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TRATAMENTOS COMPLEMENTARES UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE FERIDAS INTRODUÇÃO O tratamento de feridas representa um importante desafio para os profissionais de saúde, especialmente diante do aumento das doenças crônicas e do envelhecimento populacional. Além das terapias convencionais, diversas abordagens complementares têm sido utilizadas para acelerar o processo de cicatrização, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. 1. OZONIOTERAPIA Conceito: utilização terapêutica do ozônio medicinal. Mecanismo de ação: ação antimicrobiana, anti-inflamatória e melhora da oxigenação tecidual. Indicações: úlceras venosas, pé diabético, lesões por pressão e feridas infectadas. Contraindicações: deficiência de G6PD, hipertireoidismo não controlado e limitações conforme protocolo clínico. Atuação da enfermagem: avaliação da ferida, monitoramento e orientação ao paciente. 2. LASERTERAPIA Conceito: aplicação de laser de baixa intensidade para estimular a cicatrização. Mecanismo de ação: aumento da produção de ATP, síntese de colágeno e angiogênese. Indicações: queimaduras, feridas cirúrgicas e úlceras crônicas. Contraindicações: áreas neoplásicas e região ocular sem proteção adequada. Atuação da enfermagem: aplicação conforme protocolos e registro da evolução clínica. 3. GEOTERAPIA (USO DE ARGILAS) Conceito: utilização de argilas medicinais para fins terapêuticos. Mecanismo de ação: propriedades absorventes, anti-inflamatórias e remineralizantes. Indicações: feridas superficiais e processos inflamatórios. Contraindicações: hipersensibilidade aos componentes e uso inadequado em feridas profundas. Atuação da enfermagem: avaliação da pele, orientação e monitoramento. 4. TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA E OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA Pressão negativa: utiliza pressão subatmosférica para remover exsudatos e estimular tecido de granulação. Oxigenoterapia hiperbárica: administração de oxigênio a 100% em câmara pressurizada para melhorar a oxigenação tecidual. Indicações: feridas complexas, pé diabético, lesões isquêmicas e deiscências cirúrgicas. Contraindicações: pneumotórax não tratado, necrose não desbridada e outras condições específicas. Atuação da enfermagem: preparo, monitorização e cuidados com equipamentos. 5. ACUPUNTURA Conceito: técnica da Medicina Tradicional Chinesa baseada na estimulação de pontos específicos do corpo. Mecanismo de ação: melhora da circulação, controle da dor e modulação inflamatória. Indicações: dor associada às feridas e feridas crônicas. Contraindicações: distúrbios de coagulação e infecções locais. Atuação da enfermagem: avaliação clínica e acompanhamento dos resultados. 6. FITOTERAPIA Conceito: utilização de plantas medicinais e seus derivados. Mecanismo de ação: ação anti-inflamatória, antimicrobiana e cicatrizante. Indicações: uso de Aloe vera, calêndula e barbatimão em protocolos específicos. Contraindicações: alergias e uso sem orientação profissional. Atuação da enfermagem: educação em saúde e monitoramento de reações adversas. CONCLUSÃO As terapias complementares constituem importantes recursos auxiliares no tratamento de feridas, contribuindo para a cicatrização, redução de infecções e melhora da qualidade de vida dos pacientes. A enfermagem desempenha papel fundamental na avaliação, implementação e monitoramento dessas terapias. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Brasília, 2018. IRION, G. L. Feridas: novas abordagens, manejo clínico e atlas em cores. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. MORAES, J. T.; OLIVEIRA, B. G. R. Tratamento de feridas e curativos: fundamentos e prática. São Paulo: Atheneu, 2021. SOBENFeE. Diretrizes para tratamento de feridas. São Paulo, 2022.