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UNIPLAN
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
ANDREINA MACHADO RODRIGUES
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
AVALIAÇÃO INICIAL SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
ALTAMIRA - PA
2026
ANDREINA MACHADO RODRIGUES - UL23120326
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
AVALIAÇÃO INICIAL SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Trabalho acadêmico apresentado ao curso de
Bacharelado em Enfermagem do Centro
Universitário Planalto do Distrito Federal como
requisito parcial de avaliação, sob orientação
da enfermeira docente Joelma Santos de
Oliveira Souza.
ALTAMIRA - PA
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................................................1
2 OBJETIVOS................................................................................................................................................. 2
2.1 Objetivo geral.................................................................................................................................... 2
2.2 Objetivos específicos....................................................................................................................... 2
3 DESENVOLVIMENTO................................................................................................................................3
3.1 Conceitos e Rede de Atenção às Urgências...............................................................................3
3.2 Acolhimento triagem e classificação de risco..............................................................................3
3.3 Segurança da cena e avaliação primária ABCDE......................................................................3
3.4 Via aérea e emergências respiratórias.........................................................................................4
3.5 Circulação hemorragia e choque...................................................................................................4
3.6 Alteração neurológica convulsão e hipoglicemia........................................................................5
3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda............................................................................... 5
3.8 Acidente vascular cerebral..............................................................................................................6
3.9 Atendimento inicial ao trauma........................................................................................................ 6
3.10 Anafilaxia intoxicações e emergências ambientais..................................................................7
3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhentos.............................................................8
3.12 Emergências pediátricas e obstétricas.......................................................................................8
3.13 Parada cardiorrespiratória e suporte básico de vida................................................................9
3.14 Processo de Enfermagem comunicação e transporte.............................................................9
4 METODOLOGIA........................................................................................................................................11
5 CONCLUSÃO............................................................................................................................................12
6 REFERÊNCIAS......................................................................................................................................... 13
1
1 INTRODUÇÃO
Urgência e emergência correspondem a situações agudas que exigem
avaliação e intervenção em tempo oportuno. Na emergência existe risco imediato ou
potencial de morte, perda de função ou deterioração rápida; a urgência também
requer cuidado breve, embora a ameaça possa ser menos imediata. Em ambos os
casos, a prioridade é definida pela gravidade e não pela ordem de chegada.
O atendimento começa antes do diagnóstico definitivo. Segurança da cena,
reconhecimento de ameaças, avaliação ABCDE, monitoramento, intervenções
essenciais e reavaliação formam uma abordagem sistemática. O objetivo é tratar
primeiro aquilo que pode matar rapidamente e organizar a investigação sem
interromper medidas de estabilização.
No Sistema Único de Saúde, a Rede de Atenção às Urgências articula
Atenção Primária, SAMU 192, salas de estabilização, Unidades de Pronto
Atendimento, hospitais e atenção domiciliar. A regulação direciona o recurso e o
destino mais adequados. A comunicação entre os pontos reduz atrasos e repetições
desnecessárias.
A enfermagem atua no acolhimento, classificação de risco, suporte básico e
avançado conforme competência, administração de terapias, monitoramento,
segurança, registros e transferência do cuidado. Este trabalho apresenta os
principais fundamentos, situações clínicas e intervenções relacionadas à urgência e
emergência.
2
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Analisar a assistência em urgência e emergência, destacando avaliação inicial,
classificação de risco, condições tempo-dependentes, segurança e atuação da
enfermagem na rede do SUS.
2.2 Objetivos específicos
 Diferenciar urgência e emergência e descrever a rede assistencial.
 Explicar acolhimento, triagem e classificação de risco.
 Aplicar a abordagem ABCDE à pessoa agudamente enferma ou traumatizada.
 Reconhecer ameaças à via aérea, ventilação e circulação.
 Apresentar cuidados iniciais no choque e nas alterações neurológicas.
 Abordar síndrome coronariana aguda e acidente vascular cerebral.
 Descrever princípios do atendimento inicial ao trauma.
 Discutir anafilaxia, intoxicações, queimaduras e emergências ambientais.
 Apresentar suporte básico de vida na parada cardiorrespiratória.
 Organizar o Processo de Enfermagem, comunicação e transporte seguro.
3
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 Conceitos e Rede de Atenção às Urgências
A atenção de urgência busca resposta rápida, contínua e resolutiva, desde o
local do evento até o serviço definitivo. A Rede de Atenção às Urgências coordena
promoção, Atenção Básica, SAMU 192, UPA 24h, hospitais e cuidado domiciliar.
Cada ponto possui função específica, mas todos compartilham responsabilidade
pela continuidade.
O SAMU 192 funciona 24 horas, recebe chamadas pela Central de Regulação
e envia o recurso conforme necessidade. Informações objetivas sobre localização,
número de vítimas, riscos e estado clínico ajudam a definir orientação e equipe. O
solicitante deve seguir instruções e manter a linha disponível.
3.2 Acolhimento triagem e classificação de risco
A classificação de risco identifica quem precisa de atendimento imediato,
muito urgente, urgente ou menos urgente. Utiliza queixa, sinais vitais, mecanismo,
dor, idade, comorbidades e aparência geral. Não é diagnóstico nem instrumento
para negar cuidado; exige reavaliação, pois o paciente pode piorar enquanto espera.
Sinais de risco incluem via aérea ameaçada, esforço respiratório, choque,
alteração súbita da consciência, convulsão, déficit neurológico, dor torácica
sugestiva, hemorragia importante e trauma grave. A enfermagem documenta horário,
discriminadores, prioridade e mudanças clínicas.
3.3 Segurança da cena e avaliação primária ABCDE
No ambiente pré-hospitalar, a segurança da cena precede o contato: trânsito,
eletricidade, fogo, violência, substâncias e risco biológico devem ser avaliados. O
profissional utiliza proteção adequada, aciona recursos e evita tornar-se vítima. Em
múltiplas vítimas, triagem e comando organizam recursos limitados.
Etapa Avaliação e ações imediatas
A Via aérea Permeabilidade, proteção cervical e retirada de
obstrução visível
B Respiração Frequência, expansão, sons, saturação e suporte
ventilatório
C Circulação Pulso, perfusão, pressão, hemorragia e acesso
quando indicado
D Neurológico Consciência, pupilas, déficit, convulsão e glicemia
E Exposição Exame completo, temperatura, lesões e prevenção
de hipotermiaO ABCDE é realizado rapidamente e repetido após cada intervenção ou
mudança. Uma ameaça identificada é tratada antes de prosseguir. Enquanto um
4
membro avalia, outros podem monitorar, obter acesso, preparar material e coletar
histórico, desde que exista coordenação clara.
Após estabilização inicia-se avaliação secundária com história SAMPLE:
sinais e sintomas, alergias, medicamentos, passado médico e gestação, última
alimentação e eventos relacionados. O exame da cabeça aos pés e os exames
complementares não substituem reavaliação contínua.
3.4 Via aérea e emergências respiratórias
A via aérea pode ser ameaçada por secreção, sangue, vômito, corpo estranho,
edema, trauma ou rebaixamento de consciência. Incapacidade de falar, estridor,
roncos, voz alterada, agitação e movimentos paradoxais exigem intervenção. A
proteção cervical é mantida quando houver mecanismo compatível.
Problema Conduta inicial
Obstrução por secreção Posicionar e aspirar quando indicado
Corpo estranho Aplicar manobras conforme idade e responsividade
Apneia ou ventilação ineficaz Ventilar com bolsa-válvula-máscara e oxigênio
Broncoespasmo Broncodilatador e oxigênio conforme protocolo
Edema de via aérea Acionar suporte avançado e preparar via definitiva
Na respiração observam-se frequência, esforço, simetria, ausculta e
saturação. Asma grave, edema pulmonar, pneumotórax, embolia e pneumonia
podem causar insuficiência. Saturação normal não exclui ventilação inadequada, e
oximetria não mede dióxido de carbono.
Oxigênio é titulado à meta definida, considerando condição clínica. A
enfermagem verifica dispositivo, fluxo, resposta e risco de incêndio. Exaustão, tórax
silencioso, cianose, confusão ou queda progressiva da saturação indicam
necessidade de suporte ventilatório e avaliação imediata.
3.5 Circulação hemorragia e choque
Choque é falha na perfusão tecidual e pode ser hipovolêmico, distributivo,
cardiogênico ou obstrutivo. Taquicardia, pele fria, enchimento capilar lento, alteração
mental, oligúria e hipotensão sugerem comprometimento, porém a pressão pode
permanecer normal nas fases iniciais.
Tipo Causas frequentes Atenção inicial
Hipovolêmico Hemorragia ou perda de fluidos Controlar perda e reposição
conforme protocolo
Distributivo Sepse ou anafilaxia Tratar causa, vasopressor e
fluidos conforme indicação
Cardiogênico Infarto ou falência cardíaca Evitar sobrecarga e apoiar função
cardíaca
Obstrutivo Pneumotórax ou embolia Reconhecer e tratar a obstrução
rapidamente
5
Hemorragia externa é controlada com pressão direta e curativo compressivo.
Torniquete é reservado a sangramento grave de extremidade não controlado, com
dispositivo adequado e horário registrado. Objetos empalados não devem ser
retirados; são estabilizados para transporte.
A equipe monitora perfusão, pressão, pulso, consciência, temperatura,
diurese e resposta. Acesso vascular, exames, aquecimento e reposição seguem
protocolo e causa. Fluidos sem reavaliação podem agravar edema pulmonar; por
isso, cada intervenção é acompanhada de nova avaliação.
3.6 Alteração neurológica convulsão e hipoglicemia
Alteração aguda da consciência pode resultar de hipóxia, hipoglicemia,
intoxicação, trauma, infecção, AVC, convulsão ou distúrbio metabólico. Avalia-se
resposta, orientação, pupilas, déficit focal, glicemia e sinais vitais. A via aérea deve
ser protegida enquanto a causa é investigada.
Situação Cuidados imediatos
Hipoglicemia Confirmar glicemia e corrigir conforme consciência e
protocolo
Convulsão Proteger contra trauma, cronometrar e manter via
aérea
Pós crise Posicionar, oxigenar se indicado e investigar causa
Meningismo ou febre Adotar precauções e avaliar infecção grave
Rebaixamento progressivo Acionar suporte avançado e preparar via aérea
Durante convulsão não se introduzem objetos na boca nem se contém a
pessoa à força. Afasta-se risco, protege-se a cabeça e observa-se duração e
características. Crise prolongada, repetida sem recuperação, primeira crise,
gestação, trauma ou hipoxemia exige resposta urgente.
Na hipoglicemia, a via de correção depende da capacidade de engolir e do
acesso disponível. Após normalização, investiga-se medicamento, jejum, infecção
ou outras causas e repete-se a glicemia. A melhora de um valor não encerra o
monitoramento se persistir alteração neurológica.
3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda
Dor torácica pode decorrer de síndrome coronariana, dissecção de aorta,
embolia, pneumotórax, causas digestivas ou musculoesqueléticas. Pressão, aperto
ou queimação com irradiação, sudorese, náusea e falta de ar elevam a suspeita,
mas idosos, mulheres e pessoas com diabetes podem apresentar sintomas atípicos.
6
Ação Finalidade
ABCDE e sinais vitais Identificar instabilidade e necessidade de suporte
Eletrocardiograma precoce Reconhecer isquemia e direcionar reperfusão
Acesso e exames Permitir tratamento e dosagem de marcadores
História de início Definir tempo e contraindicações
Monitorização Detectar arritmia e deterioração
A aspirina e outros medicamentos são administrados somente após avaliação
de alergia, sangramento, pressão e diagnóstico provável, conforme protocolo.
Oxigênio não é rotina quando a oxigenação está adequada. Nitratos podem ser
contraindicados em hipotensão, uso recente de determinados fármacos ou situações
específicas.
Tempo é músculo: suspeita de infarto com elevação do segmento ST exige
ativação imediata do fluxo de reperfusão. A enfermagem registra início dos sintomas,
horários do eletrocardiograma, medicações e resposta. Dor persistente, choque ou
arritmia requerem suporte avançado.
3.8 Acidente vascular cerebral
O acidente vascular cerebral produz déficit neurológico súbito por isquemia ou
hemorragia. Assimetria facial, fraqueza de braço, alteração da fala, perda visual,
desequilíbrio e cefaleia intensa devem ser reconhecidos. O horário em que a pessoa
foi vista bem pela última vez é essencial para terapias tempo-dependentes.
Prioridade Conduta
Reconhecimento Aplicar escala de triagem e identificar início
ABCDE Tratar hipóxia, choque e ameaça à via aérea
Glicemia Excluir hipoglicemia como imitadora
Imagem Encaminhar rapidamente para tomografia
Transporte Preferir serviço com capacidade de tratamento
Não se oferece alimento, líquido ou medicamento oral antes da avaliação da
deglutição. A pressão arterial não deve ser reduzida indiscriminadamente, pois
metas dependem do tipo de AVC e do tratamento. Anticoagulantes e trombolíticos
exigem critérios rigorosos.
A enfermagem monitora consciência, pupilas, força, fala, glicemia,
temperatura e pressão; mantém cabeça posicionada conforme condição e previne
aspiração. A comunicação prévia ao hospital reduz atrasos. Após a fase aguda,
prevenção de complicações e reabilitação começam precocemente.
3.9 Atendimento inicial ao trauma
No trauma, o mecanismo orienta suspeitas, mas a prioridade permanece o
ABCDE. Hemorragia maciça pode ser controlada imediatamente antes da via aérea.
Colisão, queda, atropelamento, ferimento penetrante e explosão têm padrões
distintos. A ausência de lesão externa não exclui dano interno grave.
7
Região Sinais de alerta
Cabeça Rebaixamento, vômitos, pupilas diferentes e déficit
focal
Tórax Dispneia, assimetria, dor e instabilidade
Abdome e pelve Dor, rigidez, choque e instabilidade pélvica
Coluna Déficit, dor central e mecanismo de risco
Extremidades Hemorragia, deformidade, perfusão e síndrome
compartimental
Restrição de movimento da coluna é seletiva e baseada em risco e achados,
evitando movimentação desnecessária. A exposição permite localizar lesões, mas
deve ser acompanhada de prevenção da hipotermia, que piora coagulação. Feridas
abertas são cobertas e fraturas imobilizadas com avaliação neurovascular antes e
depois.
No trauma de gestante, prioriza-se estabilizar a mãe e considerar
deslocamento uterino em gestação avançada. Crianças podem manter pressão até
descompensação tardia. Idosos e anticoagulados têm maior risco mesmo após
mecanismoaparentemente leve. Transporte rápido não significa transporte sem
estabilização mínima.
3.10 Anafilaxia intoxicações e emergências ambientais
Anafilaxia é reação sistêmica grave de início rápido, com comprometimento
respiratório ou circulatório, frequentemente associado a manifestações cutâneas ou
gastrointestinais. Adrenalina intramuscular é tratamento de primeira linha conforme
protocolo; anti-histamínicos não substituem a adrenalina.
Condição Prioridade
Anafilaxia Adrenalina, via aérea, oxigênio e monitoramento
Intoxicação Segurança, identificação do agente e suporte ABCDE
Afogamento Retirada segura, ventilação e prevenção de
hipotermia
Hipertermia Resfriamento rápido e suporte
Hipotermia Manuseio cuidadoso, aquecimento e monitoramento
Na intoxicação, não se provoca vômito nem se administra substância caseira.
Embalagem, quantidade, horário e via ajudam o centro de informação toxicológica.
Descontaminação depende do agente e da segurança. A equipe usa proteção para
evitar exposição secundária.
No afogamento, a prioridade é ventilação e oxigenação, sem atrasar
ressuscitação por manobras para retirar água do pulmão. Em emergência térmica,
temperatura, consciência, coagulação e função orgânica são monitoradas. Crianças,
idosos e trabalhadores expostos apresentam riscos específicos.
8
3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhentos
Queimaduras podem ser térmicas, químicas, elétricas ou por radiação. A
avaliação considera profundidade, extensão, localização, idade e lesão inalatória.
Face queimada, fuligem, rouquidão, estridor ou exposição em ambiente fechado
sugerem risco de edema de via aérea.
Conduta Orientação
Interromper o agente Garantir segurança antes do contato
Resfriar Usar água corrente em queimaduras térmicas
recentes, sem gelo
Cobrir Aplicar cobertura limpa e seca
Retirar adornos Antes do edema, sem remover material aderido
Encaminhar Considerar extensão, local, causa e condições
associadas
Queimadura química exige remoção segura do agente e irrigação prolongada
quando indicada. Lesão elétrica pode causar arritmia e dano profundo apesar de
pouca alteração cutânea. Fórmulas de reposição são guias e exigem ajuste por
resposta, diurese e protocolo.
Em acidentes com serpentes, aranhas ou escorpiões, mantém-se a pessoa
em repouso, remove-se adornos e busca-se atendimento. Não se faz torniquete,
corte, sucção ou aplicação de substâncias. Identificação segura do animal pode
ajudar, mas não se deve capturá-lo com risco. O soro é específico e administrado
em serviço preparado.
3.12 Emergências pediátricas e obstétricas
Crianças podem deteriorar rapidamente por obstrução de via aérea,
insuficiência respiratória, desidratação ou sepse. Parâmetros variam por idade e o
tamanho de equipamentos deve ser adequado. Aparência, trabalho respiratório e
perfusão oferecem avaliação inicial útil, seguida do ABCDE.
Pediatria Sinais preocupantes
Respiração Gemência, tiragens, apneia, cianose e exaustão
Perfusão Extremidades frias, enchimento lento e alteração de
consciência
Hidratação Pouca urina, olhos fundos e incapacidade de beber
Neurológico Convulsão, irritabilidade intensa ou sonolência
Proteção Lesões incompatíveis com história exigem
abordagem segura
Nas emergências obstétricas, sangramento, dor intensa, convulsão, cefaleia
com alteração visual, falta de ar e diminuição de movimentos fetais exigem avaliação.
Na eclâmpsia, protegem-se via aérea e paciente, evita-se contenção forçada e
segue-se protocolo com magnésio e controle pressórico.
No parto iminente, oferece-se ambiente seguro, apoio e material limpo, sem
puxar o bebê ou a placenta. Após o nascimento, aquecimento, secagem e avaliação
9
da respiração são imediatos. Hemorragia pós-parto requer reconhecimento rápido,
massagem uterina e terapias conforme protocolo, com transferência regulada.
3.13 Parada cardiorrespiratória e suporte básico de vida
A parada cardiorrespiratória é reconhecida por ausência de responsividade e
respiração normal; gasping não é respiração eficaz. O profissional aciona ajuda,
solicita desfibrilador e inicia compressões de alta qualidade. A cadeia de
sobrevivência integra reconhecimento, ressuscitação, desfibrilação, suporte
avançado e cuidados pós-parada.
Elemento Princípio
Compressões Centro do tórax, ritmo e profundidade conforme
diretriz, com retorno completo
Interrupções Minimizar pausas e trocar compressor quando
possível
Ventilação Evitar excesso e assegurar elevação do tórax
DEA Ligar, posicionar pás e seguir comandos com
segurança
Reavaliação Seguir ciclos e protocolo até retorno ou decisão da
equipe
O desfibrilador externo automático analisa o ritmo e orienta choque quando
indicado. Ninguém toca a vítima durante análise ou choque. Após a descarga,
retomam-se compressões imediatamente. Em equipe, funções são distribuídas,
comandos confirmados e qualidade monitorada.
As diretrizes de 2025 atualizam ressuscitação e devem orientar treinamentos
certificados. Este trabalho não substitui capacitação prática. Após retorno da
circulação, a equipe mantém oxigenação, ventilação, pressão, temperatura, glicemia
e investigação da causa, além de apoio à família e registro cronológico.
3.14 Processo de Enfermagem comunicação e transporte
O Processo de Enfermagem em urgência é dinâmico. Avaliação e
intervenções ocorrem simultaneamente, com prioridades definidas por risco.
Necessidades podem envolver via aérea, ventilação, perfusão, dor, consciência,
temperatura, integridade, ansiedade e segurança. Metas são imediatas e
reavaliadas após cada conduta.
Etapa Aplicação
Avaliação ABCDE, sinais, mecanismo, histórico e riscos
Diagnóstico Problemas prioritários reais ou potenciais
Planejamento Metas, intervenções, monitoramento e destino
Implementação Suporte, medicamentos, procedimentos e
comunicação
Evolução Resposta, tendência, eventos e transferência
A comunicação estruturada apresenta identificação, situação, antecedentes,
avaliação e recomendação. Na passagem, informam-se horários, alergias,
10
medicamentos, acessos, dispositivos, exames, pendências e resposta. Registros
devem ser exatos, cronológicos e não atrasar intervenções salvadoras.
O transporte exige equipe, equipamento, oxigênio, medicações, rota e destino
compatíveis com o risco. Antes da saída, estabilizam-se ameaças possíveis e
confirmam-se conexões e documentação. Durante o deslocamento, o paciente é
monitorado e qualquer mudança é comunicada à regulação ou unidade receptora.
11
4 METODOLOGIA
Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre urgência,
emergência e assistência de enfermagem. A busca priorizou protocolos do Ministério
da Saúde e do SAMU 192, documentos da Rede de Atenção às Urgências, materiais
da Organização Mundial da Saúde e diretrizes de ressuscitação da American Heart
Association.
Foram utilizados os descritores “urgência”, “emergência”, “ABCDE”,
“classificação de risco”, “suporte básico de vida”, “trauma”, “choque”, “AVC”,
“síndrome coronariana” e “enfermagem”. Incluíram-se fontes relacionadas à
avaliação, estabilização, transporte e organização do SUS.
Foram excluídos conteúdos publicitários, textos sem autoria identificável,
duplicações e materiais sem relação direta com o objetivo. As informações foram
agrupadas em rede, triagem, avaliação primária, emergências clínicas, trauma,
ressuscitação e Processo de Enfermagem.
A síntese adotou citações no sistema autor-data e referências acadêmicas.
Como foram empregados documentos públicos, sem participantes ou dados
pessoais, não houve submissão a comitê de ética. Procedimentos devem seguir
protocolos locais, competências profissionais e treinamento prático.
12
5 CONCLUSÃO
A assistência em urgência e emergência depende de reconhecimento rápido,
prioridade pela gravidade e intervenção sistematizada. Segurança da cena,
classificação de risco e abordagem ABCDE reduzem atrasos e ajudam a tratar
primeiro ameaças à vida, mesmo antes do diagnóstico definitivo.
Condiçõestempo-dependentes como parada cardiorrespiratória, infarto, AVC,
choque, anafilaxia e trauma grave exigem fluxos definidos. A qualidade depende de
treinamento, equipamentos, comunicação e integração entre SAMU, UPA, hospitais
e demais pontos da Rede de Atenção às Urgências.
A enfermagem atua desde o acolhimento até a transferência, executando
avaliação, monitoramento, terapias, registros e educação. Reavaliação após cada
intervenção é indispensável, pois a condição pode mudar rapidamente. Protocolos
orientam, mas não substituem julgamento clínico e competência.
Conclui-se que o cuidado seguro combina ciência, organização e trabalho em
equipe. O Processo de Enfermagem permite documentar prioridades e respostas,
enquanto a comunicação estruturada preserva continuidade. A preparação
permanente é fundamental para reduzir danos e salvar vidas.
13
6 REFERÊNCIAS
AMERICAN HEART ASSOCIATION. 2025 American Heart Association Guidelines
for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation,
Dallas, 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo SAMU 192: suporte básico de vida. Brasília,
DF: Ministério da Saúde, 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo SAMU 192: suporte avançado de vida.
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção às Urgências e Emergências.
Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-
br/composicao/saes/samu-192/rau. Acesso em: 22 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. SAMU 192. Brasília, DF, 2026. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/samu-192. Acesso em: 22 set.
2026.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 736, de 17 de
janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem.
Brasília, DF, 2024.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Basic emergency care: approach to the acutely
ill and injured. Geneva: WHO; ICRC, 2018.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Interagency Integrated Triage Tool. Geneva:
WHO, 2025.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Emergency care toolkit. Geneva: WHO, 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Prehospital emergency care: pocket reference.
Geneva: WHO, 2025.

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