Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO AULAS PRÁTICAS CURSO: FISIOTERAPIA DISCIPLINA: CINESIOLOGIA NOME DO ALUNO: R.A.: POLO: ANCHIETA DATA: 12/04/2025 DATA: 17/05/2025 DATA: 23/05/2025 2 Sumário TÍTULO DO ROTEIRO: CINESIOLOGIA .................................................................... 3 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................... 4 AULA 1 – ROTEIRO 1 ................................................................................................. 4 MEMBRO SUPERIOR ................................................................................................ 4 Complexo articular do ombro ................................................................................... 4 Complexo articular do cotovelo e antebraço ............................................................ 5 Complexo articular do punho e mão ........................................................................ 6 AULA 2 – ROTEIRO 1 ................................................................................................. 6 MEMBRO INFERIOR .................................................................................................. 6 Complexo articular do quadril .................................................................................. 6 Complexo articular do joelho .................................................................................... 7 Complexo articular do tornozelo e pé....................................................................... 8 CONCLUSÃO AULA PRÁTICA 1 E 2 ......................................................................... 8 AULA 3 – ROTEIRO 1 ............................................................................................... 10 COLUNA VERTEBRAL ............................................................................................. 10 AULA 4 – ROTEIRO 1 ............................................................................................... 11 ANÁLISE CINESIOLOGIA DE EXERCICIOS............................................................ 11 CONCLUSÃO AULA PRÁTICA 3 E 4 ....................................................................... 11 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 15 3 TÍTULO DO ROTEIRO: CINESIOLOGIA INTRODUÇÃO Cinesiologia, é o estudo do movimento do corpo humano. Para que este estudo seja concluído, é necessário ter como base, conhecimento em três áreas: biomecânica, anatomia musculoesquelética e fisiologia neuromuscular. “Para tal, esse estudo é baseado no conhecimento de três grandes áreas: a biomecânica, a anatomia musculoesquelética e a fisiologia neuromuscular.” (Nardi, Nardini, Ambrosio, 2020) Em biomecânica, estudamos a mecânica do corpo dividido em duas áreas denominados como estática e constante. Em anatomia musculoesquelética, estudamos os ossos, articulações, tendões e afins e em fisiologia neuromuscular vemos as funções mecânicas, físicas e bioquímicas do corpo humano. Na cinesiologia, buscamos melhorar o quadro clínico dos pacientes, proporcionando uma reabilitação e/ou prevenção. Para elaboração deste relatório, tivemos aulas práticas nos dias 12/04/2025 e 17/05/2025. Sendo em 12/04/2024 sobre membro superior (ombro, cotovelo, antebraço, punho, mao) e membro inferior (quadril, joelho, tornozelo e pé) e no dia 17/05/2025 sobre coluna vertebral e analise cinesiológica de exercicios. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO AULA 1 – ROTEIRO 1 MEMBRO SUPERIOR Complexo articular do ombro Os ossos que compõem o complexo articular do ombro, são: úmero, escapula, clavícula e esterno. E nesses quatro ossos temos cinco articulações denominadas como glenoumeral, acromioclavicular, esternoclavilcular, escapulotorácica e subdeltoideana. “Os componentes osseos do complexo do ombro incluem basicamente, as clavículas, o esterno, as escapulas e os úmeros.” (MOREIRA, RUSSO, 2007) Antes de descrevermos melhor as articulações, vamos entender os planos e eixos. Em aula prática, para que pudéssemos compreender melhor, o professor Alexandre furou o meio de uma folha com uma caneta, demonstrando assim como são e qual funcionalidade de cada plano e eixo. Nós temos três planos: frontal (divide o corpo em anterior (frente) e posterior (costa), sagital (divide o corpo em direita e esquerda) e plano transverso (divide o corpo em superior e inferior). E os eixos são: sagital (permite movimentos de adução e abdução), eixo frontal (movimentos de flexão e extensão) e eixo longitudinal (permite movimentos de rotação). A partir da posição anatômica, é possível o ombro se movimentar em três eixos, sendo eles medial-lateral, anteroposterior e longitudinal, se tornando uma articulação triaxial, ou seja, com três graus de liberdade. “Articulação triaxial é quando uma articulação realiza movimento em torno de três eixos (3 graus de liberdade). As articulações que além de flexão, extensão, abdução e adução permitem também a rotação são ditas como triaxiais cujos exemplos típicos são articulações de ombro e quadril.” (FALAVIGNA, TONATTO 2013) No ombro, temos dois tipos de articulações, que são conhecidas como verdadeiras e falsas. As articulações verdadeiras, são chamadas dessa maneira, porque, são articulações que tem em suas extremidades ossos, enquanto nas articulações falsas, uma extremidade é osso e a outra é parte mole como tendões e músculos. 5 São consideradas articulações verdadeiras, as que são denominadas como: glonoumeral (que liga a cabeça do úmero e a cavidade glenoide da escapula), esternoclavicular (que liga a extremidade interna da clavícula e o esterno) e a articulação acromioclavicular, que liga a extremidade da clavícula e o acrômio da escapula. Já as articulações falsas, são as escapulotoracicas (ligação entre o corpo da escapula com o tórax) e subdeltoidea (espaço entre cabeça do úmero e o ligamento coracoacromial, onde o musculo deltóide desliza). As articulações têm como função, permitir movimentos em várias direções, como por exemplo adução e abdução, flexão e extensão, rotação interna e externa. No movimento de flexão, o ombro pode ter amplitude de até 180º, já no movimento de extensão, a amplitude pode ser de até 50º. Quando falamos de abdução, a amplitude fica em torno de 180º, e na adução, aproximadamente 30º. Complexo articular do cotovelo e antebraço O complexo articular do cotovelo e antebraço é composto por três ossos, sendo eles denominados de rádio, úmero e ulna. Segundo Moreira e Russo (2007, p 48), “Os componentes osseos do complexo do cotovelo incluem o úmero o radio e a ulna. Cada um desses componentes se encontra ajustado de maneira a permitir, por exemplo, que uma pessoa leve um copo de água até a boca”. As articulações que compõem esse complexo articular do cotovelo, são articulação umerorradial, articulação umeroulnar e articulação radioulnar proximal. A articulação umerorradial, também é conhecida como uma articulação do tipo gínglimo ou dobradiça, já que permite flexão e extensão do cotovelo. É uma articulação que faz junção da cabeça do rádio e capítulo do úmero e está no plano sagital. De acordo com Moreira e Russo (2007), “É classificada como articulação do tipo gínglimo ou dobradiça, capaz realizar movimentos de flexão e extensão”. Quando falamos de articulação umeroulnar, ela também é do tipo dobradiça já que também compõe os movimentos de extensão e flexão. Ela se articula com a troclea do úmero e incisura troclear da ulna. Na articulaçãoradioulnar proximal os ossos que fazem sua composição, são o rádio e ulna . Ela em conjunto com articulação umerorradial permitem os movimentos de pronação e supinação do 6 antebraço. “O movimento principal dessa articulação é a rotação da cabeça do rádio em torno de seu eixo, e o movimento secundário é a rotação da cabeça do rádio no capítulo umeral.” (SACCO, TANAKA 2008) O complexo articular tem amplitude de 145º na flexão e na extensão tem amplitude de 0º. Já no movimento de pronação, temos amplitude de 85º e na supinação essa amplitude é de 80º. Complexo articular do punho e mão O punho fica localizado entre o antebraço e a mão e seu complexo articular, é constituído pelo radio e ossos do carpo. O carpo é constituído de 8 ossos, da qual os ossos ficam dispostos em duas fileiras denominada de proximal (escafoide, semiulnar, piramidal e psiforme), e distal (trapézio, trapezoide, capitato e hamato). “O complexo articular do punho é formado pelas extremidades distais do rádio e da ulna e pelos oito ossos carpais dispostos em duas fileiras: proximal e distal.” (SACCO, TANAKA 2008). No punho temos a articulação radioulnar distal, que permite os movimentos de pronação e supinação do antebraço. Nas mãos, temos as articulações carpometacarpais, metacarpofalangeanas e interfalangeanas. Nas mãos essas articulações permitem motricidade fina, manipular objetos e agarrar. As articulações de punho e mão permitem nos movimentos de flexão, extensão, abdução e adução uma amplitude de aproximadamente 45º. AULA 2 – ROTEIRO 1 MEMBRO INFERIOR Complexo articular do quadril O complexo articular do quadril, é composto pelos ossos fêmur e ilíaco. Tem como função dar sustentação do corpo, estabilidade e também mobilidade dos membros 7 inferiores. “O complexo do quadril, incluindo-se a cintura pélvica, exerce papel fundamental na sustentação do peso corporal e oferece ao mesmo tempo alta mobilidade e grande amplitude de movimento aos membros inferiores.” (MOREIRA, RUSSO 2007) Assim como a articulação do ombro, a articulação do quadril também é considerada como triaxial, ou seja, permite movimentos em três eixos. No plano sagital, podemos fazer movimentos de flexão e extensão, onde flexão tem amplitude de até 120º e extensão pode chegar a 20º. Já no plano frontal, podemos nos movimentar na abdução, com grau de liberdade de até 40º e também adução, com grau de liberdade de até 25º. No plano transverso, executamos os movimentos de rotação, onde rotação medial tem liberdade de amplitude de até 35º e na rotação lateral, essa amplitude pode chegar até 45º. Comparando ombro e quadril, o ombro tem menos estabilidade que o quadril, em contrapartida, o ombro tem mais mobilidade que o quadril. “O complexo do quadril é a mais proximal das articulações dos membros inferiores, porém, ao contrário do complexo do ombro, ele é uma articulação bastante estável e alguns dos seus movimentos não possuem grandes amplitudes, como ocorro no ombro.” (MOREIRA, RUSSO 2007) Complexo articular do joelho Sendo considerada a maior articulação do corpo humano, ela é composta pelos ossos fêmur, tíbia e patela. Segundo Moreira e Russo (2005), “A articulação do joelho é considerada a maior do corpo humano. Trata-se de uma articulação intermediaria dos membros inferiores por estar localizada entre as articulações do quadril e do tornozelo.” O joelho é constituído pelas articulações femorotibial (tíbia e fêmur) que permitem movimentos de flexão e extensão, onde flexão tem grau de liberdade de 130º a 140º e de mais 10º de hiperextensão na posição ortostática. A articulação patelofemural tem como função facilitar a ação do musculo na extensão do joelho. No movimento de rotação medial a amplitude pode chegar a 30º, já na rotação lateral essa liberdade é de 40º. 8 Complexo articular do tornozelo e pé O pé é formado pelos ossos do tarso, metatarsos e falanges. No tarso temos os ossos tálus, calcâneo, navicular, cuboide, cuneiforme medial, cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. No metatarso temos cinco ossos numerados de I a V do medial para lateral. Assim como nas mãos, os dedos do pé também têm três falanges, exceto o halux que apresenta duas falanges, a distal e proximal. No pé temos a articulação do tarso (articulações entre os ossos do tarso), articulações metatarso-falangeanas (localizados entre ossos do metatarso e as falanges), articulações interfalangeanas (entre as falanges). “Cada pé possui 26 ossos, que juntos descrevem a forma de um arco. Esses ossos se conectam com a coxa e o restante do corpo por meio da fíbula e da tíbia.” (FLOYD, 2016) Tres articulações fazem parte das articulações do tornozelo e pé. As articulações tibiofibular proximal e tibiofibular distal embora sejam estejam da perna, fazem parte do complexo do tornozelo. Além dessas já mencionadas, temos também a articulação talocrural (permite flexão plantar e dorsiflexão) que é principal articulação do tornozelo. “A articulação do tornozelo, tecnicamente conhecida como articulação talocrural, é uma articulação do tipo dobradiça ou gínglimo (Fig. 11.4). Especificamente, é uma articulação formada pelo tálus e pelas porções distais da tíbia e da fíbula.” (FLOYD, 2016) Através da articulações do tornozelo, pode fazer vários movimentos. Na flexão plantar, temos amplitude de movimento de ate 50º, na dorsiflexão essa amplitude pode chegar a 20º, na inversão, o movimento pode ter de 20 a 30ª de amplitude e na eversão de 5º a 15º. “A articulação do tornozelo permite aproximadamente 50 graus de flexão plantar e de 15 a 20 graus de dorsiflexão.” (FLOYD, 2016) CONCLUSÃO AULA PRÁTICA 1 E 2 Em aula prática, com auxílio do professor Alexandre, munidos de um livro de anatomia e com um esqueleto, fizemos palpação combinada com alguns movimentos, afim de identificarmos ossos, músculos e a localização das articulações. Palpamos a escapula, úmero, esterno, clavícula, ulna, radio e mão tentando identificar onde 9 estavam as articulações conforme íamos palpando. Professor comentou que o tubérculo de lister também é conhecido como tubérculo dorsal e tuberosidade do radio. Fonte: própria Em decúbito lateral, fizemos palpação no colega pedindo que ele fizesse movimentos da escapula, conduzindo em alguns momentos para rotação pra cima e rotação para baixo. Fonte: própria De acordo com professor Alexandre, no joelho, temos o musculo conhecido como pata de ganso, que é composto pelos tendões dos musculos sartório, grácil e 10 semitendíneo (inseridos na tíbia). Eles são responsáveis pela flexão e rotação interna do joelho e também auxilia na rotação interna. Quando falamos de tornozelo e pe, palpamos a perna do colega, seguindo o cronograma do roteiro, procurando encontrar os ossos que compõem esse complexo. Ainda conforme apontado pelo professor, no roteiro estava descrito como “espinha ilíaca póstero superior”, quando a verdade deveria estar descrito como “espinha ilíaca antero superior”. AULA 3 – ROTEIRO 1 COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral, é composta por 33 vertebras superpostas e intercaladas por discos intervertebrais que se inicia no crânio e estende até a extremidade do caudal. A coluna vertebral ou tronco vertebral como também é chamado, é o esqueleto axial, parte central do corpo onde o esqueleto apendicular se conecta. “Suporte principal do eixo do corpo, a coluna vertebral estende-se a partir do crânio ate a pelve, onde transmite o peso do tronco para os membros inferiores.” (MARIEB, WILHELM e MALLATT, 2014). A função da coluna vertebral é sustentar o corpo, permitir locomoção, manter postura ereta e proteger a medula espinal. As 33 vertebra são distribuídas em: sete cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais (fundidas) e 4 coccígeasque também são fundidas. “A coluna vertebral representa o eixo central do corpo humano: ela é formada por um conjunto de 33 ou 34 vertebras, 24 das quais moveis que contribuem efetivamente para movimento do tronco.” (MOREIRA, RUSSO 2007) A coluna pode fazer diversos movimentos (sempre somando pequenos movimentos de vertebras). Na articulação disco-vertebrais temos os movimentos de flexão de ate 130º, na extensão pode chegar a 50º, flexão lateral com amplitude de até 60º e por último temos a rotação da coluna que varia de 3 a 38º. Nas articulações facetarias podemos fazer os mesmos movimentos da articulação disco-vertebral, porem com menos amplitude. 11 AULA 4 – ROTEIRO 1 ANÁLISE CINESIOLOGIA DE EXERCICIOS Em cinesiologia, temos três tipo de exercícios, das quais denominamos de isométrico, isotônico e isocinético. O exercício isométrico, os músculos contraem mas não temos movimentação articular. No exercício isotônico é quando a tensão muscular permanece constante enquanto o musculo se contrai e movimenta a articulação. E exercício isocinético é quando a velocidade do movimento é constante mantida por um equipamento. CONCLUSÃO AULA PRÁTICA 3 E 4 Em aula prática da coluna vertebral, com supervisão do professor Alexandre, realizamos as atividades de acordo com o roteiro. Munidos de um atlas de anatomia e um esqueleto sintético, pudemos localizar, observar e palpar alguns terminações, dentre elas processo mastoideo, osso occipital, côndilo da mandíbula, processo espinhoso do axis, processo espinhoso de C7. Em decúbito dorsal, nosso colega elevou a cabeça para que pudéssemos palpar as costelas quando fizesse esse movimento. Dessa maneiro conseguimos sentir a contração dos musculos abdominais e também a contação das costelas. 12 Fonte: própria Ainda em decúbito dorsal, uma colega elevou os membros inferiores, nos permitindo sentir contação dos músculos abdominais. Fonte: própria Na posição sentada, ao realizar respiração profunda, pudemos palpar a expansão da caixa torácica. 13 Fonte: própria Na posição de dorso ventral, pedimos para a colega elevar os membros superiores, dessa maneira conseguimos avaliar os músculos eretores da espinha. Fonte: propria 14 Quando falamos dos exercícios cinesiológicos, em aula o professor nos informou : Contração isométrica a força é igual a resistência, não tem contração muscular Contração isotônica concêntrica, a força é maior que a resistência e tem contração muscular Contração isotônica excêntrica, a força é menor que a resistência e há relaxamento muscular No exercício isocinético, a velocidade do movimento é constante e para esse movimento é usado um equipamento chamado dinamômetro isocinético Há ainda dois tipos de exercício que são classificados como cadeia fechada e cadeira aberta. Exercício de cadeia aberta, é quando a parte distal esta livre para os movimentos e parte proximal esta fixa. Alguns exemplos de exercício da cadeira aberta são: supino com halter, cadeira flexora e abdominal Exercicio de cadeia fechado, é quando a parte distal esta fixa o segmento proximal esta livre para os movimentos, como por exemplo: flexão, agachamento e prancha. 15 REFERÊNCIAS FALAVIGNA A, TONATTO A J F, Anatomia Humana, Caxias do Sul, RS: EDUCS FLOYD R T, Manual de cinesiologia estrutural, 19ªed. Barueri, SP: Manole, 2016 MARIEB E N, WILHELM P B , MALLATT J. ANATOMIA HUMANA: 7ªed. São Paulo, SP: Perarson, 2014 MOREIRA D, RUSSO A F, Cinesiologia Clinica e Funcional, 1ªed. São Paulo, SP: Atheneu, 2007 NARDI C R Z, NARDINI A G, AMBROSIO R T P, Cinesiologia, São Paulo, Sol 2020 SACCO I C N, TANAKA C, Cinesiologia e Biomecânicas dos Complexos Articulares, Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2008