Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Saúde ocupacional 
Relação dos riscos ocupacionais e adoecimentos dos trabalhadores. Riscos ocupacionais e ambientes
saudáveis. Responsabilidade das empresas na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais e
contribuição na promoção da saúde da população. Promoção da saúde dos trabalhadores.
Prof.ª Raquel Juliana de Oliveira Soares
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender de que forma a exposição a agentes de riscos ocupacionais pode gerar o adoecimento do
trabalhador e analisar os procedimentos disponíveis para as empresas atuarem na prevenção do adoecimento
e na promoção da saúde dos trabalhadores, bem como na preservação do meio ambiente.
Objetivos
Relacionar os agentes de riscos ocupacionais e o adoecimento dos trabalhadores.
Identificar o papel das empresas na prevenção do adoecimento e na promoção da saúde dos 
trabalhadores.
Introdução
A palavra trabalho tem origem no termo em latim tripalium, que foi um instrumento de tortura na antiguidade.
Jeffrey Pfeffer, renomado professor de gestão de Stanford, escreveu recentemente este livro: Morrendo por
um $alário: como as práticas modernas de gerenciamento prejudicam a saúde dos trabalhadores e o
desempenho da empresa – e o que podemos fazer a respeito. O título da obra é enorme, bem como o
problema discutido nela. 
O ambiente laboral não deve ser uma tortura para a saúde física e mental de seus trabalhadores. Por meio do
trabalho, bens e serviços são feitos, geralmente, para facilitar e melhorar a vida das pessoas, portanto, servir
por meio do trabalho é algo bom e significativo. Em resumo, trabalhar pode e deve ser algo bom tanto para
quem trabalha quanto para quem recebe o produto oriundo do trabalho. 
Neste material, discutiremos a saúde ocupacional, assunto cada vez mais importante. Vamos abordar os
riscos ocupacionais, bem como estudar formas de prevenção desses riscos e de promoção da saúde dos
trabalhadores. Assim como trabalhar deve ser bom, estudar deve ser bom: desejamos um bom e proveitoso
estudo nessa jornada no trabalho com saúde e significado! 
• 
• 
1. Riscos ocupacionais
Riscos ocupacionais
Você sabe o que é um risco ocupacional? 
Confira o conceito, a explicação e exemplos de riscos ocupacionais
Neste vídeo, você encontrará o conceito, explicação e exemplos de riscos ocupacionais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Os riscos ocupacionais existem nos ambientes de trabalho e, em função de sua natureza, concentração ou
intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. São divididos em
cinco grupos:
Risco químico
Consideram-se como agentes de risco químico as substâncias,
compostos ou produtos que possam entrar no organismo do trabalhador,
por diversas vias, ou ser absorvidos por ingestão oral nas formas de
poeira, fumaça, neblina, gás, névoa ou vapor. Quando não controlados,
esses agentes podem causar: alergia respiratória, alergia na pele, câncer,
intoxicações, entre outros.
Risco físico
Consideram-se como agentes de risco físico as diversas formas de
energia a que possam estar expostos os trabalhadores, como ruído, calor
ou frio extremos, radiação ionizante e não ionizante e vibração. Esses
agentes, quando não controlados, podem causar: câncer, surdez,
desidratação, dor de cabeça, entre outros.
Risco biológico
Consideram-se como agentes de risco biológico todos os
microrganismos, como bactérias, vírus, fungos, entre outros. Quando não
controlados, esses agentes podem causar: tuberculose, intoxicação
alimentar, hepatite, envenenamento, tétano etc.
Risco de acidente
Consideram-se como fatores de risco de acidentes os que colocam o
trabalhador em situação de vulnerabilidade que possa afetar sua
integridade física e seu bem-estar físico e psíquico como: máquinas e
equipamentos sem proteção, arranjo físico inadequado, má iluminação do
ambiente, piso escorregadio, manutenção em sinalização, entre outros, e
também os animais peçonhentos. Essas situações podem causar quedas,
fraturas, esmagamentos, amputações etc.
Risco ergonômico e psicossocial
Consideram-se como agentes de risco ergonômico e psicossocial os
fatores que possam interferir nas características psicofisiológicas do
trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. Entre outros
exemplos, levantamento de peso excessivo ou de forma inapropriada;
ritmo de trabalho acelerado, monótono ou repetitivo; postura
inadequada; exigência para além das competências do trabalhador;
cobranças excessivas pela chefia. Esses agentes, quando não
controlados, podem causar: tendinite, bursite, hérnia de disco, dores nas
pernas, dores musculares ou articulares, sofrimento mental, depressão,
ansiedade, desmotivação etc.
Por que conhecer os riscos ocupacionais?
Conhecer os riscos ocupacionais é fundamental para que as empresas possam manter os ambientes seguros
mediante a antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o controle da ocorrência dos fatores/agentes de
riscos, levando em consideração a proteção do meio ambiente. 
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) exige ambientes de trabalho seguros, tornando obrigatórias, para
as empresas, a adoção de medidas de segurança e a observação de suas regras, tais como: 
Respeito às normas
Cumprir e fazer cumprir as normas de
segurança e medicina do trabalho.
Instrução de funcionários
Instruir os empregados, por meio de ordens de
serviço, quanto às precauções a tomar para
prevenir acidentes ou doenças ocupacionais.
Adoção de medidas
Adotar as medidas determinadas pelo órgão
regional competente.
É direito do trabalhador exercer atividades laborais em um ambiente seguro, cujos riscos ocupacionais não o
prejudiquem. Cabe ao empregador cuidar dos agentes de riscos, embora o trabalhador também deva fazer a
sua parte, como veremos adiante. 
Entre as obrigações do empregador, estão: 
Antecipação e/ou reconhecimento dos Riscos
Identificar os fatores de risco no ambiente de trabalho e procurar eliminá-los ou minimizá-los.
Adoção de medidas de riscos
Adotar medidas de controle e efetuar constante monitoramento desses riscos, evitando que causem
danos aos trabalhadores.
Monitoramento dos riscos e da saúde dos trabalhadores
Cuidar dos reflexos desses riscos na saúde dos trabalhadores por meio de acompanhamento dos
exames periódicos e das consultas médicas.
Medidas corretivas em caso de anormalidades
Caso seja necessário, adotar medidas corretivas se os agentes de riscos estiverem muito além do
permitido por Lei.
O monitoramento dos agentes não pode parar, deve ser constante, por isso as empresas precisam contratar
profissionais capacitados para acompanhar esse ciclo. 
Atenção
Alguns ambientes podem ser considerados insalubres por não garantirem o cumprimento das normas de
segurança. Nesse caso, se realmente ficar comprovado que o ambiente não oferece a segurança devida
aos trabalhadores, o empregador será obrigado a pagar um adicional de insalubridade. Esse adicional
assegura ao trabalhador um valor acrescentado ao seu salário, incidente sobre o salário mínimo da
região equivalente a 40% para insalubridade de grau máximo; 20% para insalubridade de grau médio; e
10% para insalubridade de grau mínimo.
 
A eliminação ou a neutralização da insalubridade no ambiente de trabalho determinará a cessação do
pagamento do adicional. Em geral, decorre da adoção de medidas que conservam o ambiente de
trabalho nos limites de tolerância e com a utilização de equipamento de proteção individual (EPI). 
Mapas de riscos ambientais/ocupacionais
Conhecer os riscos ocupacionais é imprescindível para que a equipe da CIPA=Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes e de Assédio possa elaborar o mapa de riscos ambientais/ocupacionais. Esse mapa é uma
representação gráfica fiel da planta (layout) dos setores de uma empresa/organização. Com base nele, os
trabalhadores podem identificar quais os riscos presentes nos setores da empresa e, com isso, saberão da
necessidade de vestimentas especiais ou equipamentos de proteção para acessar tais setores.Aliás, o mapa
é uma das formas de garantir ao trabalhador o acesso às informações sobre os riscos presentes no trabalho e
sobre suas condições de saúde. É direito do trabalhador ter todas as informações relacionadas ao seu
processo de trabalho.
CIPA=Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio
A Cipa tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a
tornar permanentemente compatível o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador. A comissão será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo
com o dimensionamento previsto na Norma Regulamentadora 5 (NR-5).
Uma das competências da Cipa é identificar os riscos presentes no ambiente de trabalho, promovendo a
percepção de riscos e contribuindo para a adoção de medidas de prevenção e controle voltadas à
segurança e à saúde dos trabalhadores.o.
Veja, a seguir, um exemplo de Mapa de Riscos: 
Mapa de riscos de um centro cirúrgico.
Para a elaboração do mapa, a Cipa deve ter a assessoria da equipe do Serviço Especializado em Engenharia
de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt). 
Ainda sobre a classificação dos riscos ocupacionais, é preciso lembrar que eles muitas vezes afetarão a saúde
do trabalhador por meio do que chamamos de fatores de risco, tais como: ruído, poeira, calor, bactéria,
produto químico, entre outros. Há ainda os fatores relacionados à organização do trabalho, que podem causar
doenças osteomusculares e transtornos mentais. 
No ambiente de trabalho, é possível que o trabalhador esteja exposto a mais de um agente.
Em outras palavras, podemos encontrar alguns fatores de risco de grupos de risco diferentes em um mesmo
ambiente de trabalho. 
Exemplo
Na indústria têxtil, pode ocorrer: maquinário com ruído (agente de risco físico), poeira da matéria-prima
(agente de risco químico) e postura inadequada para manuseio da máquina (agente de risco
ergonômico). 
Há ainda um agravante: dependendo do fator de risco, as doenças só se manifestarão anos após a exposição,
muitas vezes após o término de um contrato de trabalho. 
Agentes de risco ocupacional X Adoecimento dos trabalhadores
Para compreender a relação entre o trabalho e o processo de adoecimento, diversos países (incluindo o Brasil)
adotaram a classificação elaborada em 1984 por Richard Schilling. O professor de medicina inglês agrupou as
doenças segundo a contribuição ou o “papel causal” desempenhado pelo trabalho no adoecimento. 
A classificação de Schilling orienta os profissionais da saúde sobre a possível relação do adoecimento com a
exposição a riscos presentes no trabalho: 
Grupo I
Doenças em que o trabalho é a causa
necessária.
Exemplo: silicose.
Grupo II
Doenças em que o trabalho pode ser um fator
contributivo, mas não necessário, ou seja, o
trabalho pode ou não estar favorecendo a
condição do trabalhador.
 
Exemplo: hipertensão.
Grupo III
Doenças em que o trabalho é um agravador de
um distúrbio latente.
Exemplo: depressão.
Essa classificação facilita o trabalho do médico quando é preciso relacionar o diagnóstico (doença) com o
ambiente de trabalho (causa) e estabelecer o nexo ocupacional, mais conhecido como nexo causal.
Nexo ocupacional
Chamamos de nexo ocupacional ou causal quando o médico consegue comprovar que a doença ou o
adoecimento é proveniente do trabalho.
Vejamos um exemplo de nexo ocupacional: 
Exemplo
JPS trabalha há 10 anos exposto à poeira de sílica. Após esse período, começou a apresentar diminuição
da capacidade respiratória, fraqueza, tosse intensa, dores no peito e perda de peso. Foi ao médico e
após a anamnese (perguntas que o médico faz ao paciente) e alguns exames, foi diagnosticado com
silicose, uma doença proveniente da exposição ao pó de sílica. Ao comprovar que o trabalhador
desenvolveu a doença por causa do trabalho, teremos um nexo de causalidade — causa (ambiente/pó
de sílica) e efeito (doença). 
Agora que já falamos sobre as formas de adoecer e a sua relação com o trabalho, vejamos o que acontecerá
com o trabalhador adoecido ou em processo de adoecimento. 
O trabalhador adoecido
Para entendermos o que pode acontecer aos trabalhadores quando adoecem, é interessante lembrar de
alguns conceitos/termos chave: 
Adoecimento ocupacional
Qualquer alteração biológica ou funcional (física ou mental) que ocorre com uma pessoa em
decorrência do trabalho.
Empregador (com ou sem CNPJ)
Empresa, individual ou coletiva, que assume os riscos da atividade econômica: admite, assalaria e
dirige a prestação pessoal de serviço.
Empregado
Pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a um empregador, sob a dependência
deste e mediante salário. Pode ser: empregado do setor privado (com ou sem carteira de trabalho
assinada); empregado do setor público (com ou sem carteira de trabalho assinada, militar, servidor
público estatuário); e empregado rural.
Trabalhador doméstico
Pessoa física que presta serviço em domicílio, com ou sem carteira de trabalho assinada.
Empregado contratado em regime CLT
Pessoa física que trabalha sob o regime da Consolidação da Leis do Trabalho (CLT), ou seja, tem
carteira de trabalho assinada pelo empregador. Neste caso, há alguns direitos garantidos (caso tenha
necessidade, pode receber benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, INSS).
Agora vamos entender, em três casos, o que acontece com um trabalhador contratado em regime de CLT: 
Caso 1
Trabalhador precisará se afastar por pouco tempo do trabalho
XYZ trabalha em uma empresa de construção civil há cinco anos, com manipulação de cimento. Há
alguns dias tem percebido coceira intensa nas mãos, além de rachadura que sangra, e isso está
impedindo que trabalhe direito. Ao procurar um médico, este avaliou as lesões e constatou que XYZ
estava com dermatite de contato por causa do cimento e o afastou do trabalho por cinco dias,
entregando a ele um atestado médico. Neste caso, o trabalhador precisará voltar ao trabalho?
Precisará entregar o atestado na empresa? O dia de trabalho será abonado?
Qual é a responsabilidade do trabalhador e da empresa?
O trabalhador precisou ser afastado por pouco tempo para tratamento. Após sair da consulta, ele
poderá ir à empresa entregar o atestado ou fazer isso no dia seguinte. A empresa deverá receber o
atestado e abonar os dias de afastamento. O trabalhador receberá o valor do salário que corresponde
a esses dias.
Caso 2
Trabalhador precisará se afastar por mais de 15 dias 
LMN trabalha como frentista há 15 anos e vem apresentando, há 5 dias, cansaço excessivo, dores de
cabeça e tontura. Após um episódio de sangramento no nariz, LMS ficou assustado e procurou um
médico. Durante a consulta, relatou detalhes do seu trabalho e o médico solicitou alguns exames,
entre eles o toxicológico. Ao receber os resultados, o médico identificou que, além da intoxicação,
LMN estava com leucemia. Para o tratamento inicial, o médico emitiu um atestado com 40 dias de
afastamento. Neste caso, o trabalhador precisará voltar ao trabalho? Precisará entregar o atestado na
empresa? O dia de trabalho será abonado?
Qual é a responsabilidade do trabalhador e da empresa?
O trabalhador precisou ser afastado por 40 dias. Após sair da consulta, ele poderá ir à empresa
entregar o atestado ou fazer isso no dia seguinte. A empresa deverá receber o atestado e abonar os
primeiros 15 dias de afastamento, então o trabalhador receberá o valor do salário que corresponde a
esses dias. Entretanto, como ficará afastado do trabalho por mais tempo, para fazer jus ao benefício
do INSS, o trabalhador também precisará passar por perícia médica e deve ser orientado a agendá-la.
Atenção: não existe lei que obrigue o médico a colocar no atestado médico o nome da doença
(diagnóstico) e nem o número da classificação no CID (Classificação Internacional de Doenças e
Problemas Relacionados à Saúde, um registro estatístico que reúne e organiza as mais diversas
doenças e sintomas conhecidos pelo homem em grupos ou categorias).
A Classificação Internacionalde Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) é um registro
estatístico que reúne e organiza as mais diversas doenças e sintomas conhecidos pelo homem em
grupos ou categorias.
Caso 3
Trabalhador não precisará se afastar do trabalho
RST trabalha em uma empresa há 10 anos e há 5 foi diagnosticada com depressão. Desde então, faz
tratamento regularmente e não pode deixar de tomar seus remédios nem um dia. Um sábado por mês,
RST vai ao médico do posto de saúde para renovar a receita e pegar outra caixa de medicamento.
Acontece que, este mês, o médico que a acompanha não poderá atender aos sábados e agendou
uma consulta durante a semana. RST não pode ficar sem o remédio e foi autorizada pela empresa a
comparecer à consulta. O médico entrega a ela uma declaração de comparecimento com a data da
consulta e o tempo que ficou no consultório. Neste caso, a trabalhadora precisará voltar ao trabalho?
Deve entregar a declaração na empresa? O dia de trabalho será abonado?
Qual é a responsabilidade do trabalhador e da empresa?
A trabalhadora precisará retornar ao trabalho e entregar a declaração na empresa. A declaração não
abona o dia inteiro de trabalho, somente as horas que constam nela.
Qual é a responsabilidade do médico que atende um trabalhador em processo de adoecimento?
Como vimos, o médico precisa atender o trabalhador com atenção, coletar informações sobre sua vida
pessoal e profissional, solicitar exames complementares (se for preciso) e formular um diagnóstico. Nem
sempre o médico faz o diagnóstico imediatamente, às vezes precisa de tempo para investigar o que está
acontecendo com o trabalhador. O médico também poderá prescrever o tratamento e/ou encaminhar o
trabalhador para outros profissionais, como psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais,
nutricionistas, entre outros. 
Uma vez constatado que o trabalhador não tem condições de retornar
ao trabalho, o médico deverá fornecer um atestado com os dias
necessários de afastamento. Às vezes o trabalhador está adoecendo e
isso não tem nenhuma relação com o trabalho, porém, mesmo assim, o
trabalhador precisará ser afastado para se tratar. Caso não haja
necessidade de afastamento, o médico deverá entregar ao trabalhador
uma declaração de comparecimento à consulta, com a data e o tempo
que ficou no consultório em atendimento.Esclarece-se que, nos termos
do art. 22, § 2º, da Lei nº 8.213/1991, na falta de comunicação pela empresa, a CAT pode ser formalizada pelo
próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer
autoridade pública. 
Assim, se o médico que atendeu o trabalhador não for médico do trabalho e não tiver acesso ao sistema de
emissão da CAT, ele pode emitir um relatório/laudo médico detalhado sobre o quadro de saúde e o possível
nexo ocupacional, para subsidiar a formalização da CAT pela empresa ou por outro legitimado. A CAT é o
documento oficial de comunicação do acidente ou da doença ocupacional ao INSS, e o serviço do governo
também prevê o envio de documentação médica junto com a CAT.
Verificando o aprendizado
Questão 1
MNH, digitador há 10 anos, compareceu a uma consulta médica com queixa de formigamento, ardência e
dores nas mãos, relatou também que há 2 semanas não consegue levantar alguns objetos devido a uma
“fraqueza nas mãos”. No exame físico, o médico observou inchaço e vermelhidão local. Diante desses sinais e
sintomas, o trabalhador foi diagnosticado com tendinite nas mãos e nos punhos. Para o tratamento e a
recuperação, o médico o afastou do trabalho por 7 dias. Para formalizar o afastamento, MNH deverá levar à
empresa o documento emitido pelo médico com uma informação obrigatória. Assinale abaixo a alternativa
correta sobre o documento e a informação obrigatória:
A Declaração de comparecimento com os dias de afastamento e o diagnóstico.
B Declaração de comparecimento com o dia da consulta.
C Atestado médico com os dias de afastamento.
D Atestado médico com os dias de afastamento e o tratamento
E Atestado médico com detalhes do tratamento.
A alternativa C está correta.
Neste caso o documento será o atestado médico, uma vez que o trabalhador precisará ser afastado para
tratamento. Quanto à informação obrigatória, o médico deverá colocar os dias de afastamento, mas não o
tratamento prescrito para o trabalhador.
Questão 2
Após o adoecimento de um grupo de 20 trabalhadores em uma empresa de reparo de navios, o empregador
decidiu contratar uma equipe de profissionais para ajudá-lo a entender o que estava acontecendo. Ao finalizar
a avaliação, a equipe constatou que havia muito metal pesado no ambiente, quantidade acima da permitido
por lei, em razão da pintura dos cascos dos navios. Marque a alternativa que corresponde à etapa do ciclo de
segurança e saúde no trabalho em que essa situação foi identificada:
A Monitoramento dos riscos e da saúde dos trabalhadores.
B Antecipação e/ou reconhecimento dos riscos.
C Medidas corretivas em caso de anormalidades.
D Adoção de medidas de controle.
E Focar no sintoma do problema ao invés da causa.
A alternativa B está correta.
O caso acima mostra que a equipe contratada para avaliar o ambiente identificou o fator de risco que
estava adoecendo os trabalhadores, logo, eles reconheceram o risco, que é a primeira etapa do ciclo de
segurança e saúde no trabalho.
2. Prevenção e promoção da saúde
Responsabilidade das empresas na prevenção de riscos
Como vimos no módulo anterior, muitas vezes o ambiente de trabalho apresenta riscos que afetam a saúde
física e/ou mental dos trabalhadores. Essa situação exige a responsabilidade de todos, principalmente dos
empregadores. 
Responsabilidade das empresas na prevenção de riscos
Entenda a responsabilidade das empresas na prevenção de riscos, considerando, principalmente, o Programa
de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Normas regulamentadoras pertinentes à segurança e
medicina do trabalho
Seguindo a Recomendação nº 155 (que trata da Segurança e Saúde dos Trabalhadores) da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), os países membros elaboraram uma política nacional coerente em matéria de
segurança e saúde dos trabalhadores e ambiente de trabalho. 
O Brasil, como membro da OIT, acatou essa recomendação, e o
Ministério do Trabalho aprovou a Portaria nº 3.214, de 8 de junho de
1978, sobre as normas regulamentadoras (NRs) pertinentes à
segurança e medicina do trabalho. 
De lá para cá, já são 37 normas publicadas a serem colocadas em
prática pelas empresas/organizações.
Nesse contexto, trataremos de duas NRs muito importantes para a manutenção da saúde dos trabalhadores,
além de apontar medidas que podem ser colocadas em prática, para que seja evitado o adoecimento físico ou
mental do trabalhador. 
Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais — NR-1
Entre as diretrizes previstas na NR-1, destaca-se a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos
(PGR). O PGR deve contemplar, no mínimo, o inventário de riscos ocupacionais e o plano de Ação. O inventário
de riscos reúne informações sobre identificação de perigos, avaliação dos riscos ocupacionais e medidas de
prevenção adotadas pela organizaçãoSobre as disposições gerais, a NR-1 informa que as NRs são de
observância obrigatória pelas organizações e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem
como pelos órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público que tenham empregados regidos
pela CLT.
No que concerne ao gerenciamento de riscos ocupacionais, cabe: 
À organização
a. Evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho.
b. Identificar perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde.
c. Avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco.
d. Classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de
prevenção.
e. Implementar medidas de prevenção de acordo com a classificação de risco e na ordem de
prioridade.
f. Acompanhar ocontrole dos riscos ocupacionais.
Ao empregador
a. Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no
trabalho. b. Informar aos trabalhadores: 
I. os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho; II. as medidas de prevenção adotadas pela
empresa para eliminar ou reduzir tais riscos; III. os resultados dos exames médicos e dos exames
complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; e IV. os
resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. c. Elaborar ordens de serviço
sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos trabalhadores.
Todo trabalhador, ao ser admitido ou quando mudar de função que implique alteração de risco, deve receber
informações sobre: os riscos ocupacionais que existam ou possam se originar nos locais de trabalho; os meios
para prevenir e controlar tais riscos; as medidas adotadas pela organização; e os procedimentos a serem
adotados em situação de emergência. As informações podem ser transmitidas durante os treinamentos ou por
meio de diálogos de segurança, documento físico ou eletrônico. 
Atenção
O trabalhador tem direito de interromper suas atividades quando constatar que a situação de trabalho
envolve um risco grave e iminente para sua vida e saúde. Ele precisa informar ao superior hierárquico e,
caso a situação não seja resolvida, pode se recusar a retornar à atividade até que se resolva a situação. 
Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) — NR-7
O PCMSO corresponde à Norma Regulamentadora 7, criada pelo Ministério do Trabalho em 1978. Sua versão
mais atualizada é a de 2020 (em vigor desde 2022). Essa norma estabelece que a instituição empregadora
tem a obrigatoriedade de elaborar e implementar o programa, com o objetivo de promover e preservar a saúde
dos trabalhadores contratados.
Antes de entrarmos mais especificamente na NR-7, é preciso entender a diferença entre prevenção e
promoção da saúde. 
Outro exemplo de promoção de saúde está nos banheiros sujos, que podem inibir o acesso de trabalhadores,
fazendo com que “prendam” por muito tempo a urina, ocasionando infecções urinárias — banheiros limpos,
aliás, evitam disseminação de várias doenças. 
Finalmente, é importante lembrar que saúde não é ausência de doença. 
Será que é possível um trabalhador sem doença e sem saúde? 
É possível. Saúde significa bem-estar físico, social, mental e espiritual, segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS). Para ter saúde, é preciso que nossas necessidades sejam satisfeitas, ou seja: alimentação,
trabalho/emprego, moradia, educação, acesso a serviços de saúde. Se não temos emprego/trabalho/renda,
não estamos saudáveis. 
O trabalho é um dos determinantes da saúde e do bem-estar do(a) trabalhador(a) e de sua família. Além
de gerar renda, que viabiliza as condições materiais de vida, tem uma dimensão humanizadora e permite
a inclusão social de quem trabalha, favorecendo a formação de redes sociais de apoio, importantes para
a saúde.
(Brasil, Ministério da Saúde, 2018).
Retomando nosso tema, o PCMSO deve ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos
agravos à saúde relacionados ao trabalho e ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos
trabalhadores. A equipe do PCMSO é formada por profissionais da área da saúde e especialistas em saúde do
trabalhador, como enfermeiros do trabalho e médicos do trabalho. 
Prevenção da saúde 
Geralmente trabalhamos prevenção para
situações específicas, com o intuito de que o
trabalhador não adoeça por uma
determinada exposição. Uma pessoa que
trabalha em frigorífico, por exemplo. Para
prevenirmos uma doença relacionada à
exposição a um ambiente frio, é preciso que o
ambiente de trabalho siga normas de
segurança e os trabalhadores utilizem
equipamentos de proteção coletiva e
individual.
Promoção da saúde 
Na promoção da saúde, é preciso ter um
olhar integral do ambiente e
proporcionar “saúde” para os
trabalhadores. Empresas que oferecem
alimentação, por exemplo, devem servir
refeições saudáveis. Imagine vários
trabalhadores hipertensos comendo
alimentos muito salgados? Perceba que
aqui a ação não tem relação direta com
a atividade que os trabalhadores
desenvolvem, mas ainda assim é preciso
ter cuidado com a alimentação deles.
O que é feito em um PCMSO? 
Entre outros, atendimento ao trabalhador, consulta e avaliação médica, exames médicos obrigatórios
como admissional, periódico, de mudança de função, de retorno ao trabalho e demissional.
Cabe lembrar que todos os atendimentos e exames são de responsabilidade das empresas. Basicamente
esses exames incluem: avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e mental; e
exames complementares, realizados de acordo com os termos específicos na NR-7. 
Rapidamente, vamos fixar os objetivos de cada exame: 
1
Admissional
Exame feito antes de o trabalhador assumir um cargo/ocupação, para saber se o trabalhador está
apto para assumir a vaga de emprego.
2
Periódico
Exame realizado periodicamente para monitorar as condições de saúde do trabalhador e verificar
possíveis agravos relacionados às atividades exercidas. Conforme o item 7.5.8 da NR-7, para
trabalhadores expostos a riscos ocupacionais identificados no PGR ou portadores de doenças
crônicas que aumentem a suscetibilidade a esses riscos, o exame clínico deve ser realizado
anualmente ou em intervalos menores, a critério médico. Para os demais trabalhadores, a
periodicidade é bienal.
3
Mudança de riscos ocupacionais 
Exame realizado quando houver alteração dos riscos ocupacionais aos quais o trabalhador estará
exposto, devendo ocorrer antes da mudança de atividade, função, setor ou posto de trabalho, com
adequação do controle médico aos novos riscos. Por exemplo, um trabalhador anteriormente exposto
a agentes químicos pode passar a exercer atividade com exposição à radiação ionizante, exigindo
nova avaliação ocupacional.
4
Retorno ao trabalho
Exame realizado para saber se o trabalhador tem condições de voltar à função após afastamento
por 30 dias ou mais.
5
Demissional
Exame realizado quando o trabalhador é demitido. O Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) desses
exames deverá ser preenchido em duas vias, uma entregue ao trabalhador no dia do exame e outra
arquivada na empresa.
Atenção
Caso haja exposição excessiva ao risco (verificada na avaliação clínica do trabalhador e/ou nos exames
constantes, mesmo sem qualquer sintomatologia ou sinal clínico), o trabalhador deve ser afastado do
local de trabalho ou do risco, até que esteja normalizado o indicador biológico de exposição (o que
apareceu no exame) e as medidas de controle nos ambientes de trabalho tenham sido adotadas. Este
procedimento significa adotar as normas de segurança para a prevenção de doenças! 
Ao constatar a ocorrência ou o agravamento de doenças relacionadas ao trabalho no exame periódico, o
médico do trabalho deverá: 
Solicitar à empresa a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT).
Indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco ou do trabalho.
Encaminhar o trabalhador à Previdência Social para a avaliação de incapacidade e definição da
conduta previdenciária em relação ao trabalho.
Orientar o empregador quanto à necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de
trabalho.
Além das competências que constam da NR 07, Dias et al. (2018) destacam que o médico do trabalho também
deverá: 
Considerar a singularidade do empregado 
Considerar o trabalhador na sua singularidade e individualidade, respeitando seus direitos e sua
autonomia nas decisões sobre sua saúde, fundamentados nos princípios éticos e na legislação
vigente, além de opor-se a qualquer forma de discriminação ou exclusão social no trabalho por meio
de sua atuação profissional.
Dar acesso à informação 
Garantir ao trabalhador acesso às informações sobre os riscos presentes no trabalho e sobre suas
condições de saúde.
Manter a confidencialidade 
Manter a confidencialidadedas informações de saúde e dos registros médicos do trabalhador e sua
participação nas decisões sobre seu uso nos limites éticos e legais.
Acompanhar nos casos de doença relacionada ao trabalho 
Orientar e acompanhar os procedimentos de diagnóstico, tratamento e condutas decorrentes do
estabelecimento da relação causal entre o adoecimento e o trabalho, incluindo a reabilitação física e
profissional dos trabalhadores sob sua responsabilidade.
• 
• 
• 
• 
Promover melhoria da saúde 
Promover ações visando à melhoria das condições de saúde e do bem-estar, bem como o
empoderamento dos trabalhadores, formais e informais, na perspectiva da promoção da saúde.
Conhecer e aplicar as normas
Conhecer as normas, as prescrições ou as referências de agências internacionais que apresentem
avanços na proteção dos trabalhadores: Occupational and Safety Health Administration (OSHA, EUA);
American Conference of Governmental and Industrial Hygiene (ACGIH); Biologic Exposure Indices
(BEI); Occupational Exposure Level (OEL, EUA); Environmental Protection Agency (EPA, USA) e outras
agências reconhecidas pela excelência, adaptando seus ditames à realidade brasileira.
A NR-7 orienta as empresas a se manterem equipadas com o material necessário à prestação de primeiros
socorros, considerando as características da atividade desenvolvida. É preciso manter esse material guardado
em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. Na ausência de profissional
especializado para a prestação de primeiros socorros, chamar uma ambulância é o melhor a fazer. 
Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (2012), o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
(PGRS) gere resíduos provenientes de serviços, indústrias, fábricas, entre outros, seguindo rigorosamente a
legislação. 
O gerenciamento de resíduos é um conjunto de ações exercidas direta ou indiretamente nas etapas de coleta,
transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e
disposição final dos rejeitos, de acordo com o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos. 
O gerenciamento abrange todas as etapas de planejamento dos recursos físicos, materiais, financeiros e da
capacitação dos recursos humanos envolvidos com o manejo. 
A importância do PGRS vai muito além do cumprimento da legislação,
contribui também para a promoção da saúde da população. Tratar os
resíduos de forma correta evita o descarte inapropriado e, como
consequência, inibe a contaminação do meio ambiente, além de
prevenir várias doenças.
 
No Brasil, sabemos que infelizmente muitas pessoas sobrevivem da
coleta de materiais em “lixões”. Caso elas entrem em contato com
produtos descartados erroneamente (como seringas ou agulhas
descartadas, substâncias químicas nocivas ou resíduos de construção
civil etc.), os responsáveis por esses materiais também serão os
responsáveis pelo adoecimento e pelos acidentes de muita gente!
A Lei nº 12.305/2010
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que
dispõe sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão
integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos à responsabilidade dos geradores e
do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis. 
Estão sujeitas à observância dessa lei as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado,
responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos, bem como as que
desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos.
Sobre os objetivos da PNRS, podemos destacar: 
Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental.
Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como
disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços.
Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar os
impactos ambientais.
Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos, entre outros.
Segundo a PNRS, eis as diferenças entre resíduos e rejeitos: 
Resíduos
Devem ser reaproveitados e reciclados.
Exemplos: restos de tecidos de uma fábrica de
roupas (podem ser reaproveitados para fabricar
tapetes e colchas de retalhos); alguns tipos de
papéis e de vidros (podem ser reciclados).
Rejeitos
Devem ter disposição final.
 
Exemplos: agulhas e seringas usadas (não
podem ser reciclados; caso tenham entrado em
contato com secreção ou sangue, devem ser
incinerados).
Alguns autores dividem os resíduos em recicláveis ou reaproveitáveis; e em não recicláveis e não
reaproveitáveis. Seguindo a PNRS, temos a seguinte classificação dos resíduos sólidos: 
Resíduos sólidos quanto à origem
a. Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas.
b. Resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e
outros serviços de limpeza urbana.
c. Resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”. 
d. Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas
atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”.e. Resíduos dos serviços públicos
de saneamento básico: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”.f.
Resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e nas instalações industriais.
g. Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em
regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS. 
h. Resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de
obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras
civis.i. Resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos
os relacionados a insumos utilizados nessas atividades.j. Resíduos de serviços de transportes: os
originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de
fronteira.k. Resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento
de minérios.
• 
• 
• 
• 
• 
Resíduos sólidos quanto à periculosidade
a. Resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e
mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental de acordo
com lei, regulamento ou norma técnica.
b. Resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea “a”.
No que diz respeito à destinação ou à disposição final dos resíduos sólidos, é proibido: 
I. Lançamento nas praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos.II. Lançamento in natura a céu aberto,
excetuados os resíduos de mineração.III. Queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos
não licenciados para essa finalidade.IV. Outras formas vedadas pelo poder público.
Atenção
A Lei nº 12.305/2010 não se aplica aos rejeitos radioativos, que são regulados por legislação específica. 
O compromisso com o trabalho e a responsabilidade do
trabalhador
Até aqui, vimos algumas situações que podem acometer os trabalhadores e a responsabilidade das empresas
em relação a ambientes seguros, exames que devem ser feitos, acompanhamento dos trabalhadores e
promoção da saúde. Agora, abordaremos as responsabilidades dos trabalhadores. 
Em algumas NRs, são indicadas as obrigações dos empregadores, mas também as dos empregados, como
nos dois exemplos a seguir: 
Na NR-1
Cabe ao trabalhador cumprir as disposições
legais e regulamentares sobre segurança e
saúde no trabalho, inclusive as ordens de
serviço expedidas pelo empregador; submeter-
se aos exames médicos previstos nas NRs;
colaborar com a organizaçãona aplicação das
NRs; e usar o equipamento de proteção
individual fornecido pelo empregador.
Na NR-6
Cabe ao empregado, quanto ao EPI, usá-lo
apenas para a finalidade a que se destina;
responsabilizar-se por sua guarda e
conservação; comunicar ao empregador
qualquer alteração que o torne impróprio para o
uso; e cumprir as determinações do
empregador sobre seu uso adequado.
Equipamentos de proteção individual
(EPIs).
Muitos acidentes e doenças acometem os trabalhadores pelo uso
inapropriado dos EPIs ou mesmo pelo não uso durante o trabalho. Cabe
à empresa fornecer os EPIs aos trabalhadores e agendar treinamentos
para a utilização desses dispositivos.
 
Acontece que, mesmo depois de treinados, alguns trabalhadores não
os usam por indisciplina ou razões diversas.
 
Obedecer às normas de segurança nos ambientes também é um ponto
crítico para os empregadores; o trabalhador precisa ser conscientizado
de que ele também é responsável por prevenir doenças e promover a
própria saúde.
Verificando o aprendizado
Questão 1
No Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (NR-7), é de responsabilidade da empresa os exames
médicos obrigatórios, como exame
A admissional, periódico e demissional.
B periódico, de mudança de função e de sangue.
C demissional, audiometria e periódico.
D periódico, de retorno ao trabalho e densitometria óssea.
E admissional e demissional.
A alternativa A está correta.
Os exames obrigatórios oferecidos pela empresa são cinco. Entre eles, o admissional, que é realizado antes
de o candidato assumir um cargo; o periódico, realizado quando o trabalhador já é funcionário e faz o
exame periodicamente; e o demissional, que o trabalhador faz quando é demitido.
Questão 2
A reciclagem é um processo industrial que converte o lixo descartado em produto semelhante ao inicial ou
outro. Entre as opções a seguir, marque a alternativa correta sobre o material que pode ser reciclado:
A Material radioativo
B Medicamento
C Papel
D Parafina
E Seringas usadas
A alternativa C está correta.
Alguns papéis podem ser reciclados, considerados assim um resíduo. Outros papéis não podem ser
reciclados, por exemplo, os engordurados. Por isso é preciso ter cuidado durante a separação dos materiais
para reciclagem.
3. Conclusão
Considerações finais
Neste estudo, vimos a classificação dos riscos ocupacionais e entendemos o quanto é importante reconhecê-
los em um ambiente de trabalho. Ao ter controle sobre esses riscos, evitamos espaços insalubres e, como
consequência, reduzimos ou eliminamos o adoecimento dos trabalhadores. Também vimos como a atuação da
Cipa ajuda a prevenir as doenças ocupacionais e a manter a segurança das pessoas. 
Não podemos esquecer que o trabalho tem um efeito protetor e de promoção da saúde, porém, quando não é
bem estruturado, pode causar mal-estar, sofrimento, adoecimento e até morte. O trabalhador que adoece
precisa de apoio, por isso o diagnóstico e o tratamento são fundamentais — não só o atendimento mediante
consultas médicas, mas também a prevenção das doenças relacionadas ao trabalho. 
Para que as ações de prevenção do adoecimento e de promoção da saúde sejam colocadas em prática, é
preciso que empregadores e empregados estejam envolvidos, cada um com suas competências. Aos
empregadores cabe implantar as políticas públicas relacionadas à saúde e à segurança dos trabalhadores, as
NRs e outras normas, quando necessário. Já aos empregados, cabe respeitar e cumprir as NRs, além de
identificar desajustes no ambiente de trabalho e comunicá-los ao empregador. Só por meio dessa união de
forças será possível melhorar as condições de trabalho e reduzir o adoecimento ocupacional. 
Podcast
Neste podcast, o consultor Vanilson Fragoso fala sobre os principais tópicos deste tema. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Confira o que separamos especialmente para você! 
Leia o texto Comunicação de Acidente de Trabalho — CAT, disponível no site do INSS, publicado em 8 jan.
2018. 
Leia o artigo Promoção de ambientes de trabalho saudáveis e seguros na prevenção das doenças e agravos
relacionados ao trabalho no site da ENSP, Fiocruz. 
Leia o item Alguns pontos importantes da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos do texto Contextos e
principais aspectos no site do Ministério do Meio Ambiente. 
Leia o texto Atividades e Operações Insalubres —V no site da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (Enit). 
Assista no Youtube ao vídeo Estresse e saúde mental no trabalho, produzido pela Fundação Jorge Duprat e
Figueiredo (Fundacentro).
Referências
BRASIL. Escola Nacional da Inspeção do Trabalho. Normas regulamentadoras. Brasília, DF: 2020. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Saúde do trabalhador e da trabalhadora. Brasília, DF: MS, 2018a. (Cadernos de Atenção Básica, n. 41) 
BRASIL. Ministério do Trabalho. Adoecimento ocupacional: um mal invisível e silencioso. Brasília, DF: MT,
2018b. 
DIAS, E. C. et al. Competências essenciais requeridas para o exercício da medicina do trabalho. 3. ed. São
Paulo: ANAMT, 2018.
	Saúde ocupacional​
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Riscos ocupacionais
	Riscos ocupacionais
	Confira o conceito, a explicação e exemplos de riscos ocupacionais
	Conteúdo interativo
	Risco químico
	Risco físico
	Risco biológico
	Risco de acidente
	Risco ergonômico e psicossocial
	Por que conhecer os riscos ocupacionais?
	Respeito às normas
	Instrução de funcionários
	Adoção de medidas
	Antecipação e/ou reconhecimento dos Riscos
	Adoção de medidas de riscos
	Monitoramento dos riscos e da saúde dos trabalhadores
	Medidas corretivas em caso de anormalidades
	Atenção
	Mapas de riscos ambientais/ocupacionais
	Exemplo
	Agentes de risco ocupacional X Adoecimento dos trabalhadores
	Grupo I
	Grupo II
	Grupo III
	Exemplo
	O trabalhador adoecido
	Adoecimento ocupacional
	Empregador (com ou sem CNPJ)
	Empregado
	Trabalhador doméstico
	Empregado contratado em regime CLT
	Caso 1
	Trabalhador precisará se afastar por pouco tempo do trabalho
	Qual é a responsabilidade do trabalhador e da empresa?
	Caso 2
	Trabalhador precisará se afastar por mais de 15 dias​
	Qual é a responsabilidade do trabalhador e da empresa?
	Caso 3
	Trabalhador não precisará se afastar do trabalho
	Qual é a responsabilidade do trabalhador e da empresa?
	Qual é a responsabilidade do médico que atende um trabalhador em processo de adoecimento?
	Verificando o aprendizado
	2. Prevenção e promoção da saúde
	Responsabilidade das empresas na prevenção de riscos
	Responsabilidade das empresas na prevenção de riscos
	Conteúdo interativo
	Normas regulamentadoras pertinentes à segurança e medicina do trabalho
	Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais — NR-1
	À organização
	Ao empregador
	Atenção
	Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) — NR-7
	Admissional
	Periódico
	Mudança de riscos ocupacionais
	Retorno ao trabalho
	Demissional
	Atenção
	Considerar a singularidade do empregado​
	Dar acesso à informação​
	Manter a confidencialidade​
	Acompanhar nos casos de doença relacionada ao trabalho​
	Promover melhoria da saúde​
	Conhecer e aplicar as normas
	Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)
	A Lei nº 12.305/2010
	Resíduos
	Rejeitos
	Resíduos sólidos quanto à origem
	Resíduos sólidos quanto à periculosidade
	Atenção
	O compromisso com o trabalho e a responsabilidade do trabalhador
	Na NR-1
	Na NR-6
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina