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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD
	
AULA 01
	
	
	DATA:
______/______/______
VERSÃO:01
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA 
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: JEANE CRISTINE MORAES 
	MATRÍCULA: 01663320
	CURSO: FISIOTERAPIA
	POLO: SÃO LUÍS- MA(Bairro: Alemanha)
	
			TEMA DE AULA: Cinesiologia, biomecânica e subdivisões da mecânica.
RELATÓRIO:
1.Discorrer sobre o conceito de cinesiologia e biomecânica, sobre o que cada estudo aborda.
Cinesiologia: Pensando de forma direta, a cinesiologia é a ciência que se dedica a entender o movimento do corpo humano. Só que ela não faz isso sozinha; une o conhecimento de várias áreas, como a anatomia (para entender quais estruturas estão se mexendo), a fisiologia (para ver como os músculos geram energia e se contraem) e a própria biomecânica. O grande objetivo aqui é entender a fundo como a gente se move, seja para melhorar a performance de um atleta ou para evitar que alguém se machuque no dia a dia.
Biomecânica: Já a biomecânica puxa mais para o lado da física. Ela pega as leis e os métodos da mecânica clássica e aplica nos seres vivos. Enquanto a cinesiologia olha para o movimento de um jeito mais amplo e qualitativo, a biomecânica vai lá e bota números nisso: ela calcula as forças envolvidas, os ângulos das articulações, a aceleração e o peso de cada segmento do corpo.
2. Descreva as subdivisões da mecânica e o conceito de cinética e cinemática que são as subdivisões da biomecânica.
Estática: Que estuda as coisas que estão paradas ou em uma velocidade constante que não muda. Nesse caso, todas as forças se anulam e a aceleração é igual a zero.
Dinâmica: Que é o oposto, focando nos corpos que estão acelerando, ou seja, mudando de velocidade ou de direção. É a partir da dinâmica que a gente divide a biomecânica em duas partes que usamos o tempo todo:
Cinemática: Que serve para descrever o movimento em si, sem se preocupar com o que fez ele acontecer. O foco aqui é puramente o espaço e o tempo, medindo coisas como a velocidade, o deslocamento e a aceleração. Um bom exemplo é medir o ângulo exato em que o joelho dobra na hora de chutar uma bola.
Cinética: Essa sim vai direto na causa do movimento. Ela estuda as forças que fazem o corpo se mexer, parar ou mudar de direção. Isso inclui tanto as forças internas, criadas pelos nossos próprios músculos e tendões, quanto as forças externas, como a gravidade ou o impacto do nosso pé contra o chão.
	
			TEMA DE AULA: Sistema nervoso e nervos cranianos.
	
RELATÓRIO:
1.Discorrer sobre o conceito do sistema nervoso central e periférico.
Sistema Nervoso Central (SNC): Dá para entender o SNC como o grande “computador central” do nosso corpo. Ele é formado pelo encéfalo (que engloba o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico) e pela medula espinhal. A função dele é receber tudo o que acontece dentro e fora da gente, processar essa informação e decidir o que fazer, mandando os comandos de volta para os músculos. Por ser uma área vital, ele fica super bem protegido por ossos: o crânio e a coluna vertebral.
Sistema Nervoso Periférico (SNP): O SNP funciona como a rede de cabos que liga esse computador central ao resto do corpo. Ele é composto pelos nervos (tanto os que saem da cabeça quanto os da medula), pelos gânglios e pelos receptores que captam os estímulos. 
2. Em relação aos nervos cranianos, fale sobre a classificação e informações transmitidas por eles e discorra sobre os pares cranianos.
Os nervos cranianos fazem parte dessa rede do SNP, mas com o diferencial de que eles saem direto do encéfalo. Dependendo do tipo de mensagem que eles carregam, nós os dividimos em três grupos:
Sensitivos (ou Aferentes): Só levam informação dos sentidos para o cérebro (tipo cheiro, visão e audição).
Motores (ou Eferentes): Só levam ordens de movimento para os músculos ou glândulas.
Mistos: Fazem as duas coisas ao mesmo tempo, pois têm fios sensitivos e motores correndo juntos.
Ao todo, temos 12 pares desses nervos, e cada um cuida de uma coisa:
I – Olfatório (Sensitivo): Cuida puramente do nosso sentido do olfato.
II – Óptico (Sensitivo): É o responsável por levar as imagens que vemos até o cérebro.
III – Oculomotor (Motor): Controla a maior parte dos movimentos dos olhos e também fecha a pupila quando tem muita luz.
IV – Troclear (Motor): Ajuda a mexer os olhos, focando especificamente no músculo oblíquo superior.
V – Trigêmeo (Misto): É o que dá sensibilidade para o nosso rosto e dentes, e também comanda a força dos músculos que usamos para mastigar.
VI – Abducente (Motor): Mexe o olho para fora, permitindo olhar para os lados.
VII – Facial (Misto): Comanda todos os nossos movimentos de expressão do rosto e também capta o gosto da comida na parte da frente da língua.
VIII – Vestibulococlear (Sensitivo): É duplo; cuida tanto da nossa audição quanto do nosso equilíbrio.
IX – Glossofaringeo (Misto): Atua na hora de engolir a comida e percebe o sabor na parte de trás da língua.
X – Vago (Misto): Esse vai longe. Ele desce até o tronco e cuida da parte involuntária dos nossos órgãos vitais, como os batimentos do coração e o funcionamento do estômago e pulmões.
XI – Acessório (Motor): Dá os comandos para os músculos do pescoço e ombros, como o trapézio.
XII – Hipoglosso (Motor): Controla os movimentos da língua, o que é fundamental para a gente conseguir falar e engolir direito.
	
			TEMA DE AULA: Cinesiologia do esqueleto axial e apendicular.
RELATÓRIO:
1.Discorrer sobre o conceito e diferença do esqueleto axial e apendicular.
Esqueleto Axial: É basicamente o eixo central, a “espinha dorsal” do corpo. Ele conta com 80 ossos que formam a cabeça (crânio), a caixa torácica (costelas e esterno) e a coluna vertebral. O papel dele é segurar a nossa postura em pé e, claro, criar uma armadura de proteção para os órgãos mais importantes, como o cérebro e o coração.
Esqueleto Apendicular: É o que fica pendurado nesse eixo central, ou seja, as nossas extremidades. São 126 ossos que formam os braços e as mãos, as pernas e os pés. Também entram nessa conta as estruturas que conectam esses membros ao meio do corpo, que chamamos de cinturas: a escapular (ombro) e a pélvica (quadril). A função principal aqui é dar liberdade para a gente andar, correr e manipular objetos.
2. Abordar sobre a cinesiologia do esqueleto axial e apendicular.
Cinesiologia Axial: Quando olhamos para os movimentos da coluna, eles acontecem divididos em três planos no espaço. Estamos falando de dobrar para frente e para trás (flexão e extensão), inclinar para os lados e girar o tronco (rotação). O curioso é que o movimento entre uma vértebra e outra é bem pequenininho, mas quando você junta todas elas mexendo ao mesmo tempo, a coluna ganha uma amplitude enorme. Quem segura tudo isso firme é o trabalho dos músculos do core.
Cinesiologia Apendicular: Nos membros, a história é outra. Como temos articulações do tipo sinovial, elas são livres para se mexer bastante. Nos braços (principalmente no ombro), vemos movimentos enormes de abrir, fechar, levantar e rodar. Já nas pernas (quadril e joelho), o foco do movimento muda um pouco: as articulações trabalham duro para aguentar o peso do corpo e dar impulso, destacando a dobradiça do joelho e a alta mobilidade do quadril em várias direções.
		
		TEMA DE AULA: Biomecânica do esqueleto apendicular e da marcha.
RELATÓRIO:
1.Discorrer sobre a biomecânica do esqueleto apendicular.
Membros Superiores: Funcionam quase sempre como alavancas de terceira classe (onde a força muscular é aplicada entre a articulação e o peso que estamos segurando). O corpo abriu mão da estabilidade no ombro para que a gente ganhasse muita velocidade e amplitude de movimento nos braços. Para compensar essa folga e não deixar o ombro sair do lugar, o grupo de músculos do manguito rotador precisa trabalhar o tempo todo estabilizando o osso do braço.
Membros Inferiores: Aqui a estrutura foi feita para o choque. O quadril e o joelho precisamlidar com cargas pesadas e absorver o impacto de cada passo. O joelho funciona como uma dobradiça bem forte que transforma a força do quadríceps (músculo da coxa) em um torque potente para esticar a perna. Como ele sofre muita pressão, os ligamentos (como os cruzados e colaterais) são essenciais para segurar o osso no lugar correto e evitar torções erradas.
2. Abordar sobre a biomecânica da marcha.
O nosso jeito de caminhar nada mais é do que um ciclo repetitivo de passos. Para ficar fácil de entender, a biomecânica divide esse ciclo de cada perna em duas grandes fases:
Fase de Apoio (que toma uns 60% do tempo): É o período em que o pé está encostado no chão sustentando o corpo. Ela acontece em etapas bem claras: primeiro, o calcanhar toca o solo amortecendo o impacto; depois, o peso é transferido para o meio do pé para estabilizar o corpo; e, por fim, o calcanhar levanta e os dedos empurram o chão para dar o impulso para frente. Esse empurrão final depende muito da panturrilha (músculos gêmeos e sóleo).
Fase de Balanço (os outros 40% do tempo): É a hora em que o pé sai do chão e viaja pelo ar para dar o próximo passo. O movimento começa acelerando a perna para frente, passa pelo meio do caminho no ar e termina desacelerando um pouco antes de tocar o chão de novo. Essa freada final é feita de forma controlada pelos músculos de trás da coxa (os isquiotibiais), preparando o calcanhar para o próximo impacto e recomeçando todo o ciclo.
Referências bibliográficas:
HALL, Susan J. Biomecânica Básica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
MOORE, Keith L.; DALLEY, Arthur F.; AGUR, Anne M. R. Anatomia Orientada para a Clínica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019
NEUMANN, Donald A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético: Fundamentos para Reabilitação. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018
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