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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CURSO DE SERVIÇO SOCIAL ARTENILDA MAGALHÃES DE LIMA ANÁLISE CRÍTICA DA ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO CRAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NO FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS Matrícula: 235325 ANÁLISE CRÍTICA Supervisor(a) Acadêmico(a) ________________________________ Supervisor(a) de Campo ________________________________ TABATINGA – AM 2026 1 ARTENILDA MAGALHÃES DE LIMA ANÁLISE CRÍTICA DA ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO CRAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NO FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS Projeto de análise crítica apresentado ao Curso de Serviço Social da Universidade Paulista – UNIP, como atividade acadêmica vinculada ao estágio supervisionado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Supervisor(a) acadêmico(a): __________________________________ Supervisor(a) de campo: ______________________________________ TABATINGA – AM 2026 2 1 INTRODUÇÃO A assistência social é uma política pública de seguridade social destinada a garantir proteção social a indivíduos e famílias em situações de vulnerabilidade e risco. No âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) constitui uma unidade pública estatal de referência da Proteção Social Básica, responsável por organizar e ofertar serviços, programas e benefícios socioassistenciais em seu território. A inserção do Serviço Social no CRAS exige uma atuação crítica, ética e comprometida com os direitos sociais. O trabalho profissional não se limita ao atendimento imediato de demandas: envolve acolhida, escuta qualificada, orientação, acompanhamento familiar, articulação com a rede de serviços e identificação das expressões da questão social que atravessam a vida dos usuários. Este projeto propõe uma análise crítica da atuação do Serviço Social no CRAS, com ênfase nos desafios e nas possibilidades de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). O tema relaciona os fundamentos da política de assistência social às atribuições profissionais e às questões observáveis no cotidiano do estágio supervisionado. A análise é apresentada como estudo bibliográfico e documental, articulado à reflexão orientada sobre o campo de estágio. Para a versão final, recomenda-se inserir exemplos reais observados no CRAS, sem identificar usuários ou expor informações sigilosas. 2 DELIMITAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA Tema: A atuação do Serviço Social no CRAS e sua contribuição para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários no âmbito da Proteção Social Básica. Problema de pesquisa: De que maneira a atuação do(a) assistente social no CRAS, especialmente por meio do PAIF e da articulação em rede, pode contribuir para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, diante dos limites institucionais e das desigualdades sociais vivenciadas pelas famílias? A questão considera que a fragilização de vínculos não pode ser compreendida como falha individual ou familiar isolada. Ela se relaciona 3 também às condições concretas de vida, como desemprego, pobreza, insuficiência de serviços públicos, violência, discriminação e dificuldades de acesso a direitos. 3 JUSTIFICATIVA A escolha do tema decorre da relevância do CRAS como porta de entrada da Proteção Social Básica e espaço de referência para famílias que vivenciam vulnerabilidades sociais. A experiência de estágio possibilita aproximar os conteúdos estudados na graduação das demandas concretas apresentadas pela população, contribuindo para uma formação profissional crítica. O debate é pertinente ao Serviço Social porque permite refletir sobre a defesa de direitos, a autonomia dos usuários, o respeito à diversidade dos arranjos familiares e a necessidade de superar práticas moralizantes ou culpabilizadoras. Também favorece a compreensão dos limites da intervenção profissional quando há insuficiência de recursos, equipes reduzidas ou fragilidade na articulação intersetorial. A análise pode contribuir para qualificar o olhar sobre o trabalho desenvolvido no CRAS, reconhecendo tanto as possibilidades de acolhida, acompanhamento e prevenção de riscos quanto os desafios estruturais que não podem ser resolvidos apenas pela ação individual do profissional. 4 OBJETIVOS 4.1 Objetivo geral Analisar criticamente a atuação do Serviço Social no CRAS, destacando suas contribuições, desafios e possibilidades para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários no âmbito da Proteção Social Básica. 4.2 Objetivos específicos • Compreender o papel do CRAS e do PAIF na organização da Proteção Social Básica; • Relacionar as atribuições do(a) assistente social no CRAS aos princípios ético-políticos da profissão; • Refletir sobre os limites institucionais e sociais que interferem no acompanhamento das famílias; 4 • Identificar possibilidades de atuação profissional pautadas na garantia de direitos, na participação dos usuários e na articulação da rede. 5 REFERENCIAL TEÓRICO 5.1 A assistência social como direito e política pública A Constituição Federal de 1988 reconhece a assistência social como parte da seguridade social e estabelece que ela será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição. A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) regulamenta essa política e afirma seu caráter de direito do cidadão e dever do Estado. Essa perspectiva rompe, ao menos no plano normativo, com a compreensão da assistência como favor, caridade ou benefício condicionado à gratidão. A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) organiza a proteção social em níveis básico e especial. A Proteção Social Básica busca prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades, aquisições e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. O CRAS é uma unidade pública territorial que coordena e oferta serviços dessa proteção, considerando as características e necessidades do território. 5.2 O CRAS e o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família O PAIF é o serviço continuado de trabalho social com famílias ofertado no CRAS. Suas ações podem envolver acolhida, oficinas com famílias, ações comunitárias, ações particularizadas e encaminhamentos, conforme as orientações técnicas. O acompanhamento deve ser planejado, continuado e construído com participação das famílias, respeitando suas escolhas, trajetórias e diferentes formas de organização. Fortalecer vínculos não significa impor um modelo único de família nem responsabilizar seus integrantes por problemas produzidos socialmente. Significa apoiar relações de cuidado e convivência, ampliar o acesso a direitos e favorecer a participação comunitária, sem desconsiderar situações de violência ou violações que demandem proteção especializada. 5 5.3 A atuação profissional e o compromisso ético O trabalho do(a) assistente social no CRAS deve estar orientado pelo Código de Ética Profissional, pela Lei de Regulamentação da Profissão e pelos parâmetros de atuação na política de assistência social. Entre os compromissos centrais estão a defesa intransigente dos direitos humanos, a ampliação da cidadania, o combate a preconceitos e a qualidade dos serviços prestados. A intervenção requer análise das condições de vida, escuta respeitosa, informação clara sobre direitos, registros técnicos adequados e articulação com outras políticas públicas. O encaminhamento, por si só, não garante acesso: é necessário acompanhar os fluxos da rede e reconhecer barreiras territoriais, econômicas, culturais e institucionais. 5.4 Questão social, território e trabalho em rede As demandas que chegam ao CRAS expressam desigualdades sociais e formas diversas de desproteção. Por isso, a análise profissional precisa ultrapassar explicações individualizantes e considerar renda, trabalho, moradia, acesso à saúde e à educação, relações comunitárias e presença de serviços públicos no território. A articulação em rede com saúde, educação, habitação, sistema de garantia de direitos e organizaçõescomunitárias pode ampliar as respostas às necessidades das famílias. Entretanto, a intersetorialidade depende de comunicação, responsabilidades definidas e oferta efetiva de serviços; não deve se transformar em transferência de responsabilidades entre instituições. 6 METODOLOGIA O projeto adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e reflexivo, baseada em pesquisa bibliográfica e documental. Serão utilizados marcos legais e normativos da assistência social, documentos técnicos do SUAS e literatura da área de Serviço Social. A dimensão de campo será desenvolvida a partir de observações e atividades efetivamente realizadas durante o estágio supervisionado no CRAS, registradas de forma ética e sem identificação de usuários. A análise poderá considerar: formas de acolhida e orientação; demandas recorrentes; estratégias de acompanhamento familiar; articulação com 6 a rede; participação dos usuários; e limites materiais e institucionais percebidos. Não serão reproduzidos nomes, endereços, prontuários, imagens ou detalhes que permitam identificar pessoas atendidas. A inclusão de situações concretas deverá respeitar o sigilo profissional, as orientações da supervisão e as normas da instituição de ensino e do campo de estágio. 7 ANÁLISE CRÍTICA 7.1 Potencialidades da atuação no CRAS O CRAS pode constituir espaço estratégico de acesso à informação, acolhida e proteção social. Quando o trabalho é continuado e realizado com participação das famílias, favorece a identificação de necessidades, o acesso a benefícios e serviços e a construção de estratégias para enfrentar situações de vulnerabilidade. A proximidade territorial também pode facilitar o reconhecimento de recursos comunitários e barreiras de acesso. A atuação profissional ganha qualidade quando evita julgamentos morais, reconhece os usuários como sujeitos de direitos e articula respostas individuais, familiares e coletivas. Ações grupais e comunitárias, quando adequadas à realidade local, podem promover troca de experiências, circulação de informações e participação social. 7.2 Limites e contradições A efetividade do trabalho social é condicionada por fatores que ultrapassam a vontade do profissional. A pobreza e a desigualdade, a insuficiência de políticas públicas, a alta demanda, a precarização das condições de trabalho e a descontinuidade de serviços podem restringir o acompanhamento. Nesses contextos, existe o risco de que o atendimento se concentre em respostas emergenciais e burocráticas, reduzindo o tempo destinado ao trabalho social continuado. Outra contradição aparece quando problemas estruturais são interpretados como incapacidade das famílias. A exigência de participação ou cumprimento de orientações, sem considerar as condições reais de vida, pode produzir culpabilização e afastamento dos usuários. A perspectiva crítica exige reconhecer limites, construir alternativas possíveis e defender condições institucionais adequadas para a garantia de direitos. 7 7.3 Possibilidades de aprimoramento Entre as possibilidades estão o planejamento do acompanhamento com objetivos construídos junto às famílias; a avaliação periódica das ações; o fortalecimento dos espaços coletivos; a articulação sistemática com a rede; a produção de registros técnicos que contribuam para a continuidade do trabalho; e a educação permanente das equipes. No estágio, a análise dessas dimensões deve partir de evidências observadas, distinguindo o que foi efetivamente realizado daquilo que constitui recomendação. Essa postura evita generalizações sobre a unidade e transforma a experiência em reflexão acadêmica responsável. 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise permite compreender que o CRAS ocupa lugar fundamental na Proteção Social Básica, mas que sua contribuição para o fortalecimento de vínculos depende de trabalho social continuado, participação dos usuários e acesso efetivo às políticas públicas. O PAIF oferece possibilidades de acompanhamento e prevenção de riscos, desde que não seja reduzido a atendimentos pontuais ou ações burocráticas. A atuação do Serviço Social deve articular competência técnica, compromisso ético e leitura crítica da realidade, reconhecendo as famílias em sua diversidade e evitando explicações que individualizem desigualdades. Os limites institucionais precisam ser analisados como parte das condições objetivas do trabalho, e não como responsabilidade exclusiva dos profissionais ou dos usuários. Conclui-se que o estágio supervisionado é oportunidade de relacionar teoria e prática, desenvolver postura investigativa e compreender a importância da defesa de direitos no cotidiano do CRAS. Para finalizar a versão acadêmica, é essencial complementar esta base com observações reais do campo, validadas pela supervisão, e conferir as orientações específicas da disciplina da UNIP. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. BRASIL. Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 8 dez. 1993. 8 BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004; Norma Operacional Básica – NOB/SUAS. Brasília, DF: MDS, 2005. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Brasília, DF: MDS, 2009. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Orientações técnicas sobre o PAIF: trabalho social com famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF. Brasília, DF: MDS, 2012. v. 2. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Código de Ética do/a Assistente Social. 10. ed. rev. e atual. Brasília, DF: CFESS, 2012. CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Parâmetros para atuação de assistentes sociais na Política de Assistência Social. Brasília, DF: CFESS, 2011. Nota para entrega: Este arquivo é uma base acadêmica organizada em formato próximo às normas ABNT. Antes de enviar à UNIP, confirme o número de matrícula, o nome oficial da unidade/campus, o título exigido pela disciplina e os nomes dos supervisores. Acrescente exemplos reais do estágio, sem dados identificáveis, e ajuste às orientações da professora.