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aula 3.pptx 1 A Ciência da Personalidade: Desvendando a Natureza Humana Uma jornada através das grandes teorias, métodos e descobertas que buscam compreender o que nos torna únicos — das máscaras gregas às neurociências do século XXI. FEIST, FEIST & ROBERTS (2025) | SCHULTZ & SCHULTZ (2021) 2 Parte I: O Surgimento da Persona A máscara que nos define 3 O Teatro Grego e a Origem do Termo Persona é uma palavra latina derivada do grego — a máscara utilizada pelos atores para indicar o papel que desempenhavam em cena. Com o tempo, o conceito migrou do palco para a vida cotidiana, passando a designar a face pública que cada indivíduo apresenta ao mundo. Do Teatro à Psicologia A transição do conceito teatral para a identidade pessoal reflete a busca milenar por compreender o que permanece estável num mundo em constante mudança. A Busca pela Estabilidade Ao longo da história, filósofos e cientistas tentaram identificar padrões duradouros no comportamento humano — o núcleo que persiste além das circunstâncias externas. 4 A Psicologia como Ciência (Séc. XIX) O Nascimento Formal Em 1879, Wilhelm Wundt fundou o primeiro laboratório de psicologia experimental em Leipzig, Alemanha — marco inaugural da psicologia como ciência independente, separada da filosofia e da medicina. Fusão e Limitação A nova disciplina combinava rigor da fisiologia com as grandes questões da filosofia. Contudo, os primeiros laboratórios restringiam-se ao tangível e mensurável , deixando de fora fenômenos complexos como a personalidade em sua totalidade. • Foco em sensações, percepções e tempos de reação • Método introspectivo controlado • Exclusão do inconsciente e das diferenças individuais 5 O Marco Formal: Gordon Allport (1937) "A personalidade é a organização dinâmica, dentro do indivíduo, dos sistemas psicofísicos que determinam seu comportamento e pensamento característicos." — Gordon Allport, Personality: A Psychological Interpretation (1937) Com a publicação deste obra seminal, Allport formalizou o campo da psicologia da personalidade, oferecendo a primeira sistematização científica do estudo das diferenças individuais — consolidando um domínio próprio dentro da psicologia acadêmica. 6 A Definição de Personalidade Agrupamento Único A personalidade é um conjunto permanente e singular de características que distinguem cada indivíduo, relativamente estável ao longo do tempo e entre situações. Interação Dinâmica Resulta da interação entre temperamento (base biológica herdada), caráter (aspectos moldados pela cultura e valores) e ambiente (experiências e contexto social). Processo Contínuo A personalidade não é uma estrutura rígida e estática — é um processo ativo e contínuo de adaptação ao meio , respondendo aos desafios do ciclo vital. 7 As Cinco Fontes de Influência Histórica Feist, Feist e Roberts identificam cinco correntes históricas que convergiram para constituir a ciência moderna da personalidade: Observação Clínica O legado de Charcot, Freud e Jung — a observação sistemática de pacientes revelou padrões profundos da psique humana. Tradição Gestáltica A busca pela unidade e totalidade do comportamento — o todo é mais do que a soma das partes. Psicologia Experimental O rigor do controle laboratorial e o estudo da aprendizagem como base para compreender padrões comportamentais. Psicometria A precisão estatística na mensuração de traços, com o desenvolvimento de testes padronizados e escalas validadas. Genética e Fisiologia As raízes biológicas do temperamento — o papel da hereditariedade e dos sistemas nervoso e endócrino. 8 O Problema da Teoria O Que Faz uma Boa Teoria? Teorias científicas da personalidade devem distinguir claramente entre suposições (premissas de partida), hipóteses (predições testáveis) e fatos (dados empiricamente verificados). Sem essa clareza, o campo fica vulnerável ao dogmatismo. • Abrangência: deve explicar fenômenos amplos • Verificabilidade: deve gerar predições testáveis • Simplicidade: princípio da parcimônia científica Teorias Pessoais vs. Científicas Todo ser humano desenvolve teorias informais e pessoais sobre a personalidade — crenças intuitivas sobre o comportamento humano. A ciência substitui esses modelos por teorias formais : sistemáticas, revisáveis e baseadas em evidências públicas e replicáveis. 9 Parte II: O Século XX — As Grandes Escolas O século XX foi palco de uma extraordinária proliferação de sistemas teóricos sobre a personalidade humana. Cada escola ofereceu uma lente distinta — e muitas vezes radicalmente diferente — para compreender o que nos torna quem somos. 10 A Revolução Freudiana Sigmund Freud construiu a primeira grande teoria moderna e abrangente da personalidade , propondo que o comportamento humano é amplamente governado por forças inconscientes , inacessíveis à introspecção direta. Id Impulsos primitivos, prazer imediato, energia pulsional (libido) Ego O mediador racional entre o Id e a realidade externa Superego A internalização das normas morais e sociais; o ideal do Eu 11 A Psicologia Analítica de Carl Jung Além do Inconsciente Pessoal Jung expandiu o conceito freudiano ao postular um inconsciente coletivo — um estrato mais profundo compartilhado pela humanidade, habitado por arquétipos universais como a Sombra, a Anima/Animus e o Self. Funções e Individuação A psique opera através de quatro funções: razão, emoção, sensação e intuição . O processo central do desenvolvimento psíquico é a individuação — a jornada para tornar-se inteiro, integrando os opostos internos numa personalidade singular. 12 A Teoria Centrada na Pessoa: Carl Rogers "O bom caminho a seguir é o que te parece certo a ti, não o que outros dizem que deveria parecer." — Carl Rogers Experiência Subjetiva O campo fenomenológico privado — a realidade como o indivíduo a percebe — é o ponto de partida para compreender o comportamento. Consideração Positiva O crescimento psicológico saudável depende de receber amor e aceitação incondicionais , sem exigências de desempenho ou conformidade. O Eu Fenomenológico A autoimagem e o ideal do Eu interagem dinamicamente; a saúde mental reside na congruência entre o Eu real e o Eu ideal .

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