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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. 1. A mediação como alternativa à judicialização O que chamou atenção foi a possibilidade de utilizar a mediação antes que o conflito entre Dona Maria e Sr. João se agrave. A mediação favorece o diálogo e permite que os próprios envolvidos participem da construção de uma solução, tornando o acordo mais adequado à realidade das partes. 2. A escuta qualificada das partes Outro aspecto relevante é a necessidade de ouvir Dona Maria e Sr. João de maneira individualizada e respeitosa. A escuta qualificada permite identificar não apenas o problema relacionado aos ruídos, mas também sentimentos, necessidades e limites envolvidos no conflito. 3. A construção de um acordo sustentável Também chamou atenção a importância de construir um acordo que possa ser efetivamente cumprido pelas partes. Não basta solucionar o problema momentaneamente; é necessário estabelecer compromissos claros que contribuam para uma convivência comunitária mais respeitosa e duradoura. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. ETAPA 3 – LEVANTAMENTO DE CONCEITOS TEÓRICOS 1. Mediação É um método em que um terceiro imparcial facilita o diálogo, sem impor uma decisão. No caso de Dona Maria e Sr. João, possibilita que ambos encontrem juntos uma solução para o conflito causado pelos ruídos. 2. Justiça Multiportas Oferece diferentes meios para solucionar conflitos, como a mediação e a conciliação. No caso, permite buscar uma solução consensual e adequada, evitando que o conflito dependa somente de uma decisão judicial. 3. Escuta qualificada Consiste em ouvir as partes com atenção, respeito e ética, compreendendo suas necessidades e sentimentos. No caso, permite conhecer os impactos dos ruídos sobre Dona Maria e compreender a perspectiva de Sr. João. 4. Imparcialidade É o princípio que exige que o mediador não favoreça nenhuma das partes. No conflito, garante que Dona Maria e Sr. João tenham igualdade para expor suas opiniões e participar da construção do acordo. 5. Convivência comunitária Refere-se à relação entre pessoas que compartilham o mesmo espaço, baseada no respeito e no diálogo. No caso, ajuda a buscar não apenas a redução dos ruídos, mas também uma convivência mais harmoniosa entre os vizinhos. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: • Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? • O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? • Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? Mediação A mediação pode ser aplicada ao conflito entre Dona Maria e Sr. João porque as tentativas de diálogo direto não foram suficientes. Um mediador imparcial poderá organizar o diálogo, permitindo que Dona Maria explique como os ruídos afetam seu sossego e sua rotina, enquanto Sr. João poderá apresentar sua perspectiva. Justiça Multiportas A Justiça Multiportas permite compreender que o encaminhamento do conflito para a mediação constitui uma alternativa adequada antes ou durante a judicialização. Nesse caso, a solução consensual pode ser mais rápida e participativa do que uma decisão imposta pelo Poder Judiciário. Escuta qualificada A escuta qualificada ajudará a identificar as necessidades de cada envolvido. Deve-se considerar especialmente a condição de Dona Maria, que é idosa, aposentada e possui problemas de saúde, sem deixar de compreender a realidade e as necessidades do Sr. João. Imparcialidade A atuação imparcial é indispensável para que nenhum dos envolvidos se sinta prejudicado ou desrespeitado. O mediador deve facilitar a comunicação e ajudar na identificação de interesses comuns, sem decidir quem está certo ou errado. Convivência comunitária A solução deve buscar não somente diminuir os ruídos, mas melhorar a convivência entre os vizinhos. O acordo poderá estabelecer horários de silêncio, limites para atividades que produzam maior barulho e formas de comunicação caso surjam novos problemas. A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): • Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto • Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto • Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação.Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos • Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos • Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos • Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto • Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: • Meu texto não passou de 6000 caracteres. • Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. • Conectei teoria + situação. • Apresentei soluções plausíveis. • Incluí referências. • Mostrei que aprendi algo. • Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. A análise do caso demonstrou que conflitos comunitários podem ser solucionados de maneira mais participativa quando existe espaço para diálogo, escuta e construção conjunta de alternativas. A mediação apresenta-se como instrumento adequado para o conflito entre Dona Maria e Sr. João, pois permite compreender as necessidades de ambos e buscar um acordo consensual, evitando o agravamento da situação e contribuindo para uma convivência mais harmoniosa. O caso envolve Dona Maria, pessoa idosa, aposentada e com problemas de saúde, que tem seu direito ao sossego prejudicado por ruídos excessivos provenientes da residência vizinha, ocupada pelo Sr. João. Como as tentativas de resolução direta não produziram resultados, Dona Maria buscou o Poder Judiciário. Diante dessa situação, a mediação surge como alternativa dentro da Justiça Multiportas, possibilitando uma intervenção mais humanizada e participativa. A situação pode ser compreendida principalmente a partir dos conceitos de mediação, escuta qualificada e convivência comunitária. A mediação possibilita que um terceiro imparcial facilite o diálogo entre os vizinhos, sem impor uma decisão. A escuta qualificada permite compreender como o problema dos ruídos afeta Dona Maria e, ao mesmo tempo, conhecer a realidade do Sr. João. Já a convivência comunitária demonstra que o conflito não envolve apenas o direito individual ao sossego, mas também a necessidade de respeito entre pessoas que compartilham o mesmo espaço social. Dessa forma, a solução deve considerar os interesses de ambos. Como proposta interventiva, recomenda-se inicialmente a realização de sessões de mediação, com a participação voluntária de Dona Maria e Sr. João e a condução de um mediador imparcial. Antes da sessão conjunta, seria importante realizar uma escuta individual das partes, permitindo identificar necessidades, expectativas e possíveis dificuldades para o cumprimento de um acordo. Essa estratégia está fundamentada na mediação e na escuta qualificada, favorecendo uma comunicação respeitosa e evitando que o conflito seja tratado somente como uma disputa entre quem está certo ou errado. Como resultado da mediação, recomenda-se a construção de um acordo com compromissos objetivos, como a definição de horários de silêncio, redução de atividades que produzam ruídos excessivos em determinados períodos e estabelecimento de um canal de comunicação entre os vizinhos para solucionar eventuais problemas futuros. O acordo deve ser realista, consensual e compatível com a rotina das partes. Também é importante prever uma avaliação posterior do cumprimento dos compromissos, quando cabível, para verificar se a solução está contribuindo para uma convivência comunitária sustentável. Conclusão reflexiva A realização deste desafio permitiu compreender que a resolução de conflitos não depende exclusivamente de uma decisão judicial. A Justiça Multiportas amplia as possibilidades de acesso à justiça e demonstra que métodos consensuais, como a mediação, podem proporcionar soluções mais participativas e adequadas às necessidades das pessoas envolvidas. A experiência também possibilitou compreender a importância da atuação profissional baseada no diálogo, na escuta qualificada, na imparcialidade e no respeito à autonomia dos envolvidos. No caso apresentado, solucionar o problema significa mais do que interromper os ruídos: significa reconstruir possibilidades de convivência e prevenir novos conflitos. Assim, a mediação mostra-se uma estratégia humanizada e democrática para transformar uma situação de conflito em oportunidade de diálogo e cooperação. Referências RORATO, Ângela Martins; GIONGO, Cláudia Deitos. Formas democráticas de participação social e a mediação familiar, escolar e comunitária. Indaial: UNIASSELVI, 2020. Autoavaliação Durante a elaboração deste desafio, percebi que compreender os conceitos teóricos fica mais fácil quando consigo relacioná-los com uma situação concreta. A análise do caso me ajudou a perceber que conceitos como mediação, escuta qualificada e convivência comunitária não são apenas conteúdos teóricos, mas instrumentos que podem ser utilizados na prática profissional para compreender conflitos e buscar soluções democráticas. Também percebi a importância de analisar cada situação considerando as necessidades e os direitos de todos os envolvidos.