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RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Até pouco tempo atrás, as possibilidades de melhora da aparência do nariz estavam 
restritas às cirurgias de rinoplastia. A rinoplastia é uma cirurgia que até em mãos 
experientes apresenta resultados imprevisíveis.
Além da imprevisibilidade dos resultados, os riscos de um procedimento cirúrgico e 
todo o período de recuperação exigido, fizeram com que os profissionais da estética
iniciassem uma busca por alternativas menos invasivas.
Dessa maneira surgiram as rinomodelações minimamente invasivas, que são 
procedimentos executados em consultório, utilizando-se basicamente ácido hialurônico
(preenchedor), fios faciais (PDO, nylon, etc.) e toxina botulínica.
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
5 dias 7 dias
Breve Histórico
A ideia surgiu no final do século XIX com o uso da parafina pelo Dr. Robert 
Gersuny, com o objetivo de aumentar o dorso nasal. Décadas mais tarde, Robert 
Kotler e Jack Startz praticaram injeções de silicone com alta taxa de granulomas 
e úlceras. Posteriormente surgiu o colágeno bovino, em 1981, como o primeiro 
preenchedor facial aprovado para uso cosmético;
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
Com a necessidade de um produto mais seguro, surgiu a hidroxiapatita de 
cálcio (CaHa) para moldar alguns defeitos no nariz. Posteriormente, com a 
popularização e maior experiência por parte dos profissionais com o uso de 
ácido hialurônico (HA), esse se tornou o preenchedor mais comumente 
utilizado, por sua reversibilidade com uso de hialuronidase em caso de 
hipercorreção ou lesão vascular inadvertida, bem como sua durabilidade 
menor, quando comparado à CaHa.
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
!
Os preenchedores mais seguros são aqueles com 
menor tempo de permanência nos tecidos, uma vez 
que os preenchedores de longa durabilidade tendem 
a apresentar intercorrências tardias, principalmente 
por reações do organismo à presença de um 
material “estranho” a ele.
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
Mesmo com preenchedores absorvíveis, as complicações podem ocorrer.
Algumas complicações reportadas com o uso de preenchedores (tanto HA quanto
CaHa) incluem:
- infecção;
- isquemia e necrose por vasoespasmo;
- injeção intra-arterial ou por compressão vascular extrínseca em injeções de muito 
volume na ponta nasal ou outras áreas com pouca distensibilidade dos tecidos;
- dor crônica ou formação de osteófitos por injeção no periósteo;
- isquemia na derme-epiderme por injeções muito superficiais.
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
Para trabalharmos com procedimentos de rinomodelação, devemos portanto:
- Conhecer em detalhe a anatomia da região;
- Saber as diferenças de características entre os materiais utilizados (tanto no caso do
preenchedor H.A., quanto quando utilizamos fios PDO ou qualquer outro);
- Através de uma minuciosa avaliação clínica, detectar as necessidades específicas do
paciente e selecionar adequadamente os casos em que é possível realizar melhorias
sem cirurgia;
- Saber avaliar a expetativa do paciente e explicar as limitações técnicas;
- Dominar as diferentes técnicas a serem utilizadas.
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
O nariz é elemento fundamental na estética facial e sabemos o quanto os 
pacientes nos procuram para melhora-lo. Porém, o nariz também tem relevantes 
outras funções que fazem dele área nobre, e com a qual devemos dispender 
minucioso cuidado ao tratarmos.
A estrutura nasal apresenta condições anatômicas especiais para
desempenhar as seguintes funções: olfação, respiração, filtração de impurezas e 
umidificação do ar inspirado, além de recepção e eliminação de secreções dos 
seios paranasais e ductos lacrimonasais.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
Parte Externa do Nariz
A parte externa do nariz é a porção visível externamente do órgão, que se projeta na 
face. Seu esqueleto estrutural é principalmente cartilaginoso. As dimensões e o formato 
dos narizes variam muito, principalmente por causa das diferenças nessas cartilagens. 
Exatamente por isso, os resultados de uma rinoplastia são tão imprevisíveis.
O dorso do nariz estende-se da raiz até o ápice (ou ponta). A face inferior do nariz é 
perfurada por duas aberturas piriformes, as narinas (aberturas nasais anteriores), que são 
limitadas lateralmente pelas asas do nariz. A parte óssea superior do nariz, inclusive sua 
raiz, é coberta por pele fina.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
A parte cartilaginosa móvel e macia do nariz é coberta por pele mais 
espessa, que contém muitas glândulas sebáceas, sendo comum surgirem 
muitas acnes e comedões, inclusive. A pele estende-se até o vestíbulo do 
nariz (região interna, após as narinas), onde há um número variável de 
pelos rígidos (chamados de vibrissas).
As vibrissas geralmente estão úmidas, e atuam na filtração de 
partículas de poeira do ar que adentra a cavidade nasal. A junção da pele e 
da túnica mucosa está além da área que tem pelos, mais posteriormente.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
1
2
3
5 4
1 - raíz ou rádix
2 - dorso
3 - ápice ou ponta
4 - asa ou ala
5 - narina
6 - columela
6
Topografia
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
Esqueleto
O esqueleto de sustentação do nariz é formado por duas estruturas: osso e
cartilagem hialina.
A parte óssea do nariz consiste em ossos nasais, processos frontais das 
maxilas, parte nasal do osso frontal e sua espinha nasal, e partes ósseas do septo 
nasal.
Já a parte cartilaginosa do nariz é formada por cinco cartilagens principais: duas 
cartilagens laterais (processos laterais das cartilagens do septo), duas cartilagens 
alares (que formam as asas do nariz) e uma cartilagem do septo.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
As cartilagens alares, em forma de U, são livres e móveis. Elas dilatam ou 
estreitam as narinas quando há contração dos músculos que atuam sobre o nariz, 
sendo comum o surgimento do sinal semiológico “batimento de asa de nariz” quando 
lactentes e crianças apresentam importante desconforto e esforço respiratório.
O septo nasal divide a cavidade nasal em duas partes: região esquerda e região 
direita. Ele é formado por uma parte óssea e uma parte cartilaginosa móvel flexível. 
Os principais componentes do septo nasal são a lâmina perpendicular do osso 
etmoide, o vômer e a cartilagem do septo.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
A fina lâmina perpendicular do etmoide, que forma a parte superior do septo 
nasal, desce a partir da lâmina cribriforme. Superiormente a essa lâmina, ela se 
estende como a crista etmoidal. O vômer, um osso fino e plano, forma a parte 
posteroinferior do septo nasal, com alguma contribuição das cristas nasais da maxila 
e do palatino.
A cartilagem do septo tem uma articulação importante com as margens do septo 
ósseo.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
Cavidade Nasal - plano ósseo
ANATOMIA DO NARIZ - ARTÉRIAS
ANATOMIA DO NARIZ - ARTÉRIAS
O sangue venoso do nariz drena principalmente para a veia facial através 
das veias angular e nasal lateral. Cabe lembrar que a vascularização nasal 
está localizada no “triângulo perigoso” da face em razão das comunicações 
com o seio cavernoso.
ANATOMIA DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ
ENVELHECIMENTO DO NARIZ
ENVELHECIMENTO DO NARIZ
ANATOMIA DO NARIZ - NERVOS
ANATOMIA DO NARIZ - NERVOS
1
2
3
4
1 – N. Supraorbital
2 – N. Supratroclear
3 – N. Infratroclear
4 – N. Infraorbital
5 – N. Etmoidal Anterior
5
Técnicas
Elevação da ponta nasal com A.H.
Técnicas
Elevação da ponta nasal comA.H.
ÁCIDO HIALURÔNICO
COMO PREENCHEDOR 
FACIAL NA RINOMODELAÇÃO
Ácido 
Hialurônico
- Conhecimento Anatômico
- Reologia dos Materiais
- É Hidrofílico – HIDRATAÇÃO
REOLOGIA DOS PREENCHEDORES A BASE DE ÁCIDO HIALURÔNICO
A Reologia é definida como a ciência que estuda a deformação e o escoamento de corpos sólidos ou 
fluídos (gases ou líquidos) sob a influência de uma força ou tensão. É um ramo da Física que estuda a 
viscosidade, a plasticidade, a elasticidade e o escoamento da matéria em geral
REOLOGIA DO ÁCIDO HIALURÔNICO
REOLOGIA DO ÁCIDO HIALURÔNICO
ÁCIDO 
HIALURÔNICO 
DIFERENTES 
PROCESSOS DE 
RETICULAÇÃO
Características do preenchedor ideal
•Performance:
•Reprodutível
•biocompativel
•Durável
•Seguro
•Sem migração
•Capacidade de resistir às tensões mecânicas
Características do preenchedor ideal
Elevação da ponta nasal com Ácido Hialurônico
- Indicada para pacientes que possuem a ponta nasal rebaixada ou que desejem elevá-
la, sem realizar cirurgia.
- Para um melhor resultado e maior duração do mesmo, deve ser associada à aplicação 
de toxina botulínica no músculo depressor da ponta nasal.
- Para gibas menores, a simples elevação da ponta nasal pode eliminar o problema, pois
a mesma já retifica o dorso nasal.
- Não deve ser realizada em paciente que possuam linha de sorriso muito baixa ou
“sorriso invertido”, pois pode modular o movimento do músculo orbicular dos lábios,
rebaixando ainda mais a linha do sorriso.
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Elevação da ponta nasal com Ácido Hialurônico
- Assepsia completa da face com gaze e clorexidina a 2%
- Bloqueio anestésico bilateral dos nervos infra-orbitários
- Botão anestésico com vasoconstritor da ponta nasal (local do pertuito)
- Perfuração da ponta nasal (em direção à columela) com agulha de 22 ou 21G
- Introdução da cânula 22G (já acoplada à seringa), passando pela columela, em direção à espinha nasal 
anterior
- Ao tocar a estrutura óssea com a cânula, recua-la um pouco e injetar, em bolus, até 0,3ml de A.H.
- No movimento de remoção da cânula, retroinjetar até 0,2ml de A.H. ao longo da columela, não injetando
além do limite lateral das narinas.
IMPORTANTE – Esse preenchimento pode também ser realizado diretamente com agulha, sem necessidade da 
cânula. Porém, devemos utilizar agulha com o gauge igual ou inferior a 25G. 
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Marcação pertuito padrão
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Marcando o ponto de pertuito
1) Traçar a linha média 
(vermelho)
2) Traçar uma linha horizontal que 
tangencie o limite superior das 
narinas (azul)
3) Marcar o ponto de intersecção 
da agulha, tangenciando 
superiormente a linha horizontal 
(verde)
Elevação da ponta nasal com Ácido Hialurônico
TÉCNICAS
TÉCNICAS
pertuito
retroinjeção
bolus
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Elevação da ponta nasal com Ácido Hialurônico
- Jamais utilizar mais de 1,0ml de A.H. em uma sessão, nessa região
- Acompanhar o pós através de fotos enviadas pelo paciente por pelo menos 48
horas
- Sempre realizar a elevação da ponta antes do preenchimento do radix
- Manter curativo com micropore por pelo menos 3 dias, “segurando” a elevação
da ponta
Técnicas
Atenuação da giba
Atenuação da giba com A.H.
- Indicada para pacientes que possuem a giba alta (vista de perfil), sem desvio de septo
e que não deseje realizar rinoplastia cirúrgica
- Para gibas menores, a simples elevação da ponta nasal pode eliminar o problema, pois
a mesma já retifica o dorso nasal.
- Não deve ser utilizado volume de A.H. superior a 0,2ml por sessão
- É muito comum precisarmos de múltiplas sessões para a correção de uma giba mais
alta, justamente em função do volume máximo permitido por sessão
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Atenuação da giba com A.H.
- Assepsia completa da face com gaze e clorexidina a 2%
- Marcação do limite da área a ser preenchida, observando o paciente de perfil (acima da giba, na 
região do radix)
- Botão anestésico com vasoconstritor da ponta nasal (local do pertuito)
- Perfuração da ponta nasal (em direção ao dorso) com agulha de 22 ou 21G
- Introdução da cânula 22G (já acoplada à seringa), passando pela giba, em direção ao radix, até o
final da marcação planejada
- Injetar 0,05 a 0,1ml em micro bolus, ao longo da região demarcada, conforme demanda
- Retirar a cânula e observar os pontos de falha
- Repetir o protocolo se necessário, nunca ultrapassando 0,2ml
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Ponto de pertuito padrão
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Marcando o ponto de pertuito
1) Traçar a linha média 
(vermelho)
2) Traçar uma linha horizontal que 
tangencie o limite superior das 
narinas (azul)
3) Marcar o ponto de pertuito, 
tangenciando superiormente a 
linha horizontal (verde)
Atenuação da giba nasal com Ácido Hialurônico
TÉCNICAS
TÉCNICAS
zona a ser preenchida em bolus 
(em azul)
demarcação prévia 
(em vermelho)
pertuito
Elevação da ponta nasal com Ácido Hialurônico
TÉCNICAS
TÉCNICAS
- Jamais utilizar mais de 0,2ml de A.H. em uma sessão nessa região
- Acompanhar o pós através de fotos enviadas pelo paciente por pelo menos 48 
horas
- Sempre realizar a elevação da ponta antes do preenchimento do radix
- Manter curativo com micropore por pelo menos 3 dias
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Atenuação da giba com A.H. 
Técnicas
“Tip” nasal com A.H.
Técnicas
“Tip” nasal com A.H.
“Tip” nasal com Ácido Hialurônico
- Indicada para pacientes que possuem o dorso nasal, próximo à ponta, sem a
proeminência da mesma, vista de perfil.
- Neste local, devemos utilizar uma quantidade mínima de a.h., pois trata-se de região de 
risco pela pobre vascularização local
TÉCNICAS
TÉCNICAS
“Tip” nasal com Ácido Hialurônico
- Assepsia completa da face com gaze e clorexidina a 2%
- Botão anestésico (pouca quantidade) com vasoconstritor da ponta nasal (local do pertuito)
- Perfuração da ponta nasal com agulha de 22 ou 21G
- Introdução da cânula 22G (já acoplada à seringa), de baixo para cima, visando a região do tip, 
tocando com a ponta da cânula de maneira a “marcar” a pele, superficialmente
- Ao tocar a pele com a cânula, no ponto visado, depositar em bolus até 0,05 ml de A.H.
- Retirar a cânula e reavaliar o paciente de perfil, podendo se repetir a operação, caso julguemos
necessário
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Marcação pertuito padrão
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Marcando o ponto de pertuito
1) Traçar a linha média 
(vermelho)
2) Traçar uma linha horizontal que 
tangencie o limite superior das 
narinas (azul)
3) Marcar o ponto de intersecção 
da agulha, tangenciando 
superiormente a linha horizontal 
(verde)
“Tip” nasal com Ácido Hialurônico
TÉCNICAS
TÉCNICAS
Ponto azul – pertuito 
Ponto vermelho – zona a 
ser preenchida
“Tip” nasal com Ácido Hialurônico
TÉCNICAS
TÉCNICAS
- Jamais utilizar mais de 0,1ml de A.H. em uma sessão na região
- Acompanhar o pós através de fotos enviadas pelo paciente por pelo menos 48
horas
- Geralmente será combinada com outras técnicas
Intercorrências com Ácido Hialurônico (A.H.)
Intercorrências com Ácido 
Hialurônico (A.H.)
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Os perfis de segurança dos preenchimentos com AH injetáveis, geralmente 
são considerados favoráveis, ou seja, com baixa incidência de complicações. Os 
clínicos podem não encontrar frequentemente complicações em sua prática 
clínica e, portanto, não ter experiência em reconhecê-las, diagnosticá-las, 
administrá-las e tratá-las. Neste sentido, Almeida et al (2017) em um painel de 
especialistas, considerando a falta de evidências clínicas e a necessidade de 
claras estratégias de diagnóstico e tratamento, iniciaram uma discussão acerca 
das complicações relacionados ao AH.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
A incidência de eventos adversos relacionados ao uso do ácido hialurônico, 
segundo artigo de Friedman et al, citado por Almeida et al (2017), foi estimada 
em 0,15% em 1999,0,06% em 2000 e em 2015, a incidência foi estimada em 
0,05% em análise gráfica retrospectiva de 4.702 pacientes. Os autores relatam 
que a diminuição na incidência de eventos adversos pode ter se dado por conta 
da disponibilidade de matéria-prima de AH mais purificada. A incidência destes 
eventos está, segundo os últimos estudos, em processo regressivo.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Evolução das complicações com A.H.
Segundo Almeida et al (2015):
- em 2002, complicações relacionadas ao AH eram tidas como decorrentes de impurezas de 
fermentação bacteriana;
- em 2005, o mesmo evento adverso clínico poderia ter dois tipos de padrão histológico: via um
processo inflamatório granulomatoso ou não granulomatoso;
- em 2009, sugeriu-se a classificação dos nódulos (não dolorosos/dolorosos ou inflamatórios/não
inflamatórios);
- em 2010, o importante papel dos biofilmes nas complicações dos agentes de preenchimento 
começou a receber atenção.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Ao longo dos anos, as complicações originadas do uso do Ácido Hialurônico, tem sido 
descritas por diferentes terminologias, dentre elas:
- no início dos anos 2000 - hipersensibilidade, edema não relacionado à 
hipersensibilidade, infecções, hematomas e equimose, eritema persistente, alterações 
na pigmentação, sobrecorreção, necrose (isquemia) e lesões papulopustulosas;
- respostas no local da injeção, localização inapropriada, sensibilidade ao produto, 
infecções e necrose também foram observadas.
- em 2009, expressões como sobrecorreção, visibilidade do preenchimento, 
comprometimento vascular, nódulos, angioedema, eritema e telangiectasias foram 
usados para descrever eventos adversos;
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Classificações das complicações com A.H. relacionadas ao tempo
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Ressalta-se que os especialistas recomendam uma lista de possíveis 
sinais e sintomas destes eventos adversos, assim como seus possíveis 
diagnósticos, que serão apresentados a seguir.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Recomendações de consenso sobre a classificação de complicações 
relacionadas ao AH, em relação ao momento
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Recomendações de consenso sobre a classificação de complicações 
relacionadas ao AH, em relação ao momento
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Especialistas ressaltaram a importância do diagnóstico clínico para 
alterações vasculares, reações alérgicas graves (por exemplo, suspeita de 
anafilaxia), assim como outras reações de início imediato (até 24 horas), 
oriundas dos eventos adversos.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Algoritmo 
para
diagnóstico 
e tratamento 
de eventos 
adversos
relacionados 
ao ácido
hialurônico 
de início 
imediato
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Exemplo de processo necrótico iniciado após rinomodelação com A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
Recomendações 
técnicas para 
prevenir eventos 
adversos 
relacionados à
injeção de AH em 
regiões faciais de 
alto risco
CUIDADOS PÓS RINOMODELAÇÃO
CUIDADOS PÓS 
RINOMODELAÇÃO
Os procedimentos de rinomodelação, tanto os realizados com ácido hialurônico, 
como os com fios (sejam de PDO ou nylon), são procedimentos minimamente 
invasivos e, portanto, não exigem cuidados extremos no pós operatório.
É de suma importância, porém, que o profissional saiba expor em detalhes os 
deveres do paciente no pós e os sinais de alerta a serem comunicados pelo 
paciente.
Salientamos ainda a importância de possuir toda a documentação detalhada,
com assinatura dos pacientes e envio de orientações por Whatsapp (tem validade
jurídica).
PÓS OPERATÓRIO
PÓS OPERATÓRIO
Deveres (cuidados) do paciente no pós operatório de rinomodelação:
- Não retirar o curativo por 48hs.
- Não molhar o curativo.
- Repouso por 24 a 48 hs (não necessita ser afastado do trabalho se esse não envolver
esforços físicos).
do fio e- Não apertar e manipular a região por 15 dias (risco de rompimento
deslocamento de material preenchedor).
- Evitar esforço físico por até 15 dias.
- Utilizar a medicação conforme prescrição.
- Manter a higiene do local operado com clorexidina ou alcool 70 por 7 dias.
- Enviar fotos e vídeos sob orientação do profissional (a cada 4 hs, pelo menos).
PÓS OPERATÓRIO
PÓS OPERATÓRIO
Sinais de alerta que devem ser apontados pelo paciente:
- Presença de alterações de cor no tecido operado.
- Presença de dor forte espontânea.
- Edema exagerado.
- Presença de líquidos ou exsudato na ferida operatória.
- Exteriorização do fio.
- Presença de nódulos ou granulomas.
Diante de qualquer das situações acima citadas, o profissional deve chamar o
paciente as consultório para avaliação clínica e conduta adequada.
PÓS OPERATÓRIO
PÓS OPERATÓRIO
Documentação detalhada:
- Anamnese assinada pelo paciente e profissional .
- Ficha clínica assinada pelo paciente.
- Termo de consentimento livre e esclarecido explicado e assinado.
- Fotos pré e pós operatórias .
- Orientações pós operatórias (preferencialmente enviadas no WhatsApp)
PÓS OPERATÓRIO
PÓS OPERATÓRIO
PRINCIPAIS QUEIXAS DOS PACIENTES
PRINCIPAIS QUEIXAS 
DOS PACIENTES
Quando planejamos uma rinomodelação, assim como nos demais 
procedimentos estéticos, devemos estar muito atentos às queixas do paciente. Claro 
que sabemos avaliar clinicamente os principais pontos menos estéticos do nariz e 
isso deve ser levado em conta. Porém, é muito importante esse diálogo prévio para 
alinhar os desejos do paciente às demandas que detectamos e ao que é possível de 
ser realizado com procedimentos minimamente invasivos.
A maior parte dos pacientes que queixa algo relacionado à estética de seu nariz,
já procurou solução para o problema e já pesquisou sobre rinoplastia. Ou seja, a
maioria já sabe explicar o que exatamente incomoda.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Exatamente por isso, é interessante conhecermos o que de mais comum 
aparece como queixa no consultório. Além disso, não é muito raro que alguns 
pacientes com transtornos como dismorfismos, relatem queixas que não estão 
presentes de fato. Nessas situações, devemos saber identificar o problema e barrar a 
realização do procedimento, pois, uma vez que o diagnóstico não está bem 
estabelecido, teremos a certeza do fracasso no resultado.
Para facilitar todo esse processo, listaremos e descreveremos a seguir os
principais tipos de narizes, quanto às queixas mais comuns de consultório.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Nariz grande
Quando o paciente relata achar seu nariz muito grande, devemos avaliar exatamente o 
que ele enxerga. “Nariz grande” é uma queixa muito inespecífica e que, pode inclusive, 
pedir procedimentos em outras regiões. Como quando nos deparamos com casos de 
pacientes que possuem mento com pouca projeção ou lábios nessa mesma situação. 
Sendo assim, há a necessidade de questionar o paciente em detalhe quanto ao que ele 
enxerga e avaliar o seu perfil como um todo.
Atenção às diferenças entre homem e mulher. Um rosto masculino permite narizes 
maiores sem grandes prejuízos estéticos. Devemos estar atentos para não afinar ou 
“reduzir” demasiadamente um nariz masculino.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Nariz grande
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Nariz grande
A queixa do “nariz grande” muitas vezes 
é, na verdade, a queixa da giba alta. 
Devemos portanto conversar com o 
paciente, o escutando atentamente 
antes de determinar exatamente o 
planejamento.
“Nariz de batata” – ponta bulbosa
Ouvimos muito essa expressão: “nariz de batata”. Na verdade, em geral,o paciente que
traz essa queixa está se referindo ao nariz com ponta mais grossa e base mais alargada, 
numa visão frontal.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Scarlett Johansson
Nariz cuja ponta abaixa ao sorrir
Refere-se àqueles narizes em que a musculatura depressora da ponta nasal encontra-se
ativa no movimento do sorriso. Apesar de ser uma queixa relativa ao movimento, sabemos 
que a “deformação” da ponta baixa vai se agravar no processo do envelhecimento e, muito 
provavelmente, essa rebaixará cada vez mais se não realizarmos intervenções. Nesses 
casos é imprescindível associar toxina botulínica no músculo depressor da ponta nasal.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Nariz pequeno
Embora seja queixa não tão comum, está presente
em nosso dia-a-dia. Geralmente ocorre em 
pacientes que já realizaram a rinoplastia cirúrgica 
e acreditam ter havido excesso de remoção de 
tecido. É muito importante estar atento aos 
detalhes anatômicos nesses casos, pois narizes 
que já passaram por procedimentos cirúrgicos, 
possuem uma anatomia diferenciada e de difícil 
reconhecimento. Sendo assim, aconselho 
trabalhar com cautela e em sessões, com pouco 
material por sessão, no caso dos preenchimentos.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
Nariz torto
Nesse caso geralmente está indicada a
comprometimentos fisiológicos.
rinoplastia cirúrgica, pois pode envolver
Porém,
quando a queixa for somente estética e o 
desvio for sutil, podemos realizar alguns 
procedimentos minimamente invasivos para 
“maquiar’ o problema.
PRINCIPAIS QUEIXAS
PRINCIPAIS QUEIXAS
RESULTADOS
RESULTADOS
Obrigada!
Bora Práticar!
@dra.taismi
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3: INTRODUÇÃO
	Slide 4: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 5: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 6: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 7: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 8: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 9: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 10: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 11: INTRODUÇÃO À RINOMODELAÇÃO
	Slide 12: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 13: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 14: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 15: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 16: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 17: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 18: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 19: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 20: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 21: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 22
	Slide 23: ANATOMIA DO NARIZ - ARTÉRIAS
	Slide 24
	Slide 25: ANATOMIA DO NARIZ
	Slide 26: ENVELHECIMENTO DO NARIZ
	Slide 27: ANATOMIA DO NARIZ - NERVOS
	Slide 28: Técnicas Elevação da ponta nasal com A.H.
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31: REOLOGIA DOS PREENCHEDORES A BASE DE ÁCIDO HIALURÔNICO
	Slide 32: REOLOGIA DO ÁCIDO HIALURÔNICO
	Slide 33: REOLOGIA DO ÁCIDO HIALURÔNICO
	Slide 34: ÁCIDO HIALURÔNICO DIFERENTES PROCESSOS DE RETICULAÇÃO
	Slide 35: Características do preenchedor ideal
	Slide 36: Características do preenchedor ideal
	Slide 37: TÉCNICAS
	Slide 38: TÉCNICAS
	Slide 39: TÉCNICAS
	Slide 40: TÉCNICAS
	Slide 41: TÉCNICAS
	Slide 42
	Slide 43: TÉCNICAS
	Slide 44: TÉCNICAS
	Slide 45: TÉCNICAS
	Slide 46: TÉCNICAS
	Slide 47: TÉCNICAS
	Slide 48: TÉCNICAS
	Slide 49: Técnicas “Tip” nasal com A.H.
	Slide 50: TÉCNICAS
	Slide 51: TÉCNICAS
	Slide 52: TÉCNICAS
	Slide 53: TÉCNICAS
	Slide 54: TÉCNICAS
	Slide 55: Intercorrências com Ácido Hialurônico (A.H.)
	Slide 56: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 57: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 58: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 59: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 60: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 61: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 62: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 63: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 64: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 65: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 66: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 67: INTERCORRÊNCIAS COM A.H.
	Slide 68: CUIDADOS PÓS RINOMODELAÇÃO
	Slide 69: PÓS OPERATÓRIO
	Slide 70: PÓS OPERATÓRIO
	Slide 71: PÓS OPERATÓRIO
	Slide 72: PÓS OPERATÓRIO
	Slide 73: PRINCIPAIS QUEIXAS DOS PACIENTES
	Slide 74: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 75: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 76: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 77: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 78: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 79: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 80: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 81: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 82: PRINCIPAIS QUEIXAS
	Slide 83: RESULTADOS
	Slide 84: RESULTADOS
	Slide 85: Obrigada!

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