJE Y LA AUTONOMÍA DE 
LOS ESTUDIANTES. 
Ivoney da Silva Oliveira 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Silvana Nascimento de Carvalho 
António Manuel Domingos Caba 
Gabriel Nascimento de Carvalho 
Sygride Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
RESUMO 
A inteligência artificial (IA) vem assumindo crescente relevância no campo educacional, 
modificando formas de ensinar, aprender, pesquisar e produzir conhecimentos. Nesse contexto, 
sua utilização apresenta possibilidades relacionadas à personalização da aprendizagem, à 
ampliação do acesso à informação, à criação de recursos pedagógicos, ao apoio ao trabalho 
docente e ao desenvolvimento de estratégias educacionais mais diversificadas. Entretanto, a 
incorporação dessas tecnologias também envolve limites e desafios, especialmente no que se 
refere à dependência tecnológica, à confiabilidade das informações, à autoria, à privacidade, à 
proteção de dados, à integridade acadêmica e às desigualdades de acesso. Este estudo 
caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa,de 
natureza bibliográfica e documental, desenvolvido com o propósito de analisar as possibilidades, 
os limites e os impactos da Inteligência Artificial no contexto educacional, com especial atenção 
às suas relações com a aprendizagem e a autonomia dos estudantes. A escolha da abordagem 
qualitativa justifica-se pela necessidade de interpretar diferentes concepções, argumentos e 
perspectivas presentes na produção científica sobre o tema, considerando suas dimensões 
pedagógicas, tecnológicas, sociais e éticas. 
A pesquisa bibliográfica possibilita reunir e analisar conhecimentos já produzidos sobre 
determinado objeto de estudo, permitindo estabelecer relações entre diferentes contribuições 
teóricas. Gil (2008) destaca a importância da organização sistemática das etapas da pesquisa para 
a construção de um percurso investigativo coerente. Nesse sentido, o estudo foi estruturado a 
partir da identificação, seleção, leitura, organização e análise de produções relacionadas à 
Inteligência Artificial, tecnologias educacionais, aprendizagem, autonomia discente, formação 
docente, avaliação e inclusão educacional. 
A pesquisa também possui caráter documental, considerando a consulta a documentos, 
publicações institucionais, materiais educacionais e outras fontes pertinentes à compreensão da 
inserção das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial na educação. A articulação entre 
pesquisa bibliográfica e documental permite ampliar a compreensão do objeto investigado, 
relacionando as discussões teóricas às transformações observadas no contexto educacional 
contemporâneo. 
 
4.1. Abordagem, natureza e tipo de pesquisa 
Quanto à abordagem, a pesquisa é qualitativa, pois busca compreender e interpretar o 
fenômeno investigado a partir dos significados, argumentos e perspectivas presentes nas fontes 
selecionadas. Não se pretende estabelecer mensurações estatísticas ou generalizações numéricas, 
mas analisar criticamente como a Inteligência Artificial vem sendo compreendida em relação aos 
processos de ensino e aprendizagem. 
Quanto à natureza, trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório e analítico. O caráter 
exploratório está relacionado à necessidade de ampliar a compreensão sobre um fenômeno 
relativamente recente e em constante transformação no campo educacional. O caráter analítico 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 78 
 
decorre da comparação e interpretação das diferentes contribuições encontradas nas fontes 
selecionadas. 
Quanto aos procedimentos, caracteriza-se como pesquisa bibliográfica e documental. A 
pesquisa bibliográfica foi desenvolvida mediante levantamento de artigos científicos, livros, 
capítulos de livros e outras produções acadêmicas relacionadas ao objeto de estudo. A pesquisa 
documental contemplou documentos e materiais pertinentes à utilização das tecnologias e da 
Inteligência Artificial na educação. 
 
4.2. Procedimentos técnicos e fontes de dados 
Os procedimentos técnicos envolveram levantamento, seleção, leitura e análise de 
fontes relacionadas ao tema da pesquisa. Foram priorizadas produções acadêmicas que 
apresentassem discussões sobre Inteligência Artificial na educação, tecnologias digitais, 
aprendizagem, autonomia dos estudantes, avaliação educacional, formação docente, inclusão e 
práticas pedagógicas. 
Entre as fontes utilizadas encontram-se estudos como o de de Abreu Pestana dos Santos 
(2023), que aborda as potencialidades e os desafios da Inteligência Artificial na educação; 
Bezerra et al. (2024), que discutem o uso de tecnologias e estratégias de gamificação no 
ambiente educacional; Teodoro et al. (2024), que analisam desafios relacionados à utilização das 
tecnologias de informação e comunicação pelos professores; Costa e Araújo (2025), que 
discutem impactos das tecnologias no ensino e na aprendizagem; Sousa et al. (2025), que 
abordam as potencialidades e limitações da Inteligência Artificial na avaliação educacional; e 
Vieira et al. (2025), que analisam impactos, limites e potencialidades da Inteligência Artificial na 
educação. 
Também foram consideradas contribuições publicadas em 2026 relacionadas à 
formação docente, educação inclusiva, currículo, práticas pedagógicas e humanização da 
Inteligência Artificial. Almeida (2026) contribui para a compreensão da relação entre prática 
pedagógica, formação docente e educação crítica e emancipadora. Azevedo (2026) aborda 
currículo, práticas pedagógicas e pensamento computacional, enquanto Oliveira (2026) discute 
interfaces entre inteligência artificial, educação inclusiva, subjetividades e construção do 
conhecimento. 
As fontes foram selecionadas em razão de sua pertinência temática e de sua 
contribuição para a compreensão das categorias centrais da investigação. A seleção procurou 
contemplar diferentes perspectivas, evitando restringir a análise à dimensão exclusivamente 
tecnológica da Inteligência Artificial. 
 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 79 
 
4.3. Universo, amostra e critérios de seleção 
Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica e documental, o universo da investigação é 
constituído pela produção acadêmica e documental relacionada à Inteligência Artificial e sua 
utilização no campo educacional. Não houve aplicação de questionários, realização de 
entrevistas ou participação direta de estudantes, professores ou outros sujeitos. 
Nesse tipo de investigação, a seleção das fontes funciona como procedimento de 
delimitação do material analisado. Foram priorizadas publicações que apresentassem relação 
direta ou complementar com as categorias centrais da pesquisa: Inteligência Artificial na 
educação, aprendizagem, autonomia dos estudantes, práticas pedagógicas, formação docente, 
avaliação, inclusão e desafios éticos. 
Como critérios de inclusão, foram consideradas publicações que apresentassem 
pertinência temática, identificação de autoria e informações bibliográficas suficientes para sua 
utilização acadêmica. Também foram priorizadas produções recentes, especialmente aquelas 
publicadas entre 2023 e 2026, sem excluir referências metodológicas ou conceituais anteriores 
consideradas relevantes para a construção do estudo. 
Como critérios de exclusão, foram desconsideradas produções sem relação suficiente 
com o objeto de estudo, materiais sem informações bibliográficas adequadas e conteúdos que 
não contribuíssem diretamente para a discussão proposta. Dessa maneira, buscou-se constituir 
um conjunto de fontes capaz de sustentar a análise das possibilidades, dos limites e dos impactos 
da IA na aprendizagem e na autonomia dos estudantes. 
 
4.4. Coleta, tratamento e análise dos dados 
A coleta das informações ocorreu mediante levantamento bibliográfico e documental 
das fontes selecionadas. Inicialmente, foram identificadas produções relacionadas às palavras-
chave e categorias centrais do estudo, tais como Inteligência Artificial na educação, 
aprendizagem, autonomia dos estudantes, tecnologias educacionais, formação docente, 
avaliação educacional e inclusão. 
Após o levantamento, realizou-se uma leitura inicial das fontes para verificar sua 
pertinência em relação ao problema e aos objetivos da pesquisa. Em seguida, foram selecionados 
os conteúdos diretamente relacionados ao objeto investigado, com atenção às concepções de 
Inteligência Artificial, às possibilidades pedagógicas, aos impactos na aprendizagem, às relações 
com a autonomia e aos desafios decorrentes de sua utilização. 
O tratamento das informações ocorreu mediante organização temática dos conteúdos 
encontrados. As contribuições dos diferentes autores foram agrupadas de acordo com as 
categoriasanalíticas estabelecidas no estudo, permitindo identificar aproximações, diferenças, 
possibilidades e limitações presentes na literatura. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 80 
 
A análise foi realizada de maneira interpretativa e crítica, buscando estabelecer relações 
entre as diferentes fontes. Foram consideradas especialmente as discussões relacionadas às 
possibilidades de personalização da aprendizagem, ampliação do acesso ao conhecimento, 
diversificação das estratégias pedagógicas, apoio ao trabalho docente, desenvolvimento da 
autonomia e promoção de práticas inclusivas. 
Também foram analisados os desafios associados ao uso da IA, incluindo dependência 
tecnológica, autoria, confiabilidade das informações, avaliação, privacidade, desigualdade de 
acesso e necessidade de formação docente. Sousa et al. (2025) constituem uma referência 
importante para a análise das potencialidades e limitações da IA na avaliação, enquanto Almeida 
et al. (2025) contribuem para a compreensão das possibilidades e desafios relacionados ao uso 
das tecnologias no processo de inclusão educacional. 
A análise procurou estabelecer uma relação entre os resultados encontrados na literatura 
e o problema de pesquisa, permitindo compreender em que condições a Inteligência Artificial 
pode contribuir para o desenvolvimento educacional e em quais situações seu uso pode 
comprometer a participação ativa, o pensamento crítico e a autonomia dos estudantes. 
 
4.5. Aspectos éticos e contribuições da pesquisa 
Por utilizar exclusivamente fontes bibliográficas e documentais disponíveis para 
consulta acadêmica, a pesquisa não envolveu intervenção direta com seres humanos, aplicação 
de instrumentos de coleta junto a participantes ou acesso a informações pessoais de indivíduos. 
Os procedimentos adotados concentraram-se na análise de produções científicas, livros, capítulos 
e documentos relacionados ao uso da Inteligência Artificial na educação, respeitando os 
princípios de reconhecimento da autoria, integridade acadêmica e utilização adequada das fontes. 
A pesquisa observou a necessidade de apresentar corretamente as contribuições dos 
autores consultados, evitando apropriação indevida de ideias e assegurando a identificação das 
fontes utilizadas na construção das discussões. A utilização responsável das informações 
constitui requisito essencial para a produção científica, fortalecendo a credibilidade do estudo e 
contribuindo para a construção de conhecimentos comprometidos com a ética, a responsabilidade 
e a transformação social. 
No campo educacional, a pesquisa apresenta relevância por reunir e analisar 
conhecimentos que favorecem uma compreensão mais consciente das possibilidades oferecidas 
pela Inteligência Artificial. A discussão desenvolvida contribui para que professores, estudantes, 
instituições de ensino e demais agentes educacionais reconheçam a IA como recurso capaz de 
ampliar estratégias pedagógicas, favorecer diferentes formas de acesso ao conhecimento, apoiar 
processos de aprendizagem e estimular práticas educativas mais dinâmicas, inclusivas e 
contextualizadas. Almeida et al. (2025) destacam a importância das tecnologias no processo de 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 81 
 
inclusão educacional, reforçando a necessidade de compreender os recursos tecnológicos a partir 
de suas possibilidades pedagógicas e sociais. 
A contribuição da pesquisa também alcança a sociedade, considerando que a 
Inteligência Artificial está transformando as formas de produzir, acessar, compartilhar e utilizar 
informações. Ao abordar aprendizagem, autonomia, pensamento crítico, inclusão e mediação 
docente, o estudo favorece uma reflexão sobre a formação de sujeitos preparados para utilizar as 
tecnologias de maneira consciente, ética e responsável. De Abreu Pestana dos Santos (2023) 
evidencia potencialidades importantes da Inteligência Artificial para a educação, contribuindo 
para a compreensão de seu papel no desenvolvimento de novas práticas e experiências de 
aprendizagem. 
A investigação contribui, ainda, para o fortalecimento da autonomia dos estudantes, 
compreendida como capacidade de pesquisar, analisar, questionar, selecionar informações, 
produzir conhecimentos e tomar decisões de maneira responsável. Nesse contexto, a Inteligência 
Artificial pode atuar como instrumento de apoio ao processo educativo, ampliando possibilidades 
de pesquisa, criação, resolução de problemas e construção do conhecimento, sem substituir a 
participação ativa do estudante ou a mediação pedagógica do professor. 
A utilização da Inteligência Artificial também pode favorecer práticas educacionais 
mais inclusivas, especialmente quando seus recursos são empregados para atender diferentes 
formas e ritmos de aprendizagem. Almeida et al. (2025) relacionam o uso das tecnologias às 
possibilidades de inclusão educacional, enquanto Góes et al. (2025) evidenciam a importância 
das práticas pedagógicas mediadas por tecnologia e acessibilidade para promover experiências 
educativas mais participativas. 
A pesquisa possui, portanto, contribuição acadêmica, educacional e social ao ampliar a 
compreensão sobre a presença da Inteligência Artificial no cenário contemporâneo. O estudo 
favorece o debate sobre uma utilização tecnológica orientada por princípios pedagógicos, éticos 
e humanos, valorizando a aprendizagem significativa, a autonomia, a criatividade, o pensamento 
crítico e a participação dos estudantes. 
A metodologia adotada encontra-se diretamente articulada ao problema e aos objetivos 
da pesquisa. Ao analisar criticamente a produção existente, o estudo compreende a Inteligência 
Artificial não apenas como recurso tecnológico, mas como elemento capaz de participar das 
transformações das práticas pedagógicas, das formas de aprendizagem, da atuação docente e da 
construção da autonomia dos estudantes. A pesquisa busca contribuir para uma educação 
preparada para as transformações contemporâneas, na qual a inovação tecnológica esteja 
associada à valorização do conhecimento, da inclusão, da ética, da responsabilidade e do 
desenvolvimento humano. 
 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 82 
 
5. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 
A análise das fontes bibliográficas e documentais selecionadas permitiu identificar que 
a Inteligência Artificial vem assumindo papel crescente no cenário educacional, produzindo 
possibilidades relacionadas à aprendizagem, à personalização das experiências educativas, à 
inclusão, à criatividade, à avaliação e à ampliação do acesso ao conhecimento. Os resultados 
também evidenciam que a presença da IA não deve ser compreendida apenas pela perspectiva 
tecnológica, pois sua utilização interfere nas práticas pedagógicas, na formação docente, na 
participação dos estudantes e nas formas de construção do conhecimento. 
A literatura analisada demonstra que os recursos tecnológicos podem ampliar 
experiências educativas quando articulados a objetivos pedagógicos definidos. Costa e Araújo 
(2025) destacam que as tecnologias modificam as relações estabelecidas no processo de ensino e 
aprendizagem, enquanto Teodoro et al. (2024) chamam atenção para a necessidade de 
preparação dos professores para utilizar os recursos tecnológicos de maneira adequada em sala 
de aula. Nesse contexto, os resultados da pesquisa apontam para uma relação direta entre 
inovação tecnológica, intencionalidade pedagógica e qualidadedas experiências de 
aprendizagem. 
 
5.1. Análise e interpretação dos resultados à luz do referencial teórico 
A análise das produções selecionadas revela que a Inteligência Artificial apresenta 
potencial para ampliar as possibilidades de ensino e aprendizagem, especialmente quando 
utilizada como recurso de apoio à ação pedagógica. De Abreu Pestana dos Santos (2023) 
identifica potencialidades da IA no campo educacional, permitindo compreender que suas 
aplicações podem contribuir para novas formas de interação com conteúdos, informações e 
atividades de aprendizagem. Vieira et al. (2025) também evidenciam que os impactos da 
Inteligência Artificial na educação precisam ser analisados considerando simultaneamente suas 
potencialidades e seus limites. 
Os resultados demonstram que a tecnologia, por si só, não garante melhoria na 
aprendizagem. A efetividade de sua utilização depende da maneira como os recursos são 
incorporados às práticas educativas. Almeida (2026), ao discutir a prática pedagógica e a 
formação docente, contribui para essa compreensão ao valorizar uma educação crítica e 
emancipadora. A utilização da IA, portanto, apresenta melhores possibilidades quando integrada 
a propostas que estimulem reflexão, participação, criatividade e construção ativa do 
conhecimento. 
Essa perspectiva também pode ser relacionada às experiências de aprendizagem 
mediadas por diferentes recursos tecnológicos. Bezerra et al. (2024) evidenciam que a 
gamificação e os estudos mediados por tecnologia podem favorecer o engajamento e a motivação 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 83 
 
dos estudantes. Embora a gamificação não seja equivalente à Inteligência Artificial, seus 
resultados contribuem para compreender que recursos digitais podem ampliar o interesse e a 
participação dos estudantes quando empregados com finalidade pedagógica. 
A análise permite identificar, ainda, que as tecnologias podem contribuir para 
diversificar as experiências educativas. Silva et al. (2026), ao abordarem as brincadeiras digitais 
e as tecnologias criativas, demonstram a aproximação entre ludicidade, criatividade e recursos 
contemporâneos. Esse resultado amplia a compreensão sobre as possibilidades da IA, indicando 
que sua utilização pode integrar diferentes linguagens, estratégias e formas de expressão no 
processo educativo. 
O currículo também aparece como elemento fundamental para que as tecnologias sejam 
utilizadas de maneira significativa. Azevedo (2026), ao discutir a integração do pensamento 
computacional na educação básica, evidencia a necessidade de articulação entre currículo, 
práticas pedagógicas e competências relacionadas ao universo digital. Os resultados da presente 
pesquisa reforçam essa compreensão, indicando que a IA deve estar vinculada às finalidades 
educativas e não ser incorporada apenas pela novidade tecnológica. 
 
5.2. Possibilidades da Inteligência Artificial para a aprendizagem e o desenvolvimento dos 
estudantes 
Entre os principais resultados identificados encontra-se o potencial da Inteligência 
Artificial para ampliar estratégias de aprendizagem e diversificar as formas de acesso aos 
conteúdos. A utilização de ferramentas inteligentes pode auxiliar na pesquisa, organização de 
informações, produção textual, resolução de problemas, elaboração de atividades e exploração de 
diferentes possibilidades de aprendizagem. De Abreu Pestana dos Santos (2023) demonstra que a 
IA possui potencialidades educacionais relevantes, especialmente quando sua utilização é 
acompanhada por objetivos pedagógicos claros. 
A aprendizagem mediada por tecnologia pode também favorecer maior envolvimento 
dos estudantes. Bezerra et al. (2024) relacionam recursos tecnológicos ao engajamento e à 
motivação, enquanto Góes et al. (2025) apresentam a aprendizagem baseada em projetos como 
possibilidade de articulação entre metodologias ativas, inclusão, tecnologia e acessibilidade. 
Esses resultados indicam que a IA pode assumir função complementar em propostas que 
colocam o estudante em posição mais participativa diante do conhecimento. 
A dimensão criativa constitui outra possibilidade identificada. Silva et al. (2026) 
demonstram que as tecnologias criativas podem aproximar práticas educativas do universo 
contemporâneo dos estudantes. Quando empregada de maneira orientada, a Inteligência Artificial 
pode apoiar processos de criação, elaboração de hipóteses, produção de diferentes materiais e 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 84 
 
exploração de soluções para problemas, favorecendo experiências que ultrapassam a simples 
reprodução de informações. 
A relação entre tecnologia e aprendizagem também pode ser observada em áreas 
específicas do currículo. Sousa (2026), ao discutir métodos de ensino de Matemática no Ensino 
Médio em Tempo Integral, contribui para evidenciar a importância da diversificação 
metodológica no desenvolvimento da aprendizagem. A IA pode integrar esse movimento ao 
oferecer possibilidades de simulação, resolução de problemas, produção de exemplos e apoio à 
compreensão de conceitos, desde que sua utilização permaneça subordinada às finalidades 
educacionais. 
Na área da linguagem, Vieira (2026) discute estratégias de letramento literário 
relacionadas ao eixo da leitura e à BNCC. Essa contribuição permite compreender que as 
tecnologias digitais podem ampliar as formas de interação dos estudantes com textos e 
conhecimentos. A IA pode apoiar atividades de leitura, interpretação, produção e revisão textual, 
mas precisa ser utilizada para estimular a compreensão e a autoria do estudante, e não para 
substituir sua experiência intelectual. 
A análise também evidencia que a aprendizagem pode ser relacionada à valorização de 
diferentes saberes culturais. Silva e Bacury (2026), ao tratarem da etnomatemática indígena e dos 
saberes tradicionais, demonstram a importância de reconhecer conhecimentos produzidos em 
diferentes contextos socioculturais. A utilização da Inteligência Artificial na educação precisa 
considerar essa diversidade, evitando a reprodução de perspectivas únicas e favorecendo o 
contato dos estudantes com múltiplas formas de produção do conhecimento. 
 
5.3. Inteligência Artificial, autonomia, pensamento crítico e participação estudantil 
Os resultados indicam que a autonomia dos estudantes constitui uma das dimensões 
mais relevantes para a análise da Inteligência Artificial na educação. A tecnologia pode facilitar 
o acesso às informações e apoiar diferentes etapas da aprendizagem, mas a autonomia depende 
da capacidade do estudante de questionar, selecionar, comparar, interpretar e utilizar criticamente 
aquilo que encontra. Almeida (2026) contribui para essa perspectiva ao defender práticas 
pedagógicas orientadas para uma educação crítica e emancipadora. 
A Inteligência Artificial pode favorecer a autonomia quando utilizada como instrumento 
de investigação e apoio à construção do conhecimento. Nesse cenário, o estudante deixa de 
ocupar posição exclusivamente receptiva e passa a participar de processos de pesquisa, 
formulação de perguntas, comparação de respostas, revisão de informações e elaboração de 
produções próprias. Vieira et al. (2025) contribuem para essa discussão ao evidenciarem que os 
impactos da IA na educação precisam ser compreendidos de maneira ampla, considerando as 
transformações provocadas nas relações entre tecnologia, ensino e aprendizagem. 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 85 
 
A autonomia também se relaciona à capacidade de utilizar criticamenteos recursos 
tecnológicos. O acesso rápido a respostas não significa, necessariamente, aprendizagem ou 
desenvolvimento intelectual. Os resultados demonstram que a utilização da IA deve estimular o 
estudante a verificar informações, reconhecer diferentes perspectivas, identificar possíveis erros 
e construir posicionamentos próprios. 
A avaliação assume importância significativa. Sousa et al. (2025) analisam as 
potencialidades e limitações da Inteligência Artificial na avaliação educacional, contribuindo 
para a compreensão de que os recursos automatizados podem apoiar determinadas práticas 
avaliativas, mas não substituem o olhar pedagógico sobre o processo de aprendizagem. A 
avaliação precisa considerar conhecimentos, habilidades, desenvolvimento individual, 
participação e capacidade de reflexão do estudante. 
A participação estudantil também pode ser fortalecida por estratégias que aproximem 
tecnologia, criatividade e ludicidade. Silva et al. (2026) demonstram que as brincadeiras digitais 
e as tecnologias criativas podem favorecer novas experiências educativas, enquanto Bezerra et 
al. (2024) relacionam práticas mediadas por tecnologia ao engajamento e à motivação. Os 
resultados permitem estabelecer uma relação entre esses elementos e o uso da IA, especialmente 
em atividades que valorizem investigação, criação e participação ativa. 
A formação da autonomia não pode ignorar as dimensões culturais e sociais da 
educação. Freitas (2026), ao discutir o letramento cultural na formação docente e a construção de 
práticas pedagógicas antirracistas, reforça a necessidade de uma educação atenta à diversidade. O 
desenvolvimento do pensamento crítico diante da IA também envolve a capacidade de 
reconhecer diferentes culturas, histórias, saberes e perspectivas sociais. 
 
5.4. Inclusão educacional, personalização da aprendizagem e práticas pedagógicas 
mediadas por tecnologia 
Os resultados da pesquisa evidenciam que a Inteligência Artificial apresenta 
possibilidades relevantes para a educação inclusiva. Almeida et al. (2025) discutem os desafios e 
possibilidades do uso das tecnologias no processo de inclusão educacional, demonstrando que os 
recursos tecnológicos podem contribuir para ampliar formas de participação e acesso ao 
conhecimento. Essa perspectiva é especialmente importante diante da diversidade existente nos 
espaços escolares. 
A inclusão, entretanto, não deve ser compreendida apenas como disponibilização de 
uma ferramenta tecnológica. É necessário considerar as necessidades educacionais, as 
características dos estudantes, as condições de acessibilidade e os objetivos de aprendizagem. 
Góes et al. (2025) demonstram que práticas inclusivas mediadas por tecnologia podem ser 
fortalecidas quando associadas a metodologias ativas e estratégias de acessibilidade. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 86 
 
A análise também permite compreender que a personalização proporcionada por 
recursos tecnológicos pode favorecer diferentes percursos de aprendizagem. A IA pode auxiliar 
na apresentação de explicações alternativas, elaboração de atividades diferenciadas e 
organização de materiais adequados a determinados objetivos pedagógicos. Essa possibilidade 
dialoga com a discussão apresentada por Azevedo (2026) sobre currículo, práticas pedagógicas e 
pensamento computacional, reforçando que a integração tecnológica precisa ocorrer de maneira 
planejada. 
As diferentes formas de aprendizagem também podem ser contempladas por estratégias 
lúdicas e criativas. Cabral (2026), ao apresentar a técnica de Total Physical Response como 
possibilidade para o ensino da língua inglesa com crianças, evidencia a importância de 
metodologias que considerem diferentes formas de interação com o conteúdo. Embora a técnica 
não esteja diretamente relacionada à IA, sua contribuição demonstra que a inovação pedagógica 
envolve diversificação metodológica e atenção às características dos estudantes. 
A inclusão educacional também exige respeito à dignidade, à diversidade e às condições 
específicas dos sujeitos. Ischkanian e Ischkanian (2026), ao discutirem os direitos das pessoas 
com deficiência no contexto da legislação PCD, contribuem para uma compreensão ampliada da 
inclusão como direito e como compromisso social. A Inteligência Artificial, nesse contexto, pode 
constituir recurso de acessibilidade e apoio pedagógico, desde que utilizada em consonância com 
os direitos dos estudantes e com práticas educativas humanizadas. 
Oliveira (2026) amplia essa discussão ao abordar a relação entre Inteligência Artificial 
humanizada, educação inclusiva, subjetividades e construção do conhecimento. Os resultados 
analisados indicam que a tecnologia educacional precisa preservar a centralidade humana do 
processo educativo. A Inteligencia Artificial deve servir ao desenvolvimento dos estudantes, 
contribuindo para ampliar possibilidades de aprendizagem sem reduzir a educação a 
procedimentos automatizados. 
A valorização da diversidade cultural também integra uma perspectiva inclusiva. 
Oliveira (2026), ao discutir as interfaces entre tecnologia, subjetividades e construção do 
conhecimento, permite compreender que a incorporação da IA precisa considerar os diferentes 
sujeitos presentes no espaço educacional. Oliveira (2026), em sua análise sobre políticas 
editoriais e censura cultural, também evidencia a importância de preservar línguas, saberes e 
histórias que podem ser invisibilizados por determinadas formas de produção e circulação de 
informação. A utilização da IA deve, portanto, favorecer a diversidade e não reproduzir 
processos de silenciamento cultural. 
 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 87 
 
5.5. Mediação docente, formação profissional e uso ético da Inteligência Artificial na 
educação 
Os resultados demonstram que o professor permanece como elemento fundamental no 
processo educativo mesmo diante da expansão da Inteligência Artificial. A tecnologia pode 
apoiar atividades, produzir materiais, organizar informações e oferecer diferentes possibilidades 
de interação com os conteúdos, mas a definição dos objetivos educacionais, a contextualização 
das atividades, o acompanhamento da aprendizagem e a mediação das relações pedagógicas 
continuam dependendo da ação profissional docente. 
Teodoro et al. (2024) evidenciam os desafios enfrentados pelos professores na 
utilização das tecnologias de informação e comunicação, indicando a importância da formação 
para o uso adequado dos recursos digitais. Almeida (2026) reforça essa necessidade ao relacionar 
formação docente, prática pedagógica e construção de uma educação crítica e emancipadora. Os 
resultados desta pesquisa convergem para a compreensão de que a formação continuada constitui 
condição importante para que os professores utilizem a IA com segurança, criticidade e 
intencionalidade pedagógica. 
A formação profissional também envolve desenvolvimento de competências. Ischkanian 
(2026), ao abordar capacitação, avaliação de desempenho e planejamento de lideranças, contribui 
para compreender a importância de processos formativos organizados para o desenvolvimento de 
competências. Embora seu enfoque esteja relacionado à formação de adultos e ao 
desenvolvimento profissional, seus pressupostos podem dialogar com a necessidade de preparar 
educadores para lidar com novas tecnologias e com as transformações provocadas pela 
Inteligência Artificial. 
A dimensão ética constitui outro resultado importante. A utilização de ferramentas de 
IA exige atenção à autoria, à qualidade das informações, à privacidade, à responsabilidade pelo 
conteúdo produzidoe à formação do estudante para o uso consciente das tecnologias. Sousa et 
al. (2025), ao analisarem a IA na avaliação educacional, reforçam a necessidade de reconhecer as 
potencialidades e os limites desses recursos antes de incorporá-los a processos que envolvem 
decisões pedagógicas. 
A formação docente precisa contemplar também a dimensão cultural da utilização 
tecnológica. Freitas (2026) demonstra a importância do letramento cultural para a consolidação 
de práticas pedagógicas antirracistas. No contexto da Inteligência Artificial, essa perspectiva 
contribui para que os professores estejam atentos às diferentes representações culturais presentes 
nos conteúdos produzidos pelas tecnologias e desenvolvam estratégias para estimular uma leitura 
crítica dessas informações. 
A relação entre tecnologia e currículo igualmente depende da atuação docente. Azevedo 
(2026) destaca a integração do pensamento computacional às práticas curriculares, enquanto 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 88 
 
Vieira (2026) evidencia a importância de estratégias de letramento literário no desenvolvimento 
da leitura. Esses estudos demonstram que diferentes recursos tecnológicos podem ser 
incorporados ao currículo quando existe planejamento pedagógico e clareza quanto às 
aprendizagens pretendidas. 
Os resultados também evidenciam que a tecnologia pode ampliar experiências de 
aprendizagem sem eliminar metodologias já consolidadas. Cabral (2026), Sousa (2026), Bezerra 
et al. (2024) e Silva et al. (2026) apresentam diferentes possibilidades metodológicas 
relacionadas ao ensino de línguas, Matemática, gamificação, ludicidade e tecnologias criativas. 
A análise conjunta dessas contribuições permite compreender que a Inteligência Artificial pode 
integrar um conjunto mais amplo de estratégias pedagógicas, funcionando como recurso 
complementar à ação docente. 
A perspectiva inclusiva reforça essa necessidade de mediação humana. Almeida et al. 
(2025) e Góes et al. (2025) demonstram que a tecnologia pode contribuir para práticas 
educacionais mais acessíveis e participativas, enquanto Ischkanian e Ischkanian (2026) reforçam 
a importância da garantia de direitos e dignidade das pessoas com deficiência. A utilização da IA 
precisa, portanto, estar comprometida com uma educação que reconheça as diferenças e promova 
oportunidades de participação. 
A análise das referências permite identificar, finalmente, que a Inteligência Artificial 
não deve ser compreendida como substituta do professor, do estudante ou das relações humanas 
que constituem a educação. Seu potencial está relacionado à capacidade de ampliar recursos, 
apoiar práticas pedagógicas, favorecer novas experiências de aprendizagem e contribuir para a 
construção de ambientes educacionais mais acessíveis e criativos. Oliveira (2026) sintetiza essa 
perspectiva ao aproximar Inteligência Artificial humanizada, educação inclusiva e construção do 
conhecimento. 
Oliveira (2026) destaca que a inserção da Inteligência Artificial no campo educacional 
pode ampliar as possibilidades de aprendizagem quando acompanhada de planejamento e 
orientação pedagógica. Essa perspectiva permite compreender a gamificação não apenas como 
utilização de jogos ou recompensas, mas como uma estratégia capaz de organizar desafios, 
estimular a participação e favorecer a construção progressiva do conhecimento. A articulação 
entre IA e elementos gamificados pode contribuir para experiências mais diversificadas, nas 
quais os estudantes sejam incentivados a pesquisar, experimentar, resolver problemas e 
acompanhar seu próprio percurso de aprendizagem. Para esta pesquisa, essa contribuição é 
relevante porque evidencia que a inovação tecnológica adquire significado pedagógico quando 
está vinculada a objetivos educacionais claros e às necessidades concretas dos estudantes. 
Ischkanian (2026) amplia essa compreensão ao defender que a Inteligência Artificial 
pode atuar como aliada da educação quando articulada à mediação pedagógica, à inclusão, à 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 89 
 
criatividade, ao pensamento crítico e à autonomia dos estudantes. Sob essa perspectiva, 
estratégias gamificadas apoiadas por IA podem criar situações de aprendizagem mais 
participativas, sem retirar do estudante a oportunidade de pensar, questionar, criar e construir 
seus próprios conhecimentos. A contribuição da autora é especialmente significativa para esta 
pesquisa porque reforça a necessidade de preservar a dimensão humana da educação, utilizando a 
tecnologia para ampliar oportunidades e superar barreiras, e não para substituir as relações 
pedagógicas. Assim, a integração entre IA e gamificação pode favorecer uma aprendizagem mais 
significativa, inclusiva e interativa, desde que permaneça orientada pela intencionalidade docente 
e pelo protagonismo do estudante. 
 
CONCLUSÃO 
A pesquisa Inteligência Artificial na educação: possibilidades, limites e impactos na 
aprendizagem e autonomia dos estudantes evidencia que a incorporação das tecnologias de 
Inteligência Artificial ao contexto educacional representa uma oportunidade significativa para 
ampliar e diversificar as experiências de aprendizagem. Os resultados da análise demonstram que 
a IA pode contribuir para o acesso ao conhecimento, a pesquisa, a criatividade, a resolução de 
problemas, a personalização das atividades e a participação mais ativa dos estudantes. Quando 
integrada ao currículo de maneira planejada e vinculada a objetivos pedagógicos, a tecnologia 
pode favorecer práticas educativas mais dinâmicas, inclusivas e conectadas às demandas da 
sociedade contemporânea. 
A pesquisa também evidencia que a contribuição da IA para a autonomia dos estudantes 
está relacionada à forma como seus recursos são utilizados. A autonomia não significa deixar o 
estudante sozinho diante da tecnologia, mas possibilitar que ele desenvolva condições para 
pesquisar, comparar informações, formular perguntas, avaliar respostas, produzir conhecimentos 
e tomar decisões de maneira consciente. Nesse processo, a mediação docente permanece 
indispensável, pois é o professor quem atribui intencionalidade pedagógica às ferramentas, 
contextualiza os conhecimentos, estimula o pensamento crítico e acompanha o desenvolvimento 
dos estudantes. A IA, portanto, pode atuar como recurso de apoio, ampliando possibilidades sem 
substituir a ação educativa humana. 
Os limites identificados não diminuem o potencial transformador da Inteligência 
Artificial. Questões relacionadas à confiabilidade das informações, à privacidade e proteção de 
dados, à autoria, à integridade acadêmica, à dependência tecnológica e às desigualdades de 
acesso demonstram a necessidade de formação continuada de professores e estudantes para o uso 
ético, crítico e responsável desses recursos. A presença dessas questões reforça que a inovação 
educacional não deve ser avaliada apenas pela quantidade de tecnologias utilizadas, mas pela 
qualidade das experiências de aprendizagem que elas possibilitam. Nesse sentido, o uso 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 90 
 
consciente da IA pode contribuir para uma cultura educacional pautada pela reflexão, pela 
responsabilidade, pela inclusão e pela participação. 
Conclui-se, portanto, que a Inteligência Artificial apresenta potencial positivo para 
fortalecer a aprendizagem e a autonomia dos estudantes, especialmente quando articulada à 
mediaçãodocente, à intencionalidade pedagógica, à criatividade, à inclusão e ao pensamento 
crítico. A tecnologia pode ampliar caminhos para ensinar e aprender, oferecer novos recursos 
para a investigação e favorecer experiências educacionais mais flexíveis e significativas. Seu 
maior potencial não está em substituir práticas ou relações humanas, mas em ampliar as 
possibilidades de atuação de professores e estudantes, criando condições para uma educação 
mais participativa, inovadora e humanizada. 
Diante dessas evidências, a pesquisa aponta para a necessidade de compreender a 
Inteligência Artificial como parte de um processo contínuo de transformação educacional. O 
desafio futuro consiste em aprofundar práticas pedagógicas que integrem inovação tecnológica e 
formação humana, garantindo que os estudantes sejam preparados não apenas para utilizar 
ferramentas de IA, mas para compreender seus impactos, questionar seus resultados, produzir 
conhecimentos e participar de forma responsável da sociedade. Novos estudos poderão ampliar 
essa discussão por meio de investigações empíricas em diferentes níveis e contextos 
educacionais, contribuindo para o desenvolvimento de práticas que utilizem a Inteligência 
Artificial de maneira cada vez mais ética, inclusiva, crítica, criativa e humanizada. 
 
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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https://doi.org/10.51891/rease.v10i7.15012
https://doi.org/10.51891/rease
https://doi.org/10.36704/sciaseducomtec
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 93 
 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: 
POSSIBILIDADES, LIMITES E IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E 
AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
 
Ivoney da Silva Oliveira 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Silvana Nascimento de Carvalho 
António Manuel Domingos Caba 
Gabriel Nascimento de Carvalho 
Sygride Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
 
A construção da pesquisa Inteligência Artificial na educação: possibilidades, limites e 
impactos na aprendizagem e autonomia dos estudantes representa um esforço coletivo de 
reflexão, investigação e compromisso com os desafios educacionais do presente e do futuro. Aos 
autores Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, Gabriel Nascimento de 
Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian, expressamos nosso 
profundo agradecimento pela dedicação, pela contribuição intelectual e pela disposição em 
participar de uma discussão de extraordinária relevância para a educação e para a sociedade 
global. 
A contribuição coletiva dos autores ultrapassa a análise da Inteligência Artificial 
enquanto recurso tecnológico. A pesquisa evidencia a necessidade de compreender a IA como 
parte de uma transformação educacional que envolve aprendizagem, autonomia, inclusão, 
criatividade, pensamento crítico, ética, autoria, responsabilidade e relações humanas. Ao 
reunirem diferentes perspectivas em torno de uma mesma temática, os autores fortalecem uma 
reflexão necessária sobre as mudanças de postura que precisam acompanhar a expansão das 
tecnologias inteligentes. A obra demonstra que a inovação educacional não consiste 
simplesmente em utilizar novas ferramentas, mas em repensar práticas, ampliar possibilidades e 
preparar professores e estudantes para participar de maneira consciente das transformações 
sociais e tecnológicas. 
A relevância desta pesquisa também se manifesta em sua dimensão social. A Inteligência 
Artificial já influencia diferentes campos da vida contemporânea, modificando formas de 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 95 
 
comunicação, produção, trabalho, acesso à informação e construção do conhecimento. Nesse 
cenário, discutir seus impactos na educação significa contribuir para que crianças, jovens e 
adultos desenvolvam condições de utilizar essas tecnologias sem abrir mão da capacidade de 
pensar, questionar, criar, decidir e produzir conhecimento. O trabalho dos autores, portanto, 
contribui para uma perspectiva de educação capaz de acompanhar as transformações do mundo 
sem abandonar os princípios de humanização, inclusão, responsabilidade e valorização da 
pessoa. 
Ivoney da Silva Oliveira, nosso reconhecimento e agradecimento pela contribuição para a 
compreensão da Inteligência Artificial como possibilidade de transformação das práticas 
educacionais. Sua participação fortalece a perspectiva de que a tecnologia pode ampliar 
caminhos para a aprendizagem, apoiar a pesquisa, favorecer novas estratégias pedagógicas e 
aproximar a educação das demandas de uma sociedade em constante transformação. Sua 
contribuição é significativa para a construção de uma visão de inovação que esteja associada à 
responsabilidade e à formação integral dos estudantes. 
Simone Helen Drumond Ischkanian, expressamos nosso especial agradecimento pela 
contribuição voltada à dimensão humana, inclusiva, criativa e pedagógica da Inteligência 
Artificial. Sua participação reforça a importância de compreender a tecnologia como recurso 
capaz de ampliar oportunidades, superar barreiras e favorecer o protagonismo dos estudantes, 
sem substituir a sensibilidade, a intencionalidade e a mediação do professor. Sua contribuição 
fortalece a defesa de uma educação na qual inovação e humanização caminhem juntas. 
Gladys Nogueira Cabral, recebemos com reconhecimento sua contribuição para a 
reflexão sobre inovação, responsabilidade e transformação das práticas pedagógicas. Sua 
participação evidencia que a presença da Inteligência Artificial na educação precisa ultrapassar o 
domínio técnico das ferramentas, envolvendo ética, análise crítica, participação e compreensão 
dos impactos sociais decorrentes de sua utilização. Seu olhar contribui para que a pesquisa 
valorize uma inovação comprometida com a construção do conhecimento e com as necessidades 
da sociedade. 
Silvana Nascimento de Carvalho, expressamos nosso agradecimento pela importante 
contribuição relacionada à presença da Inteligência Artificial no cotidiano educacional e às 
possibilidades de diversificação das estratégias de ensino. Sua participação destaca a necessidade 
de considerar as características dos estudantes, os objetivos educacionais e os princípios éticos 
que orientam a formação humana. Sua contribuição reafirma que a tecnologia deve atuar como 
recurso de apoio à educação, preservando as relações humanas que constituem o processo de 
ensinar e aprender. 
António Manuel Domingos Caba, nosso sincero agradecimento por sua contribuição para 
a compreensão da necessidade de formar sujeitos capazes de utilizar a Inteligência Artificial de 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 96 
 
maneira crítica e responsável. Sua reflexãoamplia a discussão ao destacar a importância de 
questionar resultados, reconhecer limites, avaliar informações e tomar decisões conscientes. Sua 
participação fortalece uma das dimensões essenciais desta pesquisa: a preparação de estudantes e 
professores para uma sociedade na qual aprender continuamente e participar criticamente serão 
competências cada vez mais necessárias. 
Gabriel Nascimento de Carvalho, agradecemos sua contribuição para a análise das 
transformações provocadas pelas tecnologias digitais nas experiências de aprendizagem. Sua 
participação valoriza a criatividade, a participação e a construção do conhecimento, chamando 
atenção para a necessidade de evitar uma utilização passiva ou dependente dos recursos 
tecnológicos. Sua contribuição reforça a compreensão de que o acesso à tecnologia somente 
alcança verdadeiro significado educacional quando se transforma em oportunidade de 
investigação, reflexão e produção de conhecimentos. 
Sygride Nascimento de Carvalho, expressamos nosso reconhecimento pela contribuição 
relacionada à autonomia e à participação ativa dos estudantes. Sua perspectiva evidencia que a 
Inteligência Artificial pode apoiar processos de aprendizagem mais dinâmicos e diversificados, 
desde que seja utilizada como instrumento para pesquisar, comparar, questionar, produzir e 
refletir. Sua participação fortalece a compreensão de que a inovação tecnológica deve estimular a 
autonomia intelectual, e não criar dependência dos recursos automatizados. 
Sandro Garabed Ischkanian, nosso agradecimento pela contribuição para uma 
compreensão ampla da Inteligência Artificial como fenômeno social, cultural e educacional. Sua 
participação evidencia que os benefícios da tecnologia dependem da maneira como ela é 
incorporada às práticas educativas e que nenhuma ferramenta tecnológica substitui a capacidade 
humana de interpretar contextos, estabelecer relações, formular valores e atribuir significado ao 
conhecimento. Sua contribuição amplia a pesquisa ao situar a IA dentro de um processo maior de 
transformação da sociedade. 
A cada autor, individualmente, expressamos nossa gratidão pela dedicação, pelas ideias 
compartilhadas e pelo compromisso com a construção do conhecimento. Coletivamente, 
agradecemos por transformarem diferentes perspectivas em uma produção que busca contribuir 
para os debates contemporâneos sobre educação, tecnologia e formação humana. A força desta 
pesquisa encontra-se justamente na possibilidade de reunir diferentes olhares em torno de uma 
questão que não pertence apenas ao presente, mas que terá profundas implicações para as 
próximas gerações. 
Que esta obra alcance professores, estudantes, pesquisadores, gestores educacionais, 
famílias e demais sujeitos envolvidos com a educação, estimulando novas reflexões e mudanças 
de postura diante da Inteligência Artificial. Que suas contribuições possam inspirar práticas 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 97 
 
pedagógicas mais conscientes, inclusivas, criativas e humanizadas e incentivar novas pesquisas 
capazes de aprofundar os caminhos para uma utilização responsável das tecnologias inteligentes. 
Nosso agradecimento coletivo e individual aos autores representa, portanto, o 
reconhecimento de uma contribuição que ultrapassa os limites desta publicação. Pesquisar a 
Inteligência Artificial na educação é participar de uma discussão que envolve o futuro da 
aprendizagem, da autonomia, do trabalho, da cidadania e da própria sociedade. Ao contribuir 
para essa reflexão, os autores ajudam a construir possibilidades para que a inovação tecnológica 
seja acompanhada por consciência, ética, pensamento crítico, inclusão, criatividade e 
valorização da dimensão humana, reafirmando que o futuro da educação não depende apenas de 
tecnologias mais avançadas, mas de pessoas preparadas para utilizá-las com responsabilidade e 
propósito. 
Essa contribuição torna-se ainda mais significativa diante da velocidade com que a 
Inteligência Artificial vem modificando as formas de aprender, ensinar, produzir e compartilhar 
conhecimentos. A pesquisa possibilita compreender que as transformações tecnológicas precisam 
ser acompanhadas por mudanças de postura, formação continuada e compromisso com uma 
educação capaz de preparar sujeitos para lidar criticamente com novos cenários. Nesse sentido, o 
trabalho dos autores não apenas registra um momento de transformação educacional, mas 
também incentiva professores, estudantes e pesquisadores a assumirem uma participação ativa na 
construção de práticas mais conscientes, inclusivas e inovadoras. 
Reconhecemos, ainda, que uma pesquisa dessa natureza possui potencial para alcançar 
diferentes contextos educacionais e sociais, contribuindo para ampliar o diálogo sobre os 
benefícios, os limites e as responsabilidades relacionadas ao uso da Inteligência Artificial. Ao 
colocar a aprendizagem e a autonomia dos estudantes no centro dessa discussão, os autores 
fortalecem uma perspectiva de futuro na qual a tecnologia esteja a serviço das pessoas e das 
possibilidades de desenvolvimento humano. Trata-se de uma contribuição que estimula novas 
investigações, novas práticas pedagógicas e novas formas de compreender a relação entre 
conhecimento, tecnologia e sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 98 
 
POSFÁCIO 
 
A presente obra chega ao leitor em um momento histórico no qual a Inteligência 
Artificial deixou de representar apenas uma possibilidade tecnológica e passou a integrar, de 
maneira crescente, diferentes dimensões da vida social, profissional e educacional. Nesse 
cenário, Inteligência Artificial na educação: possibilidades, limites e impactos na aprendizagem 
e autonomia dos estudantes apresenta uma contribuição relevante ao reunir reflexões sobre as 
possibilidades, os limites e os impactos dessa tecnologia nos processos de aprendizagem e no 
desenvolvimento da autonomia dos estudantes. A temática ultrapassa o entusiasmo tecnológico e 
também se distancia de perspectivas excessivamente restritivas, propondo uma compreensão da 
IA fundamentada na responsabilidade, na criticidade, no planejamento pedagógico e no 
compromisso com a formação humana. 
Na condição de autores deste posfácio, Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen 
Drumond Ischkanian e Sandro Garabed Ischkanian apresentam uma leitura reflexiva sobre as 
contribuições discutidas ao longo da obra, valorizando as possibilidades oferecidas pela 
Inteligência Artificial sem desconsiderar os desafios que acompanham sua presença na educação. 
Essa perspectiva é particularmente importante porque a expansão da IA nos espaços 
educacionais exige novas formas de pensar o ensino, a aprendizagem, a autoria, a pesquisa, a 
avaliação e a autonomia dos estudantes. A tecnologia pode ampliar recursos e experiências, mas 
seu significado educacional depende das finalidades que orientam sua utilização e das relações 
pedagógicas estabelecidas ao longo desse processo. 
Um dos aspectos que merece destaque na obra é a compreensão de que a Inteligência 
Artificial pode favorecer novas possibilidades de aprendizagem quando associada à 
intencionalidade pedagógica. Recursos tecnológicos podem apoiar pesquisas, organizar 
informações, estimular a criatividade, favorecer diferentes linguagens e contribuir para 
experiências educacionais mais flexíveis. Contudo, a utilização da IA não deve conduzir à 
substituição da reflexão e do esforço intelectual. Aprender envolve questionar, interpretar, 
comparar, produzir, argumentar, experimentar e atribuir significado ao conhecimento. A 
tecnologia pode apoiar essasações, mas é a participação ativa do estudante que confere sentido 
ao processo formativo. 
A autonomia dos estudantes ocupa, igualmente, posição central nessa discussão. A 
utilização responsável da IA pode contribuir para desenvolver maior capacidade de investigação, 
participação e tomada de decisões, desde que a tecnologia não seja transformada em substituta da 
atividade intelectual. A autonomia pressupõe capacidade de formular perguntas, avaliar 
informações, reconhecer limitações, comparar diferentes perspectivas e assumir responsabilidade 
pelo próprio percurso formativo. Nessa perspectiva, a IA pode constituir uma importante aliada 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 99 
 
da aprendizagem, desde que seja utilizada como instrumento de apoio à construção do 
conhecimento e não como mecanismo de dependência. 
Outro aspecto fundamental diz respeito à mediação docente. Em uma educação marcada 
pela expansão das tecnologias inteligentes, o professor continua exercendo uma função 
indispensável na seleção de estratégias, na contextualização dos conteúdos, na orientação das 
pesquisas e no desenvolvimento do pensamento crítico. A inovação tecnológica não diminui a 
relevância do professor; ao contrário, amplia a necessidade de profissionais preparados para 
transformar recursos tecnológicos em experiências efetivamente educativas. A mediação humana 
permanece essencial para que a tecnologia seja utilizada com sentido, propósito, 
responsabilidade e compromisso com a aprendizagem. 
A dimensão inclusiva também merece atenção. A Inteligência Artificial pode contribuir 
para ampliar oportunidades de aprendizagem, diversificar recursos e apoiar estudantes com 
diferentes necessidades e formas de aprender. Entretanto, inclusão não se resume ao acesso à 
tecnologia. É necessário considerar acessibilidade, condições de participação, acompanhamento 
pedagógico, respeito às singularidades e valorização das diferentes formas de aprendizagem. A 
tecnologia alcança seu maior potencial educativo quando contribui para reduzir barreiras, 
ampliar oportunidades e favorecer a participação efetiva dos estudantes. 
Ao considerar os limites da Inteligência Artificial, a obra demonstra maturidade diante 
das transformações contemporâneas. Questões relacionadas à confiabilidade das informações, à 
privacidade, à proteção de dados, à autoria, à integridade acadêmica e à dependência tecnológica 
precisam integrar permanentemente o debate educacional. Reconhecer esses desafios não 
significa rejeitar a inovação, mas estabelecer condições para que ela aconteça de maneira ética, 
consciente e responsável. A educação precisa preparar sujeitos capazes de utilizar a tecnologia e, 
simultaneamente, de questionar seus resultados, compreender seus limites e avaliar criticamente 
seus impactos. 
Por essa razão, esta obra não deve ser compreendida apenas como uma análise sobre 
uma tecnologia emergente. Trata-se de uma reflexão sobre posturas diante do conhecimento e do 
futuro da educação. A presença da IA convida professores, estudantes, pesquisadores e 
instituições a reconsiderarem práticas consolidadas e a construírem novas formas de ensinar e 
aprender. Essa transformação exige abertura ao novo, mas também capacidade de preservar 
princípios fundamentais da educação, como diálogo, responsabilidade, criatividade, pensamento 
crítico, cooperação, inclusão e valorização da pessoa. 
A relevância da temática apresentada nesta obra ultrapassa fronteiras geográficas e 
institucionais. Diferentes países, sistemas educacionais e comunidades estão diante de desafios 
relacionados à expansão das tecnologias de Inteligência Artificial. Nesse contexto, reflexões que 
aproximam inovação tecnológica e formação humana contribuem para um debate necessário 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 100 
 
sobre os caminhos que a educação pode seguir diante das profundas transformações sociais e 
culturais em curso. Pensar a IA na educação significa também pensar sobre o tipo de estudante, 
professor e sociedade que se deseja formar. 
Ao finalizar este posfácio, permanece uma mensagem essencial: a tecnologia pode 
transformar a educação, mas são as escolhas humanas que determinam o sentido dessa 
transformação. A Inteligência Artificial pode ampliar possibilidades, favorecer novas 
experiências e apoiar processos de aprendizagem, mas seu valor educacional estará relacionado à 
maneira como professores, estudantes e instituições decidem utilizá-la. O uso consciente da 
tecnologia exige responsabilidade, conhecimento, criticidade e compromisso com a formação 
integral. 
Como autores deste posfácio, Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond 
Ischkanian e Sandro Garabed Ischkanian registram nosso reconhecimento pela relevância das 
discussões reunidas nesta obra e pela oportunidade de contribuir para esse diálogo. Nossa 
participação neste posfácio busca ampliar a reflexão sobre uma temática que já influencia o 
presente e terá papel significativo na construção do futuro educacional. Consideramos 
fundamental que a expansão da Inteligência Artificial seja acompanhada por uma mudança de 
postura diante do conhecimento, pela valorização da mediação humana e pela formação de 
sujeitos capazes de utilizar as tecnologias com consciência e responsabilidade. 
Que esta leitura não represente um ponto final, mas um convite à continuidade. Que 
professores encontrem novas possibilidades para suas práticas, que estudantes fortaleçam sua 
autonomia, que pesquisadores ampliem as investigações e que instituições educacionais 
desenvolvam políticas e estratégias capazes de acompanhar as transformações tecnológicas com 
responsabilidade. Mais do que compreender o que a Inteligência Artificial pode fazer, torna-se 
necessário refletir sobre o que queremos fazer com ela e para quem queremos construir essa 
nova educação. 
Esse é um dos sentidos mais relevantes desta obra: contribuir para que o futuro da 
educação não seja definido apenas pelo avanço das tecnologias, mas pela capacidade humana de 
utilizá-las para construir conhecimento, ampliar oportunidades, superar barreiras e promover 
uma sociedade mais crítica, participativa, inclusiva e humanizada. A Inteligência Artificial pode 
abrir novos caminhos, mas cabe à sociedade decidir quais caminhos deseja percorrer e quais 
valores pretende preservar nessa jornada. 
 
Ivoney da Silva Oliveira 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Sandro Garabed Ischkaniandesenvolvida a partir do levantamento, da seleção, da análise e da interpretação de produções 
científicas e documentos relacionados à inteligência artificial na educação, à aprendizagem e à 
autonomia dos estudantes. A investigação discute as possibilidades, os limites e os impactos da 
inteligência artificial na aprendizagem e na autonomia dos estudantes, considerando a 
necessidade de uma utilização crítica, ética, responsável e pedagogicamente orientada. Ressalta-
se que a IA não deve substituir a mediação docente nem o protagonismo dos estudantes, mas 
atuar como recurso complementar capaz de favorecer a investigação, a criatividade, o 
pensamento crítico e a construção de conhecimentos. Conclui-se que a integração da inteligência 
artificial à educação exige formação adequada de professores e estudantes, definição de critérios 
éticos e pedagógicos e valorização da dimensão humana da educação, de modo que os avanços 
tecnológicos contribuam efetivamente para uma aprendizagem significativa e para o 
fortalecimento da autonomia estudantil. 
Palavras-chave: Inteligência artificial; educação; tecnologias educacionais; aprendizagem; 
autonomia dos estudantes; pensamento crítico. 
 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 14 
 
ABSTRACT 
Artificial intelligence (AI) has been gaining increasing relevance in the educational field, 
transforming ways of teaching, learning, researching, and producing knowledge. In this context, 
its use offers possibilities related to personalized learning, expanded access to information, the 
creation of educational resources, support for teaching practices, and the development of more 
diversified educational strategies. However, the incorporation of these technologies also involves 
limitations and challenges, particularly regarding technological dependence, information 
reliability, authorship, privacy, data protection, academic integrity, and inequalities in access. 
This study is characterized as a bibliographic and documentary research study with a qualitative 
approach, developed through the collection, selection, analysis, and interpretation of scientific 
publications and documents related to artificial intelligence in education, learning, and student 
autonomy. The research discusses the possibilities, limitations, and impacts of artificial 
intelligence on student learning and autonomy, considering the need for critical, ethical, 
responsible, and pedagogically guided use. It emphasizes that AI should not replace teacher 
mediation or student protagonism, but rather function as a complementary resource capable of 
fostering inquiry, creativity, critical thinking, and knowledge construction. It is concluded that 
the integration of artificial intelligence into education requires adequate training for teachers and 
students, the establishment of ethical and pedagogical criteria, and the appreciation of the human 
dimension of education, so that technological advances can effectively contribute to meaningful 
learning and the strengthening of student autonomy. 
Keywords: Artificial intelligence; education; educational technologies; learning; student 
autonomy; critical thinking. 
 
RESUMEN 
La inteligencia artificial (IA) ha adquirido una relevancia creciente en el ámbito educativo, 
transformando las formas de enseñar, aprender, investigar y producir conocimientos. En este 
contexto, su utilización presenta posibilidades relacionadas con la personalización del 
aprendizaje, la ampliación del acceso a la información, la creación de recursos pedagógicos, el 
apoyo a la labor docente y el desarrollo de estrategias educativas más diversificadas. Sin 
embargo, la incorporación de estas tecnologías también implica límites y desafíos, especialmente 
en lo que respecta a la dependencia tecnológica, la confiabilidad de la información, la autoría, la 
privacidad, la protección de datos, la integridad académica y las desigualdades de acceso. Este 
estudio se caracteriza como una investigación bibliográfica y documental, de enfoque cualitativo, 
desarrollada a partir de la recopilación, selección, análisis e interpretación de publicaciones 
científicas y documentos relacionados con la inteligencia artificial en la educación, el 
aprendizaje y la autonomía de los estudiantes. La investigación analiza las posibilidades, los 
límites y los impactos de la inteligencia artificial en el aprendizaje y en la autonomía de los 
estudiantes, considerando la necesidad de un uso crítico, ético, responsable y orientado 
pedagógicamente. Se destaca que la IA no debe sustituir la mediación docente ni el 
protagonismo de los estudiantes, sino actuar como un recurso complementario capaz de 
favorecer la investigación, la creatividad, el pensamiento crítico y la construcción de 
conocimientos. Se concluye que la integración de la inteligencia artificial en la educación 
requiere una formación adecuada de docentes y estudiantes, la definición de criterios éticos y 
pedagógicos y la valoración de la dimensión humana de la educación, de modo que los avances 
tecnológicos contribuyan efectivamente a un aprendizaje significativo y al fortalecimiento de la 
autonomía estudiantil. 
Palabras clave: Inteligencia artificial; educación; tecnologías educativas; aprendizaje; 
autonomía de los estudiantes; pensamiento crítico. 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 15 
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: 
POSSIBILIDADES, LIMITES E IMPACTOS NA 
APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
 
Ivoney da Silva Oliveira 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Silvana Nascimento de Carvalho 
António Manuel Domingos Caba 
Gabriel Nascimento de Carvalho 
Sygride Nascimento de Carvalho 
Sandro Garabed Ischkanian 
 
1. INTRODUÇÃO 
A transformação digital tem provocado mudanças significativas na sociedade e, 
particularmente, no campo educacional, modificando as formas de ensinar, aprender, avaliar e 
produzir conhecimento. Nesse cenário, a Inteligência Artificial (IA) assume posição de crescente 
relevância, especialmente com a expansão de ferramentas capazes de produzir textos, imagens, 
respostas, sínteses, traduções, recomendações e diferentes formas de apoio às atividades 
acadêmicas. De Abreu Pestana dos Santos (2023) identifica potencialidades da Inteligência 
Artificial para a educação, destacando que sua incorporação ao ambiente educacional amplia 
possibilidades, mas também exige atenção aos desafios decorrentes de sua utilização. Vieira et 
al. (2025) complementam essa perspectiva ao analisarem os impactos, limites e potencialidades 
da IA no campo educacional. A presença dessas tecnologias nas instituições de ensino, portanto, 
amplia possibilidades pedagógicas e, simultaneamente, suscita discussões sobre qualidade da 
aprendizagem, autonomia intelectual, formação docente, ética, autoria e responsabilidade no uso 
de recursos automatizados. 
A incorporação da IA ao contexto educacional não deve ser compreendida apenas como 
uma atualização tecnológica, pois envolve transformações pedagógicas, cognitivas, sociais e 
culturais. Costa e Araújo (2025) evidenciam que a expansão das tecnologias interfere 
diretamente nas relações estabelecidas entre ensino e aprendizagem, exigindo novas formas de 
organização das práticas educativas. Almeida et al. (2025), ao discutirem o uso das tecnologias 
no processo de inclusão educacional, destacam possibilidades relacionadas à ampliação do 
acesso e da participação dos estudantes, ao mesmo tempo em que apontam a necessidade de 
considerar as condições concretas de utilização desses recursos. A tecnologia, portanto, adquire 
significado educacionalquando articulada às necessidades dos estudantes, às finalidades 
curriculares e aos objetivos formativos estabelecidos pela instituição de ensino. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 16 
 
A aprendizagem constitui um dos principais eixos dessa discussão. A utilização de 
recursos tecnológicos pode contribuir para tornar determinadas experiências educacionais mais 
interativas, dinâmicas e diversificadas, principalmente quando associada a metodologias que 
favoreçam a participação ativa dos estudantes. Bezerra et al. (2024) demonstram que a 
gamificação e os estudos mediados por tecnologia podem favorecer o engajamento e a motivação 
no ambiente educacional, indicando que recursos digitais podem contribuir para experiências 
mais participativas. Góes et al. (2025), ao abordarem a aprendizagem baseada em projetos, 
relacionam metodologias ativas, práticas inclusivas, tecnologia e acessibilidade, evidenciando a 
possibilidade de utilizar recursos tecnológicos em propostas que valorizem a participação e a 
construção ativa do conhecimento. Esses resultados contribuem para compreender que a IA pode 
integrar um conjunto mais amplo de estratégias pedagógicas voltadas à aprendizagem. 
A ampliação das possibilidades tecnológicas também pode ser observada na utilização 
de recursos digitais para atividades lúdicas e criativas. Silva et al. (2026) discutem a integração 
entre brincadeiras digitais e tecnologias criativas, demonstrando que o universo tecnológico pode 
estabelecer relações significativas com práticas educativas voltadas à criatividade e à 
participação dos estudantes. Cabral (2026), ao abordar a técnica de Total Physical Response no 
ensino de língua inglesa, evidencia a importância de metodologias que considerem diferentes 
formas de interação do estudante com o conhecimento. Embora essas experiências não 
correspondam diretamente à utilização de Inteligência Artificial, suas contribuições permitem 
compreender que a inovação educacional está relacionada à diversificação das estratégias de 
ensino e à criação de experiências compatíveis com diferentes formas de aprender. 
A IA amplia esse cenário ao disponibilizar respostas e conteúdos de maneira rápida, 
podendo funcionar como recurso complementar às práticas pedagógicas. Entretanto, a 
disponibilidade imediata de informações não significa, por si só, aprendizagem significativa. 
Vieira et al. (2025) ressaltam que os impactos da Inteligência Artificial na educação precisam ser 
analisados considerando suas potencialidades e seus limites, enquanto De Abreu Pestana dos 
Santos (2023) evidencia que o aproveitamento das possibilidades da IA depende da maneira 
como essas ferramentas são inseridas no processo educacional. O estudante precisa desenvolver 
capacidade de questionar, selecionar, comparar, interpretar e utilizar criticamente aquilo que 
recebe das ferramentas digitais, transformando a informação disponível em conhecimento 
construído por meio da reflexão e da participação ativa. 
A autonomia dos estudantes constitui uma dimensão fundamental da pesquisa. A 
educação não pode limitar-se à transmissão ou ao fornecimento de respostas prontas, pois 
envolve a formação de sujeitos capazes de pensar, tomar decisões, resolver problemas, 
posicionar-se criticamente e construir conhecimentos de maneira responsável. Almeida (2026), 
ao discutir prática pedagógica e formação docente, relaciona o trabalho educativo à construção 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 17 
 
de uma educação crítica e emancipadora. Nessa perspectiva, a IA pode contribuir para a 
autonomia quando utilizada para auxiliar na organização dos estudos, exploração de conteúdos, 
revisão de conhecimentos, formulação de perguntas e aprofundamento de temas. O resultado 
educacional esperado não está na dependência da ferramenta, mas na capacidade do estudante de 
utilizá-la como instrumento para ampliar sua própria atividade intelectual. 
A relação entre tecnologia e autonomia também precisa considerar a participação do 
estudante na construção do conhecimento. Góes et al. (2025) demonstram a importância de 
metodologias ativas que envolvam os estudantes em processos de investigação e produção, 
enquanto Bezerra et al. (2024) relacionam estratégias mediadas por tecnologia ao engajamento e 
à motivação. Esses estudos permitem compreender que a utilização da IA pode assumir caráter 
educativo quando estimula a investigação, a criação e a resolução de problemas. Quando 
empregada exclusivamente para oferecer respostas prontas e substituir o esforço intelectual, 
entretanto, a ferramenta deixa de favorecer o protagonismo e pode reduzir a participação 
cognitiva do estudante. 
O desafio educacional consiste, portanto, em estabelecer uma relação equilibrada entre 
tecnologia e desenvolvimento da capacidade humana de aprender e pensar. Sousa et al. (2025), 
ao analisarem a Inteligência Artificial na avaliação educacional, demonstram que esses recursos 
apresentam potencialidades, mas também requerem critérios de utilização que preservem a 
qualidade dos processos pedagógicos. A utilização da IA precisa estar subordinada às finalidades 
educativas, permitindo que o estudante permaneça responsável pela elaboração, interpretação e 
apropriação do conhecimento. A tecnologia pode apoiar a investigação e o aprofundamento dos 
conteúdos, mas a aprendizagem continua dependendo da participação ativa e reflexiva do sujeito. 
A discussão também envolve o papel do professor. A expansão da IA não elimina a 
necessidade da atuação docente, mas amplia a necessidade de novas competências profissionais. 
Teodoro et al. (2024) discutem os desafios relacionados à utilização das tecnologias de 
informação e comunicação pelos professores em sala de aula, evidenciando a importância da 
preparação profissional para uma integração pedagógica adequada dos recursos tecnológicos. 
Almeida (2026) reforça essa perspectiva ao relacionar formação docente e práticas pedagógicas 
críticas e emancipadoras. O professor permanece responsável pela mediação do processo 
educativo, pela definição dos objetivos de aprendizagem, pela seleção das estratégias didáticas e 
pela criação de situações que favoreçam reflexão, participação e construção do conhecimento. 
A formação docente torna-se, portanto, indispensável para que os profissionais 
compreendam as potencialidades das tecnologias e desenvolvam critérios para sua utilização 
pedagógica. Teodoro et al. (2024) evidenciam que a presença das tecnologias em sala de aula 
apresenta desafios para os professores, enquanto Almeida (2026) enfatiza a necessidade de 
práticas formativas capazes de sustentar uma educação crítica. Ischkanian (2026), ao discutir 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 18 
 
capacitação, avaliação de desempenho e desenvolvimento de competências na formação de 
adultos, contribui para compreender que processos formativos precisam ser planejados de 
maneira sistemática e vinculados às necessidades profissionais. No contexto da IA, essa 
formação precisa contemplar competências tecnológicas, pedagógicas, éticas e críticas. 
Ferramentas de IA também podem oferecer possibilidades para produção de feedback, 
organização de respostas, análise de atividades e apoio a diferentes processos avaliativos. Sousa 
et al. (2025) demonstram que a IA aplicada à avaliação educacional apresenta potencial para 
apoiar determinadas práticas, mas sua utilização exige atençãoaos critérios empregados para 
analisar o desenvolvimento dos estudantes. A avaliação não pode limitar-se à verificação de 
respostas produzidas por sistemas automatizados, pois precisa considerar aprendizagem, autoria, 
raciocínio, participação e capacidade de elaboração própria. A mediação docente permanece 
necessária para interpretar os resultados e compreender o percurso formativo do estudante. 
A utilização da Inteligência Artificial também precisa ser analisada sob a perspectiva da 
inclusão educacional. Almeida et al. (2025) destacam que as tecnologias podem contribuir para 
ampliar possibilidades de participação e acesso ao conhecimento, especialmente quando 
associadas a práticas inclusivas. Góes et al. (2025) também relacionam tecnologia, acessibilidade 
e aprendizagem baseada em projetos, demonstrando que os recursos tecnológicos podem 
favorecer experiências educativas mais participativas quando planejados de acordo com as 
necessidades dos estudantes. A (IA), nesse cenário, pode apoiar diferentes formas de 
aprendizagem, comunicação, produção e acesso aos conteúdos. 
A inclusão, entretanto, não depende exclusivamente da disponibilização de recursos 
tecnológicos. É necessário considerar acessibilidade, condições de utilização, diversidade dos 
estudantes, planejamento institucional e formação dos profissionais. Ischkanian e Ischkanian 
(2026), ao discutirem a dignidade da pessoa humana e os direitos das pessoas com deficiência, 
contribuem para compreender que a inclusão educacional deve estar fundamentada no 
reconhecimento dos sujeitos e na garantia de direitos. A tecnologia pode constituir instrumento 
de apoio à inclusão quando utilizada de maneira responsável, acessível e articulada às 
necessidades educacionais, mas não substitui políticas, práticas pedagógicas e condições 
institucionais necessárias à participação de todos. 
A relação entre tecnologia, subjetividade e construção do conhecimento também merece 
atenção. Oliveira (2026) apresenta a perspectiva de uma Inteligência Artificial humanizada 
articulada à educação inclusiva, destacando a importância das dimensões humanas diante das 
transformações tecnológicas. Essa abordagem permite compreender que a inovação educacional 
não deve ser avaliada somente pela velocidade ou eficiência das ferramentas, mas também pelos 
efeitos produzidos sobre os sujeitos, suas experiências, relações e formas de aprender. A 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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 19 
 
centralidade humana constitui elemento essencial para que a tecnologia permaneça vinculada às 
finalidades educativas. 
A dimensão cultural também precisa integrar essa discussão. Freitas (2026), ao abordar 
o letramento cultural na formação docente e a consolidação de práticas pedagógicas antirracistas, 
evidencia a importância de reconhecer diferentes experiências e perspectivas culturais no 
processo educativo. Oliveira (2026), ao discutir políticas editoriais e censura cultural, chama 
atenção para processos históricos de silenciamento de línguas, saberes e histórias dos povos 
indígenas. Silva e Bacury (2026), por sua vez, destacam a relevância da etnomatemática indígena 
e dos saberes tradicionais na educação básica. Essas contribuições permitem compreender que a 
utilização da IA precisa considerar a diversidade cultural e evitar a reprodução automática de 
conteúdos que possam invisibilizar conhecimentos, identidades e diferentes formas de produção 
do saber. 
A utilização da Inteligência Artificial deve, portanto, ser orientada por princípios que 
preservem a centralidade do ser humano no processo educativo. Oliveira (2026) contribui para 
essa compreensão ao aproximar IA humanizada, educação inclusiva, subjetividades e construção 
do conhecimento. A tecnologia pode apoiar o trabalho pedagógico, ampliar recursos e criar 
novas oportunidades de aprendizagem, mas não deve substituir a interação, a mediação docente, 
a experiência educacional ou a capacidade intelectual dos estudantes. A utilização humanizada 
da IA pressupõe respeito à diversidade, valorização da autonomia, preservação da autoria e 
compromisso com a construção responsável do conhecimento. 
A discussão sobre autonomia também pode ser relacionada à capacidade de leitura, 
interpretação e produção de conhecimentos. Vieira (2026), ao abordar a BNCC e estratégias de 
letramento literário no Ensino Fundamental, evidencia a importância de práticas que favoreçam a 
relação ativa dos estudantes com os textos e com os processos de construção de sentidos. No 
contexto da IA, essa perspectiva ganha relevância porque o acesso facilitado a conteúdos exige 
que o estudante desenvolva capacidade de interpretar, confrontar informações e produzir 
posicionamentos próprios. A tecnologia pode apoiar o processo, mas a formação intelectual 
depende da atividade crítica do sujeito. 
A diversidade de áreas e estratégias pedagógicas também demonstra que a IA pode ser 
integrada a diferentes componentes curriculares. Sousa (2026), ao discutir métodos de ensino de 
Matemática no Ensino Médio em Tempo Integral, contribui para compreender a importância da 
diversificação metodológica e da utilização de estratégias adequadas aos objetivos de 
aprendizagem. Azevedo (2026), ao tratar do currículo, das práticas pedagógicas e da BNCC 
Computação, amplia essa discussão ao relacionar currículo e desenvolvimento do pensamento 
computacional. Esses estudos indicam que a utilização da IA precisa estar vinculada ao 
planejamento curricular e às competências que se pretende desenvolver. 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 20 
 
A presença das tecnologias no cotidiano educacional também exige atenção à 
criatividade e à autoria. Silva et al. (2026) demonstram que as tecnologias criativas podem 
estabelecer novas relações entre práticas lúdicas, produção e aprendizagem. A IA pode ampliar 
essas possibilidades ao auxiliar na elaboração de ideias, na exploração de alternativas e na 
produção de diferentes materiais. Entretanto, o valor pedagógico dessas ferramentas depende da 
participação intelectual do estudante, que deve compreender, selecionar, modificar e desenvolver 
as informações obtidas, mantendo sua autoria no processo de aprendizagem. 
A partir dessas considerações, esta pesquisa tem como tema Inteligência Artificial na 
Educação: possibilidades, limites e impactos na aprendizagem e autonomia dos estudantes, 
buscando compreender como a inserção de ferramentas de IA no contexto educacional pode 
interferir nos processos de ensino e aprendizagem e no desenvolvimento da autonomia 
intelectual. O estudo parte do entendimento de que a IA apresenta potencial para contribuir com 
práticas pedagógicas inovadoras, inclusivas e diversificadas, mas sua utilização precisa ser 
analisada de maneira crítica, considerando suas implicações para estudantes, professores e 
instituições educacionais. 
O problema de pesquisa que orienta este estudo é: quais são as possibilidades, os 
limites e os impactos do uso da Inteligência Artificial na educação, especialmente em relação à 
aprendizagem e à autonomia dos estudantes? A questão busca compreender em que condições a 
IA pode constituir um recurso favorável ao desenvolvimento educacional e quais situações 
podem comprometer a participação ativa, o pensamento crítico e a construção autônoma do 
conhecimento. 
O objetivo geral consiste em analisar as possibilidades, os limites e os impactos da 
utilização da Inteligência Artificial no contexto educacional, com ênfase em suas implicações 
para a aprendizagem e a autonomia dos estudantes. Como objetivos específicos, pretende-se: 
identificar as principais possibilidadespedagógicas proporcionadas pela Inteligência Artificial; 
discutir os limites e desafios relacionados à utilização dessas tecnologias no processo educativo; 
analisar suas possíveis contribuições e implicações para a aprendizagem; refletir sobre os 
efeitos da IA no desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico e da participação ativa 
dos estudantes; e discutir a importância da mediação e da formação docente para o uso ético, 
crítico e pedagogicamente adequado dessas ferramentas. 
A relevância desta pesquisa está relacionada à expansão acelerada das tecnologias de 
Inteligência Artificial no cotidiano educacional. A presença dessas ferramentas exige que 
escolas, professores, estudantes e demais sujeitos envolvidos na educação desenvolvam critérios 
para utilizá-las de maneira consciente e pedagogicamente orientada. A pesquisa mostra-se 
pertinente porque a discussão não deve se restringir à possibilidade de utilizar ou não utilizar IA, 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 21 
 
mas precisa considerar como, por que, para quê e sob quais condições essas tecnologias podem 
ser incorporadas às práticas educacionais. 
A questão central está em garantir que a inovação tecnológica esteja subordinada aos 
objetivos da educação e ao desenvolvimento integral dos estudantes. O uso da IA precisa 
contribuir para a aprendizagem sem comprometer a autoria, a criatividade, a reflexão e a 
capacidade de construção própria do conhecimento. A autonomia, nesse contexto, deve 
permanecer como um dos principais resultados esperados da formação educacional, pois o 
acesso às tecnologias somente adquire significado formativo quando contribui para ampliar a 
capacidade do estudante de compreender, questionar e produzir conhecimentos. 
Quanto à abordagem metodológica, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de 
natureza bibliográfica e documental, desenvolvida a partir da análise e interpretação de 
produções científicas, livros, capítulos, artigos e documentos relacionados à Inteligência 
Artificial, tecnologias educacionais, aprendizagem, autonomia discente, formação docente, 
inclusão e avaliação educacional. Gil (2008) destaca a importância da organização sistemática 
das etapas da pesquisa, contribuindo para o planejamento e o desenvolvimento do percurso 
investigativo. A escolha dessa abordagem permite reunir diferentes perspectivas e construir uma 
interpretação fundamentada sobre o fenômeno investigado. 
A pesquisa bibliográfica possibilita reunir diferentes perspectivas teóricas sobre o objeto 
investigado, enquanto a análise documental contribui para compreender discussões e 
transformações relacionadas à utilização das tecnologias no campo educacional. Gil (2008) 
contribui para a compreensão da pesquisa como processo organizado de investigação, no qual a 
definição do problema, a seleção das fontes e a análise das informações devem estar articuladas 
aos objetivos estabelecidos. Essa perspectiva sustenta o percurso metodológico adotado neste 
estudo. 
A pesquisa parte da compreensão de que a Inteligência Artificial não deve ser analisada 
de maneira exclusivamente positiva ou negativa. Suas contribuições dependem das finalidades, 
das estratégias e das condições em que é utilizada. De Abreu Pestana dos Santos (2023) 
evidencia potencialidades e desafios da IA na educação, enquanto Vieira et al. (2025) ressaltam a 
necessidade de considerar seus impactos, limites e potencialidades. A análise equilibrada desses 
elementos permite compreender a tecnologia como fenômeno complexo, cujo significado 
educacional está relacionado às práticas nas quais é inserida. 
Investigar a Inteligência Artificial na educação significa analisar uma realidade em 
transformação, na qual oportunidades e desafios coexistem. Costa e Araújo (2025) evidenciam 
mudanças provocadas pelas tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem, enquanto 
Teodoro et al. (2024) demonstram que sua utilização também exige preparação dos profissionais 
da educação. A pesquisa, portanto, considera que a incorporação da IA envolve transformações 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 22 
 
que alcançam práticas pedagógicas, formação profissional, aprendizagem, inclusão e relações 
com o conhecimento. 
A educação precisa estabelecer uma relação equilibrada entre inovação tecnológica e 
formação humana. Almeida (2026) contribui para essa perspectiva ao defender práticas 
pedagógicas associadas a uma educação crítica e emancipadora, enquanto Oliveira (2026) 
enfatiza a importância de uma abordagem humanizada da Inteligência Artificial no contexto 
educacional. A utilização consciente da IA requer professores preparados, estudantes orientados, 
critérios de utilização, responsabilidade ética e valorização da autoria e do pensamento crítico. O 
objetivo não é impedir o contato dos estudantes com a tecnologia, mas favorecer uma relação 
consciente, responsável e produtiva com os recursos que integram a sociedade contemporânea. 
A pesquisa está organizada de modo a contemplar inicialmente a contextualização da 
Inteligência Artificial e sua inserção no campo educacional. Em seguida, são discutidas suas 
principais possibilidades pedagógicas, considerando as contribuições das tecnologias para o 
ensino, a aprendizagem, a inclusão e o engajamento. Posteriormente, são analisados os limites e 
desafios relacionados ao uso da IA, com atenção às questões éticas, à autoria, à avaliação e à 
formação docente. Na sequência, discute-se a relação entre Inteligência Artificial, aprendizagem 
e autonomia dos estudantes, destacando a necessidade de preservar o protagonismo discente e a 
mediação pedagógica. São apresentadas as considerações decorrentes da análise realizada, 
enfatizando a importância de uma utilização crítica, responsável, inclusiva e humanizada da 
Inteligência Artificial no contexto educacional. 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
A inserção da Inteligência Artificial no campo educacional tem ampliado as 
possibilidades de utilização das tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem, 
exigindo uma compreensão que considere seus conceitos, sua evolução, seus fundamentos e suas 
implicações pedagógicas. A literatura selecionada evidencia que a IA não deve ser compreendida 
apenas como recurso tecnológico, mas como elemento capaz de dialogar com práticas 
pedagógicas, processos de inclusão, produção do conhecimento, autonomia estudantil e 
formação docente. A discussão teórica permite compreender as transformações provocadas pela 
presença crescente da IA na educação e estabelecer relações entre inovação tecnológica, 
aprendizagem significativa e mediação humana. 
 
2.1. Inteligência Artificial na educação: conceitos, evolução e fundamentos 
A Inteligência Artificial pode ser compreendida, no contexto educacional, como um 
conjunto de tecnologias capazes de processar informações, reconhecer padrões, produzir 
respostas e apoiar determinadas atividades relacionadas à aprendizagem e à organização do 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 23 
 
conhecimento. De Abreu Pestana dos Santos (2023) destaca que a presença da IA na educação 
envolve potencialidades e desafios que precisam ser analisados de maneira articulada às 
finalidades educacionais. Essa perspectiva permite compreender que a tecnologia assume 
diferentes funções conforme os objetivos pedagógicos, os recursos disponíveis e a forma como 
professores e estudantes participam de sua utilização. 
A evolução das tecnologias digitais contribuiu para modificar as formas de acesso, 
produção, circulação e organizaçãodas informações, criando novas possibilidades para o 
trabalho pedagógico. Costa e Araújo (2025) discutem que as tecnologias vêm produzindo 
impactos no ensino e na aprendizagem, enquanto Teodoro et al. (2024) evidenciam a 
necessidade de compreender a utilização desses recursos a partir das práticas desenvolvidas pelos 
professores. As ciências digitais (IA) representam uma etapa mais avançada desse processo 
tecnológico, especialmente pela capacidade de oferecer respostas, organizar informações, 
auxiliar na produção de conteúdos e favorecer diferentes formas de interação com o 
conhecimento. 
No campo educacional, a utilização da IA pode contribuir para ampliar as possibilidades 
de aprendizagem quando integrada a objetivos pedagógicos previamente definidos. Vieira et al. 
(2025) discutem os impactos, limites e potencialidades da Inteligência Artificial na educação, 
indicando a necessidade de uma utilização consciente e relacionada às necessidades do processo 
educativo. A tecnologia, portanto, pode funcionar como recurso complementar às estratégias de 
ensino, oferecendo possibilidades de pesquisa, organização de ideias, produção textual, resolução 
de problemas e exploração de diferentes linguagens. 
A relação entre tecnologia e aprendizagem também pode ser compreendida a partir de 
metodologias que valorizam o envolvimento ativo dos estudantes. Bezerra et al. (2024), ao 
abordarem a gamificação e os estudos mediados por tecnologia, destacam dimensões 
relacionadas ao engajamento e à motivação no ambiente educacional. Góes et al. (2025), por sua 
vez, apresentam a aprendizagem baseada em projetos como abordagem ativa associada a práticas 
inclusivas, tecnologia e acessibilidade. Essas contribuições ajudam a compreender que a IA pode 
integrar propostas pedagógicas nas quais o estudante participa da construção do conhecimento, 
pesquisa, cria, experimenta e desenvolve estratégias para solucionar situações de aprendizagem. 
Os fundamentos da IA aplicada à educação também se relacionam à organização 
curricular e ao desenvolvimento de competências necessárias à sociedade contemporânea. 
Azevedo (2026) aborda a articulação entre currículo, práticas pedagógicas e BNCC Computação, 
ressaltando a importância da integração do pensamento computacional na educação básica. Essa 
abordagem permite aproximar o uso de tecnologias inteligentes de processos educativos que 
favorecem a resolução de problemas, o raciocínio, a criatividade e a compreensão crítica das 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 24 
 
tecnologias, evitando que a presença de recursos digitais seja reduzida ao simples uso 
instrumental. 
A dimensão pedagógica da Inteligência Artificial está diretamente relacionada à 
formação e à atuação docente. Almeida (2026) enfatiza a importância da prática pedagógica e da 
formação docente para a construção de uma educação crítica e emancipadora. A presença da IA, 
nesse sentido, não elimina a função do professor, mas amplia a necessidade de profissionais 
capazes de selecionar recursos, avaliar informações, orientar estudantes e estabelecer objetivos 
pedagógicos coerentes. Teodoro et al. (2024) contribuem para essa discussão ao evidenciarem a 
importância da preparação dos professores diante das transformações decorrentes da utilização 
das tecnologias de informação e comunicação em sala de aula. 
A compreensão dos fundamentos da IA na educação também envolve a perspectiva de 
uma tecnologia humanizada e articulada às necessidades dos sujeitos. Oliveira (2026) discute as 
interfaces entre Inteligência Artificial humanizada, educação inclusiva, subjetividades e 
construção do conhecimento, possibilitando compreender a tecnologia para além de uma 
perspectiva exclusivamente técnica. O uso educacional da IA pode ser orientado para favorecer 
experiências de aprendizagem mais acessíveis, diversificadas e sensíveis às características dos 
estudantes, desde que permaneça vinculado aos princípios pedagógicos e à mediação humana. 
A inclusão educacional constitui outra dimensão relevante dessa discussão. Almeida et 
al. (2025) analisam o uso das tecnologias no processo de inclusão educacional, destacando 
desafios e possibilidades relacionados à presença desses recursos no contexto escolar. Góes et al. 
(2025) também aproximam tecnologia, acessibilidade e práticas inclusivas, mostrando que 
recursos tecnológicos podem integrar propostas capazes de ampliar a participação dos 
estudantes. Nessa perspectiva, a IA pode contribuir para diversificar materiais, linguagens e 
formas de interação com os conteúdos, favorecendo experiências educacionais que considerem 
diferentes necessidades e modos de aprender. 
A utilização da Inteligência Artificial também pode dialogar com práticas pedagógicas 
específicas e com diferentes áreas do conhecimento. Cabral (2026), ao abordar a técnica de Total 
Physical Response no aprendizado da língua inglesa, contribui para compreender a importância 
da utilização de estratégias metodológicas adequadas às características dos estudantes. Sousa 
(2026), ao discutir métodos de ensino de Matemática no Ensino Médio em Tempo Integral, 
reforça a relevância da diversidade metodológica no desenvolvimento das aprendizagens. Essas 
contribuições permitem compreender a IA como recurso que pode apoiar diferentes práticas, sem 
substituir os fundamentos metodológicos próprios de cada área. 
No campo da linguagem e da leitura, Vieira (2026) discute estratégias de letramento 
literário no Ensino Fundamental, evidenciando a importância de práticas que aproximem os 
estudantes da leitura e da construção de sentidos. A integração de ferramentas digitais e de IA 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
. 
 25 
 
pode ampliar as possibilidades de acesso a textos, produção de atividades e exploração de 
diferentes linguagens, desde que o estudante seja incentivado a interpretar, questionar e produzir 
conhecimento. A tecnologia, nesse caso, pode atuar como mediadora de experiências, enquanto a 
compreensão crítica permanece como finalidade essencial do processo educativo. 
A criatividade e o caráter lúdico também integram as possibilidades contemporâneas de 
utilização das tecnologias. Silva et al. (2026), ao discutirem as brincadeiras digitais e as 
tecnologias criativas, apresentam uma perspectiva que aproxima ludicidade, recursos 
tecnológicos e experiências educativas. Essa contribuição permite relacionar a IA a práticas que 
valorizam a criatividade, a experimentação e a autoria estudantil, ampliando o repertório de 
estratégias disponíveis para professores e estudantes. 
A dimensão cultural igualmente precisa integrar a compreensão da Inteligência 
Artificial na educação. Freitas (2026) aborda o letramento cultural na formação docente e a 
consolidação de práticas pedagógicas antirracistas, contribuindo para pensar uma educação 
comprometida com a diversidade e com a valorização dos diferentes sujeitos. Silva e Bacury 
(2026), ao discutirem a Etnomatemática indígena e os saberes tradicionais na educação básica, 
reforçam a importância de reconhecer conhecimentos produzidos em diferentes contextos 
culturais. A utilização da IA deve, portanto, estar vinculada a práticas que valorizem a 
pluralidade de saberes, evitando a homogeneização das experiências educativas. 
Essa preocupação com a diversidade cultural também pode ser relacionada à 
preservação de diferentes histórias, línguas e conhecimentos. Oliveira (2026), ao analisar 
políticas editoriais e processos de silenciamento de saberes indígenas, contribui para 
compreender a importância da valorização da diversidade na produção e circulação do 
conhecimento.Santos (2026), ao discutir os debates contemporâneos relacionados à literatura 
infantil brasileira, evidencia que os conteúdos educativos podem envolver diferentes perspectivas 
históricas, culturais e literárias. A IA pode ampliar o acesso a fontes e conteúdos, mas sua 
utilização pedagógica requer seleção crítica e atenção à diversidade de perspectivas. 
A autonomia dos estudantes constitui uma dimensão central dos fundamentos 
educacionais relacionados à IA. Almeida (2026) relaciona formação docente e prática 
pedagógica a uma educação crítica e emancipadora, perspectiva que permite compreender a 
autonomia como capacidade de participar ativamente da construção do conhecimento. A IA pode 
apoiar pesquisas, estimular perguntas, auxiliar na organização de informações e favorecer 
processos de criação, porém sua contribuição educacional torna-se mais significativa quando o 
estudante interpreta, verifica, compara e reelabora as informações obtidas. 
A avaliação educacional também integra as discussões contemporâneas sobre IA. Sousa 
et al. (2025) analisam suas potencialidades e limitações nesse campo, indicando a necessidade de 
considerar os processos avaliativos de maneira pedagogicamente orientada. A utilização de 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian, Gladys Nogueira Cabral, 
Silvana Nascimento de Carvalho, António Manuel Domingos Caba, 
Gabriel Nascimento de Carvalho, Sygride Nascimento de Carvalho e Sandro Garabed Ischkanian. 
 
 26 
 
ferramentas de IA pode apoiar determinadas etapas da avaliação e fornecer recursos para 
organização de informações, mas a análise da aprendizagem exige critérios educacionais, 
acompanhamento docente e compreensão do percurso desenvolvido pelo estudante. 
A formação de adultos e o desenvolvimento de competências também oferecem 
elementos para compreender a relação entre tecnologia e aprendizagem ao longo da vida. 
Ischkanian (2026), ao abordar capacitação, avaliação de desempenho e planejamento de 
lideranças, evidencia a importância de processos formativos organizados para o desenvolvimento 
de competências. Essa perspectiva pode ser aproximada da necessidade de formação continuada 
para o uso educacional das tecnologias, considerando que professores e demais profissionais 
precisam desenvolver conhecimentos para utilizar recursos digitais de maneira consciente, 
responsável e alinhada aos objetivos institucionais. 
A dimensão humana permanece fundamental quando se analisa a utilização da IA na 
educação. Ischkanian e Ischkanian (2026), ao discutirem a dignidade da pessoa humana e os 
direitos das pessoas com deficiência no contexto da legislação PCD, contribuem para reforçar a 
importância de colocar os direitos, a dignidade e as necessidades dos sujeitos no centro das 
práticas inclusivas. A tecnologia pode favorecer acessibilidade e participação, porém seu valor 
educacional está relacionado à capacidade de contribuir para uma experiência formativa que 
respeite as singularidades e promova oportunidades de aprendizagem. 
Nesse conjunto de fundamentos, a Inteligência Artificial apresenta-se como uma 
tecnologia que pode ampliar o repertório pedagógico, favorecer novas formas de interação com o 
conhecimento e apoiar práticas voltadas à aprendizagem, à inclusão, à criatividade e à 
autonomia. De Abreu Pestana dos Santos (2023) e Vieira et al. (2025) ajudam a situar essa 
discussão a partir das potencialidades e dos desafios da IA na educação, enquanto os demais 
estudos selecionados permitem relacioná-la a dimensões como currículo, formação docente, 
acessibilidade, cultura, ludicidade, leitura, matemática e participação estudantil. 
A compreensão conceitual e histórica da Inteligência Artificial, portanto, constitui 
fundamento para analisar suas possibilidades, seus limites e seus impactos na aprendizagem e na 
autonomia dos estudantes. De Abreu Pestana dos Santos (2023) e Vieira et al. (2025) também 
destacam que a discussão não se restringe à presença da tecnologia no espaço educacional, mas 
envolve a maneira como ela é integrada às práticas pedagógicas, aos objetivos curriculares e às 
necessidades dos estudantes. Compreender a trajetória de desenvolvimento da IA permite 
reconhecer que suas aplicações educacionais não são neutras, pois estão relacionadas às 
concepções de ensino, aprendizagem, conhecimento e participação que orientam cada prática 
pedagógica. A utilização de sistemas generativos, ferramentas adaptativas e recursos digitais 
pode favorecer a personalização das experiências de aprendizagem, ampliar o acesso a diferentes 
fontes de informação e apoiar a elaboração de atividades, desde que esses recursos sejam 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES, LIMITES E 
IMPACTOS NA APRENDIZAGEM E AUTONOMIA DOS ESTUDANTES. 
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 27 
 
utilizados de maneira consciente e coerente com as finalidades educativas. A tecnologia, por si 
só, não garante avanços na aprendizagem; seus resultados dependem das condições de uso, da 
qualidade das propostas pedagógicas e da capacidade dos estudantes de compreender, avaliar e 
utilizar criticamente as informações produzidas pelos sistemas de IA. 
O desenvolvimento desta pesquisa parte de uma perspectiva segundo a qual a IA pode 
contribuir para uma educação inovadora, inclusiva, crítica e humanizada, desde que sua 
utilização esteja articulada à intencionalidade pedagógica e à mediação docente. Góes et al. 
(2025) discutem que a autonomia dos estudantes não deve ser compreendida como substituição 
da orientação do professor pela tecnologia, mas como ampliação da capacidade de pesquisar, 
questionar, produzir, argumentar, tomar decisões e assumir responsabilidade pelo próprio 
processo de aprendizagem. 
A mediação docente permanece essencial para contextualizar os conteúdos, estimular o 
pensamento crítico, verificar a confiabilidade das informações e promover situações nas quais o 
estudante seja protagonista de sua formação. A integração responsável da IA ao currículo exige, 
portanto, planejamento, formação dos professores, definição de objetivos de aprendizagem e 
atenção aos princípios éticos relacionados à autoria, à privacidade, à proteção de dados e à 
integridade acadêmica. Sob essa perspectiva, a IA pode constituir um recurso pedagógico 
relevante para enfrentar diferentes necessidades educacionais e favorecer práticas mais flexíveis 
e inclusivas, sem perder de vista que a educação envolve dimensões humanas, sociais e 
relacionais que não podem ser reduzidas ao funcionamento de uma tecnologia. 
 
2.2. Possibilidades da Inteligência Artificial para a aprendizagem dos estudantes 
A Inteligência Artificial apresenta possibilidades significativas para a aprendizagem dos 
estudantes ao ampliar o acesso a informações, diversificar estratégias pedagógicas e favorecer 
diferentes formas de interação com os conteúdos escolares. De Abreu Pestana dos Santos (2023) 
destaca as potencialidades da IA no campo educacional, permitindo compreender que sua 
utilização pode apoiar processos de pesquisa, produção de conhecimentos e desenvolvimento de 
atividades. A presença desses recursos no ambiente educativo amplia o repertório metodológico 
disponível para professores e estudantes, especialmente quando sua utilização está vinculada a 
objetivos pedagógicos claramente definidos. 
Entre as possibilidades proporcionadas pela IA encontra-se o apoio à pesquisa e à 
organização das informações. Vieira et al. (2025) discutem os impactos e as potencialidades da 
Inteligência Artificial na educação, destacando a relevância de compreender esses recursos 
dentro das finalidades do processo educativo. Para o estudante, ferramentas baseadas em IA 
podem auxiliar na localização de informações, sistematização de ideias, elaboração de perguntas, 
comparação de conceitos e exploração de diferentes possibilidades para a resolução de 
Ivoney da Silva Oliveira, Simone Helen Drumond Ischkanian,

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