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NORMA ABNT NBR BRASILEIRA 14626 Segunda edição 31.05.2010 Válida a partir de 30.06.2010 Equipamento de proteção individual contra queda de altura Trava-queda deslizante guiado em linha flexível Personal protective equipment against falls from a height Guided type fall arresters including a flexible anchor line Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 ICS 13.340 ISBN 978-85-07-02084-4 ASSOCIAÇÃO Número de referência BRASILEIRA ABNT NBR 14626:2010 DE NORMAS TÉCNICAS 12 páginas © ABNT 2010 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 © ABNT 2010 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av.Treze de Maio, 13 - 28° andar 20031-901 Rio de Janeiro RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br ii © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 Sumário Página Prefácio iv 1 Escopo 1 2 Referências normativas 1 3 Termos e definições 1 4 Requisitos 2 4.1 Projeto e ergonomia 2 4.2 Materiais e construção 3 4.2.1 Generalidades 3 4.2.2 Cordas de fibra e fitas 3 4.2.3 Cabos metálicos 4 4.3 Travamento 4 4.3.1 Generalidades 4 4.3.2 Travamento depois do condicionamento 4 4.3.3 Travamento depois do condicionamento opcional 4 4.4 Resistência estática 4 4.4.1 Linha de ancoragem 4 4.4.2 Trava-queda deslizante guiado em linha flexível com extensor e conector 4 4.5 Comportamento dinâmico 4 4.6 Resistência a corrosão 5 4.7 Marcação e instrução de uso 5 5 Métodos de ensaio 5 para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 5.1 Ensaio de travamento depois do condicionamento 5 5.1.1 Aparelhagem 5 5.1.2 Condicionamento 6 5.1.3 Condicionamento opcional 7 5.1.4 Ensaio de travamento depois do condicionamento 7 5.2 Ensaio de comportamento estático 8 5.2.1 Aparelhagem 8 5.2.2 Procedimento para a linha de ancoragem 8 5.2.3 Procedimento para o trava-queda deslizante em linha flexível 8 5.3 Ensaio de comportamento dinâmico 8 5.3.1 Aparelhagem 8 5.3.2 Procedimento 9 5.4 Ensaio de corrosão 10 6 Marcação 10 7 Manual de instruções 11 8 Embalagem 12 Figuras Figura 1 Câmara de condicionamento à poeira 6 Figura 2 Massa rígida de aço 9 Figura 3 Ensaio de comportamento dinâmico de um trava-queda deslizante com linha de ancoragem flexível 10 Figura 4 - Pictograma para indicação de leitura do manual de instruções 11 ABNT 2010 Todos os direitos reservados iii Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes. A ABNT NBR 14626 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual (ABNT/CB-32), pela Comissão de Estudo de Trava-Queda (CE-32.004.01). seu Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital 01, de 23.12.2009 a 22.02.2010, com número de Projeto ABNT NBR 14626. 0 seu Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital 04, de 12.04.2010 a 11.05.2010, com 0 número de Projeto ABNT NBR 14626. Esta Norma é baseada na EN 353-2:2002. Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 14626:2000), a qual foi tecnicamente revisada. Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte: Scope This Standard specifies the requirements, test methods, marking, instruction manual and packaging for fall arrester device for flexible anchorage life line (ropes and steel cable). iv © ABNT 2010 Todos os direitos reservados Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 NORMA BRASILEIRA Equipamento de proteção individual contra queda de altura Trava- queda deslizante guiado em linha flexível 1 Escopo Esta Norma especifica requisitos, métodos de ensaios, marcação, manual de instruções e embalagem para trava-quedas deslizante guiado em linha flexível. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam- se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR 8094, Material metálico revestido e não-revestido Corrosão por exposição à névoa salina ABNT NBR 14629, Equipamento de proteção individual contra queda de altura Absorvedor de energia ABNT NBR 15836, Equipamento de proteção individual contra queda de altura Cinturão de segurança tipo para-quedista Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 ABNT NBR 15837, Equipamento de proteção individual contra queda de altura Conectores ABNT NBR ISO 2408, Cabos de aço para uso geral Requisitos mínimos ABNT NBR NM-ISO 7500-1, Materiais metálicos Calibração de máquinas de ensaio estático uniaxial Parte 1: Máquinas de ensaio de tração/compressão Calibração do sistema de medição da força 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se seguintes termos e definições. 3.1 trava-queda deslizante dispositivo antiquedas que dispõe de uma função de bloqueio automático e de um mecanismo de guia NOTA trava-queda deslizante se desloca ao longo de uma linha de ancoragem, acompanhando usuário sem exigir sua intervenção manual, durante as mudanças de posição para cima ou para baixo, e se bloqueia automaticamente sobre a linha de ancoragem quando ocorrer uma queda. 3.2 trava-queda deslizante guiado em linha f exível trava-queda deslizante com bloqueio automático unido à linha de ancoragem flexível e conector ou extensor terminado em um conector NOTA trava-queda deslizante guiado em linha flexível pode ter incorporado um meio de dissipação de energia entre o trava-queda deslizante e cinturão de segurança tipo para-quedista. Pode ser incorporado um absorvedor de energia à linha de ancoragem. ABNT 2010 Todos os direitos reservados 1 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 3.3 linha de ancoragem flexível linha de ancoragem flexível constituída de uma corda de fibras sintéticas ou um cabo metálico, planejada para ser fixada em um ponto de ancoragem superior 3.4 ponto de ancoragem ponto com resistência mecânica superior a 15 kN, destinado a fixar a linha de ancoragem flexível 3.5 força de frenagem máxima força (força de pico) medida no ponto ou linha de ancoragem durante período de frenagem do ensaio de desempenho dinâmico 3.6 deslocamento de queda distância vertical H compreendida entre a posição inicial (início da queda livre) e a posição final (equilíbrio depois da parada) NOTA deslocamento de queda é expresso em metros. 3.7 cinturão de segurança tipo para-quedista componente de um sistema de proteção contra queda, constituído por um dispositivo preso ao corpo, destinado a deter as quedas Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL NOTA cinturão de segurança tipo para-quedista pode consistir em fitas, ajustadores, fivelas e outros elementos, dispostos e acomodados de forma adequada e ergonômica sobre corpo de uma pessoa para sustentá-la durante uma queda e depois de sua detenção. 3.8 extensor componente ou elemento de conexão de um trava-queda deslizante NOTA extensor pode ser constituído de uma corda de fibras sintéticas, um cabo metálico, uma fita de fibras sintéticas ou uma corrente. 3.9 absorvedor de energia componente ou elemento de um sistema antiquedas projetado para dissipar a energia cinética desenvolvida durante uma queda de uma determinada altura 4 Requisitos 4.1 Projeto e ergonomia trava-queda deslizante deve ser projetado e fabricado de forma que: nas condições de utilização previsíveis para as quais se destina, usuário possa desenvolver normalmente a atividade que lhe expõe a riscos, dispondo de uma proteção adequada de um nível tão elevado quanto possível; 2 © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 nas condições normais de utilização não gere fatores de incômodo, desde que 0 trava-queda adquirido seja adequado ao tipo de trabalho previsto; 0 usuário possa colocar-se 0 mais facilmente possível na posição adequada e manter-se nela durante tempo de utilização previsto, tendo em conta os fatores ambientais, movimentos a realizar e posturas a adotar; seja mais leve possível, sem prejuízo da solidez de sua construção nem de sua eficácia; depois da detenção, assegure uma posição correta do usuário na qual pode, dadas as circunstâncias, esperar ajuda. 4.2 Materiais e construção 4.2.1 Generalidades A linha de ancoragem flexível deve ser fixada em um ponto de ancoragem superior e deve possuir um batente superior, ou ser capaz de ajustar-se a um batente superior, para evitar que trava-queda deslizante se separe, de modo involuntário, da linha de ancoragem. Se um trava-queda deslizante possuir uma trava manual (mecanismo que bloqueia trava-queda deslizante na linha de ancoragem), extremo inferior da linha de ancoragem flexível deve ter uma terminação, por exemplo, um terminal inferior fixo ou um lastro. Uma linha de ancoragem flexível feita de cabo metálico deve ser dotada, em todos os casos, de um terminal inferior ou um lastro. Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 Um trava-queda deslizante deve estar equipado com um conector ou com um extensor mais um conector, com um comprimento máximo de 1 m, incluindo, se for caso, absorvedor de energia e conectores. Se possuir somente conector, este pode estar unido de modo permanente ou ser separável. comprimento L1 do extensor deve ser especificado pelo fabricante e estar indicado nas instruções de uso. extensor pode ser fabricado com uma corda ou fita de fibras sintéticas, um cabo metálico ou uma corrente. trava-queda deslizante pode possuir um mecanismo para a sua abertura. Se for esse caso, tal mecanismo deve ser projetado de forma que só pode ser aberto ou fechado, mediante duas ações manuais consecutivas e voluntárias. Qualquer absorvedor de energia a ser utilizado com um trava-queda deslizante deve estar em conformidade com a ABNT NBR 14629. Os absorvedores de energia integrados com um extensor devem estar de acordo com a ABNT NBR 14629, embora não seja exigido o ensaio de resistência dinâmica da ABNT NBR 14629. Qualquer conector a ser usado com um trava-queda deslizante deve estar de acordo com a ABNT NBR 4.2.2 Cordas de fibra e fitas As cordas de fibra, as fitas e os fios de costura devem ser fabricados de fibras sintéticas virgens mono ou multifilamento, adequadas para uso previsto. A resistência à ruptura das fibras sintéticas deve ser pelo menos de 0,6 N/tex. Não é aceitável 0 uso do polipropileno como matéria prima. © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados 3 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 4.2.3 Cabos metálicos Os cabos metálicos devem ser de aço e as sapatilhas embutidas nos terminais devem ser de um material metálico dúctil. Os cabos metálicos não fabricados de aço inoxidável devem ser galvanizados de acordo com a ABNT NBR ISO 2408. 4.3 Travamento 4.3.1 Generalidades A distância H deve ser HABNT NBR 14626:2010 4.6 hResistência a corrosão Depois de executado ensaio descrito em 5.4, deve-se examinar todas as partes que constituem trava-queda deslizante. Se for necessário, para ter um acesso visual de elementos internos, deve- se desmontar 0 trava-queda. 0 resultado do ensaio é considerado negativo se existirem sinais de corrosão que possam afetar funcionamento do trava-queda deslizante. A presença de embaçamento e de carbonização branca é aceitável. 4.7 Marcação e instrução de uso A marcação do trava-queda deslizante em linha flexível deve ser de acordo com a Seção 6. Com trava-queda deslizante em linha flexível, devem ser fornecidas instruções de uso de acordo com a Seção 7. 5 Métodos de ensaio 5.1 Ensaio de travamento depois do condicionamento 5.1.1 Aparelhagem 5.1.1.1 Aparelhagem para o ensaio de condicionamento 5.1.1.1.1 Calor: a câmara deve ser capaz de manter uma temperatura de (50 ± 2) °C e umidade Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 relativa de (85 5) %. 5.1.1.1.2 Frio: a câmara refrigerada deve poder ser mantida a 30 2) °C. 5.1.1.1.3 Umidade: 0 equipamento de pulverização de água deve ser capaz de proporcionar um volume de (1 0,2) L/min. A temperatura da água deve ser compreendida entre 10 °C e 30 °C. 5.1.1.1.4 Poeira: é conveniente que a câmara seja um recinto cúbico de 1 m de aresta interna (ver Figura 1), que conterá a poeira destinada a ser agitada por meio de uma corrente de ar na pres- são de 6 A caixa deve dispor de uma aeração e de um filtro de ar. 0 teto da câmara deve permitir a passagem de uma linha de ancoragem, verticalmente, para fazer funcionar 0 mecanismo submetido a ensaio. © ABNT 2010 Todos os direitos reservados 5 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 Dimensões em milímetros 1 2 200 200 200 1 200 3 Legenda 1 Tubulação de ar com diâmetro interno de 6 mm 2 Cubo de mm (dimensão interna da aresta) Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 3 Nível do solo Figura 1 Câmara de condicionamento à poeira 5.1.1.2 Aparelhagem para ensaio de travamento equipamento para o ensaio de travamento é formado por uma estrutura rígida e uma massa de ensaio de (5 0,05) kg. 5.1.2 Condicionamento 5.1.2.1 Geral Um período mínimo de 2 h deve transcorrer entre os ensaios de condicionamento, com o trava-queda nas condições ambientais e à temperatura do laboratório. 5.1.2.2 Condicionamento ao calor Colocar 0 trava-queda deslizante durante 2 h em uma câmara aquecida na temperatura de (50 ± 2) °C com umidade relativa de (85 5) %. Retirar o trava-queda deslizante e, antes de transcorridos 90 submeter ao ensaio de acordo com os requisitos descritos em 5.1.4. 5.1.2.3 Condicionamento ao frio Colocar 0 trava-queda deslizante durante 2 h em uma câmara refrigerada na temperatura de (- 30 2) °C. Retirar trava-queda deslizante e, antes de transcorridos 90 S, submeter ao ensaio de acordo com os requisitos descritos em 5.1.4. 6 © ABNT 2010 Todos os direitos reservados Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 5.1.2.4 Condicionamento à umidade Colocar trava-queda deslizante verticalmente em um tanque e pulverizar sobre este água durante 3h. Retirar 0 trava-queda deslizante e, antes de transcorridos 90 S, submeter ao ensaio de acordo com os requisitos descritos em 5.1.4. Amostras diferentes de linha de ancoragem devem ser utilizadas nos condicionamentos opcionais. NOTA A amostra de trava-queda utilizada nos anteriores pode ser utilizada no condicionamento a óleo, mas é necessária uma nova amostra no condicionamento a poeira. 5.1.3 Condicionamento opcional 5.1.3.1 Condicionamento à poeira Colocar o trava-queda deslizante e sua linha de ancoragem, em condições de trabalho, a 150 mm da base da câmara. Passar uma corda através do teto da câmara, de maneira que se possa movimentar o trava-queda sobre a linha. Depositar 5 kg de cimento seco sobre solo da câmara e, a cada 5 min, agitar com jatos de contínuo durante 2 S. Depois de 1 h, e começando simultaneamente com as correntes de ar, realizar a seguinte seqüência de movimentos. Elevar dispositivo tão alto quanto permitir teto da câmara e voltar a baixar até a posição inicial. Repetir esta operação 10 vezes no intervalo entre 1 min e 5 min. Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Repetir a seqüência de movimentos a cada hora até que tenham sido realizadas cinco seqüências de movimentos. Depois da última de movimentos, suspender as correntes de ar. Deixar que a poeira se deposite durante 15 min e retirar o trava-queda e a linha de ancoragem da câmara. Submeter ao ensaio de acordo com os requisitos descritos em 5.1.4. 5.1.3.2 Condicionamento a óleo Submergir a linha de ancoragem em diesel combustível de qualidade comercial na temperatura de (20 ± 2) °C, durante no mínimo 30 min. Retirar a linha de ancoragem do combustível e deixar escorrer durante 24 h. Submeter ao ensaio de acordo com descrito em 5.1.4. 5.1.4 Ensaio de travamento depois do Fixar a linha de ancoragem flexível na ancoragem estrutural. Situando o trava-queda deslizante a menos de 300 mm da parte superior da linha de ancoragem flexível, unir trava-queda com uma massa de (5 0,05) kg, por meio de seu extensor e seus conectores, conforme especificado pelo fabricante. Suspender a massa acima do trava-queda, tão alto quanto permitirem extensor e os conectores, na distância horizontal máxima de 300 mm, da linha de ancoragem. Reter a massa por meio do dispositivo de desacoplamento rápido. Deixar cair a massa. Depois da queda e, com a massa em repouso, medir o deslocamento H (ver Figura 3). © ABNT 2010 Todos os direitos reservados 7 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 Comprovar se o trava-queda deslizante em linha flexível pode ser desbloqueado. A massa mínima deve ser de 5 kg, porém pode ser aumentada por incrementos de 1 kg até alcançar a massa que faz funcionar 0 trava-queda. Esta determinação de massa apropriada de travamento deve ser feita antes de cada ensaio de condicionamento. 5.2 Ensaio de comportamento estático 5.2.1 Aparelhagem 5.2.1.1 Máquina de ensaio A máquina de ensaio deve estar de acordo com a ABNT NBR NM-ISO 7500-1. 5.2.1.2 Velocidade de aplicação da força 5.2.1.2.1 Materiais metálicos: a velocidade de separação dos cabeçotes da máquina deve situar-se entre 50 mm/min e 150 mm/min, e deve estar de acordo com a ABNT NBR NM-ISO 7500-1. 5.2.1.2.2 Materiais têxteis: para os componentes com comprimento compreendido entre 1,0 m e 2,0 m, a velocidade de separação dos cabeçotes da máquina deve situar-se entre 50 mm/min e 150 mm/min. 5.2.2 Procedimento para a linha de ancoragem A partir da extremidade superior da corda de ancoragem, é obtido um corpo-de-prova com comprimento Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 de 2,0 m com um terminal idêntico ao terminal superior. Alternativamente, 0 fabricante pode submeter a ensaio corpos-de-prova já preparados para isto. Colocar o da corda de ancoragem na máquina de ensaio e submeter à força de ensaio estático especificada entre suas duas extremidades durante 3 min. Comprovar que a corda não se rompeu. 5.2.3 Procedimento para trava-queda deslizante em linha flexível Montar o trava-queda deslizante na máquina de ensaio através de um dispositivo adequado e submeter o trava-queda, incluindo extensor e 0 conector, à força de ensaio especificada por 3 min. 5.3 Ensaio de comportamento dinâmico 5.3.1 Aparelhagem 5.3.1.1 Estrutura A estrutura rígida de ancoragem deve ser construída de forma que a aplicação de uma força de 20 kN no ponto de ancoragem não provoque uma flecha superior a 1,0 mm. ponto rígido de ancoragem deve ser um aro de (20 1) mm de diâmetro interno e (15 + 1) mm de diâmetro de seção transversal, ou um cilindro do mesmo diâmetro de seção transversal. A altura do ponto rígido de ancoragem deve ser tal que nenhuma parte do componente ou sistema submetido a ensaio, da massa, golpeie solo durante o 8 © ABNT 2010 Todos os direitos reservados Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 5.3.1.2 Massas rígidas de aço A massa rígida de aço de (100 1) kg, conforme o caso, deve ser conectada de maneira rígida a um aro de levantamento para obter uma conexão segura. A massa de 100 kg deve ter um diâmetro nominal de 200 mm. aro de levantamento deve estar situado no centro de uma de suas extremidades, permitindo uma posição deslocada a um mínimo de 25 mm da borda (ver Figura 2) por causa das restrições na distância horizontal impostas por deter- minados equipamentos e procedimentos de ensaio. 25 min. Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 Figura 2 Massa rígida de aço 5.3.1.3 Dispositivo de desacoplamento rápido 0 dispositivo de desacoplamento rápido deve ser compatível com os aros de levantamento das mas- sas rígidas de aço descritas em 5.3.1.2. Deve permitir um desacoplamento da massa rígida de aço sem velocidade inicial. 5.3.2 Procedimento Fixar a parte superior da linha de ancoragem no ponto de ancoragem estrutural rígido que inclui a célula de carga, conforme indicado na Figura 3. Manter trava-queda deslizante como nas condições de utilização normais, a menos de 300 mm da parte superior da linha de ancoragem. Unir trava-queda deslizante com uma massa de 100 kg por meio de seu extensor e seus conectores. Suspender a massa acima do trava-queda deslizante, tão alto quanto permitirem 0 extensor e os conectores, na distância horizontal máxima de 300 mm da ancoragem estrutural. A massa é retida por meio do dispositivo de desacoplamento rápido. Deixar cair a massa e medir a força máxima durante a etapa de parada. Depois da queda, com a massa em repouso, medir 0 deslocamento H do ponto de acoplamento da massa. ABNT 2010 Todos os direitos reservados 9 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 Dimensões em milímetros 300 máx 1 300 máx 3 H 2 Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 Legenda 1 Célula de carga 2 Trava-queda deslizante 3 Massa de 100 kg Figura 3 Ensaio de comportamento dinâmico de um trava-queda deslizante com linha de ancoragem flexível 5.4 Ensaio de corrosão Submeter o trava-queda deslizante ao ensaio na névoa salina de acordo com a ABNT NBR 8094, com uma primeira exposição de 24 h, seguida de 1 h de secagem, depois uma nova exposição de 24 h. Verificar se as exigências descritas em 4.6 são respeitadas. 6 Marcação A marcação sobre trava-queda deslizante deve estar escrita em português, de forma legível e indelével, por método apropriado que não afete a integridade dos materiais Além disso, a marcação deve incluir as seguintes informações: a) sobre trava-queda deslizante, um pictograma que indique ao usuário que se deve ler 0 manual de instruções fornecido pelo fabricante (ver Figura 4); 10 © ABNT 2010 Todos os direitos reservados Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 b) sobre trava-queda deslizante, uma indicação da posição correta de uso; c) uma indicação informando ao usuário que deve ser utilizada somente a linha de ancoragem flexível especificada pelo fabricante, por exemplo, "Utilize somente a linha de ancoragem correta"; d) identificação do modelo e de que é um trava-queda deslizante para linha flexível; e) número desta Norma. i "LEIA MANUAL" Figura 4 Pictograma para indicação de leitura do manual de instruções 7 Manual de instruções As informações fornecidas pelo fabricante devem estar escritas em português. Devem ser incluídas orientações ou informações aplicáveis em trava-queda deslizante, sobre seguinte: a) como conectar 0 trava-queda a um cinturão de segurança, que inclui um elemento de engate Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 posicionado adequadamente para trava-queda deslizante; b) recomendações para a correta instalação da linha de ancoragem flexível com trava-queda deslizante a um ponto de ancoragem confiável, assim como o modo de conectar trava-queda aos outros componentes do sistema, quando houver; c) comprimento do extensor e sobre que condições ele pode ser utilizado; d) as características requeridas para um ponto de ancoragem confiável; e) como assegurar a compatibilidade de qualquer dos componentes a ser usado com trava-queda deslizante, por exemplo, mediante a referência a outras normas; f) 0 diâmetro e o modelo ou tipo de linha de ancoragem a ser usado com trava-queda deslizante, assim como a informação de que só podem ser usadas as linhas de ancoragem estabelecidas pelo fabricante; g) caso seja fornecido um sistema completo, que seus componentes não podem ser substituídos por outros distintos; h) a maneira correta de utilizar 0 trava-queda deslizante sobre a linha de ancoragem flexível; i) se o trava-queda deslizante puder ser retirado da linha flexível, como se pode colocar e retirar; j) uma advertência de que nos primeiros metros, no caso de uma queda, pode haver um choque contra o solo, e por isso usuário deve tomar precauções especiais na subida e na © ABNT 2010 Todos os direitos reservados 11 Impresso por: cb32ABNT NBR 14626:2010 k) espaço mínimo por debaixo dos pés do usuário, com objetivo de evitar choques com a estrutura ou com solo depois de uma queda. Deve-se para isso ter em conta deslocamento de queda H (ver 3.6), O alongamento da linha de ancoragem, a deformação do cinturão de segurança e um comprimento adicional de 1 m; I) as matérias-primas utilizadas na fabricação da linha de ancoragem; m) as indicações relativas às limitações que apresentam materiais componentes do trava-queda ou aos perigos que podem afetar comportamento destes materiais, como, por exemplo, a temperatura, produtos químicos, as arestas agudas, a abrasão, os cortes, a radiação ultravioleta etc.; n) uma indicação de que, antes de utilizar trava-queda, se tenham tomado as providências adequadas para resgatar o usuário, de forma segura, se necessário; o) uma indicação de que O uso do trava-queda está reservado a pessoas qualificadas e que tenham recebido uma formação adequada ou então que seja utilizado sob a supervisão de um superior apto para isso; p) como limpar produto, incluindo sua higienização, sem efeitos adversos; q) a provável duração do trava-queda (obsolescência), ou a maneira pela qual pode ser determinada; r) como proteger trava-queda durante transporte; Exemplar para uso exclusivo ABNT/CB-32 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 33.402.892/0002-97 s) significado de qualquer marcação indicada no trava-queda; t) a necessidade de efetuar verificações regulares do trava-queda deslizante, antes de sua utilização para detectar qualquer sinal de desgaste ou deterioração; u) informação de que trava-queda deslizante não pode sofrer qualquer tipo de alteração e/ou reparo; v) número desta Norma; w) informações de que trava-queda deve ser descartado após a retenção de uma queda ou a observação de qualquer abertura, dano ou deformação da parte ativa do trava-queda. Recomenda-se utilização de ilustrações para facilitar entendimento do usuário quanto ao uso correto do trava-queda. 8 Embalagem trava-queda deslizante deve ser fornecido empacotado, embora não necessariamente selado her- meticamente, em um material que proporcione uma determinada resistência à penetração de umidade. 12 © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Impresso por: cb32