Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ATIVIDADE 1 - FUNDAMENTOS DE DIREITO PENAL - 53_2026
Seu parceiro nos TRABALHOS ACADÊMICOS. Entre em contato com a nossa equipe.
E-mail: alfaassessoriaacademica10@gmail.com
Instagram:@Alfa_assessoriaacademica_
(15) 99706-0728
Texto1 Instituto da desistência voluntária estimula a não consumação de crimes. O instituto da desistência voluntária encontra previsão legal no artigo 15 do Código Penal, estando ao lado de um outro instituto de política criminal denominado arrependimento eficaz. Diz o artigo 15 do Código Penal:
"O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados."
Na desistência voluntária, o agente, por ato voluntário, interrompe o processo executório do crime, abandonando a prática dos demais atos necessários à sua consumação. Em outras palavras, embora já tenha iniciado a execução de um determinado crime, ele decide não prosseguir com sua conduta e deixa de consumá-lo.
É importante destacar que esse instituto somente se caracteriza quando a interrupção da execução decorre da vontade do próprio agente. Caso a não consumação do crime ocorra por circunstâncias alheias à sua vontade, estará
configurada a tentativa. A lei exige apenas que a desistência seja voluntária, não sendo necessário que seja espontânea.
Para diferenciar a desistência voluntária da tentativa, pode-se utilizar a seguinte fórmula: na desistência voluntária, o agente pode prosseguir na execução do crime, mas não quer; na tentativa, o agente quer prosseguir, mas não pode.
Já no arrependimento eficaz, o agente, após ter esgotado todos os meios de execução que estavam à sua disposição para a prática do crime, arrepende-se e passa a agir para impedir a produção do resultado. Também nesse caso não se exige espontaneidade, bastando que haja a vontade de evitar a consumação do delito.
Tanto a desistência voluntária quanto o arrependimento eficaz são institutos de política criminal que buscam estimular o agente a impedir a consumação do crime. Em razão disso, a lei determina que o agente responda apenas pelos atos já praticados, afastando a responsabilização pelo crime inicialmente pretendido.
Adaptado de: SANNINI NETO, Francisco. Instituto da desistência voluntária estimula a não consumação de crimes. Consultor Jurídico, 27 jul. 2013. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2013-jul-27/francisco-sannini-instituto-desistencia-voluntaria-estimula-nao-consumacao-crimes. Acesso em: 20 jun. 2026.
 
TEXTO 2 Arrependimento eficaz no Direito Penal
O arrependimento eficaz é um instituto previsto no artigo 15 do Código Penal brasileiro, que se aplica quando o agente, após iniciar a execução de um crime, impede voluntariamente que o resultado pretendido ocorra. Nesses casos, embora tenha praticado atos voltados à consumação do delito, o agente passa a atuar para evitar a produção do resultado, respondendo apenas pelos atos já praticados.
Para que o arrependimento eficaz seja reconhecido, é necessário que alguns requisitos estejam presentes. Em primeiro lugar, o agente deve ter iniciado a execução do crime. Além disso, o delito não pode ter sido consumado, uma vez que o instituto somente se aplica quando a atuação posterior do próprio agente impede a ocorrência do resultado. Também é indispensável que as medidas adotadas sejam efetivamente capazes de evitar a consumação e que essa atuação decorra de sua livre vontade, sem coação ou imposição externa.
Um exemplo clássico ocorre quando uma pessoa dispara contra outra com intenção de matá-la, mas, logo em seguida, arrepende-se, presta socorro imediato e consegue evitar a morte da vítima. Nessa hipótese, não haverá responsabilização pelo homicídio tentado, embora o agente possa responder pelos demais atos praticados.
A existência desse instituto demonstra uma opção de política criminal adotada pelo legislador. Ao conferir tratamento mais favorável ao agente que impede a consumação do crime, o ordenamento jurídico busca estimular comportamentos que reduzam ou eliminem os danos ao bem jurídico protegido. Dessa forma, a lei procura incentivar o abandono da atividade criminosa e a proteção efetiva da vítima, privilegiando a não consumação do delito em vez da simples punição do infrator.
Fonte: MARTINS, J. C. Arrependimento eficaz no Direito Penal. JusBrasil, 2025. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/arrependimento-eficaz-no-direito-penal/3322109275. Acesso em: 20 jun. 2026.
INSTRUÇÕES
O texto 1 apresenta os institutos da desistência voluntária e do arrependimento eficaz, destacando que ambos ocorrem quando o próprio agente impede a consumação do crime. O texto 2 aprofunda a análise do arrependimento eficaz, explicando seus requisitos e demonstrando que o ordenamento jurídico concede tratamento mais favorável ao agente que voluntariamente evita a produção do resultado inicialmente pretendido.
Diante disso, com base no conteúdo trabalhado na disciplina, elabore um texto dissertativo de 10 a 20 linhas, analisando a finalidade dos institutos da desistência voluntária e do arrependimento eficaz no Direito Penal, discutindo sua importância para a proteção dos bens jurídicos e para a política criminal adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro.
Orientações:
- Ler sobre a temática na unidade 3 do livro da disciplina.
- Assistir ao vídeo explicativo disponível na Sala do Café ou Fórum.
- A sua resposta completa deverá ser digitada no campo de resposta a seguir (deixe sua resposta aqui) e não necessita formatação de espaçamento entre linhas, uso de negrito, tipo e tamanho de fonte ou alinhamento das margens. Sugestão: digite sua resposta em um arquivo Word e depois transcreva para o ambiente da atividade.
- Após atividade finalizada, não conseguimos fazer alterações.
- Salve o comprovante de realização da atividade.
image1.jfif

Mais conteúdos dessa disciplina