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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI ANDRE DE JESUS COSTA DE LIMA A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO CONTEXTO ESCOLAR GUAJARÁ/AM 2026 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI ANDRE DE JESUS COSTA DE LIMA A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO CONTEXTO ESCOLAR Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito para obtenção do título Licenciatura em Pedagogia. Orientador: Prof. Dr. Alberto José Ferreira de Lima. GUAJARÁ/AM 2026 A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NO CONTEXTO ESCOLAR ANDRE DE JESUS COSTA DE LIMA Declaro que sou autor deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais RESUMO: Este estudo tem por objetivo geral compreender a importância da afetividade no processo de ensino e aprendizagem da Educação Infantil. A metodologia utilizada foi a de o estudo bibliográfico, visando todo o levantamento teórico sobre o tema do trabalho. Os principais resultados revelam que a afetividade constitui dimensão estruturante do processo educativo, especialmente na Educação Infantil, tendo em vista que o desenvolvimento humano ocorre de maneira integrada, envolvendo emoção, cognição e movimento, de modo que a aprendizagem não pode ser compreendida como um fenômeno exclusivamente intelectual. Nesse sentido, a criança, ao ingressar no espaço escolar, encontra-se em um processo de transição conceitual e social, no qual passa a ser reconhecida como sujeito histórico e social, ativo na construção de seus conhecimentos. Conclui-se que diante isso, podemos concluir que todo professor precisa ter em mente a importância da afetividade na interação com seu aluno, e na construção do conhecimento. Pois é essa relação, afeto-cognição, que possibilita o desenvolvimento global da criança, de modo a oferecer maior equilíbrio e uma maior estabilidade na sua vida social, afetiva, moral e intelectual. Palavras-Chave: Educação Infantil. Afetividade. Ensino. Aprendizagem. ABSTRACT: The general objective of this study is to understand the importance of affectivity in the teaching-learning process within early childhood education. A bibliographic study methodology was employed to conduct a comprehensive theoretical review of the topic. The main results reveal that affectivity constitutes a foundational dimension of the educational process—particularly in early childhood education—given that human development occurs in an integrated manner involving emotion, cognition, and movement; consequently, learning cannot be understood as a purely intellectual phenomenon. In this context, upon entering the school environment, the child undergoes a conceptual and social transition, coming to be recognized as a historical and social subject who plays an active role in constructing their own knowledge. It is concluded that teachers must bear in mind the importance of affectivity in their interactions with students and in the construction of knowledge. Indeed, it is this affect-cognition relationship that enables the child's holistic development, fostering greater balance and stability in their social, emotional, moral, and intellectual life. Keywords: Early Childhood Education. Affectivity. Teaching. Learning. 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho trata da afetividade no ambiente escolar, na relação professor-aluno e na relação com o mundo. O estudo da primeira infância tem propiciado os mais significativos avanços para a compreensão quanto à influência de acontecimentos infantis no comportamento e no ajustamento (ou desajustamento) de crianças maiores, adolescentes e adultos. Existe um alto índice de concordância entre os estudiosos que trabalham com crianças que a “ligação afetiva” inicial influenciará o desenvolvimento do bebê. Ligação esta que se inicia com a convivência do latente com sua mãe (Wallon, 2010). Podemos afirmar que, muito do que acontece durante o primeiro ano de vida do ser humano, visto que o desenvolvimento emocional começa desde o primeiro ano de vida, é essencial à saúde mental da criança. Assim, a afetividade assume um papel de extrema relevância, devendo estar incluída como aspecto inseparável do desenvolvimento físico e intelectual da criança. Tal fato nos impulsiona a questionar: Qual a importância da afetividade no processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil? Este estudo tem por objetivo geral compreender a importância da afetividade no processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil. Como objetivos específicos, perseguiu-se: investigar como a afetividade age em relação ao aluno e professor; e, identificar as formas de expressão da afetividade em sala de aula. A pesquisa foi realizada a partir da leitura de artigos científicos, buscados nas plataformas de pesquisa Google Acadêmico e SciELO, sendo, portanto, fruto de uma análise qualitativa de revisão bibliográfica. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A ação pedagógica se envolve nas práticas afetivas e no cotidiano das crianças, se desenvolvendo em seu aspecto biológico e social, nas relações com o meio (Wallon, 2010). Um ponto que chama bastante atenção, é o processo de descoberta em que a criança passa, ou seja, que levam a criança a aprender como identificar as suas emoções e lidar com elas, nesse caso, especialmente na escola. Por essas razões, a escolha do tema foi proposta para abordar a afetividade, porque ela possui estreita relação com o processo de ensino-aprendizagem que a criança vai levar por toda a sua vida (Faria, 2002). Como referencial teórico para esta pesquisa, elegi a teoria da psicogênese da pessoa completa de Henri Paul Hyancinthe Wallon (1879-1962), que aborda de maneira clara e didática o desenvolvimento infantil e todos os aspectos que influenciam o mesmo, além de leituras de autores wallonianos como Dantas (1990), Galvão (2008) e Mahoney e Almeida (2004). Assim, o estudo dessa teoria constitui-se como essencial para o desenrolar desta pesquisa. 2.1. Contribuições de Wallon para o desenvolvimento infantil A psicogênese da pessoa completa percebe o indivíduo como um ser completo, isto é, motricidade, afetividade e cognição fazem parte de um todo, não podendo ser compreendidas individualmente, mas conectadas, num conjunto indissociável. Para Wallon (2005), o desenvolvimento da criança é um processo permeado por conflitos, retrocessos e curvas, ou seja, não é um percurso linear, pois em cada estágio ocorrem mudanças complexas que desorganizam as estruturas existentes, reformulando-as e ressignificando-as (Novaes, 1982). Desse modo, em cada um desses estágios, desenvolvem-se orientações internas ou externas que guiarão o desenvolvimento da criança. Por exemplo, durante os primeiros meses, todos os esforços estão voltados para a compreensão do funcionamento do seu corpo, para a vivência de ações reflexas e espasmos motores, para a descoberta de novas partes do corpo – como as mãos e os pés –, para exploração dos seus limites e formas, para compreender a si mesmo Assim, a emoção dá origem à cognição, pois fornece a motivação para que o bebê compreenda a realidade, auxiliando lhe na passagem de um estado de indiferenciação para um estado de diferenciação em relação aos outros elementos do meio social (Wallon, 2007). O recém-nascido não reconhece a distinção entre si e o outro e essa separação vai ocorrendo, gradativamente, a partir de suas aprendizagens, gerando uma identificação entre o que pertence asi e ao mundo. Nesse sentido, o estágio impulsivo-emocional conduz o bebê para o reconhecimento de si e, aos poucos, os objetos do ambiente vão se constituindo em elementos de interesse, o que faz com que o próximo estágio seja voltado para o conhecimento do mundo (Faria,2002) O estágio seguinte, que engloba o período do primeiro ao terceiro ano de vida, é designado por Wallon como estágio sensório-motor e projetivo. Nele as atividades e os interesses da criança estão voltados para fora, ela busca a manipulação dos objetos, interessando-se pelas pessoas à sua volta, é impulsionada a conhecer a si e as coisas, assim, o ato motor é estimulado na exploração do ambiente. Nesse estágio, vão ocorrendo, aos poucos, alterações sistemáticas que unem os canais da percepção através da sensibilidade da criança, podendo ser caracterizada como uma inteligência prática, sustentada pelos atos motores, com o início da marcha e fortalecida pelo surgimento das funções simbólicas. Assim, através dos atos como pegar, arrastar, empurrar, abrir e fechar, essa inteligência prática é enriquecida, uma vez que os atos motores se projetam em atos mentais (Wallon, 2007). 2.2. Relação afetiva entre professora e criança de educação infanti Antes de adentrar na relação entre professora e criança de educação infantil, gostaria de reafirmar a concepção de criança adotada nesta pesquisa. Assim como na teoria psicogenética de Wallon, a criança considerada aqui não é alguém passivo, objetificado, a-histórico e descontextualizado, mas sim, um sujeito observador, interativo, autônomo, histórico e de direitos, que atua no ambiente e é afetado por ele, em uma constante troca, que favorece o seu desenvolvimento pessoal e social. A professora da educação infantil, por sua vez, atua com a função de cuidar e educar essas crianças, promovendo seu desenvolvimento integral (Faria, 2002) Portanto, garantir essa educação voltada para o desenvolvimento pessoal, a professora deve ser aquela que observa e conhece a sua criança, organizando uma proposta pedagógica que a alcance integralmente, em seus aspectos emocionais, motores e cognitivos. Porém, o ingresso numa instituição de educação infantil, muitas vezes, não é um processo tranquilo. Claro que o processo de adaptação é individual, tendo em vista as características de cada criança, mas esse ingresso envolve uma diversidade de fatores desafiadores para as crianças: o ambiente é novo, as pessoas são estranhas, a rotina é desconhecida, a separação dos familiares provoca emoções desagradáveis (Wallon, 2007) Contudo, para se sentir segura na creche ou pré-escola, a criança precisa que os adultos ajam com sensibilidade e ofereçam acolhimento. O acolhimento que falo não é encher as crianças de beijos e abraços, como vimos, uma postura afetiva da professora vai muito além de afagos e carinhos. Sua afetividade pode, e deve, ser manifestada através da maneira como conversa com cada criança, como atende às suas necessidades, como percebe suas preferências, como acredita na sua potência. A professora precisa compreender que, querendo ou não, ele é um referencial moral e ético para as crianças e seus comportamentos tendem a refletir na maneira como a criança reage e aprende. Por isso que, a tarefa de trabalhar com um ser completo não é fácil, exige além da observação atenta, a compreensão de que a criança “agitada” ou “difícil” passa por processos internos que a desestabilizam, processos que ela própria ainda não compreende. Assim, a professora, como o adulto mais experiente, deve utilizar da sua experiência para acolher as emoções das crianças de uma maneira sensível e solícita, entendendo-as como constituintes do processo de desenvolvimento. Um aspecto relevante na relação afetiva que se estabelece entre esses pares é a autoestima da criança. A sensação de se sentir potente e competente no desenrolar das atividades é um elemento estruturante para a formação de bebês, meninos e meninas, daí a importância de conhecê-las. A relação de confiança que se estabelece entre criança e professora é imprescindível para uma aprendizagem significativa, pois ao perceber que é ouvida, a criança passa a partilhar mais, criar mais, se expressar mais e se envolver com outro, se desenvolvendo de modo mais amplo (Faria, 2002). Os comportamentos das crianças, sua aprendizagem, seus desejos, seus sentimentos são afetados por suas emoções. O papel da professora nas creches e pré-escolas é auxiliar a criança na educação dessas emoções, lhe ajudando a identificar cada emoção e a aprender como lidar com ela. Portanto, ter consciência do lugar da relação afetiva na educação infantil é um dos pontos de partida do trabalho pedagógico, pois a qualidade da formação integral da criança depende das relações que ela estabelece com o meio e com os adultos e crianças com os quais se relaciona. Se a criança se sente insegura na instituição de educação infantil, ela se expressará menos e se envolverá menos; se ela se sente confiante, se expressará mais e se envolverá mais, se desenvolvendo e aprendendo melhor (Winnicott, 1985). Em síntese, pode-se afirmar que a afetividade é um processo intrínseco ao ser humano que vem sendo desenvolvido desde a sua infância através de motivações. As ações do ser humano são motivadas pelo interesse a um objeto ou uma situação que se acrescentam cada vez mais com o desenvolvimento intelectual. O afeto é construído a partir do conhecimento e no processo de educação do ser humano (Novaes, 1982). Desde que as crianças nascem, elas precisam de cuidados especiais e de alguém que fique sempre por perto delas, quando crescem, se tornam mais independentes e autônomas, mas, em vários aspectos, principalmente na aprendizagem, a criança precisa de acompanhamento, tanto da família, quanto da escola. Sabemos que a relação família-escola é extremamente importante para a vida escolar das crianças e adolescentes, e esse fator envolve a afetividade, pois se na relação professor-aluno não há afetividade, aos alunos pode se tornar mais complexo o desenvolvimento do processo que vai seguir (Winnicott, 1985). As relações desenvolvidas entre o professor e um aluno são de extrema importância no processo de aprendizagem da educação infantil. São muitos os casos em que o professor é até mesmo considerado pela criança como um membro de sua família. Isso ocorre devido à proximidade diária do professor de educação infantil e por ser um dos primeiros contatos da criança com o universo educacional (Winnicott, 1985). Esse pensamento de Krueger (2002) ressalta a importância da curiosidade para o aprendizado, uma vez que essa pode ser desenvolvida através de relações de afetividade, fazendo com que a criança se sinta amada, aceita, acolhida e ouvida. O professor tem função primordial no acompanhamento do desenvolvimento da criança ao universo da busca e do interesse. A postura desse profissional deve manifestar na percepção e na curiosidade da criança que diferem o seu pensamento e o modo de sentir o mundo a cada idade (Krueger, 2002). Nesse contexto, temos que a aprendizagem é um processo que apresenta afeitos sobre a mudanças comportamentais no indivíduo. Tais efeitos podem ser observados nas novas experiências que são construídas através de fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. O professor entra nesse processo como um mediador, com liberdade de intervenção que promove aprendizagens, com diálogo, colaboração e criatividade (Michels, 2010). Um educador que não apresenta um trabalho afetivo, com emoção, pode causar uma série de efeitos não só aos alunos como a si mesmo. Segundo Lopes (2010), prejuízos emocionais, desgaste físico e psicológicos podem impactar no processo de ensino aprendizagem das crianças. Foi preciso todo um movimento histórico que possibilitou mudanças significativas na forma de conceber a criança e o modo como ela se desenvolve. A creche teve que superar a visão assistencial com que era identificada (Wallon, 2007). Os próprios educadores apenas recentemente passaram a discutir a creche e construirconcepções do que seria instituição educacional que trabalhasse com crianças desde o primeiro ano de vida por um longo período diário (Pinto, 2002). Para alterarmos a concepção de educação assistencialista precisamos atentar para várias questões que vão muito além dos aspectos legais. Envolve, percebermos as especificidades da educação infantil e rever concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, as responsabilidades da sociedade e o papel do Estado diante das crianças (Faria, 2002) A pedagogia tem-se beneficiado nos últimos anos das mais recentes descobertas da psicologia, psicanálise, antropologia e outros ramos do conhecimento e em especial ao que se refere à criança. Na creche a criança vai vivenciar suas primeiras experiências sociais, estabelecer relações para além do convívio familiar e procurar se adaptar ao convívio e as atividades inerente ao ambiente educacional. É neste momento delicado para a criança, que o(a) educador(a) assume um papel relevante. A criança é apresentada a um mundo vasto, sistematizado através de uma lógica diferenciada da qual ela estava acostumada. Cabe, portanto, ao educador promover apoio de forma a contribuir para o momento inicial de sua inserção no ambiente educacional, bem como no desenvolvimento afetivo e psicológico da criança. Para Winnicott (1985, p. 224), a tarefa de educador infantil tem dupla responsabilidade e oportunidade, visto que pode “dar assistência à mãe na sua descoberta das próprias potencialidades materiais e de assistir à criança [...] inevitáveis problemas psicológicos com que o ser humano se defronta”. Enfatiza ainda o referido autor que, para desempenhar função tão delicada faz-se necessário uma pessoa resoluta e coerente em seu comportamento para com a criança, discernindo suas alegrias e mágoas pessoais, tolerante com suas incoerências e apta a ajudá-la no momento de necessidades especiais (Winnicott, 1985). A afetividade é de fundamental importância para a construção da pessoa e também da construção do conhecimento e também muito importante para o desenvolvimento da humanidade, pois ela se manifesta desde o nascimento e estende até o primeiro ano de vida do ser humano. Wallon (2010) defende que uma criança saudável, que tem um bom relacionamento com todos e tudo que a cerca. Tem a necessidade de ser um objeto de manifestações afetivas para que assim se desenvolva biologicamente e seja normal. A afetividade é um sentimento que está baseado na confiança, no carinho, no respeito na admiração e que faz com que nossa autoestima eleve, assim em sala de aula o aluno consegue mostrar se gosta ou não de estar na escola. A falta desse sentimento traz problemas e consegue que a criança fique totalmente negada a tudo. É dever dos pais e dos professores levarem em consideração a afetividade durante o processo de ensino-aprendizagem. Wallon (2007), diz que tanto a cognição, como a afetividade, brota da dimensão orgânica e vai adquirindo complexidade e diferenciação na relação dialética com o social. Para ele, a construção do sujeito se da na relação com o objeto e depende da alternância entre afetividade (o modo como o indivíduo vai relacionar o objeto de estudo, com o seu cotidiano, discutindo ativamente com o professor, estabelecendo relações mais íntimas com o professor), e a inteligência, caracterizada pelo processo de cognição do aluno (Dantas, 1992). Sabe-se que a família é o pilar primordial na construção de uma boa educação dos filhos, ela é responsável pela formação da consciência cidadã do jovem e também apoio importante no processo de adaptação das crianças para a vida em sociedade. Quando existe a ausência familiar gera graves consequências na formação, alimentando valores egocêntricos, que levam os mais jovens ao mundo do vício e das futilidades. A família está mudando a sua identidade, são poucas as que resguardam a família tradicional, a ausência familiar gera graves consequências na formação, alimentando valores egocêntricos, que levam os mais jovens ao mundo do vício e das futilidades. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS A afetividade constitui dimensão estruturante do processo educativo, especialmente na Educação Infantil, tendo em vista que o desenvolvimento humano ocorre de maneira integrada, envolvendo emoção, cognição e movimento, de modo que a aprendizagem não pode ser compreendida como um fenômeno exclusivamente intelectual. Nesse sentido, a criança, ao ingressar no espaço escolar, encontra-se em um processo de transição conceitual e social, no qual passa a ser reconhecida como sujeito histórico e social, ativo na construção de seus conhecimentos. As interações estabelecidas no ambiente escolar exercem papel determinante na constituição da personalidade e na organização do pensamento infantil. A afetividade não se configura como elemento secundário, mas como condição fundamental para que a criança desenvolva segurança emocional, autonomia e disposição para aprender. Assim, o vínculo estabelecido entre educador e educando torna-se mediador essencial do processo de ensino-aprendizagem. REFERÊNCIAS ARIÉS, Philippe. História social da criança e da família. 2ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara: 1973. p. 279. CAMPOS, Maria Malta; ROSEMBERG, F.; FERREIRA, I. Creche e Pré-Escolas no Brasi. São Paulo: Cortez Editora, 1993. CUNHA, Eugênio. Afeto e Aprendizagem: Relação de Amorosidade e Saber na Prática Pedagógica. Rio de Janeiro: WAK,2010. FARIA, Ana Lúcia G. Educação Pré-Escolar e Cultura. São Paulo: Cortez Editora, 2002. GALVÃO, I. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis: Vozes, 1995. GUIOTTI, Lilian Fradique. EDUCAÇÃO INFANTIL: a importância da afetividade na relação professor-aluno na percepção de educadores. 2011. 26 f. 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