Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Sistema Financeiro Nacional
Apresentação do sistema financeiro como parte fundamental de toda a sociedade econômica moderna e
sua responsabilidade pela conexão entre agentes e recursos, além de suas particularidades com relação
ao sistema de cada país e o estudo sobre as instituições do sistema financeiro brasileiro.
Prof.ª Fernanda Almeida Ribeiro de Jesus
1. Itens iniciais
Propósito
Apresentar o conhecimento da estrutura do Sistema Financeiro Nacional (SFN) como parte de inúmeras
profissões e tarefas, tanto no sistema financeiro quanto em empresas usuárias de financiamentos ou outras
operações financeiras.
Objetivos
Definir a estrutura do SFN e das instituições monetárias e não monetárias.
Identificar as instituições normativas do SFN.
Identificar as instituições supervisoras do SFN.
Introdução
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é um conjunto de instituições e regras essenciais para o funcionamento
da economia brasileira. Veremos, neste tema, um pouco da história dessas instituições e estudaremos sua
estrutura e seus atores principais.
Analisaremos o papel dos bancos comerciais na economia do Brasil e como eles “criam moeda”, além de
verificarmos como ocorre a atuação das diversas instituições normativas e supervisoras do SFN, como a
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central do Brasil (BCB), o Conselho Monetário Nacional
(CMN) e outros agentes ligados ao setor público.
• 
• 
• 
1. Intermediação financeira e Sistema Financeiro Nacional
Intermediação financeira
Uma das características mais elementares dos mercados financeiros é a transferência de recursos entre
agentes que os possuem em excesso (pelos quais desejam ser remunerados) e agentes com necessidade de
recursos (dispostos a pagar por isso).
Os participantes de mercados financeiros podem ser classificados, segundo a relação entre seu consumo e
renda, em três categorias. Vejamos!
Superavitários
Com renda maior que o consumo.
Nulos
Com renda igual ao consumo.
Deficitários
Com renda menor que o consumo.
A intermediação financeira, de forma geral, agiliza o processo de transferência de recursos entre aqueles que
ofertam e os demandantes de recursos.
Funções básicas da intermediação financeira
Quanto menor a comunidade em que se está inserindo, mais simples é o processo do encontro entre os que
ofertam e os demandantes de recursos. Em uma sociedade de mais de 200 milhões de habitantes como o
Brasil, a distância entre esses agentes (poupadores e tomadores) pode tornar o encontro entre as partes
difícil e caro. Das dificuldades no encontro entre as duas partes, acabou surgindo a atividade de
intermediação financeira, na figura das instituições especializadas em conectar agentes que tomam e ofertam
recursos.
A atividade de intermediação financeira possibilita, ainda, a adequação da oferta e da demanda por recursos
por meio de transformações. Essas transformações costumam ocorrer em quatro dimensões. São eles!
1
Transformação de liquidez
O capital investido por uma empresa em seus imóveis pode ser transformado em ativos líquidos por
meio da intermediação financeira. Com base no seu patrimônio (imóveis), o empresário pode emitir
debêntures, que são títulos de renda fixa, buscando recursos para ampliar sua fábrica. As
debêntures, então, podem ser negociadas em mercado, transformando-se em ativos líquidos.
2
Transformação dos prazos das operações
Os ofertadores e tomadores finais de recursos, em geral, têm conflitos relacionados ao prazo das
operações. Os primeiros desejam aplicar a prazos curtos. Já os tomadores geralmente desejam
financiamento de longo prazo. Um exemplo dessa transformação é a captação por meio de
cadernetas de poupança, que é utilizada em financiamentos imobiliários de longo prazo.
3 Transformação das magnitudes de capital
O intermediário financeiro pode agregar recursos captados de milhares de pequenos investidores,
gerando maior volume e possibilitando grandes financiamentos.
4
Transformação de risco
O intermediário financeiro, ao combinar e diversificar a carteira de ativos dos investidores, pode
reduzir o nível médio de risco assumido pelos poupadores.
Na prática, apesar do papel no desenvolvimento econômico nacional, as instituições de intermediação
financeira brasileiras atuam com grandes diferenciais nas taxas de captação e aplicação, gerando elevadas
margens de lucro. O governo está estudando maneiras para reduzir essa distância entre as taxas, ampliando o
acesso a produtos de captação e aplicação.
Intermediação financeira
Nesse vídeo, vamos entender o processo de intermediação financeira e suas funções na economia.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A estrutura do SFN
Os agentes econômicos (famílias, empresas e governo) tomam, frequentemente, decisões com relação a
consumo, poupança e investimento. Isso tem especial importância para a compreensão do sistema financeiro,
visto que, para que essas operações aconteçam na economia, é necessário viabilizar fluxos de recursos de
poupadores (agentes que recebem mais do que consomem) para tomadores de recursos (agentes que
consomem mais do que recebem).
A partir da necessidade do intermédio de um agente para essas operações, surgem as instituições
financeiras. Dessa forma, define-se o sistema financeiro como o conjunto de instituições e instrumentos
(serviços) que permitem o fluxo financeiro entre poupadores e tomadores de recursos.
O sistema financeiro é composto por quatro grandes mercados:
Monetário: utilizado pelo Banco Central do Brasil (BCB) para controlar a liquidez da economia, isto é, a
quantidade de moeda em circulação;
 
De crédito: aqui, os intermediários financeiros, normalmente, os bancos comerciais, captam recursos
de alguns agentes (por exemplo, através de depósitos em conta corrente) e emprestam a outros. O
Banco Central é o principal responsável pelo controle, normatização e fiscalização desse mercado;
 
De câmbio: também é supervisionado pelo Banco Central e caracterizado pelas trocas de moedas
estrangeiras (por exemplo, dólares ou euros) por moeda nacional (reais);
• 
• 
• 
 
De capitais: também chamado de mercado de valores mobiliários, surgiu a partir das necessidades das
firmas por recursos, muitas vezes em volume superior ao que as instituições poderiam ou estariam
dispostas a emprestar.
O mercado de capitais, assim como o de crédito, liga tomadores e poupadores, mas não há um intermediário
financeiro propriamente dito: é uma relação direta. Os intermediários prestam diversos serviços de apoio, mas
não ficam com o risco.
O principal exemplo é o mercado de ações. Os participantes transacionam esses instrumentos diretamente
entre si (há o apoio de uma corretora, mas não há uma intermediação financeira).
Comentário
O SFN pode ser dividido em três níveis: órgãos normativos, entidades supervisoras e operadores. Os
órgãos normativos e as entidades supervisoras serão abordados com mais detalhes nos módulos 2 e 3,
respectivamente. 
Os operadores são instituições que exercem atividades de captação, intermediação e aplicação no SFN,
sendo as entidades mais conhecidas. Alguns exemplos são: o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e
todos os bancos comerciais. 
Órgãos
Normativos
Entidades
Supervisoras Operadores
Conselho
Monetário
Nacional (CMN)
Banco Central do
Brasil (BACEN)
Instituições
financeiras
captadoras de
depósito à vista 
Demais instituições
financeiras
Outros intermediários
financeiros e
administradores de
recursos de terceiros
Comissão de Valores
Mobiliários (CVM)
Bolsa de mercadorias
e futuros 
Bolsa de valores
Conselho
Nacional de
Seguros Privados
(CNSP)
Superintendência de
Seguros Privados
Resseguradores 
Sociedades seguradoras 
Sociedade de capitalização 
Entidades abertas de previdência
complementar
Conselho
Nacional de
Previdência
Complementar
(CNPC)
Superintendência
Nacional de
Previdência
Complementar
(PREVIC)
Superintendência
Nacional de
Previdência
Complementar
(PREVIC)
 
A estrutura do SFN
Entenda, nestevídeo, como se configura a estrutura do Sistema Financeiro Nacional, por meio do fluxo de
recurso de poupadores, dos tomadores de recursos, e das instituições financeiras.
• 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Breve histórico do SFN
O Brasil levou muitas décadas para estabelecer um sistema financeiro moderno e robusto como o atual.
1500
Sistemas bancários da Europa
Na descoberta oficial do País, em 1500, a Europa já possuía um sistema bancário, bem como países
com moeda própria. Demorou muito tempo até que esta tecnologia chegasse ao Brasil.
1808
Inauguração do Banco do Brasil
Antes da chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, não era permitido o funcionamento
de bancos na, então, colônia de Portugal. Depois disso, a inauguração do Banco do Brasil foi um
marco para a história do SFN. Entretanto, a atuação desta instituição em relação à concessão de
crédito se revelou bastante tímida, uma vez que um dos papéis do banco era o de custear os gastos
da coroa portuguesa, por meio da impressão de dinheiro. Tal fato, contudo, acabava gerando inflação.
1822
Primeiras instituições financeiras
Após a independência e com o fim do tráfico de escravos, a necessidade de prover recursos a
empreendimentos agrícolas, industriais etc. foi se mostrando cada vez mais elevada.
Instituições financeiras começaram a surgir e, com isso, passaram a financiar lavouras, expansão de
fábricas, exportação e importação de bens, bem como mitigar problemas que hoje são cobertos por
qualquer seguradora. O Estado foi ganhando um protagonismo cada vez maior no SFN, seja como
ator principal, a partir da criação de bancos federais e estaduais, seja como regulador, criando leis
para fazer com que todo sistema se tornasse cada vez mais seguro.
1945
Avanço dos sistemas financeiros
Após a Segunda Guerra Mundial, os sistemas financeiros mundiais apresentaram grandes progressos.
O Brasil acompanhou essa tendência. A criação da Superintendência da Moeda e do Crédito
(SUMOC), em 1945, assim como da Carteira de Redesconto e, por fim, do Banco Central do Brasil, em
1964, mostram o esforço do Estado em tornar o sistema financeiro mais seguro e menos instável.
1988
Regulação internacional de instituições financeiras
Na esfera internacional, em 1988, foi firmado o Primeiro Acordo de Capital de Comitê de Basileia, na
Suíça, grande marco na regulação mundial das instituições financeiras, que visava oferecer mais
segurança ao sistema financeiro. Os países signatários tinham como objetivo estabelecer normas
para o bom funcionamento do sistema financeiro dos participantes, firmando requisitos que devem
ser observados para a atuação no setor. Com o passar dos anos, as autoridades monetárias de
inúmeros países, inclusive o Brasil, se encontraram para atualizar as normas estabelecidas.
1994
Instituição do PROER
Com o fim da hiperinflação no Brasil, em 1994, o sistema financeiro passou por grave crise: o sistema
estava “viciado” em alta inflação e perdeu parte de sua fonte de lucro. Em 1995, com a falência de
uma série de instituições financeiras, o Governo interveio no sistema bancário por meio do Programa
de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER). Com ele,
uma grande soma de recursos públicos foi injetada no sistema financeiro para conter a falência de
algumas instituições financeiras que se encontravam em apuros.
2008
Crise financeira de 2008
Durante a crise de 2008, o SFN conseguiu dar uma reposta e não foi fortemente afetado pelo evento,
como em outros países.
Após esse breve histórico do SFN, podemos introduzir a noção de instituições financeiras monetárias e não
monetárias.
Breve histórico do SFN
Neste vídeo, acompanhe um breve histórico do SFN, a partir de fatos históricos determinantes e da criação do
Banco do Brasil, um marco do sistema financeiro nacional.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Multiplicador monetário e instituições financeiras
Instituições financeiras monetárias (ou bancárias) são aquelas que podem obter recursos a partir de depósitos
em poupança ou conta corrente. Os bancos comerciais são as instituições de maior relevância nesse grupo,
dado que têm forte atuação no sistema financeiro de qualquer nação capitalista.
Além dos bancos comerciais, cooperativas de crédito (associação que presta serviços financeiros apenas aos
seus associados) e bancos múltiplos (que prestam outros serviços, além daqueles ofertados pelos bancos
comerciais, como concessão de crédito imobiliário) são exemplos de instituições financeiras monetárias.
Atenção
As instituições monetárias têm outra função fundamental: “criam dinheiro”, ou seja, afetam a quantidade
de moeda em circulação na economia. Sendo assim, vamos observar os agregados monetários, que
ajudam na classificação dos ativos que podem ser usados como moeda (ou seja, bens ou direitos que
podem ser usados para fazer trocas). 
Podemos mostrar que existe uma relação entre a oferta monetária (volume total de moeda na economia) e a
base monetária (volume físico de moeda criada pelo Banco Central).
Se o Banco Central emite R$1.000,00 em papel-moeda e o multiplicador é igual a 3, temos, de fato,
R$3.000,00 de moeda em circulação na economia. O multiplicador monetário/bancário revela em quanto a
oferta monetária crescerá (cairá) se aumentarmos (reduzirmos) em R$1,00 a base monetária da economia.
Podemos derivar esse multiplicador e ainda compreender como o sistema bancário brasileiro e do exterior são
capazes de criar dinheiro.
Considere que os indivíduos desejam manter uma quantia C de moeda, para fazer transações (R$20,00 por
exemplo). Os bancos, por sua vez, terão uma quantia de depósitos D dos seus correntistas e um excesso de
reservas ER, que são nada mais do que uma quantia de recursos que os bancos não utilizam para realizar suas
operações. Vamos definir as seguintes proporções:
Ou seja, “c” é a razão entre o dinheiro que as pessoas mantêm e o que depositam no banco: se tenho R$20,00
na carteira e R$100,00 no banco, c = 20%. Por sua vez, “e” é a proporção de recursos que os bancos mantêm
em caixa: se o meu banco empresta R$40,00 dos R$100,00 que depositei e, portanto, mantém R$60,00 em
caixa, temos e = 60%.
Definimos, também, a reserva compulsória RR: é um mecanismo utilizado pelo Banco Central para manter a
estabilidade do sistema financeiro e combater a inflação. Assim, a autoridade monetária exige que os bancos
mantenham uma certa porcentagem dos depósitos dos correntistas no próprio BCB.
Já as reservas voluntárias ER são as que só dependem das estratégias adotadas pelos próprios bancos. O
total de reservas dos bancos comerciais será dado pela seguinte relação:
Se um banco mantém ER = R$300,00 em caixa, sendo obrigado a manter RR = R$200,00 no Banco Central,
temos, então, R= 200 + 300 = R$500,00. A autoridade monetária estabelece ainda a porcentagem rr do total
de depósitos recebidos pelo banco, que deverá ser mantido em uma conta no BCB.
Portanto, temos que RR também pode ser escrito da seguinte maneira:
Podemos substituir essa relação na expressão das reservas R, de maneira que obtemos essa nova relação: 
É importante notar que, como rr é definido pela autoridade monetária e varia entre 0 e 1, os bancos não
precisam manter a totalidade dos depósitos dos correntistas e, com isso, podem emprestar mais recursos do
que dispõem.
Os bancos utilizam essa estratégia, pois acreditam que os correntistas não sacarão a totalidade dos seus
recursos de uma só vez. Se um cliente deposita R$1.000,00, o banco pode emprestar uma parte desse
montante a outros correntistas.
De maneira mais prática, vamos assumir que o Banco Central exija que rr=50%. Portanto, para cada R$1,00
depositado, R$0,50 são mantidos no BCB. Os R$0,50 restantes podem ser utilizados pelo banco para
conceder empréstimos, financiamentos, entre outros serviços.
A base monetária MB deve ser igual à quantidade de moeda em poder do público C e o total de reserva dos
bancosR. Logo:
Vimos que c e e nos dão a proporção de moeda em poder do público C e excesso de reservas ER sobre os
depósitos D, respectivamente. Podemos incorporar essas relações à equação que vimos anteriormente.
Dessa forma, temos a seguinte relação entre depósitos e base monetária: 
Podemos definir M como a soma de depósitos à vista com o papel moeda em poder do público (ou seja, o que
as pessoas carregam na carteira ou guardam em casa). Esta relação pode ser escrita como M = C + D = cD +
D = (1+c)D.
Finalmente, podemos reescrever a equação da oferta de moeda da seguinte forma:
Agora você sabe como o sistema bancário é capaz de criar moeda e sobre a atuação do Banco Central para
que os bancos não criem moeda em excesso. A criação excessiva de moeda pode gerar inflação ou
instabilidade no sistema. Nesse contexto, os correntistas correm perigo de não encontrar a quantia que
desejam disponível para saque.
Caso os correntistas percam confiança na capacidade do banco para a devolução de seus recursos, eles vão
correr até a instituição para sacar o máximo de recursos que puderem. Tais episódios, muito comuns no
passado, conhecidos como corridas bancárias, são pouco comuns hoje em dia, especialmente no Brasil.
Entretanto, em 2019, um rumor de que o Metro Bank da Inglaterra encerraria as suas atividades acabou por
gerar longas filas nas agências da instituição, com correntistas desesperados para sacar suas economias.
Posteriormente, o rumor se mostrou infundado, visto que a instituição continuava em pleno funcionamento.
Contudo, mesmo com o Metro Bank sendo capaz de acalmar os rumores, suas ações caíram 9% e muitos
correntistas encerraram suas contas.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa CORRETA a respeito do Sistema Financeiro Nacional (SFN):
A
O Brasil possuía um sistema bancário desenvolvido enquanto era colônia de Portugal.
B
O sistema financeiro brasileiro não acompanhou as mudanças internacionais após a Segunda Guerra Mundial.
C
O SFN atravessou uma crise na década de 1990, após o fim da hiperinflação.
D
O Banco Central do Brasil foi criado quando a família real portuguesa chegou ao Brasil.
E
O fim da hiperinflação foi benéfico para o SFN.
A alternativa C está correta.
Os bancos brasileiros eram "viciados" em hiperinflação e atravessaram dificuldades com a estabilização da
moeda.
Questão 2
Qual é o fator que determina a distinção entre as instituições financeiras monetárias e não monetárias?
A
Criação de moeda.
B
Governança.
C
Atuação no mercado de títulos públicos.
D
Prazo de empréstimos.
E
Cobrança de taxa de juros.
A alternativa A está correta.
Vimos que instituições financeiras monetárias têm a capacidade de criar moeda e captar recursos de seus
clientes, instituições financeiras não monetárias não têm o mesmo poder.
2. Instituições normativas do SFN
Conselho Monetário Nacional (CMN)
O Conselho Monetário Nacional (CMN) foi criado em 1964 durante as reformas de estabilização econômica
organizadas pelos ministros Roberto Campos (Planejamento) e Otávio Gouveia de Bulhões (Fazenda).
Tais reformas acabaram por controlar a inflação, que vinha crescendo, e por criar maneiras mais saudáveis de
financiar os gastos públicos, especialmente a partir da possibilidade de negociar títulos públicos. Títulos
públicos são instrumentos utilizados pelos governos para captar recursos junto ao mercado e que devem ser
devolvidos acrescidos de juros, após um prazo preestabelecido.
Nessa época, o CMN era composto por uma série de membros do Governo, sindicatos patronais e dos
trabalhadores. Esse fato acabava por tornar o conselho um espaço extremamente propício ao lobby, pois era
de lá que saiam decisões bastante relevantes para inúmeros agentes econômicos.
Lobby
Atividade de pressão de um grupo organizado (de interesse, de propaganda etc.) sobre políticos e
poderes públicos, que visa exercer sobre estes qualquer influência ao seu alcance, mas sem buscar o
controle formal do governo.
CMN até 1995
Somente em 1995, após o fim da hiperinflação,
houve uma mudança na composição do CMN,
que passou a ter apenas três integrantes: os
ministros do Planejamento e da Fazenda e o
presidente do Banco Central do Brasil. Nesse
arranjo, o presidente da instituição é o ministro
da Fazenda.
Atual composição do CMN
Atualmente, os integrantes do CMN são o
Ministro de Estado da Fazenda (presidente do
Conselho), o Ministro de Estado do
Planejamento e Orçamento e o Presidente do
Banco Central do Brasil.
As reuniões dos membros citados ocorrem uma vez por mês e as decisões são tomadas a partir de seus
votos. O principal objetivo do Conselho é formular a política da moeda e do crédito do País.
Em casos extraordinários, pode acontecer mais de uma reunião por mês. As matérias aprovadas são
regulamentadas por meio de Resoluções CMN divulgadas no Diário Oficial da União (DOU) e no Busca de
normas do Conselho e do Banco Central (BC).
Compete ao CMN regular os valores interno e externo da moeda. Assim sendo, adaptará a quantidade de
moeda em circulação às necessidades da economia. É comum que moedas estrangeiras (dólar, euro, libra
etc.) circulem na economia brasileira de formas variadas, o que tem impacto no balanço de pagamentos do
País.
Balanço de pagamentos
É um instrumento de contabilidade nacional que mostra as transações do país com o exterior. 
Atenção
Como foi dito, outras moedas circulam no Brasil, mas não podem ser utilizadas, pois o Real tem curso
forçado. Com isso, caso um exportador, que recebe sua renda em dólares, queira comprar produtos aqui,
terá de converter seus dólares em reais. 
O mesmo ocorre com um importador que deseja adquirir, por exemplo, insumos no exterior. Ele terá que trocar
seus reais por dólares e pagar os fornecedores fora do País. A entrada e a saída de divisas estrangeiras serão
registradas no balanço de pagamentos e seu equilíbrio é vital para o bom funcionamento de qualquer
economia capitalista.
Se o Brasil sofrer uma fuga de capitais (forte saída de dólares), o equilíbrio do balanço de pagamentos fica
comprometido, o que pode impactar negativamente a atividade econômica.
Exemplo
O “Efeito Tequila”, em 1995, impactou fortemente os balanços de pagamentos e as economias latino-
americanas. Com a crise econômica que se alastrava no México, investidores — receosos que os demais
países da região também entrassem numa grave crise — começaram a tirar suas aplicações dos países
da região. 
Atribuições do Conselho Monetário Nacional
Veja mais sobre as atribuições do CMN.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A importância do CMN para a estabilidade econômica nacional é tamanha que ele recebe o título de órgão
deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional.
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
O Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP) é constituído dos seguintes órgãos: Conselho Nacional de
Seguros Privados (CNSP), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Instituto de Resseguros do Brasil
(IRB). Complementar a esses órgãos, atuam também no mercado segurador as companhias seguradoras
autorizadas a funcionar, e os corretores legalmente habilitados. A imagem a seguir ilustra a composição do
mercado de seguros do Brasil.
Sistema Nacional de Seguros Privados
Em um mundo onde há riscos, já que é impossível fazermos previsões perfeitas, é natural que os indivíduos
queiram se proteger de adversidades. Dessa forma, os seguros foram se popularizando ao longo dos séculos
e atuam mitigando problemas relacionados à saúde, manutenção e proteção de bens físicos e vida.
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é o órgão responsável por estabelecer normas e diretrizes
para o setor em questão.
Saiba mais
O CNSP é responsável por fixar normas a serem observadas pelas seguradoras privadas, como afixação
de características de contratos, criação de índices e normas técnicas com relação a tarifas e
investimentos. Além de sua atribuição normativa, ele também é responsável por fiscalizaras instituições
do segmento. 
O órgão em questão deve zelar, também, pela racionalidade e sustentabilidade financeira dos contratos
firmados em seguradoras e segurados, como forma de não comprometer a saúde financeira das primeiras. A
profissão de corretor de seguros é, inclusive, regulada pelo CNSP.
Visando obter mais lucros, corretoras de seguro podem entrar em projetos arriscados (é o mesmo problema
que afeta os bancos). Caso o contratante necessite de um montante de recursos muito elevado, a seguradora
pode acabar quebrando e/ou não podendo arcar com os custos da adversidade.
Exemplo
Um aeroporto de grande porte pode ser atingido por um furacão ou incêndio. Dessa forma, é comum que
mais de uma empresa de seguro divida o risco da operação em caso de projetos do porte em questão. 
Cabe ainda ao CNSP punir — e até excluir operadores do mercado — caso não sigam as normas
estabelecidas. Dessa forma, o conselho acaba por regular sociedades seguradoras e corretores de seguro.
Ele regula também entidades abertas de previdência complementar, mas não as fechadas, que são reguladas
pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). Tanto as entidades abertas quanto as
fechadas têm o mesmo objetivo: poupar para a aposentadoria. A seguir, são apresentadas as diferenças entre
elas:
Planos como o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) são os
mais populares no mercado. 
Conselho Nacional de Seguros Privados
Neste vídeo, entenda o Conselho Nacional de Seguros Privados, órgão responsável por estabelecer normas e
diretrizes para os seguros privados.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
É o órgão responsável por regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas
de previdência complementar. Foi instituído pelo Decreto nº 7.123, de 3 de março de 2010, juntamente com a
Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC), para substituir o extinto Conselho de Gestão da
Previdência Complementar (CGPC). É presidido pelo Ministro da Previdência Social, e composto por
representantes da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), da Casa Civil da
Presidência da República, do Ministério da Fazenda (MF), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços
Públicos (MGI), das entidades fechadas de previdência complementar, dos patrocinadores e instituidores de
planos de benefícios das entidades fechadas de previdência complementar e dos participantes e assistidos
de planos de benefícios das referidas entidades.
A atribuição do CNPC é regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas.
Além do ministro da Previdência Social, que preside o Conselho, participam o ministro da Economia,
representantes da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Secretaria de Políticas
de Previdência Complementar (SPPC), Casa Civil da Presidência da República, entidades fechadas de
Previdência complementar fechada 
É restrita a um grupo de trabalhadores e,
normalmente, é contratada por uma firma
para um grupo grande de funcionários. A taxa
de administração, com esse efeito escala,
acaba por se revelar mais atrativa.
Previdência complementar aberta 
Permite que trabalhadores com
diferentes vínculos contratem o serviço,
sem a necessidade de estarem ligados
a uma empresa específica.
previdência complementar, patrocinadores e instituidores de planos de benefícios das entidades fechadas de
previdência complementar e dos participantes e assistidos de planos de benefícios.
Funcionamento do CNSP e do CNPC
Neste vídeo, vamos explicar a atuação do Conselho Nacional de Seguros Privados e do Conselho Nacional de
Previdência Complementar em nossa economia.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(INAZ DO PARÁ/BANPARÁ/TÉCNICO BANCÁRIO 2014) Assinale a opção que apresenta um órgão deliberativo
máximo do Sistema Financeiro Nacional:
A
Banco Central do Brasil.
B
Conselho Monetário Nacional.
C
Comissão de Valores Mobiliários.
D
Conselho Nacional de Seguros Privados.
E
Comitê de Política Monetária (Copom).
A alternativa B está correta.
O CMN regula os tipos de operação que as instituições financeiras podem realizar ou apoiar. Além disso, é
um órgão que auxilia a saúde financeira das instituições da área. Sua importância para a estabilidade
econômica nacional é tamanha que ele recebe o título de órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro
Nacional.
Questão 2
Se você tem uma empresa com vinte funcionários e quer fazer um plano de previdência para eles, qual órgão
vai estabelecer as normas com a corretora de seguros?
A
Banco Central.
B
CNPC.
C
CMN.
D
CNSP.
E
Susep.
A alternativa B está correta.
O Banco Central e o CMN não regulam ou criam normas para corretora de seguros. Vimos programas que
têm o mesmo objetivo: poupar para a aposentadoria. Entretanto, dado que existe uma restrição para um
deles, isso faz com que a previdência complementar fechada esteja sob a alçada do Conselho Nacional de
Previdência Complementar (CNPC).
3. Instituições supervisoras do SFN
Supervisores do SFN
As instituições supervisoras realizam atividades complementares às desempenhadas pelas instituições
normativas, e têm como finalidade fiscalizar e supervisionar as instituições sob sua responsabilidade.
Antes de começarmos a tratar de questões relativas ao Banco Central do Brasil, algumas perguntam podem
surgir, como:
Como e onde surgiu o primeiro banco
com características de banco central?
Por que ele existe?
O Banco da Inglaterra, fundado em 1694, foi o
primeiro a adotar algumas das atuais funções
de um banco central. Na época, o governo
inglês concedeu a ele o monopólio de emissão
de moeda na região de Londres. Além disso, a
instituição atuava como o banqueiro do
governo.
Quais são as responsabilidades de um
banco central?
Uma de ordem macroeconômica: o banco
central é responsável pelas políticas monetária
e cambial de um país. A outra, de ordem
microeconômica: o banco central atua para
promover a estabilidade do sistema financeiro.
Um banco central possui algumas funções consideradas clássicas, mas como cada país tem seu próprio BC,
uma nação pode decidir que outros órgãos desempenhem essas funções. Dito isso, as funções clássicas são: 
Monopólio de emissão de moeda;
Banqueiro do governo;
Banco dos bancos;
Supervisor do sistema financeiro;
Responsável pela política monetária;
Responsável pela política cambial;
Depositário das reservas internacionais;
Assessor econômico do Governo.
Na maioria dos países, a principal missão do banco central é garantir a estabilidade de preços, evitando a
desvalorização da moeda. A autoridade monetária visa proteger a sociedade, impedindo a transferência de
riqueza da população para o Governo por meio da inflação.
Too Big to Fail
A expressão "Too Big to Fail" (TBTF) refere-se à ideia de que certas instituições financeiras são tão grandes e
tão interconectadas com a economia que sua falência causaria danos catastróficos ao sistema financeiro e à
economia em geral. Essa concepção leva os governos a intervirem para salvar essas instituições em tempos
de crise, para evitar um colapso econômico mais amplo.
A crise financeira de 2008 é um exemplo emblemático de "Too Big to Fail". Originada no mercado imobiliário
dos Estados Unidos, a crise foi precipitada pelo colapso do mercado de hipotecas subprime. As instituições
financeiras de grande porte, como Lehman Brothers, AIG, e muitas outras, estavam profundamente envolvidas
nesses produtos financeiros arriscados. Quando os valores desses ativos começaram a despencar, o efeito
dominó afetou bancos e instituições financeiras ao redor do mundo.
O governo dos EUA, junto com o Federal Reserve (Fed), interveio de maneira significativa. A falência do
Lehman Brothers em setembro de 2008 demonstrou os riscos de deixar uma grande instituição colapsar,• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
resultando em uma dramática perda de confiança no sistema financeiro. Para evitar um colapso sistêmico, o
governo injetou bilhões de dólares no sistema financeiro, resgatando empresas como AIG, e implementando
programas para comprar ativos e ações de alto risco para instituições financeiras e estabilizar o sistema
bancário.
Mas qual a sua opinião sobre esse tipo de política governamental?
O governo deve ajudar grandes instituições financeiras que estão indo à falência?
Chave de resposta
Acesse a plataforma e compartilhe sua opinião. 
Sinta-se à vontade para opinar a favor ou contra essa questão, ou simplesmente votar nos argumentos de
seus colegas.
Estamos testando novas ferramentas de aprendizagem em nossa plataforma e gostaríamos de saber sua
opinião sobre o impacto delas no seu aprendizado. Sua colaboração é essencial para aprimorarmos essa
experiência! 
 
Registre sua opinião na Avaliação de reação.
Instituições supervisoras no SFN
Neste vídeo, conheça as instituições supervisoras no SFN, como Banco Central do Brasil, Comissão de Valores
Imobiliários, Superintendência de Seguros Privados e Superintendência Nacional de Previdência
Complementar.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
As características do Banco Central do Brasil
O Banco Central do Brasil foi criado em dezembro de 1964, pela Lei nº 4.595, a lei de Reforma Bancária. Antes
da criação do BCB, suas atividades eram exercidas pela Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc),
pelo Conselho Superior da Sumoc, pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro Nacional.
Essa mesma lei também criou o Conselho Monetário Nacional (CMN), que extinguiu o Conselho Superior da
Sumoc.
Funções do Banco Central
O BACEN (outra sigla para o Banco Central) apresenta cinco funções principais no país: a primeira e, talvez, a
mais conhecida é a de emissor de moeda, papel-moeda (cédulas) e moeda metálica, e executor dos serviços
do meio circulante. O CMN define os limites e as diretrizes para a emissão, mas quem de fato emite é o BCB. 
https://www.kialo-edu.com/p/55061f9a-06aa-486b-8184-08f0f214854e/140215
https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=zIHgKT-YUk2x0BA1lSE7xsHm6MYo2mdGqYajwVfROrVUMlVIVUZCRVJLN1EzU0JVUkdRTjRORzZGQi4u&route=shorturl
https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=zIHgKT-YUk2x0BA1lSE7xsHm6MYo2mdGqYajwVfROrVUMlVIVUZCRVJLN1EzU0JVUkdRTjRORzZGQi4u&route=shorturl
É comum que surja dúvida com relação ao papel da Casa da Moeda do Brasil (CMB) nessa história. Portanto,
vale o registro de que o BCB emite e a CMB fabrica a moeda.
Comentário
O objetivo do Banco Central é que o meio circulante (total de cédulas e moedas em circulação no país)
satisfaça a demanda de dinheiro indispensável à atividade econômico-financeira da nação sem causar
desequilíbrios nos preços. Em outras palavras, uma quantidade de moeda superior à necessidade da
nação, geralmente, provoca inflação, e uma quantidade inferior pode provocar deflação. É importante
destacar que nenhuma dessas situações — inflação excessiva ou deflação — é desejável, pois ambas
geram e evidenciam situações de desequilíbrio na economia. 
Para atender à demanda por moeda, também, é necessário que o BCB execute os serviços de meio circulante,
isto é, que ele substitua as cédulas rasgadas com defeito e as moedas que desapareceram. Além da emissão
de moeda e da execução dos serviços de meio circulante, o Banco Central pode controlar a quantidade de
moeda em circulação na economia de outras formas, executando, assim, a política monetária, a segunda
função do BCB.
Basicamente, a política monetária é constituída por ações tomadas pelo banco central com o objetivo de
afetar a taxa de juros (o custo do dinheiro) e a quantidade de dinheiro na economia. Para isso, o Bacen utiliza
diversos instrumentos. A emissão de moeda é um meio de política monetária, mas é pouco utilizado no Brasil.
A terceira função do Bacen é controlar o crédito em circulação na economia. As regulamentações sobre o
mercado de crédito são um importante instrumento para política monetária. O Bacen pode restringir ou
expandir os meios de pagamento com alterações nas alíquotas dos depósitos compulsórios dos bancos.
Saiba mais
Em março de 2020, o Banco Central do Brasil reduziu a alíquota de compulsório sobre depósitos a prazo
de 25% para 17%. O BCB comunicou que medida visava aumentar a liquidez, isto é, a quantidade de
moeda circulando na economia brasileira, reduzindo, dessa forma, os impactos econômicos da Covid-19. 
No entanto, a autoridade monetária informou que assim que a economia se recuperasse da pandemia, a
alíquota voltaria ao patamar de 25%. Em 2018, a alíquota de depósitos à vista foi reduzida para 21% e a de
depósitos de poupança para 20%.
Historicamente, no Brasil, o compulsório sempre teve alíquotas elevadas, retratando uma particularidade
nossa. Em outras palavras, os níveis do compulsório no País estão bem acima dos praticados
internacionalmente.
Além disso, os países dão tratamentos diferentes à remuneração dos recursos depositados na conta do Banco
Central.
Exemplo
Na Colômbia, não há remuneração dos recursos. No Brasil, os recursos provenientes dos depósitos à
vista depositados pelos bancos no BCB não possuem rendimento; já os depósitos a prazo são
remunerados à taxa Selic (a taxa básica de juros definida pelo próprio Banco Central) e os depósitos de
poupança, à mesma taxa do que a caderneta de poupança. 
Outro instrumento utilizado pelo Bacen para executar a política monetária é a chamada operação de mercado
aberto (open market). O Governo pode financiar um déficit por meio de emissões de títulos públicos. Assim, o
Governo Federal, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vende esses papéis ao setor privado, que
compra os títulos com a expectativa de obter rendimentos.
O Bacen compra os títulos que já estão no setor privado, a fim de realizar política monetária, não podendo, de
acordo com a Constituição Federal, comprar os títulos diretamente do Governo Federal.
Isto é, o BCB não pode oferecer empréstimos e financiamentos diretamente ao Governo.
A política monetária é dita expansionista (aumentando a quantidade de moeda na economia) quando
o BCB compra títulos do mercado, pois ele eleva a quantidade de moeda na economia ao retirar
títulos públicos de circulação, substituindo-os por moeda — dizemos que é uma injeção de liquidez.
Por outro lado, a política monetária é contracionista quando o BCB vende títulos ao setor privado,
comprando moeda, o que reduz a quantidade de dinheiro na economia.
O Banco Central exerce a função de banco dos bancos por duas razões:
1
O BCB funciona como um banco para os bancos
comerciais, que podem fazer depósitos
voluntários em sua conta.
2
O Bacen realiza operações de redesconto e
empréstimos às instituições financeiras
bancárias.
O redesconto é concedido pelo BCB às instituições financeiras bancárias que sofrem de iliquidez no curto
prazo, ou seja, que apresentam débitos maiores que créditos. Mais especificamente, o redesconto acontece
quando os depósitos bancários atingirem um mínimo em relação aos depósitos à vista e em outros casos
determinados por lei.
A instituição financeira oferece à autoridade monetária um ativo em garantia e o BCB paga um valor inferior ao
do ativo dado em garantia. No momento em que o banco salda o empréstimo, ele compra o ativo pelo seu
valor pleno. A diferença entre os dois valores representa a taxa de redesconto, um importante instrumento de
política monetária.
A figura abaixo mostra todos os instrumentos apresentados neste módulo. O BCB atua como emprestador de
última instância tanto nas operações de redesconto como nos empréstimos que ele oferece a instituições
financeiras que não conseguem tomar no mercado interbancário.
A quarta principal função do Banco Central é a de formulação, execução e acompanhamento da política
cambial e relações financeiras com o exterior. As transações que o Brasil efetua com outros países pode
apresentarsaldos positivos ou negativos.
Isto é, o país pode acumular reservas internacionais ou gastá-las. Elas são compostas por: reservas de ouro,
reservas de moeda estrangeira e direitos especiais de saque (DES). Este último é uma moeda criada pelo
Fundo Monetário Internacional (FMI): ela é utilizada como moeda de troca entre os bancos centrais.
A manutenção de reservas estrangeiras pelo BCB permite sua atuação no mercado de câmbio de modo a
evitar a excessiva volatilidade da moeda e garantir seu funcionamento regular. Para esse fim, o BCB pode:
Comprar e vender moeda estrangeira e ouro;
Promover, como agente do Governo Federal, a contratação de empréstimos;
Acompanhar e controlar os movimentos de capitais;
Negociar com as instituições financeiras e com os organismos financeiros internacionais.
Adicionalmente, o BCB é chamado de banco do governo, pois detém a chamada conta única do Tesouro
Nacional, na qual são averiguadas as disponibilidades de caixa da União.
Por fim, a quinta função do Banco Central do Brasil (BCB) é a supervisão e ordenamento do Sistema
Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB).
O BCB atua de forma a zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras. Assim, ele é responsável
por:
Desenhar as normas aplicáveis ao SFN;
Autorizar o funcionamento das instituições financeiras e de outras entidades;
Fiscalizar e regular as atividades das instituições financeiras e demais entidades.
Com relação ao sistema de pagamentos, o BCB é responsável por promover sua solidez e o seu normal
funcionamento. A figura a seguir mostra as cinco principais funções do Banco Central do Brasil.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
O comitê de política monetária e a taxa de juros
Veja mais sobre o Comitê de Política Monetária e a taxa de jutos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
As competências e características da CVM
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi instituída em 1976, pela Lei n. 6.385, com o objetivo de fiscalizar,
normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil.
O que está incluído no mercado de valores mobiliários são títulos e contratos de investimento coletivo,
ofertados de maneira pública, que geram direito de participação, de parceria e de remuneração.
A CVM é uma autarquia especial (possui mais autonomia do que uma autarquia comum) vinculada ao
ministério da Economia, dotada de personalidade jurídica (CNPJ próprio), patrimônio próprio, e autoridade
administrativa independente. Além disso, ela não possui subordinação hierárquica e tem autonomia financeira
e orçamentária.
O mandato legal da Comissão de Valores Imobiliários visa:
Desenvolvimento do mercado
Estimular a formação de poupança e a sua aplicação em valores mobiliários; promover a expansão e o
funcionamento eficiente e regular do mercado de ações; e incentivar as aplicações permanentes em
ações do capital social de companhias abertas sob o controle de capitais privados nacionais (Lei no
6.385/76, art. 4º, incisos I e II).
Eficiência e funcionamento do mercado
Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados da bolsa e de balcão, em que são feitas
as operações realizadas fora da bolsa de valores; assegurar a observância de práticas comerciais
equitativas no mercado de valores mobiliários; e assegurar a presença, no mercado, das condições de
utilização de crédito fixadas pelo CMN (Lei no 6.385/76, art. 4º, incisos III, VII e VIII).
Proteção dos investidores
Proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra emissões irregulares
de valores mobiliários; atos ilegais de administradores e acionistas controladores das empresas
abertas, ou de administradores de valores mobiliários; uso de informação relevante não divulgada no
mercado de valores mobiliários.
Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de
demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados no mercado (Lei no 6.385/76, art. 4º,
incisos IV e V).
Acesso à informação adequada
Assegurar o acesso do público a informações sobre os valores mobiliários negociados e as
companhias que os tenham emitido, regulamentando a lei e administrando o sistema de registro de
emissores, de distribuição e de agentes regulados (Lei no 6.385/76, art. 4º, inciso VI, e art. 8º, incisos
I e II).
Fiscalização e punição
Fiscalizar, permanentemente, as atividades e os serviços do mercado de valores mobiliários, bem
como a veiculação de informações relativas ao mercado, às pessoas que dele participam e aos
valores nele negociados, e impor penalidades aos infratores das Leis no 6.404/76 e no 6.385/76, das
normas da própria CVM ou de leis especiais cujo cumprimento lhe incumba fiscalizar (Lei no 6.385/76,
art. 8º, incisos III e V, e art. 11).
A CVM é administrada por um presidente e quatro diretores, formando, assim, a diretoria colegiada. O
colegiado tem um mandato de cinco anos e é proibida a permanência no cargo por mais tempo. Há uma
espécie de rodízio — a cada ano é encerrado o mandato de um diretor.
A autonomia operacional da CVM também é uma característica relevante, visto que os diretores só perderão o
mandato no caso de renúncia, condenação judicial ou de processo administrativo disciplinar, inobservância
dos deveres ou observâncias de proibições do cargo. Ou seja, não é possível, simplesmente, demitir um
diretor da CVM.
As funções da CVM são gerais e não discricionárias. Suas competências são:
Regulamentar, a partir da política definida pelo CMN, as matérias previstas na Lei no 6.385/76 (que
disciplina o mercado de capitais e cria a CVM) e na Lei no 6.404/76 (a Lei das Sociedades Anônimas);
 
Fiscalizar as atividades e os serviços do mercado de valores mobiliários, assim como a circulação de
informações relativas ao mercado, participantes e valores negociados. Basicamente, esta é a função
fiscalizatória da CVM;
 
Administrar os registros estabelecidos na Lei no 6.404/76. A CVM tem três tipos de registro: (i) dos
emissores, como as companhias abertas e os fundos de investimento; (ii) da emissão dos valores
• 
• 
• 
mobiliários, quando distribuídos publicamente; e (iii) de pessoas e instituições para operarem no
mercado de valores mobiliários;
 
Propor ao CMN uma fixação de limites máximos nas vantagens cobradas pelos intermediários
financeiros (por exemplo: um limite nos preços ou nas comissões);
 
Fiscalizar e inspecionar as empresas abertas, isto é, aquelas que detêm ações na bolsa, dando
prioridade às que não apresentem lucro em balanço ou deixem de pagar o dividendo mínimo
obrigatório.
O fato de existirem competências gerais e discricionárias da CVM não significa que ela pode deixar de agir,
mas que atua apenas em determinadas situações. Sendo assim, são elas:
Publicar projeto de ato normativo para receber sugestões;
 
Convocar, a seu juízo, qualquer indivíduo capaz de contribuir com informações ou opiniões para o
aperfeiçoamento das normas;
 
Examinar e extrair cópias de registros contábeis, livros, documentos, tal como documentos de
auditores independentes, que devem ser mantidos pela CVM por, no mínimo, cinco anos;
 
Intimar pessoas físicas e jurídicas que integram o sistema de distribuição de valores mobiliários (fundos
e sociedades de investimentos, auditores independentes, consultores de valores mobiliários, entre
outros) a prestar informações;
 
Requisitar informações de qualquer órgão público, autarquia ou empresa pública;
 
Exigir que empresas abertas republiquem, com correções, informações divulgadas;
 
Apurar, mediante processo administrativo, atos ilegais e práticas não equitativas de participantes do
mercado;
 
Aplicar aos participantes do mercado penalidades administrativas, bem como civis ou penais;
 
Realizar convênios com comissões de valores mobiliários de outros países, ou com entidades
internacionais, para assistência e cooperação no comando de investigações;
 
Oficializar convênios com instituições que tenham porfinalidade o estudo e a divulgação de princípios,
normas e padrões de contabilidade e de auditoria.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Saiba mais
O sistema de distribuição de valores mobiliários é responsável por colocá-los no mercado e,
efetivamente, negociá-los (pense em uma revendedora de automóveis — é semelhante!). É formado
pelas instituições auxiliares do mercado de capitais. 
São algumas delas: instituições financeiras e demais sociedades que distribuem valores mobiliários emitidos;
bolsas de valores; sociedades que revendem valores mobiliários; entidades de balcão organizado, isto é,
aquelas em que suas operações são realizadas diretamente entre as partes.
Assim, a CVM é responsável por definir quais instituições financeiras podem realizar as atividades e serviços
no mercado de valores mobiliários, bem como autorizá-las a empreender suas atividades.
A CVM aplica normas relevantes às empresas de capital aberto que operam no mercado de valores
mobiliários. Por exemplo, ela determina as informações que as empresas devem divulgar, padrões contábeis,
divulgação de deliberações dos órgãos administrativos etc.
Também é sua responsabilidade o estabelecimento de condições para o registro e o procedimento
dos auditores independentes. Esses agentes são de extrema importância no mercado de valores
mobiliários, pois auditam as demonstrações financeiras de empresas abertas e das instituições,
sociedades ou empresas que compõem o sistema de distribuição e intermediação de valores
mobiliários.
Outra atividade importante da Comissão aplica penalidades aos participantes que infringiam as normas do
mercado de valores mobiliário. Estas são aplicadas administrativamente pela CVM, não podendo ser cíveis ou
penais.
Isso significa que a CVM não pode aplicar pena de reparação por danos morais ou materiais (esfera cível) e
nem solicitar a prisão do infrator (esfera penal). Estas penas devem ser aplicadas pelo poder judiciário. No
âmbito da Comissão, estão: advertência, multa e inabilitação de exercer determinados cargos (a penalidade é
temporária, podendo durar, no máximo, 20 anos).
Além disso, a CVM pode suspender o registro ou a autorização de entidades ou pessoas que realizavam
operações no mercado de valores mobiliários. A pena de proibição é temporária e aplicada em três casos:
1
É proibido, por, no máximo, 20 anos, a
realização de determinadas atividades ou
operações, para os integrantes do sistema de
distribuição ou de outras entidades que
dependam de autorização ou registro na CVM.
2
Torna-se impossível por, no máximo, dez anos
atuar, direta ou indiretamente em uma ou mais
modalidades de operação no mercado de
valores mobiliários.
3
A CVM pode proibir o agente penalizado de,
por, no máximo, cinco anos, contratar
instituições financeiras oficiais (BNDES, BB,
Caixa Econômica etc.).
Sobre as multas, os valores são variáveis, mas no caso de não ser possível verificar os valores da operação ou
da vantagem obtida, o limite da multa é de R$50 milhões.
Outro instrumento utilizado pela CVM é o termo de compromisso. Ele é utilizado para cessar processos
administrativos, desde que o investigado ou acusado se comprometa a não mais praticar atividades ou atos
considerados ilícitos pela CVM e resolver as irregularidades apontadas, inclusive indenizando os prejuízos.
Partindo da ideia de não punir, o cumprimento dessas exigências é obrigatório na aceitação do termo de
compromisso. Se a CVM verificar o descumprimento das exigências, ela dará continuidade ao procedimento
administrativo anteriormente suspenso. A vantagem desse instrumento é que o investigado/acusado não
precisa se reconhecer como culpado do ato praticado.
Comentário
A CVM pode realizar um acordo de leniência com agentes que confessarem uma infração. Ao confessar,
o agente pode reduzir de um a dois terços a penalidade, mediante a colaboração para apuração dos
fatos, ou até extinguir sua ação punitiva. 
Para o acordo ser feito, os seguintes requisitos devem estar presentes: 
A instituição deve ser a primeira a se qualificar com respeito à infração noticiada ou sob investigação;
O BCB não dispor de provas suficientes para assegurar a condenação;
A confissão de sua participação no ilícito;
A cooperação com as investigações e com o processo administrativo, além do comparecimento,
sempre que solicitado, a todos os atos processuais, até o seu encerramento.
Por fim, a CVM exerce a função de amicus curiae (amigo da corte). Ela possui a prerrogativa (mas não a
obrigação) de oferecer, parecer ou prestar esclarecimentos nos processos judiciários que abordem temas do
mercado de capitais.
A autarquia especial torna acessível ao conhecimento do juiz aquele tema que, normalmente, não é de seu
conhecimento e que ele só conseguiria entender após um estudo considerável.
• 
• 
• 
• 
Características da SUSEP
A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) foi instituída em 1966. A autarquia vinculada ao ministério
da Economia é responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada,
capitalização (o título de capitalização é um produto em que uma parcela dos pagamentos realizados é
utilizada para formar um capital) e resseguro (seguro realizado por uma seguradora).
A SUSEP, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP, fiscaliza a constituição,
organização, funcionamento e operações das sociedades seguradoras. 
Além disso, a autarquia zela pelos interesses dos consumidores do mercado supervisionado, pelo
aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais, visando uma maior eficiência do sistema,
pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado, entre outras atribuições.
Características da SUSEP
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) foi criada em 2009. É, também, uma
autarquia especial, dotada de autonomia administrativa e financeira, e patrimônio próprio.
Ela é vinculada ao ministério da Economia e estão entre as suas principais competências: fiscalização e
supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complementar e execução das políticas
para o regime de previdência complementar.
Em outras palavras, a Previc funciona como uma espécie de agência reguladora encarregada de fiscalizar e
supervisionar as centenas de fundos de pensão existentes no Brasil.
O mandato legal da Comissão de Valores Imobiliários
Neste vídeo, descubra mais sobre Comissão de Valores Imobiliários, suas responsabilidades como
desenvolvimento do mercado, a eficiência e o funcionamento do mercado, a proteção dos investidores e
muito mais!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Em março de 2020, a autoridade monetária brasileira anunciou que as alíquotas dos depósitos compulsórios
incidentes sobre depósitos a prazo seriam reduzidas de 25% para 17%. Levando em consideração a dinâmica
do mercado financeiro, essa medida objetiva, principalmente:
A
Diminuir o nível de inadimplência observado no sistema bancário brasileiro.
B
Aumentar a regulação do sistema bancário brasileiro.
C
Estimular os depósitos voluntários do sistema bancário brasileiro.
D
Aumentar a oferta de crédito para empresas e consumidores no Brasil.
E
Aumentar a taxa de juros para empresas e consumidores no Brasil.
A alternativa D está correta.
Os depósitos compulsórios são recursos que as instituições financeiras, como bancos comerciais, têm que
depositar em uma conta no BCB. Se as alíquotas dos depósitos compulsórios diminuem, os bancos têm
mais recursos para realizar suas operações, podendo, assim, aumentar a oferta de crédito para empresas e
consumidores.
Questão 2
O Banco Central do Brasil atua na política monetária por meio de instrumentos. Nesse contexto, assinale a
afirmativa CORRETA.
A
Na execução da política monetária, o Banco Central vende títulos públicos quando há excesso de liquidez e os
compra quando há escassez de liquidez.
B
O contingenciamento do crédito é compatível comuma política monetária expansionista.
C
Na execução de uma política monetária contracionista, o Banco Central reduz o percentual do recolhimento
compulsório.
D
O Banco Central não utiliza as operações de mercado aberto como instrumento de política monetária.
E
O aumento de juros é compatível com uma política monetária expansionista.
A alternativa A está correta.
Quando um vendedor de frutas, por exemplo, vende uma laranja, ele ganha dinheiro. Esse dinheiro é
retirado do mercado e vai para o bolso do vendedor, diminuindo a quantidade de moeda na economia.
Quando o Banco Central vende títulos públicos, algo similar acontece. Contudo, nesse caso, o Banco
Central não precisa retornar com tal dinheiro ao mercado para comprar carne ou leite (como acontece com
o vendedor de frutas).
O BCB pode, quando há excesso de liquidez, vender títulos públicos e "ficar" com os recursos, diminuindo a
liquidez do mercado. Já quando o Banco Central compra títulos públicos, ele despeja recursos na
economia, aumentando a liquidez quando há pouca na economia.
4. Conclusão
Considerações finais
Conforme vimos ao longo do tema, o Sistema Financeiro Nacional se consolidou a partir das reformas
estruturais iniciadas em 1964. O SFN é formado por diversas instituições interconectadas, sendo responsáveis
por auxiliar no desenvolvimento sustentável do país.
Dessa forma, o Sistema, que é composto por órgãos normativos, supervisores e operadores, tem como
tarefas, basicamente, normatizar, controlar, fiscalizar e operacionalizar as trocas de recursos que ocorrem em
nossa sociedade.
Você certamente lida com o Sistema Financeiro Nacional com frequência. Quando seu banco presta um bom
serviço, ou quando você consegue um emprego em uma empresa que acaba de emitir ações no mercado,
você observa o bom funcionamento desse sistema.
Quando o sistema funciona mal, podemos ter grandes crises, afetando a economia como um todo. Fique
atento ao funcionamento do SFN, seja em sua prática profissional ou acompanhando as notícias dos jornais!
Podcast
Neste podcast, ouça um resumo dos principais tópicos abordados no conteúdo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Pesquise no site do Banco Central o painel interativo (Composição e segmentos do Sistema Financeiro
Nacional), no qual é possível ver, de maneira esquematizada e resumida, as instituições que integram o
Sistema Financeiro Nacional, assim como suas respectivas funções.
 
Para aprofundar seu conhecimento sobre a história do Banco Central do Brasil e do Tesouro Nacional, leia as
seções 2 e 3 do artigo do professor Fernando de Holanda Barbosa, O Sistema Financeiro Brasileiro.
Referências
ABREU, E.; SILVA, L. Sistema Financeiro Nacional. Rio de Janeiro: Método, 2016.
 
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Recolhimento compulsório – quadro-resumo. Consultado em meio eletrônico
em: 17 mai. 2020.
 
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Programa de Educação Financeira do Banco Central (PEF-BC). Banco Central
do Brasil: fique por dentro. 4. ed. Brasília: Banco Central do Brasil, 2008. Consultado em meio eletrônico em: 5
mai. 2020.
 
BRASIL. Decreto nº 7.123, de 3 de março de 2010. Dispõe sobre o Conselho Nacional de Previdência
Complementar (CNPC) e sobre a Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC), e dá outras
providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2010.
 
COMITÊ CONSULTIVO DE EDUCAÇÃO (CVM). TOP: mercado de valores mobiliários brasileiro. 4. ed. Rio de
Janeiro: Comissão de Valores Mobiliários, 2019. Consultado em meio eletrônico em: 5 mai. 2020.
 
FOLHA DE SÃO PAULO. BC libera R$ 16 bi retidos nos bancos para tentar incentivar empréstimos. São Paulo,
2019. Consultado em meio eletrônico em: 17 mai. 2020.
 
GIAMBIAGI, F.; SCHMIDT, C. Macroeconomia para executivos: teoria e prática no Brasil. Rio de Janeiro:
Campus, 2014.
 
MEMORIAL DA DEMOCRACIA. Crise do México traz impactos ao Brasil. Consultado em meio eletrônico em: 17
mai. 2020.
 
MISHKIN, F. The economics of money, banking, and financial markets. 11. ed. São Paulo: Pearson, 2015.
 
MISHKIN, F. Moedas, bancos e mercados financeiros. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000.
 
REUTERS. BC ajusta regras de compulsório e exigências de liquidez e libera R$ 135 bi para economia. São
Paulo/Brasília, 2020. Consultado em meio eletrônico em: 17 mai. 2020.
 
VALOR INVESTE. Banco Central reduz alíquota de compulsório sobre depósitos a prazo de 25% para 17%. São
Paulo, 2020 Consultado em meio eletrônico em: 17 mai. 2020.
	Sistema Financeiro Nacional
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Intermediação financeira e Sistema Financeiro Nacional
	Intermediação financeira
	Superavitários
	Nulos
	Deficitários
	Funções básicas da intermediação financeira
	Transformação de liquidez
	Transformação dos prazos das operações
	Transformação das magnitudes de capital
	Transformação de risco
	Intermediação financeira
	Conteúdo interativo
	A estrutura do SFN
	Comentário
	A estrutura do SFN
	Conteúdo interativo
	Breve histórico do SFN
	Sistemas bancários da Europa
	Inauguração do Banco do Brasil
	Primeiras instituições financeiras
	Avanço dos sistemas financeiros
	Regulação internacional de instituições financeiras
	Instituição do PROER
	Crise financeira de 2008
	Breve histórico do SFN
	Conteúdo interativo
	Multiplicador monetário e instituições financeiras
	Atenção
	Verificando o aprendizado
	2. Instituições normativas do SFN
	Conselho Monetário Nacional (CMN)
	CMN até 1995
	Atual composição do CMN
	Atenção
	Exemplo
	Atribuições do Conselho Monetário Nacional
	Conteúdo interativo
	Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
	Saiba mais
	Exemplo
	Conselho Nacional de Seguros Privados
	Conteúdo interativo
	Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
	Funcionamento do CNSP e do CNPC
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Instituições supervisoras do SFN
	Supervisores do SFN
	Como e onde surgiu o primeiro banco com características de banco central? Por que ele existe?
	Quais são as responsabilidades de um banco central?
	Too Big to Fail
	Instituições supervisoras no SFN
	Conteúdo interativo
	As características do Banco Central do Brasil
	Funções do Banco Central
	Comentário
	Saiba mais
	Exemplo
	1
	2
	O comitê de política monetária e a taxa de juros
	Conteúdo interativo
	As competências e características da CVM
	O mandato legal da Comissão de Valores Imobiliários visa:
	Desenvolvimento do mercado
	Eficiência e funcionamento do mercado
	Proteção dos investidores
	Acesso à informação adequada
	Fiscalização e punição
	Saiba mais
	1
	2
	3
	Comentário
	Características da SUSEP
	Características da SUSEP
	O mandato legal da Comissão de Valores Imobiliários
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina