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Universidade da Amazônia Curso de Medicina Veterinária Disciplina Farmacologia Farmacologia do Sistema Nervoso Prof. Brenda Ventura 2023.1 Farmacologia do Sistema Nervoso Impulso Nervoso Potencial de ação Despolarização Repolarização Período refratário Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo • Atividades involuntárias o Parassimpático ou Colinérgico Manutenção da função orgânica o Simpático ou Adrenérgico Reações de luta ou fuga Transmissão dos impulsos Neurotransmissão e neurotransmissores • Propriedades farmacológicas capazes de produzir respostas idênticas à estimulação nervosa • Neurotransmissor: substância química com efeito principal • Neuromoduladores: substâncias que contribuem para alterações na excitabilidade neuronal como resposta ao neurotransmissor Pré-ganglionar: acetilcolina Pós-ganglionar simpático: norepinefrina Pós-ganglionar parassimpático: acetilcolina NANC: serotonina, ATP, dopamina, etc Principalmente no SN entérico Farmacologia do Sistema Nervoso Farmacologia do Sistema Nervoso Exemplos de efeitos relacionados aos receptores 1) Aumento da permeabilidade aos cátions Na+ e Ca+ (entrada), promovendo despolarização (impulso) 2) Aumento da permeabilidade aos ânions (entrada), promovendo hiperpolarização (inibição) 3) Aumento da permeabilidade ao K+ (saída), promovendo hiperpolarização (inibição) Farmacologia do Sistema Nervoso Neurotransmissores Adrenérgicos • DA e NE Vesículas de NE: pool I (neurotransmissor) e pool II (estímulo simpático) Recaptação Degradação: monoamina oxidase (MAO) e catecol- O-metiltransferase (COMT) Farmacologia do Sistema Nervoso Receptores Adrenérgicos • β1, β2 Beta Ligado à proteína Gs, ativa a enzima adenilciclase levando à produção de AMPc e consequentes reações de fosforilação de proteínas (enzimas). α2 Farmacologia do Sistema Nervoso Receptores Adrenérgicos • α1, α2 Alfa 1 Ligado à proteína Gq, ativa a fosfolipase C levando à produção de trifosfato de inositol (IP3) e diacilglicerol (DAG), resultando em ativação da proteinoquinase C (PKC) e consequentes reações de fosforilação de proteínas (transportadores). Alfa 2 Ligados à proteína Gi, inibem a adenilciclase reduzindo a produção de AMPc e a ativação das proteinoquinases. Além disso, podem ativar canais de K+ ou inibir canais de Ca+. α2 Agonistas e Antagonistas Adrenérgicos Agonistas adrenérgicos Mimetizam a ativação do SNA simpático Simpatomiméticos de ação direta - Se ligam aos receptores Catecolaminérgicos: norepinefrina ou noradrenalina, epinefrina ou adrenalina, dopamina ou 3,4-di-hidroxifeniletilamina, isproterenol ou isoprenalina, dobutamina Não-catecolaminérgicos: α1 agonistas (fenilefrina), α2 agonistas (xilazina, detomidina, romifidina, dexmedetomidina) e β2 agonistas (salbutamol ou albuterol, clembuterol) Simpatomiméticos de ação indireta - Estimulam a liberação de norepinefrina Anfetamina, efedrina, feniletilamina Agonistas e Antagonistas Adrenérgicos Cardiovascular • Epinefrina: ↑ pressão sistólica e diastólica, inotrópico e cronotrópico positivo • Norepinefrina: vasoconstrição, ↑ pressão sistólica e diastólica • Isoproterenol: ↓ resistência periférica total com taquicardia secundária • Dobutamina: efeito cronotrópico positivo • Fenilefrina (α1): ↑ resistência periférica por vasoconstrição • α2 agonistas: hipotensão e bradicardia Músculo liso • Epinefrina, salbutamol e isoproterenol: broncodilatação (β2) • Vasoconstrição (α1 e β) • α2 agonistas: redução da contratilidade da musculatura lisa no TGI Efeitos farmacológicos dos agonistas adrenérgicos Efeitos adversos: taquicardia, fibrilação ventricular, crise hipertensiva, êmese, diurese, agitação, tremores, ansiedade, hiperexcitabilidade, psicose anfetamínica Agonistas Adrenérgicos Epinefrina Correção de disritmias Reversão de reações alérgicas graves Salbutamol/Clembuterol Asma e broncoespasmo Agonistas Adrenérgicos Xilazina, Detomidina e demais α2 adrenérgicos Contenção animal: analgesia e sedação Agonistas e Antagonistas Adrenérgicos Antagonistas adrenérgicos Antagonizam competitivamente reduzindo os efeitos da ativação do simpático Antagonistas alfa-adrenérgicos Fenoxibenzamina, dibenamina, fentolamina, tolazolina e derivados do ergot, α1 antagonistas (prazosina, tansolusina), α2 antagonistas (ioimbina, atipamezol, idazoxam, tolazolina) Antagonistas beta-adrenérgicos Propranolol, metoprolol, atenolol, esmolol, nebivolol, bisoprolol, nadolol, timolol, labetalol, pindolol, carteolol, pembutolol, carvedilol Claviceps purpurea Agonistas e Antagonistas Adrenérgicos • α1 bloqueadores: redução da vasoconstrição com consequente redução da pressão arterial, sem taquicardia compensatória • α2 bloqueadores: efeitos simpatomiméticos, como elevação da pressão arterial • β bloqueadores: redução da hipertensão arterial, efeitos inotrópicos e cronotrópicos negativos, Efeitos farmacológicos dos antagonistas adrenérgicos Efeitos adversos: α taquicardia, náuseas, sedação; β fadiga por redução do débito cardíaco, inibição do efeito simpático broncodilatador Contraindicações: β em asmáticos Antagonistas Adrenérgicos Ioimbina Antagonismo α2: reversão dos efeitos α2 agonistas Propranolol Prevenção e tratamento de taquicardias e arritimias Farmacologia do Sistema Nervoso Neurotransmissores Colinérgicos • Ach Hidrólise pela acetilcolinesterase (AchE) Recaptação da colina Farmacologia do Sistema Nervoso Receptores Colinérgicos • Nicotínicos Acoplados aos canais iônicos. Promovem alterações na permeabilidade ao Na+ e K+, com consequente despolarização e excitação. Presentes na junção neuromuscular, sinapses ganglionares e cérebro. • Muscarínicos Acoplados à proteína G. *M1: efeitos excitatórios por despolarização e ↓ na condutância do K+. Presentes nos gânglios autonômicos, SNC, células parietais gástricas. ºM2: efeitos inibitórios por inibição dos canais de Ca+ e ↑ condutância do K+. Presentes no miocárdio e musculatura lisa. *M3 e ºM4: efeitos mediados pela mobilização do Ca+. Presentes em glândulas secretoras, músculo liso e SNC. *M5: pouco elucidado. Presentes no SNC. *Mecanismos relacionados à proteína G semelhantes aos receptores Alfa 1, ou seja, ativando a fosfolipase C. ºMecanismos relacionados à proteína G contrários aos receptores Beta 2, ou seja, inibindo a adenilciclase. Agonistas e Antagonistas Colinérgicos Estimulação ou bloqueio das células efetoras (pós-ganglionares) do SNA parassimpático Drogas colinérgicas diretas Mimetizam o efeito da estimulação dos neurônios colinérgicos Alcaloides naturais e análogos sintéticos Muscarina, pilocarpina, arecolina, oxotremorina e McN-A-343 Ésteres da colina Acetilcolina, metacolina, carbacol e betanecol Areca catechu Amanita muscaria Pilocarpus sp. Agonistas e Antagonistas Colinérgicos Musculatura lisa • Aumento de tônus e motilidade na musculatura lisa do TGI (espasmo, tenesmo, eructação, vômito, defecação) • Aumento na atividade secretora do TGI • Contração da vesícula biliar • Contração da bexiga e ureteres • Relaxamento de esfíncteres • Broncoconstrição • Constrição pupilar Efeitos farmacológicos dos agonistas colinérgicos Sistema cardiovascular • Vasodilatação • Efeito cronotrópico negativo • Efeito inotrópico negativo • Efeito dromotrópico negativo Ou seja: queda da pressão arterial e bradicardia Glândulas • Estímulo da secreção: sudoríparas, lacrimais, salivares, brônquicas Efeitos adversos: sudorese, cólicas abdominais, eructações, dificuldade de acomodação visual, aumento da secreção salivar e lacrimal Contraindicações: obstruções intestinais e urinárias, asmáticos, hipotensos, gestantes Agonistas Colinérgicos Pilocarpina Induz aumento da secreção de saliva, sudorese e da secreção brônquica Efeitos discretos sobre o coração e motilidade do TGI Produz contração intensa do músculo liso da íris, aumenta a drenagem do humor aquoso Agonistas Colinérgicos Carbacol Reduz a pressãointraocular, utilizado em pacientes que se tornaram resistentes aos efeitos da pilocarpina Betanecol Estimula a contração da bexiga e do sistema geniturinário, tratamento da retenção urinária por esvaziamento incompleto da bexiga (sem obstrução mecânica!!!) Agonistas e Antagonistas Colinérgicos Estimulação ou bloqueio das células efetoras (pós-ganglionares) do SNA parassimpático Drogas colinérgicas indiretas (anticolinesterásicos) Não atuam em receptores colinérgicos e sim inibindo as colinesterases Acetilcolinesterase: SNC Butirilcolinesterase: plasma Inibidores reversíveis (carbamatos) Fisostigmina, neostigmina, piridostigmina, ambenônio, edrofônio, rivastigmina, tacrina, donepezila, galantamina Inibidores irreversíveis (organofosforados) Tabum, sarim, somam, paraoxona, parationa, malationa, ecotiofato Physostigma venenosum Agonistas e Antagonistas Colinérgicos Junção neuromuscular • Aumento da contração da musculatura esquelética com excitação assíncrona Sistema respiratório • Broncoconstrição Trato gastrointestinal • Aumento das secreções • Contração da musculatura lisa • Relaxamento de esfíncteres Efeitos farmacológicos dos anticolinesterásicos Sistema cardiovascular • Vasodilatação • Bradicardia SNC • Excitação: convulsões Glândulas • Estímulo da secreção: sudoríparas, lacrimais, salivares, brônquicas Tratamento da intoxicação: estimuladores da ação das colinesterases -> Oximas: ligam-se aos organofosforados liberando as enzimas. Anticolinesterásicos: carbamatos e organofosforados Neostigmina e Fisostigmina Produz contração intensa do músculo liso da íris, aumenta a drenagem do humor aquoso Triclorfom Usado como antiparasitário e inseticida Agonistas e Antagonistas Colinérgicos Estimulação ou bloqueio das células efetoras (pós-ganglionares) do SNA parassimpático Drogas antagonistas colinérgicas (antimuscarínicos) Antagonismo competitivo com a Ach Seletividade ou não pelos diferentes tipos de receptores M Antimuscarínicos de ocorrência natural Atropina ou hioscinamina, escopolamina ou hioscina Análogos sintéticos Homatropina, metantelina, propantelina, ipratrópio, tiotrópio, oxitrópio, aclidíneo, ciclopentolato, tropicamida, hidrobrometo de atropina, benzatropina, tri-hexafenidila, pirenzepina, telenzepina, glicopirrolato, galamina, himbacina, tolterodina Atropa belladonna Hyoscyamus niger Agonistas e Antagonistas Colinérgicos Musculatura lisa • Relaxamento Sistema respiratório • Eficazes contra o broncoespasmo • Antagonizam a broncoconstrição causada por histamina e PGF2α Trato gastrointestinal • Redução da amplitude e da frequência das contrações peristálticas Efeitos farmacológicos dos antimuscarínicos A biotransformação hepática é responsável pela eliminação de cerca de 50% da dose, enquanto o restante é excretado inalterado na urina Sistema cardiovascular • Atropina: taquicardia, impede a vasodilatação e a acentuada queda na pressão pós adm. de colinérgicos • Escopolamina: bradicardia SNC • Atropina: discreta excitação, ↑ frequência e amplitude respiratórias • Escopolamina: depressão, sonolência, fadiga, amnésia Glândulas • Diminuição das secreções: sudoríparas, lacrimais, salivares, brônquicas Efeitos adversos: ressecamento da boca, taquicardia, turvação da visão Contraindicações: glaucoma Antimuscarínicos Tropicamida Relaxamento da íris (midríase) Atropina Relaxamento da íris (midríase) Reversão ou prevenção da bradicardia e bradipneia Antimuscarínicos Brometo de ibratrópio Reduz o reflexo vagal de broncoespasmo: antitussígeno Broncodilatador Hioscina Redução dos espasmos na motilidade intestinal Farmacologia do Sistema Nervoso Aminoácidos inibitórios: ácido gama-aminobutírico (GABA) e glicina Receptores GABA GABAa: acoplados aos canais iônicos GABAb: acoplados à proteína G GABAc: acoplados aos canais iônicos Receptores Glicina Alfa 1 Gly-Rs: sensorial Alfa 3 Gly-Rs: nocicepção por PGe2 Principais neurotransmissores e receptores com ação no sistema nervoso central Aminoácidos excitatórios: glutamato e aspartato Receptores Cainato e AMPA: ligados aos canais de Na+ mGlu tipos I, II e III: acoplados à proteína G (pré-sinápticos) NMDA: ligados aos canais de Ca Farmacologia do Sistema Nervoso Aminas: acetilcolina, histamina, dopamina, norepinefrina e serotonina Receptores Ach: nicotínicos e muscarínicos, especialmente M1 Receptores histamina: H1 (vigília) e H3 (autorregulação e modulação) Receptores dopamina: D1 e D2 Receptores norepinefrina: alfa e beta Receptores serotonina: 5HT1 e 5HT2 Principais neurotransmissores e receptores com ação no sistema nervoso central Peptídios: encefalinas, endorfinas, dinorfinas e substância P Receptores opioides Farmacologia do Sistema Nervoso Ativação do SNC de forma geral - HIPNOSE - Farmacologia do SNC – Depressores Gerais Anestésicos inalatórios: halotano, isoflurano, sevoflurano (voláteis) Teorias clássicas: moléculas do anestésico se dissolvem na membrana celular, alterando propriedades físico-químicas, receptores e canais iônicos Teorias modernas: redução do consumo de oxigênio e a produção de energia no cérebro, alteração na conformação de proteínas de membrana Saturação do ar alveolar até que ocorra equilíbrio entre a fração gasosa alveolar e a diluição no sangue Biotransformação* e eliminação: reações de oxidação* / pulmonar Obs. Apenas 2% do isoflurano são biotransformados contra 20% do halotano Efeitos farmacológicos Redução do metabolismo cerebral, hiperperfusão com ↑ pressão intracraniana Hipotensão*: vasodilatação, ↓ débito cardíaco, ↓ tônus SNA Simpático Sensibilização ↑ do miocárdio à epinefrina (halotano) Redução da capacidade pulmonar de regular pO2 e pCO2 “Em anestesia inalatória, a preocupação com a duração da cirurgia não existe; a adequação do plano de anestesia é muito mais fácil do que quando se utilizam apenas anestésicos injetáveis” Será? Farmacologia do SNC – Depressores Gerais Anestésicos inalatórios: halotano, isoflurano, sevoflurano (voláteis) Usos clínicos Utilizar após a indução anestésica, visando à manutenção da anestesia Uso seguro concomitante com outros agentes utilizados para MPA, bloqueio neuromuscular, anestésicos gerais e agentes dissociativos Seguro para nefropatas e hepatopatas, especialmente o Iso Devem ser administrados em conjunto com oxigênio: hipercapnia e acidose Podem ser administrados em conjunto com drogas vasoativas: hipotensão Obs. indução anestésica com máscara sevo versus iso (odor) Farmacologia do SNC – Depressores Gerais Anestésicos intravenosos: barbitúricos TIOPENTAL ↑ lipossolúveis, ↑ rapidez ↓ duração Menor ligação com albumina em pH ácido: ↑ distribuição ↑ disponibilidade no SNC Biotransformação e eliminação: hepática / renal Obs. evitar o uso simultâneo com fármacos que promovam inibição enzimática microssomal Efeitos farmacológicos Depressão do SNC – hipnose, sedação, anestesia GABA: ↑ da condutância Cl- → hiperpolarização→ redução da atividade Demais canais cátions: ↓ condutância → depressão Perifericamente: ↓ ligação da Ach pós sinapse → relaxamento muscular Cardiovascular: ↓ débito cardíaco, ↓ pressão intracraniana Usos clínicos Indução p/ inalatória Precedido por alfa-2-agonistas Perda de consciência com relaxamento muscular Procedimentosintravenosos ou intramusculares: derivados da fenciclidina CETAMINA Anestesia dissociativa ↑ lipossolúveis, ↑ rapidez Mecanismos não elucidados Biotransformação e eliminação: hepática / renal Metabólito ativo 1/5 de potência: norcetamina Efeitos farmacológicos Bloqueador muscarínicos Bloqueio transporte de serotonina, dopamina, noradrenalina Agonista opioide, antagonista colinérgico Depressão respiratória arrítmica dose-dependente ↑ FC ↑ PA ↑ pressão intracraniana Usos clínicos Associada aos alfa-2-agonistas (relaxamento muscular) Atravessa barreira placentária Farmacologia do SNC – Drogas de Ação Seletiva Anestésicos locais: ésteres e amidas PROCAÍNA, TETRACAÍNA, LIDOCAÍNA, BUPIVACAÍNA, ROPIVACAÍNA Bloqueio sensitivo e motor das fibras Bloqueiam reversivelmente a condução nervosa nociceptiva sem perda de consciência Base fraca: ioniza em pH ácido Associação com vasoconstritores, precedido por bicarbonato Biotransformação e eliminação: plasmática, hepática / renal Efeitos farmacológicos Forma ionizada com os canais de Na+, bloqueando, ↑ limiar de permeabilidade ↓ velocidade de condução Efeitos concentração dependentes Usos clínicos Anestesia superficial tópica, por infiltração, perineural, espinal, intravenosa administração – tamponado – ↑ não-ionizada – penetração nos tecidos membrana axonal interna – ambiente ácido – ioniza – interação canais Na+ Farmacologia do SNC – Drogas de Ação Seletiva Tranquilizantes e relaxantes musculares de ação central: tranquilizantes maiores ou antipsicóticos CLORPROMAZINA, ACEPROMAZINA, HALOPERIDOL Fármacos utilizados na contenção química e/ou MPA Promovem estado de ataraxia sem hipnose e sem perda de consciência Biotransformação e eliminação: hepática / urina e fezes Efeitos farmacológicos Bloqueio dos receptores dopaminérgicos pré e pós-sinápticos Bloqueio das vias sensitivas aferentes e do sistema motor Depressão do centro bulbar cardiovascular: hipotensão (!!) Usos clínicos Tranquilização Contenção química Medicação pré-anestésica Equinos: priapismo Farmacologia do SNC – Drogas de Ação Seletiva Tranquilizantes e relaxantes musculares de ação central: tranquilizantes menores ou ansiolíticos DIAZEPAM, MIDAZOLAM, PROPRANOLOL Redução das reações de luta/fuga, podendo promover hipnose e sedação Biotransformação e eliminação: hepática / renal Efeitos farmacológicos Agonistas dos receptores GabaA → abertura dos canais de Cl- → hiperpolarização Usos clínicos Miorrelaxante→ MPA Ansiolítico Sedativo Anticonvulsivante Gatos → necrose hepática idiopática por uso prolongado do diazepam Farmacologia do SNC – Drogas de Ação Seletiva Hipnoanalgésicos ou opioides: alcaloides do ópio, compostos sintéticos, antagonistas dos narcóticos, compostos de ação mista MORFINA1, MEPERIDINA (10x↓)2, NALOXONA3, BUTORFANOL (7x↑) 4, TRAMADOL (↓)1 Biotransformação e eliminação: hepática / renal Metabólito ativo: morfina-6-glicuronídeo (até 10%) Efeitos farmacológicos Receptores μ MOP (1, 2, 3 e 5), κ KOP (3 e 4), ẟ DOP (3) e NOP (3) Ativação do receptor opioide → fecha canais de entrada Ca+ e abre canais de saída K+ → hiperpolarização Ativação do receptor opioides → inibição da adenilciclase Fácil desenvolvimento de mecanismos de tolerância relacionados aos receptores Distribuição dos receptores μ no cérebro: reações diferentes (depressão: cão, humano; excitação: gato, cavalo, ruminantes) Naloxona: antagonismo competitivo Usos clínicos Analgesia Papaver somniferum