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PLANO DE ESTUDOS DO CONCURSEIRO AVANÇADO 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
 
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TÓPICO 2 – Limitações Constitucionais ao poder de tributar - Princípios Tributários 
 
MUITA ATENÇÃO, este está entre um dos tópicos mais importantes, pois é um dos mais 
cobrados pelas bancas (11,3%). Aqui tem questão certa na sua prova! 
 
Conceitos importantes que você deve levar deste tópico 
 
Limitações Constitucionais ao poder de tributar são constituídas por princípios e 
imunidades! 
 
Reserva de Lei Complementar para regulação: CF/88 - Art. 146. Cabe à lei complementar: II 
- regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; 
 
Princípio da Legalidade (Princípio da Reserva Legal): CF/88 - Art. 150. Sem prejuízo de 
outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal 
e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; CTN - Art. 97. Somente 
a lei pode estabelecer: I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; II - a majoração de 
tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; III - a definição 
do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do 
artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, 
ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V - a cominação de penalidades para as 
ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; VI - 
as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou 
redução de penalidades. § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de 
cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. § 2º Não constitui majoração de tributo, para os 
fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de 
cálculo. 
 
Reserva de Lei Complementar para a Instituição do tributo: Imposto sobre Grandes Fortunas; 
Impostos Residuais; Contribuições Residuais; Empréstimos Compulsórios. 
 
Exceções ao Princípio da Legalidade: 
- Alteração de alíquota dentro dos limites legais: Imposto de Importação (II); Imposto de 
Exportação (IE); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre Operações 
Financeiras (IOF). 
- Redução e restabelecimento da alíquota: CIDE-Combustíveis. 
- Alíquotas fixadas pelo CONFAZ: ICMS - Combustíveis (ICMS-monofásico). 
- atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo e da fixação do prazo para 
a exação tributária. 
 
 
Princípio da Isonomia: “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, 
é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: II - instituir tratamento 
desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer 
distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente 
da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;” 
 
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Princípio da Capacidade Contributiva: CF/88 - Art. 145: (...): § 1º - Sempre que possível, os 
impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do 
contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses 
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os 
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.” 
 
Equidade Vertical: contribuintes que possuem capacidade contributiva diferente, devem 
contribuir de forma desigual. 
Equidade Horizontal: contribuintes que possuem igual capacidade contributiva, devem ser 
tributados de maneira igual. 
A capacidade contributiva pode ser mensurada não só pela aplicação de diferentes alíquotas, 
mas também pelo escalonamento da base de cálculo. 
 
Princípio da Capacidade Contributiva e o Sigilo Bancário: o STF decidiu o julgamento de um 
conjunto de cinco processos (RE 601.314 e ADIs 2859, 2390, 2386 e 2397) que questionavam 
dispositivos da LC 105/01. Prevaleceu o entendimento de que a previsão da referida lei 
complementar não resulta em quebra de sigilo bancário, mas, sim, na transferência de sigilo da 
órbita bancária para a fiscal, ambas protegidas contra o acesso de terceiros. Ainda segundo o 
Tribunal, as autoridades fiscais podem requisitar aos bancos as informações financeiras dos 
contribuintes, sem prévia autorização judicial. 
 
 
Princípio do Não Confisco: CF/88 - Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV - utilizar 
tributo com efeito de confisco; 
Para o Supremo Tribunal Federal, a caracterização do efeito confiscatório deve ser obtida 
analisando a totalidade de tributos a que um contribuinte está submetido, dentro de determinado 
período, em relação à mesma pessoa política. 
 
A aplicação do princípio do não confisco deve ser atenuada, quando se trata de tributos 
extrafiscais: as alíquotas do IPI em relação aos cigarros, por exemplo, chegam a 300%, não 
sendo caracterizado confisco, haja vista que o interesse do Estado é o de que as pessoas evitem 
fumar. 
 
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Obs: e a aplicação do princípio do não confisco deve ser atenuada, quando se trata de tributos 
extrafiscais. Tais tributos são utilizados como forma de controle e, por isso mesmo, a doutrina e 
a jurisprudência aceitam que se estipulem alíquotas elevadas nesses tributos. 
 
 
Princípio da Anterioridade e Irretroatividade: 
 
Segurança jurídica: princípios da irretroatividade, anterioridade e da noventena. 
Princípio da Anterioridade: CF/88 - art. 150, III, b - é vedado a qualquer dos entes federativos 
cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu 
ou aumentou. 
 
 
Tributos que são exceção ao princípio da anterioridade: 
 
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Princípio da noventena: a cobrança do tributo deve ocorrer apenas 90 dias após a publicação 
de uma lei que institua ou majore tributos. 
Regra geral: o princípio da anterioridade nonagesimal deve ser aplicado juntamente com o 
princípio da da anterioridade anual, prevalecendo aquele que tiver prazo mais longo. 
 
Tributos que são exceções ao princípio da noventena: 
 
Medidas Provisórias: CF/88 , ART. 62 , parágrafo segundo: - Em caso de relevância e urgência, 
o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo 
submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. § 2º Medida provisória que implique instituição 
ou majoração de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II, só produzirá 
efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele 
em que foi editada. 
 
 
 
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Princípio da irretroatividade: CF/88 , art. 150, III, "a", é vedado a todos os entes federativos 
cobrar tributos em relação a fato geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os 
houver instituído ou aumentado. 
 
Princípio da Liberdade de Tráfego: CF/88, art. 150, V - é vedado aos entes federados 
"estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo 
poder público''. 
 
Outros princípios tributários: 
 
● Princípio da uniformidade geográfica da tributação: CF/88 - art. 150, I - veda que aunião 
institua tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que venha implicar 
em distinção em relação a outro ente federativo, em detrimento dos demais. Contudo, é 
permitida a concessão de incentivos fiscais para promover o desenvolvimento 
socioeconômico de determinadas regiões do país. 
● Princípio da Uniformidade da Tributação da Renda: CF/88 - Art. 1551, II, é vedado à 
União tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes 
públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. 
● Princípio da vedação às isenções heterônomas: CF/88 - Art. 151, III - É vedado à União: 
III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos 
Municípios. 
○ Exceções: 
■ ICMS sobre exportações (CF/88, art. 155, parágrafo 2º, XII.) 
■ ISS nas exportações de serviços (CF/88, Art. 156, parágrafo 3º, II) 
■ tratado internacional conceder isenção sobre tributos estaduais e 
municipais*. 
■ Princípio da não discriminação baseada em procedência ou destino: CF/88 
- Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios 
estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer 
natureza, em razão de sua procedência ou destino. 
■ Princípio da Transparência Tributária: CF/88 - Art. 150, parágrafo 5º. a lei 
determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos 
acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. 
 
 
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(STF, ADI 1.709) "A instituição dos emolumentos cartorários pelo Tribunal de Justiça afronta o 
princípio da reserva legal”. 
(obs: emolumentos são taxas judiciárias) 
 
(AI 236.976/MG-AgR) EMENTA: Recurso extraordinário. 2. Medida provisória. Força de lei. 3. A 
Medida Provisória, tendo força de lei, é instrumento idôneo para instituir e modificar tributos e 
contribuições sociais. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (STF, AI 
236.976/MG-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Néri da Silva, Julgamento em 17/08/1999) 
 
Súmula STJ 160 – É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual 
superior ao índice oficial de correção monetária. 
 
(RE 195.218/MG) EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. MINAS GERAIS. DECRETOS N.ºS 30.087/89 
E 32.535/91, QUE ANTECIPARAM O DIA DE RECOLHIMENTO DO TRIBUTO E 
DETERMINARAM A INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DE ENTÃO. 
ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA ANTERIORIDADE E DA NÃO-
CUMULATIVIDADE. Improcedência da alegação, tendo em vista não se encontrar sob o princípio 
da legalidade estrita e da anterioridade a fixação do vencimento da obrigação tributária; já se 
havendo assentado no STF, de outra parte, o entendimento de que a atualização monetária do 
débito de ICMS vencido não afronta o princípio da não-cumulatividade (RE 172.394). Recurso 
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não conhecido. (STF, Primeira Turma, RE 195.218/MG, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgamento em 
28/05/2002) 
 
Súmula STF 656 – É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto 
de transmissão inter vivos de bens imóveis - ITBI com base no valor venal do imóvel. 
 
Súmula STF 668 – É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda 
Constitucional 29/2000, alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o 
cumprimento da função social da propriedade urbana. 
 
(RE 562.045/RS) EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. 
TRIBUTÁRIO. LEI ESTADUAL: PROGRESSIVIDADE DE ALÍQUOTA DE IMPOSTO SOBRE 
TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS. 
CONSTITUCIONALIDADE. ART. 145, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRINCÍPIO 
DA IGUALDADE MATERIAL TRIBUTÁRIA. OBSERVÂNCIA DA CAPACIDADE 
CONTRIBUTIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.”. (...) Transcrição parcial do voto 
da Min. Ellen Gracie: “Por revelar efetiva e atual capacidade contributiva inerente ao acréscimo 
patrimonial, o imposto sobre transmissão “causa mortis”, também conhecido como imposto sobre 
heranças ou sobre a sucessão, é um imposto que bem se vocaciona à tributação progressiva.” 
(STF, RE 562.045/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 06/02/2013, publicado em 
27/11/2013) 
 
 
 
 
(STF, AI 157.871-AgR) Fere o princípio da isonomia a discriminação com base na função ou 
ocupação exercida. 
 
(ADI 1.276) Não fere o princípio da isonomia quando a lei estimula a contratação de empregados 
com determinadas características (por exemplo, idade mais elevada), por meio de incentivos 
fiscais (ADI 1.276, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 28-8-2002.) 
 
(RE 429.306/PR) - Não afronta o princípio da isonomia norma que proíbe a adoção do regime de 
admissão temporária para as operações de importação amparadas por arrendamento mercantil. 
(RE 429.306/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 16/3/11) 
 
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(ADI 2.078/PB) o STF também decidiu ser constitucional, não havendo ofensa ao princípio da 
vedação ao efeito confiscatório, a utilização do valor da causa como base de cálculo das taxas 
judiciárias, havendo a fixação de valores máximos para o tributo cobrado. 
 
(STF, ADI 551/RJ) EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. §§ 2.º E 3.º DO 
ART. 57 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS DA 
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. FIXAÇÃO DE VALORES MÍNIMOS PARA 
MULTAS PELO NÃO-RECOLHIMENTO E SONEGAÇÃO DE TRIBUTOS ESTADUAIS. 
VIOLAÇÃO AO INCISO IV DO ART. 150 DA CARTA DA REPÚBLICA. A desproporção entre o 
desrespeito à norma tributária e sua consequência jurídica, a multa, evidencia o caráter 
confiscatório desta, atentando contra o patrimônio do contribuinte, em contrariedade ao 
mencionado dispositivo do texto constitucional federal. Ação julgada procedente. (STF, ADI 
551/RJ, Plenário, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgamento em 24/10/2002) 
 
(STF, ARE 938.538 ) Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA PUNITIVA DE 120% REDUZIDA AO PATAMAR 
DE 100% DO VALOR DO TRIBUTO. ADEQUAÇÃO AOS PARÂMETROS DA CORTE. 1. A multa 
punitiva é aplicada em situações nas quais se verifica o descumprimento voluntário da obrigação 
tributária prevista na legislação pertinente. É a sanção prevista para coibir a burla à atuação da 
Administração tributária. Nessas circunstâncias, conferindo especial destaque ao caráter 
pedagógico da sanção, deve ser reconhecida a possibilidade de aplicação da multa em 
percentuais mais rigorosos, respeitados os princípios constitucionais relativos à matéria. 2. A 
Corte tem firmado entendimento no sentido de que o valor da obrigação principal deve funcionar 
como limitador da norma sancionatória, de modo que a abusividade revela-se nas multas 
arbitradas acima do montante de 100%. Entendimento que não se aplica às multas moratórias, 
que devem ficar circunscritas ao valor de 20%. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega 
provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973. (STF, ARE 938.538 
AgR/ES, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Julgamento em 30/09/2016) 
 
Súmula Vinculante 50 - Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária 
não se sujeita ao princípio da anterioridade. 
 
(RE-AgR 200.844/PR), a atualização do valor monetário do tributo também não constitui 
majoração de tributo, não sendo necessário que se submeta ao princípio da anterioridade. 
 
(RE 564.225-AgR/RS,) (...) REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA 
ANTERIORIDADE – DEVER DE OBSERVÂNCIA– PRECEDENTES. Promovido aumento 
indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS por meio da revogação 
de benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, geral e 
nonagesimal, constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. Precedente – 
Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.325/DF, de minha relatoria, julgada 
em 23 de setembro de 2004. (...) (STF, RE 564.225-AgR/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Marco 
Aurélio, Julgamento em 02/09/2014) 
 
STF (RE 584.100), a simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente não está sujeita 
ao prazo nonagesimal, tendo em vista que não há nenhuma surpresa para o contribuinte. 
 
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(STF, RE 587.008;) “É o aspecto material – e não o aspecto temporal da norma – que deve ser 
considerado para fins de resguardo da irretroatividade e da anterioridade da lei tributária (...). 
Havendo afirmação constitucional expressa da irretroatividade da lei ao fato gerador, bem como 
da anterioridade da lei tributária, e considerando-se que tais garantias constituem 
desdobramentos inequívocos do princípio da segurança jurídica, pode-se concluir que não tem 
lugar, no direito tributário brasileiro, a chamada retroatividade imprópria.” (STF, RE 587.008; Voto 
da Min. Ellen Gracie, Relator: Dias Toffoli, J. 02/02/2011, DJ 05/05/2011) 
 
Atualmente, você pode considerar incorreta a questão que afirma a redação da Súmula 584, 
que foi cancelada: Súmula STF 584 – Ao imposto de renda calculado sobre os rendimentos do 
ano base aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em que deve ser apresentada a 
declaração. 
 
(STF ADI 800/RS) Ementa: TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. PEDÁGIO. NATUREZA 
JURÍDICA DE PREÇO PÚBLICO. DECRETO 34.417/92, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO 
SUL. CONSTITUCIONALIDADE. 1. O pedágio cobrado pela efetiva utilização de rodovias 
conservadas pelo Poder Público, cuja cobrança está autorizada pelo inciso V, parte final, do art. 
150 da Constituição de 1988, não tem natureza jurídica de taxa, mas sim de preço público, não 
estando a sua instituição, consequentemente, sujeita ao princípio da legalidade estrita. 2. Ação 
direta de inconstitucionalidade julgada improcedente. (STF, Plenário, ADI 800/RS, Rel. Min. Teori 
Zavascki, Julgamento em 11/06/2014) 
 
(STF RE 229.096/RS) EMENTA: “(...) 1. A isenção de tributos estaduais prevista no Acordo Geral 
de Tarifas e Comércio para as mercadorias importadas dos países signatários quando o similar 
nacional tiver o mesmo benefício foi recepcionada pela Constituição da República de 1988. 2. O 
artigo 98 do Código Tributário Nacional "possui caráter nacional, com eficácia para a União, os 
Estados e os Municípios" (voto do eminente Ministro Ilmar Galvão). 3. No direito internacional 
apenas a República Federativa do Brasil tem competência para firmar tratados (art. 52, § 2º, da 
Constituição da República), dela não dispondo a União, os Estados-membros ou os Municípios. 
O Presidente da República não subscreve tratados como Chefe de Governo, mas como Chefe 
de Estado, o que descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 151, 
inc. III, da Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (STF, Pleno, RE 
229.096/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Julgado em 16/08/2007) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Se este é o seu primeiro contato com a matéria, resolva 30 questões do próprio material de 
estudos. Caso esteja apenas revisando e fazendo o nivelamento, utilize os cadernos a seguir (30 
questões): 
 
TEC CONCURSOS: 
 
FCC: Clique aqui 
FGV: Clique aqui 
CEBRASPE: Clique aqui 
 
 
Sistema de Questões do Estratégia: 
Clique aqui 
 
 
Código Tributário Nacional (Clique aqui) : 
 
Art. 97 
 
Constituição Federal de 1988 (Clique aqui) 
 
Art. 62, § 2º; 145: (...): § 1º; Art. 146, II ; Art. 150, II; Art. Art. 150; Art. 151, II e III. 
 
 
 
 
 
● Aula 01 do Curso de Direito Tributário - Pacote Auditor-Fiscal da RFB - Estratégia 
Concursos; 
● Aula 01 do Curso de Direito Tributário - Pacote Básico da Área Fiscal - Estratégia 
Concursos 
● Capítulo 2 do Livro de Direito Tributário do Professor Ricardo Alexandre; 2022. 
 
 
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1xJIk
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1xIth
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1xK7e
https://concursos.estrategia.com/cadernos-e-simulados/cadernos/67ab764a-0858-463d-a6a2-572f0c0c0889
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
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Conforme a nossa metodologia, o seu resumo deve ser enxuto e focado nos seus pontos de 
dificuldades, identificados a partir da resolução de questões. Deste modo, após resolver as 30 
questões indicadas, leve para seu resumo apenas aqueles pontos que efetivamente apareceram 
nas questões e que você teve alguma dificuldade na resolução. 
 
 
 
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