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PREFEITURA MUNICIPAL DO CABO DE SANTO AGOSTINHO Autarquia Educacional Para o Desenvolvimento Cultural do Cabo – AEDECCA Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Cabo – FACHUCA FICHA DE REVISÃO - 1ª AVALIAÇÃO PSICOLOGIA HOSPITALAR 1. Um psicólogo hospitalar participa de um programa de treinamento destinado a profissionais de enfermagem sobre comunicação com pacientes e familiares em situações de sofrimento. Essa atividade: A) Está fora das atribuições da Psicologia Hospitalar. B) Pode fazer parte da capacitação de profissionais de outras áreas sobre aspectos psicossociais da assistência. C) Deve ser realizada exclusivamente por médicos. D) Só pode ocorrer em instituições de ensino. 2. Considere a seguinte situação: Um paciente apresenta uma reação emocional intensa após o diagnóstico. Entretanto, sua história de vida, rede de apoio e estratégias anteriores de enfrentamento indicam recursos importantes para lidar com a situação. A partir das diretrizes apresentadas, pode-se concluir que: A) A presença de diagnóstico médico determina automaticamente a intensidade da intervenção psicológica. B) A resposta ao adoecimento deve ser compreendida considerando também características individuais e contextuais. C) A rede de apoio possui pouca importância para a adaptação ao adoecimento. D) A personalidade do paciente não deve ser considerada na assistência hospitalar. 3.A atuação do psicólogo hospitalar junto à equipe de saúde em situações de crise sanitária deve ser compreendida como: A) Atendimento psicológico permanente de todos os profissionais da instituição. B) Possibilidade de suporte focal no contexto excepcional, seguida, quando necessário, de encaminhamento aos setores competentes. C) Substituição dos serviços de saúde do trabalhador. D) Atendimento restrito aos profissionais que apresentam diagnóstico psiquiátrico. 4. Um paciente apresenta uma sequela decorrente do adoecimento que modificou sua rotina, seus papéis sociais e sua relação com outras pessoas. A intervenção psicológica pode ter como foco: A) Apenas a eliminação da sequela física. B) O desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e adaptação às mudanças decorrentes do adoecimento. C) A aceitação obrigatória da nova condição. D) A retirada do paciente do convívio familiar. 5. Um paciente demonstra compreensão das orientações médicas, mas afirma que não pretende seguir o tratamento porque acredita que “não adianta mais”. O psicólogo identifica sofrimento associado ao diagnóstico e desesperança. Uma intervenção coerente seria: A) Obrigar o paciente a seguir as orientações da equipe. B) Explorar os aspectos psicológicos envolvidos e desenvolver estratégias que possam favorecer enfrentamento e adesão. C) Ignorar a fala do paciente, pois a adesão é responsabilidade exclusivamente médica. D) Solicitar imediatamente a alta hospitalar. 6. A possibilidade de atuação em ambulatórios de especialidades demonstra que: A) A Psicologia Hospitalar está limitada à internação hospitalar. B) A atuação pode ocorrer em diferentes contextos relacionados à assistência hospitalar e especializada. C) O psicólogo hospitalar atua exclusivamente em situações de emergência. D) O atendimento ambulatorial não envolve aspectos relacionados ao processo saúde-doença. 7. Uma família entra em conflito com a equipe porque interpreta determinadas condutas como falta de cuidado. O psicólogo é chamado para intervir. Considerando suas atribuições, uma possibilidade adequada é: A) Assumir o lugar da equipe médica e determinar a conduta. B) Facilitar a comunicação entre família, usuário e equipe, considerando os aspectos psicológicos e relacionais envolvidos. C) Impedir que a família participe das decisões. D) Encerrar o contato entre família e equipe para evitar novos conflitos. 8. Considere o seguinte caso: Um paciente internado apresenta ansiedade, dificuldade de adaptação à hospitalização e resistência ao tratamento. A família também demonstra sofrimento e dificuldade para compreender como oferecer suporte. O psicólogo realiza atendimentos breves, orienta a família, dialoga com a equipe e, após a alta, avalia a necessidade de encaminhamento. Esse caso representa adequadamente a Psicologia Hospitalar porque envolve: A) Atendimento exclusivamente individual e centrado no diagnóstico psicológico. B) Intervenção prolongada e independente da equipe de saúde. C) Atuação breve, focal, integrada e direcionada ao usuário, família e contexto multiprofissional. D) Atuação limitada ao tratamento dos sintomas psiquiátricos. 9. Um paciente hospitalizado apresenta resistência ao diagnóstico médico e afirma que não aceita ser considerado “doente”. O psicólogo, seguindo a concepção de Simonetti apresentada no texto, decide não tentar convencê-lo da existência da doença, mas cria condições para que ele fale sobre o diagnóstico, seus sentimentos e sua experiência. A conduta descrita está fundamentada na compreensão de que: A) O psicólogo deve priorizar a aceitação racional do diagnóstico antes de trabalhar os aspectos emocionais. B) A finalidade da intervenção psicológica é adequar o paciente às exigências médicas para garantir adesão. C) O objeto privilegiado da Psicologia Hospitalar é a subjetividade, possibilitando que o paciente atribua sentidos à experiência do adoecimento. D) A Psicologia Hospitalar deve substituir a explicação médica por uma interpretação psicológica da doença. 10. A denominação “Psicologia Hospitalar” no Brasil pode ser compreendida, segundo Castro e Bornholdt, a partir de uma característica histórica das políticas de saúde brasileiras. Assinale a alternativa que melhor explica essa relação: A) A denominação surgiu porque o hospital sempre foi o principal espaço de prevenção e promoção da saúde coletiva no Brasil. B) A centralidade histórica do hospital nas políticas de saúde brasileiras, especialmente desde a década de 1940, contribuiu para que o trabalho psicológico na saúde recebesse essa denominação. C) O termo foi escolhido porque a Psicologia da Saúde não poderia atuar em ambientes comunitários. D) A denominação decorreu exclusivamente da regulamentação profissional realizada pelo CFP. 11. Um psicólogo recém-contratado por um hospital afirma que sua atuação será definida pela abordagem teórica que utiliza, pois acredita que isso determina o que é ou não Psicologia Hospitalar. Considerando o texto, essa afirmação é: A) Correta, pois a abordagem teórica determina o campo de atuação do psicólogo. B) Correta apenas quando o psicólogo atua diretamente com pacientes. C) Incorreta, pois a identidade do psicólogo hospitalar está relacionada principalmente a quem se beneficia de sua atuação. D) Incorreta apenas porque o psicólogo deve utilizar exclusivamente a psicanálise no hospital. E) Correta, desde que sua abordagem seja reconhecida pela instituição 12. A crescente humanização dos serviços hospitalares modifica a atuação do psicólogo porque: A) transfere para o psicólogo a responsabilidade pela humanização de todos os setores. B) restringe sua atuação às demandas emocionais apresentadas explicitamente pelos pacientes. C) reforça a necessidade de considerar as particularidades e necessidades individuais no cuidado. D) elimina a necessidade de intervenção junto às equipes. E) torna desnecessária a delimitação da tarefa profissional. 13. Um psicólogo percebe que um paciente está sendo tratado de forma inadequada pela equipe devido a falhas de comunicação sobre suas necessidades. Ao intervir como mediador, sua função principal é: A) substituir a equipe na tomada de decisões. B) defender o paciente contra qualquer decisão médica. C) atuar como porta-voz das necessidades e desejos do paciente, contribuindo para minimizar desencontros de informação. D) determinar qual profissional está correto no conflito.E) assumir a responsabilidade pelo tratamento médico. 14. A mudança na relação entre médico e paciente descrita no capítulo está associada principalmente: A) à manutenção de uma posição passiva do paciente diante do tratamento. B) à transferência integral das decisões médicas para o paciente. C) à maior participação do paciente, incluindo apropriação de informações, discussão de indicações e exercício da autonomia. D) à diminuição da responsabilidade do médico sobre as decisões terapêuticas. E) à substituição do conhecimento médico pelo conhecimento psicológico. 15. Um hospital decide oferecer aos pacientes informações sobre procedimentos, tratamentos e cuidados, mas utiliza a mesma forma de comunicação para todos, independentemente de idade, características pessoais e capacidade de compreensão. À luz do capítulo, essa prática: A) atende plenamente ao objetivo psicopedagógico, pois informar é suficiente. B) é adequada porque a informação deve ser sempre objetiva e padronizada. C) precisa ser adaptada às características pessoais e coletivas para que a aprendizagem seja efetivamente incorporada. D) deveria ser substituída por informações exclusivamente fornecidas pelos familiares. E) corresponde prioritariamente ao nível psicoprofilático. 16. Um paciente apresenta uma alteração orgânica importante, mas ainda não demonstra sinais clínicos perceptíveis. Considerando a evolução do conceito de doença apresentada no capítulo, é correto afirmar que: A) A ausência de sinais clínicos permite concluir que não existe doença. B) A doença somente pode ser reconhecida quando produz sofrimento psíquico. C) A existência de alterações patológicas pode preceder sua manifestação clínica observável. D) A doença só pode ser considerada existente quando há incapacidade funcional. E) A ausência de sintomas indica necessariamente um estado de saúde. 17. Um dos problemas apontados pelo capítulo em relação ao diagnóstico é que ele, embora facilite a comunicação entre profissionais, pode: A) Impedir qualquer tentativa de tratamento. B) Tornar impossível a realização de prognósticos. C) Reduzir a riqueza da individualidade do paciente e favorecer sua estigmatização. D) Eliminar as diferenças entre profissionais de diferentes abordagens. E) Fazer com que todos os casos sejam considerados limítrofes. 18. Um psicólogo e um psiquiatra avaliam o mesmo paciente e chegam a interpretações diferentes sobre seus sintomas. O capítulo permite compreender que essa diferença pode estar relacionada: A) Necessariamente a um erro de um dos profissionais. B) Apenas à falta de informações fornecidas pelo paciente. C) À existência de diferentes referenciais teóricos, conceituais e classificatórios. D) Exclusivamente à gravidade da doença orgânica. E) À impossibilidade de qualquer diagnóstico psicológico. 19. O capítulo afirma que a experiência clínica do entrevistador influencia o diagnóstico. A expressão “a clínica é soberana”, nesse contexto, indica que: A) A experiência profissional pode interferir na forma como os fenômenos são identificados e interpretados. B) O conhecimento teórico não possui nenhuma utilidade para o diagnóstico. C) Somente profissionais com muitos anos de experiência podem diagnosticar. D) O diagnóstico deve ser baseado exclusivamente na observação direta. E) A experiência elimina completamente a subjetividade do diagnóstico. 20. Um paciente hospitalizado apresenta alterações de memória, desorientação e ansiedade após o início de um quadro orgânico. Para compreender adequadamente essas manifestações, o psicólogo deve considerar: A) Apenas a personalidade anterior do paciente. B) Somente os sintomas psicológicos apresentados. C) A possibilidade de que o adoecimento físico tenha precipitado ou agravado essas manifestações. D) Que qualquer alteração psíquica em ambiente hospitalar é necessariamente psicopatológica. E) Que sintomas psicológicos e alterações orgânicas não possuem relação entre si.