Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

SANEAMENTO 
E INSTALAÇÕES 
HIDRÁULICAS 
PREDIAIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Apresentar os principais componentes e peças das instalações prediais 
sanitárias. 
 > Descrever os sistemas coletores de esgoto sanitário.
 > Identificar as formas de tratamento do esgoto sanitário.
Introdução
O sistema de esgoto sanitário predial deve ser criteriosamente elaborado por 
projeto executivo, assim como as demais instalações. Esse sistema garantirá o 
escoamento das águas utilizadas e dos efluentes gerados, garantindo, no aspecto 
sanitário, o bem-estar dos usuários de uma edificação. As partes que constituem 
o sistema de coleta e transporte dos esgotos sanitários devem ser estudadas para 
que possamos compreender seu funcionamento e os cuidados a serem observados.
Neste capítulo, estudaremos os requisitos mínimos exigidos pela Norma 
Brasileira (NBR) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 9648/86 
para as instalações de esgoto sanitário, identificando seus principais com-
ponentes e compreendendo o princípio de funcionamento em instalações 
prediais de esgoto. Os sistemas coletores de esgoto sanitário serão analisa-
dos, abordando os métodos individuais e coletivos que contribuem para a 
qualidade ambiental sanitária das nossas cidades. As formas de tratamento 
Componentes e 
tratamento do 
esgoto sanitário
Dulce América de Souza
do esgoto mais frequentes no Brasil também serão apresentadas, propor-
cionando o entendimento sistêmico da produção e do tratamento adequado 
dos dejetos domésticos. 
Componentes e peças das instalações 
prediais sanitárias
O sistema de esgoto sanitário é definido pela ABNT NBR 9648/86 (Estudo de 
concepção de sistemas de esgoto sanitário) como o despejo líquido constituído 
de esgotos domésticos, esgotos industriais, águas de infiltração e contribuição 
pluvial parasitária. O material é composto por cerca de 99,9% de água, sendo 
o 0,1% restante constituído de impurezas de natureza orgânica e inorgânica 
que possuem microrganismos e sólidos suspensos ou dissolvidos (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1986).
O esgoto doméstico diz respeito ao efluente resultante da quantidade de 
água consumida, variável segundo hábitos e costumes de cada localidade. 
Esse tipo de efluente é composto essencialmente por água do banho, águas 
de lavagem, urina e fezes, restos de comida, sabão e detergentes. A litera-
tura entende como esgoto doméstico os despejos líquidos provenientes de 
residências, edificações comerciais ou qualquer outra tipologia que abrigue 
instalações de banhos, lavanderias, cozinhas e demais dispositivos que 
utilizam água para fins domésticos.
Já os esgotos industriais apresentam constituição diversa, uma vez que 
são despejos líquidos provenientes da utilização de água para fins indus-
triais, adquirindo as características do processo que os gerou. As águas de 
infiltração são aquelas originárias do subsolo, que penetram nos sistemas 
de esgotamento pelas juntas, paredes, poços de visita, terminais de limpeza, 
estações elevatórias, etc. (TSUTIYA; ALÉM SOBRINHO, 2011).
A contribuição pluvial parasitária, por sua vez, é considerada somente nas 
verificações do emissário por gravidade do evento, podendo ser entendida 
como a parcela de deflúvio superficial que é inevitavelmente absorvida 
pela rede coletora de esgoto sanitário (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 1986). Trata-se, portanto, de uma contribuição sazonal vinculada 
às condições de estanqueidade do sistema. As águas pluviais superficiais 
escoam para a rede de esgoto sanitário pelos tampões de poços de visita e 
ligações abandonadas. A Figura 1 sintetiza os componentes do esgoto sanitário. 
Componentes e tratamento do esgoto sanitário2
Figura 1. Componentes gerais do esgoto sanitário.
Esgoto doméstico Esgoto sanitário
Águas de infiltração
Esgoto industrial
Segundo a ABNT NBR 8160 (Sistemas prediais de esgoto sanitário — Projeto 
e execução), as instalações prediais de esgoto sanitário são compostas por um 
conjunto de tubulações, conexões e acessórios destinados a coletar e conduzir 
o esgoto sanitário a uma rede pública de coleta ou a um sistema próprio de 
tratamento. Essa norma determina que tais instalações devem atender aos 
seguintes requisitos: garantir a qualidade da água de consumo na edificação; 
permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos coletados, 
evitando vazamentos e deposições de material no interior das tubulações; 
impedir que os gases formados no interior das tubulações retornem para os 
aparelhos e áreas de utilização; impossibilitar o acesso de corpos estranhos 
ao interior do sistema; permitir que seus componentes sejam facilmente ins-
pecionáveis; impossibilitar o acesso do esgoto ao subsistema de ventilação; 
e permitir a fixação de aparelhos sanitários somente por dispositivos que 
facilitem sua remoção para eventuais manutenções (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS, 1999).
Araujo (2012) orienta que a instalação predial de esgoto sanitário seja 
projetada e executada de maneira a permitir o rápido escoamento dos des-
pejos, com fácil desobstrução, vetando a passagem de gases e animais das 
canalizações para o interior dos edifícios. Além disso, não deve permitir va-
zamentos, formação de depósitos no interior das canalizações, escapamento 
de gases ou contaminação da água potável (Figura 2).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 3
Figura 2. Exemplo de sistema de esgotamento sanitário individual.
Fonte: Sul Brasil (2016, documento on-line).
O conjunto de aparelhos sanitários, tubulações, conexões e acessó-
rios de uma instalação de esgoto sanitário tem a função de coletar 
e transportar o esgoto individual para o sistema de tratamento adequado. 
Analisando a Figura 2, percebemos que a instalação predial de esgotos sanitários 
não recebe, em hipótese alguma, as águas pluviais. De acordo com a NBR 8160 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1999), as instalações prediais 
de esgoto sanitário devem estar totalmente separadas do sistema predial de 
águas pluviais, não havendo ligação alguma entre eles. “Isso evita o desvio dos 
efluentes do esgoto em direção à rede urbana de águas pluviais, que deixariam 
de ser tratados pela concessionária de saneamento local” (GOTO, 2018, p. 13).
O esgoto sanitário deve ser separado conforme o tipo de dejetos que 
recebe, contando com sistema de canalização e dispositivos próprios. De 
acordo com o sistema de coleta e transporte, existem dois tipos de esgoto 
sanitário: o primário e o secundário (Figura 3). Basicamente, o esgoto primário 
é aquele que fica em contato com a rede pública, ou fossa, enquanto o esgoto 
secundário compreende as instalações que partem das pias, ralos, calhas, 
entre outros. O esgoto sanitário secundário contempla os trechos dos ramais 
de descarga e de esgoto (separados da rede primária pelos desconectores), 
de modo que os gases não tenham acesso a eles (GOTO, 2018).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário4
Figura 3. Diagrama de esgoto primário e esgoto secundário.
Fonte: Adaptada de [Tubo...], ([201-?]).
Esgoto primário
Ramal de descarga
Tubo de queda
Coluna de
ventilação
Ramal de
ventilação
Ramal de esgoto
Tubo de ventilação
Esgoto secundário
O esgoto primário vai do trecho do desconector (fecho hídrico) até o 
coletor público e contém os seguintes componentes: desconectores, vaso 
sanitário, ralo sifonado, coluna de ventilação sanitária, ramais de esgoto do 
trecho primário, tubos de queda, caixas de inspeção, subcoletores e coletor 
predial. Já o esgoto secundário é composto por ramais de descarga do con-
junto de aparelhos (exceto de vasos sanitários e mictórios). Também fazem 
parte do sistema de esgoto secundário os tubos de esgotamento de pias de 
cozinha (tubos de gordura), de tanques e de máquinas de lavar roupa. Os 
componentes mais comuns do esgoto secundário são: ralo simples, bidê ou 
bioducha, lavatório, banheira, tanque e bebedouro (ARAUJO, 2012; GOTO, 2018).
A NBR 8160 classifica os componentesdo subsistema de coleta e trans-
porte do esgoto sanitário em aparelhos sanitários, desconectores, ramais de 
descarga e de esgoto, tubos de queda, subcoletores e coletor predial e, por 
fim, dispositivos complementares (caixas de gordura, caixas e dispositivos de 
inspeção e instalação de recalque). Para cada componente, a referida norma 
dispõe sobre sua correta utilização (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 1999). A seguir, examinaremos os principais componentes sanitários 
citados e descreve as principais orientações da NBR 8160.
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 5
Nas bacias comuns, também chamados de vasos sanitários não aspirantes, 
a ação da água de lavagem é responsável por provocar o arrastamento dos 
despejos (Figura 4a). Podem ser de sifão externo ou sifão interno. Já nas 
bacias autoaspirantes, ou autossifonadas, o arraste dos despejos, além de 
ser provocado pelas descargas da água de lavagem, é reforçado por uma 
aspiração ocasionada pela disposição dos canais internos ao vaso (Figura 
4b). Não possuem abertura para ligação do tubo ventilador.
Figura 4. Bacias, ou vasos sanitários: (a) comuns, ou não aspirantes; (b) autoaspirantes, ou 
autossifonadas.
Fonte: (a) Leroy Merlin (2021, documento on-line) ; (b) Potiguar (2021, documento on-line).
A B
Os desconectores do tipo sifão (Figura 5), têm a função de impedir o acesso 
ou o retorno de gases ao ambiente, sendo dotados de fechos hídricos, que se 
referem à existência de uma camada líquida que veda a passagem dos gases.
Figura 5. Desconector tipo sifão.
Fonte: Adaptada de Goto (2018).
Entrada
Limpeza
Saída
Gases
Corte
sifão
Sifão
H
Componentes e tratamento do esgoto sanitário6
Há ainda outros desconectores com fechos hídricos, que separam os 
esgotos primários dos esgotos secundários, usados em ralo sifonado, vaso 
sanitário e sifão para pia de cozinha, por exemplo (Figura 6).
Figura 6. Outros tipos de desconectores com fechos hídricos: (a) ralo sifonado; (b) vaso 
sanitário; (c) sifão para pia de cozinha.
Fonte: Goto (2018, p. 16).
A B C
Ralo
Sempre que possível, tubos de queda (Figura 7) devem ser executados 
em um único alinhamento, podendo ser feitos desvios com peças formando 
ângulo central igual ou inferior a 90°, mas preferencialmente com curvas de 
raio longo ou duas curvas de 45°.
Figura 7. Tubos de queda.
Fonte: Adaptada de Goto (2018).
Sentido
do fluxo
Sentido
do fluxo
Sentido
do fluxo
Curva de
raio longo
Curva
de 45°
ɑ ≥ 90°
A B C
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 7
As conexões têm a função de interligar as tubulações, viabilizando as 
mudanças de direção e diâmetro. O joelho de 90° e o joelho de 45° são 
exemplos de conexões utilizadas com frequência (Figura 8).
Figura 8. Conexões: (a) joelho de 90°; (b) joelho de 45°.
Fonte: Adaptada de Goto (2018).
Joelho 90° Joelho 45°
A B
Por sua vez, caixas de gordura têm a finalidade de reter os materiais gor-
durosos presentes nos efluentes do esgoto sanitário (Figura 9). Apresentam 
um septo para proteção da saída da caixa, que retém, a montante e na sua 
superfície, o material gorduroso. Posteriormente, esse material é recolhido 
de tempos em tempos mediante a abertura do tampão.
Figura 9. Caixa de gordura e seus componentes.
Fonte: Adaptada de Goto (2018).
Tampão
Pastilha
Septo
Para a rede
públicaCamada de
gordura a
ser retirada
Chegada
do esgoto
Componentes e tratamento do esgoto sanitário8
Por fim, os dispositivos de inspeção são elementos complementares, 
que permitem o acesso ao interior do sistema, possibilitando inspeções e 
desobstruções eventuais (Figura 10). As caixas de inspeção e conexões com 
derivações fechadas/protegidas por um plug ou um cap são dispositivos 
bastante utilizados.
Figura 10. Dispositivos de inspeção.
Fonte: Adaptada de Goto (2018).
Tampa para inspeção
A B C
Para a manutenção do fecho hídrico dos aparelhos sanitários, é preciso 
haver ventilação em suas tubulações, para evitar que elas se rompam. O 
ramal de ventilação é instalado a jusante dos desconectores e ligado a um 
tubo vertical aberto à atmosfera, chamado de coluna de ventilação. A Figura 
11 elucida a solução que mantém a pressão interna das tubulações igual à 
pressão atmosférica, evitando a formação de sucção e a perda do fecho 
hídrico (GOTO, 2018).
Figura 11. Efeito da coluna de ventilação.
Fonte: Adaptada de Goto (2018).
Coluna de
ventilação
Manutenção do
fecho hídro
Caixa sanfonada
Patm
Patm
Patm
Pinterna
Escoamento como conduto livre
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 9
A partir do conhecimento básico dos componentes das instalações prediais 
de esgoto sanitário, compreendemos que um bom sistema deve permitir o 
rápido escoamento dos efluentes em direção à rede de esgoto urbana, para 
seu posterior tratamento. Durante a execução desse tipo de instalação, 
destaca-se a importância da elaboração cuidadosa do projeto buscando a 
manutenção dos fechos hídricos, de forma a evitar que os gases formados 
retornem para os ambientes de origem, causando mau cheiro. A seguir, es-
tudaremos as especificidades dos sistemas coletores de esgoto sanitário.
Sistemas coletores de esgoto sanitário
Existem dois tipos de sistemas coletores de esgoto sanitário: sem transporte 
hídrico e com transporte hídrico. O sistema sem transporte hídrico contem-
pla as fossas secas e as fossas negras, estas últimas em desuso, por serem 
consideradas crime ambiental (desde 1996), pois mantêm contato direto com 
o lençol freático, podendo contaminá-lo. Vale lembrar que a fossa séptica é 
um sistema de esgoto com transporte hídrico, geralmente adotada em resi-
dências, mas não é recomendada para cidades. Os sistemas de esgotamento 
sanitário com transporte hídrico também estão subdivididos em sistemas 
individuais e sistemas coletivos, que em conjunto representam as soluções 
adotadas para as cidades, conforme ilustra a Figura 12.
Figura 12. Sistemas de coleta de esgoto sanitário.
Fonte: Fernandes ([200-], documento on-line).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário10
A fossa seca (Figura 13) é uma solução para destino de dejetos domésticos 
adotada nas zonas rurais e/ou suburbanas não servidas de rede pública de 
coleta de esgoto, em geral em áreas isoladas. A fossa seca deve ser construída 
a 10 metros da casa e a mais de 15 metros de qualquer fonte ou poço de água, 
para evitar a contaminação do lençol freático. Destaca-se a importância da 
implantação do sistema em local não sujeito a inundações (ou invasão por 
águas servidas), mantendo uma distância de segurança do lençol de água 
subterrâneo (SETE LAGOAS, 2019).
Figura 13. Fossa seca — distância recomendada.
Fonte: Adaptada de Sete Lagoas (2019).
A fossa seca consiste numa escavação circular ou retangular, com apro-
ximadamente 1 metro de diâmetro e 2 metros de profundidade. Em terrenos 
firmes, as paredes não necessitam de revestimentos, mas em terrenos mais 
frágeis as paredes do buraco devem ser revestidas por tijolos, ou até mesmo 
tábuas, enquanto seu fundo não pode receber qualquer revestimento (SETE 
LAGOAS, 2019). Em todo o contorno do buraco, constrói-se uma base de 20 a 
30 cm de altura que apoiará o piso e a casinha, conforme ilustra a Figura 14. 
Essa base pode ser de madeira, tijolos ou concreto, e deve ser envolvida por 
terra socada. Além disso, recomenda-se a plantação de grama sobre essa 
terra para garantir a proteção da fossa contra penetração de água da chuva 
ou mesmo de água residual quando da lavagem da casinha.
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 11
Figura 14. Detalhes construtivos da fossa seca e como ela é frequentemente construída na 
zona rural brasileira.
Fonte: Couto (2019, documento on-line).
Nesse sistema, considerado mais rudimentar, os dejetos são eliminados 
num pequeno buraco no piso, podendo-se instalar uma latrina ou vaso sa-
nitário. Numa das extremidades, instala-se um tubo de ventilação para a 
vazão dos gases. Os materiais utilizados para a edificação da casinha podem 
variar — madeira,taipa, tijolo, etc. — e sua cobertura deve ser inclinada, com 
beiral de 30 a 40 cm, enquanto a porta deve ser posicionada na parte mais 
alta da cobertura e sempre abrir para fora. Entre as paredes e a cobertura, 
recomenda-se deixar um espaço de 10 cm para ventilação, sempre protegido 
por tela para evitar a entrada de insetos (SETE LAGOAS, 2019).
Já nos sistemas com transporte hídrico, um sistema individual de coleta 
de esgoto sanitário doméstico é a fossa séptica (Figura 15). Na condição de 
um sistema que realiza o tratamento primário do esgoto doméstico, deve ser 
entendida como uma solução paliativa, enquanto a ligação de rede coletiva 
de esgoto do município ainda não esteja disponível. Basicamente, as fossas 
sépticas armazenam temporariamente os dejetos, cujos sólidos se sedimentam 
no fundo da estrutura e a gordura contida no volume de esgoto fica retida. 
Embora realizem um tratamento primário, sua eficiência é baixa e limitada 
Componentes e tratamento do esgoto sanitário12
— se lançado na natureza, esse material tem potencial de contaminar o solo 
e a água, além de gerar aspecto e odores indesejáveis.
Figura 15. Sistema de esgotamento sanitário individual — fossa séptica.
Fonte: RBM Resíduos (2021, documento on-line). 
As fossas sépticas são construídas em alvenaria dentro de cavidades 
que represam o esgoto, de forma que ele seja consumido por bactérias. 
Composto por três câmaras (decantação, digestão e câmara de escuma), o 
sistema de fossas sépticas separa os líquidos dos elementos densos, de-
cantando os resíduos suspensos, utilizando as bactérias para consumir os 
resíduos decantados e recebendo na câmara de escuma o material que não 
foi decantado (EMBRAPA, 2001).
Nesse âmbito, uma solução tecnológica de fácil instalação e baixo custo 
é o sistema de fossas biodigestoras (Figura 16), que promove um tratamento 
um pouco mais avançado do que as fossas sépticas comuns, tratando apenas 
os dejetos provenientes do vaso sanitário. Esse sistema produz um efluente 
que pode ser utilizado no solo como fertilizante, recomendado para plantas 
perenes. O sistema básico é recomendado e dimensionado para residências 
com até cinco moradores, consistindo em três caixas interligadas, mantidas 
pela adição mensal de uma mistura de água e esterco bovino fresco (EM-
BRAPA, 2001).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 13
Figura 16. Sistema de fossa séptica biodigestora.
Fonte: Embrapa (2001, documento on-line).
Também com transporte hídrico, o sistema de esgotamento sanitário 
coletivo, adotado desde 1911 no Brasil, é identificado como sistema separador 
absoluto. A rede pública de esgoto é projetada para transportar exclusiva-
mente despejos industriais e domésticos, enquanto as águas pluviais são 
coletadas e transportadas por outro sistema, completamente independente. 
As zonas urbanas são dotadas do sistema coletivo composto por unidades de 
coleta, elevação, tratamento e destino final do esgoto, conforme apresenta 
a Figura 17 (FLORIANÓPOLIS, 2018).
Figura 17. Sistema de esgotamento sanitário coletivo.
Fonte: Embrapa (2001, documento on-line).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário14
A unidade de coleta recebe e transporta o esgoto sanitário, sendo consti-
tuída por ramais prediais, tubos coletores e demais órgãos acessórios. Todo 
esgoto sanitário coletado é encaminhado para a unidade de tratamento, que 
remove os materiais e compostos poluentes ou contaminantes por meio de 
operações físicas combinadas com processos químicos e/ou biológicos. O 
efluente líquido tratado retorna ao meio ambiente, sendo lançado em um 
corpo d’água próximo da estação de tratamento de esgoto (ETE). 
Cada órgão técnico municipal define as características e calcula 
as dimensões básicas das unidades de tratamento, selecionando 
a área mais apropriada para a construção da ETE. Trata-se de obra pública, 
já que envolve o planejamento urbano, desapropriando ou adquirindo áreas 
necessárias. Para as instalações, é necessário que os terrenos tenham boas 
condições geológicas e estejam próximos a cursos d’água, de maneira a reduzir 
as dimensões das tubulações de recalque e transporte e, consequentemente, 
os custos de construção e operação (GOTO, 2018).
A Figura 18 ilustra os corretos procedimentos para ligação do esgoto residen-
cial à rede pública de esgotamento sanitário. Cabe aos proprietários do imóvel 
providenciar as seguintes instalações: caixa de gordura sifonada para a pia da 
cozinha e pia da churrasqueira; caixa de passagem; subcoletor conforme NBR 
8160; válvula de retenção para esgoto; e ligação pluvial (já que a água da chuva 
não pode ser encaminhada para a rede de esgoto). Recai na municipalidade a 
responsabilidade pelas seguintes instalações: boca-de-lobo com acesso à galeria 
pluvial; caixa de inspeção; rede coletora; poço de visita (FLORIANÓPOLIS, 2018).
Figura 18. Ligação residencial à rede pública de esgotamento sanitário.
Fonte: Adaptada de Florianópolis (2018).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 15
O sistema apresentado é o recomendado pela ABNT NBR 9648/1986 (Es-
tudo de concepção de sistema de esgoto sanitário), que define o conjunto 
de condutos, instalações e equipamentos destinados a coletar, transportar, 
condicionar e encaminhar somente esgoto sanitário a uma disposição final 
conveniente, de modo contínuo e higienicamente seguro (ASSOCIAÇÃO BRA-
SILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1986).
Na realidade, apesar das recomendações dos órgãos competentes basea-
das na NBR 9648, e embora a coleta de esgoto no sistema de separador abso-
luto (dejetos e águas pluviais) seja adotada na grande maioria dos municípios 
brasileiros, a frequente ausência de um sistema de drenagem pluvial faz com 
que os coletores de esgoto também recebam águas pluviais, comprometendo 
a eficácia almejada com esse sistema.
Com o crescimento populacional nacional, é premente pensar em métodos 
para o tratamento do esgoto, justamente pela intensificação de geração de 
efluentes. Entretanto, a maior parte do esgoto no país não é devidamente 
tratada, um problema associado à baixa capacidade de tratamento, mas tam-
bém ao déficit de coleta de esgoto em um país com dimensões continentais. 
Na próxima seção, estudaremos os três métodos de tratamento de esgoto 
mais difundidos no país.
Formas de tratamento do esgoto sanitário
Para o tratamento de esgotos domésticos, são adotados métodos que envol-
vem processos biológicos para a degradação da matéria orgânica. Portanto, 
as estações de tratamento de esgoto doméstico não estão preparadas para 
tratar metais pesados e demais substâncias geradas no processo industrial. 
Nesse sentido, as indústrias são submetidas a leis que as responsabilizam pelo 
tratamento dos efluentes que geram, cujos métodos contemplam processos 
físico-químicos de tratamento. 
Os métodos mais adotados no Brasil recorrem a microrganismos já pre-
sentes no esgoto para tratá-lo. Um desses métodos é o tratamento de esgoto 
por meio de lodos ativados. Trata-se de um sistema largamente utilizado no 
mundo, que demanda um grau de mecanização considerável, implicando uma 
operação mais tecnológica e com maior consumo de energia (VON SPERLING, 
1997).
Os lodos ativados são formados por bactérias, algas, fungos e protozoários, 
caracterizando-se como uma massa de microrganismos que se desenvolveu 
às custas da matéria orgânica no esgoto na presença de oxigênio dissol-
vido. Como o esgoto afluente é encaminhado a um tanque onde é aerado, é 
Componentes e tratamento do esgoto sanitário16
considerado um tratamento aeróbico. Nesse processo, a matéria orgânica 
presente no esgoto afluente é consumida pelos microrganismos aeróbicos que 
compõem o lodo. Após esse processo, o efluente é enviado a um decantador 
que separa a parte sólida (o lodo) do esgoto tratado (INCT, 2019). A Figura 19 
demonstra as etapas do processo.
Figura 19. Esquema de tratamento — lodos ativados.
Fonte: Adaptada de Mello (2007).
Sólidos grosseiros
Disposição em aterro
Câmara de
chegada
deesgotos
Efluente tratado
(para o meio ambiente)
Lodo digerido e desidratado
(para disposição)
Areia para
disposição
em aterro
Gradeamento
Efluente decantado
Lodo espessado
Câmara de
mistura de lodos
Espessador
do lodo
Saída do gás
metano
Efl
ue
nt
e 
fil
tr
ad
o
Filtro prensa
Digestor anaeróbico
Caixa de areia Decantador primário
Decantador
secundário
Adição de
cloro
Câmara de desinfecção
Reator biológico
Ar
Lo
do
Lodo Lodo
Re
to
rn
o 
de
 lo
do
As unidades essenciais no sistema de lodos ativados em fluxo contínuo são: 
tanque de aeração, tanque de decantação e elevatório de recirculação de lodo. 
Esse método tem a particularidade de alcançar elevados níveis de remoção 
de sólidos, matéria orgânica e nutrientes, sendo ideal para circunstâncias 
em que há restrição de espaço para implantação do sistema de tratamento. 
No caso do Brasil, segundo Von Sperling (1997), a disponibilidade de área 
permite que se adotem outros métodos de tratamento de esgoto, como as 
lagoas de estabilização (Figura 20). 
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 17
Figura 20. Lagoa de estabilização ocupando uma grande área.
Fonte: INCT (2019, documento on-line).
Similares às lagoas naturais, as lagoas de estabilização correspondem a 
um sistema simplificado, implantadas em área escavada com dimensiona-
mento adequado para receber e tratar o esgoto. As normas e guias técnicos 
determinam a quantidade de matéria orgânica destinada a essas lagoas, que, 
embora demandem muita área, caracterizam-se como um método simples, de 
baixo custo e efetivo (INCT, 2019). Em relação às variantes existentes, podem 
ser divididas em: lagoa facultativa, lagoa aerada, lagoa anaeróbica, lagoa de 
maturação e lagoa de polimento, além de ser possível conjugar mais de um 
tipo de lagoa em um mesmo sistema.
Nas diversas formas de lagoas de estabilização, o modo de degradação 
pode ser aeróbico, anaeróbico ou ambos, dependendo do tipo de lagoa. Sua 
eficiência está diretamente relacionada ao clima — locais mais quentes favo-
recem a velocidade do metabolismo dos organismos e da fotossíntese, o que 
faz esse sistema ser especialmente recomendado para os países tropicais. 
Por não demandar alta tecnologia nem impor um custo elevado, o sistema 
de lagoas de estabilização é ideal para pequenas cidades, em que não há meios 
necessários para a implantação de sistemas mais complexos. Frequentemente, 
para alcançar maior eficiência no tratamento de esgoto, faz-se a associação 
de diferentes tipos de lagoas. A Figura 21 apresenta um exemplo conhecido 
como sistema australiano, que combina uma lagoa anaeróbica, uma lagoa 
facultativa e uma lagoa de maturação (MELLO, 2007).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário18
Figura 21. Associação de lagoas de estabilização.
Fonte: Mello (2007, documento on-line).
Por sua vez, os processos anaeróbicos de tratamento também têm sido 
difundidos no Brasil. Ao contrário dos lodos ativados, esse tratamento não 
exige acréscimo de oxigênio, descartando os procedimentos aeróbicos e 
reduzindo o consumo energético. Conforme informa o Instituto Nacional de 
Ciência e Tecnologia (INCT, 2019), os próprios microrganismos anaeróbicos 
presentes no esgoto consomem a matéria orgânica, sendo necessário o 
esgoto passar por um reator fechado onde a matéria orgânica fica degradada. 
Os dois tipos principais de reatores anaeróbicos existentes no Brasil são 
o reator anaeróbio de fluxo ascendente (Rafa) e o upflow anaerobic sludge 
blanket reactor (UASB, ou, em português, reator anaeróbico de manta de lodo 
e fluxo ascendente). Conforme afirma Von Sperling (2005), a diferença básica 
entre os dois é a maior capacidade do UASB em coletar biogás, que pode ser 
utilizado para produção de energia (Figura 22).
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 19
Figura 22. Modelos de reatores anaeróbicos.
Fonte: Adaptada de Mello (2007) e INCT (2019).
Por se tratar de um sistema compacto, esses reatores demandam menor 
área, baixo custo de implantação e operação, baixa produção de lodo, baixo 
consumo energético e remoção satisfatória de sólidos e matéria orgânica, 
além de permitirem recuperar o biogás para fins energéticos. Segundo o 
INCT (2019), as limitações na utilização do sistema residem na possibilidade 
de geração de maus odores, baixa capacidade de tolerar cargas tóxicas e 
recomendação de uma etapa de pós-tratamento para que o efluente atenda 
aos parâmetros de lançamento nos cursos d’água estabelecidos na legisla-
ção. Diversas pesquisas têm sido realizadas visando à implantação de ETEs 
sustentáveis no Brasil, todas buscando aprimorar os métodos de tratamento 
de esgoto, em especial utilizando UASB. 
Como vimos, existem inúmeros métodos para o tratamento de esgoto, 
tanto individuais quanto combinados, e a escolha do processo a ser empre-
gado deve levar em conta as condições do curso d’água receptor (conforme 
legislação ambiental) e as características do esgoto bruto gerado. Os aspectos 
fundamentais para a seleção de sistemas de tratamento de esgoto incluem 
eficiência, confiabilidade, custos de implantação e operacionais, requisitos 
de área, sustentabilidade, impacto ambiental e simplicidade. 
Referências 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8160: sistemas prediais de 
esgoto sanitário: projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1999. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 9648: estudo de concepção 
de sistemas de esgoto sanitário. Rio de Janeiro: ABNT, 1986.
ARAUJO, E. de P. Apostila de esgoto sanitário e águas pluviais. Brasília: Centro Uni-
versitário de Brasília, 2012. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/
bitstream/235/8360/1/Apostila%20de%20esgoto%20sanit%C3%A1rio%20e%20
%C3%A1guas%20pluviais.pdf. Acesso em: 5 ago. 2021.
Componentes e tratamento do esgoto sanitário20
COUTO, J. L. V. Saneamento em comunidades isoladas. In: REDE agronomia. [S. l.: s. n.], 
2019. Disponível em: http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/saneamento-em-
-comunidades-isoladas?overrideMobileRedirect=1. Acesso em: 5 ago. 2021.
EMBRAPA. Soluções tecnológicas: fossa séptica biodigestor. Brasília: EMBRAPA, 2001. 
Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-
-servico/721/fossa-septica-biodigestora. Acesso em: 5 ago. 2021.
FERNANDES, R. de O. Conceitos básicos de um sistema de esgotamento sanitário. [S. 
l.]: Universidade Regional do Cariri, [200-]. Disponível em: http://wiki.urca.br/dcc/lib/
exe/fetch.php?media=saneamento_conceitos_basicos_de_um_sistema_de_esgota-
mento_sanitario.pdf. Acesso em: 5 ago. 2021.
FLORIANÓPOLIS. Prefeitura Municipal. Curso técnico: correta ligação domiciliar à rede 
coletora de esgoto. Florianópolis: CASAN, ECHOA, 2018. Disponível em: https://www.
pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/19_10_2018_9.31.06.bb730b6acdc98e072dc64a-
e0e0f29c55.pdf. Acesso em: 5 ago. 2021.
GOTO, H. Instalações prediais de esgoto e águas pluviais. Brasília: NT Editora, 2018.
INCT. Principais métodos de tratamento de esgoto. Belo Horizonte: INCT, 2019. Dis-
ponível em: https://etes-sustentaveis.org/metodos-tratamento-de-esgoto/. Acesso 
em: 5 ago. 2021.
LEROY MERLIN. Vaso sanitário convencional saída horizontal ravena branco Deca. Brasil: 
Leroy Merlin, 2021. Disponível em: https://www.leroymerlin.com.br/vaso-sanitario-
-convencional-saida-horizontal-ravena-branco-deca_89970692?store_code=39&gc
lid=EAIaIQobChMIuIaH4JTo8QIViguRCh3NAARfEAQYByABEgKv0vD_BwE. Acesso em: 5 
ago. 2021.
MELLO, E. J. R. Tratamento de esgoto sanitário: avaliação da estação de tratamento de 
esgoto do Bairro Novo Horizonte na cidade de Araguari — MG. 2007. Monografia (Pós-
-Graduação lato sensu em Engenharia Sanitária) — União Educacional Minas Gerais, 
Uberlândia, 2007. 
POTIGUAR. Vaso sanitário monobloco completo Ya-006A branco Casa Ok. São Luís: 
Potiguar, 2021. Disponível em: https://www.apotiguar.com.br/produto/vaso-sanitario-
-monobloco-completo-ya-006a-branco-casa-ok/. Acesso em: 5 ago. 2021.
RBM RESÍDUOS. Limpeza de fossassépticas e caixas de gordura, quando e como fazer? 
Jiquiá: RBM, 2021. Disponível em: https://rbmresiduos.com.br/limpeza-de-fossas-
-septicas-e-caixas-de-gordura/. Acesso em: 5 ago. 2021.
SETE LAGOAS. Serviço Autônomo de Água e Esgoto. Fossa seca. Sete Lagoas: SAAE, 
2019. Disponível em: http://www.saaesetelagoas.com.br/esgoto/fossa-seca. Acesso 
em: 5 ago. 2021.
SUL BRASIL. Prefeitura Municipal. Esgotamento sanitário: como devo fazer a ligação? 
Sul Brasil: Prefeitura Municipal, 2016. Disponível em: https://www.sulbrasil.sc.gov.
br/noticias/ver/2016/04/esgotamento-sanitario-como-devo-fazer-a-ligacao. Acesso 
em: 5 ago. 2021.
TSUTIYA, M. T.; ALÉM SOBRINHO, P. Coleta e transporte de esgoto sanitário. 3. ed. Rio 
de Janeiro: Abes, 2011.
TUBO de ventilação. [S. l.: s. n., 201-?]. Disponível em: http://www.gsdengenharia.com.
br/wp-content/uploads/2018/04/TUBODEVENTILA%C3%87%C3%83OESGOTOPRIM%C3
%81RIOESGOTOSECUND%C3%81RIO.jpg. Acesso em: 5 ago. 2021.
Componentes e tratamento do esgoto sanitário 21
VON SPERLING, M. Lodos ativados: princípios do tratamento biológico de águas resi-
duárias. Belo Horizonte: UFMG, 1997.
VON SPERLING, M. Princípios do tratamento biológico de águas residuárias. 3. ed. Belo 
Horizonte: UFMG/DESA, 2005. v. 1.
Leituras recomendadas
BRASIL. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução Nº 357, de 17 de março de 2005. 
Brasília: CONAMA, 2005. Disponível em: http://www.mpf.mp.br/atuacao-tematica/ccr4/
dados-da-atuacao/projetos/qualidade-da-agua/legislacao/resolucoes/resolucao-
-conama-no-357-de-17-de-marco-de-2005/view. Acesso em: 5 ago. 2021.
BRASIL. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Brasília: SNIS, 2019. 
Disponível em: http://www.snis.gov.br/. Acesso em: 5 ago. 2021.
BRASIL. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Diagnóstico dos serviços 
de água e esgotos: ano referência: 2005. Brasília: SNIS, 2006. Disponível em: http://
www.snis.gov.br/diagnostico-anual-agua-e-esgotos/diagnostico-ae-2005. Acesso 
em: 5 ago. 2021.
FREITAS, S. Proposta de metodologia de projeto de sistemas de disposição oceânica de 
esgotos sanitários, em localidades de pequeno porte. 2010. Dissertação (Mestrado em 
Saneamento Ambiental) — Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010. 
Disponível em: https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/10891. Acesso em: 5 ago. 2021.
IMHOFF, K. R.; IMHOFF, K. Manual de tratamento de águas residuárias. São Paulo: 
Edgard Blucher, 1996.
JORDÃO, E. P.; PESSÔA, C. A. Tratamento de esgotos domésticos. 5. ed. Rio de Janeiro: 
Abes, 2009.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Componentes e tratamento do esgoto sanitário22

Mais conteúdos dessa disciplina