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26.01.2026 Nota para a Imprensa – 26.01.2026 1. Balanço de pagamentos As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$3,4 bilhões em dezembro de 2025, ante déficit de US$10,2 bilhões em dezembro de 2024. Nessa comparação interanual, a redução no déficit em transações correntes decorreu principalmente do aumento no superávit comercial de bens, US$4,7 bilhões, e reduções nos déficits em serviços, US$1,2 bilhão, e em renda primária, US$851 milhões. O superávit da renda secundária aumentou US$176 milhões, na mesma comparação. No ano de 2025, o déficit em transações correntes somou US$68,8 bilhões (3,02% do PIB) ante US$66,2 bilhões (3,03% do PIB) em 2024. O aumento de US$2,6 bilhões no déficit deveu-se à redução de US$5,9 bilhões no superávit da balança comercial, parcialmente compensado pela redução no déficit de serviços, US$2,2 bilhões, bem como pelo aumento no superávit de renda secundária, US$1,0 bilhão. O déficit em renda primária manteve-se no patamar observado em 2024. Em dezembro de 2025, a balança comercial de bens foi superavitária em US$8,8 bilhões (superávit de US$4,1 em dezembro de 2024). As exportações de bens somaram US$31,2 bilhões, aumento de 24,3% relativamente a dezembro de 2024, e as importações de bens totalizaram US$22,4 bilhões, crescimento de 6,7%, na mesma comparação. No ano de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$60,0 bilhões, redução de 8,9% em relação a 2024. As exportações de bens somaram US$350,9 bilhões e as importações, US$290,9 bilhões, aumentos respectivos de 3,2% e 6,2%. As exportações e as importações de 2025 foram recordes das séries históricas. -80 -70 -60 -50 -40 -30 -20 -10 0 ja n -2 4 fe v- 2 4 m ar -2 4 ab r- 2 4 m ai -2 4 ju n -2 4 ju l- 2 4 ag o -2 4 se t- 2 4 o u t- 2 4 n o v- 2 4 d e z- 2 4 ja n -2 5 fe v- 2 5 m ar -2 5 ab r- 2 5 m ai -2 5 ju n -2 5 ju l- 2 5 ag o -2 5 se t- 2 5 o u t- 2 5 n o v- 2 5 d e z- 2 5 Transações correntes - acumulado em 12 meses USD bilhões (esq.) % do PIB (dir.) Nota para a Imprensa – 26.01.2026 O déficit na conta de serviços totalizou US$3,8 bilhões em dezembro de 2025, 23,2% inferior ao déficit de US$5,0 bilhões registrado em dezembro de 2024. A conta de transportes registrou despesas líquidas de US$1,0 bilhão, redução de 25,7% na comparação com dezembro de 2024. Os outros serviços de negócio somaram receitas líquidas de US$1,2 bilhão, US$929 milhões acima do resultado de dezembro de 2024. As despesas líquidas com viagens internacionais alcançaram US$1,2 bilhão, aumento de 19,5% em relação a dezembro de 2024, com redução de 4,6% nas receitas (para US$688 milhões) e aumento de 9,3% nas despesas (para US$1,9 bilhão). No ano de 2025, o déficit em serviços somou US$52,9 bilhões, redução de 4,1% comparativamente ao déficit em 2024, US$55,2 bilhões. Nessa comparação anual, destacaram-se a redução nas despesas líquidas de serviços culturais pessoais e recreativos, US$5,0 bilhões (desde janeiro de 2025 a legislação obrigou as casas de apostas a tornarem-se empresas residentes, fazendo com que as transações de apostas deixassem de fazer parte do balanço de pagamentos), e aumento das receitas líquidas de serviços financeiros, US$1,1 bilhão. Por outro lado, houve aumentos das despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual, US$2,5 bilhões; viagens, US$1,5 bilhão; e serviços de telecomunicação, computação e informações, US$941 milhões. O déficit em renda primária somou US$9,2 bilhões em dezembro de 2025, redução de 8,4% comparativamente ao déficit de US$10,1 bilhões em dezembro de 2024. Na mesma comparação, despesas líquidas com juros, US$3,9 bilhões diminuíram 29,1%, e as despesas líquidas com lucros e dividendos, US$5,4 bilhões, aumentaram 15,5%. No ano de 2025, o déficit em renda primária totalizou US$81,3 bilhões, mesmo valor observado em 2024. As despesas líquidas de juros somaram US$28,1 bilhões em 2025, recuo de 9,9% em relação aos US$31,2 bilhões ocorridos em 2024. Em 2025 houve crescimentos de 4,6% nas receitas de juros, para US$10,9 bilhões, e redução de 6,3% nas despesas de juros, para US$39,0 bilhões. As despesas líquidas de lucros e dividendos de investimento direto e em carteira somaram US$53,6 bilhões em 2025, 5,9% superiores aos US$50,6 bilhões observados em 2024. As receitas e as despesas recuaram, respectivamente, US$5,4 bilhões e US$2,4 bilhões, na mesma comparação. Nota para a Imprensa – 26.01.2026 Os investimentos diretos no país (IDP) registraram saídas líquidas de US$5,2 bilhões em dezembro de 2025, ante ingressos líquidos de US$160 milhões em dezembro de 2024. As saídas líquidas em participação no capital somaram US$7,3 bilhões, resultado de ingressos de US$4,1 bilhões em participação no capital exceto lucros reinvestidos, e saídas de US$11,4 bilhões em lucros reinvestidos (o valor negativo denota que, no mês, a distribuição de lucros superou os lucros auferidos ). As operações intercompanhia somaram ingressos líquidos de US$2,1 bilhões No ano de 2025, o IDP totalizou US$77,7 bilhões (3,41% do PIB), ante US$74,1 bilhões (3,39% do PIB) em 2024, aumento de 4,8%. O ingresso líquido em participação no capital somou US$62,4 bilhões, redução de 3,5%, com recuo de 21,3% em reinvestimentos e aumento de 14,2% em ingressos investimentos exceto lucros reinvestidos. O ingresso líquido em operações intercompanhia somou US$15,3 bilhões em 2025, superando o resultado de 2024 em US$5,8 bilhões. Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos de US$3,9 bilhões em dezembro de 2025, resultado de saídas líquidas de US$1,4 bilhão em ações e fundos de investimento e de ingressos líquidos de US$5,3 bilhões em títulos de dívida. No ano de 2025, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$15,3 bilhões, resultado de saídas líquidas de US$4,9 bilhões em ações e fundos de investimentos e ingressos líquidos de US$20,2 bilhões em títulos de dívida. Em 2024, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram saídas líquidas de US$5,0 bilhões. Nota para a Imprensa – 26.01.2026 2. Reservas internacionais As reservas internacionais somaram US$358,2 bilhões em dezembro de 2025, redução de US$2,3 bilhões em relação ao mês anterior. Contribuíram para reduzir o estoque de reservas a concessão de linhas com recompra, US$4,5 bilhões, e as variações por preços, US$626 milhões. As variações por paridades, US$1,6 bilhão, e as receitas de juros, US$811 milhões, contribuíram para elevação do estoque. O estoque de reservas de dezembro de 2025 aumentou US$28,5 bilhões em comparação a dezembro de 2024. Destacaram-se as contribuições positivas de variações por paridades, US$12,9 bilhões, receita de juros, US$8,9bilhões, e variações por preço, US$6,8 bilhões. 3. Revisão A Política de Revisão das Estatísticas Econômicas Oficiais Compiladas pelo Departamento de Estatísticas (DSTAT) do Banco Central do Brasil (3ª edição, de junho de 2023) estabelece revisões ordinárias de curto prazo referentes à incorporação de novas informações no processo de compilação e revisão de estimativas. As fontes para a revisão de lucros auferidos por empresas de investimento direto residentes no país (despesas) são as declarações prestadas no Sistema de Prestação de Informações de Capitais Estrangeiros - Investimento Estrangeiro Direto (SCE-IED). Os dados disponíveis mais recentes permitiram revisar as despesas de lucros de investimento direto para o segundo e o terceiro trimestres de 2025 de US$34,9 bilhões para US$33,7 bilhões. Com isso, houve redução do ingresso de IDP e do déficit em transações correntes em US$1,2 bilhão, com novos valores da conta de lucros reinvestidos. As receitas de lucros não foram alteradas nesta revisão. 4. Reorganização de tabelas da Nota para a Imprensa - Estatísticas do Setor Externo A partir da próxima edição desta Nota, a ser publicada em 24 de fevereiro de 2026, algumas tabelas serão excluídas, com suas estatísticas apresentadas em outros canais de divulgação. As estatísticas referentes ao mercado de câmbio (específicas do caso brasileiro e não contempladas pelo padrão estatístico internacional) passarão a ser divulgadas apenas nos Indicadores Econômicos Consolidados e no Sistema Gerenciador de Séries temporais (SGS). Detalhamentos adicionais das estatísticas do setor externo como composição por moeda e setor institucional da dívida externa passarão a ser publicados apenas nas Tabelas Especiais. Indicadores de endividamento e demais métricas permanecerão podendo ser calculados a partir de séries publicadas. As futuras modificações são detalhadas a seguir: Nota - Estatísticas do Setor Externo Alteração Tabela 14 – Investimento direto no país – ingressos – participação no capital – Distribuição por faixas de valor Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada nas Tabelas Especiais com frequência trimestral. https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/Documents/notas_metodologicas/Politica_de_Revisoes_de_Estatisticas.pdf https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/Documents/notas_metodologicas/Politica_de_Revisoes_de_Estatisticas.pdf https://www.bcb.gov.br/estatisticas/indicadoresselecionados https://www3.bcb.gov.br/sgspub/ https://www.bcb.gov.br/estatisticas/tabelasespeciais Nota para a Imprensa – 26.01.2026 Tabela 15 – Taxa de rolagem – Passivos selecionados de longo prazo Tabela e séries serão excluídas da Nota, do SGS e do arquivo BalPagM. Suas informações podem ser calculadas a partir das séries do balanço de pagamentos (Investimento em carteira – passivos e Outros investimentos - passivos). Tabela 16 – Câmbio contratado e posição de câmbio Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nos Indicadores Econômicos Selecionados e no SGS. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 17 – Câmbio contratado – financeiro detalhado Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nos Indicadores Econômicos Selecionados, com a série completa. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 20 - Dívida externa por setor do credor e do devedor Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 21 - Dívida externa – cronograma de amortização - Distribuição por setor do credor Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 22 - Dívida externa – cronograma de amortização - Distribuição por setor do devedor Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 23 – Dívida externa – distribuição por moeda Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 24 – Dívida externa - Distribuição por modalidade de taxa de juros Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 29 – Composição dos instrumentos de dívida por moeda - Ativos Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais, distribuição conjunta do setor institucional do credor e moeda. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 30 – Composição dos instrumentos de dívida por moeda - Passivos Tabela será excluída da Nota passando a ser publicada apenas nas Tabelas Especiais, distribuição conjunta do setor institucional do credor e moeda. Sem alteração de frequência ou conteúdo. Tabela 31 – Indicadores de sustentabilidade de dívida externa Tabela será excluída da Nota. Alguns indicadores permanecem no SGS, outros são passíveis de cálculo a partir de outras séries já publicadas. Nota para a Imprensa – 26.01.2026 A exclusão das tabelas elencadas implicará renumeração daquelas que permanecerão na Nota para a Imprensa - Estatísticas do Setor Externo. 5. Parciais As parciais do câmbio contratado para o mês de janeiro, até o dia 21, são apresentadas na tabela a seguir: