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UNIPLAN CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL BACHARELADO EM ENFERMAGEM ANDREINA MACHADO RODRIGUES - UL23120326 URGÊNCIA E EMERGÊNCIA AVALIAÇÃO INICIAL, SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ALTAMIRA - PA 2026 ANDREINA MACHADO RODRIGUES URGÊNCIA E EMERGÊNCIA AVALIAÇÃO INICIAL, SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Trabalho acadêmico apresentado ao curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal como requisito parcial de avaliação, sob orientação da enfermeira docente Joelma Santos de Oliveira Souza. ALTAMIRA - PA 2026 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................1 2 OBJETIVOS......................................................................................................................2 2.1 Objetivo geral......................................................................................................... 2 2.2 Objetivos específicos............................................................................................ 2 3 DESENVOLVIMENTO.................................................................................................... 3 3.1 Conceitos e organização da atenção às urgências......................................... 3 3.2 Acolhimento, triagem e classificação de risco.................................................. 3 3.3 Segurança e avaliação inicial sistematizada.....................................................4 3.4 Via aérea e emergências respiratórias.............................................................. 4 3.5 Circulação, hemorragia e choque.......................................................................5 3.6 Alterações neurológicas, convulsão e hipoglicemia........................................ 5 3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda.....................................................6 3.8 Acidente vascular cerebral...................................................................................6 3.9 Atendimento inicial ao trauma............................................................................. 7 3.10 Anafilaxia, intoxicações e emergências ambientais...................................... 7 3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhentos...................................7 3.12 Emergências pediátricas e obstétricas............................................................ 8 3.13 Parada cardiorrespiratória e ressuscitação.....................................................8 3.14 Processo de Enfermagem, comunicação e transporte................................. 9 4 METODOLOGIA............................................................................................................ 11 5 CONCLUSÃO.................................................................................................................12 6 REFERÊNCIAS..............................................................................................................13 1 1 INTRODUÇÃO A assistência em urgência e emergência exige reconhecimento rápido das situações de maior gravidade, organização do fluxo e tomada de decisão em tempo oportuno. Nos serviços de emergência, a classificação de risco contribui para priorizar os pacientes mais graves e orientar o atendimento de acordo com necessidades clínicas, e não apenas pela ordem de chegada (HERMIDA et al., 2018) (INOUE et al., 2015). O acolhimento com classificação de risco é uma estratégia que articula escuta, avaliação clínica, definição de prioridade e encaminhamento. Estudos brasileiros demonstram que sua qualidade depende de estrutura adequada, protocolos, treinamento, comunicação e reavaliação dos usuários que permanecem aguardando atendimento (HERMIDA et al., 2018) (INOUE et al., 2015). Nas condições tempo-dependentes, a atuação organizada da equipe pode modificar desfechos. Diretrizes publicadas na SciELO destacam a importância do reconhecimento precoce da parada cardiorrespiratória, da ressuscitação de qualidade e da desfibrilação quando indicada, além do manejo sistematizado de emergências cardiovasculares e outras situações críticas (BERNOCHE et al., 2019). A enfermagem participa do acolhimento, avaliação, monitorização, administração de terapias, comunicação e continuidade do cuidado. Em condições como acidente vascular cerebral, a atuação envolve reconhecimento de sinais, acompanhamento clínico, coordenação do cuidado e articulação entre serviços para reduzir atrasos no tratamento (BRANDÃO et al., 2023) (CAVALCANTE et al., 2011). Este trabalho aborda avaliação inicial, classificação de risco, emergências respiratórias e circulatórias, alterações neurológicas, síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral, trauma, queimaduras, emergências pediátricas e ressuscitação. A fundamentação desta versão foi revisada para utilizar exclusivamente artigos e diretrizes disponíveis na biblioteca SciELO (HERMIDA et al., 2018) (BERNOCHE et al., 2019). 2 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Analisar os principais fundamentos da assistência em urgência e emergência, com ênfase na avaliação inicial, classificação de risco, reconhecimento de condições tempo-dependentes, segurança e atuação da enfermagem (HERMIDA et al., 2018) (BERNOCHE et al., 2019). 2.2 Objetivos específicos • Compreender a organização do atendimento e a priorização por gravidade. (HERMIDA et al., 2018) • Descrever acolhimento, triagem e classificação de risco. (HERMIDA et al., 2018) • Relacionar avaliação inicial sistematizada às prioridades de cuidado. (HERMIDA et al., 2018) • Discutir emergências respiratórias, circulatórias, neurológicas e cardiovasculares. (HERMIDA et al., 2018) • Apresentar aspectos essenciais do atendimento ao acidente vascular cerebral e ao trauma. (HERMIDA et al., 2018) • Abordar queimaduras e emergências pediátricas. (HERMIDA et al., 2018) • Discutir parada cardiorrespiratória, ressuscitação e capacitação da equipe. (HERMIDA et al., 2018) • Relacionar Processo de Enfermagem, comunicação, registros e transporte seguro. (HERMIDA et al., 2018) 3 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceitos e organização da atenção às urgências Os serviços de urgência e emergência recebem pessoas com diferentes graus de gravidade e precisam organizar o atendimento de modo que condições potencialmente fatais sejam identificadas com prioridade. A literatura brasileira sobre acolhimento com classificação de risco mostra que a priorização dos casos graves é um dos resultados centrais esperados desse modelo assistencial (INOUE et al., 2015). A organização em rede é especialmente relevante para doenças tempo- dependentes. No atendimento ao acidente vascular cerebral, estudos identificam que falhas de comunicação, ausência de linguagem comum, dificuldades de regulação e falta de recursos podem fragmentar o fluxo e atrasar o acesso ao tratamento especializado (BRANDÃO et al., 2023). A enfermagem ocupa posição estratégica nesse percurso, pois participa da avaliação inicial, identificação de riscos, monitorização e comunicação entre pontos de atenção. A qualidade do atendimento depende tanto de competência clínica quanto de integração entre profissionais e serviços (HERMIDA et al., 2018) (BRANDÃO et al., 2023). 3.2 Acolhimento, triagem e classificação de risco A classificação de risco é um processo de tomada de decisão que busca identificar a gravidade e estabelecer prioridade clínica. Estudos em serviços brasileiros mostram que protocolos e experiência profissional auxiliam o enfermeiro, mas a efetividade depende também de estrutura, capacitação e discussão periódica dos fluxos (HERMIDA et al., 2018) (INOUE et al., 2015). A avaliação deve combinar queixa principal, sinais e sintomas, dados objetivos e fatores de risco. O acolhimento não deve ser confundido com simples recepção administrativa, pois envolve escuta qualificada, responsabilização e reavaliação quando o paciente permanece aguardando atendimento (HERMIDA etal., 2018). A literatura aponta fragilidades em treinamento periódico, contrarreferência e reavaliação dos casos em espera. Esses achados reforçam a necessidade de 4 protocolos conhecidos pela equipe e de acompanhamento contínuo do usuário, já que a condição clínica pode se modificar ao longo do tempo (HERMIDA et al., 2018). 3.3 Segurança e avaliação inicial sistematizada A avaliação inicial do paciente grave deve ser rápida, organizada e orientada para ameaças imediatas à vida. Diretrizes de ressuscitação e cuidados cardiovasculares de emergência ressaltam a importância do reconhecimento precoce, da sequência lógica de condutas e da atuação coordenada da equipe (BERNOCHE et al., 2019). Na prática, a enfermagem deve observar responsividade, padrão respiratório, circulação, sinais vitais e alterações neurológicas, acionando recursos conforme a gravidade. Em pacientes com suspeita de acidente vascular cerebral, por exemplo, a avaliação inicial inclui atenção às vias aéreas, circulação, respiração, sinais vitais e exame neurológico (CAVALCANTE et al., 2011). A reavaliação é parte indispensável do atendimento. Intervenções e mudanças clínicas precisam ser acompanhadas por nova observação, registro e comunicação, permitindo que prioridades sejam atualizadas durante todo o cuidado (HERMIDA et al., 2018) (BERNOCHE et al., 2019). Prioridade Foco da avaliação Via aérea Permeabilidade e risco de obstrução Respiração Padrão, esforço e oxigenação Circulação Pulso, perfusão e sangramento Neurológico Consciência e déficit focal Exposição Lesões, temperatura e proteção 3.4 Via aérea e emergências respiratórias A manutenção da oxigenação e ventilação é prioridade em pacientes criticamente enfermos. Diretrizes de emergência destacam a necessidade de reconhecer rapidamente falência respiratória, obstrução e situações que exigem suporte ventilatório, integrando essas decisões ao atendimento sistematizado (BERNOCHE et al., 2019). A avaliação de enfermagem deve considerar esforço respiratório, frequência, padrão de expansão, coloração, nível de consciência e resposta às medidas instituídas. Alterações progressivas exigem comunicação imediata e preparo da equipe para suporte mais avançado (BERNOCHE et al., 2019). 5 O uso de oxigênio e dispositivos deve ser acompanhado de monitorização e reavaliação. Em pacientes neurológicos, intervenções de enfermagem descritas na literatura incluem acompanhamento de sinais vitais, oxigenação e prevenção de complicações, demonstrando a necessidade de vigilância contínua (CAVALCANTE et al., 2011). 3.5 Circulação, hemorragia e choque Alterações circulatórias podem evoluir rapidamente para comprometimento da perfusão e disfunção orgânica. A abordagem inicial deve reconhecer sinais de instabilidade, controlar causas reversíveis e acompanhar a resposta às intervenções, princípios presentes nas diretrizes brasileiras de emergência (BERNOCHE et al., 2019). A enfermagem participa da monitorização de pulso, pressão arterial, perfusão periférica, estado mental e outros indicadores clínicos, além de preparar materiais e terapias conforme protocolos institucionais. A observação de tendências é mais informativa do que a interpretação isolada de um único valor (BERNOCHE et al., 2019). Em situações com risco de sangramento ou deterioração, a comunicação entre os membros da equipe precisa ser objetiva e imediata. Organização, recursos disponíveis e capacitação são fatores que influenciam a segurança em cenários críticos (BERNOCHE et al., 2019) (BELLAN; ARAÚJO; ARAÚJO, 2010). 3.6 Alterações neurológicas, convulsão e hipoglicemia Alterações agudas da consciência exigem avaliação rápida porque podem estar relacionadas a causas neurológicas, metabólicas, tóxicas ou cardiorrespiratórias. O reconhecimento de sinais neurológicos e a exclusão de condições que simulam eventos cerebrovasculares fazem parte do atendimento inicial (CAVALCANTE et al., 2011) (BERNOCHE et al., 2019). A enfermagem deve acompanhar consciência, pupilas, força, fala, sinais vitais e glicemia quando indicada, além de proteger o paciente contra lesões durante episódios convulsivos. Mudanças no exame neurológico precisam ser registradas e comunicadas prontamente (CAVALCANTE et al., 2011). A abordagem deve permanecer dinâmica, com investigação da causa e reavaliação após intervenções. Em condições tempo-dependentes, atrasos na 6 identificação dos sintomas podem comprometer a oportunidade terapêutica (BRANDÃO et al., 2023). 3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda A dor torácica aguda é uma apresentação frequente nos serviços de emergência e pode estar relacionada a condições cardiovasculares graves. A avaliação deve buscar sinais de instabilidade e características compatíveis com isquemia, integrando história, exame clínico, eletrocardiograma e marcadores quando indicados (BERNOCHE et al., 2019). Na síndrome coronariana aguda, o tempo entre reconhecimento, diagnóstico e tratamento é relevante. A enfermagem contribui para monitorização, obtenção de dados, realização ou encaminhamento para eletrocardiograma, administração segura de terapias prescritas e observação de resposta clínica (BERNOCHE et al., 2019). A administração de medicamentos deve respeitar avaliação clínica, contraindicações e protocolos. A monitorização contínua permite reconhecer arritmias, hipotensão, recorrência da dor e outros sinais de deterioração que exigem intervenção imediata (BERNOCHE et al., 2019). 3.8 Acidente vascular cerebral O acidente vascular cerebral isquêmico é uma condição tempo-dependente em que a organização da rede influencia o acesso ao tratamento. Estudo brasileiro identificou que dificuldades de regulação, recursos e comunicação podem retirar o paciente da linha de cuidado e atrasar a chegada à unidade especializada (BRANDÃO et al., 2023). A enfermagem tem papel relevante no reconhecimento de alterações neurológicas, avaliação inicial, monitorização e coordenação dos cuidados. Revisão integrativa destaca intervenções assistenciais, educativas e gerenciais, incluindo avaliação neurológica, sinais vitais e vigilância para complicações (CAVALCANTE et al., 2011). A identificação do horário de início dos sintomas ou do último momento em que a pessoa foi vista sem déficit é importante para a tomada de decisão. A comunicação prévia entre serviços e a padronização de fluxos podem contribuir para reduzir atrasos (BRANDÃO et al., 2023). 7 3.9 Atendimento inicial ao trauma O paciente traumatizado exige avaliação sistemática, identificação de ameaças imediatas e trabalho coordenado. As diretrizes brasileiras de cuidados cardiovasculares e emergência reúnem recomendações para situações especiais e reforçam que o atendimento crítico depende de reconhecimento precoce, organização e tratamento das causas reversíveis (BERNOCHE et al., 2019). A enfermagem participa do controle de sinais vitais, observação de perfusão, nível de consciência, dor, sangramento e resposta às intervenções. A comunicação de mudanças clínicas e a preparação de materiais contribuem para continuidade e segurança do atendimento (BERNOCHE et al., 2019). A exposição do paciente deve ser equilibrada com proteção térmica e privacidade, e o transporte precisa ocorrer com monitorização compatível com o risco. Em qualquer cenário crítico, a reavaliação deve acompanhar as intervenções realizadas (BERNOCHE et al., 2019). 3.10 Anafilaxia, intoxicações e emergências ambientais A anafilaxia é uma emergência sistêmica com risco de comprometimento respiratório e circulatório. Diretriz brasileira disponível na SciELO descreve a adrenalina intramuscular como intervenção central nos casos com risco de morte, associada ao suporte das funções vitais (BERNOCHE et al., 2019). Nas intoxicações e emergências ambientais, a segurança da equipe e a identificação do agente ou circunstância são importantes para direcionar o cuidado. O suporte inicial deve priorizar funções vitais e evitar medidassem indicação que possam ampliar o dano (BERNOCHE et al., 2019). Afogamento, hipertermia e hipotermia exigem avaliação contínua e intervenções coerentes com o mecanismo do agravo. A enfermagem deve monitorar resposta, preparar recursos e comunicar alterações durante a estabilização e transferência (BERNOCHE et al., 2019). 3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhentos As queimaduras produzem necessidades complexas de cuidado e podem envolver dor, alterações de integridade cutânea, risco de infecção, alterações 8 hemodinâmicas e repercussões funcionais. Revisão de escopo publicada na SciELO destaca monitorização, curativos e manejo da dor entre os cuidados de enfermagem identificados na literatura (COSTA et al., 2023). A avaliação inicial deve considerar extensão, profundidade, localização, mecanismo e sinais de comprometimento sistêmico. O cuidado exige atualização permanente da equipe, pois a complexidade do paciente queimado demanda decisões integradas e acompanhamento contínuo (COSTA et al., 2023). As diretrizes brasileiras de emergência também incluem orientações para acidentes por animais peçonhentos e outras situações especiais, reforçando a importância de reconhecimento, suporte clínico e encaminhamento adequado conforme o agente e a gravidade (BERNOCHE et al., 2019). 3.12 Emergências pediátricas e obstétricas Na emergência pediátrica, a atuação da enfermeira envolve admitir e avaliar a criança, planejar o cuidado, atuar junto à família e participar da organização da assistência. Estudo qualitativo brasileiro destaca a necessidade de conhecimento, habilidade, agilidade, trabalho em equipe, segurança e empatia nesse cenário (TACSI; VENDRUSCOLO, 2004). A avaliação da criança deve considerar particularidades da idade e reconhecer precocemente sinais de deterioração. A comunicação com familiares também integra o cuidado, especialmente porque ansiedade e dificuldade de compreensão podem interferir na experiência da emergência (TACSI; VENDRUSCOLO, 2004). Em emergências obstétricas, a abordagem deve priorizar estabilização materna, reconhecimento de sinais de gravidade e acionamento de suporte especializado. As diretrizes de emergência disponíveis na SciELO contemplam situações especiais e reforçam a necessidade de atuação organizada e baseada em protocolos (BERNOCHE et al., 2019). 3.13 Parada cardiorrespiratória e ressuscitação A parada cardiorrespiratória exige resposta imediata, trabalho em equipe e domínio técnico. Estudos de enfermagem destacam que conhecimento científico, habilidade prática, disponibilidade de materiais e coordenação são fatores importantes para a qualidade da ressuscitação (BELLAN; ARAÚJO; ARAÚJO, 2010). 9 Diretrizes brasileiras de ressuscitação ressaltam o reconhecimento precoce, a ressuscitação cardiopulmonar de qualidade e a desfibrilação quando indicada como componentes centrais do atendimento. A sequência lógica das condutas busca aumentar a possibilidade de reversão do evento (BERNOCHE et al., 2019). A capacitação precisa ser periódica. Estudo com enfermeiros demonstrou melhora do conhecimento após programa de treinamento, embora parte do ganho tenha diminuído ao longo do tempo, reforçando a necessidade de atualização contínua (BELLAN; ARAÚJO; ARAÚJO, 2010). Após o retorno da circulação espontânea, a vigilância continua necessária. Monitorização, investigação da causa, prevenção de nova deterioração e registros cronológicos integram a continuidade do cuidado (BERNOCHE et al., 2019). Elemento Princípio Reconhecimento Identificar rapidamente ausência de resposta e respiração normal Compressões Iniciar RCP de qualidade conforme diretriz Desfibrilação Usar desfibrilador quando indicado Equipe Distribuir funções e reduzir interrupções Pós-parada Monitorar e tratar causas reversíveis 3.14 Processo de Enfermagem, comunicação e transporte No cenário de urgência, avaliação, julgamento e intervenção podem ocorrer em intervalos muito curtos. A enfermagem precisa registrar dados essenciais sem atrasar medidas críticas, mantendo informações que permitam compreender prioridades, intervenções e respostas do paciente (HERMIDA et al., 2018) (BERNOCHE et al., 2019). A comunicação estruturada entre profissionais e serviços é particularmente importante nas condições tempo-dependentes. No AVC, a literatura mostra que ausência de linguagem comum e dificuldades na interação profissional podem contribuir para fragmentação do fluxo assistencial (BRANDÃO et al., 2023). O transporte deve preservar monitorização e continuidade das medidas iniciadas. Informações clínicas, terapias realizadas, horários relevantes e mudanças durante o deslocamento precisam ser comunicados à equipe receptora para reduzir perdas de informação (BRANDÃO et al., 2023) (BERNOCHE et al., 2019). A organização do cuidado deve permanecer centrada na pessoa e na gravidade. Protocolos são instrumentos de apoio à decisão, mas exigem profissionais capacitados, 10 reavaliação e integração entre os pontos da rede (HERMIDA et al., 2018) (INOUE et al., 2015). 11 4 METODOLOGIA Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre urgência, emergência e assistência de enfermagem. Para esta versão, a fundamentação foi restrita a publicações localizadas na biblioteca eletrônica SciELO, conforme o critério estabelecido para o trabalho (HERMIDA et al., 2018) (BERNOCHE et al., 2019). A busca temática considerou os termos urgência, emergência, classificação de risco, enfermagem em emergência, ressuscitação cardiopulmonar, acidente vascular cerebral, queimaduras e emergência pediátrica. Foram priorizados artigos e diretrizes com relação direta aos eixos presentes no documento original (INOUE et al., 2015) (BRANDÃO et al., 2023) (COSTA et al., 2023). As fontes selecionadas foram utilizadas em sistema autor-data ao final de cada parágrafo acadêmico. Referências institucionais externas à SciELO e materiais não localizados na coleção foram retirados da lista final, mantendo-se apenas publicações verificadas na plataforma (BERNOCHE et al., 2019) (BELLAN; ARAÚJO; ARAÚJO, 2010). A síntese preservou a organização temática do trabalho original, porém algumas afirmações muito específicas foram reformuladas para permanecerem compatíveis com o conteúdo efetivamente sustentado pelas fontes SciELO selecionadas (CAVALCANTE et al., 2011) (TACSI; VENDRUSCOLO, 2004). 12 5 CONCLUSÃO A assistência em urgência e emergência depende de avaliação rápida, priorização por gravidade, comunicação e reavaliação. A classificação de risco contribui para organizar o fluxo, mas sua qualidade exige protocolos, capacitação, estrutura e integração da equipe (HERMIDA et al., 2018) (INOUE et al., 2015). Condições como parada cardiorrespiratória, síndrome coronariana aguda e acidente vascular cerebral exigem reconhecimento precoce e fluxos definidos. A literatura disponível na SciELO reforça a importância da atuação coordenada e do treinamento para reduzir atrasos e qualificar o cuidado (BERNOCHE et al., 2019) (BRANDÃO et al., 2023). A enfermagem participa de todas as etapas do atendimento, desde o acolhimento e monitorização até a comunicação e continuidade do cuidado. Em queimaduras, AVC e emergência pediátrica, estudos destacam a necessidade de conhecimento, planejamento, vigilância e integração com paciente e família (COSTA et al., 2023) (CAVALCANTE et al., 2011) (TACSI; VENDRUSCOLO, 2004). Conclui-se que protocolos e tecnologias precisam estar associados ao julgamento clínico, educação permanente e trabalho em equipe. A organização do cuidado e a atualização profissional fortalecem a segurança e a capacidade de resposta diante da deterioração clínica (BELLAN; ARAÚJO; ARAÚJO, 2010) (BERNOCHE et al., 2019). 13 6 REFERÊNCIAS HERMIDA, Patrícia Madalena Vieira et al. Acolhimento com classificação de risco em unidade de pronto atendimento: estudo avaliativo. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 52, e03318, 2018. DOI: 10.1590/S1980-220X2017001303318.Disponível na SciELO. INOUE, Kelly Cristina et al. Avaliação da qualidade da Classificação de Risco nos Serviços de Emergência. Acta Paulista de Enfermagem, v. 28, n. 5, 2015. DOI: 10.1590/1982-0194201500071. Disponível na SciELO. BERNOCHE, Claudia et al. Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia - 2019. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2019. Disponível na SciELO. BRANDÃO, Paloma de Castro; LANZONI, Gabriela Marcellino de Melo; PINTO, Isabela Cardoso de Matos. Rede de atenção às urgências e emergências: atendimento ao acidente vascular cerebral. Acta Paulista de Enfermagem, v. 36, 2023. DOI: 10.37689/acta-ape/2023AO00061. Disponível na SciELO. CAVALCANTE, Tahissa Frota et al. Intervenções de enfermagem aos pacientes com acidente vascular encefálico: uma revisão integrativa de literatura. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 45, n. 6, 2011. DOI: 10.1590/S0080-62342011000600031. Disponível na SciELO. BELLAN, Margarete Consorti; ARAÚJO, Izilda Ismenia Muglia; ARAÚJO, Sebastião. Capacitação teórica do enfermeiro para o atendimento da parada cardiorrespiratória. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 63, n. 6, p. 1019-1027, 2010. DOI: 10.1590/S0034-71672010000600023. Disponível na SciELO. COSTA, Pâmela Cristine Piltz et al. Cuidados de enfermagem direcionados ao paciente queimado: uma revisão de escopo. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 76, n. 3, 2023. DOI: 10.1590/0034-7167-2022-0205pt. Disponível na SciELO. TACSI, Yolanda Rufina Condorimay; VENDRUSCOLO, Dulce Maria Silva. A assistência de enfermagem no serviço de emergência pediátrica. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 12, n. 3, p. 477-484, 2004. DOI: 10.1590/S0104-11692004000300005. Disponível na SciELO. 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral 2.2 Objetivos específicos 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceitos e organização da atenção às urgência 3.2 Acolhimento, triagem e classificação de risco 3.3 Segurança e avaliação inicial sistematizada 3.4 Via aérea e emergências respiratórias 3.5 Circulação, hemorragia e choque 3.6 Alterações neurológicas, convulsão e hipoglice 3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda 3.8 Acidente vascular cerebral 3.9 Atendimento inicial ao trauma 3.10 Anafilaxia, intoxicações e emergências ambien 3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhent 3.12 Emergências pediátricas e obstétricas 3.13 Parada cardiorrespiratória e ressuscitação 3.14 Processo de Enfermagem, comunicação e transpo 4 METODOLOGIA 5 CONCLUSÃO 6 REFERÊNCIAS