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Evolução e Complicações das IVAS

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Módulo Inflamação, Febre e 
Infecção! 
 
1. Definir o processo de evolução das 
IVAS para meningite. 
A colonização da orofaringe na maioria das 
vezes é e costuma ser uma assintomática
importante fonte de infecção. A mucosa 
nasofaríngea é o único reservatório natural 
do meningococo, que é transferido de 
pessoa a pessoa. Qualquer alteração da 
integridade do epitélio ciliado nasofaringeo 
pode ser o para a gatilho colonização e o 
desenvolvimento da doença. 
A adesão das bactérias à mucosa 
respiratória dá-se principalmente através dos 
pili bacterianos, que atravessam a cápsula 
de polissacarídeos e promovem a ligação 
dos receptores de superfície bacteriana com 
as células da mucosa nasofaringea, seguida, 
posteriormente, pelo fenômeno de 
endocitose. As bactérias provavelmente se 
distribuem no SNC pelas paredes dos seios 
venosos. via A partir desse ponto, penetram 
dura-máter, alcançando o espaço 
subaracnóideo, onde estão sujeitas ao 
sistema imunológico local. A habilidade das 
bactérias de atingir o espaço 
subaracnóideos e as meninges depende de 
fatores bacterianos e da imunidade do 
hospedeiro. 
As principais utilizadas para estratégias
adentrar o SNC são a passagem pelas 
junções, a das células lesão direta
endoteliais ou o transporte de micro-
organismos no interior de leucócitos 
(mecanismo conhecido como "cavalo de 
Troia"). Como exemplo, pneumococos, 
hemófilos e meningococos produzem 
proteases capazes de clivar a lgA secretora
e seus polissacárides capsulares impedem a 
ativação do sistema complemento, 
permitindo a . Após invasão e infecção
ultrapassarem a BHE, as bactérias encontram 
um ambiente à multiplicação, favorável
induzindo a secreção de citocinas (IL-1, JL-6 
e TNF- ·alfa) e a . Como resultadoinflamação , 
pode ocorrer ativação do endotélio 
cerebral, aumentando a adesão de 
leucócitos e a diapedese. A lesão da 
microcirculação e o processo inflamatório 
das meninges facilitam o edema cerebral 
vasogênico, causando hipertensão 
intracraniana. Além disso, o metabolismo 
celular está diminuído, produzindo disfunção 
cerebral, isquemia e anaerobiose, resultando 
em lesão neuronal por edema citotóxico. 
2. Estudar as complicações agudas das 
IVAS. 
COMPLICAÇÕES DAS FARINGOAMIDALITES 
1. Febre reumática: os sinais e sintomas 
aparecem de 2 a 3 semanas após a 
faringoamidalite estreptocócica. Para 
o diagnóstico utilizamos o critério de 
Jones modificado, sendo confirmado 
na presença de ou 2 critérios MAIORES
1 critério MAIOR e 2 MENORES, 
associado a evidencia de infecção 
estreptocócica recente. 
PROBLEMA 03 complicou –
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2 Marcela Oliveira Medicina 2021 –
 
2. Escarlatina: decorrente da ação de 
endotoxinas apresenta- com se rash 
cutaneopapular eritematoso e , 
deixando a pele áspera, 
linfonodomegalia, vômitos, febre e 
eritema da orofaringe. 
3. Glomerulonefrite: ocorre após infecção 
faríngea ou de pele. O paciente evolui 
com síndrome nefrítica de 1 ou 2 
semanas após a infecção; 
4. Síndrome do choque tóxico: pode 
ocorrer colonização estreptocócica de 
qualquer sítio (faringe ou pele). O 
paciente apresenta hipotensão 
associado a pelo menos dois dos 
seguintes fatores: insuficiência renal, 
coagulopatia, alteração da função 
hepática, síndrome da angustia 
respiratória e rash eritemomacular. 
5. Abcesso periamgdaliano: a teoria mais 
aceita para explicar sua formação 
seria a extensão da infecção 
localizada na amigdala para estruturas 
do espaço periamigdaliano, 
inicialmente como celulite evoluindo 
para a . O formação de abcesso
paciente no curso de uma amdgalite 
apresenta alteração do quadro, 
evoluindo com odinofagia acentuada 
e unilateral, piora da disfagia e da 
halitose, salivação, alteração do 
timbre da voz e trismo. Ao exame 
observa-se edema dos tecidos 
localizados superiormente e 
lateralmente à amígdala envolvida e 
deslocamento da úvula; 
COMPLICAÇÕES DAS RINOSSINUSITES 
1. Complicações orbitárias: quando o 
paciente apresentar além das queixas 
nasossinusais, sinais de celulite 
periorbitária (edema palpebral, 
diminuição da motricidade ocular, 
diminuição da ), acuidade visual
devendo-se sempre indicar 
tomografia nesses casos. 
2. Complicações Intracranianas: o seio 
mais relacionado a complicações 
intracranianas é o . As principais frontal
complicações são: meningites, 
abcesso extradural, subdural, cerebral 
e trombose do seio sigmoide. 
Devemos desconfiar quando o 
paciente apresentar além das queixas 
nasossinusais, cefaleia de intensidade 
exagerada, sinais meníngeos, 
convulsões e rebaixamento do nível 
de consciência. Alguns fatores como 
diabetes, pacientes imunossuprimidos
também são mais suscetíveis a 
complicações da rinossinusite. 
COMPLICAÇÕES DAS OTITES 
1. Perfuração timpâmica: é uma 
evolução comum das OMA não 
tratadas. Geralmente, a perfuração é 
pequena e se localiza na porção 
inferoanterior da membrana 
timpânica. 
2. Otite Média crônica: caracteriza-se 
pela persistência dos sinais de otite 
média por mais de 3 meses, podendo 
ser secretora, supurativa ou 
colesteatomatosa. Os riscos dessa 
evolução são de comprometimento 
da audição, perfuração timpânica 
com otorréia crônica, supuração do 
osso temporal (mastoidite) e infecção 
do SNC (meningite e abcessos). 
3. Mastoidite: toda OMA cursa com 
algum grau de mastoidite, por 
contiguidade entre a mucosa da 
orelha media e a mucosa das células 
da mastoide. Contudo, numa minoria 
dos casos, o processo inflamatório se 
estende para o periósteo da mastoide 
no osso temporal, provocando 
sintomas de edema, vermelhidão e 
dor atrás da orelha. 
4. Infecção do SNC: um pequeno existe 
risco de meningite, abcesso (epidural, 
subdural ou parenquimatoso) ou 
tromboflebite do seio lateral. 
 
Os an�corpos 
formados para 
combater a 
infecção 
estreptocócica 
depositam-se 
nos glomérulos 
causando a 
lesão renal. 
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3 Marcela Oliveira Medicina 2021 –
3. Explicar a epidemiologia, etiologia, 
fisiopatologia, quadro clínico, 
diagnóstico e tratamento das 
meningites. 
Meningite é uma doença que resulta de um 
processo inflamatório das meninges, que são 
as que recobrem o membranas encéfalo e a 
medula espinhal. 
Este processo pode ser secundário a agentes 
infecciosos (etiologia bacteriana, viral, 
micobacteriana, fúngica). 
Clinicamente, toda meningite apresenta a 
tríade clássica: 
a) síndrome de hipertensão intracraniana, 
caracterizada por cefaléia, náuseas, 
vômitos, podendo ou não estar associada à 
confusão mental; 
b) síndrome toxêmica, com manifestação de 
febre, astenia e taquicardia; 
c) síndrome de irritação meníngea, com 
presença de rigidez de nuca e sinais de 
Kernig ou Brudzinski ao exame físico. 
Embora as meningites virais sejam mais 
frequentes que as meningites bacterianas, 
elas são geralmente benignas e 
autolimitadas. Já as meningites bacterianas 
são de , em alta morbidadee letalidade
especial a meningite meningocócica. 
A meningite bacteriana é um problema de 
saúde publica anual de 4- com incidência 6 
casos/100 mil adultos, sendo a N.menigitidis 
e S.pneumoniae responsáveis por 80% dos 
casos. 
Meningite asséptica é o termo que se refere 
à síndrome clínica de infecção meníngea 
onde não há crescimento bacteriano no 
líquor. Assim, são causas de meningite 
asséptica: infecções virais e não virais, 
fármacos, câncer, doenças reumatológicas 
e metástases tumorais. 
 
ETIOLOGIA BACTERIANA 
Os são: principais agentes bacterianos
Neisseria meningitidis (meningococo), 
Streptococcus pneumoniae (pneumococo), 
Haemophilus influenzae 
Quando analisamos os principais agentes 
etiológicos de acordo com a , vemos idade
que: 
 A meningite no recém-nascido e no 
lactente ate 3 meses é ocasionada 
mais frequentemente pelo 
Streptococcus agalactiae 
(estreptococo do grupo B), pela 
Listeria monocytogenes e bactérias 
gram-negativas como entéricas
Eschericia coli, Enterobacter spp, 
Klebisiela pneumoniae adquiridas no 
momento do pela colonização parto
da . mucosa vaginal
 Dos , os 3 meses aos 18 anos
microrganismos mais frequente são 
Neisseria Meningitidis (meningococo), 
o Streptococcus pneumoniae 
(pneumococo) e o Haemophilus 
influenzae tipo b (Hib); 
 Dos , o se 18 aos 50 anos pneumococo
torna mais frequente, seguido pelo 
meningococo. 
A meningite pelo Sreptococcus 
pmneumoniae determina casos clínicos de 
maior gravidade, geralmente deixando mais 
sequelas entre os sobreviventes. Já a 
meningite pela Neisseria meningitidis 
raramente deixa sequelas quando curada. 
Algumas condições que aumenta o risco 
desse tipo de meningite sinusite/otite incluem 
media aguda ou crônica, diabetes, 
alcoolismo. 
ETIOLOGIA VIRAL 
As têm distribuição meningites virais universal
e em geral, evolução benigna, baixa 
letalidade e menor risco de sequelas. 
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4 Marcela Oliveira Medicina 2021 –
São frequentemente associadas à 
ocorrência de podendo ocorrer casos surtos, 
isolados. A incidência se eleva nos meses de 
outono e primavera. 
 
ETIOLOGIA FÚNGI CA
Os principais fungos causadores de 
meningite são do gênero Cryptococcus, 
sendo as espécies mais importantes a C. 
neoformans e a C. gattii. Outros fungos 
menos frequentes são: Candida albicans, 
Candida tropicalis, Histoplasma capsulatum. 
A meningite criptocócica tem caráter 
predominantemente oportunista, 
acometendo principalmente indivíduo com 
estado imunológico comprometido. 
Importante lembrar-se dos casos de 
meningite causados pelo M. tuberculosis. A 
meningite tuberculosa é uma complicação 
grave da infecção tuberculosa. 
FISOPATOLOGIA BACTERIANA 
A transmissão ocorre através do contato com 
secreções respiratórias do portador 
infectado (inalando gotículas de secreção 
de vias aéreas), havendo necessidade de 
contato intimo (moradores da mesma casa, 
comunicante de creche ou escola). 
O sistema nervoso central é protegido contra 
a invasão de patógenos por uma barreira 
hematoencefálica formada por células 
endoteliais junções celularesque possuem 
fortemente pelas unidas e externamente
meninges. 
Nos casos das meningites bacterianas, o 
agente etiológico pode atravessar a barreira 
hematoencefálica por: 
1. Acesso direto: através de fraturas de 
crânio, defeito congênito de 
fechamento neural como espinha 
bífida, meningocele e por iatrogenia 
através de punção liquórica errada . 
2. Contiguidade: através das otites 
médias, mastoidite ou sinusite. 
3. Via hematogênica: os agentes 
conseguem ultrapassar a barreira 
hematoencefalica por ligação com 
receptores endoteliais, lesões 
endoteliais ou em áreas mais 
susceptíveis como o plexo coroide . 
Na inicialmente ocorre à via hematogênica
colonização das vias aéreas superiores e a 
depender das defesas do hospedeiro, pode 
ocorrer invasão do epitélio com 
disseminação dessas pelo sangue. Quando 
o microrganismo alcança o plexo coroide, 
elas invadem o espaço subaracnoide e se 
multiplicam no liquor. 
O liquor por apresentar baixa concentração 
de imunoglobulinas e complemento, é um 
sitio favorável a multiplicação de bactérias. 
A lise bacteriana com a liberação de 
elementos da sua parede celular induz 
inflamação intensa das , devido a meninges
produção de citocinas, principalmente TNF-
alfa e IL- 1.
Essas citocinas aumentam a permeabilidade 
da barreira hematoencefálica, favorecendo 
o edema cerebral vasogênico levando a 
hidrocefalia. 
As citocinas também levam ao surgimento 
de seletinas, que são receptores para 
leucócitos células endoteliaisexpressos em . 
Isso favorece a migração destas células para 
o líquor, resultando em deagranulação e 
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5 Marcela Oliveira Medicina 2021 –
liberação de que metabolitos tóxicos
contribui para o . edema citotóxico
A autoregulação cerebrovascular também é 
perdida, como consequência das citocinas. 
Ela é responsável pela vasoconstrição e 
vasodilatação das artérias cerebrais. E a 
perda dessa autorregulação traz algumas 
consequências graves, pois caso ocorra 
hipotensão durante o episodio de meningite, 
o hipofluxo cerebral pode determinar 
alterações isquêmicas. 
Por fim, o processo inflamatório no espaço 
subaracnoide pode acometer vasos 
sanguíneos, causando vasculite nos vasos da 
base do crânio, ocasionando trombose e 
infarto cerebral isquêmico. 
FISIOPATOLOGIA VIRAL 
As (especificamente meningites virais
causadas por enterovírus) geralmente são 
transmitidas . por via fecal-oral
Nesses casos, os vírus atingem o SNC por via 
hematogênica neuronal (enterovírus) ou 
(herpes vírus). 
No caso dos , ao passarem pelo enterovirus
estomago, são capazes de resistir ao pH 
acido e prosseguirem para o TGI inferior. 
Após os enterovirus se ligarem aos receptores 
dos enterocitos, eles se replicam em uma 
célula suscetível, progridem para a placa de 
Payer (onde vai ocorrer replicação mais 
intensa) e então uma pode atingir o viremia
SNC, por meio das junções endoteliais e 
posteriormente alcançando o plexo coroide 
e o liquor. 
Outros vírus se replicam na nasofaringe e se 
disseminam em . linfonodos locais
Já na infecção causada pelo vírus herpes 
simples, eles atingem o através do SNC
nervo trigêmeo e olfatório, ou ainda nos 
casos de meningite asséptica, os vírus se 
disseminam após uma lesão genital primaria, 
ascendendo pelas raízes sacris ate a 
meninge. 
O vírus pode ainda ficar nas raízes latente
nervosas do trigêmeo e olfatório, reativando 
anos depois. 
QUADRO CLÍNICO BACTERIANO 
Três síndromes concomitantes caracterizam 
a apresentação clínica das meningites 
bacterianas agudas. A presença de duas 
delas ao mesmo tempo é muito sugestiva do 
diagnóstico. 
1. Síndrome toxêmica; 
O doente desenvolve febre alta, mal-estar 
geral, prostação e eventualmente agitação 
psicomotora. O sinal de Faget (pulso fraco e 
altas temperaturas) é comum. 
Em -60% das 40 meningites meningocócicas, 
um , marcado rash cutâneo hemorrágico
pelo surgimento de petequias e equimoses 
pode se encontrado. 
2. Síndrome de Irritação meníngea; 
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3. Síndrome da 
hipertensão 
craniana 
Caracterizada por cefaleia 
holocraniana intensa, 
náuseas, vômitos, fotofobia 
e muitas vezes confusão 
mental. Em geral, têm- se
vômitos em jato sem 
náuseas antecedendo. 
Crises convulsivas também podem 
aparecer. 
Em , o quadro é neonatos e lactentes
caracterizado por irritabilidade, baixa 
aceitação da dieta, hipertonia/hipotonia, 
febre, convulsões, choque séptico, 
abaulamento da fontanela, grito meníngeo 
(criança grita ao ser manipulado, 
principalmente quando se flete as pernas 
para trocar a fralda). E a rigidez da nuca 
quase nunca esta presente. 
Somente apresentam 50% dos pacientes
essa tríade. Outros achados são convulsões 
e sinais neurológicos focais. A presença de 
lesões cutâneas é bem características da N. 
meningitidis. 
QUADRO CLÍNICO VIRAL 
Tendo como principal representante o 
enterovírus, são comuns manifestações 
gastrointestinais, com vômitos, hiporexia, 
diarreia e dor abdominal. Manifestações 
respiratórias com e ainda tosse e faringite
erupção cutânea. 
Alguns doentes manifestam 
também com agitação, 
rebaixamento do nível de 
consciência e crises 
convulsivas. O aumento das 
parótidas pode preceder ser 
concomitante ou aparecer 
durante a convalescença da 
meningite por paramixovírus. 
No , a presença de lactente
meningite com liquor claro nos 
faz pensar em comprometimento . No sifilítico
adulto jovem e sexualmente ativo, a 
pesquisa de HIV é mandatória. 
DIAGNÓSTICO 
O diagnostico de meningite deve ser 
confirmado por uma punção lombar 
diagnostica. 
No entanto, na presença de rebaixamento 
do nível de consciência, com déficits focais 
ou papiledema exame de recomenda-se um 
neuroimagem antes da punção. Caso se 
opte por essa conduta, a primeira dose de 
antibiótico intravenoso deve ser 
administrada antes do exame de imagem, 
após a coleta de hemocultura. 
A punção lombar coleta de sangue e a 
devem ser realizadas antes do inicio da 
antibioticoterapia. 
A única A À 
punção liquórica é a presença de infecção 
no (piodermite). local da punção
1. ESTUDO DO LÍQUOR 
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Coloração: o aumento de células
causa a , variando turvação no LCR
de intensidade de acordo com a 
quantidade e o tipo desses 
elementos. Os neutrófilos 
geralmente o tornam e de turvo
aspecto . purulento
Xantocromia: é uma coloração 
derivada dos pigmentos de 
bilirrubina, encontrada nas 
hemorragias subaracnoides. 
2. EXAME MICROBIOLÓGICO 
Exame realizado para detectar a 
presença de bactérias. Os mais 
utilizados são a bacterioscopia pelo 
Gram e cultura e o PCR. 
TRATAMENTO BACTERIANO 
A meningite bacteriana aguda é uma 
emergência infeciosa e deve ser tratada 
sem demora. 
Dessa forma, quando houver de suspeita
meningite bacteriana e por algum motivo 
não seja possível realizar uma punção 
lombar, seja por falta de condições técnicas 
ou pelo fato do doente estar muito grave, 
impõe-se de IMEDIATO o inicio do antibiótico 
empírico de acordo com a faixa etária. 
Posteriormente, o paciente deve ser 
removido para um serviço onde possa ser 
feito adequadamente o diagnostico e 
tratamento. 
A antibioticoterapia é ministrada por via 
endovenosa, por um período de ou 7-14 dias
ate mais, dependendo da evolução clinica. 
1. GLICOCORTICOIDE: preconiza-se o uso 
sistemático de glicocorticoide em 
todas as formas de meningite 
bacteriana, reduzir visando a 
inflamação no SNC, e desse modo, a 
chance de óbito e sequelas 
neurológicas. 
Idealmente, deve ser iniciado o GC 15-30 
minutos antes do inicio da antibioticoterapia, 
ou no máximo, junto com a 1ª dose do 
antibiótico. Seu inicio após 6h do inicio do 
tratamento antimicrobinao é inútil . 
O esquema empregado é: dexametasona 
10mg IV 6/6 horas por 4 dias. 
Além , são da antibioticoterapia especifica
necessárias medidas importantes como: 
 Isolamento respiratório por 24 horas 
em meningites por meningococo ou 
hemófilo. 
 Hidratação com solução isomolar 
evitando a hiper-hidratação, o que 
agravará o edema cerebral. 
 Elevar a cabeceira da cama. 
 Manitol: promove diurese osmótica e 
melhora o edema cerebral nos 
pacientes com HIC. 
 Diazepam para o tratamento das 
convulsões e hidantoína ou 
fenobarbital para o controle. 
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8 Marcela Oliveira Medicina 2021 –
Casos suspeitos ou confirmados de 
meningite por meningococo ou haemophilus
devem permanecer em precaução 
respiratória contra gotículas durante as 
primeiras 24h de antibioticoterapia. 
Além disso, quarto privativo ou enfermaria de 
pacientes com o mesmo agente etiológico, 
com distancia mínimo pacientes entre dois 
>1 metro. 
Mascara cirúrgica para profissionais de 
saúde, visitantes e acompanhantes. E caso o 
paciente precise ser transportado, este deve 
estar usando mascara cirúrgica. 
A resposta ao tratamento antimicrobiano 
corretamente instituído costuma ser , 
havendo melhora da confusão mental nas 
primeiras seis horas de terapia. A febre 
também costuma melhorar já nas primeiras 
6-12 horas sinais de irritação meníngea. Os , 
por outro lado, levam de três a cinco dias 
para desaparecer. 
Uma de nova punção lombar após 72 horas
tratamento é classicamente indicada para 
avaliar a evolução das alterações 
inflamatórias do liquor. 
TRATAMENTO VIRAL 
Recomenda-se tratamento de suporte, com 
sintomático e avaliação criteriosa. 
Tratamento antiviral especifico somente nos 
casos de meningite herpética com Aciclovir 
endovenoso. 
QUIMIOPROFILAXIA 
Estão indicadas somente para os contatos 
próximos de casos de meningite por H. 
influenzae e doença meningocócica. 
A droga de escolha é a Rifampicina, 
devendo ser iniciada ate 48 horas da 
exposição, usada ate 10 dias no caso de 
doença Meningocócica ou ate 30 dias no 
caso de Haemophiilus. Todos os contatos 
devem ser monitorados por 10 dias. 
VACINAÇÃO 
A vacinação é considerada a principal 
medida preventiva. Estão disponíveis pelo 
PNI: 
 Vacina conjugada Pentavalente: 
protege contra meningite e outras 
infecções causadas pelo H. Influenzae
tipo b, além de difteria tétano, , 
coqueluche e hepatite b. 
 Vacina BCG: protege contra as formas 
graves de tuberculose. 
 Vacina Pneumocócica Conjugada 10-
valente: protege contra doenças 
invasivas e outras infecções pelo 
pneumococo. 
 Vacina Meningocócica Conjugada C: 
protege contra doença invasiva 
causada pelo meningococo do 
sorogrupo C. 
 
4. Entender os componentes e as 
principais funções da CCIH. 
As Comissões de Controle de Infecção 
Hospitalar (CCIH) foram instituídas por lei a 
partir de 1998 juntamente com a criação do 
Programa de Controle de Infecções 
Hospitalares (PCIH) que consiste em um 
conjunto de ações desenvolvidascom vistas 
a reduzir ao máximo possível a incidência e 
a gravidade das infecções hospitalares. 
Cabe à CCIH a execução das ações do 
PCIH. 
A CCIH é composta por profissionais da área 
de saúde, de nível superior, formalmente 
designados e nomeados pela Direção do 
hospital. 
Os componentes da CCIH agrupam-se em 
dois tipos: membros consultores e membros 
executores. 
Os membros consultores deverão incluir 
representantes dos seguintes serviços: 
médico, enfermagem, farmácia, laboratório 
de microbiologia e administração. 
bacteria gram nega�va e evolução demrada
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Os representam o membros executores
Serviço de Controle de Infecção Hospitalar 
(SCIH) e são eles os pela responsáveis diretos
execução . É 
recomendável que pelo menos 01 (um) 
membro executor seja um profissional de 
enfermagem. 
Infecção hospitalar é “qualquer infecção 
adquirida após a internação do paciente e 
que se manifesta durante a internação ou 
mesmo após a alta, quando puder ser 
relacionada com a internação ou 
procedimentos hospital ares”.
Esse atualmente, no entanto, é termo
considerado inapropriado, e por isso 
atualmente as chamadas “infecções 
hospitalares” são denominadas de 
“Infecções Relacionadas à Assistência à 
Saúde” (IRAS). Esta mudança de 
denominação se deu porque a ocorrência 
das IRAS não depende exclusivamente do 
ambiente hospitalar, já que a assistência à 
saúde pode acontecer também em outros 
ambientes, como em clínicas de diálise, de 
quimioterapia, no próprio ambiente 
domiciliar. 
Quais as principais atribuições da Comissão 
de Controle de Infecção Hospitalar? 
Elaborar, planejar, executar, manter e avaliar 
o Programa de Controle de Infecção 
Hospitalar, por meio das seguintes ações: 
 Obedecer todas as normas 
estabelecidas pela ; ANVISA
 Implantar um Sistema de Vigilância 
Epidemiológica das Infecções 
Hospitalares; 
 Criar um manual de normas e 
condutas que devem ser implantadas 
e seguidas por toda equipe hospitalar; 
 Supervisionar as rotinas operacionais; 
 Promover constantemente 
treinamento, capacitação e ações de 
orientação da equipe médico-
hospitalar sobre prevenção e controle 
das infecções hospitalares; 
 Usar adequadamente 
antimicrobianos, germicidas e 
qualquer outro produto químico; 
 Avaliar e supervisionar as ações 
realizadas pelos membros executores; 
 Divulgar para toda a instituição 
hospitalar as ações e normas para 
controle e prevenção das infecções 
hospitalares; 
 Estabelecer um plano de 
contingência em caso de infecção 
detectada. 
Dentro da CCIH há a Comissão de Uso e Controle 
de Antimicrobianos - que é responsável pela 
avaliação e liberação do uso de antimicrobianos 
dentro do complexo hospitalar. O serviço conta 
com médicos infectologistas que avaliam cada 
solicitação de antimicrobianos preenchida pelos 
médicos assistentes dos pacientes internados, e 
segundo protocolos, liberam ou não estas 
solicitações. 
Possui um fluxo bem estabelecido com o Serviço 
de Farmácia Hospitalar, sendo da seguinte forma: 
O médico assistente preenche uma solicitação 
própria informando os dados pessoais e clínicos 
dos pacientes e o antimicrobiano solicitado
constando dose, posologia e tempo de 
tratamento, o qual não deve ultrapassar sete 
dias. A ficha é entregue no Serviço de Farmácia, 
que confere se a mesma está devidamente 
preenchida e libera a primeira dose do 
antimicrobiano. Em caso de preenchimento 
incorreto a ficha é devolvida ao médico para 
adequação. As farmacêuticas também 
conferem a prescrição e caso fuja do habitual o 
médico da CCIH é comunicado imediatamente, 
da mesma forma se houver solicitação de 
antimicrobianos não padronizados. 
Posteriormente o infectologista da CCIH recolhe 
as fichas e avalia a indicação de cada 
antimicrobiano. Se não houver problemas a 
medicação é liberada por sete dias. Caso haja 
divergência entre o antibiótico solicitado e a 
indicação, o infectologista bloqueia a liberação 
pela farmácia e comunica ao médico assistente 
do paciente em questão para discussão do caso 
e adequação do antimicrobiano. Se houver 
necessidade de prolongar o uso o médico 
assistente deve preencher nova solicitação que 
segue o mesmo fluxo. 
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