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SEMIOLOGIA
INSPEÇÃO GERAL 
E SINAIS VITAIS
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................3
2. PREPARAÇÃO PARA O EXAME ..................................................................................3
3. ECTOSCOPIA ...............................................................................................................5
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................21
REFERÊNCIAS DE IMAGENS ..........................................................................................21
Inspeção geral e sinais vitais   3
1. INTRODUÇÃO 
O exame físico pode ser dividido em duas etapas: a primeira constitui o que se 
costuma designar exame físico geral, somatoscopia ou ectoscopia, por meio do qual 
são obtidos dados gerais, independentemente dos vários sistemas orgânicos ou seg-
mentos corporais, o que possibilita uma visão do paciente como um todo; a segunda 
etapa corresponde ao exame dos diferentes sistemas ou segmentos corporais, com 
metodologia própria.
2. PREPARAÇÃO PARA O EXAME
O exame físico geralmente começa após as queixas e a história do paciente terem 
sido documentadas na anamnese (ver Super Material Anamnese). Para iniciar o exame 
físico, coloque os equipamentos (Tabela 1) na mesa de cabeceira ou no suporte da 
maca do paciente. Ajuste a luz do ambiente. É preferível usar a luz do dia como ilumi-
nação, porque alterações na cor da pele podem ser mascaradas pela luz artificial. As 
cortinas do paciente devem estar fechadas para sua privacidade desde o começo da 
entrevista. Finalmente, ajuste a maca para uma altura conveniente. Antes de examinar 
o paciente lave suas mãos.
O paciente deve estar vestindo um avental que se abre na frente ou atrás. Pijamas 
também são aceitáveis. Por convenção, o examinador fica de pé à direita do paciente, 
com este deitado na maca. O examinador utiliza a mão direita para a maioria das ma-
nobras do exame. Embora seja necessário que o paciente fique totalmente desnudo, 
o exame deve ser realizado expondo somente as áreas que estão sendo examinadas 
naquele momento, com as demais áreas cobertas.
Tabela 1. Principais equipamentos utilizados no exame físico.
Equipamentos
necessários
Estetoscópio, Otoscópio e oftalmoscópio, Lanterna, Martelo para reflexo, Diapasão
(128 Hz), Alfinetes de segurança, Fita métrica, Cartão de bolso para acuidade visual.
Equipamentos 
opcionais Iluminador nasal, Espéculo nasal, Diapasão: 512 Hz
Disponíveis em muitos
serviços de saúde
Esfigmomanômetro, Abaixadores de língua, Bastões aplicadores, Compressas de 
gaze, Luvas, Gel lubrificante, Cartão de guáiaco para sangue oculto, Espéculo vaginal.
Fonte: elaborado pelo autor.
Inspeção geral e sinais vitais   4
 Saiba mais!  O paciente precisa vir em primeiro lugar e reduzir a 
disseminação das infecções é sua responsabilidade como profissional de saúde. 
Você sempre precisa lavar as suas mãos antes de tocar em um paciente (para 
protegê-lo) e após completar o seu exame (para proteger você). As diretrizes da 
Organização Mundial de Saúde (OMS) preconizam que:
• Se houver alguma sujeira ou material em suas mãos, use sabão e água, co-
brindo todas as superfícies das mãos durante pelo menos 40 segundos.
• Se não houver nenhuma sujeira em suas mãos, use um punhado de um pro-
duto com base alcoólica (esfregaço de álcool) aplicada durante pelo menos 
20 segundos.
A sequência correta é esfregar: 1) as mãos palma contra palma; 2) a palma direita sobre 
o dorso esquerdo com os dedos entrelaçados, e então vice-versa; 3) palma contra 
palma com os dedos entrelaçados; 4) dorso dos dedos para as palmas opostas com 
os dedos fechados; 5) cada polegar rotacionalmente– as palmas rotacionalmente.
Finalmente, se estiver usando sabão e água, enxague as suas mãos, seque com 
uma toalha e use a toalha (ou o seu cotovelo) para fechar a torneira. Se estiver 
usando o esfregaço de álcool deixe secar e prossiga.
Figura 1. Higienização correta das mãos.
Fonte: elenabsl/Shutterstock.com
Não use esfregaço com álcool se suas mãos estiverem sujas ou se houver um 
surto de infecção pelo Clostridium difficile; use, em vez disso, sabão e água.
Inspeção geral e sinais vitais   5
MAPA MENTAL: PREPARAÇÃO PARA O EXAME FÍSICO
Ajuste a luz do ambiente
Lave as mãos antes
e após o exame
Garanta vestimenta 
adequada do paciente
(avental, pijama)
Separe equipamentos
necessários
Ajuste a altura da cama
Exponha somente as áreas 
do corpo que estão sendo 
examinadas no momento
Fique à direita
do paciente
Garanta privacidade
do paciente
Fonte: elaborado pelo autor.
3. ECTOSCOPIA
Ectoscopia ou somatoscopia é a denominação dada à análise geral do paciente. A 
ectoscopia do aspecto, da altura e do peso de um paciente começa já nos primeiros 
momentos do contato com ele, porém as observações a respeito da aparência do 
paciente frequentemente se consolidam quando é iniciado o exame físico. 
O exame físico geral inclui: avaliação do estado geral, avaliação do estado de hidra-
tação, antropometria, avaliação do estado nutricional, desenvolvimento físico/biotipo 
ou tipo morfológico, fácies, atitude e decúbito preferido no leito, mucosas, marcha.
Avaliação do estado geral
É uma avaliação subjetiva com base no conjunto de dados exibidos pelo paciente 
e interpretados de acordo com a experiência de cada um. Para descrever a impressão 
obtida, usa-se a seguinte nomenclatura: bom estado geral; regular estado geral; ou 
ruim estado geral.
Inspeção geral e sinais vitais   6
Avaliação do estado de hidratação
O estado de hidratação do paciente é avaliado tendo-se em conta os seguintes 
parâmetros: Alteração abrupta do peso; Alterações da pele quanto à umidade, à elas-
ticidade e ao turgor; Alterações das mucosas quanto à umidade; Alterações oculares; 
Estado geral; e Fontanelas (no caso de crianças).
• Estado de hidratação normal: a pele possui boa elasticidade e com leve grau de 
umidade, as mucosas são úmidas, não há alterações oculares nem perda abrupta 
de peso. No caso de crianças, as fontanelas são planas e normotensas e o peso 
mantém curva ascendente; a criança se apresenta alegre e comunicativa.
• Desidratação: caracteriza-se por sede, diminuição abrupta do peso, pele seca (com 
elasticidade e turgor diminuídos), mucosas secas, olhos afundados (enoftalmia) 
e hipotônicos, estado geral comprometido, excitação psíquica ou abatimento, 
oligúria e fontanelas deprimidas, no caso de crianças.
Avaliação do estado nutricional
É um processo dinâmico, feito por meio de comparações entre os dados obtidos 
no paciente e os padrões de referência, sendo importante a reavaliação periódica do 
estado nutricional no curso da doença. 
Para avaliação de sobrepeso e obesidade, o IMC é um indicador prático, de baixo 
custo e com boa validade diagnóstica. Cumpre salientar que o IMC não distingue massa 
gordurosa de massa magra; assim, um paciente musculoso pode ser classificado com 
“excesso de peso”. Deve-se ainda estar atento ao biótipo do paciente, um IMC entre 
17 e 18,5 não necessariamente é indicativo de desnutrição. 
Para identificação de desnutrição, faz-se necessária a presença de dois ou mais 
dos seguintes elementos: ingestão insuficiente de energia; perda de peso; perda de 
gordura subcutânea; perda de massa muscular; acúmulo de líquido localizado ou ge-
neralizado, que, em algumas ocasiões, pode mascarar a perda de peso; e capacidade 
funcional diminuída, medida pela força do aperto de mão, com uso de dinamômetro.
Desenvolvimento físico
Uma determinação exata requer um estudo antropométrico rigoroso. Contudo, na 
prática, é suficiente uma avaliação simplificada, levando-se em conta a idade e o sexo. 
Para isso, tomam-se como elementos básicos a altura e a estrutura somática.
Em primeiro lugar, compara-se a altura encontrada com as medidas constantes 
das tabelas de valores normais. Para avaliação da estrutura somática, não sedispõe 
de tabelas. É feita pela inspeção global, acrescida de informações a respeito do de-
senvolvimento osteomuscular.
Os achados podem ser enquadrados nas seguintes alternativas: (1) Desenvolvimento 
normal; (2) Hiperdesenvolvimento; (3) Hipodesenvolvimento; (4) Hábito grácil: cons-
tituição corporal frágil e delgada, caracterizada por ossatura fina, musculatura pouco 
desenvolvida, juntamente com uma altura e um peso abaixo dos níveis normais, é uma 
Inspeção geral e sinais vitais   7
condição constitucional, sem significado patológico; e (5) Infantilismo: persistência 
anormal das características infantis na idade adulta.
Biotipo ou tipo morfológico
É o conjunto de características morfológicas apresentadas pelo indivíduo. A determina-
ção do biótipo encontra sua principal utilidade para a correta interpretação das variações 
anatômicas que acompanham cada tipo morfológico, pois há uma relação entre a forma 
exterior do corpo e a posição das vísceras. Pode ser classificado da seguinte maneira: 
• Brevilíneo: Pescoço curto e grosso; Tórax alargado e volumoso; Membros curtos 
em relação ao tronco; Ângulo de Charpy (costal) maior que 90°; Musculatura 
desenvolvida e panículo adiposo espesso; Tendência para baixa estatura.
• Mediolíneo: Equilíbrio entre os membros e o tronco; Desenvolvimento harmônico 
da musculatura e do panículo adiposo; Ângulo de Charpy (costal) em torno de 90°.
• Longilíneo: Pescoço longo e delgado; Tórax afilado e chato; Membros alongados 
com franco predomínio sobre o tronco; Ângulo de Charpy (costal) menor que 90°; 
Musculatura delgada e panículo adiposo pouco desenvolvido; Tendência para 
estatura elevada.
A B C
Figura 2. Tipos morfológicos. A: Brevilíneo. B: Mediolíneo. C: Longilíneo. 
Fonte: Acervo Sanar.
Inspeção geral e sinais vitais   8
Avaliação antropométrica
• Altura/estatura: expressa o crescimento linear. Quando o paciente é capaz de 
ficar em posição ortostática, a altura é aferida em balança com estadiômetro ou 
com fita métrica, afixada em superfície lisa, vertical e sem rodapé. Em crianças 
até 2 anos de idade, recomenda-se medir a altura (comprimento) com ela deitada, 
utilizando uma régua antropométrica. Após essa faixa etária, mede-se a altura 
(estatura) da criança em pé, comparado-se a altura obtida com tabelas pediátri-
cas para a idade e sexo. Em adultos, não sendo possível aferir a altura, pode-se 
perguntar se ele sabe a medida, pois alguns estudos já mostraram a validade 
da altura referida. Há também algumas equações para estimar a altura a partir 
de medidas de segmentos corporais, tais como altura do joelho, da envergadura 
ou semienvergadura.
• Peso: sua avaliação é útil para determinar e monitorar o estado nutricional, utilizado 
como marcador indireto da massa proteica e reserva de energia. Para medição 
do peso atual, utiliza-se uma balança mecânica tipo plataforma ou digital. O 
paciente deve ser pesado descalço, com a menor quantidade de roupa possível. 
Em paciente incapacitado de se colocar em posição ortostática ou de deambu-
lar, o peso pode ser aferido em cama-balança ou em balança para pesagem em 
leito, que não é muito usada pelo alto custo. Para recém-nascidos, utiliza-se a 
balança pediátrica. Em relação à criança, vale o mesmo já mencionado sobre o 
uso das tabelas pediátricas.
• Índice de massa corporal (IMC): amplamente utilizado como indicador do estado 
nutricional, por ser obtido de forma rápida e de fácil interpretação. É expresso 
pela fórmula: IMC = peso atual (kg)/altura² (m). O IMC pode ser classificado 
como: Magro ou baixo peso: 40.
• Circunferência da cintura (CC): é utilizada para o diagnóstico de obesidade ab-
dominal e reflete o conteúdo de gordura visceral. A medida da CC é determinada 
com uma fita métrica inextensível posicionada no ponto entre a última costela 
e a crista ilíaca, sem fazer pressão, em plano horizontal. A classificação é feita 
da seguinte forma:
• Sexo masculino: Normalpode-se dizer 
que o paciente não tem uma atitude específica ou que ela é indiferente.
As atitudes voluntárias compreendem a ortopneica, a genupeitoral, a posição de 
cócoras, a parkinsoniana e os diferentes decúbitos.
As atitudes involuntárias incluem a atitude passiva, o ortótono, o opistótono, o 
emprostótono, o pleurostótono e a posição em gatilho e torcicolo e mão pêndula da 
paralisia radial. 
Exame das mucosas
As mucosas facilmente examináveis a olho nu e sem auxílio de qualquer aparelho 
são as mucosas conjuntivais (olhos) e as mucosas labiobucal, lingual e gengival. O 
método de exame é a inspeção, coadjuvado por manobras singelas que exponham 
as mucosas à visão do examinador. Os seguintes parâmetros devem ser analisados: 
• Coloração: a coloração normal é róseo-avermelhada e a nomenclatura habi-
tual é: mucosas coradas. A diminuição ou a perda da cor designa-se como 
mucosas descoradas ou palidez das mucosas. É um achado semiológico de 
grande valor prático, pois indica a existência de anemia. Procura-se fazer 
também uma avaliação quantitativa usando-se a escala de uma a quatro 
cruzes. Mucosas hipercoradas significam acentuação da coloração normal e 
traduzem aumento das hemácias naquela área, como ocorre nas inflamações 
(conjuntivites, glossites, gengivites) e nas policitemias. A cianose consiste na 
coloração azulada das mucosas. Na icterícia as mucosas tornam-se amarelas 
ou amarelo-esverdeadas.
• Umidade: em condições normais as mucosas são úmidas, traduzindo bom 
estado de hidratação. As mucosas secas perdem o brilho, os lábios e a língua 
ficam pardacentos, e todas essas mucosas adquirem aspecto ressequido.
• Presença de lesões.
Inspeção geral e sinais vitais   14
Postura ou atitude na posição de pé
A postura pode ser classificada da seguinte maneira:
• Boa postura: Cabeça ereta ou ligeiramente inclinada para diante; Peito erguido, 
fazendo adiantar ao máximo essa parte do corpo; Abdome inferior achatado ou 
levemente retraído; Curvas posteriores nos limites normais.
• Postura sofrível: Cabeça levemente inclinada para diante; Peito achatado; Abdome 
algo protruso, passando a ser a parte mais saliente do corpo; Curvas posteriores 
exageradas.
• Má postura: Cabeça acentuadamente inclinada para diante; Peito deprimido; 
Abdome saliente e relaxado; Curvas posteriores extremamente exageradas.
Marcha
Deve ser analisada solicitando-se ao paciente que caminhe certa distância, des-
calço, de preferência com calção, com olhos abertos e fechados, indo e voltando sob 
a observação do examinador.
A marcha normal pode sofrer variações em relação a particularidades individuais, 
ou em razão de transtornos do aparelho locomotor. As marchas anormais incluem a 
marcha helicópode, ceifante ou hemiplégica, a marcha anserina, a marcha parkinso-
niana e a marcha claudicante. 
 Na prática!  Para facilitar a prática e a memorização, segue abaixo 
um roteiro pedagógico para exame físico geral:
Identificação do paciente:
Estado geral (BEG, REG, MEG); Estado de hidratação (hidratado/desidratado); 
Respiração (eupneico/dispneico); Estado nutricional (nutrido/desnutrido); Fácies 
(atípica/típica – qual); Desenvolvimento físico (normal/nanismo/gigantismo); 
Biotipo (brevilíneo, mediolíneo ou longilíneo); Peso: kg; Altura: cm; IMC (índice de 
massa corporal); CC (circunferência da cintura): cm; Mucosas (coradas/hipoco-
radas/hipercoradas); Atitude (ativa/passiva); Postura (boa/sofrível/má); Marcha.
Observações:
Inspeção geral e sinais vitais   15
Sinais Vitais
Os sinais vitais – pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), frequência respira-
tória (FR) e temperatura – fornecem informações críticas iniciais que frequentemente 
influenciam o tempo e direção de sua avaliação. 
Comece aferindo a pressão arterial e a frequência cardíaca. Verifique a frequência 
cardíaca por um minuto pela palpação do pulso radial com os dedos ou pela ausculta 
do impulso apical com o estetoscópio no ápice cardíaco. Continue a usar uma dessas 
técnicas enquanto verifica a frequência respiratória sem alertar o paciente – os pa-
drões respiratórios podem mudar. A temperatura corporal pode ser aferida em vários 
locais, dependendo do paciente e do equipamento disponível. 
Pressão arterial
Escolha do tamanho correto de braçadeira para o esfigmomanômetro: a largura 
normal do manguito da pressão arterial é 12,5 cm. Ela é adequada para o braço de um 
adulto de tamanho normal. Se a braçadeira for pequena (estreita) demais, os valores 
aferidos serão elevados; se a braçadeira for muito grande (larga), os valores aferidos 
serão baixos em um braço magro e elevados em um braço robusto.
Etapas para garantir a acurácia da aferição da pressão arterial
• O paciente deve evitar tabagismo, consumo de cafeína ou prática de exercícios 
30 minutos antes da aferição.
• Assegure-se de que a sala de exame seja um local tranquilo e com temperatura 
agradável.
• O paciente deve se sentar tranquilamente durante 5 min em uma cadeira com os 
pés apoiados no chão, em vez de colocá-los na mesa de exame.
• Assegure-se de que o braço escolhido esteja desnudo. Esse braço não deve ter 
fístulas arteriovenosas para diálise, cicatrizes de dissecção de artéria braquial 
prévia nem sinais de linfedema.
• Palpe a artéria braquial para confirmar que exista pulso viável e posicione o braço 
do paciente de modo que a artéria braquial, no sulco antecubital, encontre-se no 
mesmo nível do coração, aproximadamente ao nível do 4º espaço intercostal em 
sua junção com o esterno.
• Se o(a) paciente estiver sentado(a), coloque o braço dele(a) sobre uma mesa 
um pouco acima da cintura; se estiver em pé, apoie o braço dele(a) no nível do 
meio do tórax.
Inspeção geral e sinais vitais   16
Como aferir a pressão arterial
• Posicione o esfigmomanômetro e o braço: com o braço do paciente no nível do 
coração, coloque a bexiga inflável sobre a artéria braquial. A borda inferior da 
braçadeira deve estar, aproximadamente, 2,5 cm acima do sulco antecubital. 
Ajuste bem o esfigmomanômetro. Posicione o braço do paciente de modo que 
fique discretamente flexionado na altura do cotovelo. 
• Estime a pressão sistólica e adicione 30 mmHg: palpe a artéria radial com os 
dedos de uma mão, insufle rapidamente a braçadeira até o pulso radial desa-
parecer. Verifique a pressão no manômetro e acrescente 30 mmHg. Usar esse 
valor para insuflações subsequentes evita o desconforto associado a pressões 
desnecessariamente elevadas na braçadeira. Isso também evita o erro ocasional 
causado pelo hiato auscultatório – um intervalo de silêncio que pode ocorrer 
entre as pressões sistólica e diastólica. Desinfle a braçadeira, de modo rápido 
e completamente; em seguida, espere de 15 a 30 segundos. Se encontrar um 
hiato auscultatório, registre seus achados completamente (p. ex., 200/98 com 
um hiato auscultatório de 170 a 150). Um hiato auscultatório está associado a 
rigidez arterial e doença aterosclerótica.
• Posicione a campânula do estetoscópio na artéria braquial: coloque a campânula 
do estetoscópio delicadamente sobre a artéria braquial, tomando o cuidado de 
formar um “selo de ar” com sua borda. 
Figura 10. A campânula é colocada sobre a artéria braquial.
Fonte: Andrey_Popov/Shutterstock.com
Inspeção geral e sinais vitais   17
• Identifique a pressão arterial sistólica: mais uma vez, insufle rapidamente o es-
figmomanômetro até o nível-alvo e, depois, desinfle lentamente (cerca de 2 a 3 
mmHg por segundo). Observe o nível tensional enquanto ausculta os sons de, 
pelo menos, dois batimentos consecutivos. Essa é a pressão sistólica.
• Identifique a pressão arterial diastólica: continue a desinflar a braçadeira lenta-
mente até os ruídos se tornarem abafados e desaparecerem. Para confirmar o 
ponto de desaparecimento, ausculte a pressão cair por outros 10 a 20 mmHg. A 
seguir, desinfle a braçadeira rapidamente até zero. O ponto de desaparecimento, 
que, habitualmente, é apenas alguns mmHg abaixo do ponto de abafamento dos 
ruídos, propicia a melhorestimativa da pressão diastólica verdadeira em adultos. 
Em algumas pessoas, o ponto de abafamento e o ponto de desaparecimento 
estão bem afastados. Às vezes, como nos indivíduos com regurgitação aórtica, 
os ruídos nunca desaparecem. Se a diferença for igual ou superior a 10 mmHg, 
anote os dois valores (p. ex., 154/80/68).
• Faça a média de duas ou mais aferições: arredonde os níveis tensionais (sistólico e 
diastólico) para os 2 mmHg mais próximos. Espere 2 min e repita o procedimento. 
Em seguida, faça a média das suas aferições. Se as duas primeiras diferirem em 
mais de 5 mmHg, faça outras aferições. 
• Faça a aferição da pressão arterial em ambos os braços pelo menos uma vez: 
existe normalmente uma diferença tensional de 5 mmHg, e, algumas vezes, es-
sa diferença chega a 10 mmHg. As aferições subsequentes devem ser feitas no 
braço com o nível tensional mais elevado.
Inspeção geral e sinais vitais   18
FLUXOGRAMA: COMO AFERIR A PRESSÃO ARTERIAL
Escolha o tamanho
correto da braçadeira
Garanta a acurácia da 
aferição
Posicione o esfigmomanô-
metro e o braço
• Evitar tabagismo, cafeína 
e atividade física nos 
últimos 30 min
• Ambiente tranquilo e 
temperatura agradável
• Paciente sentado por ≥ 5 
min em cadeira com pés 
apoiados no chão
• Posicione a artéria 
braquial no mesmo nível 
do coração
• Coloque a bexiga inflável 
sobre a artéria braquial
• A borda inferior da 
braçadeira deve estar 
 2,5 cm acima do sulco 
antecubital
Estime a pressão
sistólica e adicione 30
Identifique a pressão
arterial sistólica
Identifique a pressão
arterial diastólica
Faça a média de
2 ou mais aferições
Posicione a campânula 
do estetoscópio sobre a 
artéria braquial
• Palpe a artéria radial e 
insufle a braçadeira até o 
pulso radial desaparecer: 
verifique a pressão e 
acrescente 30 mmHg
• Insufle até o nível-alvo e 
desinfle lentamente: 
observe a pressão 
enquanto ausculta os 
sons de, pelo menos, 2 
batimentos consecutivos
• Continue a desinflar até 
os ruídos tornarem-se 
abafados e 
desaparecerem
Fonte: Elaborado pelo autor.
Inspeção geral e sinais vitais   19
Frequência e ritmo cardíacos
O pulso radial é palpado comumente para a avaliação da frequência cardíaca. 
Comprima a artéria radial com as polpas dos seus dedos indicador e médio até de-
tectar a pulsação máxima. Se o ritmo for regular e a frequência parecer normal, con-
te-a durante 30 segundos e multiplique-a por dois. Se a frequência for incomumente 
rápida ou lenta, conte durante 60 segundos. A variação comum da normalidade é de 
60-90-100 bpm.
Figura 11. Palpação do pulso radial.
Fonte: Midnight Studio TH/Shutterstock.com
Para avaliação do ritmo comece pela palpação do pulso radial. Se houver alguma 
irregularidade, verifique o ritmo de novo auscultando o ápice cardíaco com o estetos-
cópio. Extrassístoles de baixa amplitude podem não ser transmitidas para os pulsos 
periféricos, levando a uma frequência cardíaca subestimada. Se o ritmo for regular, 
é importante identificar qual o padrão. 1) As extrassístoles surgem de forma rítmica 
e regular? 2) A irregularidade do ritmo varia em confluência com o ciclo respiratório? 
3) Não existe nenhum padrão e o ritmo é completamente irregular? 
Frequência e ritmo respiratórios
É importante contar a frequência respiratória, avaliar o ritmo, a profundidade e 
expansibilidade do tórax e ciclos respiratórios, assim como a presença de sinais de 
esforço respiratórios. Conte o número de incursões respiratórias durante um minuto, 
seja por inspeção visual ou pela ausculta sutil com o estetoscópio pousado na traqueia 
durante seu exame da cabeça e do pescoço ou do tórax. Normalmente, a frequência 
Inspeção geral e sinais vitais   20
respiratória normal dos adultos é 20 incursões por minuto em um padrão regular e 
tranquilo. Um suspiro ocasional é normal. Verifique se a expiração é prolongada.
Temperatura
A temperatura corporal é verificada por intermédio do termômetro. Pode ser: axi-
lar, oral, retal, timpânico, arterial pulmonar, esofágico, nasofaringiano e vesical. No 
Brasil, o local habitual é o oco axilar. A mensuração da temperatura na cavidade oral, 
bastante comum em outros países, é feita pela colocação do termômetro na região 
sublingual. A temperatura retal é feita pela aplicação do termômetro na ampola retal. 
As referências de normalidade são: 
• Temperatura axilar: 35,5 a 37°C, com média de 36 a 36,5°C; 
• Temperatura bucal: 36 a 37,4°C; 
• Temperatura retal: 36 a 37,5°C, ou seja, 0,5°C maior que a axilar.
MAPA MENTAL: INSPEÇÃO GERAL
Estado Geral
Desenvolvimento
Físico
Postura ou Atitude
na posição ereta
Avaliação
Antropométrica
Estado de Hidratação
Marcha
Estado Nutricional
Exame das Mucosas
Atitude e Decúbito Fácies Biotipo ou Tipo
Morfológico
Fonte: elaborado pelo autor.
MAPA MENTAL: SINAIS VITAIS
Pressão Arterial
Frequência Respiratória
Temperatura
Frequência Cardíaca
Fonte: elaborado pelo autor.
Inspeção geral e sinais vitais   21
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Porto, Celmo Celeno. Porto, Arnaldo Lemos. Exame clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2017.
Swartz, Mark H. Tratado de semiologia médica: história e exame clínico. 7. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2015.
Bickley, Lynn S. Szilagyi, Peter G. Hoffman, Richard M. Bates, propedêutica médica. 
12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
Junior, Fernando Veiga Angélico. Souza, Aspásia Basile Gest’eira. Manual de exame 
físico. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Talley, Nicholas J. O’Connor, Simon. Guia prático de exame clínico: uma introdução 
às habilidades clínicas (e como passar nos seus exames). 4. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2019.
REFERÊNCIAS DE IMAGENS
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . Acesso em: 14/02/2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . Acesso em: 14/02/2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . Acesso 
em: 14/02/2023
Celik, O., Niyazoglu, M., Soylu, H., & Kadioglu, P. (2012). Iatrogenic Cushing's syndrome 
with inhaled steroid plus antidepressant drugs. Multidisciplinary respiratory medicine, 
7(1), 26. https://doi.org/10.1186/2049-6958-7-26
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . 
Acesso em: 14/02/2023
Staufenbiel, I., Hauschild, C., Kahl-Nieke, B., Vahle-Hinz, E., von Kodolitsch, Y., Berner, M., 
Bauss, O., Geurtsen, W., & Rahman, A. (2013). Periodontal conditions in patients with 
Marfan syndrome - a multicenter case control study. BMC oral health, 13, 59. https://
doi.org/10.1186/1472-6831-13-59
Inspeção geral e sinais vitais   22
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . 
Acesso em: 14/02/2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . 
Acesso em: 14/02/2023
Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . Acesso 
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Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: . Acesso em: 14/02/2023
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Imagem utilizada sob licençada Shutterstock.com, disponível em: . Acesso em: 14/02/2023
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	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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